10 mentiras que seu professor de história contou e você sempre acreditou

“Se a versão é melhor do que os fatos, publique-se a versão.” A icônica frase do filme de John Ford – O Homem que Matou o Facínora – foi dita em outro contexto, mas sua

Fonte: 10 mentiras que seu professor de história contou e você sempre acreditou

“Se a versão é melhor do que os fatos, publique-se a versão.”

A icônica frase do filme de John Ford – O Homem que Matou o Facínora – foi dita em outro contexto, mas sua precisão em relação ao modo como a imprensa age tratou de torná-la famosa. Narrar um fato, seja ele jornalístico ou histórico, quase nunca é uma tarefa fácil. Em boa parte das vezes, é possível deparar-se com versões conflitantes. Em outras, uma espécie de “telefone sem fio” toma conta da história, e distingui-la da verdade torna-se quase impossível. Leve esta dificuldade para áreas onde o interesse em fomentar um espírito crítico é parte fundamental, como o ensino da História, e não é difícil imaginar que certos enganos não sejam tão inocentes assim.

Sherlock Holmes jamais disse “Elementar, meu caro Watson” nos livros escritos por Conan Doyle. Maria Antonieta por sua vez não foi a autora da infame frase “Pois que comam brioches”, em resposta à ausência de pão na França pré-revolução. Seja por que a frase dita por William Gillete em sua apresentação teatral conseguiu sintetizar perfeitamente a relação entre Sherlock e seu parceiro Watson, ou por que interessava aos revolucionários franceses passar a imagem de uma rainha distante do povo e pouco preocupada com eles, ambas as máximas tornaram-se hoje quase indistinguíveis da realidade a que pertencem.

No entanto, nenhum dos pecados que cometemos ao analisar a história, nem mesmo nossa constante tentação de enquadrá-la num imaginário que pertence à modernidade, se equipara à ideia hollywoodiana de que podemos reduzir a história sempre a dois lados, o dos mocinhos e o dos vilões. Tão complexo quanto os próprios seres humanos que participam da narrativa, o contexto histórico é, quase sempre, ignorado.

Sob o título de “história crítica”, estas novas versões, ou versões parciais da história, tomam as salas de aula. Abaixo, selecionamos 10 exemplos de como a história pode ser contada visando muito mais do que o simples aprendizado.

#1. O Velho Oeste não era tão violento quanto os filmes dão a entender.

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A imagem de conflitos e duelos constantes é provavelmente a imagem mais difundida sobre o oeste americano no século XIX, o chamado “Velho Oeste”. A ideia parece simples: durante a migração americana em direção ao Oeste, o número de pessoas portando armas era bastante alto, ao mesmo tempo em que a presença de forças policiais ou do próprio sistema judiciário, quase mínimo. Bandidos como Billy the Kid deitavam e rolavam em um pedaço quase anárquico dos Estados Unidos.

A realidade dos números, porém, mostra que a fama de pessoas como Billy não era tão justificada assim. Quando a fonte para os crimes do bandido não é ele próprio, o número de suas vítimas se limita a apenas 4, longe das dezenas que ele encorajava que se propagasse.

Não é difícil entender por que a fama dos bravos e valentes habitantes do Velho Oeste chegou onde chegou. A quem interessaria, por exemplo, retratar um filme onde a vítima de um crime denunciaria o agressor por meio de uma carta escrita a um jornal ou fazendo uma queixa à polícia? Como cidades pequenas na região conseguiriam atrair aventureiros sem exagerar em seus contos e causos? Imagine você ter de contar a realidade sobre o quão precárias eram as armas fabricadas na época (o que tornava quase irrelevante a velocidade do saque do revólver)?

Quantas mortes você acredita terem ocorrido na mais violenta cidade do Oeste americano em 1 ano? Cem? Pouco mais do que isso? Muito longe disso. Cidades como Tombstone não registraram nunca um número maior do que 5 mortes. Na média, a taxa de homicídios na região não era muito distinta da atual.

Pela média de 1,5 homicídios por 100 mil habitantes, registrada na mesma Tombstone, você teria ao menos 20 vezes mais chances de ser assassinado na Porto Alegre de 2016, e quase 50 vezes mais chances em Fortaleza hoje, do que no anárquico velho Oeste.

#2. William Wallace não era um plebeu e jamais usou Kilt.

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O revolucionário escocês William Wallace, interpretado nos cinemas por Mel Gibson, tornou-se sinônimo de valentia e resistência contra os invasores britânicos que teimavam em dominar a Escócia. Em Hollywood, Wallace virou um símbolo de liberdade.

Para apimentar a história, o revolucionário é constantemente citado como um plebeu, ou um fazendeiro extremamente humilde, cujo respeito de seus compatriotas veio por meio da valentia em campo de batalha. A realidade, no entanto, é um pouco diferente: Wallace era um dos nobres da região, possuindo terras, e portanto servos.

Para piorar – ou não – a situação, o tradicional saiote escocês só viria a ser inventado séculos após a luta de Wallace. A famosa cena do filme em que os guerreiros escoceses mostram a bunda para os ingleses é tão ou mais improvável do que a história de um revolucionário clássico, daqueles que ascendem apenas pelas idéias e valentia.

#3. Cuba não era um país miserável antes da revolução.

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Fulgêncio Batista em pouco se diferenciava de outros ditadores, tão comuns na América Latina. Tinha pouca ou nenhuma vontade de realmente fazer o seu país se desenvolver. Estava mais interessado em lucrar com o poder, custasse o que custasse. Em um caso pitoresco, Fulgêncio recebeu da companhia americana AT&T um telefone de ouro para celebrar um acordo que traria a empresa para operar em Cuba.

As relações entre Estados Unidos e Cuba nesse tempo foram quase sempre bastante próximas. Partiu dos Estados Unidos, por exemplo, a iniciativa de combater o domínio espanhol sobre a ilha do Caribe. Para os EUA, o domínio de um país europeu sobre um país latino-americano contrariava a noção de que deveriam ser eles, e não os europeus, a grande nação a influenciar a região.

Ao contrário do que se tornou comum pensar, porém, Cuba não era um destino abandonado e utilizado como um “cabaré” americano. Por décadas a relação entre ambos os países se estreitou, e bilhões de dólares em investimento americano foram despejados no país, ajudando a construir inúmeras usinas de açúcar – o que colaborou para fazer de Cuba um dos 3 países mais ricos do continente. A renda per capita de um cubano equivalia em 1959 a US$ 11,3 mil dólares em valores atualizados, quase 10% maior do que a renda atual, e semelhante à renda de um britânico no mesmo período.

O país era o quinto do mundo em número de televisões per capita. A maior taxa de telefones da América Latina (2,6 por 100 habitantes), a segunda maior taxa de veículos, atrás apenas da Venezuela, e números de mortalidade infantil menores do que os registrados nos Estados Unidos e Canadá. Ainda em 1958, o país registrava o 8º maior salário industrial do mundo.

Durante o período da revolução, os Estados Unidos não mais apoiavam o governo de Fulgêncio, fato que levou Fidel a tentar apoio dos próprios americanos para sua revolução. Foi apenas em 1961 que Cuba alinhou-se à União Soviética.

#4. Bin Laden não foi o primeiro terrorista a atacar os EUA em seu território.

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Depois de passar por duas guerras mundiais sem ter de enfrentar inimigos no próprio território, os Estados Unidos são constantemente considerados como um dos poucos países na história a não ter encarado adversários bélicos dentro de suas fronteiras. Este seria, segundo alguns, um dos motivos pelos quais o ataque orquestrado pela Al-Qaeda provocou tamanho impacto. Nem mesmo Hitler conseguiu causar tantos danos quanto Bin Laden.

Nos quase três séculos de história americana, porém, em outros 3 momentos o país sofreu ataques externos. No primeiro e mais antigo, a sede do governo, a Casa Branca, chegou a ser incendiada, quando britânicos tomaram Washington na guerra de 1812. Na segunda vez, em 1916, Pancho Villa cruzou a fronteira entre o México com os EUA para atacar a cidade de Columbis. Por último, há o ataque a Pearl Harbor, durante a Segunda Guerra Mundial, onde japoneses atacaram a base militar americana com o intuito de destruir a frota do pacífico.

Pancho Villa, o revolucionário mexicano, chegou a trabalhar como ator em Hollywood, onde interpretou a si mesmo. Villa vendeu os direitos autorais de seus filmes para financiar parte de suas batalhas na revolução mexicana (o filme original gravado com Villa foi refilmado em 2003, tendo Antonio Banderas no papel principal).

#5. Os países não são ricos porque tiveram colônias ou pobres porque foram explorados.

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Tentar descobrir a causa da riqueza das nações foi o que fez Adam Smith ficar conhecido como “pai da economia”. Para Smith, um país enriquece não pelo acúmulo de ouro e prata, mas pela divisão do trabalho dentro da economia. Sua defesa tinha um ponto claro: combater o mercantilismo e suas idéias de que um país seria rico apenas exportando e acumulando ouro.

Ainda hoje, estas ideias são bastantes comuns. É muito provável que você já tenha ouvido que os ingleses são ricos graças ao ouro brasileiro, ou coisas do tipo. Na realidade, no entanto, o lucro que os ingleses obtiveram com o ouro brasileiro foi bem diferente daquilo que comumente se pensa. Para acabar com o ouro, os ingleses não precisaram roubá-lo, e nem mesmo minerá-lo no Brasil. Bastou que desenvolvessem uma manufatura capaz de produzir aquilo que os portugueses desejam comprar.

Aqueles que exploravam o ouro no Brasil tornaram-se pobres em pouco tempo, pois não produziam por meio do trabalho a riqueza. Não foram construídas fábricas em Portugal com o ouro obtido por aqui.

Não restam dúvidas de que o colonialismo europeu tenha feito a África ter dificuldades para se desenvolver, mas a forma como isso ocorreu vai além de uma análise simples de que “riquezas foram roubadas”. O grande entrave gerado pela colonização européia foi aumentar conflitos políticos locais e impedir que instituições verdadeiramente livres se desenvolvessem nestes países.

Países como Suécia ou Suíça não tiveram colônias. Outros como a Dinamarca colonizaram apenas locais inóspitos como a Groenlândia. Na Etiópia, por sua vez, não houveram colônias – a monarquia perdurou até o final da década de 60, quando o país sofreu uma revolução comunista. Ainda assim, mesmo sem esse passado, ainda é um país pobre. No caso de Botswana, por exemplo, houve o efeito contrário: mesmo tendo sido colônia, o país acabou desenvolvendo instituições sólidas, capaz de resistir à tentação das inúmeras ditaduras que assolaram o continente africano.

#6. O escalpelamento não foi inventado pelos índios americanos.

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A luta americana contra os índios nativos é constantemente tema de livros e filmes. O massacre promovido por generais no intuito de “pacificar” territórios é mais do que conhecido. Ao contrário da América Central e da América do Sul, onde doenças fizeram parte do trabalho de exterminar os povos indígenas, nos Estados Unidos esta tarefa coube quase exclusivamente ao exército.

Para colaborar com a imagem de selvagens atribuída aos índios, a ideia de que eles eram responsáveis por cortar o escalpo de suas vítimas (retirar o couro cabeludo) se espalhou rapidamente. O problema com esta história é justamente a inversão que ela carrega. Cortar o escalpo foi uma tradição introduzida inicialmente por franceses, seguida por holandeses, mexicanos e americanos. O motivo era simples: com o escalpo indígena em mãos, um soldado poderia provar que matou de fato um indígena, e assim receber alguma recompensa.

#7. A escravidão na África não foi imposta pelo imperialismo europeu.

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Ao longo dos séculos, poucas práticas configuraram-se tão mortíferas quanto a escravidão. Condições degradantes e desumanas foram impostas a centenas de milhões de seres humanos, por inúmeros países. Se na Europa a escravidão era guardada aos tempos antigos e períodos de guerra (como os escravos de Roma, por exemplo), na África a prática manteve-se por muito mais tempo.

Quando se aventuraram no mar e começaram a invadir outras terras, países como Portugal estabeleceram bases comerciais em determinados países africanos. Por meio destas bases, milhões de negros foram levados em direção ao novo mundo – o continente americano.

Ao contrário do que se pensa, porém, capturar os escravos não era uma tarefa feita por portugueses, mas por outros africanos. Capturar e vender povos inimigos como escravos era algo bastante comum no continente africano, muito antes de os europeus pensarem nesta ideia.

Ao contrário do tráfico de escravos para o Atlântico, o tráfico para o oriente não era feito em navios, mas em caravanas. Milhões de indivíduos eram sequestrados em suas aldeias e forçados a caminhar em direção ao Oriente Médio. Apenas nesta rota, 18 milhões de pessoas morreram, contra 8 milhões dos mortos na travessia do Atlântico.

Sob o sol escaldante do Saara, os povos árabes levavam milhões de africanos para servirem como escravos em seus países, sempre com a benção de reis e chefes locais.

Nem Ford, nem Rockefeller. O homem mais rico da história é um africano, Mansa Musa, imperador do Mali. Muçulmano, Mansa fez sua peregrinação a Meca em 1324, levando consigo uma comitiva que incluía 60 mil homens e 12 mil escravos. Na comitiva, iam ainda 80 camelos carregados com 50 kg de pó de ouro cada, algo que foi distribuído pelas cidades onde o imperador passou.

A riqueza de Mansa, estimada hoje em US$ 400 bilhões, teve como base a exploração de ouro no continente, mas especialmente o tráfico de escravos para o oriente.

#8. Não havia presos políticos na Bastilha durante a Revolução Francesa.

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A Bastilha, antiga prisão política no centro de Paris, é usualmente reconhecida como um dos maiores símbolos do regime absolutista derrubado pela revolução. A data de tomada da prisão é considerada ainda hoje como a data oficial da Revolução Francesa, o 14 de julho de 1789.

Segundo a versão mais comum, a tomada da prisão representaria o fim da perseguição política promovida pelo imperador. Só há um problema com esta história: não havia de fato presos políticos na época em que a prisão foi tomada. Apenas oito prisioneiros estavam no local, a maioria por crimes de honra (como matar alguém em um duelo). Dentre eles, o Marquês de Sade.

Na Bastilha, porém, estava o estoque de pólvora detido pelo imperador, que deveria suprir as tropas enviadas do interior para conter a rebelião na capital. Sua tomada foi, portanto, muito mais relevante militarmente do que politicamente. Apesar de não existir mais hoje, o prédio da antiga prisão ainda persiste como marco histórico francês.

#9. Marco Polo não foi o responsável por levar a massa até a Itália.

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Marco Polo foi um dos mais conhecidos aventureiros em toda a história. Filho de um mercador, conviveu durante anos na corte do imperador mongol Kublai Khan, neto de Gengis Khan. Por lá, aprendeu inúmeros costumes e tradições chinesas, uma vez que Kublai, o “imperador chinês”, construiu sua capital em território chinês (Kublai foi o primeiro a conseguir unificar a China, antes dividida em três impérios).

Em suas mais de duas décadas viajando sob ordens de Kublai, Marco percorreu quase 25 mil km’s, além de dezenas de nações distintas. Já no retorno a Veneza, relatou suas viagens em um livro que lhe tornou conhecido posteriormente.

Dentre aquilo que é atribuído a Marco Polo, porém, a introdução do macarrão na Itália é considerado um “exagero”, uma vez que a massa já era conhecida no país séculos antes, em função dos fenícios.

Durante séculos, chineses foram responsáveis por criar boa parte das inovações até então conhecidas. O arado (atribuído erroneamente aos ingleses), o papel, a moeda, a pólvora. Daí a importância atribuída aos relatos de Marco, considerado o maior explorador da idade antiga.

#10. Cristóvão Colombo não descobriu a América, e nem Pedro Álvares Cabral, o Brasil.

Cristóvão Colombo com o globo terrestre.idealizando o seu projeto

Sob o comando de três navios, Cristóvão Colombo aportou no Caribe em 12 de outubro de 1492. Esta, segundo a história oficial, foi a primeira vez que povos do continente americano fizeram contato com povos europeus.

Segundo o próprio Colombo, no entanto, a descoberta não teria sido uma novidade. Para ele, que não havia se dado conta de ter chegado em um novo continente, sua embarcação havia aportado em um local anteriormente descrito por Marco Polo. Segundo especulações, quase dois séculos antes de Colombo, Polo teria desembarcado no continente americano. Para outros autores, no entanto, a descoberta estaria a cargo dos chineses, que em 1421 empreenderam uma grande expedição ao redor do mundo, em navios dezenas de vezes maiores que as caravelas portuguesas.

Relatos de exploradores nórdicos, como o islandês Leif Ericson, mostram que os vikings estiveram no continente americano quase cinco séculos antes de Colombo.

No Brasil, a história ainda fica “dentro de casa” para os portugueses. Segundo sabe-se hoje, dois anos antes de Cabral chegar por aqui, o explorador Duarte Pereira Pacheco teria explorado a foz do rio Amazonas, além do Estado do Maranhão. Para evitar conflitos com a coroa espanhola, porém, os portugueses mantiveram a história em segredo. Em outros relatos, o explorador espanhol Vicente Pinzon teria chegado ao Ceará três meses antes de Cabral, em janeiro de 1500, portanto.

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Once a magnificent medieval city and home to 200,000 people, the ghost city of Ani is now completely abandoned and has stood empty for centuries

Some call it the “City of 1001 Churches” and some know it as the “City of 40 Gates:” the now-abandoned medieval city stands on a…

Fonte: Once a magnificent medieval city and home to 200,000 people, the ghost city of Ani is now completely abandoned and has stood empty for centuries

Some call it the “City of 1001 Churches” and some know it as the “City of 40 Gates:” the now-abandoned medieval city stands on a lonely plateau in Armenia, 45km away from Kars, Turkey.

Founded more than 1,600 years ago, Ani stood on various trade routes and its many religious buildings, palaces, and fortifications were amongst the most technically and artistically advanced structures in the world. The blame for its ruin lies in the hands of many: vandals, looters, Turks, Mother Nature herself, poor restorations and inept archaeologists.

The walls of Ani showing a defensive tower. Source

The walls of Ani showing a defensive tower. Source

Ruins of the Mausoleum of the Child Princes in citadel. Source

Ruins of the Mausoleum of the Child Princes. Source

Saint Gregory of Tigran Honents, western side. Source

Saint Gregory of Tigran Honents, western side. Source

Damaged frescoes of the church of St Gregory of Tigran Honents. Source

Damaged frescoes of the church of St Gregory of Tigran Honents. Source

Long ago renowned for its splendor and magnificence, Ani was sacked by the Mongols in 1236 and devastated in a 1319 earthquake, after which it was reduced to a village and gradually abandoned and largely forgotten by the seventeenth century.

Rediscovered and romanticized in the 19th century, the city had a brief moment of fame, only to be closed off by World War I and the later events of the Armenian Genocide that left the region an empty, militarized no man’s land.

Once lodged as many as 200,000 people. Source

Once lodged as many as 200,000 people. Source

Ani is a widely recognized cultural, religious, and national heritage symbol for Armenians. According to Razmik Panossian, Ani is one of the most visible and ‘tangible’ symbols of past Armenian greatness and hence a source of pride. All the structures at Ani are constructed using the local volcanic basalt, a sort of tufa stone. It is easily carved and comes in a variety of vibrant colors, from creamy yellow to rose-red, to jet black.

Ruins of the Cathedral of Ani and the church of Redeemer. Source

Ruins of the Cathedral of Ani and the church of Redeemer. Source

Inside the Cathedral of Ani. Construction of the structure began in 989, completed in either 1001 or 1010. Source

Inside the Cathedral of Ani. Construction of the structure began in 989, completed in either 1001 or 1010. Source

The Church of the Redeemer (Surb Prkich). Source

The Church of the Redeemer (Surb Prkich). Source

Zoroastrian fire temple in Ani. Source

Zoroastrian fire temple in Ani. Source

The medieval walls of Ani. Source

The medieval walls of Ani. Source

The minaret Menüçehr Mosque, newer than many of the churches but still nearly a thousand years old, still stands as a testament to the city’s long history and diverse cultural influences. The city’s many enduring churches are particularly beautiful, even in their ruined states.

They stand as a testament to the city’s diverse cultural and long historical influences. Despite Ani’s past as a field of warfare, the ruins of the city also symbolize many eras through history where the city saw an extraordinary exchange of religions, cultures, and artistic themes.

The ruins of Manucehr Mosque, an 11th century mosque built among the ruins of Ani. Source

The ruins of Manucehr Mosque, an 11th-century mosque built among the ruins of Ani. Source

The meager remains of King Gagik's church of St Gregory, a structure built between 1001 and 1005. Source

The meager remains of King Gagik’s church of St Gregory, a structure built between 1001 and 1005. Source

A gorge below Ani, showing numerous caves dug into cliffs, as well as fortifications. Source

A gorge below Ani, showing numerous caves dug into cliffs, as well as fortifications. Source

Remains of an ancient bridge over Akhurian River, below Ani. Source

Remains of an ancient bridge over Akhurian River, below Ani. Source

The World Monuments Fund (WMF) placed Ani on its 1996, 1998, and 2000 Watch Lists of 100 Most Endangered Sites. In May 2011, WMF announced it was beginning conservation work on the cathedral and Church of the Holy Redeemer in partnership with the Turkish Ministry of Culture.

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O MUNDO CARTOGRAFADO PELOS PORTUGUESES

Nova Portugalidade
14 hrs ·
O MUNDO CARTOGRAFADO PELOS PORTUGUESES
Mapas arrumados no esquecimento
Os portugueses foram grandes desenhadores de mapas. E com isso mudaram a percepção do mundo. Como escrevia D. João de Castro na sua obra «Da Geografia por modo de Diálogo», datada de 1535: «…achada a maneira de pôr cada uma destas terras e mares deste mundo em seu certíssimo lugar ficaram muito fáceis todas as navegações antigas, descobriram-se muitos mares e terras de novo, facilitaram-se todos os comércios, descobriu-se outro mundo novo, e ficou agora tão fácil dar uma volta a todo o mundo, como era antigamente navegar de Itália para África e finalmente, com muita facilidade agora se comunica com todo o mundo e se navega…».
Garcia da Horta no «Colóquio dos Simples e das Drogas», redigido em Goa em 1563, vai mais longe: «…se sabe mais em um dia agora pelos portugueses do que se sabia em cem anos pelos romanos…»
Infelizmente, hoje em dia, dos mapas que esmiuçamos quase nenhum se encontra em nossa posse. A muitos deles alteraram-lhes os nomes, “desaportuguesando-os”, aliás, à semelhança do que se tem feito com muitas das nossas personagens históricas. Outros, foram-nos roubados e repousam agora em museus da Europa e da América. Outros ainda enriquecem colecções particulares. E quem diz mapas, diz cartas náuticas, ilustrações, fac-smiles de primeiras obras, etc..
«Em Busca da Atlântida», um documentário televisivo recentemente produzido, menciona frequentemente a Espanha. Apresenta-a como a pátria dos grandes exploradores do século XVI e XVII. Sobre Portugal, nem uma única referência. «Em Busca da Atlântida» fala de Platão, de quem se diz ter ouvido dos mais velhos, entre os quais Sócrates, estórias da mítica ilha de Antioha (de onde resultou o nome Antilhas) e do seu desaparecimento. Transcreve declarações de vários historiadores sobre o assunto. Fala do antigo conceito de mundo fechado, pré e pós ptolemaico. De mapas e de comércio. Refere, inclusive, que esses mapas eram objecto apetecido dos ladrões, já que se tratavam dos verdadeiros documentos secretos da época. Contudo, nem uma palavra em memória dos cartógrafos lusos, que têm suficiente razão de queixa pelos danos causados.
Muito do que produzimos nessa época está hoje na posse de outrem. O que até, à primeira vista, poderia ser considerado como um trunfo, caso essas cartas náuticas, mapas-mundis, quadros e peças de arte que nos foram subtraídas servissem, de facto, para divulgar a nossa real dimensão na história da humanidade. Tal não acontece, lamentavelmente. Assim, o verdadeiro papel dos portugueses permanece segredo de uns quantos historiadores, muitos deles estrangeiros, sem dúvida bem mais entusiastas pelo estudo da nossa história do que muitos portugueses de direito.
Joaquim Magalhães de Castro
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Festival da espingarda no Japão

Nova Portugalidade’s photo.
5 hrs ·
O Festival da Espingarda, realizado anualmente no último fim de semana de Julho na Ilha de Tanegashima, província de Kagoshima, para comemorar a introdução pelos Portugueses no Japão, em 1543, de um tipo de arcabuz a que foi dado o nome de tanegashima.
Image may contain: 4 people , outdoor
Nova Portugalidade
2 July ·
A PRIMEIRA ESPINGARDA NO JAPÃO
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Meet the Nazca Runways: Flat Mountaintops that defy explanation | Ancient Code

Fonte: Meet the Nazca Runways: Flat Mountaintops that defy explanation | Ancient Code

 

The giant flat Mountaintops at Nazca have remained a profound mystery for decades. Even today, archaeologists are unable to explain how and why ‘ancient man’ created massive, flat ‘runway-like’ marks thousands of years ago.

Giant Ancient Alien Runways at Nazca
One of the World’s Greatest Mysteries. What happened to the mountain tops in Nazca, Peru?

We have all been fascinated by the Nazca and Palpa lines for decades. These incredible pieces of ancient ‘art’ are located in the arid Peruvian coastal plain approximately 400 kilometers south of modern-day Lima. The staggering geoglyphs cover around 450 kilometers and were created on the arid floor sometime between 500 BC and 500 AD.

The Nazca and Palpa lines are considered one of archaeology’s greatest mystery, mostly because of their size, quantity, and nature. Some of the lines depict living creatures, stylized plants, and imaginary beings, as well as geometric figures several kilometers long.

According to studies, the largest of the Nazca figures is approximately 1000 feet, and the longest geoglyph goes on for around 9 miles.

However, the most mysterious discoveries at Nazca are the enigmatic mountain tops that eerily resemble modern-day runways. The mountaintops of some of the surrounding mountains at Nazca look as if something literally pressed down —with incredible force— the top of the mountain. Many researchers have said that the mysterious mountaintops look as if something managed to ‘perfectly’ cut through the mountaintop, creating incredible flat surfaces.

So how is it possible that these giant ‘runway-like’ mountains even exist? And if the Nazca are known for having created the incredible desert-art, intricate figures of animals, plants and geometric shapes, why would they even bother and create these huge flat surfaces?

Nazca Airport

There are numerous questions that remain unanswered at Nazca. Were these giant figures meant to be seen from above? Do they mimic constellations in the sky? What were the ancient’s trying to say to future generations? Were the Nazca lines mere ancient art? If so… why would ancient mankind create art that cannot be fully appreciated from the ground?

Is it possible that –as Ancient Astronaut theorists suggest– the ancient ‘runways’ seen at Nazca are in fact navigational markers used by advanced extraterrestrials that visited the area thousands of years ago? And is it possible that some of the giant, flat triangles were created by massive spacecraft that touched down in the distant past? What if the ‘gods’ used these paths in the distant past to visit the people in Peru? And what if, ancient people created figurines such as the Nazca Astronaut in honor of those “gods” who came from above?

Nazca Airport 2

Interestingly, according to some local legends, the mysterious Incan creator god Viracocha commissioned the Nazca Lines and glyphs in the past. These lines are said to be created by the Viracocha himself. He was the great teacher God of the Andes.