AUSTRÁLIA, BALI, EVACUAÇÃO INDONÉSIA

Covid-19: Austrália reforça aviso a viajantes na Indonésia

Díli, 02 abr 2020 (Lusa) – O governo australiano reforçou hoje o aviso aos seus cidadãos que estão na Indonésia para que “saiam agora, sem demora” do país, indicando que a transmissão de covid-19 “se espalhou por todo o arquipélago”.
“Se é um turista em Bali (ou na Indonésia em termos mais amplos) saiam agora – sem demora (…). Se é um residente a longo prazo na Indonésia, considere se tem o apoio e acesso necessário aos serviços de saúde que você e a sua família precisam”, refere o aviso.
O Governo australiano explica que “não há planos de evacuação” e que as opções de regresso à Austrália “estão a diminuir rapidamente” depois da suspensão de voos da Quantas, Jetstar e Virgin.
Este alerta surge depois de a Indonésia proibir, a partir de hoje e por tempo indefinido, a entrada ou o trânsito de estrangeiros não residentes.
“A transmissão de covid-19 espalhou-se agora de forma alargada à maior parte das províncias do arquipélago, incluindo Bali”, nota o Governo australiano.
“Há disponibilidade limitada de testes e de infraestruturas de controlo da infeção. O cuidado crítico para australianos, incluindo em Bali, é significativamente menor do que os padrões disponíveis na Austrália e evacuação médica para pacientes de covid-19 não será permitida”, refere ainda.
Camberra nota que há uma “carência critica de ventiladores e cuidados intensivos” e que o Governo australiano “não pode garantir acesso ao hospital ou outros serviços de saúde na Indonésia” porque estes serviços “estão já sob forte pressão na atual crise”.
A Indonésia tem até ao momento 1.677 casos confirmados com 157 mortes e 103 pacientes recuperados.

ASP // SB
Lusa/Fim

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INDONÉSIA ISOLA-SE

Covid-19: Indonésia impede entrada de estrangeiros, confirmando isolamento de Timor-Leste

Díli, 01 abr 2020 (Lusa) – A Indonésia anunciou hoje a proibição da entrada de cidadãos estrangeiros não residentes, mesmo em trânsito, com medidas idênticas às adotadas na Austrália e em Singapura, deixando assim sem alternativas timorenses e estrangeiros em Timor-Leste.
A nova restrição, que entra em vigor a partir de quinta-feira, implica que para a Indonésia só podem viajar cidadãos ou residentes permanentes, medida que já estava em vigor em Singapura e na Austrália.
Até agora cidadãos estrangeiros em Timor-Leste, incluindo portugueses, que quisessem sair do país, poderiam ainda viajar através da Indonésia, mesmo que sendo exigido um atestado médico e um visto.
Díli tem ligações aéreas para Darwin, na Austrália, para Bali, na Indonésia e para Singapura, ainda que atualmente com uma frequência mais reduzida.
Devido às restrições implementadas nesses três países, passa a ser impossível sair de avião para timorenses e estrangeiros.
Paralelamente, e no sentido inverso, Timor-Leste também fechou as suas fronteiras à entrada de cidadãos estrangeiros não residentes.
No caso das medidas anunciadas pela Indonésia são permitidos apenas diplomatas, pessoal envolvido em apoio médico ou humanitário, tripulações de aviões e quem esteja a trabalhar em “projetos estratégicos nacionais”.
A Indonésia confirmou um total de 1.528 casos da covid-19, com 136 mortes.
O Governo anunciou já um pacote de 24,6 mil milhões de dólares (22,48 mil milhões de euros) para responder à covid-19 no país, incluindo gastos em saúde, medidas económicas e apoios sociais.
Em Timor-Leste, está confirmado um caso da doença.
O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 828 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 41 mil.
Dos casos de infeção, pelo menos 165 mil são considerados curados.
Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

ASP // VM

Lusa/Fim

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a crise na indonesia

Covid-19: Indonésia impõe estado de emergência mas resiste ao confinamento

Jacarta, 31 mar 2020 (Lusa) – O Presidente da Indonésia, Joko Widodo, declarou hoje o estado de emergência mas não impôs o confinamento generalizado apesar dos apelos no país, o quarto mais populoso do mundo e onde se multiplicam as infeções da covid-19.
O Governo indonésio foi vivamente criticado por não ter imposto um confinamento estrito nas grandes cidades, incluindo a capital Jacarta, uma megalópole de 30 milhões de habitantes e onde foram detetados a maioria dos casos.
“Para ultrapassar o impacto da covid-19, optámos por um distanciamento social em larga escala”, revelou em conferência de imprensa o Presidente do país do sudeste asiático.
“Devemos extrair as lições das experiências de outros países, mas não podemos copiá-los porque cada país tem as suas próprias características”, acrescentou.
Os últimos dados oficiais referem-se a 1.528 infetados e 136 mortes. Mas estes números são considerados como provavelmente subestimados num arquipélago com mais de 260 milhões de habitantes que apenas efetuou alguns milhares de testes.
Na semana passada, o sindicato dos médicos indonésios advertiu que o alcance da pandemia é mais vasto face aos números oficiais e que a estratégia do Governo “está a fracassar”.
O governador de Jacarta, Anies Baswedan, afirmou que perto de 300 corpos de presumíveis, ou confirmadas, vítimas do novo coronavírus foram envolvidas em plásticos e enterradas rapidamente na cidade desde o início de março, sugerindo um balanço mais pesado que o anunciado oficialmente.
Baswedan pediu ainda um confinamento total da capital, até ao momento sem sucesso.
O Presidente não forneceu detalhes precisos sobre a instauração do estado de emergência, mas anunciou uma verba de 1,5 mil milhões de dólares suplementares (1,3 mil milhões de euros) de ajudas sociais e subsídios para os indonésios com rendimentos mais baixos.
Os analistas consideram que o Presidente indonésio está renitente na imposição de um confinamento que não seria acatado por dezenas de milhões de indonésios dependentes diariamente de um trabalho informal na maior economia do sudeste da Ásia.
Em paralelo, o Ministério da Lei e Direitos Humanos decretou a libertação antecipada de cerca de 30.000 prisioneiros no âmbito das medidas para conter a propagação do novo coronavírus nas superlotadas prisões do arquipélago.
A população abrangida representa cerca de 10% dos 272.000 detidos do país.
O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 791 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 38 mil.
Dos casos de infeção, pelo menos 163 mil são considerados curados.
Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.
O continente europeu, com quase 439 mil infetados e mais de 27.500 mortos, é aquele onde se regista atualmente o maior número de casos, e a Itália é o país do mundo com mais vítimas mortais, com 11.591 mortos em 101.739 casos confirmados até segunda-feira.
A Espanha é o segundo país com maior número de mortes, registando 8.189, entre 94.417 casos de infeção confirmados até hoje, enquanto os Estados Unidos são o que tem maior número de infetados (164.610).
A China, sem contar com os territórios de Hong Kong e Macau, conta com 81.518 casos (mais de 76 mil recuperados) e regista 3.305 mortes. A China anunciou hoje 48 novos casos, todos oriundos do exterior, e mais uma morte, numa altura em que o país suspendeu temporariamente a entrada no país de cidadãos estrangeiros, incluindo residentes.
Além de Itália, Espanha e China, os países mais afetados são os Estados Unidos, com 3.170 mortes (164.610 casos), a França, com 3.024 mortes (44.450 casos), e o Irão, com 2.898 mortes reportadas até hoje (41.495 casos).
O número de mortes em África subiu para 173 nas últimas horas, com os casos confirmados a ultrapassarem os 5.000 em 47 países, de acordo com as mais recentes estatísticas sobre a doença no continente.

PCR // EL
Lusa/Fim

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BALI EM EMERGÊNCIA

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Antonio Sampaio

Covid-19: Bali declara estado de emergência, portugueses ainda retidos na ilha

Denpasar, Indonésia, 31 mar 2020 (Lusa) – A ilha indonésia de Bali, onde estão dezenas de turistas portugueses retidos à espera de conseguir viajar para Portugal, declarou o estado de emergência, que determina medidas mais rígidas para conter a propagação da covid-19.
Entre as medidas, anunciadas pelo secretário regional da administração de Bali, Dewa Made Indra, contam-se mais controlos nas entradas e a imposição de uma quarentena de 14 dias a quem chegar à ilha.
A decisão foi tomada pelo governador de Bali, Wayan Koster, e teve em conta o aumento de casos do novo coronavírus, incluindo os primeiros de transmissão local.
As autoridades registaram até ao momento 19 casos em Bali, onde ocorreu a primeira morte no país devido à covid-19.
“Perante a situação, a administração, a polícia, o exército Indonésio (TNI) e outros elementos podem realizar esforços mais rigorosos para impedir a covid-19”, disse Dewa Made Indra.
“Isso é importante para dar mais proteção aos moradores de Bali”, afirmou, citado pelo jornal Jakarta Post.
A província estava num nível de vigilância desde 16 de março, tendo o estado de alerta aumentado perante o aumento de casos da doença na ilha, que depende do turismo.
Deaw Made Indra disse que as autoridades registaram três casos de contágio local, incluindo um enfermeiro, o que exige medidas adicionais de controlo.
A Indonésia tem atualmente um total de 1414 casos registados, com 122 mortes e 75 pessoas recuperadas.
O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 750 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 36 mil.
Dos casos de infeção, pelo menos 148.500 são considerados curados.
Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

ASP // JMC
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NA INDONÉSIA HÁ MUITO MAIS VÍTIMAS NÃO CONTABILIZADAS

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Antonio Sampaio

Covid-19: Médicos indonésios alertam que número real de vítimas é muito superior

Jacarta, 27 mar 2020 (Lusa) – O sindicato dos médicos da Indonésia disse hoje que as vítimas da pandemia da covid-19 no país são muito superiores às estatísticas oficiais e o número está a crescer, considerando que a estratégia do Governo está “a falhar”.
A Indonésia, que tem 260 milhões de habitantes, o quarto país mais populoso do mundo, não detetou os primeiros casos de infeção até ao início de março mas, hoje, o número de infetados já ultrapassavam os mil, apesar de os testes continuem raros.
“A estratégia do Governo falhou e parece descartar a possibilidade de optar por confinamento da população”, lamentou o porta-voz da associação de médicos indonésios, Halik Malik.
“O nosso sistema de saúde não é tão sólido como o de outros países”, alertou.
Jacarta confirmou 87 mortes atribuídas à pandemia covid-19, uma das mais altas taxas de mortalidade do mundo, o que pode ser explicado pelo baixo número de testes realizados sobretudo a pessoas gravemente doentes.
Segundo um estudo da Escola de Higiene e Doenças Tropicais de Londres, os casos de infeção na Indonésia parecem estar muito subestimados.
As autoridades de Saúde da Indonésia estimam que 700.000 pessoas podem ter sido infetadas desde o início da epidemia.
O número de testes realizados até agora tem sido muito limitado em comparação com outros países.
As autoridades disseram ter testado 2.300 pessoas antes de deixar de publicar números nacionais.
Apesar das críticas, o Governo não quis impor um confinamento estrito no país, nem na capital, uma megalópole onde vivem 30 milhões de pessoas e que concentra a grande maioria dos casos.
A embaixada canadiana na Indonésia alertou que “a situação da covid-19 na Indonésia é muito séria e está a deteriorar-se rapidamente”, apelando aos seus nacionais para que deixem o país.
“O sistema de saúde na Indonésia ficará em breve sobrecarregado. O número final de mortes será muito alto”, referiu a embaixada numa mensagem enviada esta semana aos seus cidadãos.
O arquipélago da Indonésia tem menos de quatro médicos por cada 10.000 pessoas, de acordo com dados de 2017 da Organização Mundial da Saúde.
A vizinha Malásia tem 15 e a Austrália 35 para cada 10.000 habitantes.
Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram médicos a protestar contra a falta de equipamentos de proteção e de ventiladores e a ameaçar entrar em greve.
O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou cerca de 540 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram perto de 25 mil.
Dos casos de infeção, pelo menos 112.200 são considerados curados.
Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde a declarar uma situação de pandemia.
O continente europeu, com mais de 292 mil infetados e quase 16 mil mortos, é aquele onde está a surgir atualmente o maior número de casos, e a Itália é o país do mundo com mais vítimas mortais, com 8.165 mortos em 80.539 casos registados até quinta-feira.

PMC // EL
Lusa/Fim

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covid19 pode perpetuar-se na indonésia

«When the bones of a hitherto-unknown relative of modern man were found on the Indonesian island of Flores in 2003, the discovery shocked the scientific world into rethinking some of its most basic assumptions about our evolution.
What surprised scientists about this one-metre-tall pygmy human (homo floresiensis or “the little lady of Flores”) was not only that she had existed so recently – 50,000 years is the blink of an eyelid in evolutionary terms – but also that clues to her existence had evaded us for so long.

Perhaps it should not have been surprising. Indonesia’s 2 million square kilometres comprise 18,000 or so islands, providing ample hiding space for even the shyest of hominids – and much else besides. Countless species of undescribed birds, animals and plants live in these remote worlds, as do uncontacted and minimally contacted human tribes.
Coronavirus: poor Indonesian families most at risk of sudden spike in infections
15 Mar 2020

Unfortunately, the same remoteness and isolation of these islands that give us such cause for wonder is also what makes Indonesia so uniquely vulnerable to the ravages of the coronavirus.

The country is faced, essentially, with a ticking time bomb. If it fails to get a grip on the crisis soon, the virus will spread to more remote islands where it will be able to fester, undiscovered and untreated for years to come. Much as Lucy managed to evade our detection for all those years, the coronavirus could live on in Indonesia long after it has disappeared from the rest of the world.

AN UNKNOWN OPPONENT
For weeks after the first cases of the coronavirus were discovered in Wuhan, China, some Indonesians appeared under the impression they would be spared its ravages. So much so than when a Harvard study suggested in February there might be undetected cases given the country’s strong travel links with China, it was denounced as “insulting” by none other than the country’s health minister Terawan Agus Putranto. The clean sheet, said the minister, was “all because of prayers”.

Now reality is setting in. The country has reported 450 cases and 38 deaths, most of them in Jakarta, though provinces including West Java, East Java and the Riau Islands have also reported infections. Given the government’s track record, however, it’s easy to believe the reality on the ground may be worse than it’s letting on.

A big part of the problem is the arrogance of the central government led by Joko “Jokowi” Widodo, which from the beginning has not been transparent enough, either to the people or to regional governments. It was slow to notify regional governments about confirmed cases and this compromised efforts to track the disease. There was confusion between various authorities about even the most basic of information, such as the number of suspected infections and monitored individuals.

NOT ENOUGH TESTING
This has left many regional governments essentially fending for themselves. Jakarta’s governor, Anies Baswedan, revealed this week that nearly 300 patients and nearly 700 individuals were being monitored for the virus. West Java’s provincial government said it was monitoring more than 700, while Banyumas city was monitoring more than 200 and all these numbers have been growing by the day.

Meanwhile, the central government’s National Institute of Health Research and Development – which comes under the Ministry of Health – has from the beginning been the only institution with the authority to examine patients for Covid-19, the disease caused by the novel coronavirus.

The institute claims to be able to examine 1,700 samples a day. Yet by Monday, 16 days after the first case appeared, only 1,293 samples had been examined. Why?
Even where tests have been carried out, it takes each patient an average of three days to get the results, due to both long queues and the time needed to send specimens from remote areas to Jakarta.

What’s more, many people who attend hospitals showing symptoms have not been swabbed because they did not have a history of travel or close contact with confirmed patients, even though experts now say these considerations are no longer relevant as Indonesia has already entered the local transmission stage.

Slowly, the country is coming around to the realisation that there are hundreds if not thousands of individuals who are carrying the virus undetected and yet the central government is still not doing anything to improve its testing measures.
Indonesia should learn from South Korea. Within a month of confirming its first case of Covid-19 on January 20, South Korea had tested nearly 8,000 people. A little over a week later, that number had soared to 82,000 as health officials mobilised to carry out as many 10,000 tests each day.

For Indonesia, this means testing must be decentralised from the central government. Local administrations have been calling for any regional laboratory that meets World Health Organisation standards to screen for the disease. The central government has been slow to respond. By the beginning of last week there were still just 10 Centres for Environmental Health and Disease Control Engineering nationwide that were authorised to test, along with Airlangga University Laboratories and Eijkman Molecular Biology Institute.
DARING TO ACT
Compared to the central government, which appears hesitant to act out of fear for the economic consequences, regional governments have dared to take drastic steps.
Jakarta’s governor closed schools in the city for two weeks and postponed the National Examination. In West Java, Governor Ridwan Kamil admitted his province had been buying test kits from a neighbouring country. In Jambi province of Sumatra, the army has built a coronavirus isolation tent to make up for the lack of isolation wards in hospitals. And in Central Java, Governor Ganjar Pranowo has closed both schools and tourist destinations.
These are the local heroes, who should be celebrated. Other provinces, taking their cue from the central government, have been more hesitant to act, leaving schools and other public places very much open. The Governor of Yogyakarta said that “coronavirus should not be an obstacle for children going to school”.

IT’S THE SMALL WHO SUFFER
While it is heartening to see regional governments taking the fight to the coronavirus, the fact that the battle is taking place on so many fronts demonstrates just how great a problem Indonesia faces.
While more advanced regions, in Java for instance, might be able to fend for themselves in the absence of help from the central government, less developed regions, particularly in eastern Indonesia, will be overwhelmed.
At present, the country’s infections are concentrated in Java but we do not know whether this is because fewer people are infected outside Java or if it is simply that they haven’t been detected.
The real worry will come if, and more likely when, the virus reaches the thousands of small islands in eastern Indonesia.

Many of these are close to the border with Papua New Guinea. Cases here will be difficult to detect as there are few medical facilities and a lack of awareness about the virus.
Even on a national level, Indonesia’s health care is among the poorest in the region. It has a doctor-patient ratio of 1 to 6,250, as opposed to the WHO recommendation of 1 to 600. Yet in the islands, the situation is far worse, as more than 60 per cent of health workers are concentrated in Java.
With the central government struggling to come up with a unified strategy, the worry is that the virus may already have spread to Indonesia’s farthest reaches.
At the end of last week following the routing of the market and the rupiah, Jokowi belatedly announced a massive testing drive across the nation. We can only hope that this will be as thorough as promised. Otherwise Indonesia may well end up fighting the coronavirus long after all other countries of the world have conquered it. Without a centralised, unified response that reaches the farthest parts of the country and its myriad islands, it may well find that somewhere out there, unknown to the rest of the world, the virus lives on far longer than we thought possible, beneath the radar, just like the little lady of Flores. ■
Muhammad Zulfikar Rakhmat is an academic at Universitas Islam Indonesia. Dikanaya Tarahita is a writer who focuses on socio-economic issues in Indonesia»

The country’s remote, isolated islands offer a perfect hiding spot for the coronavirus to fester if the Jokowi government fails to act swiftly enough.

SCMP.COM
The country’s remote, isolated islands offer a perfect hiding spot for the coronavirus to fester if the Jokowi government fails to act swiftly enough.
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Medics pay price as researchers say half of Indonesia could be infected with coronavirus

Indonesia has added a grim new statistic to its COVID-19 fatality rates that are already among the highest in the world — a high ratio of doctor deaths amid warnings the countrys health system may not be able to cope with an Italy-level outbreak.

Source: Medics pay price as researchers say half of Indonesia could be infected with coronavirus

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PORTUGUESES NA INDONÉSIA

Covid-19: Situação de turistas portugueses na Indonésia dificultada por restrições

Díli, 23 mar 2020 (Lusa) – A situação de dezenas de turistas portugueses retidos na Indonésia está a ser dificultada pelas restrições às viagens e pelos cancelamentos de voos, disse hoje à Lusa fonte da embaixada de Portugal em Jacarta.
“Estamos nesta altura a recolher informações para fazer um ponto da situação”, adiantou a mesma fonte, referindo que nos últimos dias alguns portugueses, de um grupo inicial de cerca de 70, conseguiram viajar para Portugal.
“Grande parte foi saindo e atualmente penso que estamos longe desse número. Estamos a fazer um ponto da situação para perceber a situação de cada um”, indicou.
Apesar da Indonésia não ter restrições na saída e de se manterem quase todos os voos domésticos, o que permite o acesso a aeroportos internacionais, as opções de saída para a Europa, especialmente para Portugal, são cada vez mais limitadas.
Bali é o local de maior concentração de turistas, mas alguns viajaram para Jacarta “exatamente para procurar alternativas de voo”, disse a mesma fonte.
A situação dos turistas está a ser tratada praticamente ao minuto com responsáveis consulares da embaixada ativos em grupos de whattsapp onde os portugueses colocam questões concretas, relacionadas com opções de viagens e com a situação de vistos, e que a Lusa tem acompanhado.
No caso da Indonésia há casos de pessoas que estão a conseguir remarcar voos, conseguindo alternativas muitas vezes inflacionadas.
Outros estão a pensar ficar porque as condições económicas não permitem que tenham acesso a essas alternativas e outros ainda decidiram, praticamente desde o inicio das restrições, que iam ficar em isolamento na Indonésia.
Para facilitar estas situações, o Governo indonésio aprovou medidas temporárias que facilitam extensões de vistos, com a embaixada a apoiar no envio de cartas individualizadas para facilitar o processo.
Além dos turistas, a embaixada está ainda a acompanhar a comunidade residente na Indonésia, tendo a mesma fonte sublinhado as “mostras de solidariedade e entreajuda”, inclusive de portugueses donos de hotéis e vilas em Bali a fazerem preços mais vantajosos para turistas de Portugal.
Aos residentes na Indonésia e aos que estão a optar por ficar, a embaixada faz as mesmas recomendações que estão a ser feitas em Portugal, nomeadamente a necessidade de manter o isolamento.
O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 324 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 14.300 morreram.
Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.
O continente europeu é aquele onde está a surgir atualmente o maior número de casos, com a Itália a ser o país do mundo com maior número de vítimas mortais, com 5.476 mortos em 59.138 casos. Segundo as autoridades italianas, 7.024 dos infetados já estão curados.
A China, sem contar com os territórios de Hong Kong e Macau, onde a epidemia surgiu no final de dezembro, conta com um total de 81.054 casos, tendo sido registados 3.261 mortes.
Os países mais afetados a seguir à Itália e à China são a Espanha, com 1.720 mortos em 28.572 infeções, o Irão, com 1.685 mortes num total de 22.638 casos, a França, com 674 mortes (16.018 casos), e os Estados Unidos, com 390 mortes (31.057 casos).
Vários países adotaram medidas excecionais, incluindo o regime de quarentena e o encerramento de fronteiras.

ASP // EJ
Lusa/FIm

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  • António Serra Os voos da KLM para Jakarta (KL809) e para Bali (KL835) estão a operar hoje
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INDONÉSIA MAIS DE MEIO MILHÃO DE POSSÍVEIS INFETADOS

JAKARTA – Indonesia has estimated that the number of people who have had possible contact with Covid-19 suspects to be at more than half a million, the authorities said on Friday (March 20), as the government started rapid testing for the virus on its population.
This “high risk” group of between 600,000 and 700,000 people are scattered across the country, with South Jakarta being the worst-hit, the authorities said.
Earlier President Joko Widodo in a statement broadcast live on nation…
JAKARTA – Indonesia has estimated that the number of people who have had possible contact with Covid-19 suspects to be at more than half a million, the authorities said on Friday (March 20), as the government started rapid testing for the virus on its population.. Read more at straitstimes.com.

JAKARTA – Indonesia has estimated that the number of people who have had possible contact with Covid-19 suspects to be at more than half a million, the authorities said on Friday (March 20), as the government started rapid testing for the virus on its population.. Read more at straitstimes.com.

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JAKARTA – Indonesia has estimated that the number of people who have had possible contact with Covid-19 suspects to be at more than half a million, the authorities said on Friday (March 20), as the government started rapid testing for the virus on its population.. Read more at straitstimes.com.
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