Ratos gigantes no Convento de Mafra. Mito ou realidade?

Existem, correm nos recantos sombrios dos esgotos e por vezes assustam alguns visitantes desprevenidos, mas não são mutantes, pelados ou cegos. Não têm fome de carne, nem sequer são aos milhares. São apenas ratos que vivem no Convento de Mafra. Texto de Ana Pago Mafra tornou-se maior do que a imaginação mal José Saramago publicou […]

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Lenda da Caldeira de Santo Cristo, ilha de S.Jorge.

Lenda da Caldeira de Santo Cristo, ilha de S.Jorge.
Há muito tempo atrás, junto à Lagoa da Fajã de Santo Cristo, um homem desceu à Fajã da Caldeira de Santo Cristo,para trazer o gado a pastar. Era uma alternância anual entre as altas pastagens das serras e o clima ameno das fajãs.
Para muitas famílias, era nas fajãs que se encontrava o sustento diário: lapas, amêijoas, polvos, moreias, agriões, inhame e outros alimentos que a natureza dava e dá sem que o homem tenha de os cultivar. Para chegar às fajãs era preciso descer longos caminhos estreitos ao longo das altas falésias.
Tendo então o pastor deixado o gado a pastar, para ocupar o tempo livre, foi para a margem da lagoa, onde começou a apanhar lapas para o almoço. Junto da lagoa de águas salgadas, mornas e tranquilas encontrou também muitas amêijoas que aproveitou para apanhar.
Sentou-se um pouco a descansar junto da lagoa antes de ir pescar, sentindo as pernas a tremer com o esforço da descida da falésia. Ao passar o olhar pelas águas da lagoa, reparou num objecto a flutuar junto da margem mais afastada junto ao mar, que lhe pareceu ser de madeira trabalhada, esculpida.
Encontrou então uma imagem do Senhor Santo Cristo. Surpreendido com o achado, pegou na imagem, molhada e inchada de estar na água, e levou-a para terra seca. Ao fim do dia, quando voltou para casa fora da fajã, levou a imagem e colocou-a imagem em local de destaque numa das melhores salas da sua casa.
Na manhã seguinte, quando a família se levantou o Santo Cristo desaparecera. Depois de procurarem por toda a casa e de já terem dado as buscas por terminadas, ele foi de novo encontrado, dias depois, na mesma fajã e local onde tinha sido encontrado da primeira vez. Foi levado várias vezes para o povoado fora da rocha, e durante a noite a imagem voltava sempre a desaparecer, até que alguém disse: “O Santo Cristo quer estar lá em baixo na fajã à beira da caldeira, pois que assim seja”.
O povo decidiu então juntar-se para construir uma igreja. Começaram os preparativos para as obras, com o objectivo de levantar a igreja do outro lado da lagoa. No entanto, quando foram para pegar nas pedras estas não se mexiam, era como estivessem coladas ao chão. “O senhor Santo Cristo quer ficar onde foi encontrado”, disse alguém. Alguns meses depois e com muito sacrifício, a igreja estava terminada e a imagem colocada no seu altar. Aquela fajã passou a chamar-se Caldeira do Santo Cristo.
Conta ainda a lenda que o padre da aldeia que vivia fora da fajã e não se desejava deslocar a ela para rezar a missa, resolveu um dia que havia de levar a imagem novamente para fora da fajã. Tentou pegar na imagem para a tirar do altar e a levar, mas ficou com o pés colados ao chão e sem se conseguir mexer. O padre terá então dito ao sacristão:”Ajuda-me aqui que eu não posso andar”. O sacristão bem tentou, mas por fim confessou: “Ó senhor padre, eu também não consigo dar passada!” “Então deixa-se o santinho aqui” disse o padre.
Instantes depois do padre desistir de levar a imagem, os seus pés e pernas ficaram ágeis. Perante isto, o padre e todas as pessoas convenceram-se que era ali que santo Cristo tinha de ficar para todo o sempre.

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LENDA DO CATIVO DE BELMONTE

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Visit Belmonte

Belmonte Medieval 2019 | 14 a 18 de Agosto

LENDA DO CATIVO DE BELMONTE
Esta é a história de Manuel, um corajoso escudeiro de um cavaleiro de Belmonte. Ambos partiram da sua terra natal para combater os mouros em duras batalhas, onde sempre mostraram a sua bravura.
Um dia, Manuel foi capturado pelos mouros e levado para Argel. Ali ficou longos anos como escravo, tendo um senhor muito cruel que lhe dava maus tratos, obrigando-o a trabalhos muito duros e à noite o fechava numa arca.
Encarava o seu destino como uma penitência e iludia as saudades da terra e da família com as tarefas mais pesadas. Após muitos anos, o seu senhor perguntou-lhe qual o significado da palavra que Manuel repetia vezes sem conta: esperança. Manuel disse-lhe que significava o desejo de voltar à sua terra e a sua fé na Virgem da Esperança.
O mouro respondeu-lhe que tal fé era impossível e tornou-lhe a vida ainda mais dura.
Conta a lenda que a Virgem se apiedou de Manuel e a arca onde Manuel costumava dormir elevou-se no ar e desapareceu em direção ao mar.
No mesmo dia, as gentes de Belmonte que se dirigiam à missa na Igreja de Santa Maria viram, espantados, uma arca aterrar junto a esta e de lá sair Manuel. A alegria foi indescritível e o povo decidiu erguer nesse sítio uma outra capela, dedicada a Nossa Senhora da Esperança.
O alarido misturou-se com o cantar alegre dos sinos. O júbilo causado pela inesperada e milagrosa aparição de Manuel foi enorme.

A Lenda renasce…

Para saber tudo acerca da Belmonte Medieval 2019:
https://cm-belmonte.pt/belmonte-medieval-2019/

#belmontemedieval

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conhece a lenda do cativo de Belmonte?

 

a única pintura existe em PDL no Museu Carlos Machado (reprodução proibida)

século XVII [Atribuição]

Pintura sobre tábua, proveniente do Convento da Ordem Feminina de S. Francisco (Clarissas), de Ponta Delgada, e de invocação a Santo André. Mosteiro fundado em 1567, e que subsistiu até 1895, data do óbito da sua última Freira.

Pintura a óleo sobre tábua, de média dimensão, representando a lenda do Cativo de Belmonte (ident. Victor Serrão em 2009) Do lado direito, e em primeiro plano, uma caixa/arca de madeira aberta, de onde emerge, ajoelhado, a figura do “cativo” em prece à Virgem representada ao centro na parte superior, sentada, coroada, envolta em radiação circundada por uma nuvem. A figura do cativo – identificada pelas grilhetas nos pulsos e a corrente pendente do pescoço – está representada de mãos postas, com um traje vermelho, o rosto barbado, cabelo castanho e dirige o olhar ao alto, para a Virgem. Do lado esquerdo, jazem adormecidos junto à caixa, um ancião, armado com uma espada (sabre?) e um cão. Ainda do lado esquerdo e em segundo plano, um galo e ao fundo uma igreja com os telhados vermelhos e a sua torre sineira. A obra executada sobre três grossas tábuas de madeira de…(?) [com marcas visíveis dos instrumentos de corte, com preparado branco (visível nos bordos da lacuna,) camada pictórica espessa, com verniz de acabamento bastante escurecido e de aplicação irregular, com escorridos apresentando oxidação. As tábuas, justapostas na vertical, estiveram presas por duas travessas horizontais pregadas no verso, agora em falta. Moldura de madeira purpurinada, simples, de perfil em meia cana com rebordo, pregada na frente do suporte.

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The Crocodile and the Kangaroo’ is the story of Australia and East Timor

 

VER A MINHA TRADUÇÃO PARA PORTUGUÊS https://www.academia.edu/36951577/nova_f%C3%A1bula_timorenses_A_preocupa%C3%A7%C3%A3o_do_Canguru_sobre_o_futuro_do_Crocodilo

 

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