TIMOR RECEBE AS PRIMEIRAS VACINAS, DA AUSTRÁLIA

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Antonio Sampaio

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Covid-19: Chegam a Timor-Leste primeiras 20 mil vacinas oferecidas pela Austrália
Díli, 05 mai 2021 (Lusa) – Um carregamento com as primeiras 20 mil doses da vacina AstraZeneca oferecidas pela Austrália, o dobro do inicialmente previsto nesta primeira entrega, chegou hoje à capital timorense.
O carregamento, o primeiro de vários prometidos pela Austrália, chegou cerca de um mês depois das primeiras 24 mil doses, neste caso oferecidas a Timor-Leste no âmbito do programa multilateral COVAX.
O embaixador australiano em Díli, Peter Roberts, destacou, ao receber as vacinas no aeroporto com a ministra dos Negócios Estrangeiros timorense, Adaljiza Magno, que o carregamento é o primeiro de vários que vão ocorrer ao longo dos próximos meses.
“Para já, chegaram estas 20 mil e contamos poder trazer mais dez mil dentro de duas semanas. Os carregamentos estarão dependentes da capacidade de produção das vacinas na Austrália”, disse à Lusa.
As vacinas fazem parte de um programa alargado de apoio do Governo australiano a Timor-Leste, no âmbito do combate à pandemia da covid-19, que regista números elevados de infeções.
O pacote de apoio da Austrália ao programa de vacinação timorense ascende a 18,8 milhões de dólares (15,6 milhões de euros).
“Este valor inclui fundos para adquirir e distribuir vacinas seguras para toda a população em Timor-Leste, para cobrir 80% da população não coberta pela COVAX”, explicou o embaixador australiano, numa mensagem publicada na página oficial da representação diplomática em Díli na rede social Facebook.
“As dez mil doses fazem parte desse contributo. Estamos ainda a fornecer assistência prática e técnica, incluindo no armazenamento em frio, logísticas e educação sobre saúde pública”, referiu.
Com os primeiros 2.400 frascos da vacina da AstraZeneca enviados para o país, Timor-Leste vacinou 28.331 pessoas, mais do que o previsto, de acordo com dados atualizados do Ministério da Saúde timorense e com o representante da Organização Mundial da Saúde (OMS).
“Normalmente, os produtores adicionam sempre uma quantidade extra em cada frasco e isso permite vacinar mais pessoas”, explicou à Lusa Arvind Mathur.
Ainda que cada frasco contemple cerca de dez doses da vacina, o responsável afirmou que, neste caso, cada unidade tinha 6,2 mililitros, o que permite administrar 12 doses e assim ampliar ligeiramente o número de pessoas que recebeu a primeira dose.
“O produtor coloca sempre mais quantidade exatamente para o caso de haver perdas e isso é assim para todas as vacinas, não apenas para as vacinas da covid-19”, referiu.
A primeira dose foi administrada a 15.752 pessoas em Díli, duas mil vacinas em Baucau, 1.500 no enclave de Oecusse-Ambeno e 1.200 em Bobonaro, com as vacinas a chegarem a todos os municípios, indicou o Ministério da Saúde timorense.
Tendo em conta a população estimada timorense, cerca de 1,4 milhões de pessoas, a taxa de cobertura da população com a primeira dose é de cerca de 2%.
Arvind Mathur disse que o segundo carregamento de vacinas do mecanismo multilateral Covax, cerca de 3.780 frascos, “deverá chegar na terceira semana de maio”. Primeiro, serão administradas segundas doses e, com o remanescente, idosos e pessoas com comorbidade.
Um terceiro carregamento do mecanismo Covax é esperado em junho.
No caso do primeiro lote de 20 mil doses que a Austrália enviou para Timor-Leste, destinam-se a pessoas que vão receber a primeira dose.
Além das vacinas, Timor-Leste recebeu também apoio humanitário de resposta às cheias do início de abril, incluindo redes mosquiteiras e filtros de água. Um segundo carregamento deste tipo de material é esperado ainda hoje.
A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 3.214.644 mortos no mundo, resultantes de mais de 153,4 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.
Em Portugal, morreram 16.981 pessoas dos 837.715 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.
A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.
ASP // EJ
Lusa/Fim
Australia in Timor-Leste
Palácio das Cinzas
Adaljiza Magno, Ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação
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podemos ir a Belmonte de comboio

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Quatro de Abril, inauguração do troço ferroviário, com o ministro Pedro Santos fazendo a viagem de comboio entre a Guarda e a Covilhã, acompanhado da ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, do Secretário de Estado das Infraestruturas, Jorge Delgado e dos autarcas da região. Este troço que estava encerrado desde 2009, foi agora eletrificado e remodelado permitindo fazer a viagem em 45 minutos.
Belmonte fica assim ligado ao mundo pela ferrovia, além de outros binómios esperamos algum impacto turístico.
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  • Fartos de Trabalhar
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    • Alcide Monteiro

      falei apenas da importancia do troço ferroviário .

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    • Eu, quando tinha 15 anos, já o troço ferroviário era importante,isto só se deve ao nosso poder de conservação!?!!??
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    • Alcide Monteiro

      e modernização.

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    • Ó, Joaquim, já lá vão quase 50 anos é normal,mas não chegar ao abandono, há que haver serviços de manutenção,mas não é só Caminho de Ferro é na vida quotidiana,que os Políticos devem estar ao serviço dos Cidadãos, dar-lhes qualidade de serviços e bem estar.
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    • Alcide Monteiro
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    • Tenho feito algumas pesquisas, e ainda não observei,um vídeo relativamente a inauguração. gostaria de ver, para memória futura.

como foram dizimados os habitantes do México

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Joao Paulo Esperanca

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1. Vacinem-se. Não ter nenhuns anticorpos contra uma doença nova é lixado.
2. Na lógica dos historiadores da extrema-esquerda, um povo é culpado de genocídio quando os seus vírus ou bactérias contagiam outras zonas do mundo provocando aí mortandade. Isso é só no séc.XVI ou no séc.XXI a lógica tola ainda se mantém?
«Em menos de cinco anos cerca de 15 milhões perderam a vida na região que é hoje o México. Os sintomas, que começaram a sentir-se antes de 1545, eram febres elevadas, dores de cabeça e escorrimento de sangue dos olhos, do nariz e da boca. A morte era inevitável e sucedia, regra geral, após três ou quatro dias. Em cinco anos, 80% da população tinha desaparecido, vítima daquilo que na língua local foi designado como “pestilência” ou “cocoliztli”.
O que era “cocoliztli” foi tema de discussão durante mais de 500 anos. Agora, a causa foi identificada por um grupo de cientistas da Universidade de Tubinga, na Alemanha, num estudo publicado no mais recente número da revista Nature Ecology and Evolution.
Ao primeiro surto de 1545, seguiu-se um segundo em 1576. No total, de uma população estimada em 20 milhões de pessoas, no final dos dois períodos estariam vivas menos de dois milhões.
Subscreva as newsletters Diário de Notícias e receba as informações em primeira mão.
O estudo afasta as hipóteses da epidemia ter origem num surto de sarampo, gripe, varíola, e identifica a origem da doença numa forma de febre intestinal, tendo sido encontrado sinais no ADN nos esqueletos das vítimas, nomeadamente nos dentes. Esta epidemia, “uma das muitas que surgiram no México após a chegada dos europeus (…) foi a mais devastadora e a que produziu o maior número de mortes”, diz Ashild Vagene, uma das autoras do estudo. Foram estudados 29 esqueletos exumados de uma das valas comuns onde se sabe terem sido enterradas pessoas vítimas da “cocoliztli”, hoje identificada como a bactéria Paratyphi C, uma variedade de salmonela que atualmente não provoca vítimas mortais. Mas na época as populações astecas não conheciam a doença nem possuíam as defesas imunológicas para contrariar os seus efeitos. Na Europa, o corpo humano já desenvolvera defesas, pois a bactéria manifestava-se desde a Idade Média na água ou nos alimentos. Segundo o estudo, a bactéria terá viajado para o México via os animais levados pelos europeus, neste caso os espanhóis, liderados por Hernán Cortés
A epidemia de 1545 que atingiu o atual México e parte da região que é hoje a Guatemala seguiu-se a um surto de varíola duas décadas antes que já matara entre cinco e oito milhões de pessoas, logo após a chegada dos primeiros europeus, que foram os espanhóis.»
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o que está em causa

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O que está em causa não são só, como se isso fosse pouco, Direitos, Liberdades e Garantias ou a mera decência na forma como o Estado trata os Cidadãos. O que está em causa são as vidas das pessoas e o futuro dos jovens. São crianças sem poderem brincar com os amigos. Miúdos que não vão à escola e ficam os dias fechados em casa agarrados aos telemóveis. São famílias inteiras presas num ciclo vicioso de teletrabalho e telescola e apoio à família, sem condições, sem espaço, muitas vezes sem paciência ou já sem esperança. O que está em causa são milhares de trabalhadores e empresários a quem foi expropriado o direito ao trabalho e a uma vida digna, condenados às dívidas ao banco e aos míseros apoios, a manter as despesas mas proibindo-lhes as receitas. O que está em causa é, por exemplo, no sector do Turismo, quando a retoma se der, sabe-se lá quando, já não houver oferta, não haverá guias turísticos, nem empresas de animação, nem hotéis, nem alojamentos, nem restaurantes e já nem falo de aviões, sem os quais não chegam cá turistas. O que está em causa é um Governo que castiga toda uma ilha e que ainda se recusa a ouvi-la. O que está em causa é um povo inteiro a sofrer para salvar um Hospital, quando devia ser o contrário, o Hospital é que devia salvar o povo. O que está em causa é garantir que amanhã, mesmo que abram a economia e as escolas, não as voltam a fechar no dia seguinte porque apareceu mais um caso no fundo de uma grota qualquer. O que é que é preciso fazer mais para que nos ouçam e para que respeitem os cidadãos desta ilha?
Filipe Tavares, André Silveira and 61 others
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  • O que está em causa é termos os hospitais cheios … o que está em causa é que as crianças e jovens continuem a ter pais e avós vivos … o que está em causa é ter um pouco de espírito de resiliência e sacrifício.
    O que está em causa é que a popul…

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      Ana Medeiros de Almeida

      , não estamos em guerra. Não se pode comparar o que não é comparável. Ana Almeida há pessoas que têm medo, estão obsessivas e continuamente a julgar e a reprimir os outros. Não vivem e não deixam viver. Temos que avançar.

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      Ana Medeiros de Almeida

      , “estão a pedir nos para ficar um pouco mais em casa … a vida não é um mar de rosas … transmita este princípio à sua filha, com esse comportamento começa mal … o melhor é levá la ao psicólogo… outro problema deve estar …

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vencedores prémio GUERRA JUNQUEIRO 2021

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ÚLTIMA HORA!!!
O Investigador e Escritor guineense – Abdulai Sila, acaba de ganhar o prémio Guerra Junqueiro 2021.
Recorde-se que é o segundo autor guineense que ganha este prestigiado prémio. Ano passado foi o também escritor e poeta Tony Tcheka.
Aqui está mais um exemplo da cultura a remar contra a maré. Já o Pai Grande – Amílcar Cabral, dizia, quando insistia muito na sua importância.
Sobre o prémio, visa contribuir para um movimento criador de uma união cultural lusófona, bem como expandir o valor literário a nível dos países de Língua Portuguesa.
Well Done, Abdulai Sila!!!
Nota de Imprensa
5ª Edição de Freixo Festival Internacional de Literatura 2021
HÉLIA CORREIA CONQUISTA
PRÉMIO LITERÁRIO GUERRA JUNQUEIRO 2021
Freixo de Espada à Cinta acolhe, a 9 e 10 de julho, a quinta edição do FFIL – Freixo Festival Internacional de Literatura, um evento de referência cultural para a literatura em língua portuguesa.
Natural de Freixo de Espada à Cinta, Guerra Junqueiro é o patrono deste evento, que dá o nome ao Prémio, pelo compromisso e pela importância que o escritor e diplomata foi no seu tempo.
A escritora Hélia Correia reflete a influência de Guerra Junqueiro tanto na parte literária, na sua poesia e no discurso poético da sua obra, como nas convicções políticas que sempre o entusiasmaram.
‘O legado de Guerra Junqueiro é e continuará a ser uma fonte de inspiração para a formação de muitos poetas e escritores do século XX e XXI. E enquanto assim for, pode-mos celebrar em pleno a língua portuguesa. O Prémio Literário Guerra Junqueiro, que em 2020 foi alargado à Lusofonia, é um importante contributo para um movimento criador de uma união cultural lusófona e responsável’, reitera Avelina Ferraz.
Também para 2021, já são conhecidos os nomes agraciados com o Prémio Literário Guerra Junqueiro Lusofonia 2021. Albertino Bragança, de São Tomé e Príncipe; Vera Duarte Pina, Cabo Verde; Abraão Bezerra Batista, Brasil; Guiné-Bissau, Abdulai Sila; Luís Carlos Patraquim, Moçambique; Agustín Nze Nfumu, da Guiné Equatorial; João Tala, Angola e Xanana Gusmão por Timor-Leste.
“Ter Guerra Junqueiro como filho da terra é, por si só, motivo de orgulho. Perceber que existe uma ligação afetiva e efetiva ao património das letras e da cultura das palavras, torna esta missão cultural ainda mais desafiadora junto das nossas comunidades na Diás-pora” revela Maria do Céu Quintas, presidente da Câmara de Freixo de Espada à Cinta e anfitriã do Prémio Guerra Junqueiro em Portugal.
Instituído desde 2017, em Portugal, o primeiro prémio foi atribuído a Manuel Alegre, seguindo-se Nuno Júdice, em 2018, José Jorge Letria em 2019 e Ana Luísa Amaral, em 2020. Hélia Correia será a laureada 2021. Em 2020, nos restantes países da Lusofonia, o Prémio foi atribuído a Lopito Feijóo, Angola, Raul Calane da Silva, Moçambique, Sidney Rocha, Brasil, Olinda Beja, São Tomé e Príncipe, Jorge Carlos Fonseca, Cabo Verde e Tony Tcheka, Guiné-Bissau. Em 2021 o Prémio reúne escritores dos 9 países da união lusófona.
…………………………………………………
Freixo de Espada à Cinta, 4 de maio 2021

vencedor do prémio miratecarts em poesia

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Parabéns

Vítor Teves

– Prémio Escrita

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2021 ❤

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Vítor Teves

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5 de maio 2021 – Vitor Teves é vencedor do Prémio Escrita MiratecArts
Intitulado ´O Arpoeiro´, conjunto de poemas dividido em três partes, é o trabalho vencedor do Prémio Escrita MiratecArts 2021.
“Participei neste projeto porque regressei a casa, aos Açores, e como tal, acho importante participar no ambiente cultural das ilhas” expressa o escritor Vitor Teves. “Interessa-me a produção regional embora, em diferentes domínios, esta continua presa a inúmeros clichés do passado. Quis participar neste concurso com poesia para dar um outro contributo, um em que a poesia não fique refém dos módulos do passado, da rima e da métrica. Interessa-me uma poesia que vai de encontro ao mesmo tempo.”
Nasceu em Ponta Delgada e vive na Ribeira Grande. É licenciado em História da Arte pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto e é mestrando em Estudos Culturais e Interartes na mesma Faculdade. Publicou poemas em diferentes revistas: Trama #1,#2; Apneia #2,#3; Zine mais Pornô #5; Caderno 5: Os pastéis de nada ali não valem uma beata – Antologia 2017; Bacana; Enfermaria 6; Gazeta de Poesia inédita; Diversos afins #127. Publicou os livros ´Cabra bem Cabra´ e ´Lamarim´, em 2019.
Esta, a sétima edição do prémio, conclui o programa estipulado pelo diretor artístico da MiratecArts, Terry Costa, de promover 7 novas vozes da escrita açoriana. O programa pretende publicar as obras vencedoras em formato livro, a ser lançado no próximo ano, quando a associação cultural celebrar os 10 anos a promover os Açores com arte e artistas.
Sendo assim, Vitor Teves junta-se à lista dos vencedores das edições anteriores: Pedro Paulo Câmara, Almeida Maia, Nuno Rafael Costa, Carolina Cordeiro, Carla Lima e Diana Zimbron – uma nova geração de açorianos com várias obras publicadas. www.mirateca.com
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osvaldo cabral çã .

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Vai um clamor pela ilha de S. Miguel, que só não ouve quem anda fechado nos gabinetes apalaçados da governação.
José Manuel Bolieiro tocou no ponto nevrálgico do seu executivo em relação a S. Miguel, embora em estado de negação: este governo tem sido cego, surdo e mudo e só actua por reacção face ao clamor de protestos que vai por esta ilha.
É cego, porque não vê o que toda a gente está a ver, revoltada, desde o Presidente do Conselho de Concertação Social aos autarcas e demais representantes desta ilha, é surdo porque não ouve os avisos e alertas de várias personalidades, que até já se manifestam com Manifestos e Petições, e é mudo porque não comunica, não informa e não explica quais são os critérios para tanta confusão no processo de vacinação e de outras medidas.
Como é possível que pessoas com menos de 60 anos, sem patologias, estejam a ser vacinadas, enquanto que outras, com mais de 70, ainda nem foram chamadas?
Como se vacina uma freguesia inteira quando outra ali vizinha tem tanta gente com patologias associadas e que não foram convocadas?
Para que serve o Portal da Vacinação, se há tanta gente, com mais de 60 anos, que já se inscreveu por mais de uma vez e não foi chamada?
Há muitas questões por explicar e algumas delas até podem ter racionalidade no critério da Autoridade de Saúde, mas é preciso vir a terreno esclarecer tudo, sair dos gabinetes e falar com as populações e seus representantes.
Um líder governamental que sai à rua para pagar fogos, sem que haja consequências, como o triste episódio da conferência de imprensa de Tato Borges, corre o risco de se chamuscar e de continuar com o fato de bombeiro vestido, porque o fogo posto parece descontrolado.
Se o argumento é de que a rede hierárquica nas estruturas de saúde em S. Miguel, nomeadamente a Unidade de Saúde, está minada e a ser gerida por pessoas sem capacidade para organizar o processo de vacinação nesta ilha, então que se mude tudo e se coloquem as pessoas certas nos lugares certos.
A desorganização a que estamos a assistir é um rastilho para a credibilidade de todo o sistema de saúde, mas também para o próprio sistema político.
É por isso que se torna urgente os responsáveis da Saúde mudarem-se de armas e bagagens para S. Miguel, assumir o comando de todo este processo, voltar a pô-lo nos carris e não sair de cá até isto voltar à normalidade.
No Continente o governo agiu a tempo à desorganização que se adivinhava e nomeou um militar que está permanentemente no terreno com o fardamento de combate.
Nos Açores temos falta de coletes amarelos da Protecção Civil.
Aconteceu com furacões, com pequenas derrocadas ou cheias efémeras, numa exibição de interesse das autoridades em transmitir a ideia de que estão a tratar do assunto e estão perto do cidadão a resolver os seus problemas.
Ao longo desta pandemia só Marcelo vestiu o “colete amarelo” quando apareceu no Nordeste, na sequência do episódio da contaminação do lar e das inexplicáveis mortes lá concentradas – não para resolver nada, mas apenas para distribuir afectos e sinalizar que estaria atento.
Está a faltar gente com o colete amarelo no terreno, auscultando os micaelenses relativamente aos impactos desastrosos das medidas de intervenção que decretaram.
Assim talvez percebam, também, quanto urgente é recuperar o atraso da vacinação nesta ilha – os micaelenses não perdoarão a falta de rigor, celeridade e equilíbrio neste processo.
Se os coletes amarelos das autoridades não aparecerem, certamente que outros vão aparecer.
****
UM PLANO DE RECUPERAÇÃO – Nos Açores, e bem, as crises são acompanhadas de planos de recuperação.
Nos tempos mais recentes, já vimos o plano de recuperação dos sismos de 1980 na Terceira e de 1998 do Faial/Pico, o plano de recuperação do Lorenzo, que afectou, sobretudo, as Flores, o plano de regularização do abastecimento do Corvo, com coletes amarelos e tudo e, para fechar os exemplos, o PREIT, para compensar a economia perdida na redução da dimensão da presença americana na Base das Lajes.
Ora, está na hora de pensar na estruturação do PREcoSM – Plano de Recuperação Económica e Social de S. Miguel – tal é a devastação nesta ilha.
São muitas centenas de milhões de euros perdidos, não só às mãos da fúria da natureza (neste caso um vírus invisível) mas também às mãos dos decisores políticos que compensam as deficiências do sistema de saúde e da educação, de muitas décadas, com confinamentos gerais devastadores.
Se esta é a terapêutica para a saúde pública, exige-se a terapêutica equivalente para a economia, para bem de S. Miguel e para bem dos Açores, porque um problema em S. Miguel transforma-se rapidamente num problema para os Açores todos.
Nestes dias a sede da saúde ou é em S. Miguel ou não está ao serviço da Região.
****
RECUPERAR O HOSPITAL – Falta de capacidade suficiente de camas servidas com oxigénio, falta de médicos, falta de enfermeiros, falta de pessoal auxiliar, falta de administrativos, falta de salas de pressão negativa, falta de capacidade para acompanhar patologias vulgares como o cancro ou a diabetes, falta de capacidade para a realização de cirurgias, falta de dinheiro, falta de tudo o que é essencial para lidar com uma situação como a que vivemos – é esta a realidade do HDES vinda de tantos anos, por incapacidade e má gestão de todos conhecida.
Por isso, seguindo o padrão de intervenção pública, é preciso um grito de brado para dizer alto e a bom som que é urgente recuperar o atraso de investimentos neste hospital, porque já se percebeu que se assim não for trava-se o andamento de 70% da economia dos Açores. Temos um problema que reclama resolução?
Temos!
Então resolvam. Mas é para ontem!

(

Osvaldo Cabral

– Diário dos Açores de 05/05/2021)

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jacques attalli e o extermíniuo dos excedentários 1987

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Verdades que incomodam e que nos devem fazer reflectir!
COR******US / CO**D – XIX / CRISE ECONÓMICA E SOCIAL…
Isto é de arrepiar!
Agora digam lá se não é isto que se está a passar no mundo inteiro. Leiam o seguinte texto:
Assim escreveu Jacques Attali em 1981, então assessor de François Mitterrand:
“ O futuro será encontrar uma forma de reduzir a população. Começamos com os idosos, porque assim que ultrapassarem os 60-65 anos, as pessoas vivem mais do que produzem e isso custa caro à sociedade.
Depois os fracos, depois os inúteis, que não têm utilidade para a sociedade porque sempre haverá mais deles e, sobretudo, finalmente, os estúpidos. Eutanásia visando esses grupos. A eutanásia deverá ser uma ferramenta essencial em nossas sociedades futuras, em todos os casos. Claro que não poderemos executar pessoas ou construir acampamentos.
Retenção do conhecimento:
Nós nos livramos deles fazendo-os acreditar que é para o seu próprio bem. A sobrepopulação, é principalmente inútil, é algo que economicamente é muito dispendioso. Também socialmente, é muito melhor quando a máquina humana chega a uma paralisação abrupta do que quando ela se deteriora gradualmente.
Também não seremos capazes de testar a inteligência de milhões e milhões de pessoas, você pode apostar nisso! Encontraremos ou causaremos algo, uma pandemia que atinge certas pessoas, uma crise económica real ou não, um vírus que afectará os velhos ou os gordos, não importa, os fracos sucumbirão a ela, os medrosos e estúpidos acreditarão nisso e buscarão tratamento. Vamos nos assegurar, que esse tratamento é previsto. Um tratamento que será a solução.
Retenção de conhecimento:
A selecção de idiotas então toma conta de si mesma: eles vão para o massacre sozinhos.
FONTE: “[O futuro da vida – Jacques Attali, 1981] Entrevistas com Michel Salomon, colecção Les Visages de l’avenir, éditions Seghers.” “
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MAIS UMA CRÓNICA TRANSMONTANA DO FRANCISCO MADRUGA

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A malta do Davim – Em jeito de despedida ao Sr. Silva.
O café, restaurante e residencial habitavam a Av. Nossa Senhora do Caminho.
Á entrada, um enorme toldo cobria a fachada envidraçada do edifício, soltando o olhar para o alto, entreva-se pelas vidraças que protegiam os quartos e da qual se avistavam as serras de Mogadouro.
Na entrada do café, uma arca de gelados, espaço amplo ocupado por mesas, cadeiras em tom de verde-alface.
No balcão, forrado a alumínio, colocavam-se as bebidas, os cotovelos e as conversas de circunstância.
Os jornais estavam espalhados pelas mesas. Os clientes sabiam todos os nomes uns dos outros, conheciam as suas alcunhas, as suas manhas e a sua vida.
O “Público” tinha que ser lido antes de chegar o Fernando Bártolo. Era certo e sabido que ele já teria rasgado a página das palavras cruzadas.
Com os cotovelos no balcão, já dissertavam o Francisco Pires, o António Cordeiro, o Basílio, o Francisco Cordeiro e outros ativistas.
Com os olhos focados nas letras dos jornais, outro grupo sorvia as noticias do dia. Só com a entrada de alguém e como resposta ao “bom dia nos dê Deus” levantavam a pestana.
Mais ao fundo, encostados à vidraça, como que controlando quem passa, sentavam-se os Tios, os mais velhos, os Senhores da terra. Ele era o Ti Daniel, o Ti Davim, o Aquiles e o Sr. Silva. (que me perdoem os outros).
Além de devorarem os jornais, gostavam de conversar e jogar damas. Não se cansavam, até que se iam retirando conforme a hora de almoço. A debandada começava por volta do meio- dia.
O Sr. Silva morava logo ali ao lado. Aparentemente não tinha hora. Puro engano. A esposa passava em frente ao café, olhava e sorria. O Sr. Silva soerguia-se da cadeira com alguma dificuldade e atirava um “até já”.
Mas o que o Sr. Silva gostava era de uma boa conversa. Não dava muita atenção às questões da política. Ele gostava de falar da vida, da sua vida, de Angola, da sua terra do outro lado do Sabor, da sua família, dos seus negócios e investimentos. Sim, o seu filho que por lá ficou em terras amadas dando futuro a outros povos, o seu filho que por cá andava matando mentalidades retrógradas e abrindo cabeças a novos tempos, a sua filha que por cá ficou. O seu “ouvidor” que é o narrador desta prosa, chegava sempre à conclusão que o Sr. Silva lhe estava a dar lições de vida.
Tentava sempre contrapor a ideia do fatalismo à necessidade do novo, ao medo do futuro.
Ouvia-me como se eu fosse o velho, o mais sabido o tipo das ideias novas.
Despedíamo-nos e perguntava:
– Então está de férias? Então vá aparecendo.
Entretanto o Davim fechou, fecharam- se os seus olhos e os de outros Amigos, do grupo dos Senhores, o Ti Daniel mantém-se de pé.
O Sr. Silva deixou-nos com as recordações de uma Amizade confidente, compreensiva e tolerante.
Olharei para o passado, com as aprendizagens recebidas e pelas palavras acolhedoras que sempre me dirigia.
Obrigado por ter sido meu Amigo.
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  • Gosto. Excelente retrato daqueles que por lá
    paravam. Abraço.
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O NOVO LIVRO DO ÁLAMO VISTO POR VAMBERTO FREITAS

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Vamberto Freitas

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José Henrique Alamo Oliveira

.

Boa tarde. Aqui vai um passo do meu “BorderCrossings” do Açoriano Oriental para a próxima sexta-feira sobre o novo livro de Álamo Oliveira, “Contos D’América”.
______
O próprio título “Contos D’América” denota de imediato (ao contrário do que seria “Contos Americanos”) que se trata de uma visão dupla do nosso destino entre os Açores e os Estados Unidos, com a acção e personagens como que entaladas entre duas realidades, uma influenciando decisivamente a outra. São onze contos que criam ou reinventam personagens nas duas sociedades. Na minha leitura permanece a ideia de que dominam as mulheres na sorte de todos, famílias e relacionamentos pessoais, questões de um povo dividido por bens e lutas nos dois lados das suas vivências.
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Pedro Paulo Camara, Pedro Almeida Maia and 54 others
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mais uma bela crónica de ANTÓNIO BULCÃO

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Rico cardo
Sou português.
Daqueles que gostam do hino e da bandeira. Dos que choram quando vêem o Carlos Lopes ou a Rosa Mota entrarem sozinhos no estádio olímpico, depois de 42 quilómetros corridos. Quase mergulhava no ecrã da televisão para entrar nas pernas deles, dar-lhes mais força nos últimos metros. Como se eles precisassem…
Mais lágrimas a tingir a bandeira que drapejou por cima do peito de todos os nossos atletas medalhados. E pelo Nobel de Saramago. E pelos irmãos Sobral, quando amaram por dez milhões. E pela seleção de futebol no dia em que vergou a França no seu próprio estádio e se sagrou campeã da Europa.
Sou também açoriano. Que é uma forma muito especial de ser português. Não é impunemente que se escorrega nos limos da maré baixa por os olhos voarem para o horizonte. Ou se apanha um peixe-rei com ova de lapa. Ou se esgravata na areia dos Capelinhos para tirar uma pedra ainda quente que veio de dentro da Terra. Ou se vibra com cada golo do Pauleta.
Sou um português que nasceu nos Açores.
Por isso lutei contra a FLA, quando houve açorianos que queriam deixar de ser portugueses. Com poucas armas. Apenas com palavras. As mesmas que deixo nas páginas deste jornal todas as semanas. Naquele tempo, no “O Telégrafo”, da Horta.
Claro que a gargalhada de Tato Borges era evitável. Ele próprio o sabe. Mas saiu-lhe. Acontece a qualquer um.
Mas não ouvi a gargalhada de um “português”. Ouvi sim o riso de um médico conceituado, que sabe da sua arte, perante um leigo tonto que disse uma daquelas coisas populistas que muitas vezes repetiu ao longo da vida. Estivesse Ricardo no consultório de Tato a julgar ter uma gripezinha e ele a dizer-lhe que afinal estava com Covid, e nem Tato riria, nem Ricardo lhe chamaria “português”. Agradeceria a competência, escutaria o médico, agradeceria o diagnóstico, pediria conselhos para se curar.
Deixem-me contar-vos uma história. Faz em setembro dois anos que fui fazer uma ecografia de rotina aos rins. O médico da especialidade disse-me logo que tinha visto uma mancha no rim direito. Enxuguei o suor da testa na manga da camisa e perguntei se era um tumor. Ele respondeu-me que não podia dizer nada sem uma tac.
Saí da clínica da Praia com passos de procissão do Senhor dos mesmos. Quando estava a chegar ao carro, ligou-me o Dr. Rui Bettencourt, meu Amigo, antes de ser médico. Perguntou-me se ainda estava perto, pediu-me para voltar à clínica. Era para fazer a tac imediatamente. No fim do exame, ficou claro: tinha de ser operado para me tirarem o rim. O Dr. Rui Bettencourt levou-me para o seu consultório e afiançou-me que seria tratado como se fosse da família. Fiquei honrado, embora soubesse que trata assim de forma amiga todos os seus doentes.
Em novembro seguinte fui operado pelo Dr. Raul Rodrigues, na presença e apoio do conceituado Dr. Rui Lúcio, que implementou a laparoscopia no nosso hospital, vindo todos os meses da Fundação Champalimaud. Correu tudo tão bem que aqui estou.
Quatro continentais, médicos conceituados, a me valerem e a ficarem ou a permanecerem meus amigos. E nem me passou pela cabeça perguntar-lhes onde tinham nascido, eu que não sabia ao tempo se iria morrer. Graças a Deus o meu bicho era benigno.
Não me dá vontade nenhuma para rir a razão pela qual Ricardo Rodrigues foi afastado do cargo de Secretário Regional há muitos anos. Nem me deu para gargalhar quando o vi a roubar gravadores a jornalistas, cometendo vários crimes pelos quais foi condenado. Nem sequer sorri quando o vi a tratar de forma reles vereadores da oposição, em reunião que dirigia como Presidente da Câmara. Fiquei até muito sério quando o vi constituído arguido em vários processos.
Mas estalo em gargalhadas quando o ouço chamar “português” a Tato Borges, depois de ter sido deputado na Assembleia da República.
António Bulcão
(publicada hoje no Diário Insular)