o regresso a Timor

Chegaram 🙏🙏

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Antonio Sampaio

Covid-19: Mais de 200 portugueses e timorenses chegaram hoje a Díli em voo de Lisboa

Díli, 21 set 2020 (Lusa) – Mais de 200 pessoas, maioritariamente professores portugueses e estudantes timorenses, entre cidadãos de outros países, chegaram hoje a Díli num voo proveniente de Lisboa, operado pela empresa euroAtlântico.
O Boeing B767-300ER da euroAtlântico chegou a Díli cerca das 11:15 (03:15 em Lisboa), depois de uma viagem direta de Lisboa com paragens técnicas no Dubai e em Kuala Lumpur.
A bordo viajaram 119 cidadãos portugueses (alguns têm dupla nacionalidade), maioritariamente professores da Escola Portuguesa de Díli.
Viajaram ainda 76 timorenses, quase todos estudantes que estavam em vários países e se concentraram em Lisboa para poder regressar a casa, depois de meses sem o poder fazer.
Entre os passageiros estão ainda dois cidadãos do Reino Unido, um cidadão brasileiro, três cabo verdianos, um espanhol e um irlandês, segundo fonte da empresa.
O voo, iniciativa da própria euroAtlântico, foi organizado para permitir que regressassem a Timor-Leste os professores da Escola Portuguesa de Díli (EPD), que tinham saído num voo de repatriamento operado pela mesma empresa.
Timor-Leste, que está com um caso ativo da covid-19 (com 26 doentes recuperados desde o início da pandemia), está sem voos comerciais desde março, deixando o país praticamente isolado.
O país está atualmente a cumprir o quinto período de 30 dias de estado de emergência, com restrições nas entradas por terra e ar.
A viagem chegou a estar marcada para 06 de setembro, mas foi adiada a pedido do Governo timorense para permitir o repatriamento dos estudantes timorenses.
Todos os passageiros tiveram de apresentar testes negativos à covid-19 e terão agora de cumprir um período de 14 dias de quarentena em Díli.
O avião pernoita em Díli antes de regressar a Lisboa, levando portugueses e timorenses – todos tiveram que obter testes negativos da covid-19 – que não têm tido alternativa para sair de Timor-Leste.
Nesse voo para Lisboa seguem 24 portugueses, 25 timorenses, uma cidadã alemã e dois cabo-verdianos.
O voo deverá aterrar em Lisboa ao final da noite de terça-feira.
A pandemia de covid-19 já provocou pelo menos 957.948 mortos e mais de 30,8 milhões de casos de infeção em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência de notícias France-Presse (AFP).

ASP // JMC
Lusa/Fim

timor vai tornar a ter sândalo

Empresa agrícola luso-timorense investe em pitaia e sândalo a leste de Díli

Díli, 17 set 2020 (Lusa) – A empresa luso-timorense Agropro está a desenvolver um projeto de produção de pitaia e sândalo, num investimento que hoje recebeu um certificado de benefícios do Governo timorense.
Fundado por Antonio Miguel Viegas, o projeto começou há cerca de dois anos, com uma proposta inicial de investimento de 1,7 milhões de dólares (1,4 milhões de euros), e espera quintuplicar até 2023 os atuais dois hectares já plantados.
Com oito toneladas de produção este ano de pitaia, também conhecida como fruta-dragão, a Agropro está a implantar mais 2,5 hectares, o que vai elevar, ainda este ano, a zona total plantada para 4,5 hectares.
A Agropro foi uma de cinco empresas a quem hoje a Tradeinvest, o braço de promoção do investimento no país do Governo timorense, entregou certificados que garantem benefícios fiscais, incluindo na importação e exportação.
“A obtenção do certificado tem uma grande importância para a empresa, não só pelos benefícios que a ele estão inerentes, mas também por ser para nós o voto de confiança e reconhecimento do Governo de Timor-Leste”, disse à Lusa, António Viegas.
O responsável da empresa, a viver em Timor-Leste desde 2013, explicou que além da produção de pitaia, a Agropro aposta na “melhoria dos sistemas agroflorestais e combate às alterações climáticas” com a propagação de plantas de sândalo.
Atualmente protegido, o sândalo foi uma das árvores mais procuradas por mercadores regionais, o que levou as florestas outrora existentes na ilha de Timor ao quase desaparecimento.
“Esperamos brevemente iniciar a exportação de pitaia para os mercados internacionais, contribuindo assim não só para a valorização e reconhecimento dos produtos de Timor-Leste no exterior como também contribuir para o desenvolvimento económico e social do país”, disse.
A empresa tem já parcerias para a ampliação e implantação de novos projetos de pitaia para novos investidores e para o fornecimento de plantas de sândalo a empresas.
“Estamos convictos da sustentabilidade do projeto e da sua importância para o desenvolvimento das zonas rurais e para a recuperação económica do país”, notou Viegas.
“A empresa quer que este seja um projeto piloto e que possa em breve replicá-lo em outras áreas de Timor Leste com o apoio do Governo ou outras instituições”, adiantou.
Apesar de empregar a ampla maioria da população timorense, essencialmente no modelo de subsistência, o setor agrícola em Timor-Leste ainda é emergente, apesar de na última década terem aumentado o número de projetos agrícolas, na produção de aves e de café.
Aquacultura, produção de frutas e legumes e outros projetos têm vindo a crescer no país. No entanto, Timor-Leste tem que importar grande parte dos alimentos que consome, por não existir praticamente indústria transformadora.
Além da Agropro, o certificado de benefícios foi entregue à empresa Acelda, de Vemasse, com um projeto de produção de arroz, e às empresas Dos Santos Agropec (Atabae) e Comve (Lospalos), ambas com produções de frangos.
Foi ainda certificada uma das empresas mais antigas no setor do turismo do país, a Compass, que além de barcos de recreio opera duas unidades de ecoturismo na ilha de Ataúro, a norte da capital timorense.
Globalmente, estes investimentos ultrapassaram, na fase inicial, os cinco milhões de dólares (4,2 milhões de euros).
O diretor da Tradeinvest, Arcanjo da Silva, reconheceu que cada investimento que obtém o certificado de benefícios “representa uma perda de receita tributária”, mas que tem um benefício maior a longo prazo, especialmente no que toca a criação de emprego.
“O objetivo aqui é estimular o investimento. Podemos perder impostos durante um período, mas, se o investimento for sustentável, depois temos captação sustentável, para o futuro”, disse.
“O importante é que estes projetos respondem à causa nacional do emprego, contribuindo para a diversificação económica e para a criação de postos de trabalho”, sublinhou.
Os empresários saudaram o papel da Tradeinvest como ponte entre os projetos, os Ministérios e demais entidades relevantes do Estado, para facilitar contactos, reduzir burocracias e apoiar a implementação dos projetos.

ASP // EJ
Lusa/Fim

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voo para Timor

Covid-19: Dezenas de timorenses viajam no domingo de Portugal para Timor-Leste

Díli, 17 set 2020 (Lusa) – Dezenas de estudantes e outros cidadãos timorenses e dezenas de portugueses, entre eles professores, viajam, no domingo, de Portugal para Timor-Leste num voo ‘charter’ da companhia euroAtlantic.
Fonte da empresa disse à Lusa que a bordo do voo, que vai pernoitar em Díli antes de regressar a Lisboa, estão já confirmados 138 passageiros, entre os quais professores da Escola Portuguesa de Díli e outros cidadãos portugueses.
O voo ‘charter’, uma operação complexa que envolve as autoridades dos dois países, estava inicialmente previsto para sair de Lisboa a 06 de setembro, tendo sido adiado várias vezes.
Entre os passageiros contam-se estudantes e professores timorenses que viajaram do Brasil, de Cuba, de Israel e do Reino Unido, com escala em Lisboa.
Há também portugueses que regressaram a Portugal devido à pandemia do novo coronavírus e agora pretendem voltar para Timor-Leste.
Responsáveis da empresa explicaram que o último adiamento se deveu a um pedido da Embaixada de Timor-Leste em Portugal, para permitir que os estudantes timorenses noutros países chegassem a Lisboa.
Inicialmente estava previsto que seguisse no voo um grupo de professores destacados em Timor-Leste ao abrigo de um projeto luso-timorense em escolas timorenses, o que já não ocorrerá por decisão do Ministério da Educação timorense.
O ministro da Educação, Juventude e Desporto timorense, Armindo Maia, reafirmou o empenho e o compromisso das autoridades do país em manter e até ampliar a cooperação com Portugal no setor educativo e da língua.
“Estamos totalmente empenhados e comprometidos em continuar e reforçar esta cooperação. E estamos já a ver a lista de até 160 professores portugueses para o recrutamento para os Centros de Aprendizagem e Formação Escolar (CAFE)”, disse à Lusa.
“Tive de tomar uma decisão muito difícil. Desde o início que estávamos comprometidos com o regresso dos professores, mas houve várias alterações na data do voo, que ficou para 20 de setembro”, explicou.
Em causa está a situação de um grupo de 88 dos 138 professores destacados nos CAFE, regressado a Portugal num voo de repatriamento no início de abril.
Desenvolvido em conjunto pelos Ministérios da Educação de Portugal e de Timor-Leste, que partilham as despesas, o projeto centra-se na requalificação do ensino timorense em língua portuguesa, em escolas públicas em todos os municípios e na Região Administrativa Especial de Oecusse-Ambeno (RAEOA).
No voo de domingo vão viajar cerca de 50 docentes e acompanhantes da Escola Portuguesa de Díli (EPD), onde arrancou hoje o ano letivo com os alunos do pré-escolar, com os restantes níveis a começar na próxima semana.
Com medidas de segurança sanitária reforçada, incluindo o uso obrigatório de máscara, a EPD vai usar as primeiras semanas para consolidação do trabalho educativo, antes do regresso do total de professores, assim que completarem a quarentena.
A ligação Lisboa–Dili, no domingo, vai realizar-se num avião Boeing B767 da euroAtlantic, de 246 lugares, com escala técnica no Dubai.
O voo Dili-Lisboa está programado para 22 de Setembro, via Dubai e Singapura, estando já vendidos 46 lugares.
Para poderem viajar nos dois sentidos, os passageiros têm de apresentar testes negativos à covid-19 e, no caso de Timor-Leste, têm que cumprir uma quarentena de 14 dias e obter um novo teste negativo à doença, antes de poderem sair.
Timor-Leste tem atualmente um caso ativo da covid-19, com 26 doentes recuperados e está no quinto período do estado de emergência, que termina no início de outubro.
A pandemia de covid-19 já provocou pelo menos 936.095 mortos e mais de 29,6 milhões de casos de infeção em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

ASP // EJ
Lusa/Fim

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TIMOR AINDA O INCÊNDIO EM DÍLI E A FALTA DE MEIOS

Incêndio em armazém em Díli mostra carências dos bombeiros timorenses – Governo

FOTOS: Manuel Pestana (Dreedee Idish)

Díli, 14 set 2020 (Lusa) – Os bombeiros timorenses necessitam de um reforço urgente de meios materiais para poder responder a incêndios, como o ocorrido no domingo, num armazém em Díli, disse hoje o secretário de Estado da Proteção Civil (SEPC).
“Os nossos recursos dos bombeiros não estão adequados para combater este tipo de incêndio. Não podemos responder com material como este, químicos, borrachas, plásticos e 20 e tal bidons de óleo”, afirmou Joaquim Gusmão Martins, em declarações à Lusa.
O relatório da Proteção Civil, a que a Lusa teve acesso, mostrou as carências atuais, com autotanques de “pequenas dimensões” e “mangueiras em mau estado, com buracos e grandes fugas”, bem como a “falta de equipamentos de proteção adequados a um incêndio destas dimensões”, o que tornou o combate às chamas “particularmente difícil”.
“Isso dificultou muito a nossa intervenção. O nosso corpo de bombeiros tem falta de equipamento de proteção pessoal. Em casos destes, temos de combater com espuma. Temos 200 litros de reserva que usámos, mas não é suficiente”, explicou Martins.
“Tivemos apoio de empresas e da Aviação Civil que ajudaram com espuma. Também tivemos problemas de água e de tanques. É muito difícil combater fogos assim”, acrescentou.
O responsável indicou ter sido feita uma proposta para o Governo incluir, no Orçamento para 2021, fundos para carros de combate, equipamento de proteção pessoal, mangueiras e outro material.
O incêndio causou um ferido ligeiro, civil, e ferimentos ligeiros a vários bombeiros, incluindo alguns picados por seringas que estavam armazenadas num armazém contíguo de material médico.
O ferido ligeiro, que foi retirado inanimado da zona contígua ao armazém, teve de ser transportado para o hospital nas traseiras de uma pequena camioneta de caixa aberta, por falta de ambulância de bombeiros.
A Proteção Civil indicou que os danos materiais são “da ordem dos 10 milhões de dólares”, segundo dados preliminares.
O incêndio, que começou ao início da tarde de domingo, só foi controlado à noite, com um fumo espesso a ser visível ainda esta manhã no local, onde permanecem equipas de bombeiros e da Proteção Civil.
Na zona, onde o fogo foi dado hoje e quase 20 horas depois, estiveram Joaquim Martins e o secretário de Estado do Ambiente, Demétrio Carvalho.
Uma das preocupações é agora com as lamas de água misturadas com óleo que foram canalizadas para a vizinha ribeira de Comoro, onde equipamento pesado começou já o processo de contenção, descontaminação e limpeza, para evitar que sigam para o mar.
Martins sublinhou ainda a necessidade de um reforço da coordenação, algo previsto na nova lei da Proteção Civil, que foi vetada pelo Presidente timorense por elementos relativos a eventuais restrições a direitos no caso de declarações de “calamidade pública”.
A lei, que está agora a ser revista no Parlamento, prevê que se “possa atuar de forma mais coordenada em matéria de proteção civil, com um centro de operações e socorro”, explicou o secretário de Estado.
Martins sublinhou ainda a necessidade de regulamentar a questão do armazenamento destes materiais perigosos, especialmente em zonas urbanas, notando que as empresas necessitam de licenciamento ambiental, algo que não tinham neste caso.
“A lei da Proteção Civil permitirá regulamentar a necessidade de que todos os armazéns têm que cumprir critérios de segurança. Se não o fizerem serão encerrados”, disse.
Com as causas ainda em investigação, o relatório preliminar adiantou que o incêndio começou num armazém onde estavam produtos altamente inflamáveis, incluindo pneus, tintas e diluentes, óleos, viaturas e diesel.
As chamas, que se alastraram depois para outro armazém vizinho onde estava equipamento e material médico, foram combatidas por elementos do Corpo de Bombeiros de Díli, apoiados por elementos da Proteção Civil e, durante a madrugada, por reforços do Corpo de Bombeiros de Aileu, a sul de Díli, que se deslocaram para a capital.
As equipas estiveram no terreno, até esta manhã, primeiro para o combate e posteriormente para rescaldo, vigilância e prevenção, processo que vai continuar hoje.
Essencial ao combate foi o apoio de várias empresas privadas, que cederam camiões, água e até espuma.
A petrolífera indonésia Pertamina e a empresa PAX forneceram meios humanos e quatro autotanques e um carro de combate a incêndios de grande débito de água, o que se tornou, segundo a Proteção Civil, “uma mais-valia decisiva na diminuição das proporções do incêndio”.
Várias empresas privadas, nomeadamente a ETO, a Hidayat, a RMS e a Elemloi, “contribuíram decisivamente para o combate às chamas com várias cisternas de água que foram usadas pelos carros de combate ao incêndio”.
O fornecimento de água foi ainda garantido pela empresa privada NNR e pelo Serviço de Águas e Saneamento (SAS).

ASP // EJ
Lusa/Fim

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timor com milhões e nem dá para apagar um fogo

ONDE ESTÃO OS MILHÕES DE TIMOR-LESTE?
INDONÉSIA APAGA GRANDE INCÊNDIO

Com muitos anos de independência Timor-Leste tem recebido milhares de milhões de dólares americanos dos mais variados países e organismos internacionais e da exploração do petróleo e gás natural na sua orla marítima. Hoje, Díli assistiu a um dos maiores incêndios da sua história localizado num armazém repleto de produtos tóxicos como pneus, combustível e material incendiário. Os bombeiros timorenses deslocaram-se para o local das chamas que passavam para outro armazém e colocavam em perigo depósitos de combustível da companhia indonésia Petramina. Os bombeiros chegaram com uns autotanques obsoletos de dimensão reduzida e com as mangueiras podres e cheias de buracos por onde a água saía. Valeu aos bombeiros timorenses a ajuda de várias empresas de construção que enviaram os seus autotanques e especialmente os autotanques especiais de espuma pertencentes à indonésia Petramina.
Que vergonha, que escândalo, que tristeza, que incompetência ou desvio de dinheiros, que até hoje ainda não existe em Díli um quartel de bombeiros com toda a dignidade e eficiência, bem equipado, com autotanques de grande dimensão que inclusivamente possam dirigir-se ao aeroporto para um caso de emergência de uma aeronave, com equipamento do último grito e com pessoal bem treinado. Díli já tem grandes e altos edifícios. A capital está repleta de armazéns, centro comervial, edifícios estatais de grande área, muitos hotéis e resorts e os bombeiros têm mangueiras cheias de buracos? É de bradar aos céus. É inacreditável. É inadmissível. Que o governo de Timor-Leste construa urgentemente um quartel de bombeiros de nível internacional. Impõe-se, já!

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incêndio em Timor e as carências dos bombeiros

Um ferido em incêndio de grandes proporções em armazém em Díli (C/FOTOS de Manuel Pestana

Díli, 13 set 2020 (Lusa) – Pelo menos uma pessoa ficou ferida na sequência de um incêndio de grandes proporções que ocorreu durante a tarde de hoje num armazém de maquinaria, pneus e outro material, na zona oeste da capital timorense, Díli.
O incêndio na zona de Bebonuk, que lançou uma espessa nuvem tóxica de fumo preto visível de toda a cidade, começou, segundo informações preliminares, por um problema elétrico.
Material inflamável, incluindo pneus, tinta e diesel intensificaram as chamas que chegaram à altura dos fios elétricos e que se alastraram depois para outro armazém vizinho onde estava equipamento e material médico.
O incêndio, que afetou as linhas elétricas, levou a cortes de eletricidade que se vão prolongar ainda durante várias horas, naquela zona da cidade.
Apesar dos esforços dos bombeiros timorenses, o fogo demorou várias horas a ser contido.
As carências no setor da proteção civil, incluindo os bombeiros, são patentes em casos de desastres como estes, onde os meios humanos e técnicos são insuficientes.
Autotanques de pequenas dimensões, mangueiras em mau estado – com buracos e grandes fugas – e falta de equipamento de proteção tornou o combate às chamas particularmente difícil.
O combate ao fogo só melhorou depois da chegada ao local de um autotanque com espuma da petrolífera indonésia Pertamina que tem perto da zona os seus depósitos de combustível.
Claudio Silva, comandante dos bombeiros timorenses, lamentou em declarações à Lusa a falta de condições da instituição, explicando que o combate ao incêndio só foi possível porque muitas empresas emprestaram os seus autotanques.
“Necessitamos urgentemente de equipamento e viaturas apropriadas. Este incêndio é de grande dimensão e só conseguimos controlar porque empresas de água, de construção vieram ajudar com os seus autotanques”, explicou.
Segundo referiu, mais de 10 viaturas de várias empresas juntaram-se aos bombeiros no combate ao incêndio que só ficou controlado várias horas depois.
“Estamos agora a trabalhar para controlar e evitar reacendimentos e para que não passe para outras estruturas”, referiu.
Com o crescimento populacional e perante a falta de qualquer planeamento urbano, a malha da cidade de Díli vive hoje elevados riscos de incêndios deste tipo, com armazéns, incluindo com material perigoso e inflamável, no meio de bairros habitacionais.
Maus sistemas elétricos e outros problemas de armazenamento agravam os riscos numa cidade onde muita da habitação é ainda precária.
Igualmente patente no combate ao incêndio esteve a falta de uma estrutura integrada de resposta a desastres, demorando várias horas até que chegassem ao local polícias e uma ambulância.
O ferido, que foi tirado inanimado do local, teve de ser transportado para o hospital nas traseiras de uma pequena camioneta de caixa aberta.
ASP // VM
Lusa/Fim

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Antonio Sampaio is with Dreedee Idish.

Um ferido em incêndio de grandes proporções em armazém em Díli (C/FOTOS de Manuel Pestana

Díli, 13 set 2020 (Lusa) – Pelo menos uma pessoa ficou ferida na sequência de um incêndio de grandes proporções que ocorreu durante a tarde de hoje num armazém de maquinaria, pneus e outro material, na zona oeste da capital timorense, Díli.
O incêndio na zona de Bebonuk, que lançou uma espessa nuvem tóxica de fumo preto visível de toda a cidade, começou, segundo informações preliminares, por um problema elétrico.
Material inflamável, incluindo pneus, tinta e diesel intensificaram as chamas que chegaram à altura dos fios elétricos e que se alastraram depois para outro armazém vizinho onde estava equipamento e material médico.
O incêndio, que afetou as linhas elétricas, levou a cortes de eletricidade que se vão prolongar ainda durante várias horas, naquela zona da cidade.
Apesar dos esforços dos bombeiros timorenses, o fogo demorou várias horas a ser contido.
As carências no setor da proteção civil, incluindo os bombeiros, são patentes em casos de desastres como estes, onde os meios humanos e técnicos são insuficientes.
Autotanques de pequenas dimensões, mangueiras em mau estado – com buracos e grandes fugas – e falta de equipamento de proteção tornou o combate às chamas particularmente difícil.
O combate ao fogo só melhorou depois da chegada ao local de um autotanque com espuma da petrolífera indonésia Pertamina que tem perto da zona os seus depósitos de combustível.
Claudio Silva, comandante dos bombeiros timorenses, lamentou em declarações à Lusa a falta de condições da instituição, explicando que o combate ao incêndio só foi possível porque muitas empresas emprestaram os seus autotanques.
“Necessitamos urgentemente de equipamento e viaturas apropriadas. Este incêndio é de grande dimensão e só conseguimos controlar porque empresas de água, de construção vieram ajudar com os seus autotanques”, explicou.
Segundo referiu, mais de 10 viaturas de várias empresas juntaram-se aos bombeiros no combate ao incêndio que só ficou controlado várias horas depois.
“Estamos agora a trabalhar para controlar e evitar reacendimentos e para que não passe para outras estruturas”, referiu.
Com o crescimento populacional e perante a falta de qualquer planeamento urbano, a malha da cidade de Díli vive hoje elevados riscos de incêndios deste tipo, com armazéns, incluindo com material perigoso e inflamável, no meio de bairros habitacionais.
Maus sistemas elétricos e outros problemas de armazenamento agravam os riscos numa cidade onde muita da habitação é ainda precária.
Igualmente patente no combate ao incêndio esteve a falta de uma estrutura integrada de resposta a desastres, demorando várias horas até que chegassem ao local polícias e uma ambulância.
O ferido, que foi tirado inanimado do local, teve de ser transportado para o hospital nas traseiras de uma pequena camioneta de caixa aberta.
ASP // VM
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XANANA ACUSA FRETILIN

Xanana Gusmão acusa líder da Fretilin de “demagogia” sobre projeto petrolífero timorense

Díli, 12 set 2020 (Lusa) – O líder timorense Xanana Gusmão acusou hoje o presidente da Fretilin, maior partido do país, de “demagogia política” e “grandes contradições” pela sua posição sobre o projeto de um gasoduto do Mar de Timor para Timor-Leste.
“Estamos perante uma grande demagogia, nas declarações do grande líder da Fretilin, quando diz que foi o primeiro a defender o gasoduto para Timor-Leste, mas que a economia tem regras e exige estudos de viabilidade, que diz que não foram feitos”, afirmou hoje Xanana Gusmão em Díli.
“Eu quando li isso senti-me muito confuso. Diz que a Fretilin sempre defendeu, mas mesmo sem ter estudos convincentes? Então isso não é contradizer-se? Diz que defende, mas chegou a essa posição sem estudos”, sustentou o presidente do Congresso Nacional da Reconstrução Timorense (CNRT).
Xanana Gusmão reagiu assim a declarações à Lusa de Mari Alkatiri, secretário-geral da Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (Fretilin), na sequência de um debate iniciado por várias entrevistas à Lusa de responsáveis do setor petrolífero no país.
“A Fretilin foi a primeira a defender o gasoduto do Greater Sunrise para Timor. Mas a economia tem as suas regras e para começar deve haver estudos de viabilidade. E eu ainda não vi nada, não vi nenhum estudo que me convencesse”, afirmou Alkatiri.
“Não mudámos de linha. Queremos é poder provar que a linha para onde o país estava direcionado é a mais viável e benéfica para o país. Ninguém exclui nenhuma opção. Muito menos a opção de trazer o gasoduto para Timor-Leste, desde que seja viável”, considerou.
Os comentários de Alkatiri surgiram na sequência de um debate iniciado com declarações à Lusa do novo ministro do Petróleo e Minerais, Victor Soares, da Fretilin – que entrou para o Governo de onde saiu o CNRT de Xanana Gusmão.
Soares substituiu os principais responsáveis do setor, explicando à Lusa que isso traduz uma nova visão estratégica para o setor, com declarações que foram criticadas pelo ex-presidente da petrolífera Timor Gap, Francisco Monteiro, o que, por seu lado, suscitou fortes críticas da nova direção da petrolífera.
“Que visão estratégica é essa? A cidadania tem o direito de exigir ao Governo que apresente ao povo essa visão estratégica para o setor. E mesmo que os cidadãos não exijam, o Governo tem o dever de apresentar essa nova visão estratégica, tem o dever de prestar contas aos cidadãos”, afirmou.
Xanana Gusmão juntou-se hoje ao debate sobre o processo que ele próprio liderou – incluindo o acordo permanente de fronteiras marítimas com a Austrália e o futuro da partilha do projeto dos poços do Greater Sunrise.
“Há aqui grande demagogia do grande líder da Fretilin. Porque não há nenhuma base que regule o raciocínio. E, já agora, onde estavam os estudos convincentes para o CMATS?”, questionou, referindo-se ao anterior acordo que governava o Mar de Timor, negociado por um Governo liderado pela Fretilin.
Gusmão criticou igualmente as declarações de Alkatiri – que era primeiro-ministro quando em 2018 Timor-Leste assinou o tratado atual -, recordando que o executivo teve acesso a toda a documentação.
“O grande líder liderava o Governo e teve acesso a toda a documentação, sobre as condições e termos do tratado. Mas agora vem dizer que afinal não estava convencido. Se não estava convencido por que é que aceitou no Conselho de Ministros assinar o tratado?”, questionou.
O líder timorense falava num seminário organizado pelo Movimento Profissional de Apoio a Xanana Gusmão, ligado ao partido que dirige, o Congresso Nacional da Reconstrução Timorense (CNRT).
Ao novo ministro do setor, Xanana Gusmão pediu “maturidade política” e que “reflita bem antes de politizar o assunto, porque este é um assunto de interesse nacional” que exige que se apresentem informações com “honestidade e transparência”, apelando ao Governo para que promova um debate sobre a questão.
Xanana Gusmão recordou o “período crítico” de pandemia que o mundo vive, considerando que em muitos países se pode tornar uma “ameaça para a democracia”, com “abusos e aproveitamentos políticos”, defendendo que a situação obriga a ainda maior “responsabilização da atuação e funcionamento dos Estados”.
Algo especialmente importante na “democracia em transição” que é Timor-Leste, que depois da grave crise política de 2006 deve procurar que haja sempre uma “consulta pública alargada sobre temas de interesse nacional”, defendeu.
Nesse sentido, disse, exige-se que o Governo “atue com responsabilidade, honestidade e transparência perante o povo”, clarificando o que significa a “nova visão estratégica” anunciada para o setor petrolífero.
Considerando a questão das fronteiras marítimas e do gasoduto para Timor-Leste aspetos da soberania nacional, Xanana Gusmão lembrou o combate travado pelos timorenses para consolidar essa soberania, face à “imoralidade” australiana, durante a ocupação indonésia do país, o que permitiu que agora “os recursos de Timor-Leste pertençam a Timor-Leste”.

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Lusa/Fim

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