salvem a baís da Horta

João Silva shared a post to the group: Ilhas do triângulo (S.Jorge, Faial e Pico) – Açores.

PARA MEMÓRIA FUTURA…em ano de eleições!
A propósito da recente polémica com a desflorestação e betonização do Largo do Infante, relembro o que escrevi há 1 ano!
Assim se cumpre o segundo acto da destruição da Horta…

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João Silva

SOS BAÍA DA HORTA.
Depois de ver os desenhos de projectos para a REQUALIFICAÇÃO DA FRENTE MAR DA CIDADE DA HORTA e do REORDENAMENTO DO PORTO DA HORTA, fico com a ideia de que há um fio condutor cujo objectivo é retirar a nossa cidade do Clube das Mais Belas Baías do Mundo ou “LIXAR” as condições geoestratégicas naturais que a tornam o porto de abrigo preferencial nas rotas América-Europa.
Assim sendo, primeiro tivemos as conhecidas “reduções” e “amputações” ao inicialmente projectado para o Cais de cruzeiros e passageiros do porto da Horta e que para além de culminar no REMEDIADO “Portas da Ribeira” trouxe também prejuízo notório nas boas condições seculares que a bacia Sul do porto oferecia.
Depois também parece que teremos um reordenamento da frente mar da cidade que pouco trará em termos de melhoria para as condições de vida dos locais e altera de forma significativa o aspecto de algumas zonas icónicas da avenida marginal…ou seja, basicamente cosmética que pode retirar a individualidade e unicidade da frente marginal da cidade.
Finalmente temos já vários projectos de BETONIZAÇÃO da baía que prometem ATAFULHAR e retirar definitivamente as boas características e conceitos que fizeram a baía atractiva durante mais de um século, seja para os hidroaviões seja para a navegação de cabotagem, para a marinha de guerra, para o iatismo ou para a pesca.
A par disto, tenho sempre grandes reservas e desconfianças com estes “GRANDES” projectos cujo preço é desproporcionalmente elevado em relação à execução (neste caso um projecto de 3 milhões para uma obra orçada em 17 milhões!!) e sobretudo quando são elaborados por gente que visitou o local 3 ou 4 vezes…tudo o resto é gabinete, computador e modelos desactualizados ou testados em laboratório durante uns meses e que portanto não refletem as condições de décadas, o que às vezes é melhor percebido pelo conhecimento histórico e vivencial dos locais.
No ramo dos portos, nos Açores são vários os exemplos de má utilização do betão, nalguns casos aniquilando por muitas décadas ou até definitivamente o potencial que as condições naturais oferecem.
Potenciem as mais valias que a baía e o porto da Horta oferecem, exponenciando-as ou melhorando os aspectos menos bons…com a humildade de colocar o conhecimento da engenharia moderna em sintonia com o estudo histórico do comportamento das estruturas (não de outras, noutros locais do mundo…mas sim do próprio porto da Horta) e com a experiência de décadas dos homens do mar (não de outros…destes do porto da Horta)!
Do que tenho visto nos projectos da frente mar da cidade e do reordenamento do porto, há coisas que só cabem na cabeça de gente que brinca com legos!!!
Às autoridades regionais e sobretudo locais…deixem-se lá de legos e de cartões de militante, sejam homenzinhos e com noção de que a vossa existência é demasiado curta quando comparada com as consequências que as vossas atitudes ou omissões podem provocar nesta ilha, nas suas gentes e nas gentes futuras.
MELHOREM…MAS POR FAVOR NÃO ESTRAGUEM O PORTO DA HORTA!

Comments
  • Manuel Leal O povo deve sair à rua. Vídeo de uma demonstração gigante deve ser enviado para todas a comunidades lusófonas. É preciso pisar a cauda da elite partidocrática.
  • Tony Tina Rodrigues Lamentavelmente ja pouco se pode fazer, pois o maior atentado, a linda e famosa Baia da Horta, foi quando construiram o novo cais de passageiros junto a foz da Ribeira da Conceicao, que assassinou para todo o sempre a possibilidade de ser o melhor e maior porto de cruzeiros dos Acores, Ficou a baia estrangulada em termos de futuro, quando se podia ter feito melhor e maior do que as Portas do Mar. Viva a Autonomia.
  • Carlos Medeiros Como dizem tenho a boca grande mas é com a verdade estes bandidos no GRA estão a destruir tudo o que é mais bonito nas Ilhas dos Açores que querem fazer agora? Este povo ainda não está cansado das destruições que os políticos estão a fazer. Já não é tempo do povo ou Açoreanos se juntarem e se manifestarem contra uma administração incompetente e destruidora depois do 6 de Junho de 76 o Governo Central correu a dar uma coisa aos Açores chamada Autonomia logo depois a esquerda ou o PS que nunca defendeu uma Autonomia basta ver o vídeo dos acontecimentos na respetiva data agora esta coisa que chamam Autonomia que não é mais que uma Gestão Administrativa Centralizada por Lisboa graças aos cúmplices César e agora o Vasco que é como o Ministro da República está a devolver a chamada Autonomia à metrópole e ainda há muita gente que acredita nos Reis Magos Portugueses Socialistas.

o mar e os transportes nos açores

1840, 1872 ou 2020. As infraestruturas portuárias nos Açores sempre foram uma questão fulcral no desenvolvimento económico e social do Arquipélago, sobretudo agora em plena era da globalização.
Estamos e estaremos sempre dependentes do exterior, mas importa reflectir em que pontos podemos ou devemos ser mais auto-suficientes. Esta é também uma questão de sustentabilidade e de Autonomia.

O excerto é de Ferdinand Fouquet, um cientista que visitou por duas vezes os Açores e que descreve as ilhas com o olhar atento e maravilhado de um naturalista do Século XIX.
Os magníficos registos encontram-se neste livro, tradução do Instituto Açoriano de Cultura, com um belo prefácio do Professor Victor-Hugo Forjaz.

“Em 1840, o número de caixas de laranjas enviadas de São Miguel para Inglaterra era somente de 60000 a 80000; em 1850 tinha subido para 175000 (caixas antigas), e no ano passado foi de 600000 (caixas novas). Anteriormente, o transporte era confiado exclusivamente aos veleiros, mas actualmente já uma metade dele é feito por barcos a vapor. O preço do frete até Londres por este meio é de 7,50 francos por caixa e tudo nos leva a pensar que um preço tão elevado tenda a diminuir. Os barcos a vapor encarregados deste serviço fazem oito viagens para Inglaterra entre 15 de novembro e finais de abril. Cada um deles importa em média 5000 caixas. A aplicação deste sistema de navegação constitui um grande progresso, pois o mar que rodeia os Açores está por vezes tão mau durante o Inverno que um veleiro carregado de laranjas só chega a Londres já com a maior parte da carga deteriorada. Há sensivelmente dez anos que, frente a Ponta Delgada, se trabalha na construção de um cais, atrás do qual as embarcações podem já abrigar-se em caso de mau tempo, mas só um barco a vapor pode sair deste refúgio com vento de sudoeste, que infelizmente é o vento dominante, e não é raro que um veleiro já completamente carregado deva esperar semanas, com grave prejuízo para a sua mercadoria, até que um céu mais favorável lhe permita partir. Antes da edificação do cais quase não havia ano que não fosse marcado por acidentes. Ao longo de todo o tempo exigido pelas operações de carga, o comandante do barco devia vigiar atentamente os sinais precursores de uma tempestade e, com frequência, tinha de interromper os trabalhos e dar o sinal de fuga, sob pena de ir naufragar contra a longa linha de falésias de São Miguel. Actualmente, acontecimentos deste tipo já não são de recear e, dado que o comércio de laranjas dos Açores se tornou muito menos aleatório do que noutros tempos, os diversos custos podem ser estimados de uma forma mais segura. Em suma, hoje em dia pode-se dizer que uma laranja de São Miguel, transportada para as bordas do Tamisa no mês de janeiro, custa entre 3 a 4 cêntimos ao comerciante que a adquirir.”

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REABASTECIMENTO ÀS FLORES

N/M Malena, com 86 metros de comprimento e 2588 Toneladas de Arqueação Bruta, está já a operar no Porto das Lajes das Flores. O navio zarpou de Ponta Delgada com noventa e oito contentores a bordo entre os quais dez frigoríficos contento produtos alimentares congelados e refrigerados , dezanove contentores vazios e oito viaturas como carga geral não contentorizada.
Esta operação decorre dum esforço do Governo dos Açores para minimizar os efeitos das quebras de abastecimento à Ilha das Flores e para possibilitar a saída de carga e gado vivo da Ilha, na decorrência da destruição do Porto das Lajes das Flores pelo Furacão Lorenzo.

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o abastecimento às ilhas

O “ainda” da Secretária
Há umas semanas, ouvi a Secretária Regional dos Transportes produzir, pomposamente, uma frase notável.
Revelava a governante à imprensa os esforços desenvolvidos pelo executivo a que pertence para abastecer a ilha das Flores dos bens essenciais que, ainda hoje, faltam naquele pedaço ocidental. Lá foi falando de aluguer de navio, etc e tal, quando um jornalista mais insolente fez a pergunta óbvia: quando chegam as coisinhas à ilha?
Foi aí que a Senhora Secretária foi explícita: “Ainda não mandamos nas condições meteorológicas”…
De início, meio atordoado, pensei em indignar-me. Tratar-se-ia de mais um exercício de arrogância de quem representa a força política que detém o poder nos Açores há quase vinte e quatro anos (metade do tempo que durou a ditadura em Portugal).
São cada vez mais as impaciências dos nossos governantes. Perguntas naturais mas inconvenientes parecem-lhes atrevidas. Qualquer interpelação que levante a mínima suspeita sobre as suas competências de mando é respondida com altivez, no rosto expressões de enfado.
A arrogância sempre foi característica notória de quem detém o poder absoluto, tenham sido reis, sejam ainda presidentes de países que vivem em regime ditatorial ou governantes de países ou regiões em que está instaurada a ditadura da democracia. Eles é que mandam e prontes, não há mais conversa…
Estava eu nestas cogitações, a exaltar-me por dentro cada vez mais, quando reparei no “ainda”. Se não estivesse na frase o “ainda”, cabiam aqui todas as supra deixadas lamentações sobre as atitudes arrogantes de quem manda.
Imaginemos a resposta sem o “ainda”. Quando vai haver abastecimento à ilha das Flores? “Não mandamos nas condições meteorológicas”, teria respondido a Secretária. Poderia haver ali um toque de soberba, tipo “ainda não somos Deus”. Mas também poderia ser tomada a resposta como um exercício de humildade, do género “estamos nas mãos de Deus, mais propriamente de São Pedro, que ditará no futuro breve se o vento dá tréguas e o mar se acalma”.
O “ainda” muda tudo. Quer dizer a Secretária que “por enquanto” o Governo não manda nas condições meteorológicas. Mas que está a trabalhar nisso. Que devemos manter a esperança. Se não for nesta legislatura há-de ser nas próximas.
Resolvidas estão todas as outras questões nas quais o governo manda: transportes aéreos (a SATA está como nunca esteve); barcos de transportes de pessoas e mercadorias (longe vai o tempo em que tínhamos de alugar). Pode, então, o Governo passar para outro nível – mandar no tempo que vai fazer. Lá ficou a promessa. Que, como todas as outras, será para cumprir, nem que seja nos próximos 24 anos…
Ai sossego futuro, meu Povo. Livres ficaremos dos Lorenzos, frentes frias e outros que tais. Os portos ficarão da maneira como foram construídos até à eternidade. E até o turismo crescerá a olhos vistos, pois poderemos escolher o tempo consoante os gostos. Coisa brasileira para os amantes de praia, chuva a valer para quem gosta de fazer trilhos a apanhar com ela nas ventas…
Tenhamos paciência, até lá. Vivemos, ainda, um tempo em que florentinos e corvinos não têm nada nas prateleiras para comprar, mas um avião da Força Aérea aterrou cheio de gente importante e suas comitivas para dobrar o ano. Antes tivesse levado batatas para as consoadas ocidentais. Cumprir-se-ia melhor Portugal, na sua parte mais afastada da Europa…
António Bulcão
(publicada hoje no Diário Insular)

encargos relacionados com o abastecimento das ilhas do Grupo Ocidental.

O Governo Regional – fora de prazo e a menos de 24 horas de ser – neste âmbito, confrontado oralmente no plenário do Parlamento, respondeu ao Requerimento que lhe coloquei a respeito dos encargos relacionados com o abastecimento das ilhas do Grupo Ocidental. As questões eram as seguintes:

Que me fosse indicado o valor cobrado até ao momento por cada um dos serviços de transporte marítimo realizado para as ilhas do Corvo e das Flores. O Governo Regional não respondeu.

Pedi as cópias dos contratos realizados entre o Governo Regional, ou por entidades por ele tuteladas, com as empresas de transporte marítimo de mercadorias que realizaram os fretes para o Corvo e para as Flores. O Governo Regional não respondeu.

Perguntei pelo contrato existente entre o Fundo Regional de Coesão e a Empresa Barcos do Pico, que tinha como objeto a prestação de serviços de transporte marítimo regular de mercadorias na rota Flores/Corvo/Flores. Ficou a saber-se que está vigente e está a ser pago, embora o serviço não esteja a ser realizado.

Finalmente, questionei o Governo Regional a respeito da sustentabilidade dos preços pagos aos armadores locais. O Governo Regional não revelou nenhum dos preços que estão a ser praticados e pagos.

Em conclusão, o Governo Regional continua empenhado em esconder os valores que envolvem o transporte marítimo de mercadorias para as ilhas do Grupo Ocidental. Como é evidente, vou colocar novamente as questões e tentar concretizar uma das tarefas fundamentais dos parlamentos democráticos: fiscalizar a ação do Governo Regional. Este Governo Regional desrespeita em absoluta as competências do Parlamento dos Açores.

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Estratégia Marinha para a subdivisão dos Açores

André Silveira shared a link to the group: Açores Global.

Relatório da reavaliação do meio marinho dos Açores em consulta pública até 10 de fevereiro

A Secretaria Regional do Mar, Ciência e Tecnologia, através da Direção Regional dos Assuntos do Mar, concluiu recentemente a reavaliação do estado ambiental das águas marinhas dos Açores, da qual resultou um conjunto de novas metas ambientais, com o objetivo de garantir o bom estado ambiental do meio marinho.
Os resultados do relatório da reavaliação do estado ambiental do meio marinho d

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Consulta pública sobre a reavaliação do estado ambiental das águas marinhas dos Açores e definição de novas metas até 2024

Sobre o afundamento de barcos Frederico Cardigos

SOBRE O AFUNDAMENTO DE BARCOS

Nos Açores têm sido dados passos extraordinários e inovadores no que diz respeito ao uso sustentável dos oceanos. Apenas para mencionar o que tenho registado ultimamente mesmo à distância, refiro:
– os projectos associados à definição e implementação do planeamento espacial marítimo;
– o apoio sensato do sector pesqueiro;
– a dignificação e a qualificação dos pescadores;
– o debate técnico em torno das quotas de pesca e o seu alargamento a novas espécies, garantindo assim a preservação da biodiversidade marinha e a sustentabilidade económica da actividade;
– a monitorização permanente das espécies mais sensíveis, como as aves marinhas;
– a dinamização da aquicultura de espécies locais de baixo valor para a pesca tradicional;
– a criação de um santuário internacional para cetáceos;
– a ampliação e o aumento da consequência das áreas marinhas protegidas, recorrendo ao auxílio de organizações nacionais e internacionais;
– a promoção do turismo aquático, em particular os desportos de água salgada, a observação dos animais marinhos e a valorização dos locais de naufrágios (falta o “Revenge”); e
– o continuado apoio à investigação científica climática, biológica e geológica, com ênfase para o estudo alargado do mar profundo e montes submarinos.
São fabulosas tarefas em curso.
No entanto, o projecto apresentado ontem e relacionado com o afundamento de um navio nos Açores é, quanto a mim, um erro.
Sobre este tema, não mudei de opinião relativamente ao que escrevi e publiquei em 2012. Continuo a pensar que enviar lixo para baixo de água, com o argumento de que irá atrair turistas, é uma má ideia. Por muitos turistas que traga e por muito dinheiro que gere, continuam a ser lixeiras subaquáticas, na minha opinião. Longe de ser economia azul. Tal como as lixeiras atraem ratos e gaivotas, os barcos afundados atraem organismos marinhos oportunistas. Não é a realidade, a harmonia, o equilíbrio e a beleza do fundo do mar; é, na melhor das hipóteses, um parque de diversões decadente.

Eis o que publiquei sobre o assunto no passado e que mantenho:
http://cardigoso.blogspot.com/…/sobre-o-afundamento-de-barc…

Na sequência desta notícia:
http://www.azores.gov.pt/…/Governo+dos+A%c3%a7ores+vai+cria…

Silêncio no fundo do oceano para garantir defesa nacional – Açoriano Oriental

“Serviço silencioso”. É um dos lemas dos militares da Marinha Portuguesa que trabalham no submarino Tridente. Uma das embarcações mais modernas das forças armadas nacionais demonstrou as suas capacidades em Ponta Delgada.

Source: Silêncio no fundo do oceano para garantir defesa nacional – Açoriano Oriental

O mar de Portugal (como nunca o vimos antes) numa série de seis episódios | Oceano | PÚBLICO

Todos os sábados às 10h, a partir de 23 de Novembro, a RTP1 transmite Mar, a Última Fronteira, realizada pelo fotógrafo e cineasta português Nuno Sá.

Source: O mar de Portugal (como nunca o vimos antes) numa série de seis episódios | Oceano | PÚBLICO