o incompetente ministro da ciência

Ficamos ontem a saber, pelo Magnífico Reitor da UAc, que o ainda Ministro Manuel Heitor recusou assinar o contrato de financiamento.
Mantenho tudo o que escrevi, aqui, há cerca de um mês!
É verdade que estamos em campanha eleitoral e registei com agrado que o líder do PS não se esqueceu dos Açores.
Contudo, valorizo muito mais a resolução dos pendentes com os Açores, do que estas presenças para mandar uns recados ao Rio e degustar um bom bife de carne dos Açores…
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O Ministro Manuel Heitor
Quem se recorda da sua vinda aos Açores em fevereiro de 2020, quando prometeu o reforço de verbas para a Universidade dos Açores, de 1,2 milhões de euros entre 2020 e 2023?
Quem se recorda do que disse em 19/03/2021?
Eu ajudo a recordar “O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, disse pretender que o contrato-programa de apoio à Universidade dos Açores (UAc) entre em vigor no próximo ano letivo, afirmando que o protocolo ainda não está assinado. “.
Sr. Ministro Heitor as SUAS INCOMPETÊNCIAS os Açorianos conhecem bem!
Podia escrever muito mais sobre o “Centralismo” e outras incompetências para com os Açores, mas, como já estou com espírito de Natal, fico-me por aqui.
O Primeiro Ministro António Costa, em respeito pelos Açorianos e pela nossa Autonomia, devia demitir este ministro!
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ANTÓNIO BULCÃO QUEM REPRESENTA QUEM?

Quem representa quem?
A democracia é o regime em que a soberania reside no povo. Muitos preferem uma definição mais simples, dizendo que a democracia é do povo e para o povo.
Depois de 48 anos de ditadura, com partido único e eleições de fachada, é comum dizer-se que vivemos numa democracia desde 1974. Mas enquanto a maioria de nós pensou “o que é a democracia pode fazer por todos?”, alguns pensaram “o que é que a democracia pode fazer por MIM?”.
Esta minoria rapidamente se apercebeu de como funcionava a democracia representativa. Através dos partidos. Durante muito tempo para quase todos os órgãos nacionais, regionais e locais, a partir de certa altura permitindo a lei candidaturas independentes para as autarquias. Mas, para a Assembleia da República e para a Assembleia Regional, os partidos mantiveram o seu monopólio ao nível da possibilidade de candidatura. Era a oportunidade dos tais que pensaram “o que é que a democracia pode fazer por MIM?”.
Ao fim de alguns anos, estabeleceu-se a certeza de que eram “sempre os mesmos” os candidatos naquelas eleições. E eram. Com algumas excepções, nos partidos que exerciam o poder. Os lugares cimeiros eram ocupados por quem já se sabia que iria “sair para o governo”, e lá deixavam as cúpulas que lugares mais abaixo na lista fossem preenchidos por “caras novas”. Mas os tais “mesmos” tinham sempre lugar seguro: se o seu partido ganhasse as eleições, iam realmente para o governo. Se perdesse, iam para deputados.
Conheci professores que nunca deram uma aula, entregues à árdua tarefa de nos representarem. Funcionários públicos que deixaram de funcionar publicamente para tomarem assento na Assembleia. E pessoas que nunca trabalharam na vida deputados vitalícios. Políticos de profissão. No interior dos partidos, de quatro em quatro anos, era uma guerra pegada, para a ocupação dos “lugares elegíveis”. E os eleitos eram outra vez os mesmos…
No meio deste sistema de “por costume serem os mesmos”, deixámos de nos perguntar se os eleitos tinham realmente capacidade para nos representarem. Habituámo-nos. Elegíamos deputados que depois não ocupavam o seu lugar nos parlamentos. E a democracia foi ficando cada vez mais representativa apenas na teoria.
Nas próximas eleições, o PS apresenta como primeiro candidato Francisco César, filho de Carlos César. Nenhum deles trabalhou um dia que fosse na vida. Nessa medida, representam uma minoria, já que a maioria não tem outro remédio senão trabalhar para viver.
Sérgio Ávila é o segundo da lista. Trabalhou uns poucos anos, mas há 26 anos que não larga a “coisa pública”. E só por milagre não alargará para 30 anos essa sede de serviço.
O que seria de um e outro, se o PS tivesse constituído governo nos Açores? Francisco César teria sido o quê? Presidente da Assembleia Regional? Secretário regional? E Sérgio Ávila? Seria neste momento novamente vice-presidente, com todas as alegrias que o cargo lhe proporcionava?
Como a coisa não lhes correu de feição, toca a cavar daqui para fora. Vamos para Lisboa, isto aqui nas ilhas já deu o que tinha a dar. Vasco Cordeiro e muitos dos que querem os lugares que eles deixarão vagos na Assembleia Regional ficam contentes. Vão-se livrar deles…
Mas… e quem votou neles? Ficará contente também? Afinal, há pouco mais de um ano, votaram em tais personagens para os representarem, ou para eles fazerem o que é melhor para os próprios?
Com quase 48 anos de democracia, talvez seja mais que tempo de pensarmos nisto muito a sério. Começando já daqui a 12 dias. Escolhamos para nos representar quem realmente o merece e quer assumir o seu mandato, pensando no povo que, pelo menos na Constituição da República, continua a ser soberano.
António Bulcão
(publicada hoje no Diário Insular)
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ps mais uma infração ao trânsito por uma selfie

Esta gente acha que vale tudo e que podem tudo. Estacionar na berma nesse local é proibido e perigoso. O Cabrita é que vai a organizar o trânsito?
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Most relevant

se procura um país pequeno…

http://www.worldatlas.com/articles/100007-the-10-smallest-countries-in-the-world

Açores, Área 2.346 km²

 

1 – Vatican – 0.44 km²

2 – Monaco – 2 km²

3 – Nauru – 21 km²

4 – Tuvalu – 26 km²

5 – San Marino – 61 km²

6 – Liechtenstein – 160 km²

7 – Saint Kitts and Nevis – 261 km²

8 – Maldives – 300 km²

9 – Malta – 316 km²

10 – Grenada – 344 km²

 

 

Sistema de voto antecipado está preparado para um milhão e 200 mil eleitores – Rádio Ilhéu

O sistema de voto antecipado em mobilidade nas legislativas está preparado para um milhão e 200 mil eleitores, através de 2.600 secções, que poderão ainda ser aumentadas.

Source: Sistema de voto antecipado está preparado para um milhão e 200 mil eleitores – Rádio Ilhéu

oSVALDO CABRAL A POLÍTICA fERRERO rOCHER

í
A política portuguesa, incluindo a açoriana, sofre da síndrome das ofertas de Natal.
Não sabe o que oferecer ao familiar ou amigo? Pois sai uma caixa de Ferrero Rocher!
A política está igual, como temos visto nos sucessivos debates, com muita falta de imaginação e onde se recorre, permanentemente, à proposta mais banal como o chocolate italiano.
Já não há bombom a que o eleitor possa cobiçar, ou confiar, tal é o discurso diarreico da classe política, recheado de promessas velhas como os 75 anos do bombom natalício mais banal.
Por cá, vamos na mesma senda.
A coligação, que se tem mostrado um autêntico Ambrósio em matéria de inovação, resolveu nos últimos dias recorrer à política fantasma, nomeando pessoas que deviam estar a tratar dos netos e dar lugar a outras gerações.
A coligação não se pode queixar, nesta entrada do novo ano, do sofrimento que é dar tiros nos pés, que é como quem diz, comer apenas a crosta do chocolate, deixando o miolo para as justas críticas dos partidos da oposição.
O problema é que todos os partidos têm os seus Ambrósios, sempre prontos a servir a velha senhora, em nome das achocolatadas mordomias.
Alguns deles andam agora a reabilitar o primeiro-ministro António Costa, um dos piores que a nossa Autonomia teve de aturar.
O tal que prometeu mais de 1 milhão de euros anuais para a Universidade dos Açores, já lá vão quase dois anos, sem que cumprisse com uma simples pitada de avelã.
É o mesmo que impôs a abertura dos aeroportos açorianos no auge da pandemia, em nome da coesão territorial, mas agora não aplica ao território da coesão os apoios aos empresários açorianos no aumento do salário mínimo, fazendo uma lei dedicada exclusivamente aos empresários continentais.
Já para a defunta proposta da Lei do Espaço não se esqueceu do território da coesão, tornando-nos mero espectadores perante os centralistas deste mandato desastroso.
Este é o primeiro-ministro que teima em não cumprir a lei em relação ao pagamento dos ex-trabalhadores da Cofaco, apesar da verba estar inscrita em Orçamento de Estado.
Foi este governo da República que prometeu 3 radares meteorológicos para a nossa região e em seis anos apenas entregou um!
A nova cadeia, em seis anos, continua embrulhada em bagacina tórrida, envolta em papel tão lustroso como o famoso chocolate de 72 calorias.
Em seis anos não conseguiu cumprir as obrigações de serviço público para transporte de carga aérea, enredando-se num processo tão mal conduzido pelo seu famigerado ministro da tralha ferroviária e da funesta TAP.
O mesmo que chamou ao subsídio de mobilidade “um esquema absurdo e ruinoso para as finanças públicas”, sem que conseguisse alterar nada na meia dúzia de anos de governação.
Andaram a prometer o reforço dos meios humanos e equipamentos para as forças de segurança e, afinal, somos nós, a região, que damos viaturas e computadores para dignificar o trabalho dos profissionais das forças militarizadas.
A prometida ampliação da pista da Horta lá continua inscrita de orçamento em orçamento e não se admirem se, nesta campanha eleitoral, voltar a figurar na lista de promessas.
A limpeza ambiental da Base das Lajes e os 167 milhões de euros incluídos no saudoso PREIT é só mais uma para a colecção da má consciência deste grande génio que se despede da governação, sem saudades, que é o Ministro dos Negócios Estrangeiros.
A lista é tão extensa e tão refinada como o bombom que nasceu em 1946.
Tudo isto é tão bolorento como as promessas que vamos ouvindo, mais uma vez, por estes dias, comprovando a decadência em que se encontra o nosso país, com os mais pequenos do leste a ultrapassar-nos a todos os níveis.
Por isso, no dia 30, vai ou não dizer que lhe apetece algo?
(Osvaldo Cabral – Diário dos Açores de 12/01/2022)
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You, Ana Franco and 15 others
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