AÇORES O SOCIALISMO CAPITALISTA DO LEITE

Ditou o destino que vivesse literalmente rodeado de pastos bem dentro de uma zona de produção leiteira. São hectares de verde a 360⁰ e nem uma vaca.
A produção de leite transformou-se na mais intensiva forma de exploração dos solos na terra que quer vender a sua imagem como sustentável. E a preocupação dos pseudo ambientalistas de pacotilha são os hotéis e os cruzeiros, enquanto uma percentagem assustadora de solo é ocupada por produção intensiva de erva e milho, com a utilização de adubos químicos, pesticidas e outros que tais. Mesmo assim, recorre-se à importação de cereais e rações porque a loucura de produção é tanta que só com mais nove ilhas é que teríamos território para alimentar tanta vaca. Falar do impacto da agropecuária no ambiente nos Açores é o tabu máximo. É pouco sedutor e cai mal junto da populaça. Muito melhor é ser contra a incineração. Isso sim é uma causa bonita.
A era do leite, da produção intensiva, do produz mais e mais, a que teve como embaixador máximo Jorge Rita, acabou. E o seu fim foi anunciado com muita antecedência. Estes últimos suspiros desesperados e absurdos são apenas o epílogo de (mais) uma era Açoriana.
Produzir menos, biologicamente, de modo verdadeiramente sustentável, com transformação em períodos realmente diferenciados e com grande valor acrescentado, é o caminho.
Sugestão:
Um programa de apoio dedicado exclusivamente ao investimento na criação de unidades de transformação tendo o objetivo de em 5 anos colocar os Açores no topo das regiões produtoras de queijo de alta qualidade mundialmente.
Nota, está na hora de acabar com o socialismo nos Açores. Jorge Rita quer mais socialismo para ser mais capitalista. Algo nesse objetivo não bate certo.
May be an image of text that says "Jorge Rita. Presidente da Federação Agrícola dos Açores aponta data para se promover uma subida do preço do leite nos Açores. Considera que o Governo Regional tem de intervir para aumentar a competitividade das indústrias e aponta caminho de financiamento através do Banco de Fomento "É inadmissível que a partir de 1 de julho não exista uma subida do preço do leite""
Pedro Arruda and 6 others
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  • Pedro Arruda

    Concordo com tudo menos com a parte do “acabar com o socialismo”… eu diria que precisamos sim de melhor e de verdadeiro socialismo … ✊😎 abraço
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    • 23 m
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      André Silveira

      Pedro Arruda se for um socialismo pelo livre mercado e pela livre iniciativa contra o protecionismo e a subsídio dependência, estou contigo.
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      • 3 m

Senhorios voltam a poder accionar “despejos” a partir de 1 de Julho | Arrendamento | PÚBLICO

Proposta do BE para prolongar suspensão dos contratos de arrendamento habitacional e comercial rejeitada pelo PS, PSD e CDS. Aprovado o prolongamento do apoios às rendas comerciais.

Source: Senhorios voltam a poder accionar “despejos” a partir de 1 de Julho | Arrendamento | PÚBLICO

a MAIA DEFINHA PERANTE A PASSIVIDADE DE QUEM DE DIREITO

Pela Maia micaelense
Freguesia da Maia, concelho da Ribeira Grande, ilha de São Miguel, arquipélago dos Açores. Maia terra de intelectuais, terra de gente trabalhadora, terra de paisagens belas. Mas, infelizmente, como outras localidades, entregue à sua sorte, porque os poderes públicos, muitas vezes, falam muito, mas não fazem nada.
A única padaria existente nesta freguesia encerrou para sempre, uma padaria que prestava um excelente serviço público, com produtos de muita qualidade, desde o pão tradicional à não menos tradicional massa sovada, passando por igualmente deliciosos biscoitos. Tinham fama e procura.
E encerrou porque as rendas são elevadas, os impostos são pesados e os apoios são nulos. Os proprietários, depois de tantos anos de trabalho honesto e dedicado, desistiram, embora preferissem continuar a trabalhar, como afirmaram.
Mas que país é este em que vivemos? Pessoas que querem trabalhar – trabalhar, repito -, mas não podem, porque os apoios não sobram para elas. Os incentivos e os subsídios são para outros, que em muitos casos não fazem coisa alguma de interesse para a sociedade. Lamentável!
Já anunciaram o encerramento da única agência bancária na Maia, agora encerra a padaria, muito mais essencial, talvez, do que a agência bancária.
O que pensam disto tudo a Câmara Municipal da Ribeira Grande, o Governo Regional dos Açores e os deputados micaelenses à Assembleia Legislativa Regional? Dirão certamente que numa economia de mercado é assim mesmo. Isto é progresso, é defender as populações?
Não sou da Maia, nem resido na Maia, mas tenho amigos da Maia e na Maia. Por eles e por toda a população da Maia, manifesto aqui a minha mais profunda indignação por este estado de coisas. A Maia, de todo, não merece o que está a acontecer!
You, Fátima Silva, Carlos A César and 10 others
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a crise do leite JOSÉ GABRIEL AVILA

A crise do leite – Crónica Rádio Atlântida
Já fomos terras de produção de grandes quantidades de pastel, trigo, milho, vinho, chá, produzimos beterraba sacarina e chicória, exportámos ananás, batata branca e doce, cultivámos linho e espadana, criámos ovinos e caprinos e nas últimas décadas apostámos no melhoramento animal de raças de bovinos de leite e de produção de carne.
A economia açoriana em cinco séculos, procurou responder, da melhor forma, à procura de produtos agrícolas que trouxessem mais-valias aos proprietários e empresários rurais. Todavia, nem sempre ultrapassou as dificuldades geradas pela pequena dimensão das terras e pelos custos de produção. A maquinaria agrícola foi um dos entraves, o outro foi a falta de mão-de-obra resultante dos baixos salários que levaram a uma sangria da emigração para o Brasil e a partir dos anos 60 do século passado, para os Estados Unidos e Canadá.
Presentemente, começa-se a ouvir falar em reconversão da bovinicultura já não para produção intensiva de leite – e a qualidade do nosso leite é indesmentível – mas para a produção de gado de carne, para o que só a ilha do Pico, dizia-se, tinha apetências.
É um revés para os produtores do leite que tanto apostaram na melhoria das manadas e do maneio do gado e pastagens.
Os Açores que produzem cerca de 35% do leite português, e que recebem através do POSEI apoios substanciais para fazer face a essas produções que todos afirmam ter qualidade, não conseguem valorizar o seu produto de excelência.
Algo vai mal neste setor e, como os dirigentes responsáveis afirmam, os industriais têm uma quota parte importante da culpa por não se ter valorizado um produto alimentar tão necessário.
Faltou capacidade e vontade para reconverter o leite em produtos derivados mais-valiosos – e tantos são eles que encontramos no mercado, originários de países sem matéria prima!… Ficámo-nos pela manteiga, pelo queijo e pelo leite em pó e descansámos, julgando que ninguém nos passaria adiante. Agora é o que se vê.
Mais uma crise da agro-pecuária no horizonte, a juntar a tantas outras cujas produções desapareceram e só constam da história económica destas ilhas?
Espero que os governantes e os responsáveis do sector agro-industrial se sentem à mesa para analisar friamente o porquê da situação e que tirem conclusões, tracem objetivos e delineiem programas para que ao colapso da beterraba, da chicória, do ananás, do trigo, da batata, do vinho, etc, não se siga o colapso do leite e dos produtos afins.
Uma desgraça nunca vem só! – diz o povo. Oxalá a pandemia passe depressa e os responsáveis tenham a clarividência e coragem suficientes para agarrar o touro pelos cornos!…
José Gabriel Ávila
jornalista c.p. 239 A
6/6/21
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População da Maia indignada com retirada de serviços – Açoriano Oriental

Durante os últimos meses a freguesia ficou sem as duas instituições de crédito e uma estação de correios. Presidente da Junta de Freguesia alerta para riscos desta “sangria” de serviços.

Source: População da Maia indignada com retirada de serviços – Açoriano Oriental

A DÍVIDA DE 400 MILHÕES DO GRUPO IMPRESA

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Hoje esperava que o @JornalPoligrafo investigasse a veracidade da gravíssima situação financeira do Grupo Impressa, os 400 milhões de euros de dívida acumulada colocando-o em falência técnica…
Afinal esqueceram-se… 🤣😂😅
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