Os testemunhos dos primeiros soldados enviados por Salazar para a Guerra Colonial – Portugal – SÁBADO

Foram apinhados como animais, sem treino e com armas velhas. – Portugal , Sábado.

Source: Os testemunhos dos primeiros soldados enviados por Salazar para a Guerra Colonial – Portugal – SÁBADO

Please follow and like us:
error

Cheias de 1967. A tragédia que Salazar quis esconder

arlos Fino and Maria Jose Vitorino shared a link.
About This Website

RR.SAPO.PT
Cerca de 700 pessoas terão morrido. Foi a maior catástrofe em Portugal pós-terramoto. Na região de Lisboa, a chuva atingiu os 170 L/m2.
Please follow and like us:
error

a lição de salazar

Bom dia, amigos.
Perpassam por aí umas ideias que vão sendo ditas em surdina de esquina em esquina, em linguagem de taxista a atirar para o arruaceiro, pois claro, e que passam por ser verdade.

Pelo menos ninguém as refuta, o que é perigoso, pois uma mentira repetida mil vezes corre o risco de passar a ser verdade.

Mas afinal que ideias são essas?

Vejamos.

Uma das que tem sido repetida até à exaustão é que no tempo de Salazar havia uma escola em cada esquina.

Pois havia, mesmo com 40% de analfabetos, mas é uma meia verdade que redunda numa completa mentira.

Salazar sonhava com um país em que cada português tivesse a quarta classe

(mais tarde arrependeu-se. Seria preferível a terceira classe, não fossem alguns abrir os olhos…).

Olha que bom, que país fantástico decerto não seria!

E se dúvidas existissem lá estava o mestre-escola, de palmatória em punho, a lembrar a todos que Portugal ia do Minho a Timor.

E quem soubesse isso já sabia o suficiente.

O pior era depois.

Que percentagem da população concluía o secundário?

E o superior?

Bem, mas isso também não era preciso para nada, desde que houvesse pão e vinho em cada mesa.

Vinho havia com fartura, ao ponto de existirem, para os que não sabem, um milhão de alcoólicos neste malfadado país.

Pão já era diferente.

Centenas e centenas de milhares de pessoas rebentavam de fome, especialmente nos imensos bairros de lata das grandes cidades.

Era uma casa portuguesa, com certeza.

O que importava era que não faltasse a tourada, o fado, o fadinho, o faduncho e a Nossa Senhora do Rosário, que olhava por todos nós, em particular pelos pobrezinhos

(coitada da Senhora, deve ter ficado vesguinha com tantos pobrezinhos…).

Diz-se também que Salazar é que era, que morreu pobrezinho.

Mentira.

Salazar não enriqueceu, é verdade, mas de pobrezinho nada tinha.

O seu ordenado dava para ter uma vida mais do que confortável e morreu no exclusivo hospital da Cruz Vermelha, rodeado de todas as mordomias.

Salazar era um sovina empedernido, o que é completamente diferente.

Diz-se também que Salazar só dizia verdades.

Então esta é de bradar aos céus, uma mentira de mão-cheia!

Só os que ignoram que Salazar gastou milhões do erário público para promover uma falsa imagem do nosso país no estrangeiro são capazes de atoardas deste tipo.

Exemplo?

Os milhões pagos pelo Estado nos anos 50 à poderosa agência de propaganda americana George Peabody, que retribuiu o favor publicando centenas de artigos e documentários falsos sobre Portugal, fazendo passar a imagem que este país era um oásis de bem-estar.

Os bafientos a cheirar a mofo e a formiga porém não desarmam.

Dizem até que Salazar não era corrupto.

Pois não, mas favorecia a corrupção, o que vai dar ao mesmo.

O que dizer da imposição de uma guerra colonial assassina só para defender os interesses corporativos dos então donos disto tudo?

Mas se dúvidas existissem quanto à bondade do crápula, ouçam esta: Salazar era amigo de todos os portugueses.

Então não era?

Aí estão milhares e milhares que caíram nas garras da PIDE para o comprovar.

E que dizer dos valores e dos princípios dos tempos de Salazar?

Sim senhor, aquilo é que era!

Tudo gente séria e respeitadora.

Que o digam as crianças violentadas no corpo e na alma do Ballet Rose.

Siga o mofo, o bafio e o cheirinho a ratos de sacristia!

Propalem mentiras e mais mentiras nos cafés, continuem a defender a glória da Pátria, os “valores” da família e os pastorinhos de Fátima.

Mas não se cansem, que o povo não é estúpido…

Uma boa segunda-feira para todos.

(da página do FaceBook de Jorge Alves).

Image may contain: indoor

Continuar a ler a lição de salazar

Please follow and like us:
error

AINDA O MUSEU SALAZAR

SOBRE O MUSEU SALAZAR

Se Salazar tivesse deixado de ser primeiro ministro em 1946, após quase vinte anos de Estado Novo, creio que teria uma homenagem em cada vila de Portugal. Porquê? Porque extraiu o país da confusão da 1.ª República

Mas não aconteceu assim. Continuou mais vinte anos até 1966 e começou a errar.

– Não aceitou o investimento do Plano Marshall no pós-guerra
– Não preparou a descolonização das “províncias ultramarinas”, nem lá, nem cá
– Não limitou as despesas militares que absorviam mais de metade do Orçamento do Estado
– Com a lei do condicionamento industrial, cerceou o investimento a determinados grupos económico familiares
– Não providenciou a escolaridade obrigatória para além da 4ª classe nem, investiu na educação e alfabetização
– Deixou crescer a dolorosa emigração a monte e de mala de cartão
– Não promoveu a igualdade de oportunidades e o mérito na administração pública, no sector público, no acesso a serviços públicos e na aplicação de subsídios e outras benesses
– Não promoveu o desenvolvimento socioeconómico equitativo e sustentável, nem em Portugal, nem em África
– Não permitiu que os judeus refugiados de 1940 se instalassem em Portugal e contribuíssem para o nosso desenvolvimento.
– Manteve e mesmo aumentou as medidas de perseguição política e da PIDE

Se fosse conhecido o custo-beneficio e o impacto desastroso das politicas salazaristas do pós guerra não haveria tanto saudosismo de Salazar…

Please follow and like us:
error