FILIPINAS DA SÉRIE DANTES É QUE ERA BOM

Da série “Antigamente é que era bom”.
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“Indiens Yfugaos”
(Ifugao Natives)
Image Source:
“Les Philippines”
Jean Mallat de Bassilon
(Arthus Bertrand, Paris. 1846)
“The Ifugaos, who bear a strong resemblance to the Japanese, inhabit a territory in central Nueva Vizcaya, and in the south of Isabela, mostly between the River Magat and the Rio Grande, but they have a great many hamlets on the left bank of the Magat.
They cultivate rice, camote, and other crops, but prefer to live by robbery whenever possible. They are persistent head-hunters, frequently at war with the neighbouring tribes, or amongst themselves. One notable peculiarity must be mentioned. Besides the lance, knife, and bow and arrows, they use the lasso, which they throw with great dexterity.
Lurking near a trail, they cast the fatal coil over some unwary traveller, and promptly decapitate him, to add his skull to their colection, and decorate their hut. It is their custom to wear as many rings in their ears as they have taken heads. Major Galvez, after a skirmish with these people, found the corpse of one of their warriors who wore thirty-two death-rings in his ears.
Their religion is said to be after the style of the Igorrotes, and some other hill-tribes of Luzon. Their chief god Cabunian had two sons, Sumabit and Cabigat, and two daughters, Buingan and Daunguen, who married amongst themselves, and from them the human race is descended. Ancestor-worship is also practised.”
Text Source:
Frederic H. R. Sawyer,
“Ifugaos; Their Pecularities”
S. Low, Marston and Company, London. 1900
Angelo Ferreira and 3 others
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‘Ballet Rose’, o escândalo português que passou pelas entrelinhas do tempo

Salazar tentou abafar um escândalo de prostituição e abuso sexual de menores, envolvendo altas figuras do regime. O Ballet Rose passou pelas entrelinhas do tempo, transitando de regime como se fosse ficção.

Source: ‘Ballet Rose’, o escândalo português que passou pelas entrelinhas do tempo

a noite negra dos Távoras

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13 de Janeiro de 1759 – Execução do Duque de Aveiro e dos Marqueses de Távora
O atentado contra D.José I e o Processo dos Távoras
Segundo os relatos históricos da época, supõe-se que D.José I mantinha uma relação amorosa com a dama D.Teresa de Távora, mulher do Marquês Luís Bernardo de Távora e que era esta quem informava o rei sobre tudo o que era dito na corte a seu respeito e do seu gabinete. Actuando contra a própria família, ela avisava o soberano para que este se precavesse contra os perigos que pressentia acumularem-se em seu redor.
Por outro lado, os Távoras foram sempre muito devotos e estavam estreitamente ligados à Companhia de Jesus. Quando se sucederam as perseguições a esta ordem, esta família encarou a questão como uma ofensa. O clima apresentava-se muito agitado e o tema da conspiração contra o rei era comentado por toda a parte.
A 27 de Agosto de 1758, morre a rainha de Espanha e irmã de D.José I, D.Maria Bárbara. Dias depois, a 3 de Setembro do mesmo ano, a notícia chega a Portugal. Segundo consta, apesar do acontecimento, D.José naquela noite saiu do Paço da Ajuda acompanhado pelo Sargento-mor, Pedro Teixeira, em direcção à sege deste último, para se encontrar com a amante. Mais tarde, por volta das 11 horas, quando voltavam para o palácio, Teixeira tentou abrir a porta da Quinta de Baixo, que dava acesso às quintas, mas não conseguiu fazê-lo, dado que alguém entupira a fechadura. Após sua limpeza e a abertura da porta, seguiram pela Calçada do Galvão até ao dobrar da esquina do norte das Casas da Quinta do Meio. Dessa esquina, surgiram no escuro três homens a cavalo que dispararam tiros sobre a carruagem, atingindo D.José no braço e na anca direita. Encontrando-se o rei gravemente ferido, o sargento-mor e o bolieiro Custódio da Costa, também atingidos pelos tiros, resolveram dirigir-se ao Bairro da Junqueira à casa do cirurgião-mor António Soares Brandão. Depois de receber os curativos necessários, a sege dirigiu-se ao palácio. No dia seguinte, surgem diversos rumores acerca do sucedido. Houve quem dissesse que o rei adoecera, quem defendesse que o rei tinha sido alvejado por engano, sendo os tiros destinados a Pedro Teixeira, que era bastante odiado na corte e ainda quem acusasse a família Távora da tentativa de assassinato do rei, já que, por ser muito devota, não consentiria a ofensa que a relação entre o D.José I e a Marquesa constituía. Este acontecimento depressa foi encarado como uma represália familiar dos Távoras contra o rei, pela humilhação que este os fizera passar. Ao longo de três meses, manteve-se, no Paço, um completo silêncio sobre o atentado. A «Gazeta de Lisboa» ia anunciando as melhoras do Rei, mas não houve reacções oficiais.
O silêncio quebra-se três meses após o atentado, a 9 de Dezembro, dia em que são presos os presumíveis autores e cúmplices do atentado contra Sua Majestade. Na madrugada desse dia, foram cercadas as casas dos Távoras, Atouguias e jesuítas, tendo, igualmente, sido presos membros da alta nobreza, como D.José Mascarenhas (duque de Aveiro); D. Francisco de Assis e D. Leonor Tomásia (marqueses de Távora); seus filhos Bernardo e José Maria; D.Jerónimo de Ataíde, 11.º Conde de Atouguia; D.João de Almeida Portugal (marquês de Alorna); Manuel de Távora (conde de Vila Nova); D. Manuel de Assis Mascarenhas (3.º Conde de Óbidos) e D. Guido da Câmara e Ataíde (5.º Conde da Ribeira Grande). Muitas outras pessoas foram presas, entre elas padres e figuras femininas como D. Leonor de Távora; D. Teresa de Távora; a Duquesa de Aveiro; a Condessa de Atouguia e a Marquesa de Alorna. A sentença de D.Leonor foi, no entanto, diferente da das outras mulheres. Esta foi presa a 14 de Dezembro, condenada sem provas objectivas e, a 13 de Janeiro de 1759, decapitada. D.Leonor foi considerada uma das principais responsáveis pelo atentado, juntamente com o Duque de Aveiro e o seu director espiritual Gabriel Malagrida. As restantes mulheres foram distribuídas por diferentes conventos.
Os Távoras foram, também, acusados de utilizarem a sua casa como uma «oficina de confederações» ou reuniões, em que a conversação se resumia em concitar ódio e aversão contra Sua Majestade. O processo foi dirigido pelos Secretários de Estado Carvalho Tomás da Costa e D. Luís da Cunha, que presidiam aos interrogatórios juntamente com o juiz da «Inconfidência», que deveria julgar os culpados do processo. A «Junta da Inconfidência» era composta pelos doutores João Pacheco Pereira de Vasconcelos; João Marquês de Bacalhau; Manuel Ferreira de Lima; Inácio Ferreira Souto e José António de Oliveira Machado. Ao longo dos processos, os juizes deveriam limitar-se a provar o acto criminoso encontrando-se proibidos de mencionar as causas que levaram ao atentado. O processo devia ser secreto, pelo que apenas a sentença final deveria circular entre o público. O interrogatório dos réus ocorreu entre 15 de Dezembro de 1758 e 8 de Janeiro de 1759. Este processo ocorreu em situações muito irregulares, pois os acusados não tiveram meios de defesa, visto não restarem dúvidas sobre o crime. O interrogatório dos réus ocorreu num cenário de imensa violência e tortura, para que estes se declarassem culpados. A sentença final foi proferida, a 12 de Janeiro de 1759, no Palácio da Ajuda, considerando o veredicto que todos os réus eram, de facto, culpados. O Duque de Aveiro, os marqueses velhos de Távora, seus filhos Luís Bernardo e José Maria e o Conde de Atouguia foram condenados à pena capital. O mesmo sucedeu com Brás José Romeiro, João Miguel, Manuel Alves, António Alves Ferreira e José Policarpo de Azevedo. Na madrugada seguinte, a 13 de Janeiro, no patíbulo de Belém, é, finalmente, executada a sentença na presença de uma enorme multidão. Os culpados foram, então, sujeitos aos maiores suplícios, sendo os seus restos posteriormente queimados e as cinzas deitadas ao mar. Os simpatizantes das famílias Távora, Aveiro e Atouguia foram presos no Forte da Junqueira durante longos anos, tendo alguns deles morrido «esquecidos do mundo».
Portal da História
Foto: RTP Ensina
Luis F Henriques
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o ultimato

Passam hoje 132 anos sobre o vergonhoso ULTIMATUM INGLÊS.
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Teresa Martins Marques, Maria Cantinho and 9 others
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  • Pedro Schacht

    Não menos vergonhoso do que a pretensão portuguesa de tomar posse de território que não era seu. A vanglória de mandar está bem distribuída.
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    • 38 m

assalto ao Mónaco

08 de Janeiro de 1297: Francisco Grimaldi conquista o Mónaco
Um homem encapuzado busca pousada numa noite tempestuosa. Ele bate à porta do castelo de Mónaco, num rochedo íngreme à beira-mar, localizado entre a Itália e a França de hoje. Sem suspeitar de nada, as sentinelas abrem os portões. E são massacradas pelo falso monge e seus acompanhantes. Com esse ardil, Francisco Grimaldi, conhecido como “o Traiçoeiro”, conquistou o Mónaco a 8 de Janeiro de 1297
Grimaldi apoderou-se de um rochedo histórico. Já no século II a.C., os gregos utilizavam aqueles dois quilómetros quadrados de costa íngreme como posto avançado da sua navegação marítima. Eles deram-lhe o nome de Monoikos. No século XII, o imperador romano-germânico deu o rochedo do Mónaco (nome latino de Monoikos) à República de Génova, principal centro de comércio internacional da Idade Média
Para os genoveses, o Mónaco era de grande valia, como base naval para o comércio marítimo. Em Génova, o poder era disputado entre os gibelinos, fiéis ao imperador, e os guelfos, partidários do Papa. Os gibelinos tinham maior influência. Até que o seu poder foi reduzido pelo belicoso guelfo Francisco Grimaldi. Lá, Grimaldi declarou-se príncipe.
Com actos de pirataria e assaltos às regiões vizinhas, os Grimaldi conseguiram sobreviver. Francisco e os seus não menos belicosos descendentes lograram evitar assim que o pequeno pedaço de costa fosse reconquistado. Algumas vezes, a família Grimaldi original viu-se à beira da extinção. Através de uma política astuta, porém, membros de outras famílias nobres foram integrados na dinastia, garantindo assim a continuidade dos Grimaldi. No ano de 1489, o rei de França reconheceu oficialmente a independência do Principado do Mónaco.
Os tempos dourados do Mónaco começaram durante a chamada “Belle Époque”, em meados do século XIX. O príncipe Carlos III Grimaldi e a sua mãe Charlotte aproveitaram o majestoso panorama marítimo do seu reino em miniatura, assim como a sua proximidade com a mundana Nice. Em 1865, abriram um luxuoso casino no Mónaco.
Já quatro anos mais tarde, era tão fenomenal o êxito económico, que o príncipe Carlos pôde conceder completa isenção de impostos a todos os seus súbditos. Também o sector cultural foi fomentado. No palco da pomposa Ópera de Monte Carlo, a capital de Mónaco, apresentavam-se todas as noites os mais famosos artistas da época. Mónaco tornou-se assim o ponto de encontro dos ricos e ávidos de diversão de todo o mundo.
No dia 18 de Abril de 1956, começou o mais recente capítulo na aventurosa história do mini principado do Mónaco. O príncipe Rainier III Grimaldi casou-se com Grace Kelly, estrela de Hollywood, então com 26 anos de idade. A belíssima noiva trouxe de volta o brilho, o glamour e uma constante atenção da imprensa. Além disso, ela deu três filhos ao príncipe: a garantia de sobrevivência de Mónaco. Pois, sem herdeiro para o trono, o país é incorporado à França, segundo os termos do acordo estatal
Grace Kelly adoptou o nome de princesa Gracia Patricia Grimaldi ao casar-se. Ela faleceu em 1982, num acidente de automóvel. Porém, o jet set internacional, que ela atraíra para Monte Carlo, permaneceu fiel ao Mónaco.
Até hoje, os tradicionais privilégios tributários do Mónaco são inigualáveis. As tentativas europeias e internacionais de acabar com as vantagens fiscais monegascas sempre fracassaram.
Fonte: DW
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08 de Janeiro de 1297: Francisco Grimaldi conquista o Mónaco
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08 de Janeiro de 1297: Francisco Grimaldi conquista o Mónaco
Um homem encapuzado busca pousada numa noite tempestuosa. Ele bate à porta do castelo de Mónaco, num rochedo íngreme à beira-mar, localiza…
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