Lenda do Vai com o Diabo.

Lenda do Vai com o Diabo.
“Era uma vez uma mulher de Guadalupe, na Graciosa, que ía casar uma filha em poucos dias. Estavam a fazer as cozeduras e, com todos os preparativos, a mulher já tinha gasto muito do pouco que tinha. É que para casar uma filha são gastos e mais gastos.
Numa certa altura, a mulher já estava farta de puxar pela carteira e, arrenegada, virou-se para a filha e disse:
– Vai-te com o diabo, rapariga, que me levas tudo o que tenho!
Ninguém prestou atenção a estas palavras, mas passado pouco tempo , quando foram pela rapariga, não a encontraram em casa nem na vizinhança. Toda a gente ficou muito aflita, principalmente os pais e o noivo. Começaram então a procurar em lugares mais distantes, até que, sem saber mais onde procurar, foram para a serra e chegaram junto de um algar a que chamam de Caldeirinha. Desceram o mais depressa que puderam a vereda perigosa que conduz até à entrada de forma arredondada que conduz não se sabe onde? Ainda mais surpresas e aflitos ficaram, quando viram ali as galochas da rapariga e acreditaram que ela estava dentro da Caldeirinha”.

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A HEROICA BRIANDA E A BATALHA DA SALGA

Comemora-se hoje o 439º aniversário da Batalha da Salga.

Faz hoje 439 anos da comemoração da Batalha da Salga. Nessa data surge uma heroína, Brianda Pereira, que na impossibilidade de ter um exército, arrebanhou uma manada de touros que lançou sobre os castelhanos, impedindo-os de entrar na ilha Terceira. Estávamos em plena crise de sucessão de 158…

Faz hoje 439 anos da comemoração da Batalha da Salga. Nessa data surge uma heroína, Brianda Pereira, que na impossibilidade de ter um exército, arrebanhou uma manada de touros que lançou sobre os castelhanos, impedindo-os de entrar na ilha Terceira. Estávamos em plena crise de sucessão de 158…
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TIMOR-LESTE LENDAS E NARRATIVAS, LUIS CARDOSO

LENDAS E NARRATIVAS
Encostou a arma na cabeça do chefe e ameaçou que se continuasse a abusar da sua posição para seduzir a sua irmã lhe daria um tiro na cabeça. O chefe para se escapar de um fatídico destino tirou um coelho da cartola. ” Oho bá, funu hotu ona !”. ” Se me matas, a guerra termina !” Nunca esperou ouvir da sua boca uma resposta tão surpreendente quanto trágica. Estava na sua mão o destino de um povo. Baixou a arma. Assim começou a lenda que o chefe passou a assumir e fê-la acreditar aos outros que assim fosse. Continuou a fazer o que sempre quis fazer pelo tempo fora. Isto nunca aconteceu. Faz parte do fabuloso livro de lendas e narrativas timorenses.

Ratos gigantes no Convento de Mafra. Mito ou realidade?

Existem, correm nos recantos sombrios dos esgotos e por vezes assustam alguns visitantes desprevenidos, mas não são mutantes, pelados ou cegos. Não têm fome de carne, nem sequer são aos milhares. São apenas ratos que vivem no Convento de Mafra. Texto de Ana Pago Mafra tornou-se maior do que a imaginação mal José Saramago publicou […]

Source: Ratos gigantes no Convento de Mafra. Mito ou realidade?

Lenda da Caldeira de Santo Cristo, ilha de S.Jorge.

Lenda da Caldeira de Santo Cristo, ilha de S.Jorge.
Há muito tempo atrás, junto à Lagoa da Fajã de Santo Cristo, um homem desceu à Fajã da Caldeira de Santo Cristo,para trazer o gado a pastar. Era uma alternância anual entre as altas pastagens das serras e o clima ameno das fajãs.
Para muitas famílias, era nas fajãs que se encontrava o sustento diário: lapas, amêijoas, polvos, moreias, agriões, inhame e outros alimentos que a natureza dava e dá sem que o homem tenha de os cultivar. Para chegar às fajãs era preciso descer longos caminhos estreitos ao longo das altas falésias.
Tendo então o pastor deixado o gado a pastar, para ocupar o tempo livre, foi para a margem da lagoa, onde começou a apanhar lapas para o almoço. Junto da lagoa de águas salgadas, mornas e tranquilas encontrou também muitas amêijoas que aproveitou para apanhar.
Sentou-se um pouco a descansar junto da lagoa antes de ir pescar, sentindo as pernas a tremer com o esforço da descida da falésia. Ao passar o olhar pelas águas da lagoa, reparou num objecto a flutuar junto da margem mais afastada junto ao mar, que lhe pareceu ser de madeira trabalhada, esculpida.
Encontrou então uma imagem do Senhor Santo Cristo. Surpreendido com o achado, pegou na imagem, molhada e inchada de estar na água, e levou-a para terra seca. Ao fim do dia, quando voltou para casa fora da fajã, levou a imagem e colocou-a imagem em local de destaque numa das melhores salas da sua casa.
Na manhã seguinte, quando a família se levantou o Santo Cristo desaparecera. Depois de procurarem por toda a casa e de já terem dado as buscas por terminadas, ele foi de novo encontrado, dias depois, na mesma fajã e local onde tinha sido encontrado da primeira vez. Foi levado várias vezes para o povoado fora da rocha, e durante a noite a imagem voltava sempre a desaparecer, até que alguém disse: “O Santo Cristo quer estar lá em baixo na fajã à beira da caldeira, pois que assim seja”.
O povo decidiu então juntar-se para construir uma igreja. Começaram os preparativos para as obras, com o objectivo de levantar a igreja do outro lado da lagoa. No entanto, quando foram para pegar nas pedras estas não se mexiam, era como estivessem coladas ao chão. “O senhor Santo Cristo quer ficar onde foi encontrado”, disse alguém. Alguns meses depois e com muito sacrifício, a igreja estava terminada e a imagem colocada no seu altar. Aquela fajã passou a chamar-se Caldeira do Santo Cristo.
Conta ainda a lenda que o padre da aldeia que vivia fora da fajã e não se desejava deslocar a ela para rezar a missa, resolveu um dia que havia de levar a imagem novamente para fora da fajã. Tentou pegar na imagem para a tirar do altar e a levar, mas ficou com o pés colados ao chão e sem se conseguir mexer. O padre terá então dito ao sacristão:”Ajuda-me aqui que eu não posso andar”. O sacristão bem tentou, mas por fim confessou: “Ó senhor padre, eu também não consigo dar passada!” “Então deixa-se o santinho aqui” disse o padre.
Instantes depois do padre desistir de levar a imagem, os seus pés e pernas ficaram ágeis. Perante isto, o padre e todas as pessoas convenceram-se que era ali que santo Cristo tinha de ficar para todo o sempre.

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LENDA DO CATIVO DE BELMONTE

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Visit Belmonte

Belmonte Medieval 2019 | 14 a 18 de Agosto

LENDA DO CATIVO DE BELMONTE
Esta é a história de Manuel, um corajoso escudeiro de um cavaleiro de Belmonte. Ambos partiram da sua terra natal para combater os mouros em duras batalhas, onde sempre mostraram a sua bravura.
Um dia, Manuel foi capturado pelos mouros e levado para Argel. Ali ficou longos anos como escravo, tendo um senhor muito cruel que lhe dava maus tratos, obrigando-o a trabalhos muito duros e à noite o fechava numa arca.
Encarava o seu destino como uma penitência e iludia as saudades da terra e da família com as tarefas mais pesadas. Após muitos anos, o seu senhor perguntou-lhe qual o significado da palavra que Manuel repetia vezes sem conta: esperança. Manuel disse-lhe que significava o desejo de voltar à sua terra e a sua fé na Virgem da Esperança.
O mouro respondeu-lhe que tal fé era impossível e tornou-lhe a vida ainda mais dura.
Conta a lenda que a Virgem se apiedou de Manuel e a arca onde Manuel costumava dormir elevou-se no ar e desapareceu em direção ao mar.
No mesmo dia, as gentes de Belmonte que se dirigiam à missa na Igreja de Santa Maria viram, espantados, uma arca aterrar junto a esta e de lá sair Manuel. A alegria foi indescritível e o povo decidiu erguer nesse sítio uma outra capela, dedicada a Nossa Senhora da Esperança.
O alarido misturou-se com o cantar alegre dos sinos. O júbilo causado pela inesperada e milagrosa aparição de Manuel foi enorme.

A Lenda renasce…

Para saber tudo acerca da Belmonte Medieval 2019:
https://cm-belmonte.pt/belmonte-medieval-2019/

#belmontemedieval