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guardem algumas destas expressões na vossa “alembradura”

Eva Rebocho shared a photo.
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SER ALENTEJANO É QUALQUER COISA!!

Eu – Abalei às 15h…
Ele – Tu o quê??
Eu – Abalei…
Ele – O que é isso?
Eu – Ora, fui-me embora…
Todo o bom alentejano “abala”, para um sítio qualquer, que normalmente é já ali. O ser já ali é uma forma de dizer que não é muito longe, mas claro que qualquer aldeia perto aqui no Alentejo está no mínimo a cerca de 30km. Só um alentejano sabe ser alentejano!
Um alentejano “amanha” as suas coisas, não as arranja, um alentejano tem “cargas de fezes”, não tem problemas, um alentejano vai “à do ou à da…” não vai a casa de…, um alentejano “inteira-se das coisas” não fica a saber… No Alentejo não há aldrabões há “pantomineiros” e aqui também não se brinca, “manga-se”.
No Alentejo não se deita nada fora, “aventa-se” qualquer coisa e come-se “ervilhanas” ou “alcagoitas” (amendoins) e “malacuecos” (farturas). Os alentejanos não espreitam nada nem ninguém, apenas se “assomam”… E quando se “assomam” muitas vezes podem mesmo ter dores nos “artelhos” (tornozelos)!
As coisas velhas são “caliqueiras” e muitas vezes viaja-se de “furgonete” (carrinha de caixa aberta), algo que pode deixar as pessoas “alvoreadas” (desassossegadas). Quando algo não corre bem, é uma “moideira” (chatice) e ficamos “derramados” (aborrecidos) com a situação, levando muitas a vezes a que as pessoas acabem por “garrear” (discutir) umas com as outras e a fazerem grandes “descabeches” (alaridos).
“Ainda-bem-não” (regulamente) as pessoas tem que puxar pela “mona” (cabeça) para se desenrascarem quando muitas vezes a solução dos seus problemas está mesmo “escarrapachada” (bem visível) à sua frente.
Não estou “repesa” (arrependida) de ter escrito esta pequena crónica, com vista a lembrar detalhes do património oral que nos é tão próximo e muitas vezes de “bradar” aos céus. “Dei fé” (pesquisei) a algumas expressões e tentei não vos criar, a vós leitores, uma grande “moenga”, apenas quero que guardem algumas destas expressões na vossa “alembradura” (lembrança)!
Autora. Maria Florindo

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""Não sabem nada de mim. 
Ninguém sabe nada de alguém...
 Não somos histórias contadas em hora e meia ." - Marta Gautier

"Os meus olhos observam os detalhes que não sabem usar as palavras. Os meus olhos gritam sentimentos que estão no lume lento da minha carne. E tropeçam nas emoções que se atropelam, umas às outras, de tão urgente que é a voz que ainda não têm. Os meus olhos mastigam a dor quando não podem chorar. Escondem o desespero quando não devem mostrar fragilidade. E choram com força, exaustos — quase morrem na dor que não conseguem atenuar.
Mas também riem. Riem das pequenas ironias da vida que lhes mostram que essa mesma vida tem sempre um outro lado melhor. E dançam com a música que só conseguem ver nos movimentos genuínos do corpo — quando a melodia o envolve.

Os meus olhos dizem tudo. À sua maneira. Todos os dias. São a minha voz mais funda. Aquela que conta a minha história de forma inteira. A voz que pode ficar rouca, mas nunca muda. A voz que tanto diz, sem se preocupar com as palavras."
 Laura Azevedo"
""Não sabem nada de mim. 
Ninguém sabe nada de alguém...
 Não somos histórias contadas em hora e meia ." - Marta Gautier

"Os meus olhos observam os detalhes que não sabem usar as palavras. Os meus olhos gritam sentimentos que estão no lume lento da minha carne. E tropeçam nas emoções que se atropelam, umas às outras, de tão urgente que é a voz que ainda não têm. Os meus olhos mastigam a dor quando não podem chorar. Escondem o desespero quando não devem mostrar fragilidade. E choram com força, exaustos — quase morrem na dor que não conseguem atenuar.
Mas também riem. Riem das pequenas ironias da vida que lhes mostram que essa mesma vida tem sempre um outro lado melhor. E dançam com a música que só conseguem ver nos movimentos genuínos do corpo — quando a melodia o envolve.

Os meus olhos dizem tudo. À sua maneira. Todos os dias. São a minha voz mais funda. Aquela que conta a minha história de forma inteira. A voz que pode ficar rouca, mas nunca muda. A voz que tanto diz, sem se preocupar com as palavras."
 Laura Azevedo"

Eva Rebocho
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PORTUGUÊS DE PORTUGAL NÃO PASSA NO BRASIL – SÓ LEGENDADO

PORTUGÊS DE PORTUGAL NÃO PASSA NO BRASIL

Ouro Verde: Superprodução é a nova novela da Band

Uma premiada superprodução internacional gravada no Brasil e na Europa é a nova novela da Band, que estreia segunda que vem. Ganhadora do prêmio Emmy, ‘Ouro Verde’ é uma história de amor, traição, vingança e muitas reviravoltas, contada por atores consagrados.

https://noticias.band.uol.com.br/jornaldanoite/videos/16672465/ouro-verde-superproducao-e-a-nova-novela-da-band.html?fbclid=IwAR3PlQx4uKC1ZIqlQsNshJOGJmpMNtTVfPZKM1xWY4i2wVvDmQZ4zT1o24c

NOTICIAS.BAND.UOL.COM.BR
Uma premiada superprodução internacional gravada no Brasil e na Europa é a nova novela…
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o doutor da mula ruça (não confundir com o da mula russa)

“”””””””””EXPRESSÕES IDIOMÁTICAS””””””””””

Há muitas na Língua Portuguesa. De onde vêm? O que lhes deu origem? O que significam?
É isso que vou tentar deslindar e partilhar aqui.

**********DOUTOR DA MULA RUÇA***********
Quando se quer depreciar os conhecimentos de alguém, costumamos empregar a expressão: ele não passa de um doutor da mula ruça.
Esta expressão hoje depreciativa refere-se a um facto histórico. Segundo lemos, tratava-se de António Lopes que tirou curso de medicina na Universidade de Alcalá de Henares. Como este curso não era reconhecido em Portugal e porque os doentes gostavam do modo como eram tratados por este médico, isto levou-o a pedir ao rei D. João III, em 1534, uma equivalência de diploma.
O rei pediu ao médico da corte que avaliasse os conhecimentos de António Lopes. Depois de lhe ter sido comunicado que o médico em questão era pessoa competente para exercer a sua profissão, D. João III fez carta régia em que dizia: “António Lopes, físico da mula ruça, morador nesta cidade me disse por sua petição que ele estudou nove ou dez anos no estudo de Alcalá”. A designação de MULA RUÇA, que está na carta régia, deve-se talvez ao facto de este médico se deslocar a casa dos pacientes numa mula ruça. O que a expressão não tinha era a conotação negativa com que hoje a empregamos:
DOUTOR DA MULA RUÇA – pessoa com poucos conhecimentos.

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blogue do Chrys, notícias de tudo e de nada

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