Timor-Leste: The consequences of Covid-19 | The Interpreter

A coronavirus outbreak would not only overwhelm the health system, but would deepen the country’s poverty as well.

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Expresso | Covid-19. 220 portugueses partem de Timor-Leste este sábado

Grande parte dos passageiros são docentes portugueses que estavam a lecionar em vários pontos do país

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TIMOR ex ministra da saude não sabe que foi exonerada

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Antonio Sampaio is with Mirabelle Elia.

Covid-19: Ex-vice-ministra da Saúde timorense diz que não foi informada da exoneração

Díli, 03 abr 2020 (Lusa) – A ex-vice-ministra da Saúde timorense disse hoje à Lusa que não foi informada pelo primeiro-ministro da decisão da sua exoneração e que, até ao momento, não recebeu qualquer informação oficial sobre o assunto.
“Ainda não recebi nada oficial e não fui informada da decisão de exoneração. Não sei o motivo da exoneração”, disse Élia dos Reis Amaral, em declarações à Lusa.
A ex-governante, que exercia interinamente o cargo de ministra da Saúde, foi hoje exonerada num decreto do Presidente da República timorense, Francisco Guterres Lu-Olo, com base em proposta do primeiro-ministro, Taur Matan Ruak.
Nem o gabinete do primeiro-ministro nem a Presidência da República fizeram até ao momento qualquer anúncio oficial da decisão constante do decreto, a que a Lusa teve acesso.
Os serviços de comunicação do Gabinete de Crise, liderado por Taur Matan Ruak, chegaram a anunciar para hoje uma conferência de imprensa do primeiro-ministro que acabou por não se realizar.
Escusando-se, para já, a fazer mais comentários sobre a sua exoneração, até porque ainda desconhece o que a justifica, Élia dos Reis Amaral disse à Lusa que participou na quinta-feira numa reunião com responsáveis regionais da Organização Mundial de Saúde (OMS).
Nesse encontro, foi analisada a situação da covid-19 em Timor-Leste, onde há apenas um caso confirmado, tendo Élia dos Reis Amaral proposto que, na eventualidade de o número de casos vir a aumentar, possa vir para Díli um navio hospital da Cruz Vermelha ou de outra entidade.
A exoneração, proposta pelo chefe do Governo, surge na sequência de crescente tensão dentro do executivo, confirmada por várias fontes ouvidas pela Lusa, relativamente à ação de Élia dos Reis Amaral desde o início da crise.
O papel da ex-vice-ministra – que tem sido criticado dentro e fora do Governo – foi relativamente lateralizado desde a criação do Gabinete de Crise, liderado pelo primeiro-ministro.
A tensão evidencia as divisões políticas no Executivo, que não conta atualmente com uma maioria parlamentar, com o Governo a deixar de contar com o apoio de dois dos seus parceiros, o Congresso Nacional da Reconstrução Timorense (CNRT) e o Kmanek Haburas Unidade Nacional Timor Oan (KHUNTO).
Esses dois partidos estão agora integrados numa nova aliança de maioria parlamentar, que conta com 34 dos 65 lugares, apesar de alguns dos seus membros, incluindo a vice-ministra da Saúde (CNRT) estarem ainda no executivo.
Na quinta-feira houve alguma confusão na comunicação do Governo timorense sobre os dados da covid-19 em Timor-Leste, com dados diferentes transmitidos em duas conferências de imprensa seguidas e no mesmo local.
Os balanços diferentes de casos suspeitos e de testes realizados pelo Laboratório Nacional foram apresentados por um dos porta-vozes do Gabinete de Crise, Rui Araújo, e, logo a seguir, por Élia dos Reis Amaral.
Rui Araújo foi hoje oficialmente nomeado, entre outros responsáveis, como um dos porta-vozes do Gabinete de Crise num despacho assinado pelo primeiro-ministro e que entra em vigor, oficialmente, no sábado.
O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de um milhão de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 51 mil.
Dos casos de infeção, cerca de 190.000 são considerados curados.
Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

ASP // VM
Lusa/Fim

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TIMOR, FICAR OU NÃO FICAR

DESABAFO DO DIA

Este meu desabafo de hoje é feito na véspera de um grupo de cidadãos portugueses partir de Timor-Leste.

Decidi ficar com a minha família em Díli por considerar que a situação aqui, pelo menos por agora, não justifica tomar outra decisão. As dificuldades locais são as que são, são amplamente conhecidas e, se alguma coisa, até podem ficar mais reduzidas, pelo menos parcialmente, com as medidas que estão a ser implementadas, incluindo algum reforço do sistema de saúde. A situação em Timor-Leste é tranquila, a população respondeu com grande civismo e até responsabilidade ao risco e, apesar das dificuldades que a grande maioria da população sente, estão a combater como podem o inimigo invisível. E as autoridades, apesar de com algum atabalhoamento, parecem estar a responder com medidas no terreno.

Esta nossa decisão de família foi tomada no momento atual e tendo em conta a informação atual. Já aqui vivi situações bastante complicadas, especialmente em 1999, que me obrigaram, a ter de sair do país. E infelizmente ninguém, hoje, pode garantir nada sobre a situação atual. Mas para já, pelo menos, a decisão é de ficar. Penso que o trabalho que tenho a fazer aqui é importante e é o melhor contributo que posso dar, neste momento, no esforço de combate à covid-19. Aos muitos que também decidiram ficar, como a todos os que vivem neste país a que eu estou ligado há décadas (timorenses e estrangeiros), envio uma mensagem de solidariedade e de força. E um voto de que se cuidem e aos vossos.

Considero legítimo que outras pessoas, seja com que motivação for, optem por sair. Como aliás já fizeram vários portugueses e outros, até ao dia de hoje. Cada situação é uma situação, cada decisão é individual e ninguém tem o direito de a questionar ou criticar. Cada um sabe de si e é sempre mais fácil ditar sentenças sobre as vidas dos outros. E houve pessoas que nem tinham pensado em ir e que há ultima da hora aproveitaram os lugares que ainda estavam vazios. E outras que estavam no grupo de que desde a primeira hora queriam ir embora e agora até decidiram ficar. Por isso, insisto, não critico quem tomou a opção de sair. Desejo que tenham boa viagem e que se continuem a cuidar e aos seus.

Mas, posto, isto, não ficaria bem com a minha consciência se não deixasse registado algumas questões.

Como já vivo há muitos anos no estrangeiro – saí de Portugal há quase 32 anos – convivo há muito com o eterno debate da suposta falta de apoio consular. É um argumento de dois sentidos porque, invariavelmente, a vasta maioria de emigrantes e turistas, nem sequer se preocupa em estar registado nas diversas embaixadas. E a verdade é que, apesar das dificuldades que muitas operações de apoio consular envolvem – como as que estão em curso organizadas por Portugal nesta altura -, Portugal tem dado apoio a milhares de pessoas em todos os recantos do mundo, no seu regresso a Lisboa.

A não ser que essa operação seja “ordenada” por Portugal, porém, os voos são de repatriamento como resposta a pedidos de ajudas. E como é comum em todo o mundo, pessoas que querem voltar – é o que está a acontecer aqui – têm que reembolsar o Estado por esses custos. Há alguns mecanismos europeus que podem reduzir os custos, mas não se aplicam a todos os voos que estão a ser organizados. No caso de Timor-Leste o custo é encarecido pela distância, pelas atuais dificuldades de voos, por ser um avião que vem cá de propósito – e não um contratado localmente – e por outros fatores.

Para Timor-Leste, naturalmente, como para qualquer outro local, sempre houve planos de contingência – como os têm praticamente todos os países – para resolver a situação dos seus cidadãos em caso de problemas. Quem aqui estava em 2006 sabe que essas operações foram postas em prática.

O voo de sábado, porém, parece-me extemporâneo. Numa estrita avaliação de risco não se cumpre a necessidade de uma operação geral de evacuação. Esta operação, chamem-lhe repatriamento ou não parece ter sido despoletada muito antes de ser necessária. Mas não me cabe a mim decidir sobre isto. E as opiniões valem sempre o que valem.

Agora: acho profundamente lamentável os comentários que alguns fizeram e igualmente lamentável o tom adotado por alguns colegas jornalistas em Portugal, a tentar dramatizar, empolar e até deturpar, a realidade que se vive em Timor-Leste. Comentários que não só eram mentira como, em muitos casos, representaram uma verdadeira falta de respeito quer para com o país que os acolhe e os seus cidadãos, como para o país que lhes paga o ordenado e os seus concidadãos que aqui também vivem. Causaram medo desnecessário em familiares e amigos de centenas de pessoas, denegriram a imagem de projetos e de dois países (Timor-Leste e Portugal) e julgo que essas posturas devem ser consideradas na avaliação sobre a capacidade dos seus autores poderem ou não voltar a Timor. Houve comentários nojentos, avaliações racistas e, no general um dramatismo que nunca correspondeu à realidade.

O medo e a ansiedade provocada pela situação não dão o direito a ninguém de instrumentalizar sindicatos, media ou ‘agentes’ a favor do seu umbiguismo, ou para se armarem em supostos porta-vozes autonomeados para uma comunidade heterogenia e vasta que vive neste país, alguns há décadas. E que na sua generalidade desmente esse suposto drama. As motivações para se vir para cá são variadas. Longe de mim questioná-las. Mas acho, sinceramente, que algumas das pessoas que chegam aí ou são irresponsáveis ou são inconscientes. E os critérios para as escolher devem, se calhar, merecer uma reavaliação.

Longe de mim querer aqui desculpar problemas dos Estados, dos dois, em alguns projetos. Problemas sobre os quais eu até já escrevi, desde seguros de saúde a transportes, desde critérios poucos claros na decisão de renovação ou não renovação de contratos. Atrasos na vinda para Timor-Leste, atrasos nos pagamentos de salários, ameaças a pessoas para não falarem com os media e vários outros problemas que estão documentados no arquivo noticioso da Lusa. Mas nada disso tem a ver com isto.

E muito menos justifica o comportamento histérico de alguns. Percebo o medo, percebo os receios, percebo a preocupação, percebo tudo. Menos a atitude nojenta de quem só olhou para si e ignorou os outros. Nas crises, o salve-se quem puder, o umbiguismo, o egoísmo, são piores que as causas das crises.

Posto isto, desejo a todos os que partem uma boa viagem. Cuidem-se à chegada e cuidem os vossos. E no futuro – e isto é mesmo só para alguns – pensem 400 vezes antes de decidir vir para estas coisas. Ou pelo menos mordam os lábios antes de dizer disparates.

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avião vai a timor buscar portugueses

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Leandro Isaac

Portugal, aluga Avião hodi mai foti ninia Cidadãos iha Timor leste!!!
“”Cada Vida, é um Mundo!!!””luta hodi salva Vida, ho consequência tómak!!!
“”Viva Portugal””

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TIMOR EXONERA MINISTRA SAÚDE

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Antonio Sampaio

Covid-19: Presidente timorense exonera ministra interina da Saúde
ATUALIZADA

Díli, 03 abr 2020 (Lusa) – O Presidente timorense, Francisco Guterres Lu-Olo, exonerou hoje a vice-ministra da Saúde, Élia dos Reis Amaral, com base numa proposta do primeiro-ministro, Taur Matan Ruak.
O decreto de exoneração, a que a Lusa teve acesso, foi assinado hoje pelo chefe de Estado e afasta do Executivo Élia dos Reis Amaral, que estava a exercer interinamente as funções de ministra da Saúde.
A exoneração surge na sequência de crescente tensão dentro do Governo, confirmada por várias fontes ouvidas pela Lusa, relativamente à ação de Élia dos Reis Amaral desde o início da crise.
O papel da ex-vice-ministra – que tem sido criticado dentro e fora do Governo – foi relativamente lateralizado desde a criação do Gabinete de Crise, liderado pelo primeiro-ministro.
A ex-vice-ministra envolveu-se em vários choques com os jornalistas durante a cobertura da crise da covid-19.
A tensão evidencia as divisões políticas no Executivo, que não conta atualmente com uma maioria parlamentar, com o Governo a deixar de contar com o apoio de dois dos seus parceiros, o Congresso Nacional da Reconstrução Timorense (CNRT) e o Kmanek Haburas Unidade Nacional Timor Oan (KHUNTO).
Esses dois partidos estão agora integrados numa nova aliança de maioria parlamentar, que conta com 34 dos 65 lugares, apesar de alguns dos seus membros, tal como acontecia com a vice-ministra da Saúde (CNRT), estarem ainda no Executivo.
A ‘gota de água’ ocorreu na quinta-feira depois de alguma confusão na comunicação do Governo timorense sobre os dados da covid-19 em Timor-Leste, com dados diferentes transmitidos em duas conferências de imprensa seguidas e no mesmo local.
Os balanços diferentes de casos suspeitos e de testes realizados pelo Laboratório Nacional foram apresentados por um dos porta-vozes do Gabinete de Crise, Rui Araújo e, logo a seguir, por Élia dos Reis Amaral.
A governante não explicou, aos jornalistas, se o Ministério da Saúde estava a atuar independentemente do Centro Integrado de Gestão da Crise, nem justificou o balanço diferente sobre o diferente balanço, reiterando apenas que o Ministério da Saúde tem “a tutela sobre o Laboratório Nacional” e que estava apenas a transmitir os dados técnicos.
Como primeira medida, o primeiro-ministro timorense nomeou hoje oficialmente os porta-vozes do Executivo do Gabinete de Crise criado para a covid-19, que excluía a ministra interina da Saúde, depois da confusão de quinta-feira na comunicação de dados oficiais.
Num despacho que entra em vigor sábado, o primeiro-ministro, Taur Matan Ruak, explica-se que serão esses porta-vozes os únicos a canalizar informação oficial à comunicação social relativa à covid-19 em Timor-Leste, na Sala de Situação criada pelo Governo e instalada no Centro de Convenções de Díli (CCD).
Entre os porta-vozes nomeados estão o capitão de Mar e Guerra, Donaciano da Costa Gomes, que tem as funções de coordenador do Estado-Maior-Conjunto, e o ministro da Saúde indigitado, Sérgio Lobo, que nunca foi nomeado pelo Presidente da República e que é coordenador da Força Tarefa para a Prevenção e Mitigação do Surto de Covid-19.
Os restantes porta-vozes hoje nomeados são o ex-primeiro-ministro Rui Maria de Araújo, coordenador dos Oficiais de Ligação, e a diretora-geral das Prestações em Saúde, Odete Viegas.
Timor-Leste tem um caso confirmado da covid-19 e está em estado de emergência desde sábado.

ASP // JMC
Lusa/Fim

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POLICIA EM TIMOR NÃO CUMPRE E AMEAÇA

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Antonio Sampaio

Covid-19: Comerciantes queixam-se de ameças da polícia no maior centro comercial em Díli

Díli, 30 mar 2020 (Lusa) – Comerciantes do maior centro comercial de Timor-Leste queixaram-se hoje de ter sido ameaçados por agentes da Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL) depois de serem ordenados a fechar as lojas numa “aplicação errada” das medidas do estado de emergência.
Os agentes ordenaram aos comerciantes que fechassem as lojas e ameaçaram voltar e “partir” as vitrinas das lojas se reabrissem, segundo um relatório do incidente a que a Lusa teve acesso.
“É uma situação muito preocupante pelos danos ao setor privado e pelo facto de não estar a deixar clara a situação. Em vez disso, são eles próprios, a polícia, que está a causar a confusão”, disse à Lusa Tony Jape, diretor do centro comercial Timor Plaza.
“Seguimos a lei com todo o cuidado, mas depois é a própria polícia que parece estar a aplicar outra lei. Fazem isto, mandam fechar e com ameaças e depois entregam documentos em que diz o contrário, que podemos ter as lojas abertas”, afirmou.
Tony Jape lamentou que a polícia “não esteja a ser corretamente informada” da lei em vigor desde sábado, considerando que a situação pode ser “muito perigosa” para o setor privado.
No relatório do Departamento de Operações do Timor Plaza, a que a Lusa teve acesso, refere-se que cerca das 15:45 de hoje uma equipa da PNTL, acompanhada pelo segundo comandante Euclides Belo, entrou no centro comercial e começou a ordenar o fecho de lojas, com exceção de restaurantes, supermercados e farmácias.
“A polícia disse aos comerciantes que tinham que fechar as portas imediatamente a partir de hoje e que se não o fizessem a polícia voltava e partia-lhes os conteúdos das lojas”, refere-se no relatório.
“Tentámos falar com eles, mas deram-nos uma cópia da ordem que supostamente estavam a implementar”, acrescenta-se.
A força policial, acompanhada de repórteres das duas televisões timorenses RTTL e GMN, ordenou o fecho de todas as lojas, abandonando depois o local, segundo a mesma fonte.
De acordo com o diretor do centro comercial, a ordem de fecho vai contra as próprias instruções que a polícia entregou e que referem as medidas em vigor desde sábado, que não obrigam ao fecho de qualquer espaço comercial, exigindo apenas a preparação de zonas de higienização e a aplicação de distanciamento social.
A ação policial contradiz uma informação comunicada pelo próprio comando da PNTL, no sábado passado, alegou Tony Jape.
Os incidentes no Timor Plaza juntam-se a ações idênticas da PNTL em várias zonas de Díli, num dia de grande confusão na disseminação pelo Governo da informação sobre as medidas do estado de emergência, segundo relatos à Lusa.
Entre as lojas mandadas encerrar estão as de fornecimento de material de construção que estão a ser procuradas por residentes de Díli e empresas envolvidas, entre outras, na recuperação de casas destruídas pelas cheias deste mês na capital.
Foram ainda travados em vários municípios camiões que transportavam bens alimentares, especialmente frutas e verduras.
Agentes da PNTL estiveram também a parar, durante todo o dia, motoristas, obrigando-os a usar máscaras – algo que também não está no decreto – e a aplicarem regras sobre números de passageiros que podem viajar em carros, algo também não definido no diploma.
A própria Secretaria de Estado da Comunicação Social timorense esteve hoje a difundir durante várias horas uma lista de restrições a serviços comerciais e circulação, entre outras, que não fazem parte das medidas do estado de emergência.
Os documentos, que estiveram disponíveis várias horas na página oficial da secretaria de Estado no Facebook – e que foram retirados depois de perguntas da Lusa – eram apresentados como uma simplificação do decreto de medidas aprovadas no sábado pelo Conselho de Ministros.
Entre as medidas comunicadas pelo principal gabinete de difusão de informação oficial do Governo, estavam supostas proibições a viagens entre municípios ou á permanência de indivíduos na via pública.
Nenhuma destas medidas está no decreto do Governo.
Questionado pela Lusa sobre os documentos, o secretário de Estado da Comunicação Social, Merício Akara, disse que a equipa que preparou os documentos “se referiu a uma versão inicial do documento, mas não à final”.
“Vamos proceder aos ajustamentos agora”, referiu.
Fonte do executivo confirmou à Lusa que as medidas erradamente incluídas nos documentos da Secretaria de Estado estavam detalhadas numa versão inicial do decreto que foi a debate no Conselho de Ministros.
Ainda assim, essas medidas foram retiradas e acabou por ser aprovado um decreto sem restrições à circulação ou à atividade comercial, suspendendo apenas os transportes coletivos.
Timor-Leste tem até agora um caso confirmado da covid-19.
O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 727 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram perto de 35 mil.
Dos casos de infeção, pelo menos 142.300 são considerados curados.
Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

ASP // VM
Lusa/Fim

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estado de emergência em timor

Covid-19: Timor-Leste suspende transportes públicos e exige um metro de distância nas lojas

Díli, 28 mar 2020 (Lusa) – Transportes públicos suspensos e obrigação de manter um metro de distância nas lojas são regras previstas no decreto sobre o estado de emergência em Timor-Leste, aprovado hoje em Conselho de Ministros e a que a Lusa teve acesso.
O Governo timorense aprovou hoje um extenso decreto com as regras a implementar a partir de domingo e durante um mês em todo o país, no âmbito do estado de emergência devido à covid-19.
“As medidas previstas no presente diploma (…) terão um impacto importante no quotidiano da população residente em Timor-Leste, na atividade económica do país e no funcionamento dos serviços públicos”, de acordo com o preâmbulo do documento, a que a Lusa teve acesso.
“As mesmas revelam-se absolutamente imprescindíveis para mitigar os riscos associados ao contágio do SARS-CoV-2 e o retorno à normalidade com a maior brevidade possível”, notou.
Com aplicação “em todo o território nacional”, o decreto – a que a Lusa teve acesso – abrange várias medidas, entre as quais a suspensão dos transportes coletivos de passageiros e regras sobre distanciamento social nas vias públicas.
Ainda assim não há restrições na circulação e não há proibição do fecho de qualquer estabelecimento.
São definidas novas regras para acesso a estabelecimentos comerciais e de prestação de serviços, com obrigação de uso de máscara, higienização prévia das mãos e manter distância de pelo menos um metro.
Os donos dos espaços comerciais devem garantir que já condições para a higienização e proibir os clientes que não cumpram as medidas preventivas.
A medida aplica-se tanto a mercados como a vendedores ambulantes, com as devidas adaptações.
Entre outras medidas o decreto suspende todas as atividades letivas presenciais e fecha todos os estabelecimentos de ensino e formação profissional, sendo proíba a permanência nos locais de qualquer docente ou discente.
O Governo determina ainda que durante a vigência do presente diploma se mantêm válidos, independentemente do seu prazo, todas “as licenças, as autorizações, os demais atos administrativos e documentos”.
Isso inclui “vistos e as autorizações de residência ou de permanência concedidos aos estrangeiros que se encontram em Timor-Leste”, refere o decreto.
As medidas, que entram em vigor no domingo em todo o território e durante 30 dias, impõem aos cidadãos e entidades “o dever de colaboração”, nomeadamente através do cumprimento de ordens ou instruções dos órgãos e agentes responsáveis pela segurança, proteção e saúde pública.
Para fiscalizar as medidas, o decreto mobiliza forças e serviços de segurança, agentes de proteção civil e inspetores da autoridade de segurança alimentar e económica, com ações na fiscalização do cumprimento de todas as medidas.
Destaque, entre elas para a responsabilidade de “promover a dispersão de aglomerações de indivíduos na via pública” e “incentivar o cumprimento do dever de confinamento voluntário por parte de todos os indivíduos” no país.
“Os serviços de saúde informam as forças e os serviços de segurança acerca da identidade de todos os indivíduos que se encontrem sujeitos a isolamento obrigatório, bem como acerca do local onde os mesmos devem permanecer em isolamento”, refere o decreto.
Trata-se, explica o diploma, de reforçar as medidas já adotadas e de executar novas medidas “que reduzam ainda mais os riscos de contágio”, procurando prevenir a doença, conter a pandemia, salvar vidas e assegurar “a subsistência das cadeias de abastecimento de bens e serviços essenciais para a nossa população”.
Para isso, haverá limitações “a alguns direitos e liberdades fundamentais”, necessárias para “reduzir as oportunidades de ocorrência de novos casos de covid-19” no país, sejam importados ou por transmissão entre pessoas que já estão no país.
Timor-Leste tem um caso confirmado de covid-19 e está em estado de emergência desde as 00.00 de hoje e até final do próximo dia 26 de abril.
O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou cerca de 572 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 26.500.

ASP // FPA
Lusa/Fim

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