Arquivo de etiquetas: urbano bettencourt

URBANO BETTENCOURT E PEDRO DA SILVEIRA 2

FUI AO MAR BUSCAR LARANJAS
No dia 19 de Julho, no Salão Nobre da Câmara Municipal das Lajes das Flores vai ser feito o lançamento do livro de PEDRO SILVEIRA “Fui ao Mar Buscar Laranjas” que será apresentado por @Urbano Bettencourt.
@Pedro Laureano de Mendonça da Silveira, nascido na Fajã Grande, na ilha das Flores, foi apelidado “o mais ocidental poeta europeu”. Afirmou-se, politicamente anarquista e toda a vida cultivou estreita relação com a escrita, o que fez dele poeta, investigador histórico e crítico literário, realizando também trabalho sobre a etnografia da ilha das Flores, onde recolheu romances, provérbios, contos e adivinhas, o que lhe permitiu transpor a fala do povo para alguns dos poemas que compôs. Colaborou nas revistas Seara Nova, Colóquio-Letras e na Vértice. A poesia foi contudo a sua maior atividade. Levou 30 anos a traduzir poemas de várias línguas, compilados na coletânea Mesa de Amigos. Elaborou a primeira antologia de poetas açorianos e foi um dos inspiradores da «Enciclopédia Açoriana». Teve um papel muito importante na Biblioteca Nacional à qual doou o seu espólio. Deixou uma vasta obra de que se salienta: A Ilha e o Mundo; Sinais de Oeste; Corografias; Poemas Ausentes; Fui ao Mar Buscar Laranjas; Mesa de Amigos; 43 Médicos Poetas (antologia); Mais alguns romances da Ilha das Flores; Os últimos luso-brasileiros: sobre a participação de brasileiros nos movimentos literários portugueses do Realismo à dissolução do Simbolismo; Antologia de poesia açoriana: do século XVIII a 1975; “Açores”, Grande Dicionário de Literatura Portuguesa e de Teoria Literária (coord. João José Cochofel), 1977, 1.º vol.; “Para a história do povoamento das Ilhas das Flores e do Corvo: com três documentos inéditos”, Boletim do Núcleo Cultural da Horta, Faial.

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Casa dos Açores em Lisboa
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URBANO BETTENCOURT, PEDRO DA SILVEIRA

(Apresentação nas Lajes das Flores, a 19 de Julho)

POETAS EM TEMPO DE NÁUSEAS

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EMILIO PRADOS

Como a Pedro Garfias em Monterrey
tornou-se o mar miragem nos teus olhos:
o mar e as andorinhas, que chegavam
«cuando era primavera en España».

A liberdade tem seu preço, tu sabias.
Como vê-la perdida – e com isto os espelhos
da água humilde dos arroios reflectindo
as cerejeiras com fruta e as raparigas,
corpos-flores, quais nardos desabrochando
dentro do teu coração, frente ao céu limpo
«cuando era primavera en España».

De México a Vera Cruz ou a Acapulco
é menos longe que de Madrid a Málaga
se se quer ver o mar; e tu, imagino,
fizeste a viagem. Mas aqueles não eram
o teu litoral, sem vinhas e olivais
e as andorinhas, ruflos de asas, vindo
«cuando era primavera en España».

Partir doera; mas pior o depois:
crescer dentro de ti,
água da morte horizontal e escura,
a certeza de que foi para sempre.

Demorava o inverno na tua Espanha.

(Pedro da Silveira, Fui ao mar buscar laranjas, 2019)

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novo livro de Urbano Bettencourt (a apresentar na Graciosa)

Grandes notícias de Verão.
Do arquipélago mais a sul chegam-me navalhas e navios, melhor dizendo, navajas y navios.
Um abraço especial a Juan-Manuel García Ramos e a Javier Hernández.

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Juan-Manuel García Ramos

Qué satisfacción ver la salida de imprenta del número 11 de la Biblioteca Atlántica que codirijo con mi colega Gómez Soliño, número dedicado al gran poeta y ensayista azoriano Urbano Béthencourt, traducido por Javier H. Fernández.

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CULTURA, LIVRARIAS, EDITORES, URBANO BETTENCOURT

Cultura, livrarias, editores, etc.

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Pedro Piedade Marques

Qual a lógica de apoiar com “bolsas” autores que são publicados regularmente por editoras com capital suficiente para arcarem com as obrigações financeiras face a esses autores? Não é isso apoiar indirecta mas crucialmente essas editoras, quando o que se pretende, aparentemente, é apenas apoiar a “pureza” do acto “criador”, sem o conspurcar com a venalidade do acto publicador? Qual a lógica de esperar que as pequenas livrarias se sustentem apenas graças à atribuição de selos de “mérito cultural” e à “vontade privada” (o consumo nas lojas) quando os espaços que essas livrarias arrendam estão enfiados nas trincheiras da especulação imobiliária no centro das cidades? E se o Estado sustenta já uma editora e uma pequena cadeia de livrarias, porque não investe também num básico sistema de distribuição, apoiando assim pequenos editores que o não têm? Se foram feitas ou não, o certo é que estas são questões que a ministra decidiu ignorar. O que importa é mostrar no México que somos uma “potência cultural”, que há massa a rodos – dois milhões de patacos – para pagar este tipo de embaixadas manuelinas (menos o elefante, que não coube no Airbus) e que, quanto a livros, eles aparecerão sempre feitos e à venda nas livrarias, como por milagre, importando apenas apoiar generosamente a “criação literária” (mesmo que esse apoio acabe a beneficiar quem tem meios para o dar pelas vias tradicionais e, ainda por cima, lucrará com o seu fruto). António Costa tem razão: para quê pedir 1% do OE para o MdC quando, na cultura, há já tantas provas de de abundância pecuniária?

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(ainda) Raul Brandão e As Ilhas Desconhecidas | Urbano Bettencourt

    No conjunto dos livros de viagens aos Açores, As Ilhas Desconhecidas[1] ocupam ainda hoje um lugar especial, noventa e um anos após a sua publicação em 1927. Enquanto outros envelhece…

Source: (ainda) Raul Brandão e As Ilhas Desconhecidas | Urbano Bettencourt

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o humor incomparável do Urbano B

ERNESTO GREGÓRIO

O Padre António Cordeiro, a História e a Tecnologia:

«…respondeu [o Ermitão] que da vizinha ilha do Pico lhe aparecia uma mulher vestida de branco, que o chamava de lá, que se fosse para ela, e que por lhe parecer que era a Virgem Senhora, fazia aquele barquinho, de couro por fora, e determinava de passar lá quando a Senhora outra vez o chamasse: os que o ouviram o tiravam disso, e contudo o Ermitão ficou acabando o seu barquinho e se meteu nele ao mar, e nunca mais foi visto nem achado; e assim o demónio com capa de santidade fez morrer aquele Santo Ermitão…»

A falta que faz uma boa tele-objectiva!

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URBANO, ANTERO E MESQUITA

Uma síntese (muito sintética…) da minha participação nas Jornadas Anterianas (Ponta Delgada, Novembro de 2017)

urbanobettencourt.wordpress.com
Sinopse: É conhecida a influência exercida por Antero nas gerações seguintes, a sua presença em poetas particulares, como é o caso de Roberto de Mesquita. Analisa-se aqui o modo como o seu poema…
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