língua portuguesa em timor e mª helena ançã

Olá a todos.
Para quem se interessa pelas questões relacionadas com o português em Timor-Leste, acaba de sair um capítulo de livro, em que eu falo sobre a evolução da língua portuguesa neste país.
Para os interessados, o livro está aqui: https://ria.ua.pt/…/1/Cadernos%20Didaticos_10_RIA.pdf

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Modesta Neves, Maria Helena Ançã and 78 others
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101 anos parabéns em Timor

O Padre João Felgueiras, um sacerdote jesuíta, nascido em Caldas de Taipas (Guimarães), um katua malae (é timorense de coração desde que foi para a “meia-ilha”, em 1971) está hoje de

Parabéns

: celebra 101 anos.

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aos amigos de Timor: morreu a Sissi (Iracema Santos Clara)

soube agora que faleceu em fevereiro a amiga Sissi, Iracema Santos Clara, professora de muitos e amiga de lonaga data. Fui em setº 1973 com o marido de avião para Timor, como recordava no livro de 1999 Timor Leste 1973-75 o dossier secreto:

a última mensagem dela fora na passagem de ano “Abraço grande. Que o ano que começa lhe traga saúde, alegria e o amor dos que lhe são queridos.”

 

em 2019 escrevia-me assim:

Olá amigo!

Comecei a entrar nos seus poemas que são irmãos da ilha bela. Estou a gostar muito. Levou-me a voar no sentido de não tocar o chão e levou-me a correr atrás dos termos cujos significados não conhecia…apenas ia adivinhando. Vou construindo um glossário.
Parabéns, poeta. Felicitações, amigo.

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… Dispus-me a partir, para alívio dos restantes e do Sr. Neves, da Air France, que temia perder o voo. O Capitão Manuel Alberto Botelho dos Santos Clara viajava em primeira classe (um dos poucos militares com quem me dei após o SMO, que sempre respeitei e de quem fiquei amigo. Não o vejo desde 1988 embora me corresponda com a Sissi (Iracema, mulher dele falecida em fevº 2022 mas só o soube em junho 2022, e com quem me correspondi ao longo de décadas), os restantes oficiais na classe económica. Eu aspirava a voos mais altos com a habitual descontração, e palavras bem sussurradas em Francês, aliadas ao charme latino, consegui que uma simpática hospedeira me levasse ao bar no 1º andar do Boeing 747 onde passei a viagem a beber champanhe, na companhia dela que passou mais tempo comigo no luxuoso conforto do que nas funções dela, para espanto do Santos Clara que estranhava a minha presença….

Deixando para trás locais que só a memória despalavrada pode recordar, eis Díli, seis horas depois, viagem fulminantemente rápida. Pareciam 400 mas foram só 212 km. Ao entrar, por Bécora, a leste, chineses e timorenses partilham a promiscuidade da falta de estruturas urbanas. Uma avenida, demasiado larga, espalha a poeira pesada sobre o colmo das palapas.

Messe de Oficiais, meio-dia. Ia alto o sol. Eu e o Capitão Santos Clara de blazer azul. As calças, brancas, ficaram cor de duna. Díli é uma planície, espraia-se pela enseada, baía majestosa à sombra imponente da vizinha Ataúro. Um porto incipiente abriga a anacrónica lancha Tibar (mais tempo em doca seca do que na água), onde flutua a esfarrapada bandeira portuguesa que ninguém substituiu. Na direção da Areia Branca, destroços naufragados à superfície, de barcaças japonesas da 2ª Guerra. A marginal termina a oeste, no bairro do Farol, vivendas construídas depois da Guerra, para chefes de departamento e escalões superiores do exército colonial. Díli, 16 km de asfalto esparsamente distribuídos na capital. Três casas sobreviveram à devastação nipónica. No aeródromo, em dia de São Avião, um Land Rover limpa a pista dos pachorrentos búfalos, vacas balinesas e porcos. A artéria comercial atravessa Díli de ocidente a oriente, espinha dorsal da capital. …

 

 

Bobonaro: …

O Comandante de Setor, Jorge Gouvea Falcão (faleceu março 2020) era uma joia de pessoa, casado com uma chinesa, a Lotus de Jade Tchum, coadjuvado pelo civilizado Cap. Pereira Coutinho. O Cap. Careano era um parvo, substituído pelo Santos Clara que tinha ido comigo. Com o bonacheirão Cap. Páscoa tive poucos contactos….

 

o ministro chinês em timor e os jornalistas

Proibição de perguntas de jornalistas a MNE chinês gera críticas em Timor-Leste
Díli, 01 jun 2022 (Lusa) – O presidente do Conselho de Imprensa de Timor-Leste, Virgílio Guterres, considerou hoje “inaceitável” as limitações à atuação jornalística na cobertura da visita do ministro dos Negócios Estrangeiros chinês ao país, no fim de semana.
“Num Estado democrático como Timor-Leste não poder haver perguntas é inaceitável. Pode haver limites para situações extraordinárias onde não pode haver cobertura, mas dizer explicitamente que não pode haver perguntas está contra os princípios da liberdade de imprensa”, afirmou.
“Em particular porque o MNE chinês vem assinar acordos sobre assuntos de interesse nacional, do interesse da população e, inclusive, apoio aos media timorenses. Não pode haver segredos sobre estes assuntos”, sublinhou.
O Governo chinês exigiu ao Governo timorense que não houvesse qualquer pergunta de jornalistas ao ministro Wang Yi.
“Esta é a informação geral para os media: não estão admitidas declarações aos media, não haverá qualquer declaração ou entrevista. Foi a delegação chinesa que exigiu isso”, confirmou à Lusa Crisogno de Araújo, diretor nacional de Comunicação Social e Promoção do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação timorense.
Detalhes dessa decisão, que vai ser cumprida à risca pelas autoridades timorenses, estão também referidas num dos documentos da agenda detalhada da visita.
Marcos da Costa, diretor para Assuntos da Ásia Sul, Central e Extremo-Oriente, explicou à Lusa que a delegação chinesa justificou a decisão de proibir perguntas dos jornalistas ou de excluir da agenda qualquer momento de declarações com “falta de tempo” e com a “pandemia da covid-19”.
“Não é a visita que manda, mas temos que considerar todas as condições”, disse à Lusa, explicando que “não há qualquer problema em entrevistas com as autoridades timorenses” e que haverá um comunicado conjunto dos dois países.
Os bloqueios chineses ao trabalho dos media têm marcado até agora toda a viagem de Wang Yi pelas nações insulares do Pacífico Sul, com jornalistas a denunciarem casos em que foram fisicamente impedidos até de filmar encontros ou eventos.
Até agora e desde o início da visita de 10 dias a 10 países, refere o jornal The Guardian, “não foi permitido fazer nem uma única pergunta de um jornalista do Pacífico a Wang Yi”.
Lice Movono, jornalista do Fiji, disse que durante a passagem de Wang Yi por aquele país testemunhou “múltiplas tentativas de oficiais chineses limitarem o trabalho e a cobertura dos jornalistas”.
A agenda da visita, a que a Lusa teve acesso, prevê que Wang Yi – que viaja com uma delegação de 24 pessoas, incluindo nove jornalistas e fotógrafos – passe pouco mais de 24 horas em Díli, onde é esperado cerca das 15:30 de sexta-feira, reunindo-se depois bilateralmente com a sua homóloga timorense, Adaljiza Magno.
Ainda na sexta-feira está prevista a cerimónia de assinatura de vários acordos entre os dois países a que se segue uma “reunião de cortesia” com o primeiro-ministro Taur Matan Ruak.
No sábado estão previstos três “encontros de cortesia”, com o Presidente da República, José Ramos-Horta e com os líderes dos dois maiores partidos, Mari Alkatiri (Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (Fretilin) e Xanana Gusmão (Congresso Nacional da Reconstrução Timorense (CNRT).
Em antecipação da visita o Conselho de Ministros timorense analisou hoje um conjunto de acordos que vão ser assinados por vários ministros e pelo chefe da diplomacia chinesa durante os dois dias de estada em Timor-Leste.
Em concreto, o Conselho de Ministros autorizou o ministro dos Transportes e Comunicações, José Agustinho da Silva, a negociar um Acordo de Serviços Aéreos com o Governo da China e o ministro coordenador dos Assuntos Económicos a assinar um “acordo de cooperação económica”.
“Trata-se de um acordo de compromisso do Governo chinês que dará um apoio a Timor-Leste de 100 milhões de rembimbi [14 milhões de euros] para que possam ser usados em projetos nas áreas de agricultura e saúde”, referiu Marcos da Costa.
“Se os fundos forem utilizados haverá depois acordos específicos em cada caso”, notou.
O Governo deu ainda poder à ministra da Saúde, Odete Maria Freitas Belo, para assinar um acordo na área da Saúde e ao ministro dos Assuntos Parlamentares e Comunicação Social, Francisco Jerónimo poderes para assinar dois acordos, um “com a Administração da Rádio e Televisão Nacional da República Popular da China” e outro referente à “continuação do processo de digitalização” da Rádio e Televisão de Timor-Leste (RTTL) e do processo de instalação da televisão digital terrestre (TDT).
O acordo com a televisão chinesa abrange autorização para a transmissão de programas da China na grelha de programação da RTTL.
Wang não conseguiu obter consenso sobre um acordo multilateral de cooperação económica e no âmbito da segurança durante uma reunião nas Fiji com os homólogos das Ilhas Salomão, Kiribati, Samoa, Fiji, Tonga, Vanuatu, Papua Nova Guiné, Ilhas Cook, Niuê e os Estados Federados de Micronésia.
O acordo multilateral, designado de Visão de Desenvolvimento Conjunto China – Países Insulares do Pacífico, seria um importante pacto geopolítico, e suscitou preocupação na Austrália, Nova Zelândia e Estados Unidos.
No entanto, o governante chinês celebrou diversos acordos bilaterais com os países que visitou.
As aproximações da China ao Pacifico e a Timor-Leste têm causado crescente preocupação entre o corpo diplomático acreditado em Díli, sendo a relação com Pequim uma das perguntas mais colocadas ao novo Presidente da República, José Ramos-Horta.
ASP // PJA
Lusa/Fim
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  • Eduardo Da Costa

    Está visita vai dar dor da cabeça, os chineses estão procurar fazer os ninos nos país onde que ele poderiam ser construir políticos mais fácil.

ESTRADA TIMOR NÃO É 1973 É 2022

 

Kondisaun estrada iha Suco Maunu Ainaro At, difikulta movimentu transporte iha tempu no bailoron, at Liu kuandu udan aktividade movimentu agrikultor no tranporte paradu total Tamba mota no estrada nebe at tebes.
Oinsa ho governu Nia politika no planu atu hadia estrada refere nunee bele ajuda komunidade Sira Nia movimento ba Mai nomos transporte.
Iha parte seluk suku Maununu hnsan Suco nebe ninia emar barak mk luta no mate ba ukun rasik an.
Tansa iha luta sira iha oin, hodi defende ukun rasik an to mate, tambasa Mak depois de ukun rasik an Sira iha fali kotuk?.
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TIMOR E O TÉTUM

No photo description available.
Passei algum tempo hoje a trocar ideias com três jovens aqui no Facebook que não gostam da língua portuguesa e que não concordam com as opções ortográficas de alguns líderes políticos e religiosos timorenses para o tétum. É verdade que as línguas não têm dono, são património comum de todos os que as falam, mas também é verdade que as ortografias costumam ser das áreas mais afetadas por políticas linguísticas (por ação ou por omissão). As histórias ortográficas do hindi/urdu e do romeno/moldavo ilustram bem isto. Mas a recente reforma ortográfica da língua portuguesa também. Ninguém me perguntou nada quando Portugal aderiu à mudança ortográfica do português e ninguém me perguntou nada quando Timor-Leste aderiu à mudança ortográfica do português. 🙂 Quando Portugal aderiu eu continuei a escrever português como antes escrevia porque havia pormenores da reforma ortográfica com que não concordava, só aderi à nova ortografia do português quando o Parlamento Nacional de Timor-Leste aprovou a Resolução a ratificar a mudança ortográfica da língua portuguesa… Por outro lado, nos meus textos privados em inglês chamo a Timor-Leste “East Timor”, nas minhas traduções institucionais para inglês chamo a Timor-Leste, em inglês, “Timor-Leste”. Escreverei os meus textos privados em tétum na ortografia que me apetecer, mas escreverei os textos institucionais na ortografia da instituição. Se a Igreja Católica ou o Parlamento me pedirem uma tradução vou respeitar a abordagem da Igreja e do Parlamento, não vou escrever na grafia que satisfaz algum jovem convencido de que só ele é que sabe como se deve escrever! Esses jovens acham que só um “congresso” é que pode tomar decisões sobre a política linguística de Timor-Leste. Não tenho nada contra congressos sobre a língua, recentemente também houve um congresso sobre educação que aprovou recomendações sobre os currículos e sobre o sistema educativo e acho muito bem, mas, depois de ouvidos os argumentos técnicos, as decisões sobre as opções políticas do Estado não se fazem – evidentemente – em congressos desses, fazem-se no Parlamento Nacional.
José Bárbara Branco and 3 others
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  • Arlindo Mu

    O tetun nao leva TL a lado nenhum
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cardeal para Timor

O ARCEBISPO DE DÍLI, TIMOR LESTE, D. VIRGÍLIO DO CARMO DA SILVA NOMEADO CARDEAL PELO PAPA FRANCISCO
Nome do Arcebispo de Díli, Timor-Leste foi citado hoje pelo Papa Francisco que anunciou ainda o consistório para criação de 21 cardeais, cuja celebração está agendada para 27 de agosto
O Papa Francisco anunciou hoje a realização de um consistório para a criação de 21 cardeais, incluindo o arcebispo de Díli, Timor-Leste, D. Virgílio do Carmo da Silva, de 53 anos.
Em setembro de 2019, o Papa tinha decidido criar a Província Eclesiástica de Díli, nomeando D. Virgílio do Carmo da Silva como primeiro arcebispo metropolita do território.
O futuro cardeal, religioso salesiano, foi nomeado bispo de Díli a 30 de janeiro de 2016, por Francisco, e participou no Sínodo dos Bispos dedicado aos jovens, em 2018.
O consistório para a criação dos novos cardeais vai decorrer a 27 de agosto e é o primeiro desde novembro de 2020.
“Rezemos pelos novos cardeais, a fim de que, confirmando a sua adesão a Cristo, me ajudem no meu ministério de bispo de Roma, pelo bem de todo o Santo Povo de Deus”, pediu hoje o Papa, após a recitação da oração pascal do ‘Regina Coeli’.
A lista inclui ainda dois arcebispos Brasileiros e o arcebispo de Goa e Damão, na Índia.
A lista inclui 16 futuros cardeais com menos de 80 anos de idade, eleitores num eventual conclave.
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MOVOS CARDEAIS ELEITORES POR ORDEM DE CRIAÇÃO
D. Arthur Roche (Inglaterra), prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos (Santa Sé)
D. Lazzaro You Heung sik (Coreia do Sul), prefeito da Congregação para o Clero (Santa Sé)
D. Fernando Vérgez Alzaga (Espanha), presidente da Comissão Pontifícia para o Estado da Cidade do Vaticano e presidente do Goveratorado do Estado da Cidade do Vaticano
D. Jean-Marc Aveline (França), arcebispo de Marselha
D. Peter Okpaleke (Nigéria), bispo de Ekwulobia
D. Leonardo Ulrich Steiner (Brasil), arcebispo de Manaus
D. Filipe Neri António Sebastião do Rosário Ferrão (Índia), arcebispo de Goa e Damão
D. Mons. Robert Walter McElroy (EUA), bispo de San Diego
D. VIRGÍLIO DO CARMO DA SILVA – TIMOR LESTE – ARCEBISPO DE DILI
D. Oscar Cantoni (Itália), bispo de Como
D. Anthony Poola (Índia), bispo de Hyderabad
D. Paulo Cezar Costa (Brasil), arcebispo de Brasília
D. Richard Kuuia Baawobr (Gana), bispo de Wa
D. William Goh Seng Chye (Singapura), arcebispo de Singapura
D. Adalberto Martínez Flores (Paraguai), arcebispo de Assunção
D. Giorgio Marengo (Itália), prefeito apostólico de Ulaanbaatar (Mongólia).
CARDEAIS COM MAIS DE 80 ANOS
D. Jorge Enrique Jiménez Carvajal (Colômbia), arcebispo emérito de Cartagena
D. Lucas Van Looy (Bélgica), arcebispo emérito de Gent
D. Mons. Arrigo Miglio(Itália), arcebispo emérito de Cagliari
Padre Gianfranco Ghirlanda, sj, (Itália), professor de Teologia
Mons. Fortunato Frezza (Itália), cónego de São Pedro
A história dos cardeais começa por estar ligada ao clero de Roma, mas chega hoje cada vez mais longe: a partir de agosto, serão 90 os países representados no Colégio Cardinalício, 69 dos quais com cardeais eleitores.
Desde 2013, quando os cardeais eleitores da Europa representavam 56% do total, Francisco tem vindo a alargar as fronteiras das suas escolhas, com uma mudança mais visível no peso específico da África, Ásia e Oceânia.
A 27 de agosto, Timor-Leste, Paraguai, Singapura e a Mongólia passam a ter representantes no atual Colégio Cardinalício.
Com ECCLESIA
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