RAMOS HORTA, XENOFOBIA

Concordo com o Dr. Ramos Horta. E é triste ver discursos racistas e xenófobos contra imigrantes (sejam africanos, chineses, do Médio Oriente, do Sri Lanka, ou de outro sítio qualquer) em países como Portugal ou Timor-Leste, que viram e veem tantos dos seus filhos a irem para outros países à procura de uma vida melhor.

Enlighthening about the enormous contributions immigrants bring to UK economy. This is the case everywhere – Australia, USA, USA, Germany, etc. Only ultra conservative racist bufoons negate these facts, the loyalty and generosity of refugees and immigrants towards their adopted country.

‘If the UK’s new relationship with Europe involves reduced migration, this analysis suggests the tax burden on others will have to rise’

INDEPENDENT.CO.UK
‘If the UK’s new relationship with Europe involves reduced migration, this analysis suggests the tax burden on others will have to rise’

a miséria no fascismo …nunca esqueçam

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Herminio Cerqueira

A miséria durante o fascismo de Salazar, até à Revolução do 25 de Abril de 1974. Esta foto foi tirada nesse ano, na Amadora, por Alfredo Cunha que a dedicou aos ‘jovens’ que têm saudades daquilo que não viveram. Aos direitolas nacional-populistas, saudosistas da pobreza do povo👇

a tortura da PIDE PDVE não era pouca

Para os que acham que na ditadura de Salazar não havia tortura, ou que “era pouca”. (!!)

“É com base nesse documento que Valdemar Cruz descreve as violentíssimas sessões de tortura que visavam adequar, com recurso à pancada, a realidade à estupidez da autoridade policial, inebriada pela sua força e pelo seu poder, desesperada por ver confirmada a sua fantasia, independentemente das consequências para um grupo de inocentes.

Como se sabe, veio a comprovar-se que Baleizão do Passo tinha razão e que tinham sido presas pessoas sem qualquer relação com o atentado. (…) é indubitável que o inquérito em questão deixa claro que para a PVDE não havia qualquer problema em torturar e manter prisioneiros indivíduos inocentes, preferindo, aliás, descredibilizar aqueles que punham em causa essa versão em vez de assumir o erro (p. 125). O facto de o inquérito em questão ter sido arrumado (para só voltar a ser encontrado em 1996) sem que dele tivesse saído qualquer consequência para os investigadores da PVDE que prenderam, torturaram e acusaram inocentes (cf. Pp. 173-5), é revelador da inimputabilidade absoluta da autoridade e da sua violência num regime fascista. Parte do valor desta obra está na forma como o demonstra – algo assinalável, pois, como nos recorda Manuel Loff no prefácio, mantêm-se vivos os esforços por desvalorizar a violência salazarista com o propósito de construir uma imagem branda do período do Estado Novo, como se os episódios de violência, tortura e perseguição tivessem sido a excepção mais do que a regra.”

Em Histórias Secretas do Atentado a Salazar (reedição do livro originalmente publicado em 1999, ao qual se juntam notas explicativas do autor e um útil prefácio do historiador Manuel Loff), Valdema…
ORGIALITERARIA.ORG
Em Histórias Secretas do Atentado a Salazar (reedição do livro originalmente publicado em 1999, ao qual se juntam notas explicativas do autor e um útil prefácio do historiador Manuel Loff), Valdema…
Em Histórias Secretas do Atentado a Salazar (reedição do livro originalmente publicado em 1999, ao qual se juntam notas explicativas do autor e um útil prefácio do historiador Manuel Loff), Valdema…

Comments
  • Carlos Leitão Carreira Havia pois. À semelhança do que se fazia nas percursoras e atuais CIA, MI5, DGSE, etc. Os métodos são todos idênticos. Nos anos 50, 60, 70, a tortura era metodologia científica, aceite, ensinada e partilhada através de cooperação entre estas polícias. See more
    • Shusan Liurai A PIDE foi uma ótima polícia política (na perseguição aos subversores) e um péssimo serviço de informações pois não conseguiu antecipar os perigos e neutralizá-los. O regime caiu e essa é a prova máxima da sua incompetência extrema, conclusão válida tanto para fascistas como comunistas. Trata-se de uma prova histórica e não de posicionamentos ideológicos. A raison d’État não o permite.
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os ignorantes norte-americanos entendem que os lusos não são brancos????

According to the New York Times, some European-Americans, including Portuguese Americans, are to be designated as non-white.

According to The New York Times, some European-Americans, including Portuguese Americans, are to be designated

PORTUGUESE-AMERICAN-JOURNAL.COM
According to The New York Times, some European-Americans, including Portuguese Americans, are to be designated
According to The New York Times, some European-Americans, including Portuguese Americans, are to be designated

este é o 11 de setembro que naõ esqueço

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Maria Luz

TAMBÉM É BOM LEMBRAR QUE:

Em 11 de setembro de 1973, sob ordens de Augusto Pinochet, os militares chilenos derrubaram o governo Salvador Allende.

Também em 11 de Setembro de 1985 – acidente ferroviário em Alcafache. Nesse dia não existiram chamadas de valor acrescentado para apoio às vítimas.

Carta aberta dos escritores de língua portuguesa contra o racismo, a xenofobia e o populismo – | eu já subscrevi

Carta aberta dos escritores de língua portuguesa contra o racismo, a xenofobia e o populismo e em defesa de uma cultura e de uma sociedade livres, plurais e inclusivas Nós, escritores portugueses e de língua portuguesa, estamos, por ofício, cientes do poder da palavra. E do poder da sua omissão também. Conhecemos os custos de dar palco ao que, em circunstâncias normais, não mereceria uma nota de rodapé. Pondo em cena aquilo que não é de cena – aquilo que é, e não só etimologicamente, obsceno. Preferimos correr esse risco face às circunstâncias vividas em Portugal, que consideramos graves e

Source: Carta aberta dos escritores de língua portuguesa contra o racismo, a xenofobia e o populismo – | José Saramago

RACISMO A RODOS – CRÓNICA 272 – 14.7.19

18.14. RACISMO A RODOS – CRÓNICA 272 – 14.7.19

 

Este tema é sempre difícil de abordar pois todos têm, ou julgam ter, a resposta e a atitude certa, seja ela politicamente correta ou incorreta, mais de acordo com as crenças políticas de cada um do que com quaisquer outros fatores endógenos ou exógenos. Todos são rápidos a disparar, condenar e julgar quaisquer afirmações que se profiram sobre este tema. É um dos chamados tema fraturantes, não só da sociedade portuguesa, mas da maioria das sociedades (ie., daquelas onde é permitido falar dele).

Cresci numa sociedade fechada em pleno Estado Novo, quando as criadas (não havia técnicas auxiliares domésticas) diziam “se a menina não come corto-lhe a trança e dou-a aos ciganos”, “se o menino se porta mal chamo o polícia”.

Havia variações ao tema da cegonha que vinha de Paris. Quando alguém se comportava mal “se continuas assim devolvo-te aos ciganos a quem te comprei”, ou similares.

O racismo era também de ordem social (somos um país de castas) e o meu pai foi criticado por se matrimoniar com uma mulher que trabalhava (a minha mãe era professora) e mais nenhuma mulher na família trabalhava.

Apesar da mistura genética da família, não havia africanos na família, até em 1973 chegar a Timor Português e descobrir um luandense negro com o meu apelido, filho (não-matrimonial) de um primo direito do pai. Também vim a descobrir primos mulatos no Brasil onde havia um ramo de parentes que ali se radicou há dois séculos.

O racismo era religioso. Quando me casei pela primeira vez e não o fiz pela Igreja, metade da família ostracizou o casamento. Mais tarde quando me divorciei (consta que fui o primeiro) outros houve de mais idade a seguirem o exemplo.

O racismo era educacional, havia quem tivesse meios para prosseguir os estudos no liceu ou escolas comerciais e industriais e outros sem esses meios, e a distinção fazia-se logo nesses infantes com quem nem brincar se podia.

O racismo revelava-se nos nomes e apelidos, resquícios dos tempos da monarquia e de fidalguias arruinadas. Era igualmente visível nos subúrbios onde se crescia dentro da cidade (no Porto era a Foz, Avenida da Boavista, Avenida Marechal Gomes da Costa vs Rua dos Combatentes nas Antas, por exemplo), e prolongava-se pelos locais de férias (no norte, os transmontanos iam de banhos para a Póvoa de Varzim, e a gente “fina” andava mais pela Granja ou Miramar ou Espinho e a Aguda era mais classe média baixa…)

O racismo prosseguia dentro das próprias elites, consoante os colégios que frequentavam e as festas onde iam.

 

Depois veio o 25 de abril e tudo se baralhou, mas o racismo continuou com novos paradigmas e alvos (os ciganos mantiveram-se na linha da frente). Pena é que (quase todos) os que se insurgem seriam incapazes de viver num subúrbio de ciganos ou afrodescendentes que alegadamente dizem defender desse racismo. Mas fica-lhes bem a defesa dos mais fracos.

 

Aqui nos Açores, além dos tipos de racismo atrás descritos, há muitos outros derivados da canga feudal que constituía a matriz dominante das ilhas, mas muita gente, mais capaz do que eu, poderá elaborar sobre o tema.