PRESIDENTE DO PARLAMENTO EUROPEU ELOGIA PT

Afinal somos bons… aliás somos um exemplo…👍🙋🙂

Portugal é encarado pelo presidente do Parlamento Europeu como um exemplo na gestão da crise provocada pela covid-19. Numa entrevista exclusiva à RTP, David Sassoli elogia a disciplina com que os portugueses seguem as regras de prevenção e a forma como tem sido clara a solidariedade.

Please follow and like us:

EUROPA A VANTAGEM DO SUL SOBRE O NORTE

Europa: a enorme vantagem do Sul sobre o Norte

O sul da Europa cultiva o respeito pelos mais velhos de uma forma muito mais intensa do que a Mitteleuropa e o norte da Europa. Vivo metade da minha vida na Alemanha, conheço bem a Holanda, a Dinamarca e a Áustria, e vejo isso em todos os aspectos das vidas pública e privada.

Num país como Portugal os laços familiares – com todas as falhas e excepções – têm um peso muito maior do que na Europa mais próspera e ‘desenvolvida’. No Sul, na falta de uma rede de apoio social eficaz – mas fria e burocrática -, a mãe e o pai, os avós e os tios, com quem convivemos muito de perto, são a verdadeira rede de apoio social.

No resto da Europa, marcada por uma visão focada no crescimento económico, na eficiência e produtividade os mais velhos são dispensáveis na vida do dia-a-dia sem grande envolvimento emocional. Se a opção for entre a ‘indústria automóvel’ ou os condutores acima dos 65, qual será dentro de três semanas a decisão da maior empresa europeia, a ‘Alemanha S.A.’?

Mas não é só na Alemanha que o sistema económico e os dogmas financeiros dominam a estrutura mental e acentuam o relativismo ético. O mesmo acontece nos círculos do poder em Portugal.

A questão não é saber onde é que já morreu mais gente, ou quem é que saiu da última crise sem ter de sacrificar o seu sistema de saúde pública (mas impôs aos outros que desmantelassem os seus) como a Alemanha, a Áustria ou a Holanda. A questão é se estamos dispostos a pagar o preço para impedir mais mortes. Porque é só um preço, não é um valor.

Só espero que em Portugal as pessoas se mantenham firmes. Sofreremos menos com menos viagens, menos turistas e menos centros comerciais, menos roupas e menos carros, do que sem pais e sem avós.

20 hrs

Luis Santos

Yesterday at 11:00

RESPOSTA AO HOLANDÊS

Meu caro Jeroen Dijsselbloem,

“Deixa-me dizer-te duas ou três coisas sobre a malta cá dos países do sul, que pareces não conhecer bem. Nós não gastamos o dinheiro só em mulheres e álcool. Também há quem gaste dinheiro em homens. Mas isso é raro. É verdade que gostamos muito de estar com homens ou mulheres – depende de cada um – mas costumamos tê-los de borla. Quer dizer, não fazemos como na Holanda, o teu país, que tem o maior número de prostitutas por metro quadrado em todo o mundo e até as põe à venda em montras. Aí é que se gasta muito dinheiro mal gasto em mulheres. Talvez não saibas, mas há quem diga que no Verão vêm muitas mulheres do teu país à procura de homens no meu país. Duvido que eles lhes paguem alguma coisa.
Também não gastamos assim tanto dinheiro em álcool. Até porque não temos muito dinheiro para gastar em coisa nenhuma. Bebemos algum vinho, é verdade, mas é mais por razões de saúde e para dar trabalho aos nossos agricultores. Eu sei que no teu país a bebida preferida é o leite. Aqui também bebemos disso, mas é de manhã e com café. Às refeições ou quando vamos sair a qualquer lado não costumamos beber leite. E mesmo que quiséssemos não podíamos porque temos menos vacas que no teu país. Fica a saber que os gajos mais bêbados que conheci em toda a minha vida foram dois holandeses lá para os anos 80, que costumavam acampar na Barragem de Castelo de Bode e apanhavam um pifo que durava quinze dias. Mas eram admiráveis porque ao fim da tarde atravessavam a barragem a nadar de costas, completamente bêbados, e não chegaram a morrer. De mulheres parece-me que não gostavam muito. Devia ser para pouparem dinheiro para a pinga.
Mesmo assim, é melhor gastar dinheiro em vinho do que em haxixe ou outras drogas, como no teu país. Nós não temos cá desses cafés onde se podem fumar umas ganzas em liberdade, mas temos umas belas tascas com mesas de mármore onde se bebem uns copos de três, se joga à sueca e canta à alentejana.
Não fiquei muito admirado com o que tu disseste. No teu país 40% do território fica abaixo do nível do mar e as pessoas são as mais altas da Europa. Deve ser para poderem tirar a cabeça fora de água e espreitarem para o sul para ver o que se passa por cá. Mas de certeza que isso não faz muito bem ao pescoço. Aqui somos mais baixos e até um pouco mais gordos. Não vem grande mal ao mundo porque, como tu reconheces, as mulheres gostam assim. Também não estamos abaixo do nível do mar porque a maior parte do mar é nosso.
Há no entanto uma coisa em que tu podias ser quase como alguns portugueses. És do Partido do Trabalho mas trabalhas pouco. Há quase 20 anos no Parlamento da Holanda, depois no Parlamento Europeu e agora como Ministro das Finanças e presidente do Eurogrupo, também temos cá desses trabalhadores. Depois, li por aí que não conseguiste acabar o Mestrado mas que te intitulaste Mestre até seres apanhado. Estás a ver, desses também cá temos.
Olha, vou-me despedir com um conselho. Tu estudaste economia agrícola. Porque é que não te dedicas a apalpar tomates para ver se estão maduros?”(autor desconhecido)

Please follow and like us:

A UE DESUNIDA, DUAS CRISES

DUAS CRISES – 2008 E 2020
A 11 de Setembro de 2008, o mundo tremeu, com a anunciada falência do Lehman Brothers. O pedido formal de falência só entrou nos tribunais quatro dias mais tarde. Com esse sismo financeiro, a União Europeia apressou-se a dizer aos seus estados-membros que esquecessem os rigores orçamentais, os défices e as dívidas soberanas e que gastassem o que fosse preciso, para resgatar a economia e salvar empregos. Os estados mais endividados acreditaram e adoptaram medidas de excepção, para salvar o que fosse possível salvar. Mas em Janeiro de 2009, a União Europeia, por imposição de Angela Merkel, deu o dito por não dito, voltou a apertar o garrote, até ao estrangulamento de países como a Irlanda, a Grécia e Portugal. Enquanto isto, Angela Merkel, mais ou menos em segredo, estimulava os credores destes estados a agravarem as taxas de juro, aumentando os seus lucros, sem pejo, nem vergonha. Eles assim fizeram e, depois, foi o que se viu. Com a crise pandémica, a União Europeia voltou a dizer aos estados-membros que não olhassem a despesas, para salvar empresas e empregos. Mas rapidamente se arrependeu e, para resguardar a Alemanha, convocou um tal ministro das Finanças da Holanda, gente muito prestável para este tipo de patifarias, sobretudo, quando trazem o selo de garantia de Berlim. O discurso da vergonha foi entregue a esse filho de uma senhora de maus costumes. Ursula von der Leyen ficou sem cara, está sem saber o que fazer ou dizer, mas continua obedientemente a atender os muitos telefonemas diários que Angela Merkel lhe faz. Eu sou convictamente europeu, mas doutra Europa, da de Willy Brandt, de Helmut Schmidt, de Helmut Kohl, de Felipe González, de François Miterrand, de Robert Schuman, de Jean Monnet, de Jacques Delors. Todos estes homens sabiam que a cooperação e a solidariedade são o único caminho para a paz e para a credibilidade e respeito que a Europa requer, para si própria. Os outros só querem mercado e uma política monetária que sirva as suas exportações.

Please follow and like us:

Estrategizando | A UE que mostra que nao existe!

“Não temos de nos  agarrar ao fetiche  mágico dos corona  bonds”  Antonio Costa Antonio Costa emanto primeiro-ministro sabe que não é

Source: Estrategizando | A UE que mostra que nao existe!

Please follow and like us:

Bruxelas já decidiu: coronabonds ″não se encaixam nesta crise″ – DN

Thierry Breton critica a proposta de emissão de dívida conjunta europeia e defende “plano de recuperação para a indústria”.

Source: Bruxelas já decidiu: coronabonds ″não se encaixam nesta crise″ – DN

Please follow and like us:

bélgica passa a marca de mil mortes

Paulo Melo to Açores 360
6 hrs

A Bélgica ultrapassou hoje a barreira das mil mortes pela covid-19, segundo dados divulgados pela autoridade de saúde federal do

Please follow and like us:

Italy’s future is in German hands – POLITICO

If Southern Europe is going to get help recovering from the coronavirus crisis, it will need to convince Germans that their own prosperity is at stake.

Source: Italy’s future is in German hands – POLITICO

Please follow and like us:

If coronavirus sinks the eurozone, the ‘frugal four’ will be to blame | David Adler and Jerome Roos | World news | The Guardian

The Dutch-led opposition to a ‘coronabond’ to raise funds for nations hardest-hit by the pandemic is self-defeating, say researchers David Adler and Jerome Roos

Source: If coronavirus sinks the eurozone, the ‘frugal four’ will be to blame | David Adler and Jerome Roos | World news | The Guardian

Please follow and like us:

SEM UE NÃO TEMOS FUTURO E COM UE POUCO HAVERÁ, E AGORA?

arlos Fino and João Simas shared a link.
Não venho falar da decisão de alguns países de proibirem a exportação de equipamentos essenciais para conter a propagação do vírus noutros Estados membros. Nem da gafe monumental da presidente do Banco Central Europeu. Nem do “discurso repugnante” do ministro das Finanças holandês. Nem da …
DN.PT
Não venho falar da decisão de alguns países de proibirem a exportação de equipamentos essenciais para conter a propagação do vírus…
Não venho falar da decisão de alguns países de proibirem a exportação de equipamentos essenciais para conter a propagação do vírus noutros Estados membros. Nem da gafe monumental da presidente do Banco Central Europeu. Nem do “discurso repugnante” do ministro das Finanças holandês. Nem da …

 

  • UE E PANDEMIA – UM DESASTRE EM CURSO

    Neste momento, o BCE deveria anunciar o financiamento monetário dos défices públicos decorrentes do combate ao vírus. Em alternativa, as autoridades europeias deveriam comprometer-se com: 1) o financiamento dos Estados nacionais a custos muito reduzidos (através da emissão de dívida conjunta ou de outras soluções possíveis); 2) a alteração das regras orçamentais que hoje obrigam os Estados a reduções aceleradas das dívidas públicas; 3) a emissão de dívida pelas próprias instituições europeias, transferindo os fundos assim obtidos em função das necessidades nacionais; e 4) o lançamento de um plano ambicioso de retoma económica após a emergência sanitária.

    Nenhuma daquelas alternativas se afigura provável. Cada dia a mais sem decisões convincentes é mais um passo para o desastre.

    ********************

    Na foto: dois imbecis holandeses António Costa esteve muito bem, mas muito bem mesmo, a chamar os bois pelos nomes: as palavras do Ministro das Finanças holandês, que pediu uma investigação à falta…

Please follow and like us: