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usos e costume de s mig açores

S.O.S. Açores shared a post.
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Cruzes em tudo o que é lugar.

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Mario Jorge Costa is with Dalila Gaspar.

Usos costumes nesta ilha de São Miguel Açores.
Há séculos, que o povo da ilha de São Miguel, desde os primórdios tempos do povoamento, sempre que morre alguém jovem e de morte violenta é colocado no local uma cruz de pedra, flores, madeira como memorial. Uma da cruzes segundo a história dela, é de um Romeu e Julieta de São Miguel. Esta primeira Cruz tem um alto relevo talhado na pedra a contar a História uma filha de um fidalgo apaixonou-se por um jovem pobre, o pai da jovem mandou chamar o rapaz e disse-lhe ” olha que não podes nem falar com a minha filha porque ela está prometida com um Morgado “aqui tens esta bolsa com dinheiro pelo que podes começar uma vida em qualquer lugar ” o rapaz disse “senhor eu não me vendo, o senhor pode até mandar-me matar mas eu amo a sua filha”. O fidalgo viu que não mudava nada e pensou que dali a uns dias ia uma caravela para o Brasil e foi falar com o comandante dela oferecendo dinheiro, para na noite antes da partida irem buscar o rapaz à força mas sem o matar. Foi no porão da Caravela a caminho do Brasil. Este calvário levou 53 dias no porão e chegado lá um português vendo-o mal vestido perguntou-lhe queres vir trabalhar comigo? Assim passados 7 anos arranjou muito dinheiro e veio para São Miguel e foi procurar a sua amada ao jardim e viu-a e assobiou como era costume, ela muito feliz abraçou-lhe mas ela já era casada combinaram encontrar-se na casa em construção que seu seu pai estava construir ( Hoje centro de cultura da Câmara de Ponta Delgada.) O marido sabendo que estava a ser traído mandou-o matar os assassinos enterraram-no no canto da casa no seu interior ficando desaparecido. Mas quando ele chegou contou o seu calvário à sua amada e esta ofereceu-lhe um cordão com um santinho para o proteger. Passados dois anos depois da morte descobriram o seu esqueleto e o cordão. A sua amada mandou fazer a cruz contando na dita Cruz o seu calvário de toda a história. Esta Cruz é a Mãe de todas cruzes que se veem em toda a ilha de São Miguel Açores.

AHistória deste jovem está nesta Cruz que mandou colocar uma coroa de espinhos, cravos, uma tenaz, martelo, e em baixo as 2 tíbias e caveira, tudo na pedra, uma belíssima obra desta História. Parte desta história foi contada por Hugo Moreira. Nos caminhos públicos ou rurais vê-se muitas cruzes, na estrada (Relva) há duas, uma foi num dia 15 de Agosto de 1988 Dinarte Alves acidente de carrinha, lá está em azulejos uma cruz. a outra cruz é de Herculano Vasconcelos 27 de Setembro de 1994, Paz ás suas almas.

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Rio de Onor – A Memória do Conselho – RTP Arquivos

Documentário sobre a aldeia comunitária transmontana de Rio de Onor. Inclui imagens do documentário etnográfico produzido pela RTP em 1962 sobre a aldeia, da autoria de Michel Giacometti, e o depoimento do etnólogo Joaquim Pais de Brito sobre a importância histórica e as características únicas do património social desta comunidade.

Fonte: Rio de Onor – A Memória do Conselho – RTP Arquivos

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As origens dos entrudos transmontanos

As manifestações mais tradicionais do Carnaval em Trás-os-Montes continuam a ser designadas por Entrudo e inserem-se nas celebrações rituais do ciclo do inverno com origens que nos levam até à Roma antiga. Nesta região é onde encontramos as marcas mais originais dessas celebrações, em especial nos ritos protagonizados pelos caretos de Podence, Ousilhão, Baçal, Varge, Vilas Boas, Salsas, entre outros. Mas também nas máscaras de Lazarim, no julgamento do entrudo de Santulhão, o julgamento do Salomão em Armamar, as queimas do entrudo de Paradinha Nova, Pinela, Carrazedo e muitas outras manifestações. A figura dos caretos, tal como os vemos nestes rituais, personificam seres sobrenaturais, herdeiros dos deuses diabólicos venerados na antiga Roma desde o império de Júlio César. A fisionomia dos caretos transmontanos, com as suas máscaras demoníacas, impondo um misto de terror e diversão, apresenta evidentes semelhanças com as divindades das festas Lupercais romanas que eram celebradas nesta mesma altura do ano em honra do deus Pã, este também representado com aspeto diabolizado, corpo peludo e cornadura de bode, perseguindo e aterrorizando as pessoas nas ruas. Repare-se como vemos estes cenários reproduzidos nos nossos caretos, quando perseguem e chicoteiam especialmente as moças, assustando-as nas ruas com os seus chocalhos à cintura que movimentam em gestos eróticos. Nos entrudos tradicionais, há celebrações que variam nos seus ritos e expressões conforme as localidades, isto porque representam também origens diferentes. Neste mesmo período do ano faziam-se também na antiguidade as festas ao deus Saturno, deus da Agricultura. Eram conhecidas como Saturnais Romanas, ou Saturnálias. Nelas era permitido que o poder dos senhores passasse provisoriamente para os escravos, ou seja aqueles que faziam produzir os campos. Era, pois, um tempo de inversão, prazer e exagero, em que os escravos passavam a ser livres, nas palavras e nas ações, podendo expor publicamente os seus senhores, criticando-os e pregando-lhes partidas. É o que vemos também hoje em muitos carnavais, com os poderosos, sejam eles os políticos, dirigentes desportivos e outros, a serem caricaturados nos cortejos ou no espaço público das vilas e aldeias. Estas celebrações têm uma evidente origem pagã, contudo, com o tempo, o cristianismo apropriou-se delas. Repare-se como a palavra “entrudo” procede do latim “introitus” que significa entrada. Entrada em quê? Entrada na Quaresma, que se traduz num tempo de recolhimento, reflexão, penitência, para curar na alma os pecados que os prazeres do corpo trouxeram dos três dias de excessos anteriores. A Quarta Feira de Cinzas tem, por isso, uma simbologia enorme. Após os três dias de pecado, há que queimar o que resta. Vejam-se os julgamentos, as queimas do entrudo, dos bonecos de Paradinha e Carrazedo, o julgamento de Salomão e a queima do santo entrudo em Armamar (na vizinha Galiza há a “queima do Filipe”). Daí as cinzas. Após as cinzas, constrói-se um tempo novo, o tempo primaveril, sempre mais esperançoso do que o inverno que ficou para trás.

Fonte: As origens dos entrudos transmontanos

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