Nada será igual. «Professores vão ter um trabalho muito duro em Setembro», alerta OCDE – Executive Digest

Andreas Schleicher, director do Departamento de Educação da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), alerta os professores, numa entrevista ao ‘Observador’, para a n

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açores e o ano letivo estragado

Do mural da minha querida colega e amiga Philos Paula, com a devida vénia e 100% de acordo!

Carta aberta ao sr. Secretário Regional da Educação e Cultura da Região Autónoma dos Açores

No Telejornal da RTP/Açores de 2 de junho de 2020, ouvimos o Professor Doutor Avelino de Menezes afirmar “o ano letivo 2019/2020 está estragado”. Afirmou-o do modo próprio que lhe reconhecemos: vincando cada sílaba, pausando entre cada palavra e criando um certo suspense, indiciando ponderação na escolha das frases, refletindo nos conceitos convocados, no que significam e nos sentidos que (re)criam.
O Afonso é uma criança de 4 anos, que salta do lugar onde se encontra e cujos olhos e a boca se transformam em “O” perfeitos, abertos, sempre que se surpreende, sempre que se espanta com alguma ideia.
Tal como o Afonso, a afirmação do Senhor Secretário “o ano letivo 2019/2020 está estragado” fez-me saltar do lugar. Conduziu-me a pensar e pensar com perguntas, muitas perguntas.
Eis algumas que me tomaram de assalto:
1) O que é um ano letivo? Serão os conteúdos programáticos, previstos nos currículos? Serão as provas de avaliação interna e externa? Serão os resultados escolares? Será o ensino? Será a aprendizagem? Será o processo ensino_aprendizagem? Será a relação educativa ou uma certa relação ensinante? Será o (des)empenho, o (des)trabalho, a (des)autonomia de alunos, professores, famílias, pessoal não docente, comunidade educativa?
2) O que é um ano letivo estragado? Será um ano letivo sem utilidade, como uma máquina que já não cumpre a função que lhe competia? Sem eficácia, como um computador lento que não responde às exigências da pressa? Fora de moda, como a coleção da Primavera-Verão 2018? Prejudicial, como comida estragada? Fora do prazo de validade, como o leite do dia?
3) E o que se faz com um ano letivo estragado? Conserta-se e fica sempre com defeito, como a perna daquela cadeira da sala de jantar? Arruma-se até que se torne uma antiguidade, como o psiché da bisavó? Deita-se fora como a maçã estragada para que não contamine o que sempre esteve, está e estará bem? Come-se como o iogurte que passou a validade, arriscando a saúde ou porque não há mais nada que se coma?
4) Que razões fundamentam a conclusão “o ano letivo está estragado”? Ou a afirmação é premissa para outro(s) argumento(s)?
5) O que pode um ano letivo estragado?

Vila Franca do Campo, 3 de junho de 2020
Atenciosamente, Paula Vieira
professora de filosofia da EBS Armando Côrtes-Rodrigues

Comments
  • Acai Içara tantas perguntas que não querem calar…O que é um Ano Letivo?
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creche de loucos

No regresso às aulas, o município de Arcos de Valdevez equipou as crianças do pré-escolar com hélices coloridas. Com 1,20 metros de diâmetro, são uma …

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cursos superiores mais curtos

há anos que propus uma “Simplex” fabulosa, quando a criança nasce além do oficial do Registo Civil a recolher dados para o Cartão de Cidadão devia estar lá um funcionário do Ministério da Educação a dar o diploma do 12º ano e representantes das uni-versidades a angariar o recém-nascido para as suas instituições, pode-se mudar e dar logo a licenciatura e mestrado à nascença sem discriminar

 

Ana Maria Ramalheira and Jose Antonio Salcedo shared a link.
Manuel Heitor entende que cidadãos não devem “tirar apenas um curso longo, mas tirarem vários cursos, uns mais curtos do que outros”.

 

Manuel Heitor entende que cidadãos não devem “tirar apenas um curso longo, mas tirarem vários cursos, uns mais curtos do que outros”.
  • For my Portuguese friends: Caro Heitor, talvez umas aulitas às Quartas e Quintas apenas, para não cansar os cérebros jovens e não estragar os fins de semana prolongados dos meninos e das meninas? Assim, também fica mais fácil endoutriná-los para uma vida de escravidão, o que dá sempre jeito a tantos parasitas. Por outro lado, quando alguns chegarem a um governo futuro talvez consigam ler meia dúzia de linhas seguidas sem se cansarem demasiado?

    PS: O Heitor tem razão em alguns aspectos, claro. Há cursos absurdamente longos que deveriam ser modernizados e há demasiadas horas semanais de aulas teóricas na maior parte dos casos. A Universidade não pode continuar a funcionar como há centenas de anos. Considero que nas áreas de Humanidades isso é especialmente evidente.

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abrir a escola no verão

Luís Aguiar-Conraria
15 mitinsSponusoritsegdccS

Expresso AMP

Olha, querem ver que a UNICEF, preocupada com as desigualdade educativas, também defende a escola no Verão?
Como diria Fernando Pessa, e esta hein?

A diretora da Unicef Portugal apelou ao ministro da Educação para que oiça as crianças e jovens sobre o confinamento e o que esperam da escola no regresso às aulas presenciais. Mas o apelo é que se abram as portas no verão, para diminuir desigualdades

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univ: talvez umas aulitas às Quartas e Quintas apenas, para não cansar os cérebros jovens

For my Portuguese friends: Caro Heitor, talvez umas aulitas às Quartas e Quintas apenas, para não cansar os cérebros jovens e não estragar os fins de semana prolongados? Assim, quando alguns chegarem a um governo futuro, talvez consigam ler meia dúzia de linhas seguidas sem se cansarem demasiado?

Manuel Heitor entende que cidadãos não devem “tirar apenas um curso longo, mas tirarem vários cursos, uns mais curtos do que outros”.

SICNOTICIAS.PT
Manuel Heitor entende que cidadãos não devem “tirar apenas um curso longo, mas tirarem vários cursos, uns mais curtos do que outros”.
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FUTURO DA ESCOLA TRADICIONAL

A ESCOLA TRADICIONAL TEM FUTURO? ABRA-SE O DEBATE!
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VAMOS À ESCOLA
José Tolentino Mendonça

Há momentos, como este da estação atual, em que as interpretações sobre os perigos e as oportunidades são tão contrastadas que nos sentimos dentro do incipit de “História em Duas Cidades”, a narrativa que Charles Dickens dedicou à emergência da revolução francesa: “Era o melhor de todos os tempos, era o pior de todos os tempos, era a idade da sabedoria, era a idade da loucura, a época da fé e a época da incredulidade, o período da luz e o período das trevas, a primavera da esperança e o inverno do desespero. Tínhamos tudo à nossa frente, não tínhamos nada à nossa frente…” Uma divisão assim acentuada de perspetivas é, por exemplo, aquela que se está a desenvolver a propósito da escola. De uma parte estão os que saúdam a chegada promissora do futuro, mesmo se nesta primeira fase ele chegue de rompante e nos encontre impreparados, no meio de muitas debilidades. Mas estas serão progressivamente corrigidas e o importante é que não se volte para trás, dizem. A rede escolar será mais qualificada e eficaz: em vez de termos, por exemplo, dezenas de universidades localizadas, cada uma com a obrigação de constituir um amplo conjunto de docentes para assegurar os seus cursos, os alunos poderão ter acesso aos melhores professores e iniciativas de uma determinada área científica, através da via telemática. A transformação a que assistimos já no domínio das publicações científicas, com o abandono da edição em papel e a formação de autênticas bibliotecas digitais, vai propagar-se às outras dimensões do ensino e da investigação, potenciando o trabalho deslocalizado, em rede e num quadro de internacionalização.
Mas há quem tema estas elucubrações. Em Itália são sobretudo os filósofos — e nomes reconhecidos como Agamben, Cacciari, Esposito ou Marramao — a chamar a atenção para a extrema delicadeza do que se pode estar a preparar. Neste grupo, , , “ ” à . “ ” é, , í é , , ã, ê é çã. é “ ó ” , , , , “ í á ”.As outras vozes, porventura com entoação diferente mas na mesma direção, recordam que seria um absurdo voltar ao dualismo cartesiano, em que a mente tem o primado, julgando assim poder dispensar o corpo, as emoções ou a tangibilidade da relação educativa enquanto prática colaborativa e comunitária. Não é possível excluir o corpo da escola, pois é através dele que damos significação ao mundo, maturando os diversos saberes e exercitando a responsabilidade pela inteira existência. Num abaixo-assinado que o grupo de filósofos italianos promoveu, recorda-se que “o termo escola não quer dizer aprendizagem mecânica de noções, nem coincide com o martelar dos dedos num teclado, ou com a subordinação aos motores de busca. Quer dizer, sim, antes de tudo sociabilidade, em sentido horizontal (entre colegas) e vertical (com os docentes), dinâmicas de formação omnilateral, crescimento intelectual e moral, maturação de uma consciência civil e política”. Mas para isso, insistem, é á çã çã . Eis um debate decisivo do presente.

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Se vamos à praia porque é que não vamos à escola?

Ter decidido manter em casa os alunos do ensino básico foi um erro dramático que está a destruir a vida das famílias, pode arruinar por completo o ano lectivo e ainda agrava as desigualdades sociais. Estamos a comprometer o futuro dos mais novos por causa de um nível de medo que já tem pouco de racional.

Ter decidido manter em casa os alunos do ensino básico foi um erro dramático que está a destruir a vida das famílias, pode arruinar por completo o ano…

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