A VERDADE

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efeito Dunning-Kruger:
quanto mais ignorante em determinado assunto uma pessoa é, mais confiante se sente ao opinar sobre ele.
essas pessoas tendem a ter opiniões demasiado favoráveis sobre as suas capacidades em muitos domínios sociais e intelectuais.
podem ter imensas certezas sobre a pandemia de covid-19, apesar de haver tantas dúvidas sobre a doença.
elas opinam sobre tudo, desde o famoso “é só uma gripezinha”, até o “tempo de isolamento”, os “testes que mostram a imunidade”, os “tratamentos que previnem” e as “melhores vacinas”.
surgiram incontáveis “experts” em virologia, imunologia, epidemiologia, infeciologia, pneumologia etc.
uma verdadeira pandemia de palpiteiros dentro da pandemia de covid-19.
alô, seu Bolsonaro. hello, mister Trump…
(extraído de Medscape, 3 de junho de 2021).
NB: este efeito Dunning-Kruger é particularmente notório entre os contristas da nova ortografia.
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O que é o Princípio de Peter, que diz que vagas tendem a ser ocupadas por ‘incompetentes’ – BBC News Brasil

O canadense Lawrence J. Peter desenvolveu um conceito pouco ortodoxo e um tanto satírico, mas descobriu-se que as evidências o apoiavam.

Source: O que é o Princípio de Peter, que diz que vagas tendem a ser ocupadas por ‘incompetentes’ – BBC News Brasil

os avós

A CAUSA DAS COISAS
Nos últimos 50 anos, nosso estilo de vida familiar mudou drasticamente como resultado de um novo sistema de produção. A inserção da mulher no circuito laboral fez com que ambos os pais se ausentassem de casa por longos períodos, gerando como consequência a chamada “síndrome da casa vazia”.
O novo paradigma implicava que muitas crianças fossem deixadas aos cuidados de pessoas fora de casa ou em instituições. Essa terceirização da paternidade se espalhou e se naturalizou em muitos lares.
Alguns afortunados ainda contam com os avós para muitas tarefas: proteção, transferências, alimentação, descanso e até consultas médicas. Esses meninos privilegiados têm pais de pais e eles comemoram escolhendo todos os nomes possíveis: abu, avó / ou nona / ou bobe, zeide, tata, yaya / o opi, oma, baba, abue, lala, babi, ou pelo nome , quando a coquete o exige.
Os avós não apenas cuidam, são o tronco da família extensa, o que contribui com algo que os pais nem sempre vislumbram: pertencimento e identidade; fatores indispensáveis ​​em novos surtos
A maioria dos avós adora os netos. É fácil perceber que as fotos das crianças estão sendo substituídas pelas deles. Com este sinal, os pais descobrem duas verdades: que não estão sozinhos na tarefa e que entraram na maturidade.
A avó é uma forma contundente de compreender a passagem do tempo, de aceitar a idade e a velhice esperada.
Longe de estarem tristes, sentem ao mesmo tempo outra certeza que ultrapassa as anteriores: os netos significam que a imortalidade é possível. Porque ao expandir a família, prolongam as feições, os gestos: prolongam a vida. A batalha contra a finitude não está perdida, eles estão entusiasmados.
Os avós parecem diferentes. Como tendem a não enxergar bem, usam os olhos para outras coisas. Para dar uma opinião, por exemplo, ou para lembrar.
Como estão sempre pensando em alguma coisa, seus olhos ficam molhados; às vezes têm medo de não poder dizer tudo o que querem.
A maioria tem mãos macias e mova-as com cuidado. Eles aprenderam que um abraço ensina mais do que uma biblioteca inteira.
Os avós têm o tempo que os pais perderam; de alguma forma, eles foram capazes de recuperá-lo. Eles lêem livros sem pressa ou contam histórias de quando eram jovens. A cada palavra, as raízes se aprofundam; identidade, mais provavelmente.
Os avós constroem infâncias, no silêncio e a cada dia. Eles são cúmplices incomparáveis ​​de segredos. Estragam profissionalmente porque não precisam prestar contas a ninguém por suas ações. Eles consideram, com autoridade, que memória é a capacidade de esquecer algumas coisas. É por isso que eles não se lembram que as mesmas graças de seus netos foram feitas por seus filhos. Mas então, eles não os viram, tão preocupados que estavam em educá-los.
Alguns ainda sabem tocar coisas que não se conectam. Eles são especialistas em dissolver angústias quando, devido a uma discussão entre os pais, a criança sente que o mundo está desabando. A comida que servem é a mais rica; até mesmo o comprado.
Os avós sempre cheiram a avós. Não é por causa do perfume que eles usam, eles são assim. Ou não nos lembramos de seu cheiro para sempre?
Os meninos que têm avós estão muito mais próximos da felicidade. Quem os tem longe deve buscar, sempre há gente boa à disposição.
Finalmente, para os incrédulos saberem: os avós nunca morrem, eles apenas se tornam invisíveis.
por Enrique Orschanski
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Artur Arêde and 18 others
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a curva da ignorância

A CAUSA DAS COISAS
As Redes Sociais de um modo mais geral, mas também alguns comentaristas|detractores da ciência e negacionistas das evidências que criam novas narrativas, pintam a manta e até repintam alguns planetas, está repleta de criaturas que sofrem do efeito.
O efeito Dunning-Kruger é um desvio cognitivo que leva as pessoas com menos habilidade e conhecimento, a pensar que sabem mais do que as outras. Quanto menos elas sabem, mais pensam que sabem.
Muitas vezes, aqueles que têm esse problema tendem a impor as suas idéias, em vez de simplesmente dar uma opinião, considerando-as verdades absolutas. |Os outros são vistos como totalmente ignorantes e incompetentes, mesmo que não o sejam.
Em 1995, McArthur Wheeler assaltou dois bancos consecutivos no mesmo dia na cidade de Pittsburg, na Pensilvânia, Estados Unidos. Detalhe: ele não usou nenhuma máscara para esconder seu rosto. Apanhado pelas câmeras de vigilância, ele foi obviamente reconhecido e facilmente capturado. Ao ser preso, estava profundamente desolado. Ele havia passado sumo de limão na cara e acreditava que com isso, teria ficado totalmente invisível.
Uns amigos haviam “ensinado” o truque e ele tinha verificado: aplicou sumo de limão na cara e logo tirou uma fotografia. Ele pôde comprovar que a sua imagem não saia na foto. No entanto, o mesmo limão o tinha impedido de ver que ele não tinha focado o seu rosto, mas sim o teto. “Como alguém pode ser tão idiota?”, perguntou-se David Dunning.”
A história chegou aos ouvidos do profissional de psicologia social da Universidade de Cornell, David Dunning, que se perguntou se a incompetência pode nos fazer desconhecer o quanto somos incompetentes. Então, iniciou uma série de experiências com seu colega Justin Kruger e foi esse estudo que deu origem ao efeito Dunning-Kruger.
Durante quatro experiências, os dois psicólogos analisaram as habilidades de algumas pessoas no campo da gramática, raciocínio lógico e humor, pedindo-lhes para estimar seu nível de competência e em seguida, realizando testes de avaliação..
Eles perceberam que, quanto mais incompetente era uma pessoa, menos consciente disso ela era. Enquanto as pessoas mais competentes se subestimavam.
Daí o efeito Dunning-Kruger, segundo o qual pessoas com baixo nível de competência tendem a pensar constantemente que sabem mais do que sabem, considerando-se mais inteligentes.
Por que se tem essa percepção distorcida? Se alguém não possui um mínimo de habilidades em uma determinada área, não pode fazer uma estimativa realista de seu desempenho e limites.
Todos nós podemos “sofrer” com essa percepção distorcida, como podemos sair dela? Os especialistas aconselham tentar primeiro estar cientes da existência desse desvio cognitivo, estar aberto à dúvida e evitar impor o próprio ponto de vista, aceitando também o dos outros.
O efeito Dunning-Kruger é uma realidade contundente nesta era onde quase toda nossa interação pessoal acontece virtualmente, mas, não se limita à vida on line.
Perceber esse fenômeno em si mesmo e nos outros é um grande passo para a evolução do aperfeiçoamento (ler e ouvir de quem sabe mais) e da melhoria na partilha de informações úteis, (evitar propagar dados não seguros e opiniões eivadas de emoção, que não condizem com a verdade).
in Pensar Contemporâneo
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a marquise do Ronaldo

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POSTAL DO DIA
A marquise de Ronaldo
1.
O problema não é a história da marquise de Cristiano Ronaldo. Se não podia ser construída que se resolvesse o problema de acordo com o que a lei determina – ninguém está acima da lei e Ronaldo compreenderá certamente isso.
Não, o problema não é a marquise.
O problema é outro, o do preconceito de alguma elite que, no fundo dos seus fundos, espera sempre por uma oportunidade para rebaixar com um preconceito de classe.
“O bimbo”
“O saloio”
“O matarruano”.
Basta um meio deslize e uma declaração indignada de um arquiteto da moda
“Que ignóbil”
“Estou chocado”
“É uma conspurcação”.
José Mateus é o arquiteto que definiu, por estas e outras palavras, a marquise.
2.
Não, o problema não é a marquise.
O problema é o dinheiro de Ronaldo.
O problema é o despudor do sucesso.
O problema é a forma como muitos dos nossos bem-nascidos – ou dos que inventaram ser bem-nascidos – assim que têm uma oportunidade se revelam no pior que a arrogância tem.
Bastou uma marquise para que Ronaldo passasse a ser gozado pelo mau gosto, pela pornográfica ostentação, pela falta de respeito que tem pelo que é verdadeiramente bom.
E ouvimos e lemos…
“O gajo pode ter muito dinheiro, mas no fundo continua a ser o que nasceu num buraco”.
“O tipo pode estar coberto de ouro, mas faça o que faça será sempre o menino sem gosto, sem cultura, miserável de espírito”.
“É muito bom a jogar futebol, mas o resto é uma desgraça.”
3.
O problema não é mesmo a marquise.
O problema é o preconceito.
O problema, caro arquiteto, não é a conspurcação do que foi feito, o choque que sentiu por lhe terem alterado o projeto ou as suas adjetivações.
Não, o que é ignóbil não é a marquise.
O ignóbil é existirem pessoas que morreram por falta de cuidados e de equipamento em cuidados intensivos – e Ronaldo não tinha (como o fez) a obrigação de financiar um novo serviço de cuidados intensivos no Hospital Santa Maria e com isso gastar mais de três milhões de euros.
Ignóbil é existirem crianças que morrem com leucemias, cancros nos ossos ou paralisias cerebrais – e Ronaldo não tinha (como o fez) de pagar este ano, e anonimamente, os tratamentos de mais de vinte crianças. Peço desculpa por cometer a indelicadeza de aqui o revelar.
Ignóbil foi não existirem ventiladores suficientes na Madeira durante o pico da pandemia – Ronaldo não tinha (como o fez) de pagar cinco ventiladores ao Serviço de Saúde da Madeira.
4.
A marquise não é um assunto importante.
Se é ilegal que se resolva o problema.
O problema é a vontade de achincalhar.
A vontade de humilhar, de sorrir com desdém, de gozar o prato, de vingar a terrível circunstância de ver um zé-ninguém ter a desfaçatez de pôr e dispor das ideias e do talento das elites.
O problema é ele pôr e dispor como se fosse bem-nascido e não um pé descalço criado num buraco do Funchal e com um pai alcoólico. Por aqui se vê que a marquise foi apenas o pretexto para muitos se terem indignado com a falta de educação, a falta de gosto, o subúrbio humano que é Ronaldo.
Não se faz.
Simplesmente não se faz.
E isso sim foi ignóbil e uma conspurcação.
LO
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Época balnear arranca hoje nos Açores mas sem coimas – Açoriano Oriental

A época balnear arranca, esta terça-feira, nos Açores em 32 zonas, estando a ser ultimado um manual de utilização destes espaços no contexto da pandemia de Covid-19 que não prevê coimas, mas alerta para a responsabilização dos utentes.

Source: Época balnear arranca hoje nos Açores mas sem coimas – Açoriano Oriental

A INTELIGÊNCIA DOS GOLFINHOS, SUPERIOR À DE MUITOS HUMANOIDES

“até que o homem aprenda a respeitar e a dialogar com o mundo animal, nunca poderá conhecer o seu verdadeiro papel nesta Terra.”
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O famoso mergulhador italiano, Enzo Maiorca, nadava nas águas quentes do mar de Siracusa e conversava com sua filha Rossana que ficara no barco.
Pronto para submergir, sentiu algo bater ligeiramente nas costas. Virou-se e viu um golfinho. Percebeu então que ele não queria brincar, mas expressar alguma coisa.
O animal mergulhou e Enzo o seguiu.
A cerca de 12 metros de profundidade, preso em uma rede abandonada, havia outro golfinho.
Maiorca rapidamente pediu à filha que apanhasse suas facas de mergulho. Em poucos minutos os dois conseguiram libertar o golfinho que, no limite das forças conseguiu emergir, emitindo um “grito quase humano” (assim descreveu Maiorca).
Um golfinho pode resistir debaixo d’água até 10 minutos, depois afoga-se.
O golfinho liberto, ainda atordoado, foi controlado por Enzo, Rossana e o outro golfinho. Depois veio a surpresa: Era uma delfina, que logo deu à luz um filhote.
O macho circulou-os e, parando à frente de Enzo, lhe tocou na bochecha (como se fosse um beijo), num gesto de gratidão… e se afastaram.
Enzo Maiorca terminou sua intervenção dizendo: “até que o homem aprenda a respeitar e a dialogar com o mundo animal, nunca poderá conhecer o seu verdadeiro papel nesta Terra.”
Artur Neto and 5 others
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PORTUGUESES INGOVERNÁVEIS

Nota de Abertura da autoria de Santos Narciso:
Ingovernáveis?
O que se passou na semana passada no território continental de Portugal, e mais concretamente na cidade do Porto, com a “invasão inglesa” para a final da Liga dos Campeões e a completa incapacidade portuguesa de afirmação nacional, é o retrato vivo do estado a que chegamos e uma ofensa sem classificação a todos quantos, de uma forma ou outra, se sentem marcados na vida por este ano e meio de luto, doença e sacrifício. Ofensa que se estende a quantos, heroica e abnegadamente, têm estado na linha da frente, no combate à pandemia e que agora são ignominiosamente escarnecidos por esses comportamentos e pela falta de pulso nacional.
Meia dúzia de horas de festejos desportivos dos adeptos do Sporting Clube de Portugal que, compreensivelmente, “romperam o dique” para muito justamente celebrarem um título que escapava há anos, deram brado em todo o país e até no estrangeiro, com comentários e condenações até do próprio Presidente da República. Duas semanas depois, o inimaginável acontece, num grau incomparavelmente mais grave e com consequências que só mais tarde se conhecerão.
E não estamos a falar das consequências sanitárias, que destas se encarregarão os especialistas. A questão maior é a da autoridade do Estado, da igualdade de direitos e deveres e da (in)capacidade do Governo perante qualquer alteração que se dê, imprevisivelmente, no País.
Ter autorizado uma final europeia com público, uma semana depois de uma Taça de Portugal com estádio vazio e a coroar um ano em que, em todas as competições, masculinas e femininas, se andou no abre-fecha que tanto prejudicou clubes e atletas, prova bem o desnorte e a arrogância com que se decide. O espectáculo, explorado até ao limite pelos meios de comunicação social, ficará gravado, por muito tempo, na memória das gentes.
Foi uma vitória absoluta dos negacionistas e uma desautorização a quantos com saber e dedicação têm conduzido todo este processo de desconfinamento. No ar fica a nítida impressão que o país cedeu e preferiu a onda populista das pressões nas redes sociais e dos comentadores televisivos à segurança das autoridades médicas e científicas, o que não admira perante a horda daqueles que sabem tudo e sobre tudo opinam.
Tanto assim é que aqueles que sabem verdadeiramente do que falam e que têm a autoridade do estudo e da formação, por vezes, não têm outro remédio que não seja calar-se perante a ignorância que potencia o atrevimento e que se espalha com velocidade superior à do vento numa avalanche de irresponsabilidade nunca vista.
Depois do que se passou no Porto, na passada semana, é tempo de começarmos a pensar na época “pós-democracia” que já estamos a viver. Em democracia, o governo sai do povo, mas é administrado por pessoas e instituições, cujas decisões devem ser respeitadas e acatadas até nova escolha eleitoral.
Agora, com os novos tempos e meios de comunicar, quem governa, quem manda e tem o destino das pessoas nas mãos é quem tem capacidade de criar grupos de pressão que condicionam e amedrontam qualquer governante ou autoridade.
A incapacidade policial que agora vimos, o medo de que qualquer gesto de força fosse tomado por atitude xenófoba, o receio que qualquer medida pudesse prejudicar negócios e turismo, fez passar para plano inferior a dignidade de quantos se sentem injustiçados e tratados de forma desigual.
A criação de “bolhas” ofendeu os moradores, mas acima de tudo doeu àqueles que não acompanharam os seus mortos à sua última morada, que não visitam os seus familiares em lares e hospitais ou que viram e vêem os seus filhos sem ensino presencial.
E tudo isto vai passar sem consequências políticas? Descemos já assim tanto? Ou está na hora (usando a expressão desportiva) de deitar a toalha ao chão e aceitar que somos ingovernáveis?
Tudo leva a crer que sim!
Santos Narciso
(31/05/2021)
May be an image of 3 people and text that says "Fundado Atlântico Expresso Victor ruz- Director: Américe Natalino Viveiros- Directon Adjunto: Santos Narciso- Maiode XXXII- Euros- Semanário Nota de Abertura Ingovernáveis? semana Hoje Dia Mundial Sem Tabaco Deixar de fumar foi "uma das melhores decisões da minha vida, com vários benefícios financeiros de saúde" épsicólogo UPmind Lara Gularte, poetisa laureada Estado da Califórnia tem raízes nos Açores pág. Trabalho realizado por 24 investigadores coloca em comum as tradições gastronómicas e vinícolas nas ilhas págs. essência dos Self Assistance passada vinil numa gravação vivo plena pandemia Philip mas professor Uvedo págs.10e1"
José Manuel Leal and 7 others
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