timor e a bandeira lulik

Timor. Bandeira do tempo de D. Maria. “Bandeira Portuguesa do tempo de D.Maria I, final séc. XVIII, que está guardada na Casa Lúlik do subdistrito Estado-Ermera (foto de Luís Marinho no livro “Gente de Timor-Leste”, 1.º Vol e livro “Ema Husi Timor-Leste”, 3.ª Ed., pág. 123).
Terá sido oferecida na nomeação do liurai D.Matheus Mesquita Hornay, em 1786, segundo documento ali guardado na Casa Lúlik.”
Via: João Soares

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timor o orgulho de falar português

Início Díli Marcelo Nunes: É um orgulho saber falar português DíliHoje NotíciasNacionalNotícias de Última HoraÚltimas Notícias Marcelo Nunes: É um orgulho saber falar português Maio 5, 2020 4 Share Facebook Twitter Pinterest WhatsApp Linkedin Email Print Tumblr Telegram LINE Viber Marcel…

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bandeira lulik (sagrada) em Timor

Bandeira Portuguesa do tempo de D.Maria I, final séc. XVIII, que está guardada na Casa Lúlik do subdistrito Estado-Ermera (foto de Luís Marinho no livro “Gente de Timor-Leste”, 1.º Vol e livro “Ema Husi Timor-Leste”, 3.ª Ed., pág. 123).
Terá sido oferecida na nomeação do liurai D.Matheus Mesquita Hornay, em 1786, segundo documento ali guardado na Casa Lúlik.

Resource: Joao Luis Gonjaga

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timor RELEMBRAR O DESAPARECIMENTO DO ARBIRU

Tito Duarte

3 mins

VOU CONTINUAR…
A tragédia deu origem a uma grande comoção geral pois, não só o comandante Rocha DOres e a esposa Rosentina — conhecida como Babo — eram imensamente queridos, como havia algumas passageiras portuguesas e a tripulação era Timorense. Mas este drama passou a fazer parte das imensas fábulas timorenses, mas, desta vez, não devido à fértil imaginação do povo de Timor mas porque o Governo enveredou por um caminho, que julgo que, até hoje, ninguém entendeu.
Contemos: após vários dias de frenéticas buscas, quer pelos aviões “Dove” de Timor, quer de países da zona, logo que o sobrevivente foi trazido, da ilha das Flores, já o então Chefe dos Serviços Meteorológicos, Dr. Manuel Costa Alves, estranhando os boatos que começavam a correr, pedira, ao Centro Meteorológico de Darwin, que lhe enviasse “cópias das cartas meteorológicas e imagens obtidas por satélite e, segundo conta no livro que publicou, “quando elas chegaram, a evidência era clara, a confirmar o diagnóstico, formado pelos colegas australianos, de que um pequeno e intenso ciclone tropical, localizado justamente na posição indicada pelo marinheiro sobrevivente, e que provava a existência de uma banda nebulosa com curvatura ciclónica próxima do centro da perturbação e que podia ter originado uma tromba d’ água, que é, desfaçam-se equívocos lexcicais, um tornado no Mar”. Mas, o que mais espantou este digno profissional, foi que, apesar de toda a documentação apresentada, o Governador continuou céptico, inclinando-se muito mais — certamente porque lhe convinha — , para as novelas de ataques terroristas, como o de um ataque chinês a pedido da FRELIMO, ou de contrabando de armas ou de droga, não permitindo, tão pouco, que o prestimoso e competente meteorologista se avistasse com o náufrago salvo.
Idêntica cena acontece quando, uma tarde vou entregar ao Governador uma informação, que ele me pedira e, estando no gabinete também o Comandante dos Portos, cuja esposa ia no navio, o Director da Fazenda, o aviador Castro e o inspector daPIDE, este afirmava, cheio de certezas, corroborado pelo Governador, que o navio embarcara bidões vazios, apesar de, tanto eu como o Comandante, afirmarmos que não. Este senhor Inspector, que já enfiara vários “barretes” ao anterior governador, voltava a querer mostrar trabalho e a querer saber mais do que os Serviços Aduaneiros e a Administração do Porto. Não sei, até hoje, qual o propósito de tal invenção (seguros que o Governo teria que pagar?!). O que aconteceu foi, passados alguns dias, de propósito, ter sido publicado, no semanário “A Voz de Timor”, uma foto com o “Arbirú”, atracado à ponte-cais e muitos bidões na ponte.
O que é certo é que a “estória” evoluiu, ao longo dos anos “viram” o navio várias vezes no Porto de Díli, durante a ocupação Indonésia, viram a esposa do comandante em Bali, e até um taxista me disse que vira o “Arbirú” em Hong-Kong quando, a bordo do navio “Timor”, no seu regresso a Portugal, terminada a sua comissão militar, tendo o barco riscos de tinta por cima do nome (inacreditável !!!). Além disso, o alferes, da sua companhia, reunira todos e dissera-lhes, que se mantivessem calados… porque tinha sido um “negócio” de contrabando de armas. Quem não acredita e nada destas invenções é o filho Zé Rocha, tendo perdido pai e mãe, e que afirma que, tendo falado várias vezes com o sobrevivente Paulo do Rosário ele lhe contou sempre a mesma versão do naufrágio. Mas a “Lenda” continuará e, com o passar dos anos, com muitos mais invenções e pormenores.

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um heroi timorense XAVIER DO AMARAL

Xavier do Amaral
Os meus heróis são normalmente pessoas que de uma maneira ou de outra tentam sobreviver às circunstâncias suas ou das que lhe são impostas. A última vez que falei com Xavier do Amaral foi antes das eleições para a Assembleia Constituinte. Morava lá para os lados de Lecidere bem perto da minha casa no Bairro dos Grilos. Estava vestido com um lençol completamente branco que me fez lembrar em certa medida a figura de Gandhi. Lembro-me que na altura Xanana Gusmão era projetado como sendo o Mandela. Houve uma determinada altura em que coexistiam em Timor, um Mandela e um Gandhi. Conjuntamente com Ramos-Horta fundou a ASDT que mais tarde acolheu a FRETILIN que fora fundada em Lisboa pelos estudantes universitários como Abílio de Araújo, Vicente Sahe, Carvarino, Hamis, Maria do Céu e outros. Xavier do Amaral nunca se ajustou muito bem com o carácter revolucionário da FRETILIN. Adivinhava-se que mais cedo mais tarde havia de ter lugar a ruptura. Era social-democrata e livre pensador. A disciplina revolucionária não se coadunava com o seu carácter. Proclamado Presidente da República na capital e, no mato, durante a guerra da guerrilha foi deposto, sendo acusado de alta traição. Aguardava por ele a mais severa de todas as penas: fuzilamento. Entretanto o acampamento onde estava detido foi capturado pelos militares indonésios tendo ir servir como tratador de cavalos de um general que desta forma quis humilhar o homem que havia proclamado a República Democrática de Timor-Leste. Após o referendo esteve em Lisboa coincidindo com a vinda gloriosa de Xanana Gusmão. Lembro-me da frieza com que ambos falaram no pavilhão de Timor na Expo. Um era o herói e ou outro o vilão. Mais tarde viria a ser recuperado como herói nacional. Está enterrado no cemitério dos heróis, em Timor-Leste. “Xavier do Amaral, o sobrevivente”. Este será talvez o título do próximo romance que escreverei. Claro se o tempo e as circunstâncias em que vivemos me permitirem.
So help me, GOD!

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