URBANO BETTENCOURT · A FUNÇÃO APELATIVA

A FUNÇÃO APELATIVA

Das profundezas do solar azul do Alto das Covas, o representante da República nos Açores ressurgiu, para apelar à “serenidade e sentido cívico” dos açorianos (vem na p. 6 do «Diário dos Açores» de hoje).
Fique S. Exa tranquilo!
Parafraseando o presidente Marcelo, já estamos aqui há 600 anos e continuaremos ainda depois de os representantes da República se terem extinguido.

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URBANO, CARLOS FARIA S. JORGE, PIANOS DE MAR “Ao Eduardo Bettencourt Pinto”

CARLOS FARIA

S. JORGE, PIANOS DE MAR

“Ao Eduardo Bettencourt Pinto”

Do Corvo a Santa Maria…
Fico na ilha de São Jorge: com laços de luz
nos ouvidos à espera que o moinho
do morro das Velas venha um dia
a moer a memória da distância
e o morro de Lemos seja da altura
da lua!

Nas ruínas da casa de Francisco de
Lacerda há-de haver um piano
com cauda de mar
que vá desde a Fragueira à Fajã
de S. João
e passe o seu silêncio através do canal
nas asas dos grilos!…

Fico em São Jorge para ouvir
o mar dar a volta ao silêncio
e cobrir de azul toda a água da noite
e ver o funcho a crescer pelos caminhos!

Espero no cais das Velas o regresso
dos pescadores e canto a raiz
das conteiras ao sol da manhã.
Fico em São Jorge
como um homem antigo cheio
de hábitos modernos. Como um
peixe de sangue quente, coração
e mãos ardentes, capaz
da colheita do milho
e da carícia humana dos poemas!

Fico em São Jorge:
– Viajar sem Viajar!

(«São Jorge – ciclo da esmeralda», 2.ª ed. Velas, 1992)

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urbano bettencourt lembra Ana Margarida Falcão

Viajar, perder amigos

Texto da minha participação na homenagem à minha amiga e colega Ana Margarida Falcão
Reler o texto é também defrontar-me com a realidade da partida definitiva do António Fournier, ocorrida entretanto.

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A notícia chegou, ainda de forma dúbia no início, depois brutal como todas as coisas irreparáveis: a Ana Margarida Falcão faleceu. Conheci-a no Funchal, naqueles anos entre 1996 e 2006 em que a…
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A notícia chegou, ainda de forma dúbia no início, depois brutal como todas as coisas irreparáveis: a Ana Margarida Falcão faleceu. Conheci-a no Funchal, naqueles anos entre 1996 e 2006 em que a…
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URBANO BETTENCOURT REGRESSOU À EBI DA MAIA

ESCOLA DA MAIA

Para mim, é simplesmente a Escola da Maia. Independentemente de outros designativos que a especifiquem no quadro do sistema escolar.
Não sei quando comecei a ir à Escola da Maia falar com os alunos. Também não sei quantas vezes já lá fui. Os colegas vão-me convidando e eu vou-me deslocando a uma Escola onde me sinto bem em contacto com alunos.
A ida mais recente, para uma conversa com as turmas A e B do 5.º ano, foi a 20 de Fevereiro, numa actividade na Biblioteca, coordenada por Dora Silva.
No primeiro período, os meus colegas Helena Chrystello e Telmo Nunes tinham trabalhado com os seus alunos as obras de alguns autores açorianos, entre elas a minha poesia. O seu convite foi a sequência natural desse trabalho.
Foi uma manhã vivíssima, com leitura de poemas e sobretudo perguntas, muitas perguntas, descontraídas e pertinentes. E vieram à baila nomes como Daniel de Sá, Marcolino Candeias, Antero, Nemésio, entre outros. Uma manhã para o meu álbum de boas memórias no ensino.
Ficou ainda o vago compromisso de : escrevermos sobre este encontro, pretexto para um outro mais adiante.

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Leonardo Sousa: A propósito de Navalhas e Navios. Considerações sobre a poética de Urbano Bettencourt | Urbano Bettencourt

Leonardo Sousa Conta-se que, ao deparar-se com um exemplar de Outros Nomes Outras Guerras, deitada ao prelo pela Companhia das Ilhas em 2013, alguém confundiu a antologia de poemas de Urbano Betten…

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URBANO BETTENCOURT SOBRE A OBRA DA NOSSA ASSOCIADA ANA FRANCO

URBANO BETTENCOURT SOBRE A OBRA DA NOSSA ASSOCIADA ANA FRANCO

 

Basalto De Ana Franco Por Urbano BettencourtPages From 2020 02 15

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URBANO BETTENCOURT: J. H. SANTOS BARROS E GUILHERME DE MORAIS:

J. H. SANTOS BARROS E GUILHERME DE MORAIS:

No final dos anos 70, em Lisboa, o Grupo de Intervenção Cultural Açoriano (GICA) começou a recolher elementos com vista à organização de uma Bibliografia dos Açores.
J. H. Santos Barros entregou um manuscrito com o inventário da sua biblioteca insular. Dela constava o livro de Guilherme de Morais,«Ilhas do Infante», embora o poeta terceirense ainda não tivesse publicado no jornal «Açores» (Janeiro de 1980), o texto em que procedia a uma recuperação daquele «cruzeiro nos Açores» dos anos 30.
O texto foi mais tarde incluído na sua colectânea de ensaios «O Lavrador de Ilhas I» e surge agora integrado nesta segunda edição de «Ilhas do Infante» (ed. Artes e Letras, com a reprodução da excelente pintura original de Domingos Rebelo).

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Fernando Martinho Guimarães: Uma apresentação de Com Navalhas e navios | Urbano Bettencourt

Fernando Martinho Guimarães Com Navalhas e Navios é uma colectânea, uma antologia, uma «poesia reunida», que compreende parte da produção poética de Urbano Bettencourt, desde o volume inaugural de …

Source: Fernando Martinho Guimarães: Uma apresentação de Com Navalhas e navios | Urbano Bettencourt

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URBANO E PEDRO DA SILVEIRA

Fui ao blogue buscar laranjas.
Trouxe de lá este texto sobre Pedro da Silveira investigador, publicado no «Diário dos Açores», a 29 de Janeirio.

Fui ao mar buscar laranjas, o livro que justifica a nossa presença aqui,* reúne a poesia de Pedro da Silveira – e não arriscarei a chamar-lhe a «poesia completa», porque mesmo se nos ativermos …
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Fui ao mar buscar laranjas, o livro que justifica a nossa presença aqui,* reúne a poesia de Pedro da Silveira – e não arriscarei a chamar-lhe a «poesia completa», porque mesmo se nos ativermos …
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