GUETERRES EM KYIV

a onu é uma vergonha

Este mapa, saído no PÚBLICO em 2 de Abril, podia ter outra distribuição das forças. A questão é outra.
É interrogarmos como é isto possível na Europa no século XXI: um país ser invadido por um vizinho, que o agride e a que quer conquistar território, matando e destruindo o que apanha a jeito. Para que servem as Nações Unidas e dezenas de instrumentos de Direito Internacional?
Esta tragédia é uma vergonha para o mundo inteiro.
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  • Fátima Brito Monteiro

    A Rússia não entrou no século XXI. É uma nação fora da história, assim como várias outras por este planeta fora. Avanço científico e tecnológico não corresponde necessariamente a avanço civilizacional. E é por isso que a Rússia é tão perigosa. Tem nas …

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o caos e a onu parada

Para além do imediatismo, da informação/desinformação, da moral anterior ou recém-descoberta há problemas a resolver.
Não basta proclamar, não basta apontar os bons e os maus, não basta resoluções em que se mistura tudo e se esquece a história e a memória. É preciso pensar no dia de amanhã. O que adianta ter discursos inflamados sem pensar em soluções?
Já temos um Afeganistão devastado, entregue cobardemente ao pior fundamentalismo desde a 2ª guerra mundial, temos uma Síria, uma Líbia, o Iraque (que ainda paga indemnizações), onde não há um estado de direito, mas milícias e máfias (do ópio também) que se digladiam, onde não são respeitados direitos humanos mínimos.
Está também na mão da sociedade civil e da opinião pública fazer tudo para que a Ucrânia não se torne num estado pária.
Creio que haveria soluções, se todos os interessados quisessem colaborar, respeitando a Carta das Nações Unidas e o direito dos povos à autodeterminação, incluindo as minorias, respeitando os direitos dos cidadãos. Poderia constituir-se um estado federal. Há vários por aí, desde os Estados Unidos à Alemanha Federal, mesmo outros que não se chamam assim. Por exemplo, a Confederação Helvética, vulgo Suíça, com cantões autónomos, onde uns falam alemão, outros francês, outros italiano ou romanche, com católicos (que até formam a guarda do Papa), calvinistas e luteranos. Ou a Bélgica, onde apesar de haver diferenças nítidas e acirradas entre flamengos e valões, conseguem conviver sem tiros, desde o final da segunda guerra mundial.
A ONU tem que ter um papel mais interveniente. António Guterres não foi posto lá só para pregar princípios, mas para resolver problemas. Há que continuar os canais diplomáticos que já existem (e nós não sabemos quais e o que se passa). E espero que as televisões não continuem com o mesmo discurso unidimensional, em que se diz que não vale a pena dialogar ( o que é uma posição a favor da continuação da guerra).
A solução não passa por aumentar o número e a qualidade das armas, fornecidas por aqueles que estão à espera que outros sejam carne de canhão. E há que ter em conta que é perigoso rearmar alguns países para o futuro (agora não se mexem), como a Alemanha ou o Japão. Já tivemos experiências demasiado tristes.
Triste também é haver quem incentive civis a pegar em cocktails Molotov contra blindados ou armar gente sem experiência nem enquadramento. Espero que não sejam os vizinhos a pagar por isso, como aconteceu na ex-Jugoslávia, onde houve massacres só por outros não falarem a mesma língua ou terem uma religião diferente.
Vemos constantemente imagens de bombardeamentos, que existem. Mas não tem havido cuidado com a seleção da informação e sobretudo da verificação dos factos. Tanto faz estar lá um jornalista que conhece o terreno, como um repórter que desconhece onde está, como imagens de telemóveis de um qualquer. E faz-se censura proibindo informação de outros lados, como se os espetadores devessem ser infantilizados pelo Grande Irmão.
Avançam-se números. Há dias eram 12000 soldados russos mortos, desmentidos por outros. Hospitais e creches. Na guerra há tudo isso, não há desculpa para quem faz a guerra! Lembremo-nos que na segunda invasão do Iraque (sem mandato das Nações Unidas), diziam-nos que eram ataques cirúrgicos, só víamos uma espécie de relâmpagos em direto e depois mandavam-nos dormir. Na invasão da Líbia víamos uns grupos com umas pick-up, a disparar e a voltar atrás ou em reviravoltas. Hoje sabe-se que no Iraque morreram mais de 500000 pessoas e que na Líbia a maior parte dos combates foram ganhos pela aviação estrangeira.
Toda a gente sabe qual é a estratégia do Kremlin, que há soldados russo mortos, que há civis que perderam vidas e casas. Mas o que é que sabe da estratégia do exército ucraniano, do célebre regimento Azov que há anos massacra populações e forma novos paramilitares sem controlo, dos voluntários que para lá têm ido, de outros que estão armados sem experiência militar? Acertam só nos soldados do exército russo? Não há nenhum avião a embater num prédio, não há nenhum míssil a rebentar noutro lado, não há nenhuma bala perdida? Já agora, só entrevistam pessoas que falam inglês, de preferência, ou ucraniano; ninguém fala russo?
Veremos, e espero que o problema se resolva, o que vai acontecer com os refugiados nos próximos tempos. Não me parece que a Polónia, Hungria, a Moldávia, a Roménia, aguentem muitos meses. Alguns têm experiência de muros eletrificados, cães e polícias para afugentar refugiados, como a Polónia e a Hungria. Estes também sabem o que é não ser desejado noutros países, como no Reino Unido, em que o Brexit ganhou em parte por causa do canalizador polaco, que não queriam, como em França já parece normal ser anti-imigrante. Há outros, como a Itália, que deixa refugiados a afogar-se no Mediterrâneo, perto de Lampedusa e outras ilhas, como em Lesbos na Grécia, ou Melilla em Espanha, ou seja, no Norte de África (há outros que hipocritamente fecham as fonteiras, deixando a Itália, a Espanha, a Sérvia, a Grécia … a resolver a questão). E a situação miserável de Calais, onde houve e ainda há a chamada selva, terra de ninguém, onde as máfias mandam na desgraça e as polícias só servem para reprimir.
E quando a guerra acabar, num país destruído, virão mais, como vinham antes de um país que antes da guerra já tinha uma recessão continuada, virão também os homens que não deixaram sair.
Será que vai haver programas como fez a Fundação Calouste Gulbenkian para que os cursos sejam reconhecidos, mesmo contra espíritos corporativos ou como o do Presidente Jorge Sampaio, com estudantes sírios? Espero que haja mais porque o problema vai durar. Já agora, sendo os Estados Unidos parte interessada porque é que não fazem uma ponte aérea para receber refugiados, com um programa de acolhimento?
Vamos ver no que é dão as sanções. Já temos um aumento dos combustíveis “à pala” das sanções. Não é porque haja menor produção de gás e petróleo, porque ele continua a chegar de todos os lados e também da Rússia e já os EUA andam em conversações com a Venezuela, ainda há pouco boicotada. Há países um pouco calados porque não prescindem do gás da Rússia, principalmente no atual Inverno, mas são muito diligentes a proibir músicos e atletas.
Talvez valesse a pena ver as votações na ONU, para concluir que a situação não é assim tão clara. Trinta e cinco países abstiveram-se, representando mais de metade da população do mundo, alguns com uma importância mundial ou regional, como a União Indiana, a China, a África do Sul… e mesmo de língua oficial portuguesa, como Angola e Moçambique. O que não significa que são a favor de Putin, mas também não estão a favor de outras determinações.
E, a propósito de Putin. Haverá alguns (poucos porque não vão ler textos mais compridos) que me vão dizer: E Putin? A esses até lhes dou umas laranjas do meu quintal ou uns cêntimos para irem de viagem até à Rússia fazer manifestações no mesmo lugar em que o protetor de Putin, o herói Yeltsin, que tantos disseram que era revolucionário e depois bêbado, em cima de um tanque a proclamar a “democracia” ou que em vez de tantas solidariedades de sofá, façam qualquer coisa para integrar os refugiados ou manifestações pela paz ou qualquer coisa para acabar com isto.
Há que resolver os problemas. Cada dia que passa é mais um passo para o caos.
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CHINA NA ONU

Yesterday China’s UN ambassador condemned the war in Ukraine and stated the integrity of a nation’s independence must be respected. While implicitly recognizing the independence of Ukraine against Putin’s claim that it is part of Russia’s territory, he suggested the need for safe air corridors to supply humanitarian help to the populations suffering the Russian bombardment. There are cities in the south of Ukraine where the population is without food, water and electricity for more than ten days. Russia has agreed to allow safe corridors for the wounded and women and children to leave several cities flattened to the ground only to shell them with artillery and missiles. Thousands of Ukrainian civilians have been killed. Many have died for lack of medical assistance since the invaders intentionally destroyed the hospitals.
There seems to be a lot of confusion in the media about China’s position. The ambassador’s comments clearly expressed opposition to the Russian argument to invade Ukraine and the indiscriminate attack of civilian populations. His statement is at odds with the alleged position of his government. While China denied giving any help to Russia, the assertion that no such request was received is inconsistent with the American intelligence claim, as reported in the media, that Beijing is pondering Putin’s call for economic and immediate military help. Russia needs anti-aircraft missiles and parts for its planes. His forces are for the most part frozen where the Ukrainian military stopped them, with moral problems and abysmal logistical incompetence that deprive them of food and ammunition.
A meeting of representatives of China and the United States in Rome about Beijing’s intentions lasted seven hours, without any accord. Spokesmen for the Biden administration voiced on TV the threat that China will face “significant consequences” if it violates the sanctions imposed on Russia, which most members of the United Nations General Assembly support.
With the political assistance of China, the only country from which Putin may obtain any relief in coping with the long-term consequences of isolation by the world community, Putin would be under perhaps unbearable pressure not to interfere with an attempt by NATO and other countries to immediately fly humanitarian help such as food, medicine, and medical assistance for the victims.
According to some observers, this equivalent to a no-fly zone could be a prelude to a cease-fire. However, it is doubtful that after producing the crumbling of Russia’s economy and power for several generations to come, and unable to rebuild its war machinery, the dictator would be able to keep his oppressive and corrupt regime. Observers and Russian sources see evidence of growing militant discontent of the educated classes throughout the country as thousands of Russians have protested against the war and hundreds are reported to be jailed every day.
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onu condena

“Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) condenou hoje a invasão russa da Ucrânia, com uma maioria de 141 países a favor. Outros 35 abstiveram-se, e apenas cinco votaram contra – a Federação Russa, Eritreia, Coreia do Norte, Bielorrússia e Síria. A entidade apelou também à retirada das tropas russas do território ucraniano.”
Nações Unidas aprovam voto de condenação à Rússia por invasão da Ucrânia
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Nações Unidas aprovam voto de condenação à Rússia por invasão da Ucrânia
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