PORTUGAL J’ACCUSE, o branqueamento da História

Artur Arêde

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Carlos Fino

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How Portugal silenced ‘centuries of violence and trauma’
ALJAZEERA.COM
How Portugal silenced ‘centuries of violence and trauma’
There has been little acknowledgment of Portugal’s role in the transatlantic slave trade – until now.
A CAUSA DAS COISAS
ALJAZEERA DIZ QUE PORTUGAL
“SILENCIOU SÉCULOS DE VIOLÊNCIA E TRAUMA”
por: Carlos Fino…

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Chrys Chrystello
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ALJAZEERA DIZ QUE PORTUGAL
“SILENCIOU SÉCULOS DE VIOLÊNCIA E TRAUMA”
Artigo na linha dos recentes movimentos de revisão do passado em nome de uma desejável justiça histórica: infelizmente, em vez de uma apreciação ponderada, acaba por condenar com critérios de hoje realidades de há 500 anos, o que é um anacronismo movido por ideologia. Por outro lado, o articulista não menciona que os árabes foram dos maiores traficantes de escravos, muito antes da chegada dos portugueses; também não fala da responsabilidade dos dirigentes negros da época, eles próprios incentivadores do tráfico de seres humanos; por fim, refere os quilombos, mas omite que os dirigentes dos quilombos – como Zumbi dos Palmares – também tinham escravos. Em resumo, mesmo reconhecendo as grandes injustiças que foram cometidas -a realidade é bem mais complexa do que este artigos pintam. CF

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  • Artigo na linha dos recentes movimentos de revisão do passado em nome de uma desejável justiça histórica: infelizmente, em vez de uma apreciação ponderada, acaba por condenar com critérios de hoje realidades de há 500 anos, o que é um anacronismo movido por ideologia. Por outro lado, o articulista não menciona que os árabes foram dos maiores traficantes de escravos, muito antes da chegada dos portugueses; também não fala da responsabilidade dos dirigentes negros da época, eles próprios incentivadores do tráfico de seres humanos; por fim, refere os quilombos, mas omite que os dirigentes dos quilombos – como Zumbi dos Palmares – também tinham escravos. Em resumo, mesmo reconhecendo as grandes injustiças que foram cometidas -a realidade é bem mais complexa do que este artigos pintam.

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racismos

May be a black-and-white image of 1 person and indoor
A propósito dos insultos de Mamadou Ba ao povo português e à sua História, escreve Paula Helena Ferreira da Silva (Assistente Graduada de Ortopedia, Chefe de Equipa do Serviço de Urgência do Centro Hospitalar do Baixo Vouga):
Tal como o Sr. Mamadou, nasci em África. Não me corre sangue africano nas veias, mas a alma moçambicana habita em mim.
Fui expulsa do meu país sem hipótese de escolha, sem justificação, tão somente pela cor da pele, arrancada à força da minha família, da minha casa, dos meus conterrâneos.
Fui expulsa por pessoas como o senhor e os seus comparsas do SOS Racismo.
Roubaram-me o resto da infância e da adolescência, forçada a viver em hábitos e costumes diferentes onde só a língua me unia.
Durante décadas, senti-me deslocada, fui barbaramente vítima de bullying, mandada para a minha terra vezes sem conta apenas e só por ser retornada…
A ignorância não tem limites e retornada não sou, refugiada talvez, pois a nada retornei. Nasci em África com muito orgulho e mantenho orgulho na História que me proporcionou que assim fosse.
Nasci na maravilhosa cidade de Lourenço Marques, a pérola do Índico, no fantástico continente africano, rico nas gentes e nos recursos, destruído por décadas de governos ditatoriais que o senhor tanto defende.
O senhor não sabe, mas em 1974, Moçambique era o produtor número um do mundo de algodão e cana de açúcar.
Hoje, é um dos países mais pobres do mundo!
Os retornados foram a maior lufada de ar fresco a entrar em Portugal.
Ao contrário de si, os retornados e refugiados das ex-colónias, apesar de apenas trazerem a roupa do corpo e a alma carregada de tristeza e mágoa, trouxeram também a resiliência e transformaram a mágoa em trabalho e não em ódio e raros são os que não singraram.
Nada trouxemos na bagagem a não ser memórias. Tudo foi confiscado, queimado, dizimado. Mas ao contrário de si, a quem tudo foi dado de mão beijada, não nos vitimizámos, não nos encolerizámos, apenas trabalhámos! Trabalhámos e honrámos a Terra e as gentes que nos acolheram!
Não hostilizámos, não ridicularizámos, não confrontámos os Portugueses da metrópole! Apenas trabalhámos, com a resiliência que nos caracteriza, porque ao contrário de si, as nossas feridas não estão putrefactas e não destilam ódio, antes pelo contrário, emanam tolerância e compaixão.
Ao contrário do senhor, não recebemos subsídios, não recebemos apoios, o único apoio foram e continuam a ser as doces memórias.
Memórias de países maravilhosos ao qual um dia ansiávamos voltar, de gente humilde de sorriso largo e alegria sem fim, memórias do cheiro da terra molhada, do cheiro das gentes, das cores, de vidas simples.
Mantenho gravado o dia da partida e do choro de despedida de quem me criou e amparou e a isso, senhor Mamadou, chama-se Amor. Nós, Africanos brancos, sentimos amor pelos nossos conterrâneos, mas sei que para si não é amor, é racismo.
Sim, senhor Mamadou, ainda hoje sinto amor pelos meus conterrâneos, choro por eles e pelos vis ataques que sofrem em Cabo Delgado, que curiosamente nunca o ouvi defender.
Em si só vejo ódio, intriga e difamação.
O racismo não se combate com racismo!
O ódio não se combate com ódio!
Humildade e gratidão é coisa que não lhe assiste. E trabalho Sr. Mamadou? Não será por interesse que move esse ódio? É que esse ódio dá-lhe tachos e tachinhos e trabalho? As suas mãos não parecem ter calos e o seu sobretudo de caxemira não me parece second hand.
Senhor Mamadou, o senhor pode ter instrução, mas não tem educação.
Sou de uma geração em que fui educada a respeitar o meu país, Portugal, a minha bandeira, o meu hino, as minhas gentes, os meus heróis.
Tenho orgulho em Afonso Henriques, Vasco da Gama, Luiz Vaz de Camões, Padre António Vieira, Pedro Álvares Cabral e tantos outros que escreveram a nossa História.
A História não se apaga, não se reescreve, é um legado dos nossos antepassados, goste-se ou não, é a nossa História.
Quem é o senhor para a destratar? Ou será que pertence ao grupo daqueles, que por não gostarem dos pais e avós também os apagam?
Respeito, senhor Mamadou! Respeito! Em casa alheia não se diz mal do pão que é oferecido, porque, um dia, o pão pode acabar.
Fonte: O Observador
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racismo no mercado de Benfica

Racismo etc. Hoje no mercado de Benfica, a senhora negra a quem perguntei se tinha lulas pequenas, apontou-me para uma banca mais ao lado — é a segunda vez que o faz —, onde senhora branca de mais idade, e creio que cega do olho direito, tinha muito menos peixe do que ela, mas lulas tinha. Esperei um pouco porque estava a preparar linguados para alguém e nem se deu conta do novo cliente. Quando me pôde atender, a amiga — verdadeira amiga — veio por fora da banca recolher o que eu tinha escolhido e ofereceu-se para limpar e preparar tudo, pois a outra peixeira estava ainda com serviço em mãos. Levou tudo para a banca dela e esteve um bom bocado de tempo a facilitar-me a vida. No fim dei-lhe umas boas moedas e disse-lhe que tinha gostado muito do gesto dela. Sorriu e gargalhou. — Escrevo isto porque estas pequenas coisas nunca são notícia, parece que não existem. E no entanto…
You, Urbano Bettencourt, Jorge Rebêlo and 10 others
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  • Essas coisas concretas, com pessoas concretas, não constam dos manuais e das cartilhas.
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HUNGRIA A NOVA ESCRAVATURA

Lúcia Duarte

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Da Hungria e do regime autoritarista de Orbán tem-se falado da erosão da liberdade de imprensa, da promiscuidade da política no sistema judicial, da criminalização do aborto e da perseguição da comunidade LGBTQ+.
Mas poucos parecem ter notado que o país está a ir ainda mais além, num processo firme de retrocesso civilizacional que parece querer transformá-lo “numa espécie de colónia industrial para investidores estrangeiros”.
A Hungria tem vindo a aprovar, desde 2018, as chamadas “Leis da Escravidão”: um pacote legal que aumenta de 250 para 400 as horas extra obrigatórias que os patrões podem exigir de seus trabalhadores por ano. Para cumprir esta lei, muitos terão de trabalhar seis dias por semana, um retrocesso flagrante das conquistas laborais das últimas décadas.
Numa altura em que se discutem novamente as crises cíclicas de sobre-produção, e se fala que devemos trabalhar menos, e redistribuir melhor, os regimes autocratas pressionam para trabalhar mais – para quem?
Camaradas, o fascismo não é perigoso apenas por ir contra os valores e liberdades das minorias, ou por ser racista, misógino e homofóbico. O fascismo é a misantropia capitalista levada às últimas consequências – é a aniquilação do Estado Social, e o roubo dos direitos laborais e vitórias conquistados pela classe trabalhadora, mascarado sob uma farsa de proteccionismo nacionalista e de meritocracia.
Não deixemos que aconteça o mesmo em Portugal. A crise e instabilidade dos governos e regimes, agudizada pelas debilidades que a pandemia tem provocado, vai continuar. Mas cabe-nos exigir às esquerdas que tomem medidas ágeis de protecção intransigente da classe trabalhadora, e um investimento nas estruturas colectivas que previna o desmoronamento total. Proteger os direitos dos trabalhadores, a saúde e a educação, e não deixar o país resvalar para promessas milagreiras mas desventurosas que inevitavelmente, à semelhança da Hungria, vão dar nisto: o eclipse e remissão do progresso humano.
~ Ingrid V
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eu avisei vem aí o novo certificado de cidadão exemplar…

tenho várias crónicas nos últimos meses a alertar para isto ver https://www.lusofonias.net/mais/as-ana-chronicas-acorianas.html

 

Explicar às pessoas o funcionamento do complexo, frágil e muito dinâmico sistema imunitário, aplicar medidas preventivas, algumas mesmo “fora da caixa”, explicar e cuidar, com sensibilidade: tudo isto exige muita cultura e prudência, quer-me parecer. São mais simples as soluções “universais” à base de shots. O “aeitismo” de quem gere uma monocultura. Quer-se visibilidade, mas duma parte da verdade, apenas. Sem respeito pela situação concreta de cada pessoa e país. Desde logo,…

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  • Um novo “B.I. digital” com complexidade e com poder de actulização constante! Uma “caixa negra”! Até me arrepio só de pensar nisso…!

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  • Porque não estrela amarela para quem ainda não estiver vacinado?

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LE PEN ALIADA DO CHEGA INCITA Á MORTE DOS PORTUGUESES

Estas são frases da FN (extrema direita francesa, de La Pen, tipo Chega)….No entanto, cá pelo burgo, exalta-se esse Partido. Lamentável…😡👎
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