um cacifo dormitório para os professores

O “pressôre” sai de casa às 8h00 da manhã, dirige-se à viatura, aponta o comando da chave à viatura, a viatura abre com o habitual “piiii… piiii”, entra na viatura, coloca a chave na ignição, dá à chave e… “ploc”. ” Ó gaita, agora o carro não pega. Deu-lhe o badagaio.”
Resultado: morte da bateria.
Cabos para aqui e para acolá, com a ajuda dos vizinhos lá consegui por o bolinhas a trabalhar e toca de abrir caminho para a oficina mais próxima. Antes disso, ainda a preocupação de ligar para a escola a avisar que iria chegar atrasado e que, por favor, avisassem as iluminações, não fossem elas pensar que eu já estava farto de as aturar.
Oficina automóvel. Bateria nova. Primeiro assalto do dia.
Vai o “pressôre” a correr para a escola, justifica a falta ao primeiro tempo, e o resto da manhã decorre com a normalidade possível.
Almoço à pressa, dois dedos de conversa com os colegas do costume e trata-se de despachar a última aula do dia.
Volto a pegar na viatura, toda feliz com os volts a correrem-lhe pelas “veias”, olho para o ponteiro da gasolina e penso “Ups, é melhor tratar de alimentar o bolinhas.” Dirijo-me à bomba de gasolina mais próxima e… Segundo assalto do dia.
Conclusão, qualquer dia tenho de me sustentar a pão e água para poder abastecer o carro com “ouro” na esperança que me leve ao trabalho. Ah e tal, porque não vais a pé ou de bicicleta?
Não é por falta de vontade, juro… quer dizer, às vezes, mas teria de sair de casa uns dois dias antes para percorrer os 80 km que me separam da escola (se calhar 3 dias antes, visto que há umas subidas muito íngremes pelo caminho) e passar as noites na escola, enfiado num cacifo na sala de professores, para que o alarme não disparasse.
Ora aí está uma bela ideia. Um cacifo dormitório para todos os professores deslocados na sala de professores.
Fica a dica!
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lusofonias.net

Chrys Chrystello jornalista, tradutor e presidente da direção e da comissão executiva da AICL