Ex-padre acusado de abusos em Timor-Leste é procurado por fraude bancária nos EUA

Ex-padre acusado de abusos em Timor-Leste é procurado por fraude bancária nos EUA
Pante Macassar, Timor-Leste, 22 fev 2021 (Lusa) – O ex-padre norte-americano, que vai ser julgado em Timor-Leste por abuso sexual de menores, entre outros crimes, é procurado pelos Estados Unidos que pediram à Interpol a detenção por suspeitas de fraude.
Na página digital da Interpol pode ler-se que Richard Daschbach é procurado pelas autoridades dos Estados Unidos por pelo menos “três acusações de fraude bancária”, sem apresentar quaisquer dados do processo em causa.
A “notificação vermelha” da Interpol, com o número 2019-112634, refere que Dashbbach é natural da Pensilvânia, completou 84 anos no final de janeiro e tem nacionalidade indonésia e norte-americana.
Este tipo de notificação da Interpol é emitida para “fugitivos procurados tanto para julgamento como para cumprir uma sentença”, explica a Interpol.
Trata-se de um “pedido às autoridades judiciais em todo o mundo para que localizem e detenham provisoriamente a pessoa em causa à espera de extradição, entrega ou outras ações legais”.
A notificação inclui quatro fotografias do ex-padre que começa a ser julgado na terça-feira no Tribunal do enclave de Oecusse-Ambeno, pelos crimes de abuso sexual de menores, pornografia infantil e violência doméstica.
Timor-Leste não tem atualmente qualquer acordo de extradição internacional.
ASP // EJ
Lusa/Fim
May be an image of 3 people and text that says "INTERPOL BACK TO SEARCH RESULTS DASCHBACH, RICHARD JUDE Wanted by United States 1 NTERPOL RED NOTICE Identity particulars Family name DASCHBACH Forename RICHARD JUDE Gender Male Date birth Place birth 26/01/1937 84 years old) Pennsylvania, United States Nationality United States, Indonesia"
Rosa Horta Carrascalao, Rosely Forganes and 90 others
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  • Entrega só o homem que eles lá saberão tratá-lo da saúde.
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OS PARDAUS DE TIMOR

“Circulou” em Timor durante séculos uma “moeda” de que não se fala: o Pardau Timor . Em que consistia? Os timorenses de algumas regiões, por métodos primitivos de lavagem das areias de algumas ribeiras colhiam lâminas e pepitas de ouro que depois guardavam no interior de penas de aves. Eram essas penas recheadas de pequenos fragmentos de ouro, pesando em média cerca de 1,793g, que depois eram usadas na compra de gado, panos, etc. A primeira notícia sobre este uso consta da “Memória resultante do inquérito industrial em Timor”, 1846, da autoria do governador de Timor Frederico Leão Cabreira. Descrevendo o processo de garimpagem do ouro levado a cabo pelos timorenses, acrescenta: “Juntam-no depois na parte oca das penas de alguns pássaros, e assim o trocam geralmente pelos panos de que precisam para se cobrir”. Este processo manteve-se: Em 1937, o “Exploration of Portuguese Timor: report of Allied Corporation to Asia Investment Company, limited”, p. 35, depois de descrever o método habitual de recolha, relata: “The gold is then picked from the sandstone and put in quills”. J. Ferraro Vaz, 1964, “Moeda de Timor”, p. 106, escreve: “Conjugando as notícias várias, não será descabido identificar o “pardau Timor” de então com as penas de ave contendo pepitas de ouro, que ainda hoje o povo traz ao mercado. Desprovido de meios de pesagem, o timor usaria (e ainda usa) estes recipientes naturais, escolhendo os de capacidade aproximadamente igual, para servir de medida padrão (“segundo informações colhidas, a pena mais usada actualmente – c.1964 – é a de milhafre que, quando carregada de pepitas se conhece por murak mano fulun”)”.
Será que algum amigo nosso timorense pode confirmar estes testemunhos? Ainda existirá memória do “Pardau Timor”?

Domingos de Oliveira

Junto uma gravura de uma pena de ave com pepitas, retirada da obra “Moeda de Timor”:

No photo description available.
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OUTRA VERSÃO SOBRE O DESAPARECIMENTO DO ARBIRÚ

OUTRA VERSÃO SOBRE O DESAPARECIMENTO DO ARBIRÚ

 

Tito Duarte escreveu em 28.4.2020

“Hoje, vou dedicar o meu post ao José Rocha, e à sua meia-irmã, Telvira Dores.

Na manhã do dia 28 de abril de 1973, partiu de DÍLI o navio “Arbirú”, construído nos estaleiros de Aveiro, propriedade do governo de Timor, destinado à cabotagem, sob o comando de José da Rocha Dores. Ia com destino a Banguecoque e, além da tripulação, levava alguns passageiros, entre eles a esposa do capitão – Rosentina Napoleão, mais conhecida por Babo – e mais três senhoras: a esposa do comandante dos portos – Pacheco Medeiros – a do gerente do BNU e a de um major Viegas, algarvio.

Menos de 24 horas depois, o navio deixou de comunicar, o que não era de estranhar, pois já acontecera anteriormente. Porém, passados os doze dias, calculados para chegarem à capital da Tailândia, nada aconteceu. Passado que foi algum tempo, iniciaram-se as buscas, quer pelos nossos dois aviões “Dove”, quer por alguns países da área. Alguns dias depois, soube-se que havia um sobrevivente – Paulo do Rosário -, timorense, resgatado do mar por uma córcora da Indonésia e levado para a ilha das Flores.

Pouco se soube do que ele relatou e, embora o chefe dos Serviços Meteorológicos – Dr.. Manuel da Costa Alves – tenha pedido, ao Centro Meteórico de Darwin, cópias das cartas meteorológicas e das imagens obtidas por satélite, daquela zona, que provavam a evidência clara a confirmar o diagnóstico, formulado pelos colegas australianos de ” que um pequeno e intenso ciclone tropical” justamente na posição indicada pelo marinheiro sobrevivente, “provava a existência de uma banda nebulosa com curvatura ciclónica perto do centro de perturbação e que pode ter originado uma tromba de água, que é, nem mais nem menos, um tornado no mar.”

O governador, inexplicavelmente, com a colaboração da PIDE DGS, não ligou importância ao diagnóstico daquele técnico, nem o deixou dialogar com o náufrago), nem à afirmação do comandante dos portos, nem à minha – que, então chefiava os Serviços das Alfândegas – de que o navio não tinha carregado qualquer mercadoria… nada!

Com que propósitos preferiram que se espalhasse o boato – que ainda hoje parece perdurar – de que o navio tinha sido atacado por piratas, ou pela Frelimo (incrível!), ou de transportar armas, devido a um misterioso negócio militar, de armas. Passados todos estes anos, penso que o propósito, de ocultar toda a verdade, terá sido para não terem que pagar indemnizações ou multas, pois o “Arbirú” destinava-se à cabotagem, por conseguinte ao longo da costa, e não a viagens de “longo curso “. Várias vezes já fora a Singapura, a Banguecoque, a Hong-Kong, ou a Fremantle, na Austrália. Estarei perto ou longe da verdade? Os conhecedores do assunto, já quase todos desapareceram. É o que posso, amiga Telvira e amigo José Rocha.”

Foi isto que escrevi na altura no livro Timor Leste o dossier secreto 1973-1975 ed contemporânea:

MAIO 1973 – Em maio assiste-se a um novo mistério típico de Timor, quando o navio Arbirú deixa Dili dia 28 rumo a Hong Kong, Macau e Banguecoque e subitamente desaparece dos mares sem deixar vestígios. Com a cooperação internacional, extensas buscas são feitas pelas marinhas da Indonésia, Filipinas e Malásia mas sem resultados!

Umas semanas mais tarde, um único sobrevivente é recolhido em circunstâncias pouco críveis. Como sobreviveu no alto mar, infestado por tubarões e sem alimentos, permanecerá para sempre um mistério. Depois de chegar a Dili descreve com implausível detalhe as suas experiências de náufrago, deixando mais perguntas sem resposta do que aquilo a que responde.

As conjeturas, então feitas, merecem apenas um vago comunicado oficial. Embora se tratasse de um cargueiro, naquela viagem transportava cerca de vinte passageiros civis, na sua maioria mulheres de oficiais do exército e senhora da alta sociedade local. Depois de inquirido localmente, o sobrevivente foi transferido para Lisboa para mais interrogatórios. Desconheço se alguma vez regressou a Timor. Dois anos mais tarde, começaram a surgir rumores de que alguns viúvos estariam a receber mensagens das esposas desaparecidas, mas nenhum deles estava disposto a discutir o assunto ou especular sobre o mesmo. Outro tabu!

Arbirú a Lifau

Já em 2020, em plena pandemia do Covid-19, mão amiga fez-me chegar um texto sobre o Arbirú, que corrobora uma das muitas versões que ouvi em Timor sobre esse desaparecimento. O novo testemunho que me chegou afirma:

Estive lá (jun 72 até outº 75) em Ataúro, servindo na Marinha – Radionaval. Isso deu-me oportunidade de ver, formar opiniões diferentes dum artigo de Tito Duarte que colocou em linha. O Arbirú e comandante tinham uma posição única em Timor… Sou contemporâneo das famílias – não tenho intenções de mexerico. O Arbirú fazia contrabando como qualquer um. Neste caso como navio único em Timor era muito importante mas era um segredo aberto. Na viagem anterior um tripulante foi preso pela PIDE por contrabando de munições. Na última viagem o comandante do navio moveu mundos e fundos para ele ir na viagem. Antes da partida o comandante Rocha insistiu em informar o Sargento Lourenço da capitania sobre a situação financeira completa. Como não era habitual pedido, disse ” nunca se sabe…” Na última viagem para Banguecoque seguiam como passageiros os membros da Comissão organizadora da Festa do 10 de junho com fundos para compras, e dinheiro do Conselho de Câmbios para transferir para Lisboa. Nos passageiros iam senhoras da fina flor de Díli como a esposa do Comandante DM Medeiros, do Gerente BNU Figueiredo, do Comandante da Intendência militar, esposa do Comandante Rocha, e esposa de oficial de Informações militares (que não chegou a partir). No cais com as despedidas habituais, D Babo hesita, demora a embarcar, chorando incontrolável. O Comandante Rocha manda Luís Napoleão (irmão dela) levá-la para bordo… no último momento, o oficial de informações militares entra na ponte cais velozmente , trava junto da prancha de embarque, sobe rapidamente, agarra esposa por um braço e desce. O Comandante pergunta ele responda ”a minha mulher não vai ”. Entram no jipe e desaparecem.

O navio só foi dado como desaparecido quando uma das casas comerciais chinesas em Díli, não tendo recebido noticias da chegada a Banguecoque, contactou os serviços portuários (Banguecoque) acerca da chegada navio. Foi-lhe respondido ”não está no porto nem é esperado”. Quer dizer não há ETA (data prevista de chegada) ou qualquer outra info. Só depois disso foi dado como desaparecido pelas autoridades de Timor. Devido ao tempo decorrido por não haver ideia da posição do navio, como habitual foram alertados os serviços de busca e salvamento numa área alargada – Indonésia, Singapura Hong Kong (Royal Navy) e Austrália. Nada. Havia incerteza sobre a posição do Arbirú porque apesar de ter rádios de longo alcance, sempre verificados antes de longas viagens, o navio só fazia contacto uma ou duas vezes depois da saida. A Estação Radionaval fazia chamada e escutava em hora e frequência determinadas. Depois disso fazíamos chamada e registávamos – chamado, escutado, não ouvido. Era o habitual, portanto não havia motivo para alarme. Quando chegava ao porto de destino comunicava através da Radio Marconi e nós interrompíamos escuta até sermos avisados da ETD (data estimada de partida) e nova escuta. Eles criaram essa situação e hábito e nunca foram corrigidos! Só passados uns tempos as autoridades receberam informação de um ”timorense” dado à costa na ilha das Flores. A Informação não correspondia à posição e área de interesse da busca que estava muito mais afastada.

Quando eventualmente Paulo do Rosário foi trazido das Flores contou que o navio fora afundado por uma vaga gigante. Havia chuva torrencial com gotas do tamanho de pontas de dedo, vagas enormes, vento forte quando tudo aconteceu e ele, Rosário, estava na popa a fumar um cigarro… o navio afundou mas ele salvou-se porque entretanto já na agua conseguiu agarrar-se a uma tábua… (sem referenciar os outros náufragos). Ao fim de algum tempo deu à costa. Este foi o relato publicado na VOZ DE TIMOR. Chegado a Díli foi levado pela PIDE para investigação e mesmo quando libertado, ficou confinado em casa guardado por policia.

O Arbirú nessas viagens fretadas levava grades com galinhas no convés juntamente com grande número de bidons vazios. Navegava leve porque ia vazio e com combustível suficiente só para chegar ao porto de destino. Levava dinheiro ou cartas de credito para atestar depósitos e os ditos bidons vazios. Com a diferença de câmbio fazia uma maquia. Era outro hábito permanente (de tal forma que quando voltava Díli, descarregava num dia ou dois e invariavelmente navegava para a contracosta por uma semana! Quando havia falta de combustível em Dili este vinha da montanha…). Não há referência alguma desses bidons vazios a flutuar durante as buscas. Eles seriam parte dos destroços que esperavam encontrar… Mas nada foi avistado. No fim agarraram-se a uma referência dos serviços meteorológicos australianos ”talvez pequeno tornado na área com pequenos vestígios de ‘‘flotsam (detritos à deriva). ‘‘ E foi assim o fim da investigação oficial. Houve missas pedindo a ajuda divina mas não para encomendar os mortos – naquela altura ”desaparecidos”.

Só para confirmar que o M/V MUSI navegando Singapura – Díli costumava pedir reatamento de comunicações via Marconi duas vezes por dia, religiosamente, comunicava só para dizer “ loud and clear” no traffic – until next QSO thanks and out.” O mesmo com petroleiros nacionais para o Golfo Pérsico passando por Nacala em Moçambique diariamente até entrar em Ras Ta Nura (Arábia Saudita, Golfo Pérsico). Na volta ainda atracado pedia para recomeçar o contacto até Nacala. O mesmo Radionaval Lourenço Marques (Maputo), Macau e até na base em Diego Garcia. A exceção – Arbirú.

Sistema manhoso desde sempre. O chefe de máquinas e telegrafista do navio era sempre da Marinha. O mesmo ramo Marinha, alojamento etc. O ultimo telegrafista permanente, CÉLIO aparentemente também queria negociar mas por conta própria e tentou fazer outra comissão mas o Comandante informou o Governador que era desnecessário haver telegrafista permanente. Na navegação costeira só telefonia e para o estrangeiro poderiam levar um dos Correios ou um militar com comissão terminada mas aguardando transporte de regresso. O governador concordou e um aprendiz de feiticeiro perdeu o negócio.

Quando um novo enfermeiro começou a comissão, Sargento Simões, teve que fazer uma fogueira nas traseiras da radionaval para queimar a droga. Palavras dele próprio e confirmado por outros… Esse citado telegrafista Célio é fácil de referenciar porque tinha uma moto Honda 300 cor amarelo berrante que foi passando de um dono para outro ate agosto 1975.

O penúltimo Chefe de Máquinas, na penúltima viagem sofreu um acidente enquanto o navio estava atracado em Singapura. A única testemunha que estava com ele na casa das máquinas disse que teria tocado numa bateria e morreu eletrocutado… Ele era um homem novo e muito calado. Quando em Díli, Jantava e dormia na Radionaval, e dizia que tinha medo do que via… O novo chefe de máquinas morreu na última viagem. Eu vi a esposa dele no Aeroporto de Figo Maduro à chegada dos refugiados de Atambua e ela perguntava a toda a gente lavada em lágrimas: digam-me só se eu sou viúva, digam se o meu marido esta vivo ou morto!

E para finalizar o caso do Sargento maquinista morto em Singapura. Houve um Inquérito sobre o “acidente” efetuado na Capitania de Díli. Aparentemente a única testemunha era já de idade e meio surdo. Quando ele começou a falar contando o acontecido, foi ouvido gritarem-lhe “ouve, tu só respondes ao que te perguntarem. Nada mais!” Recorde-se que a capitania era o lugar de trabalho e escritórios do pessoal ligado a ela – Sargento Lourenço e escriturários. Lugar de entrar e sair dos que estavam ligados a estas funções. Portanto na sala de inquérito estava rodeado desse pessoal…

Depois de algum tempo, meses talvez, passado sobre o naufrágio o José Rocha, filho do Cmdt Rocha chegou de Lisboa, passou um tempo curto e depois voltou para Lisboa. Falou-se que aparentemente as partilhas tinham sido feitas sem alarde. Talvez as informações recebidas pelo Sargento Lourenço tivessem sido úteis.

Da parte da Dona Babo ouvi de um parente que tudo tinha sido partilhado sem problemas ou dividido sem dúvidas ou amarguras… Costumávamos acampar para o sudoeste e éramos todos um grupo unido. De ambas as ocasiões foi citado que não tiveram que esperar pelos sete anos (desaparecidos sem prova de morte ou restos mortais…) Alguém saberia alguma coisa que os meros mortais ou plebeus não tinham acesso.

Durante anos ouviu-se dizer que alguém em Jacarta ou Surabaya via alguém conhecido, a quem chamava mas olhavam para trás e seguiam sem responder. Mesmo depois da invasão indonésia, timorenses circularam por portos e juraram que “aquele navio era o Arbirú…” Uma pintura diferente, uma chapa aqui ou ali mas era o Arbirú. De lembrar que o navio fora construído no estaleiro de S. Jacinto, Aveiro. Era difícil haver navios gémeos navegando nessas paragens. Eu próprio em Darwin em trânsito para Hong Kong para trazer o rebocador Lifau encontrei um irmão do enfermeiro de bordo, Borges, que me afirmou ter mantido contacto com Darwin (onde este residia) com um tripulante indonésio que lhe afirmou saber que o irmão estava vivo e iria trazer fotos na próxima viagem… Penso que o capitulo do desaparecimento do Arbirú esta terminado.

PS – Estive em Macau três vezes fazendo parte da tripulação do Lifau na viagem inaugural e quando fomos buscar a Laleia. Ficávamos alojados no edifício da guarnição local e para facilitar também fazia turnos na Radionaval na Guia. O alojamento perto das oficinas navais, jantávamos no clube da Guarda – Policia Marítima ao cais para a ilha da Taipa.

 

refugiados Timor 1975

Joao Paulo Esperanca

and

Arlindo Mu

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In September 1975 my grandfather, Abilio Henriques, was among 44 refugees who were asked this very question by Australian immigration officials in Darwin. He had come from then Portuguese Timor, now Timor-Leste, on board the only Royal Australian air force plane ever hijacked.

'It was life or death': the plane-hijacking refugees Australia embraced
THEGUARDIAN.COM
‘It was life or death’: the plane-hijacking refugees Australia embraced
Luke Henriques-Gomes’s grandfather was one of 44 refugees to arrive in 1975 on the only RAAF plane ever hijacked. The official response still staggers him

In September 1975 my grandfather, Abilio Henriques, was among 44 refugees who were asked this very question by Australian immigration officials in Darwin. He had come from then Portuguese Timor, now Timor-Leste, on board the only Royal Australian air force plane ever hijacked.

You, Rosa Horta Carrascalao and Arlindo Mu

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  • Remember quite well that last flight hijacked by UDT retrieving force as Fretilin was approached to retake Baucau, from memory there were ex-police Gil, Abilio etc

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