o património da SINAGA

SINAGA
O Deputado da Iniciativa Liberal, Nuno Barata, exige do Governo medidas imediatas para cessarem as operações de desmontagem e remoção de equipamentos na unidade da SINAGA na Rua de Lisboa, em Ponta Delgada
” – Projeto de Resolução
Recomenda ao Governo a criação de um Núcleo Museológico da indústria Açoriana dos séculos XIX e XX
para integrar a Rede de Museus e Coleções Visitáveis dos Açores
Exposição de Motivos
Considerando a recente extinção da Sociedade de Indústrias Agrícolas Açorianas, S.A. (SINAGA) e que a
mesma apresenta um património rico em equipamentos industriais;
Considerando ainda que esta importante indústria do século XX, constituída em 1968, foi de relevante
importância económica e social para a ilha de S. Miguel e Açores em geral;
Considerando terem sido registados, nos últimos dias, indícios de desmantelamento e remoção para lugar
desconhecido, de equipamentos e outras estruturas, sem ter sido efetuada uma avaliação prévia do seu
interesse histórico;
Tendo em conta o elevado interesse histórico e patrimonial de determinados equipamentos existentes
naquela empresa, agora extinta, nomeadamente na zona denominada por refinaria;
Tendo em consideração o interesse arquitetónico dos edifícios industriais da SINAGA, sitos à Rua de Lisboa;
Considerando ainda outro valioso espólio industrial, dos seculos XIX e XX, disperso pela ilha de S. Miguel e
ainda por inventariar e classificar;
Considerando que nos séculos em referência se registaram as fases mais prósperas dos Açores e da Ilha de
São Miguel em particular;
Considerando a importância da preservação do património histórico das nossas Ilhas;
Considerando que a salvaguarda do edifício da Rua de Lisboa é um fator de valorização dos terrenos
sobrantes para efeitos de venda;
Considerando que a oferta museológica diversificada é fundamental para a valorização do destino turístico
Açores;
Vem o Deputado abaixo assinado, da Representação Parlamentar da Iniciativa Liberal, ao abrigo do disposto
no artigo 31.º, n.º 1, alínea d), do Estatuto Político-Administrativo da Região Autónoma dos Açores, e artigos
114.º e 115.º, n.º 1, aplicáveis por força do artigo 145.º, n.º 1, todos do Regimento da Assembleia Legislativa
da Região Autónoma dos Açores, apresentar o seguinte projeto de resolução:
t: 296 204 215 e: ilrpacores@gmail.com
A Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores resolve, nos termos do artigo 44.º, n.º 3,
do Estatuto Político-Administrativo da Região Autónoma dos Açores, recomendar ao Governo Regional dos
Açores:
1. Dê instruções aos responsáveis pelas instalações da SINAGA para cessarem, de imediato, qualquer
operação de desmontagem e remoção de equipamentos na unidade da Rua de Lisboa, em Ponta
Delgada;
2. Proceda à recolha e inventariação de todo o equipamento relativo a outras preponderantes unidades
industriais já desativadas, detidas pela Região e/ou por privados que dele queiram desfazer-se, com
valor histórico e passível de ser musealizado;
3. Proceda à criação de um núcleo museológico da indústria Açoriana dos séculos XIX e XX, a instalar
nos edifícios industriais da denominada refinaria, da extinta SINAGA e a integrar a Rede de Museus e
Coleções Visitáveis dos Açores.
O Deputado Regional”
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PATRIMÓNIO DA SINAGA

SINAGA: no mínimo, respeitem a história
.
Não é o encerramento da fábrica o que está em causa, tampouco a sua liquidação. O que, no mínimo, não se pode nem deve admitir é o completo desrespeito pela história, que ultrapassa a da própria fábrica e a do esforço empreendedor dos açorianos do século XIX: é da História dos Açores; da nossa luta em resistir nestas ilhas, da garantia da nossa subsistência, da nossa emancipação, e até a da conquista da autonomia de 1895, já que “A Fábrica do Açúcar de Santa Clara” é uma sobrevivente da “questão do álcool” e do garrote fiscal com que então Portugal nos afogou, transformada que foi de fábrica de álcool em fábrica de açúcar de beterraba, a primeira e única nos Açores e em Portugal até quase finais do século XX e tempo em que os alemães, agora via CEE, voltaram a mandar em Portugal.
Dizem, para nos enganar e amansar, “que todos os equipamentos em razoável estado de conservação estão salvaguardados pela DRC”. Imagino que sim, como se a preservação daquele património histórico se resumisse a acrescentar as coleções do Museu Carlos Machado, como outrora, com o desgraçado sucesso que se conhece, foi feito com as Locomotivas da Doca.
Como se não conhecêssemos a sensibilidade e desapego pelo lucro fácil que esta gente tem, como foi o caso da “Fábrica da Baleia nas Capelas”, sendo que na SINAGA, tratando-se de património público, nem há que recorrer à expropriação!
Sobre as propostas recebidas, informam:
“foram competitivas entre si, oferecendo quantias irrisórias”, para logo se perceber a estratégia no explícito:
“(o SRFAP) preparou que os activos da SINAGA sejam vendáveis para um período posterior e para um processo que seja compatível com a existência de mais do que um interessado”. Ora bem, a começar pela “sucata”, à socapa e apressadamente, como se vê.
Sorte a nossa.
Fosse noutra ilha e até a ruína de uma praça de touros seria candidata a património mundial!
In AO de 05 de Outubro de 2021 (revisto e acrescentado)
May be an image of outdoors
Não pode valer tudo…
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  • André Pereira

    Políticos sem memória e sem história. Fosse noutra ilha e seria um museu, como é em S.Miguel é para mandar abaixo e vender por tuta e meia aos amigos da especulação imobiliária

património da SINAGA

A/O Regional
Santa Clara denuncia “atentado” na SINAGA
Paulo Faustino
O grupo independente de cidadãos ‘Santa Clara Vida Nova’ está indignado com o que diz ser o desmantelamento, contra a vontade da maioria dos habitantes da freguesia, de equipamentos pertencentes ao núcleo fabril da SINAGA e pediu que a Câmara Municipal de Ponta Delgada (CMPD) tome uma posição, demarcando-se do governo nesta matéria.
Ainda ontem, através do Facebook e de um artigo de opinião publicado num jornal local, Mário Abrantes, membro daquele grupo e um ‘histórico’ do PCP/A, denunciava a existência de um “desmantelamento predatório e acelerado, com destino à sucata, de maquinaria e equipamentos cultural e materialmente muito valiosos e únicos que constituíam o núcleo fabril da SINAGA”. Núcleo esse que, segundo referiu, “tanto os entendidos como os cidadãos da freguesia de Santa Clara (…) pretendiam que fosse preservado para o futuro com caráter museológico e, eventualmente, objeto da instalação complementar de um centro interpretativo do processo de produção do açúcar de beterraba que durante tantos anos prestou um apreciável contributo à economia dos Açores”. Abrantes, no seu texto, mostrou-se contundente: “o que está a acontecer, nas costas da cidade de Ponta Delgada (…), a um ritmo frenético de execução só explicável pela pressa em o tornar irreversível, é um grave e muito preocupante atentado a um valioso e centenário equipamento industrial pertencente ao património histórico, cultural e social dos Açores”.
Instado pelo Açoriano Oriental, o presidente da Junta de Freguesia de Santa Clara, reeleito por aquele movimento, afina pelo mesmo diapasão. António Cabral fala por si e em nome da maioria dos santaclarenses, para dizer que está a ser cometido um “crime” quando estão em causa equipamentos com mais de cem anos e alguns já estão desmantelados.
O autarca não acredita que o Museu Carlos Machado tenha capacidade para vir a receber aquele imenso património fabril, lamentando que o que se vê, por estes dias, é o recheio da antiga açucareira a ser expedido sem que os cidadãos, especialmente os de Santa Clara, se tenham pronunciado.
“Custa-nos muito. Queríamos ser ouvidos, não só Santa Clara, mas também os munícipes de Ponta Delgada e que a Câmara fosse chamada para um estudo sobre a melhor solução a dar à SINAGA”, frisou António Cabral, ressalvando, por um lado, que o equipamento industrial em questão tem grande valor patrimonial e poderia servir para fins museológicos e, por outro, que o vasto terreno envolvente à fábrica tem potencial para servir a população e o turismo, inclusive como espaço de convenções. Mas lamenta: “Não se sabe o destino que terão os terrenos, não nos dizem nada”.
Segundo António Cabral, o grupo ‘Santa Clara Vida Nova’ está a “trabalhar” sobre o assunto, admitindo a adoção de medidas.♦
Tutela esclarece situação nas instalações industriais
A Secretaria Regional das Finanças, Planeamento e Administração Pública (SRFPAP) começa por clarificar que o desmantelamento da antiga fábrica da SINAGA não é de agora, tendo começado pouco depois do anterior governo socialista ter anunciado, no final de 2017, a suspensão da transformação de beterraba em açúcar. Ou seja, considera ser no “mínimo abusivo” dizer-se que tal operação esteja a ser realizada “a um ritmo frenético de execução”.
Na verdade, o referido desmantelamento, ao qual estão afetos três a quatro trabalhadores, verifica-se na zona industrial, “de forma ordeira e devidamente priorizada”, envolvendo tancagens e respetivas canalizações no interior da fábrica; equipamentos localizados em zonas com elevado risco estrutural; equipamentos com elevado grau de deterioração e obsolescência e equipamentos exteriores.
“As instalações industriais da SINAGA, cuja segurança e vigilância foram reforçadas após o seu encerramento, apresentam um elevado grau de degradação, consequência da não manutenção do espaço nos últimos anos, pelo que, logo após o desmantelamento das tancagens, será dado início ao desmantelamento de equipamentos instalados em zonas com elevado risco de colapso”, informa uma nota da tutela enviada a este jornal.
A SRFPAP acentua que a falta de manutenção de equipamentos “leva a que muitos deles estejam extremamente degradados”, sendo que, “face à sua dimensão e ao claro risco de acidente no interior da fábrica, foi imperativo decidir pelo seu desmantelamento”. E faz notar que tais equipamentos “não se configuram passíveis de integrar qualquer projeto museológico nem têm, pelo estado em que se encontram, qualquer uso ou valor comercial”.
A Secretaria Regional das Finanças, Planeamento e Administração Pública esclarece ainda que todos os equipamentos em razoável estado de conservação estão salvaguardados pela Direção Regional da Cultura, através do Museu Carlos Machado. “Algumas peças foram já colocadas no Núcleo de Santa Bárbara e nos armazéns do Museu. Outras peças, a incorporar futuramente na coleção, carecem de inventariação e estudo a que procederá esta entidade”, acrescenta. / Paulo Faustino
Foto: João Pacheco de Melo
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desmantelamento da SINAGA

A ver se nos entendemos
Em relação ao processo da extinta SINAGA, já se vislumbra o seu desmantelamento. Não percebo o que andam os nossos Deputados a fazer e quem representam…. querem preservar o núcleo industrial da refinaria ou não??
+22
FIM DE CICLO – SINAGA
No final de julho fechou-se um ciclo. Uma das maiores empresas dos Açores, durante muitas décadas, a Sinaga, fechou as suas portas.
Uma empresa que conjugava a vertente de produção agrícola, com a produção industrial e comercialização. Uma das poucas indústrias que restavam nos açores e o fornecedor de referência dos açorianos de açúcar e álcool.
Muita gente estranhará não ver o açúcar nem o álcool da Sinaga nos Mini, Hiper mercados, mercearias por estes Açores fora.
A Laboração de beterraba era o período em que se transformava a beterraba em açúcar. Trabalhava-se 24 horas por dia em contínuo, de modo a aproveitar a matéria prima entregue pelos cultivadores.
Algumas fotos que refletem este período tiradas pelo Francisco Resendes para memória futura.
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preservação cultural em Mogadouro

Aprovou por unanimidade o Executivo da Câmara Municipal de Mogadouro, o Protocolo de Cedência da biblioteca particular de Maria da Conceição Madruga, à Biblioteca Municipal Trindade Coelho. Natural de Vale da Madre, Mogadouro, foi dirigente do Sindicato dos Professores do Norte, autarca em Viana do Castelo, Presidente do Conselho Diretivo da Escola Secundária de Monserrate, Presidente da Escola Superior de Educação de Viana do Castelo e do Centro de Formação de Professores, Presidente do Centro Cultural do Alto Minho e escritora, tendo diversos livros publicados, bem como inúmeras participações em revistas e jornais.
O Protocolo será assinado logo que estejam reunidas as condições de consulta das obras doadas.
Fica mais rica a Biblioteca Municipal Trindade Coelho e fica o público e os mogadourenses com o acesso a um acervo importante em várias áreas do conhecimento.
Um agradecimento especial à vereadora Virgínia Gomes que desde início acompanhou todo este processo e Diretor-Geral da DGLAB, Dr. Silvestre Lacerda que deu o apoio pessoal à elaboração de todo o processo.
Helena Olga Jesus and 22 others
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  • Jose Carlos Nascimento

    Um processo certamente importante para a preservação do acervo e da memória. E fascinante a forma como o DGLAB e comum amigo Silvestre Lacerda tem contribuído, entre outras coisas, para a preservação da memória deste país.

açores mais património ao abandono

Para não referir o Porto da Ribeirinha, o Porto das Feteiras também está ao abandono.
+3
Um lugar encantador das Feteiras abandonado!
Nem com o aumento do turismo a piscina teve sorte!
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MOGADOURO PATRIMÓNIO ABANDONADO

+2
A Estação Ferroviária de Mogadouro foi uma gare da Linha do Sabor, que servia a vila de Mogadouro.
Em 1 de Junho de 1930, entrou ao serviço o lanço entre Lagoaça e Mogadouro.
A Linha do Sabor foi encerrada em 1 de Agosto de 1988.
Fonte:wikipedia
Fotos:David Ferreira