herança judaica na língua

Ensaio explica influência da cultura hebraica na língua portuguesa

por Lusa, texto publicado por Paula MouratoOntem2 comentários

A influência da cultura hebraica na língua portuguesa é o tema do ensaio do investigador Pedro da Silva Germano, no âmbito de um trabalho mais vasto sobre língua, literatura, temperamentos e comportamentos que diferenciam Portugal de outros povos de língua românica.

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livro das inquisições

in diálogos lusófonos

Livro
HISTÓRIA DAS INQUISIÇÕES – Portugal, Espanha e Itália – Séculos XV-XIX

Repressão ao protestantismo, ao judaísmo e à feitiçaria. Censores em ação feroz contra a atividade intelectual. Torturas cruelmente requintadas. Fogueiras consumindo homens e mulheres em praça pública, diante de uma multidão fascinada.
Essas são as imagens mais difundidas da Inquisição, que costuma ser apresentada como uma realidade única. Ao usar o plural no título de seu livro – História das Inquisições -, o historiador português Francisco Bethencourt já anuncia que vai além de reproduzir a imagem clássica dessa instituição. Um dos aspectos que ele toma como ponto de partida para a sua pesquisa é a duração excepcionalmente longa do aparelho inquisitorial: como uma instituição criada no século XIII conseguiu se manter em funcionamento até os séculos XVIII e XIX?
Analisando com argúcia os ritos, as etiquetas, as formas de organização, os modos de ação e a iconografia que as Inquisições produziram em Portugal, na Espanha e na Itália, Bethencourt acaba desvendando uma rede quase desconhecida de estruturas mentais na Europa latina, além de revelar os muitos efeitos da repressão às heresias nas sociedades que elas tentaram subverter.

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http://www.companhiadasletras.com.br/autor.php?codigo=01635

Nasceu em Lisboa, em 1955. Foi diretor da Biblioteca Nacional de Portugal (1996-8) e atualmente dirige o Centre Culturel Calouste Gulbenkian, em Paris. Professor na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, foi professor visitante em diversas universidades, como a Brown University, nos Estados Unidos, e a Universidade de São Paulo. Organizou em colaboração o volume A memória da nação(Sá da Costa, 1991) e a coleção História da expansão portuguesa (5 vols., Círculo de Leitores, 1998-9).

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JUDEUS ILUSTRES DE PORTUGAL

segunda-feira, 13 de Janeiro de 2014 à(s) 13.1.14 | By: Maria Manuel Magalhaes

Novidade Esfera dos Livros: “Judeus Ilustres de Portugal” de Miriam Assor

No final desta semana chega às livrarias o livro Judeus Ilustres de Portugal de Miriam Assor. Uma extraordinária viagem do século XV ao século XX, para conhecermos as vidas de 14 homens e mulheres ilustres da nossa História. Estes judeus ilustres, de forma variada, nas mais diversas áreas – Medicina, Ciência, Literatura- contribuíram para dignificar e honrar o nosso país, marcando o universo histórico-nacional e além-fronteiras.

Do célebre médico Amato Lusitano, a destemida empresária Dona Grácia Naci, o famoso naturalista Garcia de Orta, o cientista Pedro Nunes, o pensador Isaac Cardoso, o rabino Isaac Aboab da Fonseca, Alfredo Bensaúde, fundador do Instituto Superior Técnico, em Lisboa, a sua filha, Matilde, pioneira da investigação biológica, Alain Oulman, o compositor que revolucionou o fado e deu a conhecer a voz de Amália, o catedrático Moses Amzalak, os corajosos irmãos Samuel Sequerra e Joel Sequerra e Abraham Assor, antigo rabino da Comunidade Israelita de Lisboa.

Sinopse:
Numa extraordinária viagem do século XV ao século XX, as vidas destes 14 homens e mulheres ilustres da nossa História renascem pela mão da jornalista Miriam Assor, que nos conta como de formas variadas, cada um deles contribuiu, enriqueceu, dignificou e honrou o país, marcando terminantemente o universo histórico-nacional e além-fronteiras. Da Medicina à Filosofia, da Ciência ao sector pioneiro empresarial, da Poesia litúrgica a autoridades rabínicas, da Música à Matemática, da Literatura à liderança comunitária. Foram humanistas, homens e mulheres corajosos que optaram por actuar ao serviço do próximo, colocando, muitas vezes, as suas próprias vidas em risco ou num último plano. O célebre médico Amato Lusitano, a empresária destemida Dona Grácia Naci, o famoso naturalista Garcia de Orta, o cientista Pedro Nunes, o pensador Isaac Cardoso, o rabino Isaac Aboab da Fonseca, que, fugido da perseguição que alastrava em Portugal incendiada pelos fogos da Inquisição, encontrou na Holanda a paz para fundar a sinagoga portuguesa em Amesterdão. A extinção formal da Inquisição em 1821 trouxe de volta ao país estes homens e mulheres perseguidos, que dominando várias línguas e em contacto permanente com a Europa e o mundo – quer por razões comerciais quer por razões pessoais – trazem uma lufada de ar fresco ao nosso país. Alfredo Bensaúde, fundador e o primeiro director do Instituto Superior Técnico, em Lisboa. A sua filha, Matilde, pioneira da investigação biológica, única mulher entre os criadores da Sociedade Portuguesa de Biologia. Alain Oulman, o compositor que revolucionou o fado e que teve como principal divulgadora desse seu infindo talento a voz de Amália. O catedrático Moses Amzalak, líder da Comunidade Israelita de Lisboa, que aproveitou a sua proximidade com o ditador Salazar para realizar as operações de socorro aos refugiados do Holocausto. Também os irmãos Samuel Sequerra e Joel Sequerra, a viver em Barcelona, salvaram cerca de mil compatriotas das mãos nazis. Já Abraham Assor chega a Portugal pouco tempo antes de acabar a Segunda Guerra Mundial e seria, por meio século, o rabino da Comunidade Israelita de Lisboa.

Sobre a autora:
Miriam Assor nasceu em Lisboa a 13 de Junho de 1966, no seio de uma família judaica ortodoxa. Uma visita aos campos de concentração nazis, em 1985, fá‐la trocar o curso de Psicologia Aplicada e a cidade pela vida comunitária dos kibbutz e pelo voluntariado, em Israel. Regressa após dois anos e meio e licencia‐se. Simultaneamente cursa Comunicação no Instituto de Aperfeiçoamento Acelerado. Prefere não exercer nenhum dos diplomas e ingressa na companhia aérea El Al, onde trabalha durante uma década. Enquanto a rotina assentava no verbo viajar, publica, em 1997, Libi, um livro de poemas. Doze meses volvidos, a escrita voa muito mais alto que os aviões. Torna‐se cronista da grande escola de humanismo que foi o semanário O Independente. Desde esse passo, a escrita teima e insiste, e, em 1999, edita Sentidos. Coordena, em 2001, Luz, em homenagem póstuma ao seu pai, Abraham Assor, rabino da Comunidade Israelita de Lisboa durante cinquenta anos. Em 2003 coordena a obra Gueto de Varsóvia e na sequência deste tema é comissária de duas exposições, coincidindo a última, em 2005, com a exposição documental alusiva à vida de Aristides de Sousa Mendes, Registos para a Liberdade, na Casa do Registo, em Lisboa. Crónicas de Táxis (2008) é uma compilação de crónicas publicadas na revista Domingo, publicada pela CSantos VP (concessionário Mercedes). Em Abril de 2009 publica Aristides de Sousa Mendes, Um Justo Contra a Corrente, Guerra e Paz Editores, que marcou indelevelmente a investigação sobre uma das mais generosas personalidades do século XX português. Para a Presselivre escreveu, entre outras obras, Sá Carneiro (2010) e Viagem aos Segredos da Maçonaria (2012) – obras distribuídas pelo jornal Correio da Manhã. Em Julho de 2013, editado pelos Livros d’Hoje, saiu de sua autoria Jorge Jesus, o Treinador que Mantém a Chama Acesa. Actualmente é jornalista freelancer.

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livro sobre judeus portugueses

Livro – História dos Judeus Portugueses
AutorCarsten L. Wilke(1)
Classificação AutorAutor
EditoraAlmedina
ISBN9789724415789
Páginas247
Livro - Historia dos Judeus Portuguesesin diálogos lusófonos

Portugal tem um olhar único sobre a história judaica.

No imaginário nacional, o judaísmo pertence não apenas à sua tradição cultural, mas também à sua genealogia. Na época medieval, os monarcas portugueses garantiram aos judeus mais proteção e segurança do que qualquer outro país europeu. A entrada de Portugal na era moderna fez-se, porém, no decurso de um processo de cristianização violenta de toda a sua vasta comunidade judaica, e os descendentes desta, quando não puderam, ou quiseram, sobreviver como judeus no exílio, misturaram-se em grande número ao resto da população.

Os que se exilaram e vieram a fundar, ou desenvolver, dezenas das mais dinâmicas comunidades judaicas do mundo moderno, nem por isso deixaram de reivindicar além-fronteiras a identidade contraditória de judeus do desterro de Portugal. Há mais de um século que esta história complexa e absolutamente singular apaixona estudiosos dos mais variados ramos do saber, dentro e fora de Portugal. E se hoje os aspectos parcelares de dois milênios de civilização judeo-portuguesa estão amplamente estudados, são também dos mais mal resumidos, o que explica que sejam tão mal conhecidos fora dos círculos especializados.

(1) Carsten L. Wilke é doutor em Estudos Judaicos pela Universidade de Colónia e estudou na Escola Prática de Altos Estudos de Paris. Foi professor nas universidades de Heidelberg, Düsseldorf e Bruxelas, e é actualmente investigador no Instituto Steinheim de História Judaica Alemã, em Duisburg. Autor de numerosos livros e artigos, Carsten Wilke tem-se dedicado ao estudo das transformações vividas pelo judaísmo europeu, desde o criptojudaísmo do Renascimento ibérico até o modernismo rabínico do século XIX.
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JUDEUS EM CABO VERDE

IN DIÁLOGOS LUSÓFONOS

RETRATOS

Judeus “ressuscitam história” em Cabo Verde14 Fevereiro 2013

Wahnon, Cohen, Levi, Benchimol, Benoliel, Benrós, Abraão, Jacó, Brigham. Certamente tem um familiar ou conhece alguém com um destes apelidos. Mas há poucos, muito poucos que questionam a sua origem. São sobrenomes que os judeus usavam e que ficaram aquando da sua imigração para Cabo Verde, vindos de Marrocos e Gibraltar, nos meados do Séc. XIX. Mas não foram apenas os apelidos que essas famílias deixaram por estas bandas. Graças à sua forma de preparar os seus mortos para o sepultamento, construíram-se cemitérios em Santo Antão, na Boa Vista e em Santiago, um imenso e importante património que está agora a ser recuperado pelo Projecto de Preservação da Herança Judaica em Cabo Verde (CVJHP), uma organização sem fins lucrativos criada nos EUA por Carol Castiel. Em entrevista ao asemanaonline, esta judia conta como surgiu a ideia, os objectivos, a sua importância para Cabo Verde e traça o passo maior: classificar a herança judaica como Património Nacional.

Judeus “ressuscitam história” em Cabo Verde
A Semana: Como é que surgiu a ideia de preservar a herança judaica em Cabo Verde?
Carol Castiel: O Projecto para a Preservação da Herança Judaica foi criado nos EUA. Eu interessei-me porque viajo para Cabo Verde frequentemente desde 1986. Eu era directora de um programa de bolsas para o Instituto Afro-americano e havia muitos candidatos de Cabo Verde com apelidos judaicos, como Levi, Wahnon, Benchimol. Eu perguntei e eles explicaram que a maioria dos seus antepassados veio de Marrocos e era judia. Em Cabo Verde o meu interlocutor foi o José Luís Rocha, actual Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros, mas que nessa altura trabalhava no Ministério que tutelava a Cooperação. Ele também é descendente de uma família judaica, Brigham, que é de Santo Antão. Foi ele quem me informou que havia cemitérios judaicos em Cabo Verde. A partir daí a curiosidade falou mais alto e comecei a interessar-me pela história judaica do país. Eu sou voluntária, não ganho um tostão com isto, trabalho na Voz da América e só quando venho de férias é que mostro o meu empenho e dedicação a esta causa.
Quando é que criou o projecto?
Com a ajuda de um amigo advogado, também ele judeu, criei o projecto em 2007. Os membros do Conselho de Administração são a Embaixadora dos EUA em Cabo Verde, o Embaixador de Marrocos em Cabo Verde, Embaixador de Portugal e várias outras pessoas, como o Januário Nascimento, o John Wahnon, e o José Tomás Veiga. Depois de criar o projecto, conheci mais gente descendente de judeus, como a Vera Duarte, dos Benrós, em Santo Antão. O nosso objectivo é restaurar os quatro cemitérios judaicos em Cabo Verde: dois em Santo Antão, um na Boa Vista e outro na cidade da Praia.
Além dos cemitérios, o que é que encontraram herança judaica?
Os vestígios da herança judaica são essencialmente os cemitérios. Foram na sua maioria homens judeus solteiros que vieram para Cabo Verde. E pouco a pouco começaram a assimilar os costumes cabo-verdianos, a casar-se com as crioulas cristãs o que diluiu os costumes judaicos. É por isso que hoje não há uma comunidade praticante do judaísmo, mas sim os vestígios dessas famílias e da sua presença judaica em Cabo Verde. Mas o mais importante é que deixaram traços da sua identidade. Essa gente se sentiu uma ligação a uma religião e aos seus costumes. Muitas dessas famílias nada sabiam sobre o judaísmo, mas agora interessaram-se em saber mais e a colaborar com o nosso projecto.
Além de recuperar a herança, querem que as pessoas pratiquem o judaísmo?
Absolutamente não. Queremos é ajudar as pessoas saber e compreender um pouco da sua história e do seu passado. A nossa organização podia servir como recurso para saber o conceito de Deus em judaísmo ou como é que o judeu enterra os seus mortos, o significado das rezas, porque um cemitério é mais importante do que uma Sinagoga, etc. Queremos ser o recurso, a ponte para educar as pessoas. Mas se a pessoa quiser converter-se, aí não há problema. Podemos indicar a pessoa com quem pode falar para todo esse processo.
Quando é que os judeus vieram para Cabo Verde?
Os judeus vieram para Cabo Verde no Séc. XIX, principalmente por razões económicas. Havia condições, oportunidades de comércio – carvão, porto grande, agricultura, mar – no país. Primeiro foram os ingleses que estiveram aqui e muitos judeus vieram com os passaportes britânicos, através de Gibraltar.
Qual a importância e que vantagem Cabo Verde pode ter com essa recuperação?
Honrar a memória e preservar a história por si só é uma coisa muito importante. O património judaico em Cabo Verde deve ser preservado, porque isso faz parte da sua história e da sua própria identidade como povo. Se não conhecemos a nossa história é como um capítulo perdido da nossa vida. Eram poucos, mas os judeus tinham um peso enorme a nível económico e educacional do país. Eram famílias importantes que derem muito para as ilhas ao nível económico. O senhor David Benoliel era considerado o motor da ilha da Boa Vista. Empregou muita gente, tomou conta da ilha nas alturas mais críticas. São pessoas de destaque e fazem parte integrante da história do povo cabo-verdiano, mas isso até agora não foi reconhecido. Há ainda vantagens económicas e culturais para Cabo Verde, porque uma vez recuperados, os cemitérios e as casas comerciais poderão servir como roteiro turístico para os judeus de vários países. As pessoas saberão que Cabo Verde é um povo de mistura de muitos povos, mas também que não tem um turismo só de sol e de praia. Pode ter um turismo cultural e histórico. Isso mostra a tolerância de um povo plural, com uma origem plural. É interessante conhecer cada vez as nossas origens e enriquece a nossa personalidade.
Há pessoas no estrangeiro com esses apelidos, isso nos leva a dizer que já temos uma diáspora judaica?
Esta é uma boa pergunta. Em Lisboa há uma geração de judeus, como o Jacinto Benrós, gente que deu dinheiro do seu bolso porque acredita no nosso projecto. São pessoas que falam e fazem. Não são muito ricas, mas gostam de ajudar. Há uma diáspora de cabo-verdianos católicos e uma diáspora de cabo-verdianos judeus, espalhados pelos EUA e pela Europa. O nosso trabalho não é só recuperar cemitérios e depois fazer visitas a túmulos, mas sim documentar a história e preservar a memória. Estamos a recolher todos os dados para eventualmente publicar livros e vídeos sobre os judeus. Estamos a fazer a documentação possível para entender melhor, saber o que fez esta gente imigrar para Cabo Verde e o impacto que tiveram na economia local.
Relativamente às autoridades, como tem sido a abertura para com este projecto?
Como associação, a primeira coisa que fizemos foi enviar uma carta ao Primeiro-ministro, José Maria Neves. Mas este nos informou que são as Câmaras Municipais que tomam contam dos cemitérios. Depois disso, fui à Santo Antão, assinar um protocolo com a Câmara Municipal da Ribeira Grande. Mais tarde, assinamos protocolos também com as Câmaras da Boa Vista e da Praia. Mais: mantemos contactos com o Ministério da Cultura, para este avaliar a possibilidade de classificar os cemitérios e outros lugares de memória judaica como patrimónios nacionais.
Já fizeram esta proposta?
Sim. Já enviamos as propostas e tivemos um feedback muito positivo. Neste momento, estamos empenhados nos estudos. Daqui para frente o nosso trabalho será centrado no sentido de ver a herança judaica ser classificada a património nacional. A nossa ideia é trazer mais gente para Cabo Verde e colocar o país no roteiro de turismo cultural.
Quem, por exemplo?
O projecto está no começo. Mas achamos interessante trazer uma delegação de Marrocos ou Gibraltar a Cabo Verde, para conhecer a realidade, realizar intercâmbios culturais e comerciais no país. Gostaríamos de apresentar uns aos outros e saber como podemos trabalhar juntos. O rei de Marrocos, Mohammed VI, que dá muito valor a herança judaica, soube do nosso empenho, isso o sensibilizou e deu o seu contributo. Agora, ele é um dos nossos maiores benfeitores. E graças a sua ajuda arrancamos com a recuperação no cemitério da Várzea e da Boa Vista. Brevemente vamos iniciar os trabalhos em Santo Antão. Para nós é simbolicamente interessante, estamos a ressuscitar a história. Um rei muçulmano financiando a recuperação da herança judaica num país maioritariamente católico-cristão é uma mensagem importante de tolerância. É a prova que quando saímos da política tudo é possível.
Por: Ricardino Pedro
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