Mais de 600 alunos Açorianos vão receber Prémio de Mérito no valor de 750 euros | Azores High Rádio

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Bruxelas dá 2 meses a Portugal para esclarecer contratação de professores em escolas públicas – Jornal Açores 9

De acordo com um comunicado de imprensa da Comissão Europeia, a legislação portuguesa prevê condições de emprego menos favoráveis para os professores contratados a termo que trabalham nas escolas públicas portuguesas do que para os professores permanentes, nomeadamente em termos de salário e antiguidade. Bruxelas revela ter preocupações com base no princípio da não discriminação, […]

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açores apoios aos estudantes, o logro

Carta aberta, ao Sr.º Vice-Presidente do Governo Regional dos Açores
Assisti com agrado, já lá vai algum tempo, às declarações do Sr.º Vice-Presidente do Governo Regional dos Açores, o Dr.º Artur Lima, ao anunciar com pompa e circunstância, o apoio aos Estudantes do Ensino Superior, por via de comparticipação no pagamento das Propinas e através de Bolsas de Estudo.
Aguardei expectante pelo dia, em que um dos meus três filhos iria ter a oportunidade de beneficiar deste tipo de apoio, pela primeira vez. O mais velho já concluiu o ensino superior á muito. O do meio está no último ano do Curso Engenharia de Mecânica, com Mestrado Integrado, no Instituto Superior Técnico, em Lisboa. O terceiro deverá ingressar, no próximo ano, no Ensino Superior. Sem falsas modéstias, os meus filhos são um exemplo a todos os níveis. Deixam-me cheio de orgulho pelo que os sacrifícios feitos ao longo da vida, poupando para que este momento fosse uma realidade, valeram a pena.
Qual não foi a minha surpresa quando fui confrontado com a verdade dos factos. Os supostos apoios para beneficiar a dita classe média, no que concerne á Bolsa de Estudo, de apoio á dita classe, só tem o nome. Façamos umas contas simples para percebermos melhor o que está em causa. Os 15 000,00€:14meses:2=535,17€, ou seja, só podem concorrer estudantes cujos pais ganhem á volta do salário mínimo. Se levarmos em linha de conta que não é tida nem achada a dimensão do agregado familiar, ou seja, o rendimento per capita do agregado familiar, maior é a desilusão.
Sr.º Dr.º Artur Lima, vou-lhe dizer o que muitos dos senhores detentores do poder, felizmente não todos, muito gostam de afirmar mas não o fazem, “não vale tudo na política”. Criar ilusões é uma delas. Já diz o Povo “Ao rico não dê e ao pobre não prometa”. Se ganhar o salário mínimo é a condição para integrar a chamada classe média, muito mal vamos nós e só nos resta e aos nossos filhos emigrar. Saiba que já fui emigrante e sendo de famílias Açorianas, tenho a esmagadora maioria da minha família emigrada. É por causa de pessoas, com vistas estreitas, como o Sr.º que a diáspora é formada por quatro vezes mais açorianos do que os que vivem nas ilhas.
Não vivemos em terra de cegos pelo que ter um olho não basta para se ser rei e mais depressa se apanha um mentiroso do que um cocho. Não brinque com gente séria porque vai-se dar mal. Quem o avisa seu amigo é. Haja Saúde!
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DRE QUER CONFIRMAR BAIXAS

Chegou-me ao conhecimento de que a Secretaria Regional da Educação está a enviar diretrizes aos CE das escolas para procederem no sentido de verificarem a veracidade dos atestados médicos de professores e funcionários.
Esta medida, por mais sustentação legal que tenha, assim tomada como procedimento generalizado, é, na melhor das perspetivas, insólita. Pedir aos CE que requeiram os serviços da segurança social ou do delegado de saúde para verificação domiciliária, após cinco dias da apresentação do atestado, é a institucionalização da desconfiança no edifício da educação, ou seja, na área que, por ser trave mestra, menos pode ser minada, o que é, definitivamente, um contrassenso. Na verdade, é mais do que contraditório, é contraproducente e, por isso, grave. A partir daqui, todos são mentirosos até prova em contrário. Professores, funcionários, médicos. É todo um edifício, assente na confiança e na boa fé democrática, que se degrada. Está instalado o regime da perseguição e da coerção. Invocando como fundamento para tal medida a falta de profissionais, a secretaria em vez de atuar na fonte dos problemas, atua na pressão sobre os ativos que estão a fazer o sistema funcionar a muito custo. É a sobrecarga dos professores, coagidos a aceitarem horas extra para suprirem horários não atribuídos ou para assegurarem horas que sobram de horários incompletos, que, por razões pouco claras, não são autorizados que se completem, são reuniões para reformular modelos de avaliação, são reuniões intermédias, conselhos extraordinários para isto e para aquilo, são grupos de trabalho, agora até horas atribuídas para professores acompanhantes de contratados, enfim, todo o trabalho que me dispenso de mencionar. Se houvesse um concurso de eleição de palavras mais pronunciadas entre professores, à semelhança do “A palavra do ano”, realizado no final de cada ano, na imprensa, seria eleita a palavra “cansaço”. É a mais ouvida e a mais pronunciada. E ainda vamos no início.
Se a Secretaria atuasse nas condições de trabalho, auscultando e colaborando com as escolas naquilo que são as suas necessidades, se atuasse nas exigências que deveria ter com as outras partes envolvidas no processo, pais e alunos, talvez o peso não fosse tão esmagador para um só dos lados e a necessidade de recorrer a atestados médicos, por falta de saúde e de cansaço extremo, não fosse uma realidade. Atentem nas condições de trabalho desiguais, horários terrivelmente penalizadores e desequilibrados, distribuição de trabalho desigual, com vários níveis e diferentes disciplinas, salas sem equipamento e sem material, na indisciplina cada vez mais avassaladora e paralisante, e mostrariam preocupação com os recursos humanos, que é o primeiro sinal de humanização do sistema, e então verdadeira preocupação com eventuais prejuízos para os alunos. O ensino exemplar não pode ser uma exigência quando tudo parece falhar na fonte que lhe dá origem. A tutela não pode fingir que nada disso afeta a qualidade da prática pedagógica dos seus docentes. Não pode escusar-se desta interação, como é óbvio.
Se a secretaria quer uma escola saudável, comece pôr lhe proporcionar saúde nas relações de confiança. Transparência nos procedimentos e humildade no tratamento e na tarefa da auscultação são também bons remédios.
De outro modo, os professores terão mesmo de começar a arranjar estratégias de defesa contra a pressão que se começa a sentir. Entrar em colapso é que não é aceitável. O professor será sujeito a termo de identidade e residência. Se a segurança social tiver em excesso funcionários para se deslocarem aos domicílios dos doentes, é outra questão insólita. Mandem-nos antes para onde fazem falta. Ou para as escolas ou para as ruas, onde o problema da indigência há muito que se encontra por resolver.
A indigência desta medida é sinal de que continuamos na rua da amargura. É pena.
Haja saúde para todos.
Pedro Paulo Camara and 5 others
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insucesso do prosucesso

«NÃO HOUVE SUCESSO COM O PROSUCESSO»
É uma das frases que podemos ler na edição de hoje do Açoriano Oriental, integrada no Relatório da Avaliação Externa do ProSucesso. Embora seja um crítico acérrimo deste documento e de grande parte das medidas e/ou projetos lá inscritos, desde a sua discussão pública em 2015, penso que ninguém na Região poderá estar satisfeito com as conclusões que nos são apresentadas por este relatório, elaborado pela UAç.
A verdade é que perdemos muito tempo e gastámos muito dinheiro, sem que as tão almejadas metas – as intermédias – tenham sido amplamente alcançadas, pelo menos com a seriedade que se impõe! E não se perspetiva, também, que as finais venham a sê-lo. Atendo-me à realidade que conheço e com a qual trabalho há muitos anos de forma séria e exigente, não se alavancou coisa nenhuma, pelo contrário. Aos motivos de preocupação à data, aditam-se agora outros, fruto, sobretudo, da permissividade e um certo facilitismo subjacentes a algumas das medidas e/ou projetos descritos naquele malogrado programa, muitos daqueles adotados em diferentes Unidades Orgânicas. Pelo contrário, outros que até se revelaram de grande valia, foram, paradoxalmente, desaparecendo à medida que os bons resultados iam surgindo. Lembro-me, por exemplo, do “Crédito Horário” atribuído a algumas áreas curriculares disciplinares, e que tanto contribuía para a consolidação efetiva de conhecimentos e desenvolvimento de competências.
“Uma manta de retalhos”, assim se referiu a nova Secretária de Educação aos projetos integrados neste ProSucesso. Não que se revista de grande novidade para quem olha e pensa a Escola, mas, após a leitura da informação veiculada hoje, o sentimento que perpassa é a desilusão. Não obstante, considerando que os atores que tutelam a Educação são agora outros, e que estarão verdadeiramente preocupados com as aprendizagens e competências dos alunos, oxalá não se perca aqui mais uma oportunidade de se valorizar a Escola e a Educação nos Açores. Tomara que se vislumbre, de uma vez por todas, a direção do foco das medidas a implementar. Creio que fica agora mais claro que o problema nunca esteve em Conselhos Executivos e, muito menos, nos professores ou na qualidade da sua docência. A verdade é que, dos elencados no Prosucesso, os Eixos de Ação onde, realmente, se viu empenho e trabalho foram o da «promoção do desenvolvimento profissional dos docentes», e o «foco na qualidade das aprendizagens dos alunos», o que é o mesmo que dizer que os professores foram os únicos comprometidos com «a redução da taxa de abandono precoce da educação e da formação» e com «o aumento do sucesso escolar em todos os níveis e ciclos de ensino, em sintonia com a Estratégia Europeia para a Educação e Formação, Europa 2020».
Reitero o que pensava há seis anos, por altura da discussão pública deste documento: “Há que criar oportunidades para que os alunos possam ultrapassar as suas dificuldades, há que investir no garante de horas docentes para o devido acompanhamento aos alunos em dificuldades. Há que perceber que só se melhora treinando. Há que perceber que a escola não pode ser um espaço de recreio constante, nem de ocupação de tempos livres.”, assim como há que incentivar e premiar o esforço e o empenho. Há que perceber ainda que, embora os recursos sejam limitados, os fundos canalizados para a educação terão de ser encarados como investimento e nunca como despesa.
Como em Governos anteriores, voltou a pedir-se, muito recentemente, um pacto de regime em torno da Educação. Embora tenha sérias dificuldades em crer neste tipo de acordos, considerando que os próprios políticos envolvidos dificilmente se alinham em alguma matéria, estou expectante que desta vez sejam ouvidos, com atenção, aqueles que trabalham todos os dias com os alunos e que, com eles, vão tentando conquistar um futuro promissor e de verdadeiro sucesso pessoal e profissional.
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