Pandemia de covid: por que há tantas teorias da conspiração sobre o coronavírus – BBC News Brasil

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Que o vírus não é tão letal, que foi criado pelo governo chinês… teorias de conspiração sobre a covid-19 abundam; mas por quê?

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com avc chame o 112 não vá ao centro de saúde

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esar Branco

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Centro saúde Ribeira Grande Lixo, nem para animais presta!!!
Uma pessoa que faz a ficha e diz ao funcionário
os sintomas e que é um princípio de um AVC e ainda por cima nos responde mal e que temos que esperar mas esperar por que quem morremos ou que caímos ao chão só pode, isso merece o que?
Fechem de vez esse centro de saúde de lixo uma pessoa
Com sintomas de princípio de AVC a pessoa teve há espera para ser atendida durante 2h sem nenhuma assistência é vergonhoso nós tempos de hoje, depois de atendida médico confirma o que realmente é depois chama ambulância Ponta Delgada onde já poderia ter ido muito mais cedo depois em Ponta Delgada médicos ficam assustados como que é possível a pessoa ficar na sala de espera durante 2 horas sem nunca ser assistida seja por algum médico ou enfermeiro!
Infelizmente e o nosso centro de saúde que temos na Ribeira Grande é uma vergonha fechem as portas que dá mais certo é muitos tachos e panelas la a trabalhar e a ganhar limpo e seco e muita mama…
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  • Uma pessoa que tenha sintomas de AVC não deve ir ao centro de saúde. Deve ligar de imediato o 112 para ser logo encaminhado por eles para o hospital e ser tratado imediatamente.
    Toda a gente deve saber disso
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    • 1 h
  • Respeito e apoio a sua indignação mas mesmo as autoridades de saúde dizem: em caso suspeito de AVC, tem de ligar para o 112, isso é para ser encaminhado logo para um hospital. Isso não invalida que esteja no direito de reclamar. Uma queixa para a ERS (…

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rtp açores momento político nos açores, agora live

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Rui Goulart

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RTP Açores

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Especial Informação: Momento Político nos Açores

A SAÚDE DO REINO UNIDO E O COVID

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52 m
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Carta do Departamento de Saúde recebida na sequência de um pedido de um cidadão do Reino Unido que solicitou ao Departamento de Saúde e Assistência Social do Reino Unido prova científica da existência de um virus chamado sars-cov-2. A resposta do Departamento de Saúde e Assistência Social foi de que não possui nenhuma informação acerca do isolamento de um virus sars-cov-2.

OS BARÕES DE LISBOA A MANDAR NOS AÇORES Expresso | Açores. Rio não cede e Ventura ordena chumbo da ‘geringonça’ de direita

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Dirigentes dos dois partidos continuaram a negociar até esta quarta-feira, mas a recusa do PSD em rever a Constituição é um obstáculo às pretensões de Bolieiro. Líder regional tem até sábado para apresentar uma solução de Governo ao representante da República. Cenário de eleições antecipadas volta a pairar sobre o arquipélago

Source: Expresso | Açores. Rio não cede e Ventura ordena chumbo da ‘geringonça’ de direita

A responsabilidade dos vencidos.

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A responsabilidade dos vencidos.
Como há poucos artigos sobre cenários de governo depois das eleições de dia 25, eu vou fazer mais um.
Este período pós eleitoral tem sido fascinante do ponto de vista de quem se entretém com as lides políticas sem delas depender, e verdadeiramente aterrador, certamente, para os que orbitam dependentes daquilo a que alguém já chamou a “a arte de obter a paz por meio da injustiça.”. Se os resultados foram justos ou não, isso caberá ao tempo e à história julgarem, mas foram claros e a maioria dos Açorianos não votaram no desgastado Vasco Cordeiro, sempre sob a capa da família César, e após mais de 24 anos de regime. Vasco Cordeiro esteve sempre igual a si próprio. Só quem não acompanhou o seu desempenho como Secretário da Economia é que poderia ter esperança que fosse a nova era do PS/A. Não foi, e sai pela porta pequena, que certamente ficará cada vez mais estreita à medida que se vai sabendo mais, e à medida que os dossiers, arrumados bem no fundo dos arquivos, começam a voltar a ver a luz do dia do escrutínio público.
Dito isto, a responsabilidade, neste caso, recai sobre os vencidos. Nenhum partido per si ganhou as eleições, e as hipotéticas vitórias dependem de alianças e acordos. Isso foi evidente no própria dia das eleições após o apuramento provisório de resultado, e o é hoje após todas as movimentações e declarações de entendimento entretanto já anunciadas. Vitórias que só o serão com a construção de soluções duradouras, estáveis e que consigam fazer melhor.
O principal risco destes governos “frankstein” é poderem ter o foco na divisão do poder interno, e muito menos nas políticas. É claro que a mudança pela mudança, após o imenso tempo do PS no poder, trará aspetos positivos. Os próximos tempos serão de limpeza dos armários e de exumações de todo o tipo de trapalhadas do antigo regime. Nada contra, mas corre-se o risco de se esquecerem das políticas que coloquem os Açores no caminho do desenvolvimento e progresso que todos os projetos políticos da Região apregoaram durante o período pré eleitoral. O combate contra mais uma ronda de jobs for the boys, sem a construção de um verdadeiro programa de salvação regional que seja a base da governação nos próximos anos, será fundamental para que não se ceda a tentações. Neste caso o PSD não pode esquecer a sua agenda para a década, como não pode esquecer que os Açorianos não votaram apenas no seu programa. Caberá a José Manuel Bolieiro mediar esse cozinhado. Um desafio (quase) impossível, mas muito necessário, e para o qual não haverá alguém melhor do que quem uniu o partido impossível de unir.
Um assunto tabu que merece ser discutido (poupem-me a berraria do bairrismo, por favor!), é o assumir sem complexos a gestão do equilíbrio entre ilhas. O discurso da cultura da união de todos os Açorianos é um lirismo que hoje, passadas mais de 4 décadas desta autonomia, traz quase nada. Os Açores são verdadeiramente só uns, mas são também, e fundamentalmente, nove ilhas que competem entre si por diversas coisas. Fingir que isto não existe, não é prestar um bom serviço ao bem comum das nossa ilhas. O mesmo em relação às teorias do antigo regime “Cesariano” acerca do “desenvolvimento harmónico”. As ilhas e as economias com mais possibilidade de se sustentarem e desenvolverem não podem ser castradas pelas exigências, muitas delas absolutamente defensáveis, de micro interesses, ou para se criarem “economias falsas” que acabam sempre por degenerar em retrocessos muito caros. Se a nova orgânica do governo irá conseguir manter o objetivo de cada ilha, cada modelo, não sei, mas seria imensamente importante que se acabasse com o principal fator de bloqueio de progresso de todos os Açores. O preço a pagar é o dos últimos 24 anos.
Acerca do cenário de formação de governo: Aposto numa formação 3+2 com +2 líberos onde um fará toda a diferença e outro nem sabe bem o que está a fazer no parlamento.
André Silveira
P.S. Se o PS for governo, por favor ignorem isto tudo, e se me virem na rua podem me dar uma chapada.
A responsabilidade dos vencidos.
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A responsabilidade dos vencidos.
Como há poucos artigos sobre cenários de governo depois das eleições de dia 25, eu vou fazer mais um.
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nova redução de voos

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Pierre Sousa Lima

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O início do inverno IATA e a crise no número de passageiros levou à redução drástica do número de voos semanais entre Ponta Delgada e o continente.
Para além disso, as companhias aérreas estão a fazer constantes reajustes nas ligações programadas com avisos em cima da hora aos passageiros.
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s mig açores 3 propostas para a incineradora

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Três empresas apresentam propostas para a incineradora em São Miguel e o valor mais baixo é o da Tecnovia
Três empresas concorreram ao terceiro concurso internacional para adjudicação da Central de Valorização Energética de São Miguel mas uma, a Efacec, foi, à partida, excluída por apresentar um valor acima do preço base, soube o ‘Correio dos Açores’. O preço base de adjudicação da incineradora, que vai transformar 50 mil toneladas de resíduos por ano, foi de 58 milhões de euros e a Efacec apresentou um valor a concurso de 63 milhões de euros. Os outros dois concorrentes, cujas propostas estão em análise numa comissão técnica constituída no seio da MUSAMI, empresa pública da Associação de Municípios de São Miguel, são a Tecnovia que apresentou uma proposta no valor de 57.949 mil euros; e a empresa italiana TME – Tecnomecânica que apresentou uma proposta no valor de 57,985 milhões de euros. A comissão técnica está na fase final de apreciação técnica das duas propostas e vai entrar agora na fase da sua apreciação jurídica. O relatório preliminar com a posição da comissão sobre qual o vencedor do concurso deverá estar concluído dentro de 15 dias. Este relatório será distribuído pelas duas empresas concorrentes para se poderem pronunciar sobre os fundamentos da decisão e só depois a comissão irá redigir o relatório final. A Central de Transformação Energética de São Miguel tem de estar preparada para incinerar os refugos dos resíduos das outras instalações do Ecoparque de São Miguel, designadamente, da central de tratamento mecânico, da triagem e tratamento biológico. “Só os resíduos que restarem destas primeiras fases por onde passam os resíduos é que serão incinerados”, disse fonte da MUSAMI ao ‘Correio dos Açores. As exigências do concurso público internacional para a aquisição da incineradora constam de um documento de 250 páginas. São exigidos critérios rigorosos de eficiência energética e a Central de Valorização Energética terá de obedecer a uma directiva comunitária sobre a incineração de resíduos que é considerada a mais exigente do mundo. Recentemente, o Tribunal Administrativo e Fiscal de Ponta Delgada decidiu que a acção interposta pelo deputado Paulo Estevão para travar o concurso, não tinha pernas para andar, porque enquanto autor do processo não tem legitimidade, primeiro porque mora na ilha do Corvo e não em São Miguel, segundo porque não fundamenta a sua contestação, isto é fala das consequências que a incineradora terá para o ambiente, em termos avulsos, mas não fundamenta em que medida as mesmas afectarão a população e a invocação de que “a declaração de impacte ambiental emitida em 2011 para o projecto da MUSAMI está caducada não corresponde”. A acção de Paulo Estêvão contava com o apoio do Movimento Salvar a Ilha, para tentar travar a construção de uma incineradora em São Miguel, A sentença do Tribunal Administrativo e Fiscal de Ponta Delgada justifica que a acção movida pelo deputado do PPM “que atenta a particular conformação e natureza da acção popular, a que subjaz a defesa de interesses públicos, ainda que exercida por um particular, tem de considerar-se que não está caracterizado um interesse difuso que legitime o direito à acção popular”. João Paz T
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Estrategizando | Um hospital vazio entre interesses privados e serviço publico, Rui Rio? Quem paga, o privado ou nós?

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Em Miranda do Corvo, Coimbra, foi construído um edificio a quem o construtor chamou de “hospital” mas nunca abriu o “ tal hospital” e ao que parece con

Source: Estrategizando | Um hospital vazio entre interesses privados e serviço publico, Rui Rio? Quem paga, o privado ou nós?

santander totta, ninguém se revolta????

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FUI CLIENTE DO BANCO COMERCIAL DOS AÇORES, DEPOIS ABSORVIDO PELO BANIF, E MAIS RECENTEMENTE, PELO SANTANDER TOTTA NA MAIA, S MIGUEL, AÇORES. HOJE RECEBI A CONFIRMAÇÃO DE QUE VÃO FECHAR ESSA DELEGAÇÃO NA MAIA E PASSÁ-LA PARA A RIBEIRA GRANDE…PORQUE NÃO PARA PONTA DELGADA OU LISBOA OU PORTO, já agora numa terra em que as freguesias rurais estão tão bem servidas de transporte público, mais valia. Claro que nem com as taxas e alcavalas, que nunca pararam de crescer nestes anos, conseguem manter a delegação da Maia aberta, podia estar a prejudicar os lucros em 0,00000000000001% e as pessoas que se lixem. Se puderem cancelem a conta e busquem um banco aberto na proximidade (ainda há o Montepio na Maia e a Caixa Agrícola na Lomba da Maia) que é o que o santander merece. Pena tenho dos funcionários que conheço há 16 anos e que sempre me trataram bem neste período, mas devo estar ser injusto, porque o santander podia ter-me mandado para mais longe ou dizer para ser atendido por um robô falante.

Raios partam a merda dos bancos.

TÚMULO DE RAMSÉS VI

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Corridor of the tomb of Ramses V & VI the broadest corridor, longest shafts (117m) and greatest variety of decoration, KV 9 is one of the most spectacular tombs in the valley. Started by Ramses V and finished by Ramses VI, much of its surface covered with intact hieroglyphs and paintings. The magnificent figure of Nut and scenes from the Book of the Day and Book of the Night.
Ana Franco, Maria Fernanda Paes Moreira and 3 others

CARLOS FINO AINDA NÃO SE SABE QUEM É O PRESIDENTE

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Carlos Fino

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MÉDIA E PODER – EUA
A VITÓRIA-DERROTA DE JOE BIDEN / ANÁLISE
Para além do grande agitador e responsável que é Donald Trump, Joe Biden e o Partido Democrata não estiveram à altura do que se exigia nestes tempos difíceis para a democracia nos EUA.
4 de Novembro de 2020, Público
1. Quando na Europa, ao início de uma manhã de 4 de Novembro — o dia seguinte às eleições presidenciais nos EUA —, não sabemos já quem foi eleito é sinal seguro que algo correu mal. Lembro-me bem da última vez que isso aconteceu em 2000. Na altura, o democrata Al Gore e o republicano George W. Bush ficaram encravados na votação da Florida, ambos reclamando vitória. Várias semanas depois — ao longo das quais foram efectuadas sucessivas recontagens de votos e também não faltaram pressões políticas e acções judiciais — o Supremo Tribunal declarou George W. Bush vencedor, sendo este eleito Presidente dos EUA.
Nesta altura, a 4 de Novembro de 2020, ainda não sabemos quem foi o vencedor das últimas eleições presidenciais. Pelos dados disponíveis, é ainda o mais provável que seja Joe Biden como amplamente antecipavam a sondagens e, sobretudo, ardentemente se desejava nas grandes cidades costeiras dos EUA e na Europa.
Mas uma eventual vitória de Joe Biden e do Partido Democrata já adquiriu sérias tonalidades de derrota. Estas vão pesar duramente sobre o seu mandato, caso se venha a confirmar a sua eleição nos próximos tempos.
📷O que sabemos até agora sobre as eleições presidenciais dos EUA?
📷O que é que se passa nos estados que podem decidir as presidenciais norte-americanas?
📷i-albumELEIÇÕES EUA 2020
A contagem de votos continua, numa América que ainda não sabe que presidente escolheu
2. Um dos maiores problemas das eleições norte-americanas de 3/11/2020 foi o da obsessão com Donald Trump, quer por aqueles que o idolatram e o seguem acriticamente, quer por aqueles que o detestam ou odeiam por razões ideológicas e/ou de personalidade. Para esta hipermediatização, como agrada ao ego de Donald Trump, paradoxalmente muito contribuíram os seus críticos, em especial nos media liberais-progressistas. Nestes últimos quatro anos, do Washington Post ao New York Times, da CNN à revista Time, provavelmente nunca nenhum político teve tanto destaque e ocupou tal espaço nas notícias como Donald Trump (nem mesmo o idolatrado Barack Obama).
Quanto à imprensa europeia, tornou-se, quase sempre, um mera caixa de ressonância acrítica dessa visão jornalística dos nos media liberais-progressistas dos EUA.
Poderíamos pensar que tal imprensa negativa e contundentemente crítica destruiria facilmente Donald Trump, deixando-o sem quaisquer hipóteses políticas. Na realidade essa hipermediatização, feita sistematicamente pela negativa, acabou por ser frequentemente útil para a estratégia política de Donald Trump.
Para além de preencher, como notado, o seu ego compulsivamente narcisista, teve um efeito político em grande parte inverso ao que pretendiam os seus críticos e detractores: deu credibilidade à retórica sobre a distorção da realidade feita pelos media liberais-progressistas junto de partes substanciais do eleitorado, sobretudo no interior dos EUA. Esse é um eleitorado já predisposto a tal ideia, pois há muito desconfia das elites liberais da costa Leste e Oeste.
3. Como notado, a consequência pior da hipermediatização descrita da figura de Donald Trump foi que quase toda esta eleição se fez à volta das suas afirmações e personalidade. Levou a um grau de personalização do debate político largamente indesejável numa democracia, facto que seus críticos, ainda que involuntariamente, agravaram.
Na economia interna, no comércio internacional e na política externa, as ideias políticas de Donald Trump, apesar de erráticas e/ou incoerentes, foram amplamente divulgadas, contestadas ou ridicularizadas. Mas a consequência dessa omnipresença de Trump é que as suas ideias são bem conhecidas de todos, dentro e fora dos EUA.
O mesmo não se pode dizer do seu opositor do Partido Democrata, Joe Biden. A personalidade e ideias políticas deste último foram, quase sempre, transmitidas como uma (vaga) boa alternativa ideológica e moral às ideias política e à personalidade censurável de Trump.
Para além do expectável em qualquer candidato do centro-esquerda democrático — defesa de impostos mais equitativos para os contribuintes norte-americanos, defesa do ingresso dos EUA no Acordo de Paris e penalização das indústrias poluidoras como a petrolífera, ou regresso do multilateralismo na política externa, etc. — não houve nenhuma ideia/slogan amplamente mobilizadora do eleitorado.
E a política externa dos EUA raramente é uma motivação maior do voto dos eleitores norte-americanos, mesmo tendo em conta a rivalidade crescente com a China e a situação excepcional gerada pela pandemia da covid-19. Foi pouco em termos de substância política para Joe Biden criar uma genuína alternativa entusiástica e uma onda política mobilizadora. Talvez a tenha criado nos aliados tradicionais dos EUA não exterior, sobretudo na Europa, mas isso não lhe dá os votos de que necessita para ser eleito.
4. Tem-se falado (demasiado) do Partido Republicano e (muito) pouco do Partido Democrata. Parte importante do problema a que estamos a assistir deve-se às fraquezas e contradições políticas do Partido Democrata. No clássico bipartidismo dos EUA é a alternativa natural de poder de perfil liberal-progressista face ao conservadorismo-nacionalista de Donald Trump e dos Republicanos actuais.
Todavia, Joe Biden é um político da velha guarda do Partido Democrata que, independentemente das suas qualidades, não representa qualquer renovação política, nem uma abertura aos mais jovens e a outros grupos tradicionalmente sub-representados. Pelo contrário, de forma justa ou injusta, pode ser facilmente criticado e atacado como não sendo mais do que o rosto do velho establishment e de estar próximo do lado mais obscuro dos interesses político-económicos que se movem à volta da política federal.
Quanto Nancy Pelosi, que chefiava até agora o Partido Democrata na Câmara dos Representantes — e era a Presidente dessa câmara parlamentar desde 2019 — é uma veterana, com oitenta anos, da política dos EUA. Também aí não houve qualquer de renovação política até às actuais eleições.
Para um partido que promove ideias políticas liberais-progressistas e uma imagem de abertura à sociedade e às suas transformações, as suas lideranças são das mais imutáveis e conservadoras do establishment. Apenas a candidata a vice-Presidente, Kamala Harris, mostrou alguma transformação e renovação do partido Democrata, em termos etários e a outros grupos/ideias da sociedade norte-americana. Mas, como já sublinhado, é pouco.
5. Face às elevadas expectavas de um vitória esmagadora de Joe Biden, que não se confirmaram, e às profundas divisões que vão permanecer na sociedade e na política norte-americana, Joe Biden será provavelmente uma espécie de vencedor-derrotado. Se for assim é um resultado mau para os EUA, quer no plano da política interna, quer no plano da política externa.
Donald Trump acaba por conseguir obter nesta eleição talvez o resultado que melhor serve os seus interesses políticos. Estava fora do seu alcance um vitória clara e inquestionável obtendo a maioria dos votos no colégio eleitoral (e também, embora não sendo esse o critério de escolha do presidente, a maioria dos votos a nível nacional). Mas perdendo por margens que ficam (muito) próximas da vitória em vários Estados da federação, a situação inverte-se.
Se for assim, o ónus de uma vitória ilegítima que pairou sobre si em 2016, sobretudo pela votação nacional inferior a Hillary Clinton, poderá agora pairar, por suspeitas de fraude ou manipulação ilegítima de votos, sobre Joe Biden.
Ao demonstrar nas urnas eleitorais que tem significativamente mais votação (e apoio) do que a que as sondagens e os media liberais lhe atribuíam, teve outros ganhos políticos de relevo. Esse resultado permite renovar o ataque à imprensa e às elites liberais.
Será usado como uma prova de que estes tentam impedir (e suprimir) a opinião e o voto conservador de milhões de cidadãos, o qual não se pode expressar livremente nos media liberais e a nas sondagens.
A América, mais uma vez, ficou em cacos. Para além do grande agitador e responsável que é Donald Trump, Joe Biden e o Partido Democrata não estiveram à altura do que se exigia nestes tempos difíceis para a democracia nos EUA.
Investigador do IPRI-NOVA – Universidade NOVA de Lisboa
A contagem de votos continua, numa América que ainda não sabe que presidente escolheu
PUBLICO.PT
A contagem de votos continua, numa América que ainda não sabe que presidente escolheu

POVO RESISTE À RECICLAGEM

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Sonia Borges de Sousa

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Info Açores

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0:16 / 2:44
https://www.facebook.com/rtpacores/videos/3642456619138028
Em São Miguel, a população continua a resistir à reciclagem.
A MUSAMI diz que há uma separação deficiente – 1/3 dos resíduos recolhidos não está em condições de ser aproveitado.
Devido à má utilização, os ecopontos têm vindo a ser retirados de várias freguesias.