Stanley Ho’s escape to Macao in World War II laid the foundation for his fortune. But it wasn’t without controversy – CNN

When Stanley Ho Hung-sun, the man who made Macao a global gambling mecca, died at 98 this week he was worth $14.9 billion.

Source: Stanley Ho’s escape to Macao in World War II laid the foundation for his fortune. But it wasn’t without controversy – CNN

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STANLEY HO, MACAU, A PROMESSA

Subject: A Promessa do Dr. Stanley Ho

O Doutor Stanley Ho faleceu no dia 26 de Maio de 2020 aos 98 anos. Em homenagem à sua vida e carreira, a TDM Canal Macau realizou este documentário único. ‘A…

O Doutor Stanley Ho faleceu no dia 26 de Maio de 2020 aos 98 anos. Em homenagem à sua vida e carreira, a TDM Canal Macau realizou este documentário único. ‘A Promessa do Dr. Ho’, um documentário da autoria da jornalista Ana Isabel Dias. Sobre o documentário realizado entre 2010 e 2011 lembrando o Dr. Stanley Ho ao completar 90 anos e que no dia 26 de Maio de 2020, por ocasião do seu falecimento, foi transmitido na TDM Canal Macau, gostaríamos de deixar uma correcção que não foi possível fazer no trabalho emitido: Quando é dito que Stanley Ho introduziu a pelota basca em Macau, na c, o que aconteceu foi que outra companhia criou o palácio Jai Alai e introduziu a pelota basca. Não tendo lucro suficiente e com autorização do Governador Garcia Leandro, foi instalado um casino de Stanley Ho para atrair mais clientes. Gostaríamos ainda de explicar que as entrevistas foram feitas em momentos distintos e separados pela erupção da desavença familiar que fez correr muita tinta nos jornais. Fica, porém, o olhar sobre um homem excepcional que mudou Macau.

[ Texto da TDM Portuguese News & Programs que acompanha o vídeo ]

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STANLEY HO, MACAU

URBANIDADES


HO, STANLEY HO

Posted: 27 May 2020 05:42 AM PDT

Há uma Macau antes de Stanley Ho, e outra depois da sua entrada em cena.
Stanley Ho era de ascendência mista, aquilo que, no Oriente, se chama um Euro-asiático. O seu bisavô foi Charles Henri Maurice Bosman, de origem judaico-holandesa. O avô, Ho Fok, era irmão de Sir Robert Ho-tung ele também de aspecto muito pouco chinês, apesar das vestes, como o comprova esta fotografia.
A biografia de Stanley Ho é por demais conhecida, e qualquer busca mostrará os seus principais avanços, desde os tempos em que fez contrabando de bens de luxo e outros, enfrentando também a pirataria que ainda existia a par dos invasores japoneses, até à sua empresa de querosene e à construção civil. Em 1961, em conjunto com o milionário de Hong Kong Henry Fok Ying Tung, Yip Hon e o seu cunhado Teddy Yip, ganharam à empresa Tai Heng, o monopólio do jogo, que duraria até 2003.
O primeiro casino hotel que a nova Sociedade de Turismo e Diversões de Macau (S.T.D.M.) lançou foi o Hotel Estoril, que aqui se recorda com muito sabor pela pena do investigador macaense Manuel Basílio.
Também eu fui aos chás dançantes do Estoril de Macau, aos sábados, ouvindo os conjuntos (bandas) locais.
A imagem que Stanley causou no adolescente que eu era, foi a de um homem jovem, curiosamente com patilhas longas, e com fama de galã.
Quando em 1971 regressei a Macau para prestar o serviço militar obrigatório, já Macau contava com o Hotel Lisboa e o Hotel Sintra.
O meu primeiro encontro com Stanley Ho ocorreu possivelmente em 1972-73.
Eu tinha trazido de Portugal material para realizar serigrafias, e depois de ter cumprido parte do serviço militar, com o apoio de Herculano Estorninho que era gerente do Hotel Lisboa, pude realizar uma exposição de serigrafias, a maioria incompreensíveis para a época, em Macau.
Stanley Hó, acompanhado pelo poeta do patois de Macau, José (Adé) dos Santos Ferreira, Secretário-Geral da S.T.D.M. foi à inauguração e depois de, com simpatia, ouvir as minhas explicações sobre o conteúdo das obras, virou-se para mim e apontando para uma, disse-me: “This one I understand. I buy it”.
E não muito depois, o Hotel Lisboa passava também a ser uma galeria de arte das obras compradas por Stanley, conforme o link proveniente do blogue de Rogério P. da Luz.
Pude comprovar, uma vez mais, o que desde muito cedo me fui apercebendo. Em Macau, as pessoas chinesas verdadeiramente importantes, eram afáveis e simpáticas, nunca se dando ares de arrogância, que eram reservados para os candidatos a importantes.
Depois foram décadas a participar nos jantares da abertura do jogo, por alturas do Ano Novo Chinês, com a presença do governador e com as inevitáveis piadas que Stanley incluía nos seus discursos, quer em português quer, depois, em chinês.
Stanley Hó Hong Sân, se beneficiou com o jogo em Macau, deu igualmente muito a Macau, além de ser responsável por um quarto da força de trabalho do Território, algo que em 2018 totalizava 96.400 pessoas. Poderiam ter sido muitas mais.
O que sempre me agradou em pessoas como Stanley Hó foi a sua visão de futuro, o cumprimento das suas promessas para com o Contrato de Jogos que, durante a Administração Portuguesa, durante uma das suas revisões até deu origem à Fundação Oriente que estranhamente, não se sediou em Macau.
Stanley deu mais ao Governo de Macau do que aquilo a que era obrigado. O desenvolvimento de Macau ao nível das infraestruturas também se ficou a dever em grande parte à sua participação. Stanley nunca desinvestiu de Macau, como um verdadeiro empresário não deve fazer. Pelo contrário, investiu mais do que era obrigado, acedendo sempre aos pedidos dos diversos governadores.
Não pediu, não exigiu. Criou ele próprio a frota de jactoplanadores e depois de hidroplanadores e turbojatos que asseguravam não apenas a vinda dos jogadores, criando assim as infraestruturas para as comunicações com Hong Kong, dantes asseguradas apenas pelos velhos ferries do porto interior, o Takshing, o Tai Loy e o Fatshan, filhos da antiga concessionária Tai Heng.
Segundo da esquerda, Henry Fok Ying Tong visitando uma exposição no Queen’s College de Hong Kong, na companhia do sócio Stanley Ho. Ambos estudaram aí.

Dos sócios de Stanley, que era o Administrador-Delegado, a figura de Henry Fok emerge como o mais poderoso dos sócios, com um curriculum igualmente invejável, mas sem o carisma do seu amigo Stanley Hó. Era mais tradicionalmente chinês.
Era um apaixonado do futebol, de tal modo que possuía uma equipa da primeira divisão profissional de Hong Kong e ele próprio jogava, tendo a equipa a jogar para ele marcar golos.
Teddy Yip era o sócio da sino-indonésio, fanático das corridas de automóveis que muito contribuiu para o desenvolvimento do Grande Prémio de Macau.
Teddy Yip com Ayrton Senna no seu Theodore Racing Team no GP de Macau
É incontornável a importância do trabalho de Teddy Yip no desenvolvimento do turismo em Macau e, sobretudo, da emergência do Circuito da Guia como o passo final para a entrada de jovens corredores na Fórmula I.

Com a morte de Stanley Hó, fecha-se um capítulo da história do jogo em Macau, desde o fan tan do século XIX, passando pela capital do jogo na Ásia para a capital mundial do jogo.

1880 chineses jogando fan tan
A CNN, dedica-lhe este video que reconhece a sua importância.
Tomara que o termo empresário tivesse em toda a parte a conotação de visão, de insatisfação, de expansionismo que Stanley Hó personificou.

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in memoriam STANLEY HO J SEVERINO

M – 99 – 99

Ao sair do pódio em 1983 depois de conquistar o 3º lugar numa corrida do Grande Prémio de Macau recebi um aperto de mão de Stanley Ho a dar-me os parabéns. Disse-lhe naquele momento que o que me daria satisfação era guiar um dia o seu Rolls-Royce com a matrícula M – 99 – 99 e o magnata dos casinos respondeu-me: “Porque não? Combine com o Morais Alves (seu braço-direito para os assuntos portugueses) e pode dar uma volta”. A satisfação concluiu-se. Na guerra do ópio, Stanley Ho ficou rico. Com mais uns comparsas abriu um casino, e outro e outro.
Macau tudo lhe deve.
Conversei várias vezes sobre ele e no livro biográfico que terminei recentemente de escrever insiro deste homem vários detalhes, que tão amigo foi dos portugueses e de Portugal. Todos os jornais, rádio, televisão, centro cultural, aeroporto, transportes marítimos para Hong Kong, prédios de habitação económica, museus, exposições, festas do Grande Prémio, do Barco-Dragão, Fogo de Artifício, lares de idosos, associações de reformados, associações de funcionários públicos, associações chinesas de todo o género, material para os hospitais, hotéis, tudo, tudo em Macau Stanley Ho contribuiu com o seu dinheiro. Um dia disse-me: “Sou muito rico, um dia morro e não levo nada disto”. Morreu hoje Stanley Ho. Paz à sua alma e condolências aos familiares.
Macau e Portugal estão de luto. Em Portugal comprou uma herdade no Alentejo, comprou vinhos em Colares, geriu os casinos do Estoril, de Lisboa e da Póvoa de Varzim. Teve os mais diversos colaboradores, uns ajudaram a promover a sua imagem, mas outros só o enganaram e roubaram. Teve advogados em grande número. Alguns foram-lhe leais, outros correu com eles por serem uns aldrabões.
Stanley Ho foi um homem único. Multimilionário, mas um bom coração que soube sempre respeitar a sua mulher macaense. A primeira de quatro mulheres que teve e 17 filhos. Todos tiveram tudo o que queriam e alguns andam hoje a discutir a enorme herança.
Os governadores de Macau foram as pessoas que melhor conheceram Stanley Ho. Ele pedia isto e aquilo, mas sabia recompensar. Até deixou criar por um oportunista uma fundação com dinheiros resultantes de um polémico contrato de jogos. Não quero deixar aqui escrito as centenas de portugueses que enriqueceram à custa de Stanley Ho, mas um jornalista em Macau que passa o tempo a publicar livros sobre individualidades de Macau, quero ver se tem a coragem de escrever a biografia de Stanley Ho, mas, com todas as verdades e com os nomes daqueles que passaram o tempo a chular o magnata.
A propósito do seu antigo Rolls-Royce e da matrícula com os números 99, número 9 que significa dinheiro, a verdade é que não existe nenhum dos muitos carros com o número 99 em Macau que não sejam de Stanley Ho.
Falta dizer-vos uma coisa: Em 20 anos de Macau cheguei a odiar a classe dos jornalistas, porque o entrevistavam a troco de muito dinheiro.

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  • José Cristóvão Só uma nota: quem fundou o Casino Estoril foi Fausto de Figueiredo, cuja estátua ainda hoje se encontra no jardim em frente ao Casino.
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morreu o senhor Macau Stanley Ho (98 anos)

Gaming mogul Stanley Ho passes away at 98.

Gaming mogul Stanley Ho Hung-sun, has passed away this afternoon at about 1:00pm, Hong Kong media reported.

The 98-year-old will forever be remembered for his gaming monopoly in Macau under Sociedade de Turismo e Diversões de Macau (STDM) exclusive concession until 2001 and seen as the godfather of gambling in Macau, Ho lived a colourful personal life and left his mark as being the man who dominated the city’s casino empire for four decades.

With several of his 17 children continuing to stay in the business, the Ho legacy continues to live on in a different form.

A head for business

Born in 1921 as part of the Ho Tung clan, which is one of Hong Kong’s most prestigious families, Mr. Ho faced hardship early in life when his father Robert Ho-tung had lost his fortune during the great depression and abandoned his family.

Two of Ho’s brothers committed suicide.

Ho won a scholarship to study in Hong Kong University but was forced to abandon his plans when World War 2 forced his family to flee from the Japanese to Macau.

The Sir Robert Ho Tung Library was purchased in 1918 by Stanley Ho’s father, who lived there between 1941 and 1945.

It was converted into a public library in accordance with Robert Ho-tung’s will.

Ho began working at a Japanese owned import-export firm in Macau, and made his first fortune smuggling luxury goods into China in World War 2.

Ho later set up a kerosene company in 1943 and profited from the post-war construction in Hong Kong.

In 1962, Stanley Ho won monopoly rights over gambling in Macau as part of a consortium with Teddy Yip, Yip Hon and Henry Fok, taking over a monopoly that was held by Tai Hing Company since 1934.

Ho retired as Chairman and Executive Director and as a member of the Executive Committee of the Board of the Sociedade de Jogos de Macau (SJM Holdings) on June 12, 2018.

A colourful love life

Apart from his business, Mr. Ho was known for his colourful personal life, having married four times and fathered 17 children.

His first wife, Clementina Leitao, was from a prestigious family from Portugal and known widely as the ‘greatest beauty in Macau.’

Stanley Ho and his first wife Clementina Leitao, who was known for being a local beauty in Macau

Leitao’s grandfather was a lawyer and in 1940’s, Macau’s only notary public.

The couple married in 1942 and had four children, namely Robert, Jane, Angela and Deborah.

However, Leitao’s health deteriorated in the 1970’s when she suffered partial memory loss in 1973.

Robert, her son and his wife had also passed away in a car accident in 1981 and Jane Ho passed away aged 67 in 2014.

Ina Chan Un Chan, Leitao’s nurse became Mr. Ho’s third wife.

In the 1950’s, Ho met Lucina Laam King-ying, who was the daughter of a Chinese soldier who had fought in the war against Japan, and was married to her in 1962 in Hong Kong, before polygamy was banned.

Laam’s Children joined the business, with Pansy, Daisy and Maisy holding positions in STDM, Shun Tak Holdings, and MGM Macau, while Lawrence Ho became chairman of Melco International Development.

Lawrence Ho, one of Stanley Ho’s children from his second marriage, is the head of Melco International Development, one of the six big operators in Macau

His other child from the second marriage, Josie Ho, joined show business in Hong Kong.

Ina Chan, his third wife had met Mr. Ho when hired to take care of Leitao, had three children, namely Florinda, Laurinda and Orlando.

Their relationship was cemented when Mr. Ho bought her two apartments in Repulse Bay.

Currently, Mrs. Chan is the vice-chairwoman of Tung Wah Group of Hospital.

Angela Leong On-kei, Stanley Ho’s fourth wife, met the tycoon in 1988 when they danced together at a private ball.

Leong was born in Guangzhou and was a dancer in a troupe.

Stanley Ho’s fourth wife, Angela Leong, is involved in SJM Holdings as well as in local politics as a legislator

Angela Leong gave birth to five children, namely Sabrina, Arnaldo, Mario, Alice and Ho Yau-kai.

Leong is the managing director of SJM Holdings and is also a director of Po Leung Kuk since 2005.

Leong is also a directly elected member of the Legislative Assembly (AL) and a delegate to the Jiangxi provincial Chinese People’s Political Consultative Conference (CPPCC), as well as a delegate to that of the Guangdong city of Zhuhai.

Ina Chan also serves at the Guangdong provincial CPPCC, and Pansy, Daisy and Lawrence Ho also serve as delegates to numerous CPPCCs.

https://www.macaubusiness.com/breaking-news-gaming-mogul-s…/

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  • Guida Pereira RIP ,muitas recordações da minha infância treinando na piscina da casa dele e da tia Tininha 😞
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destruição de património em macau

URBANIDADES


PATRIMÓNIO DE MACAU – A DESTRUIÇÃO DO BAIRRO ALBANO DE OLIVEIRA

Posted: 17 May 2020 04:08 AM PDT

Comandante Albano de Oliveira Governador de Macau (1947 – 1951)
O Comandante da Marinha, Albano de Oliveira, terá sido dos poucos governadores que Macau teve que conhecia previamente a então “Província”, por aqui ter passado parte da sua infância e juventude, conforme nos diz João Botas.
Deixou obra feita, como o Edifício das Repartições, agora denominado “antigo tribunal”, Escola Luso-Chinesa Sir Robert Ho Tung e, entre outras, as habitações para funcionários num bairro, inaugurado em 1949, que lhe tomou o nome e onde meus pais foram os primeiros habitantes.
O airoso bairro Gov. Albano de Oliveira, acabado de construír, e ainda sem árvores 1949.
Este bairro, de oito casas-moradias com jardins, quatro de um lado e quatro de outro, albergava 16 famílias, uma no rés-do-chão e outra no primeiro andar, com uma rua interior pelo meio, a Rua Governador Albano de Oliveira.
Um dos topos confinava com a Av. Coronel Mesquita, onde se situava o templo de Kun Iam e, mais acima, o Colégio D. Bosco com o seu campo de futebol de sete. Estava, podia-se dizer, distante do centro da cidade, de tal modo que todas as crianças conheciam os motores dos carros de cada um dos habitantes.
Nesse bairro viveram professores do Liceu, médicos, o director dos Serviços Meteorológicos, funcionários superiores, etc.
Na canícula do Verão passavam por lá vendedores diversos, de vassouras, espanadores e outros objectos para a casa, até ao homem que, com duas latas aos ombros, vendia papo-secos, gritando pang quenti. Passava também o homem do chi cheong fan (massa de arroz cozida a vapor e enrolada sobre si mesma, regada com molho de soja, molho de sésamo, molho doce, sementes de sésamo) ou o vendedor de lulas fritas.
Chü cheong fan (massa em forma de intestino de porco)
Esse bairro onde tantos viveram, como em todos os bairros de Macau, ganhou características com o tempo, convivendo os filhos dos habitantes, de diferentes idades.
À esquerda, o futuro advogado Francisco Gonçalves Pereira e o futuro engenheiro Raimundo Arrais do Rosário, hoje Secretário para as Obras Públicas, no bairro, já com arvoredo.
Em nome da verdade é preciso dizer-se que a qualidade arquitectónica era comum a muitos lugares do chamado ultramar português. Eram habitações que tinham um modelo comum muito parecido como se pode ver na fotografia abaixo, mas que nem por isso as tornava menos confortáveis e, sobretudo, iniciadores de memórias e afectos comuns.
Outros bairros muito próximos, situados ao longo da Coronel Mesquita e cruzamento com a Francisco Xavier Pereira, tinham características semelhantes.
O bairro Albano de Oliveira assistiu ao fluir de gerações e de memórias inesquecíveis para os seus habitantes.
Perguntar-se-á o que o torna tão especial para merecer este registo. Infelizmente não é pela positiva.
Com efeito, em 1983, governando com arrogância e autoritarismo – o também oficial da marinha, Almirante Vasco de Almeida e Costa, que viria a ter veleidades de candidatura à presidência da república (o mal que Macau sempre fez aos pequenotes, destituídos e vulgares) – determinou a destruição do bairro Albano de Oliveira para, em seu lugar, se implantar um conjunto de quatro torres assentes sobre uma plataforma que seria um parque de estacionamento.
O assunto causou alguma celeuma, tendo o jornalista Hélder Fernando, que viria a ser meu muito querido amigo, referido o assunto neste seu texto do Jornal Tribuna de Macau.
Indiferente, no seu todo-poderosismo, o Almirante Almeida e Costa deu ordem de liquidação.
A última casa a ser demolida
Meu Pai, que juntamente com minha Mãe foram os primeiros inquilinos do bairro, faleceu precisamente em 1985. Não teria resistido a esta visão de destruição. A dele, a nosso, foi a última casa a ser destruída, sob a sombra horrenda do prédio miserável e medíocre que espreitava por trás. Ficou a fotografia, testemunho da barbárie insolente e arrogante de quem, julgando ser eterno, deixou dúvidas muitas sobre a razão subjacente à decisão que tomou.
O edifício Pak Vai
A especulação imobiliária, nascida a partir dos finais dos anos 1960 é, por definição local, a utilização máxima da área de implantação disponível sem quaisquer preocupações estéticas, num completo desprezo por cérceas ou preocupações semelhantes.
Área originalmente destruída está delimitada a vermelho enquanto que a zona delimitada
a amarelo e vizinha do campo de futebol, foi mantida, provavelmente por estar confinada ao cemitério.
Em artigo próximo, abordarei com maior profundidade e documentação, o que foi o Património edificado de Macau.
Neste texto resta apenas a memória de um dos muitos bairros de Macau, que ajudaram ao reforço da identidade de Macau no seu todo.

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