nova fábula timorense: “A preocupação do Canguru sobre o futuro do Crocodilo | chrys chrystello and Agedo Bento – Academia.edu

O Crocodilo, como símbolo nacional de Timor-Leste, representa o país; o Canguru como um dos símbolos nacionais da Austrália, representa-a. Outros animais mencionados nesta história são a Águia o símbolo nacional indonésio, o Faisão Verde símbolo

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120 especialistas debatem Timor-Leste em colóquio internacional ‘online’

Especialistas de vários países participam a partir de hoje e durante toda a semana num colóquio internacional ‘online’ dedicado a Timor-Leste, em que se analisarão temas como educação, língua, economia, ambiente e política.

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1943 guerra em timor

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Ben Whiley

Men of Timor is a 1943 short documentary propaganda film about the guerrilla warfare activities of Sparrow Force on Timor Island during World War II.

Damien Parer, British journalist Dixon-Brown and ABC war correspondent Bill Marien travelled to Timor in November 1942 to report on the conflict.

The Australian soldiers delayed an attack until Parer’s arrival so he could film it.

They embarked from Darwin in HMAS Castlemaine, a corvette for Betano on 5 November 1942 and returned embarking at Belano in Timor for Darwin, Australia on 16 November 1942.

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PORTUGUESES FUGIRAM DE TIMOR HÁ 45 anos

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António Rodrigues

Dia-a-dia da História – 27 de Agosto

Portugal foge de Timor -Leste

Foi a 27 de Agosto que os portugueses fugiram de Timor-Leste, da Ilha de Ataúro, para onde tinham ido de Díli no dia 26, perante a ameaça da instabilidade política local, na sequência da liberdade que a Revolução de Abril trouxe a todo o país, incluindo o ultramarino.
E se o 25 de Abril de 1974 para muitos foi a liberdade, para os Timorenses, nem por isso.
Os portugueses, porque estando longe, não se preocuparam muito com os ecos que a revolução teria na terra do sândalo.
Xanana chorou, quando percebeu que os portugueses abandonavam e deixavam à sua sorte o Povo Maubere.
Tinha-se iniciado, entre timorenses, uma insípida guerra civil e os portugueses viraram as costas e foram para ilha de Ataúro (também parte integrante de Timor-Leste) e dali para a Austrália.
Foi assim que se honrou a memória da lusa presença na terra do Pico de Ramelau, durante quase 500 anos, o ponto mais alto do, outrora, Império português.
Foi a 25 de Agosto… de 1975, estava “quente o verão em Portugal…”
A 7 de Dezembro do mesmo ano, Timor-Leste sofreria a assassina invasão e ocupação da Indonésia que duraria até 1999.

António Rodrigues

SOIBADA VIAGEM AO PASSADO, RAMOS HORTA

Soibada, viagem ao passado

Anfitrião: Padre Tiago, pároco, natural de Soibada.Também lá estava outro filho de Soibada o Pe. Domingos Alves, Reitor do Instituto de Filosofia e Teologia do Seminario Maior São Pedro e São Paulo em Fatumeta, Dili, personalidade intelectual respeitada, carismática, eloquente nas homilias. Forte potencial Bispo.

À excepção da Igreja e residência do pároco e a capela de Aitara, todo o resto, o que era a Missão Católica de Soibada, de nome oficial Colégio Nuno Álvares Pereira, e o Colégio feminino Nossa Senhora da Imaculada Conceição (1902) está está em ruínas.

Visitei cada canto, percorri os corredores, o que eram nossos dormitórios, pisei com cuidado o soalho de madeira não vá eu cair para o andar em baixo. Partes do soalho há muito tinham cedido à impiedade do tempo e ao abandono dos homens. Fui até o que era a cozinha e lembrei-me do João “Mitarere” e Luís Maudoli, cozinheiros que “confecionavam” as refeições à base de milho seco, as vezes mandioca cozida, arroz ao domingo e raramente alguma carne.

Lembrei dos mestres – Jose Maria do Carmo (ABC), Jose Pereira Mestre (Cartilha), Narciso Lobato (1a. Classe), Fernando Osório (3a. Classe), Pe. Guterres (4a. classe).
Exceptuando o padre que era de Macau, os mestres eram Timorenses, gente boa, gentil e bons professores.

Felizmente não tive como mestre o muito temido Jaime Lopes da Cruz. Mas o papel de “Mestre Dia”, de plantão, as vazes cabia ao Mestre Jaime e nas próximas 24 hrs andávamos estressados.

Nunca mais esqueci das bofetadas com que me presenteou quando me apanhava a dormirtar sobre a mesa na hora de estudo. Outra vez foi quando um colega se queixou que eu o estava a “xatiar” durante o período de silêncio. Vi estrelas! Chorei, queria voltar para casa.

A Igreja de Timor-Leste é relativamente rica. Possui terras e imóveis por todo o território. Alguns imóveis que eram do Estado português mudaram de mão, passaram a ser propriedade da Igreja. A Igreja também é dona de vastos hectares de terreno não cultivados. Além disso, sucessivos governos desde 2002, foram incrementando fortes apoios financeiros à Igreja. A reabilitação da Catedral de Díli, construção das novas Catedrais de Vikeke e Suai e de inúmeras igrejas espalhadas pelo país somam dezenas de milhões de dólares. Não está aqui mencionado o orçamento anual alocado à Comissão Episcopal Timorense.

A restauração da Igreja de Soibada e residência do pároco custou $600 mil.

Não creio que alguma confissão religiosa no mundo tenha igual tratamento de um Estado laico em que a Constituição impõe a separação temporal/religioso.

Não questiono esses apoios. Pelo contrário, a nossa Igreja merece mais apoio. Restam-me apenas dúvidas quanto às Catedrais.

As Ordens Religiosas, muito dedicadas e humildes, exercem missão civica, educacional e social, enfrentam muitas dificuldades financeiras.

Que futuro para Soibada? Restaurar os dois complexos, converte-los em estância de repouso, retiros, reuniões, conferências? Resort turístico? Centro de investigação médica e escola de enfermagem?

A propriedade é pertença da Igreja e só ela pode decidir o que fazer. Um diálogo activo entre representantes do Estado e da Igreja seria o primeiro passo com vista a explorar opções. Qualquer opção só será viabilizada com forte apoiado do Estado e de doadores privados nacionais e internacionais.

NOTA: A estrada Dili-Manatuto-Cribas-Soibada
está quase concluída. Falta completar os poucos quilômetros da ribeira Mota Sahen até a vila. As estruturas da ponte sobre Mota Sahen já estão no local, tendo sido importadas do Vietname, aguardando-se apenas os pagamentos para se concluir a obra. O empreendimento resultou de tenderização e contratos legais assinados entre a empresa FIRDO UNIPESSOAL LDA, sendo dono e Diretor da Empresa, AGILIO ENDES DA COSTA e o Estado timorense. Director Tecnico é o Eng. Noemio Antoneli Cruz Carvalho

Partilho a seguir algumas imagens de Soibada.

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morreu um grande ativista timorense JOSÉ GUSMÃO

Jose Gusmao Passed Away

A wonderful human being, a passionate, tireless activist, there wasn’t a day that Jose Gusmao did not dream, think and act for Timor-Leste freedom. So sudden, so sad Jose Gusmao’s departure on the journey to the beyond.

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DO MEU ARQUIVO A NOTÍCIA DA CHEGADA DE GUSMAÕ EM 1987

CRÓNICA 357, Timor 45 anos depois

CRÓNICA 357, Timor 45 anos depois 20.8.2020

 

Era agosto 1975, passava uns meses de férias em São Martinho do Porto em Portugal quando ouvi na rádio, primeiro, a notícia do golpe de estado da UDT a 11 e depois a sublevação da Fretilin dia 20 e o começo da guerra civil que iria mudar a vida a milhões de pessoas em vários países. Um terço da população (200 mil) foi aniquilada pela invasão e colonização indonésia de 24 anos, milhares de mortos e estropiados, a destruição quase total em 1999 até a ONU patrocinar o referendo que deu a independência em maio 2002.

Eu deixei Timor e Bali em maio 1975 e planeara regressar passados uns meses de descanso e férias, provavelmente depois do meu aniversário em outubro, aproveitando a viagem a que tinha direito num avião das FAP (Força aérea portuguesa, como todos os oficiais milicianos que tinham estado no exército colonial português e que queriam regressar à província ultramarina onde tinham estado em serviço).

Em outubro as forças avançadas e infiltradas da Indonésia antecipando a Operação Komodo assassinaram os 5 de Balibó (os colegas jornalistas australianos, britânicos e neozelandeses o repórter Greg Shackleton, 29, o operador de som Tony Stewart, 21; o Kiwi, Gary Cunningham, 27, cameraman do canal 7 HSV-7 em Melbourne; dois britânicos, cameraman Brian Peters, 24, e o repórter Malcolm Rennie, 29, do canal 9 TCN-9 em Sydney). Havia um sexto, Roger East de 53 anos, (jornalista australiano da AAP Reuters) que seria executado pelos indonésios no cais de Díli na invasão de 7 de dezembro… desesperadamente a Fretilin proclamara unilateralmente a independência a 28 de novembro e a sua liderança seria tragicamente abatida pelos indonésios nessa guerra sem quartel que se prolongou por 24 anos. O resto é história e todos a conhecem. Hoje, Timor tem 40% da população abaixo do limiar da pobreza (menos de USD 1,25 ao dia), 50% de analfabetos, 97% de católicos, milhões de dólares em fundos da exploração de petróleo, muitas estradas novas foram construídas e dessas quando chove há derrocadas e ficam intransitáveis como aconteceu recentemente no Suai onde existe um inútil e enorme aeroporto internacional sem movimento. Em menos de 20 anos, Timor já teve sete governos, estando atualmente no 8º, mas raramente atingem o fim dos mandatos devido a lutas intestinas, conflitos internos alianças feitas e desfeitas (como no tempo tribal), muita corrupção, nepotismo, laivos ditatoriais de personalidades de destaque. Atentados, sublevações da polícia, do exército, de ex-guerrilheiros resumem os anos de independência. Costumo ironizar que além da língua portuguesa, a velha guarda aprendeu os truques da cunha corrupta portuguesa, mas doutoraram-se em corrupção com os indonésios. Tanto poderia ter sido feito e não foi, à exceção de Díli que cresceu desmesuradamente (éramos 25 mil, hoje são mais de 250 mil habitantes) se modernizou, mas continua a inundar-se sempre que chove. Os membros do governo e uma certa elite vivem em boas casas com carros de topo de gama, mas no resto do país a miséria assemelha-se à dos anos 70 sobre a qual tanto escrevi ao longo dos anos.

Tanto podia ter sido feito e não foi mas eles são soberanos nas suas escolhas políticas e nas suas opções, eu não, eu nem a opção de regressar tive, nem a de voltar a visitar a terra que o sol em nascendo vê primeiro, a mim restam as memórias que o tempo ajudou a mitificar, as recordações da beleza das terras e das gentes, e imaginar como tudo teria sido diferente se as datas de 11 e 20 agosto de 1975 não tivessem alterado o nosso futuro para sempre. Resta-me o amor incondicional pela terra e pelas gentes.

Chrys Chrystello, Jornalista, Membro Honorário Vitalício nº 297713 [Australian Journalists’ Association] MEEA] Para o Diário dos Açores (desde 2018) Diário de Trás-os-Montes (desde 2005) e Tribuna das Ilhas (desde 2019)

 

 

 

 

TIMOR 20.8.75 COMEÇA A GUERRA CIVIL

Timor Lorosae
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“1975 Teve início há 45 anos a guerra civil em Timor-Leste, levando à invasão do País pela Indonésia em Dezembro desse ano.”

1808 Nas Invasões francesas, teve lugar há 212 anos a Batalha do Vimeiro, em que Forças luso-britânicas derrotaram as tropas francesas, não impedindo contudo mais invasões.