as manhãs de baudelaire

Existem manhãs em que abrimos a janela, e temos a impressão de que o dia está nos esperando.
– Charles Baudelaire
foto: Annie Leibovitz
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You, Roberto Y. Carreiro, Manuel Moniz and 13 others
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SEM PALAVRAS NÃO HÁ PENSAMENTO

SEM PALAVRAS NÃO HÁ PENSAMENTO
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“The progressive disappearance of time (subjective, simple past, imperfect, composite forms of the future, participates in the past… ) gives birth to a thought of the present, limited to the moment, unable to projections into time.
The generalization of tutoring, the disappearance of capitals and punctuation are both deadly blows to the subtlety of expression.
Deleting the word “miss” is not only giving up the aesthetics of a word, but also promoting the idea that there is nothing between a little girl and a woman.
Less words and less verbs combined are less ability to express emotions and less ability to form a thought.
Studies have shown that some of the violence in the public and private spheres comes directly from the inability to put into words about emotions.
Without words to build reasoning, the complex thought expensive to Edgar Morin is obstructed, made impossible.
The poorer the language, the less the thought exists.
History is rich in examples and the writings are many from Georges Orwell in 1984 at Ray Bradbury in Fahrenheit 451 who narrated how dictatorships of all obedience disrupted thought by reducing and twisting the number and meaning of the d it’s words.
There is no critical thinking without thinking. And there are no thoughts without words.
How to build a hypothetico-deductive thought without mastering the conditional? How to plan the future without conjugation to the future? How to perceive a temporary, a succession of elements in time, past or future, and their relative duration, without a language that distinguishes between what could have been, what was, what is, what can be t future, and what’s next what could come has happened? If a rally cry was to be heard today, it would be it, addressed to parents and teachers: let your children, your students, your students, and write.
Teach and practice the language in its most diverse forms, even if it seems complicated, especially if it is complicated. Because in that effort lies freedom. Those who explain over time that the spelling must be simplified, purge the language of its “flaws”, abolish genres, times, nuances, everything that creates complexity are the traps of the human mind. There is no freedom without requirements. There is no beauty without the thought of beauty.”
Christophe Clave
Thanks to Lionel Laval for the lighting.

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  • Lucila Meira

    Eu acho que ando a dizer-te isto tudo aqui há muito tempo. Leitura, pesquisa da língua e da Literatura, pensamento crítico e livre. Pensamento renovado de acordo com o tempo. Linguagem oral para troca de ideias e correcção do pensamento, ou reajustamen…

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    • 7 h

“Não há vacina para a estupidez.”

“Não há vacina para a estupidez.”
“Se você sabe que pode morrer e não toma a vacina, é irracional e estúpido”.
Neurocientista Antonio Damasio, uma eminência no estudo do cérebro, fala sobre a consciência, a racionalidade e a inteligência.
No apartamento de Antonio Damasio (Lisboa, 1944) em Los Angeles há uma enorme fotografia de uma sala de concertos.
Um pianista toca uma melodia para uma audiência composta por si mesmo.
Em todas as poltronas está o mesmo homem, cada um tem uma postura diferente e parece refletir um sentimento diferente.
É uma obra do artista alemão Martin Liebscher.
Uma peça perfeita para adornar a parede de um homem que dedicou sua vida a pesquisar o cérebro e sua relação com os sentimentos.
Considerado uma eminência em seu campo e diretor do Instituto do Cérebro e da Criatividade da Universidade do Sul da Califórnia (USC), Damasio publicou Sentir e Saber (Editora Temas e Debates, Portugal).
O livro comunica de maneira acessível décadas de pesquisa sobre as sensações e os processos do cérebro.
O médico também explica as diferenças entre mente e consciência, dois conceitos que costumam se confundir.
Além disso, defende um mundo com máquinas inteligentes que possam sentir.
Em sua opinião, a inteligência artificial que abre caminho no mundo moderno tem um “erro conceitual” que priva as máquinas de corpos feitos mais à imagem do humano.
Com voz baixa e pausada, Damasio conversa na sala de sua casa diante de uma edição da biografia de outro português que escreveu sobre o ser: Fernando Pessoa.
Pergunta. O senhor combate a ideia de que a consciência é um mistério.
Resposta. Essa posição está caindo.
Cada vez mais gente acredita que esse assunto pode ser abordado a partir da ciência.
Talvez a solução ainda não tenha aparecido.
O maior problema é que falta reconhecer que a mente e a consciência são diferentes.
A chave são os sentimentos.
Como podemos sentir dor, desgosto, ira e desejo, somos conscientes.
E depois, todo o resto —que está em nossa mente— se prende a esse sentimento, que é o de si mesmo vivo.
A consciência, por fim, é a habilidade de sentir o estado da vida dentro de nosso corpo em qualquer momento.
E existe pouco depois do nascimento até o fim da vida.
P. O senhor diz que nos beneficiamos de uma inteligência não explícita que nos irmana a organismos milenares.
R. As bactérias são inteligentes, os organismos com mil células podem ser muito inteligentes.
Escolhem o que mais convém a elas para se manter vivas, para manter a homeostase [o equilíbrio ao que um corpo biológico tende], mas não sabem o que fazem.
O fazem implicitamente.
Nós temos o benefício das duas inteligências.
Não temos como regular a digestão, a respiração e a função do coração, isso se faz de modo implícito.
Nós nos beneficiamos de um nível de inteligência oculto e outro relacionado com nosso conhecimento.
Sentir te dá conhecimento.
O grande momento do desenvolvimento da consciência é o momento em que as criaturas começaram a ter sentimentos.
E estes começaram a ser homeostáticos: fome, sede, o sentir-se bem, doença, dor e desejo.
Tudo gira em torno disso.
P. E o que acontece com a perda de um ser querido e o luto? Não é físico, mas afeta a consciência.
R. O interessante da mente é que à medida que se desenvolveu pegou emprestado da natureza sinais e sistemas.
É algo que também fazemos com as estruturas culturais.
O que é uma economia?
São projeções de nossas necessidades físicas na sociedade.
Por que as pessoas estão interessadas em descobrir como compensar não só a dor física como também a dor da perda?
Havia apego e a tristeza vem com ele.
As pessoas são capazes de imaginar mundos, as construções de coisas ajudam a tornar a perda tolerável.
As ideias fundamentais da religião giram em torno disso.
Podemos dizer que não só se descobre Deus, como uma construção dele que se relaciona com o fato de que somos conscientes de nosso sofrimento.
P. Por que o corpo é tão importante para a mente?
R. Nada disso faz sentido sem o corpo.
Não somos fantasmas.
Há algo belo e dramático ao que devemos enfrentar: a vida que nos escapa a cada minuto e que é como o ato de um equilibrista no circo.
É preciso habilidade para manter a vida.
P. Pela importância do corpo o senhor traça uma linha de separação com a Inteligência Artificial (IA).
R. A IA é espetacular, mas somos nós que damos a ela consciência e o guia para que faça coisas que provavelmente não poderíamos fazer.
Vamos aceitar a IA tal como é agora ou podemos torná-la ainda mais inteligente?
É um debate com dois lados.
Um está confortável com a maneira como funciona.
O outro diz que pode ser adaptada mais ao que somos.
Para isso deveria ter algo parecido a sentimentos.
Acho que podem ser desenvolvidas máquinas assim.
P. Cientistas em universidades como a do senhor estão trabalhando para alongar a vida dos humanos aos 140 anos ou mais. Como isso mudaria nossa relação com a mente?
R. Qualquer idoso gostaria de viver mais 10 ou 15 anos se lhe for oferecido.
Mas não sabemos quais seriam as consequências.
É uma boa ideia e é possível porque muitas das razões de nosso envelhecimento e morte podem ser corrigidas, até certo ponto.
Não sabemos o limite.
As pessoas cada vez vivem mais e a mente pode ser conservada.
Não é preciso ser velho e idiota.
P. O senhor diz que os sentimentos já estão no cérebro. Esse repertório pode mudar com o tempo?
R. Veja o que aconteceu com as redes sociais.
É muito fácil manipular as pessoas para que acreditem em algo, para que não façam algo e fazê-las pensar que gostam mais de algo do que deveriam.
Há uma possibilidade de mudança nas influências culturais de coisas como o Facebook.
Precisamos ter cuidado.
P. Estamos ficando menos inteligentes?
R. Não acho.
A habilidade para entender até mesmo melhorou.
A inteligência está aí.
É a habilidade de ser racional que tem problemas.
Veja a irracionalidade de todos os que decidiram não tomar a vacina.
De onde isso vem?
Existem pessoas que estão assinando sua sentença de morte.
A capacidade intelectual é a mesma, mas não se é racional.
É diferente de não ser inteligente.
P. Seria preciso ser inteligente para ver que se está comportando de modo irracional.
R. Se você sabe que existe a possibilidade de morrer e ainda assim decide não tomar a vacina, é irracional e diretamente estúpido.
Não há vacina para a estupidez.
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Entrevista de Chomsky à RTP. Um olhar crítico sobre o mundo actual

Em entrevista à RTP, Noam Chomsky lança um olhar sobre o mundo actual: ameaçado pela pandemia, pelas alterações climáticas, por uma nova corrida às armas nucleares. Lança também um olhar sobre a política norte-americana: 20 anos a ocupar o Afeganistão, uma retirada desastrosa, um populismo que ameaça voltar à carga depois do putsch falhado de 6 de janeiro.

Source: Entrevista de Chomsky à RTP. Um olhar crítico sobre o mundo actual

 

https://www.rtp.pt/noticias/mundo/entrevista-de-chomsky-a-rtp-um-olhar-critico-sobre-o-mundo-actual_v1357883

a nudez da verdade

Diz uma parábola judaica que certo dia a mentira e a verdade se encontraram.
A mentira disse para a verdade:
– Bom dia, dona Verdade.
E a verdade foi conferir se realmente era um bom dia. Olhou para o alto, não viu nuvens de chuva, vários pássaros cantavam e vendo que realmente era um bom dia, respondeu para a mentira:
– Bom dia, dona mentira.
– Está muito calor hoje, disse a mentira.
E a verdade vendo que a mentira falava a verdade, relaxou.
A mentira então convidou a verdade para se banhar no rio. Despiu-se de suas vestes, pulou na água e disse:
-Venha dona Verdade, a água está uma delícia.
E assim que a verdade sem duvidar da mentira tirou suas vestes e mergulhou, a mentira saiu da água e vestiu-se com as roupas da verdade e foi embora.
A verdade por sua vez recusou-se a vestir-se com as vestes da mentira e por não ter do que se envergonhar, saiu nua a caminhar na rua.
E aos olhos de outras pessoas era mais fácil aceitar a mentira vestida de verdade, do que a verdade nua e crua.”
#Jorge Bucay
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PENSAMENTO FILOSÓFICO PROFUNDO E ROMANO

Li hoje este pensamento de Marco Aurélio, o imperador filósofo, nas suas Meditações:
“É absurdo irritarmo-nos com os acontecimentos, porque os acontecimentos nem sequer se importam connosco”.
É simplesmente brilhante.
Estranho foi este homem ter tido um filho e herdeiro como o tresloucado Cómodo.
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MARCO AURÉLIO – O IMPERADOR-FILÓSOFO – HISTÓRIAS DE ROMA

Livrai-nos do Astérix, Senhor! – Sete Margens

A malfadada filosofia do politicamente correcto já vai no ponto de apedrejar a cultura e diabolizar a memória. A liberdade do saber e do saber com prazer está cada vez mais ameaçada. Algumas escolas católicas do Canadá retiraram cerca de cinco mil títulos do seu acervo por considerarem que continham matéria ofensiva para com os povos indígenas.

Source: Livrai-nos do Astérix, Senhor! – Sete Margens