TIAGO FRANCO ESCREVE SOBRE A PAROLICE BEATA DO PR

AO DOMINGO PÁRO SEMPRE PARA IR À MISSA|
Existem 193 países reconhecidos pelas Nacões Unidas. A estes juntam-se outros dois, apenas como observadores (seja lá isso o que for). Um deles é uma praca onde as pessoas fazem fila para ver uma basílica ou onde presidentes de estados laicos vão no meio de pandemias, chamado Vaticano. O outro é uma prisão a céu aberto chamado Palestina.
Depois, se as contas não me falham, há mais uns 6 ou 7 pedacos de terra que uns países reconhecem como A e outros dizem que é B. Maior parte das pessoas desconhecem a sua existência, presumo. Férias na Transnístria, quem nunca?
Resolvi contá-los, aos países entenda-se, na demanda desesperada de encontrar um que me deixe ver sol sem exigir que participe nas filmagens do “apocalypse now”.
Encontrei 7 corajosos (Portugal está ali para referência) que não exigem testes, quarentenas e nível IV de treinador para lá entrar.
No meu caso que já ando a bater com a cabeca nas quinas do móveis, este tipo de informacão é uma espécie de servico público. Está ali ao nível das recomendacões da DGS e já faz parte dos meus sonhos mais intímos.
Diria mais, para retratar o “grito” de Munch com detalhe. Neste momento, em Marco de 2021, 13 meses depois de ter comecado a trabalhar em casa, de os blocos soviéticos de Tirana parecem-me Art Nouveau de ruas catalãs. O lago Ohrid, na Macedónia, dá ares de Polinésia Francesa. Podgorica, só por manifesta má vontade, é que não me recorda das cores de Havana.
Ainda pensei escrever sobre Marcelo e a sua visita ao Vaticano. Lembrei-me do pessoal que está em Lisboa e paga multa para ir à Costa ver o mar. Lembrei-me que durante uma pandemia, onde se forca a populacão a confinar, o PR deveria dar o exemplo e, caso tivesse mesmo que fazer uma visita de Estado, que fosse a um sítio qualquer onde pudesse meter uma cunha num laboratório e voltar com uns caixotes de vacinas. Aí ainda era capaz de perceber o sentido da coisa.
Assim pareceu-me só ridículo e de uma beatice que me obriga a puxar de um vocabulário mais terreno.
De modo que achei melhor não escrever. Ainda ofendia alguém.
Um copo em Tirana?
Chrys Chrystello
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PAN NÃO DEIXA CAIR GOVERNO NOS AÇORES

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Ventura pode retirar confiança política a deputados. PAN chumba eventual moção de censura ao Governo
André Ventura rumou esta semana aos Açores e, pela segunda vez em pouco mais de um mês, o governo regional fica sob ameaça. O líder nacional do Chega já tinha esta deslocação ao arquipélago agendada para falar das eleições autárquicas mas, de acordo com o “Observador”, pôs em cima da mesa a retirada da confiança política a um dos dois deputados. Os parlamentares açorianos, contactados pelo Expresso, classificam a notícia do jornal online como “um disparate” e “uma novidade pura”.
Em causa estará um desentendimento relacionado com o Rendimento Social de Inserção (RSI). José Pacheco, um dos dois deputados, fez uma publicação na sua página pessoal e na página do partido no Facebook em que declarava que o Chega está “contra o aumento” do RSI na região autónoma. O parlamentar, que é secretário-geral do Chega-Açores, sinalizou o aumento de beneficiários “em mais de 200 no início deste ano”. A publicação seria retirada da página do partido por Carlos Augusto Furtado, o outro deputado na assembleia legislativa e presidente do Chega Açores, sublinhando que “o Chega tem a obrigação de contribuir para a resolução deste problema e não apenas criticar por criticar”. Posteriormente, José Pacheco retirou também a publicação do seu Facebook pessoal.
Contactada pelo Expresso, a assessoria de Ventura confirmou a viagem aos Açores na quinta-feira para “falar com a delegação regional, que inclui os dois deputados, a propósito das eleições autárquicas”. “Relativamente ao conteúdo da notícia do ‘Observador’, não faremos qualquer comentário”, acrescenta.
O governo regional de José Manuel Bolieiro é formado por uma coligação entre PSD, CDS e PPM e sustentado por acordos de apoio parlamentar com os dois deputados do Chega e um do Iniciativa Liberal. No total, os cinco partidos garantem os 29 deputados necessários para a maioria absoluta. Se um dos deputados do Chega perder a confiança política do líder nacional, poderá renunciar ou tornar-se independente. Resultado: a governação ficaria comprometida. No entanto, há quem esteja pronto a entrar em cena para garantir a estabilidade governativa no arquipélago.
“FANTOCHES” NAS MÃOS DE VENTURA
Em socorro do governo de Bolieiro poderá avançar o deputado único do PAN-Açores, Pedro Neves. Assegurando que “o PAN não substitui um partido como o Chega nem será flor de lapela de ninguém”, o deputado diz ao Expresso que se houver uma moção de censura “para mandar abaixo o governo, sem dúvida que o PAN tudo fará para que este continue”. Não sendo, mesmo assim, um “apoio total à governação em si”, antes “a uma governação sólida para os açorianos”, distingue.
Ao mexer com os deputados regionais, que Pedro Neves descreve como “fantoches” e um “brinquedo novo” nas mãos de Ventura, o líder nacional do Chega “está a mexer com a assembleia regional” da qual o deputado do PAN também faz parte. “Ventura já demonstrou que não respeita a autonomia e que está a usar os Açores como um joguete para as suas agendas políticas continentais”, acusa.
Pedro Neves vai mais longe e carrega nas críticas ao dizer que “os deputados regionais do Chega não decidem absolutamente nada” e ao indiciar que a atual atividade parlamentar poderá ser uma antecâmara de uma eventual “remodelação do xadrez político”. “Tanto o PAN como o IL já demonstraram que o poder que têm na Assembleia é bastante mais importante do que o do Chega”, avalia. O deputado do PAN considera que o Governo tem condições para continuar — “sem dúvida”, enfatiza — e que o foco atual é o orçamento da região.
Em fevereiro, Ventura foi aos Açores, ameaçando romper o acordo que sustenta a ‘geringonça’ de direita. O líder nacional do partido não gostou de ver PSD e CDS a rejeitarem entendimentos pré-eleitorais com o Chega para as autárquicas, acusando-os de fazerem bullying político. Tudo ficou sanado na altura, agora a indefinição volta a pairar sobre o arquipélago.
(Filipe Garcia e Helder Gomes – Expresso de 12/03/2021)
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Tânia Fonseca é a nova Diretora Regional para a Promoção da Igualdade e Inclusão Social – Jornal Açores 9

A Vice-Presidência do Governo Regional dos Açores informa que Tânia Duarte de Almeida Moreira da Fonseca é a nova Diretora Regional para a Promoção da Igualdade e Inclusão Social. A nova Diretora Regional para a Promoção da Igualdade e Inclusão Social exerceu, desde janeiro de 2014, o cargo de vice-presidente da Câmara Municipal da Ribeira […]

Source: Tânia Fonseca é a nova Diretora Regional para a Promoção da Igualdade e Inclusão Social – Jornal Açores 9

quando for grande quero ser deputado ou a crónica Uma conversa francade Atº Bulcão

Uma conversa franca
O professor avisou os alunos, logo no início da aula: iam receber a visita de um deputado. Que se portassem bem os meninos e meninas, não é todos os dias que tinham a honra de ver a poucos metros alguém tão importante.
Quando o representante do povo entrou, os jovens ficaram com a boca aberta. Muito prezado, com um fato à medida, uma gravata sóbria mas lindíssima, os sapatos parecendo comprados na véspera, sim senhor, ali estava sem dúvida uma pessoa bastante importante.
E o sorriso franco? E os braços abertos como quem quer abraçar a turma toda? E a voz serena mas muito bem timbrada? Credo, o homem era um espectáculo.
– O que quereis ser quando acabarem o secundário? – entrou bem o deputado, “breaking the ice”, como hoje se diria. Os alunos entreolharam-se. Era sempre uma pergunta difícil. Embora alguns já tivessem ideias definidas sobre o seu futuro, dizerem-no quase firmava um compromisso, preferiam um “ainda não sei”, fosse para os mestres, fosse para aquelas senhoras que estudam vocações. O deputado seguiu outro caminho. Para ele, para a frente é que era…
– Algum de vocês gostaria de ser professor?
Nenhum dedo se levantou. Algumas cabeças ainda se viraram, à espera de verem um indicador perdido no ar, mas nada. O deputado insistiu:
– E médico? Ou advogado? Engenheiros?
Aqui já houve alguma reacção. Três viam-se a construir, duas a tratar de maleitas, outro a defender criminosos. Mas o deputado rapidamente percebeu que os jovens queriam fazer perguntas, mais que responder às dele. Pôs-se à disposição, também como se muito se diz hoje.
– O senhor o que faz?
– Sou deputado, como sabem…
– Sim, mas qual é a sua profissão? Se deixar de ser deputado, o que vai fazer?
– Sou político profissional.
– Mas quais são as suas habilitações?
– Tenho o 12º ano.
– E nunca trabalhou em nada?
– Não, sempre ambicionei ser político e consegui.
– E ganha bem?
– Ganho de acordo com o meu estatuto…
– Sim, mas quanto é, para a gente ter uma ideia? Ganha mais que o nosso professor?
O professor ficou embaçado. Os alunos estavam a ser impertinentes. Já com muitos anos de ensino, levava para casa mil e poucos euros. Tentou mudar de assunto, para não ofender o deputado.
– Isso agora não interessa… Querem saber mais coisas ou ficamos por aqui?
– Quanto é que o professor ganha? – insistiu o tal que queria ser advogado.
– Mil e tal euros, líquidos… Estás satisfeito?
– Não senhor. Gostava de saber quanto ganha o senhor deputado. É mais ou menos a mesma coisa?
– Não – respondeu o deputado – ganho mais do dobro.
– Ah, então já sei o que quero ser quando for grande.
– Mas não querias ir para Direito?
– Queria, mas depois desta conversa mudei de ideias. Quero ser político profissional.
A sala encheu-se de dedos no ar e de “eu também”.
O deputado decidiu retirar-se rapidamente, com um balbuciado “até breve”. Mas ainda conseguiu ver, pelo canto do olho: o professor também tinha o dedo no ar…
Post Scriptum – dedico esta crónica:
1 – A todos os meus alunos que querem ter as maiores qualificações académicas e, posteriormente, uma profissão que os realize e permita concretizar sonhos.
2 – A todos os deputados e deputadas que cumprem um serviço público, suspendendo as profissões que desenvolviam antes de eleitos, com a certeza de que, findo o seu mandato, não ficarão no desemprego.
3 – Aos ex-deputados e deputadas que estão desempregados, por terem julgado (mal) que podiam passar a vida toda numa carreira que não o é.
4 – A um professor que assina os seus escritos como “deputado do PS na ALRA”. Aconselho vivamente a leitura da sua última crónica, publicada neste mesmo jornal no dia 5 do corrente mês. Se é mesmo o que pensa, o que escreveu e publicou, ainda bem que foi para deputado. Porque nem quero imaginar os conselhos que daria como professor aos seus alunos.
António Bulcão
(publicada hoje no Diário Insular)
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Tomás Quental · As razões de tanto “ódio”

As razões de tanto “ódio”
O dr. Vasco Cordeiro, antigo presidente do Governo Regional dos Açores, presidente do PS-Açores e líder parlamentar socialista na Assembleia Legislativa Regional, é um homem honesto e uma pessoa estimável. Eu ouvi com todo o interesse a entrevista que deu à RTP-Açores. Ele disse, nomeadamente, que o que une os cinco partidos que apoiam o actual Governo Regional é o “ódio ao PS”. Sim, tem razão.
Mas o dr. Vasco Cordeiro parece que ainda não reflectiu sobre a razão ou razões por que se criou tanto “ódio ao PS”. Aqui é que está o principal problema. E a razão ou razões de tanto “ódio ao PS” foram os muitos anos da política socialista de “quero, posso e mando”, em que o PS se transformou em “dono disto tudo” nos Açores, ignorando muitas vezes a oposição e afastando-se também muitas vezes da sociedade, dos seus problemas e das suas necessidades.
O PS começou muito bem, mas acabou mal. O mesmo já tinha acontecido com o PSD. O PS, quando chegou ao Governo Regional, ao fim de muitos anos de governação social-democrata, foi fantástico: abriu a sociedade, trouxe ar político novo, apostou em novos sectores económicos, incrementou novas dinâmicas sociais, realizou obras públicas muito importantes e investiu mais na Educação, entre outras ações. Mas depois, lamentavelmente, foi piorando com os anos, cometendo muitos erros, nomeadamente com projectos sem sentido numa Região Autónoma de limitados recursos financeiros. Dois exemplos apenas: gastou muitos milhões de euros numa “Casa da Autonomia” e num “Centro de Artes Contemporâneas”, que nunca serviram nem servirão para nada, enquanto os hospitais regionais estavam e estão na penúria de meios técnicos e de recursos humanos. Isso não é socialismo democrático: é, sim, má governação!
O PS perdeu a maioria absoluta nas últimas eleições legislativas regionais porque, depois de um início muito bom, acabou governando encerrado em si mesmo, afastado do interesse colectivo, com as suas elites manifestando muitas vezes arrogância política e falta de humildade democrática, como pensando que o poder seria eterno. Enganaram-se!
O dr. Vasco Cordeiro disse, também, que a actual solução política e governamental açoriana, assente em cinco partidos que até já se criticam no parlamento regional, não tem consistência suficiente para ter um projecto de futuro para os Açores. Partilho da mesma opinião. De resto, há secretários regionais, após três meses de serem empossados, parece que não sabem ainda que são governantes, porque não dão qualquer sinal de ação. Devem estar a desinfectar os gabinetes, talvez, porque trabalho não se vê nada. Mas também aqui há um aspecto que o dr. Vasco Cordeiro, apesar de ser um homem inteligente, parece que ainda não percebeu: a “geringonça” açoriana permitiu, pelo menos, abrir a janela da democracia açoriana para entrar ar político novo. A Assembleia Legislativa recuperou o seu papel central, contra a governamentalização que existia do regime autonómico regional. É preciso mais? Com certeza que sim. Então, se o PS, que continua a ser o maior partido no arquipélago embora com maioria relativa no parlamento, quer recuperar a confiança maioritária dos açorianos e das açorianas, tem que se refundar, reorganizar e purificar, recuperando os ideais iniciais, de progresso, justiça social e democracia, longe do “quero, posso e mando” que o caracterizou durante muitos anos.
O PS, se se mantiver como está, com as mesmas ideias e as mesmas práticas, até com dirigentes que cada vez que falam – não me refiro ao dr. Vasco Cordeiro, como é óbvio – só arranjam mais anti-corpos para o partido, então vai continuar por muitos anos na oposição, apesar de a “geringonça” açoriana muito dificilmente conseguir um patamar de maior progresso e de maior felicidade para todos os açorianos e para todas as açorianas, porque faltará sempre a consistência suficiente para um projecto de longo alcance, mesmo com a boa vontade, a competência e a honestidade de vários governantes actuais.
Jorge Rebêlo, Maria Das Neves Baptista and 29 others
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osvaldo cabral Plano de Recuperação e Resiliência

O povo tem razão: o que nasce torto tarde ou nunca se endireita.
O Plano de Recuperação e Resiliência nasceu torto pelas mãos do Governo de Vasco Cordeiro, mantém-se torto no Governo de José Manuel Bolieiro e, mais grave, parece que vai mesmo ser aplicado à imagem e semelhança da sua mediocridade.
Este Plano faz parte da estratégia europeia para a recuperação da economia nos países membros.
A Portugal, incluindo as duas Regiões Autónomas, caberá uma verba de 13,842 mil milhões de euros.
O Governo da República destinou, inicialmente, um valor da ordem dos 649 milhões de euros para os Açores, mas depois voltou com a palavra atrás e inscreveu apenas 580 milhões na proposta que foi lançada à consulta pública e que terminou no dia 1 deste mês.
O Governo de Vasco Cordeiro, sem dar cavaco a ninguém, distribuiu o montante que nos cabe por vários sectores, sendo que o sector da administração pública abocanhou as maiores fatias, o que diz bem sobre como pensava o governo anterior em recuperar a economia regional: atirar dinheiro para cima dos mesmos, os que se governam à custa do orçamento público.
O actual governo, apanhado a meio desta trapalhada, em vez de reformular o Plano, desculpou-se com a falta de tempo para não atrasar a aprovação do documento e deixou-o ficar como estava.
É um disparate pegado, porquanto o Plano foi posto à consulta pública, por obrigação e precaução da Comissão Europeia (por saber o que é que casa gasta), pelo que a região tinha oportunidade, até ao passado dia 1 de Março, para corrigir e alterar o que muito bem entendesse.
Pelo meio surge a polémica sobre a falta de 140 milhões de euros que tinham sido acordados entre o Governo Regional anterior e o da República.
Vasco Cordeiro e Sérgio Ávila viram-se obrigados a explicar como tinham chegado ao referido acordo, depois de se terem estendido ao comprido ao exigir do actual governo regional explicações para a falta da verba retida em Lisboa.
O governo de Bolieiro não quis ficar atrás e comete outro disparate ao escrever esta semana a António Costa exigindo a reposição dos 140 milhões “que se destinam às empresas”.
Como?! Às empresas?
E porque não à administração pública?
Por que razão as empresas, o sector produtivo, já de si penalizado num Plano mal feito, é que devem ser penalizadas e não o sector público?
Ou seja, se não forem repostos os 140 milhões, são as empresas que vão “gramar” e a administração pública, os lobbies do costume, fica intacta.
Este governo parece guiar-se pela máxima de querer “fazer sempre o mesmo esperando resultados diferentes”.
Está visto que este Plano não vai resultar, porque foi idealizado por políticos, congeminado em gabinetes de políticos e vai acabar por ser distribuído pela clientela política.
No meio de uma crise social e económica como a que estamos a enfrentar, quando as famílias açorianas, empresas e trabalhadores precisam de tantos recursos para recuperarem da enorme pancada desferida por esta pandemia, por que cargas de água este Plano destina mais de 100 milhões de euros para uma coisa chamada “transição energética”?
Pior do que não ter a noção das prioridades regionais, é a percepção gravíssima de que isto está em roda livre e não existe na região nenhum mecanismo de controle e fiscalização para os milhões que vêm por aí fora.
Já bastou o Plano ter sido elaborado nas costas da população e dos parceiros sociais (por isso a Comissão Europeia obrigou a efectuar uma consulta pública), precisamos agora de criar um mecanismo independente, com personalidade sérias e fora dos círculos da política, para fiscalizar a distribuição dos fundos.
À semelhança do proposto a nível nacional, devemos criar uma plataforma pública, tipo Portal da Transparência, para sabermos para onde estão indo os fundos, como são aplicados e quais os resultados.
O actual governo deve deixar-se deste comodismo e desculpas esfarrapadas em não querer alterar o Plano e pôr-se a mexer um bocadinho mais para termos uma verdadeira recuperação e resiliência, criando riqueza e empregos nesta região, em vez de engordar o monstro da administração pública regional.
Como se viu ainda esta semana, vai prosseguir com a asneira do governo anterior em atirar mais dinheiro para empresas falidas e arruinadas, como a Sinaga, como se esperasse resultados diferentes.
Ainda vai a tempo de acordar e de nos livrar de mais pesadelos.

(

Osvaldo Cabral

– Diário dos Açores de 03/03/2021)

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  • Osvaldo Cabral faz lembrar o Pe. António Vieira e o seu famoso sermão Pregar aos Peixes. A diferença é que António Vieira obteve resultados, conseguindo que os nativos do Brasil fossem poupados. Neste caso os tubarões comeram os peixes antes do sermão…

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  • Prioridade número um dos políticos de fantochada: serem reeleitos. Como é que se ganham eleições numa região com um elevado número de funcionários públicos e elevada abstenção? Investindo na administração pública.…

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