O São João do Porto já não é o que era. “Há turistas a mais” | Porto | PÚBLICO

A presença em peso de nacionalidades que não a portuguesa é cada vez mais uma marca dos festejos dos santos populares, independentemente da zona dos festejos. Há mesmo quem tema o fim da tradição.

Source: O São João do Porto já não é o que era. “Há turistas a mais” | Porto | PÚBLICO

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reviver a rusga de Ramalde

Este sábado, quando Héber Machado subir a principal praça da invicta, vai carregar o estandarte que anuncia o nome da sua freguesia. Atrás dele desfilarão cerca de 120 pessoas com alho-porro, manjericos e vestes tão tradicionais que dificilmente poderiam ser vistas neste contexto. Mais do que director da Associação 26 de Janeiro, Héber é o ideólogo da iniciativa. Na sua opinião, as rusgas têm perdido a identidade ao longo dos anos, por isso, a aposta deve ser feita “na tradição” com inspiração directa no que era feito há 62 anos. Nessa altura, as freguesias faziam da rusga uma oportunidade para mostrar aquilo que as caracterizava. Também por aí passa a proposta do director. Para além das já tradicionais danças e músicas, uma demonstração de hóquei em campo —​ modalidade com grande tradição na freguesia —​ vai ser feita perante o júri pelas crianças que integram o Grupo Desportivo do Viso.

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a inelutável tradição do ruído das festas e o foguetório

escrito em 2017

CRÓNICA 177. SOU ANTISSOCIAL OU ALÉRGICO AO RUÍDO A QUE CHAMA MÚSICA? 30/7/17

A jornalista Carmen Ventura queixava-se hoje na blogosfera:

Porque não fazem os festivais no meio de um pasto e deixam dormir quem está cansado de trabalhar???

À distância que estou das ‘poças ‘ e o barulho é medonho.

Falta de respeito.

Raios partam a quem autoriza uma merda destas…

Escrevi há anos em ChrónicAçores: uma circum-navegação vol. 2 (ed. Calendário de Letras):

A festa em honra da padroeira é celebrada no último domingo de agosto, com procissão e arraial tendo já a duração de uma semana em festejos.

Nos últimos anos, a afluência de emigrantes e visitantes tem aumentado substancialmente.

Em dias de festa, vive-se um outro espírito na freguesia, as pessoas empenham-se em embelezar suas casas bem como as ruas.

Nesse domingo de festa, as ruas por onde passa a procissão são decoradas com magníficos tapetes de flores…

Aliás, desde as Festas do Divino que as festas não pararam.

Todas as noites há foguetes e barulho, aqui na aldeia, até altas horas.

Num destes dias já eram duas da manhã e os foguetes ainda estrelejavam, contrariamente às normas europeias e portuguesas relativamente à poluição sonora…

Havia gente nova há um ano à espera deste evento.

Isto permitia abrir todas as válvulas reprimidas.

Libertava a libido e os sonhos reprimidos de doze meses ilhéus, nesta prisão sem grades, que todas ilhas costumam ser.

Era a maior festa da aldeia do ano.

As diversões para os novos são poucas, sendo o opérculo de escape anual dos locais.

Velhos e novos, crianças e adolescentes, todos dançavam, pulavam e bebiam.

Bebiam e bebiam e tornavam a beber como se não houvera amanhã.

Se calhar não haveria mesmo.

O som da música enchia uma noite amena.

… há anos que me queixo do mesmo e uma vez ao ano tento fugir das festas, primeiro punham altifalantes na rua , depois eram as “discotecas” improvisadas 3 na minha rua e rua paralela, com o som bass de uma delas a ir até às 3 ou 4 da manhã…estando calor era um horror mesmo com vidros duplos o som entrava e a casa tremia…nem polícia, nem comissão fabriqueira, nada..depois decidi emigrar todos os anos na semana das festas, mas nem sempre o posso fazer (este ano vai ser um deles, e já sei que durante uma semana vão tentar a tortura sonora que faria inveja aos métodos da PIDE.

Tanto a minha rua como a paralela onde vivia o saudoso Manuel Sá Couto são residenciais e não devíamos ter de ouvir a trampa de música e de barulho que debitam…é a época do ano em que tenho mais saudade da minha civilizada Austrália….

Acreditem que até já adormeci com auscultadores… e dizem-me que sou um desmancha-prazeres e nada há a fazer… uma vez ao ano sou mesmo antissocial.

Num dos anos a música da festa anual entrava janelas adentro tonitruante, com altifalantes de dez em dez metros a debitarem pimba desde as oito da manhã.

Estava muito calor nesse ano e a minha mulher ia tomar uma atitude drástica, mas, felizmente, apareceu p vizinho saudoso Manuel Sá Couto que ao saber deste predicamento, subiu a um escadote e desligou os altifalantes que nos invadiam a privacidade e a sanidade.

A partir de então e já vão mais de dez anos, decidimos tirar férias na semana das festas.

Foi assim que acabamos por conhecer as ilhas todas, por mais de uma vez.

Chegada a última semana de agosto, para espanto e incompreensão dos locais zarpamos daqui para fora por uns dias.

Infelizmente, a minha mulher todos os anos tem de se apresentar na escola dia 1 de setembro, e nalguns casos como a festa coincide com o último domingo de agosto ainda temos de ser sonoramente violentados mais uns dias…

Respeito o direito dos locais preservarem esta tradição ancestral para a qual poupam todo o ano, seguindo a tradição de que era nestas festas da paróquia que se apalavravam os casórios das filhas espigadotas.

Ainda hoje, as jovens, de tenra adolescência, andam todas vestidinhas, penteadinhas, pintadinhas a passear rua abaixo, rua acima, ou no largo do coreto da igreja, a mostrarem-se como se estivessem numa feira de gado, desculpem a comparação.

Claro que os casamentos já não são apalavrados como dantes, mas esses tiques permanecem imutáveis, gravados na herança genética.

De notar que aqui na Lomba da Maia a consanguinidade é elevadíssima, muito mais do que na vizinha Maia…

E mais uma vez, a tradição manteve-se com os seus ademanes, mas a razão de ser dela perdeu-se no progresso que também das modinhas de música tradicional para a música pimba e música brasileira durante o dia enquanto à noite é o bum bum bum de um som “bass” bem forte, que faz tremer as paredes, acelera o ritmo cardíaco e faz perder a paciência a um santo que não sou.

Além disso, como se tal não bastasse, não nesta festa, mas em todas as ocasiões (e elas parecem ser semanais) há as roqueiras (os tradicionais foguetes ruidosos) que impedem qualquer descanso, assustando animais e humanos a qualquer hora do dia e da noite.

Costumo sempre dizer que se eu mandasse metia-lhes as roqueiras num sítio que não digo para nunca mais acenderem nenhum foguete…, mas isso são desabafos causados pela impotência de lidar com esta calamidade das festas, do ruído e da tradição profundamente adulterada que nem sequer serve para arranjar um bom casamento…

e como foi escrito:

O casamento é o triunfo da imaginação sobre a inteligência.” Óscar Wilde [1854-1890]

Ou, como afirmava Nietzsche, “festejar é poder dizer: sejam bem-vindas todas as coisas”.

Pela festa o ser humano rompe o ritmo monótono do quotidiano.

Façam uma festa, mas mais silenciosamente.

 

 

e a lei diz especificamente: o ruido e as festas Pages from 2019-06-04-2

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inútil lutar, o ruído das festas ganha sempre…

o ruido e as festas Pages from 2019-06-04-2

 

 

após lerem o que a lei diz, e nós vitimados pelo ruído ensurdecedor (queria ver quem vai medir os decibeis….) continuamos sem defesa legal possível, ,,,,a este propósito escrevi em tempos uma crónica

CRÓNICA 177. SOU ANTISSOCIAL OU ALÉRGICO AO RUÍDO A QUE CHAMA MÚSICA? 30/7/17

A jornalista Carmen Ventura queixava-se hoje na blogosfera:

Porque não fazem os festivais no meio de um pasto e deixam dormir quem está cansado de trabalhar???

À distância que estou das ‘poças ‘ e o barulho é medonho.

Falta de respeito.

Raios partam a quem autoriza uma merda destas…

Escrevi há anos em ChrónicAçores: uma circum-navegação vol. 2 (ed. Calendário de Letras):

A festa em honra da padroeira é celebrada no último domingo de agosto, com procissão e arraial tendo já a duração de uma semana em festejos.

Nos últimos anos, a afluência de emigrantes e visitantes tem aumentado substancialmente.

Em dias de festa, vive-se um outro espírito na freguesia, as pessoas empenham-se em embelezar suas casas bem como as ruas.

Nesse domingo de festa, as ruas por onde passa a procissão são decoradas com magníficos tapetes de flores…

Aliás, desde as Festas do Divino que as festas não pararam.

Todas as noites há foguetes e barulho, aqui na aldeia, até altas horas.

Num destes dias já eram duas da manhã e os foguetes ainda estrelejavam, contrariamente às normas europeias e portuguesas relativamente à poluição sonora…

Havia gente nova há um ano à espera deste evento.

Isto permitia abrir todas as válvulas reprimidas.

Libertava a libido e os sonhos reprimidos de doze meses ilhéus, nesta prisão sem grades, que todas ilhas costumam ser.

Era a maior festa da aldeia do ano.

As diversões para os novos são poucas, sendo o opérculo de escape anual dos locais.

Velhos e novos, crianças e adolescentes, todos dançavam, pulavam e bebiam.

Bebiam e bebiam e tornavam a beber como se não houvera amanhã.

Se calhar não haveria mesmo.

O som da música enchia uma noite amena.

… há anos que me queixo do mesmo e uma vez ao ano tento fugir das festas, primeiro punham altifalantes na rua , depois eram as “discotecas” improvisadas 3 na minha rua e rua paralela, com o som bass de uma delas a ir até às 3 ou 4 da manhã…estando calor era um horror mesmo com vidros duplos o som entrava e a casa tremia…nem polícia, nem comissão fabriqueira, nada..depois decidi emigrar todos os anos na semana das festas, mas nem sempre o posso fazer (este ano vai ser um deles, e já sei que durante uma semana vão tentar a tortura sonora que faria inveja aos métodos da PIDE.

Tanto a minha rua como a paralela onde vivia o saudoso Manuel Sá Couto são residenciais e não devíamos ter de ouvir a trampa de música e de barulho que debitam…é a época do ano em que tenho mais saudade da minha civilizada Austrália….

Acreditem que até já adormeci com auscultadores… e dizem-me que sou um desmancha-prazeres e nada há a fazer… uma vez ao ano sou mesmo antissocial.

Num dos anos a música da festa anual entrava janelas adentro tonitruante, com altifalantes de dez em dez metros a debitarem pimba desde as oito da manhã.

Estava muito calor nesse ano e a minha mulher ia tomar uma atitude drástica, mas, felizmente, apareceu p vizinho saudoso Manuel Sá Couto que ao saber deste predicamento, subiu a um escadote e desligou os altifalantes que nos invadiam a privacidade e a sanidade.

A partir de então e já vão mais de dez anos, decidimos tirar férias na semana das festas.

Foi assim que acabamos por conhecer as ilhas todas, por mais de uma vez.

Chegada a última semana de agosto, para espanto e incompreensão dos locais zarpamos daqui para fora por uns dias.

Infelizmente, a minha mulher todos os anos tem de se apresentar na escola dia 1 de setembro, e nalguns casos como a festa coincide com o último domingo de agosto ainda temos de ser sonoramente violentados mais uns dias…

Respeito o direito dos locais preservarem esta tradição ancestral para a qual poupam todo o ano, seguindo a tradição de que era nestas festas da paróquia que se apalavravam os casórios das filhas espigadotas.

Ainda hoje, as jovens, de tenra adolescência, andam todas vestidinhas, penteadinhas, pintadinhas a passear rua abaixo, rua acima, ou no largo do coreto da igreja, a mostrarem-se como se estivessem numa feira de gado, desculpem a comparação.

Claro que os casamentos já não são apalavrados como dantes, mas esses tiques permanecem imutáveis, gravados na herança genética.

De notar que aqui na Lomba da Maia a consanguinidade é elevadíssima, muito mais do que na vizinha Maia…

E mais uma vez, a tradição manteve-se com os seus ademanes, mas a razão de ser dela perdeu-se no progresso que também das modinhas de música tradicional para a música pimba e música brasileira durante o dia enquanto à noite é o bum bum bum de um som “bass” bem forte, que faz tremer as paredes, acelera o ritmo cardíaco e faz perder a paciência a um santo que não sou.

Além disso, como se tal não bastasse, não nesta festa, mas em todas as ocasiões (e elas parecem ser semanais) há as roqueiras (os tradicionais foguetes ruidosos) que impedem qualquer descanso, assustando animais e humanos a qualquer hora do dia e da noite.

Costumo sempre dizer que se eu mandasse metia-lhes as roqueiras num sítio que não digo para nunca mais acenderem nenhum foguete…, mas isso são desabafos causados pela impotência de lidar com esta calamidade das festas, do ruído e da tradição profundamente adulterada que nem sequer serve para arranjar um bom casamento…

e como foi escrito:

O casamento é o triunfo da imaginação sobre a inteligência.” Óscar Wilde [1854-1890]

Ou, como afirmava Nietzsche, “festejar é poder dizer: sejam bem-vindas todas as coisas”.

Pela festa o ser humano rompe o ritmo monótono do quotidiano.

Façam uma festa, mas mais silenciosamente.

 

 

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Tradicionais boinas do Corvo resistem no tempo e têm cada vez mais compradores

Ponta Delgada, Açores, 26 mai 2019 (Lusa) — Há mais de 30 anos que Rosa Mendonça deita mão às agulhas “quase de olhos fechados” para confecionar as tradicionais boinas de lã do Corvo, produto “genuíno”, e “cada vez com mais procura”, da mais pequena ilha dos Açores.

Source: Tradicionais boinas do Corvo resistem no tempo e têm cada vez mais compradores

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