RECICLAR E NÃO POLUIR

A CAUSA DAS COISAS
Há vários problemas a afectar, actualmente, o planeta. A remar contra a corrente estão todos aqueles que têm ido em busca de alternativas para os resolver e, consequentemente, melhorar a qualidade de vida de toda a gente. As palavras de ordem têm sido reduzir e reutilizar tudo aquilo que é produzido em massa, como plástico, para que o objetivo comum seja atingido.
Assim, um grupo de investigadores químicos tem realizado testes, a fim de aproveitar resíduos de plástico para, através de micro-ondas, gerar hidrogénio limpo.
Nova vida para os resíduos de plástico de utilização única
Um dos grandes problemas que enfrentamos é a utilização, em massa, de plásticos de utilização única. Ou seja, recipientes, sacos, descartáveis de vários tipos, entre outros, estão de tal forma enraizados que se torna difícil para muita gente optar por alternativas mais amigas do ambiente.
Então, não podendo combate-los, um grupo de investigadores químicos juntou-se e tem testado a utilização de micro-ondas para transformar os resíduos de plástico em hidrogénio limpo. De entre outros, estão garrafas de leite, sacos de plástico e outras embalagens comummente encontradas nos supermercados.
Actualmente, já existem outros métodos que permitem que os resíduos de plástico sejam convertidos em hidrogénio limpo. Contudo, esta nova abordagem que recorre a micro-ondas promete ser mais rápida e consumir menos energia.
Entre 1950 e 2015, apenas 9% de todos os resíduos foram reciclados, e, a partir de dados de 2016, 40% dos resíduos produzidos são ainda colocados em aterros.
Assim sendo, esta realidade preocupou os químicos da University of Oxford. A fim de a combater, pensaram que uma opção viável seria aproveitar os resíduos de plástico para gerar hidrogénio, através de micro-ondas. Isto, porque os sacos de plástico possuem uma densidade, em peso, de 14% de hidrogénio e, por isso, este pode ser utilizado de forma limpa.
Nos processos de transformação convencionais, que são mais poluentes, o plástico, é decomposto, a 750º C, em syngas, uma mistura de hidrogénio e monóxido de carbono. Depois, o hidrogénio é separado e reaproveitado para energia. Pelo contrário, a equipa de Edwards destrói o plástico em pequenos pedaços e mistura-os com um catalisador de óxido de ferro e de óxido de alumínio.
Então, ao ser queimado com um gerador de micro-ondas, a 1000 watts, o catalisador cria pontos quentes no plástico, extraindo o hidrogénio. Assim, recupera 97% do gás no plástico, numa questão de segundos. Aliás, o facto de precisarem apenas de uma etapa garante que aquecem só o catalisador e consomem menos energia.
Para Edwards, esta poderá ser uma solução muito viável. Todavia, para isso, devem ser realizados testes e experiências maiores. Isto, porque as que foram feitas até agora utilizaram apenas 300 gramas de plástico, em cada teste.
Microwave-initiated catalytic deconstruction of plastic waste into hydrogen and high-value carbons
NATURE.COM
Microwave-initiated catalytic deconstruction of plastic waste into hydrogen and high-value carbons
The valorisation of plastic waste is highly desirable from an environmental perspective but generally yields low-value products. Now a method is disclosed to deconstruct plastic feedstocks into high-value hydrogen and carbon materials by means of an iron-based catalyst under microwave irradiation.
Artur Arêde

barragens matam as praias

A CAUSA DAS COISAS
🌳O que muita gente não sabe é que as barragens dificultam, ou até mesmo impedem, o transporte de areia para as praias, fazendo com que o efeito possa ser sentido a centenas de quilómetros. Sim, uma barragem no interior do país pode ser responsável pelo desaparecimento da sua praia. E sem as areias que deviam estar a alimentar as nossas praias, estamos ainda mais desprotegidos face à subida do nível do mar causado pelas alterações climáticas.
✅O GEOTA não é contra a construção de barragens, no entanto somos sim contra a construção desmedida de barragens que sejam inúteis ao proporcionarem inúmeros impactes ambientais e sociais, face à pouca rentabilidade e uso que teriam.
✅Portugal tem atualmente mais de 8.000 barreiras nos seus rios. Tinham noção deste número? Muitas destas barreiras são pequenos açudes e barragens que estão obsoletas (sem atividade), que estão degradadas, semidestruídas e que, para além de representarem uma ameaça para os ecossistemas ribeirinhos e degradação da qualidade da água, também representam um grave problema de segurança para as populações locais. Só no douro, em 1200 barreiras, 300 estão neste estado de inutilidade.
✅Questionamos qual a necessidade ao manterem-se estruturas como estas quando se encontram inutilizáveis, obsoletas e destruídas? Questionamos qual a necessidade de se construírem mais barragens quando Portugal tem um excedente de produção elétrica, quando existem mais e melhores alternativas a nível de poupança e redução de consumos através da eficiência energética, quando existem alternativas à produção por outras vias renováveis, quando existem técnicas de ordenamento do território e de gestão da água que permitem melhorar o uso e consumo, como também proporcionar uma melhoria na eficiência na gestão deste recurso vital mas finito como a água?
✅Cada barragem deve ser analisada caso a caso. Deve ser alvo de estudos rigorosos mas também, e acima de tudo, de estudos comparativos entre as várias alternativas que existem atualmente. Muitas das vezes, essa comparação com outras alternativas não é feita. Estamos em 2020… estas alternativas existem e aquando aplicadas têm apresentado ótimos resultados. Podemos poupar o ambiente; as várias espécies ameaçadas e em vias de extinção; a segurança e a vida das populações locais; como também o dinheiro dos contribuintes, ao apostarmos numa melhor gestão do nosso território, através do aproveitamento dos nossos recursos naturais com eficiência e de forma sustentável em vez de os destruirmos aos poucos, como também numa mudança de hábitos não apenas na forma como consumimos mas também na forma como produzimos.
✅ Querem fazer parte desta mudança? Comecemos por preservar os nossos recursos naturais. Assinem a Iniciativa Legislativa de Cidadãos promovida pelo GEOTA para que se crie a Primeira Lei em Portugal para a Criação de Reservas Naturais de Rios Livres. Podem assinar aqui: https://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=geota-rios-livres
Barragens estão a matar os rios e a fazer desaparecer praias do litoral | TVI24
TVI24.IOL.PT
Barragens estão a matar os rios e a fazer desaparecer praias do litoral | TVI24
As barragens estão a matar os rios e a fazer desaparecer algumas praias no litoral. O alerta é feito pelo GEOTA, que defende uma nova gestão da água. Só no Douro há mais de 1.200 construções a moldar o curso do rio, 300 não têm qualquer utilidade.

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OS PINHAIS QUE PERDEMOS

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Micael Pereira
is at
Lagoa da Ervedeira
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A minha homenagem, com alguns factos que talvez desconheçam.
O Que Perdemos
Fala-se que perdemos a mata nacional de Leiria mas na verdade foi muito pior, perdemos não uma mas três matas: O pinhal de el Rey (Pinhal de Leiria após a implantação da república em 1910), localizado a Sul do rio Lis; a Mata Nacional do Pedrogão, entre o Rio Lis e a Ervedeira; e Mata Nacional do Urso (outrora pertencente à Universidade de Coimbra), entre a Ervedeira e Leirosa. Estas três matas nacionais estão plantadas sobre uma extensa e imponente área dunar que se estende até 13 Km para o interior (Zona da Ervedeira), sendo muito relevantes para a sua estabilização.
Apesar do Pinhal de el Rey ser associado a D. Dinis (1279-1325), devido a atenção que este rei lhe prestou, pensa-se que a sementeira terá começado anteriormente. De qualquer das formas, o pinhal de el Rey trata-se da mais antiga ação de reflorestação em larga escala realizada pelo homem.
Esta região não foi sempre igual. As dunas movem-se e o Rio também. O Rio Lis atravessou de uma forma muito mais acentuada esta região, tendo inclusive atravessado a zona correspondente às três matas. Existem indícios da foz do rio Lis ter-se localizado perto da atual praia do Osso da Baleia, a cerca de 15 Km a Norte da sua posição atual.
Prevenção de Incêndios
Desde há vários séculos que uma série de cuidados tem sido tomados relativamente à prevenção de incêndios no Pinhal de Leiria. D. Maria I (1777-1816) instituiu a caixa de fumo, feita em folha de ferro e um palmo de areia de modo a que os trabalhadores pudessem apagar os cigarros de forma segura. Criou os aceiros e arrifes com objetivo de facilitar o acesso à mata e também a atuação como corta fogo e proibiu o fabrico de carvão e alcatrão dentro da mata e interditou o uso de armas de fogo durante as montarias, por exemplo, aos lobos. No reinado de D. João VI (1816-1826) foi ordenado untar os rodados dos carros de bois de modo a evitar ignições causada pela fricção. Proibiu ainda o lançamento de foguetes e balões às povoações próximas á mata.
Já no final do século XIX foram criados pontos de vigia, que guardavam a mata de noite e dia e comunicando entre si inicialmente através de bandeiras durante o dia e focos de luzes durante a noite. As comunicações eram no entanto dificultadas devido à formação de nevoeiro tão comum nesta região, como todos nós bem sabemos. Tendo em conta esta característica da região e a dificuldade na identificação do talhão onde ocorria o incêndio foi posteriormente criada uma ligação telefónica entre os diferentes postos de vigia, facilitando as comunicações e permitindo uma triangulação/localização mais exata do talhão com foco de incêndio.
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As Consequências do desmazelamento
Infelizmente, o cuidado com esta zona tem sido cada vez menor. Apesar destas 3 matas entre 2001 e 2009 ter gerado lucros superiores na ordem dos 26.2 milhões de euros, o valor investido ficou-se na casa dos 2.7 milhões de euros (dados ICNF). Os guias florestais passaram a ser uma “espécie extinta” nestas Matas Nacionais, tornando-se mais tardia a identificação de focos de incêndio. Não existindo policiamento desta zona, o pisoteamento dunar também tem sido cada vez maior, agravado por jipes e motos.
O abandono destas matas nacionais pelo Instituto de Conservação da Natureza e Florestas, (ICNF), entidade governamental responsável pela proteção desta área teve agora as suas consequências, por sinal catastróficas: o desaparecimento quase total demais de 700 anos de história em dois dias. Fala-se em percentagens de floresta perdida superiores a 80%, pelo menos do que diz respeito ao pinhal de Leiria .
No entanto, o fim do fogo não é o fim dos problemas. Demorará tempo até a reflorestação ter inicio e o tempo de recuperação é na casa das dezenas de anos. Enquanto isso a destabilização deste ecossistema dunar poderá provocar a migração de areias para o interior, que poderá prejudicar, por exemplo, zonas atuais de cultura. Estaremos também mais suscetíveis aos ventos marítimos que também poderão prejudicar a agricultura. No que diz respeito à Lagoa da Ervedeira, um dos Ex-Libris desta região também pode sofrer com este incêndio. As cinzas poderão aumentar a eutrofização da Lagoa e a ausência de vegetação pode potenciar o movimento de areias por ação eólica, o que pode agravar os problemas já existentes de assoreamento (acumulação de sedimentos e diminuição da profundidade) desta lagoa. Mas talvez a Lagoa não interesse muito, nem à população de Leiria, que não apoiou a proposta do orçamento participativo da CM Leiria que previa um investimento de 30 mil euros, nem para o ICNF, já que no Plano de Gestão Florestal, um documento com 175 páginas onde conseguiu nas 36 das 37 menções à Lagoa da Ervedeira menciona-la incorretamente como “Ervideira”.
Recorde-se, para terminar, uma última perda, de potencial e riqueza: o turismo. Estamos numa altura de franco crescimento do Turismo em Portugal, se antes os estrangeiros apenas visitavam Lisboa e Porto, procuram agora conhecer outras regiões de Portugal e o crescimento do turismo na zona centro tem-se feito sentir. Esta zona florestal, devido às suas características tão específicas estava a atrair cada mais praticantes de orientação, tendo inclusive estabelecido nesta região a Federação nacional desta modalidade. Será que vai continuar a ser um local de eleição para a prática da modalidade? E o que será dos que procuravam as praias da nossa região? Gostarão eles da mesma forma desta região agora despida, devorada pelo fogo? Todos nós duvidamos.
Arderam, na europa, cerca de 903.7 mil Hectares de floresta em 2017 (dados EFFIS). Só Portugal é responsável por 520.5 mil hectares, ou seja cerca de 58% de toda a área ardida! Se é verdade que podemos culpar desta vez o ICNF/estado português por durante os últimos 10 anos ter-se desmazelado na proteção da Mata Nacional, a culpa do mesmo não se aplica, por exemplo aos incêndios de Pedrogão Grande, ocorridos em mata privada. Mais importante que apontar o dedo aos culpados é encontrar as soluções.
A nossa região está de luto. Perdemos o PRIMEIRO e MAIOR monumento de Portugal. Nunca vamos esquecer o teu verdejante, o teu cheiro, o som do vento a passar nas copas das tuas árvores ou o teu sabor que nos proporcionavas com os teus medronhos e camarinhas. Esperamos voltar a ver-te em breve.
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LIXO EM PONTA DELGADA

Mais uma vez e porque se repete diariamente apesar das reclamações e sugestões dos moradores.
A recolha dos chamados ‘Monstros’ é gratuita e está à distância de um telefonema. Mas até isso dará mais trabalho do que conduzir em viatura própria muitas vezes a partir de outras áreas de residência para depositar toda a espécie de entulho nesta que já é uma Lixeira a céu aberto em plena cidade de Ponta Delgada.

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  • Rogerio Soares Realmente, é de lamentar…!
  • Clayton Carneiro De acordo completamente,a questão aqui,para além de não serem só os moradores do condomínio, é que colocam tudo e mais alguma coisa,colchões, móveis, electrodomésticos e outros.
    Não é de agora que vejo cá até empresas com carrinhas a descarregarem o seu lixo.
    O civismo e as boas maneiras não fazem parte de um todo,infelizmente.
  • Fabio Travassos Prá frente que é caminho

isto já não é planeta terra, mas planeta lixo

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O MUNDO TEM DE MUDAR
Nós, os que temos casa, comida na mesa e cama para nos deitarmos, não podemos ser indiferentes a esta realidade de todos os dias.
Com base no Google Translate, verti este “grito” em algumas das línguas mais faladas neste nosso tão maltratado planeta. Maltratado, no que se refere às flagrantes e terríveis desigualdades entre os humanos, e ao ambiente, em toda as suas vertentes, ao aquecimento global, ao esgotamento dos recursos naturais e ao respeito pela biodiversidade, à poluição do ar, do mar, dos rios e do solo.
Todos sabemos, não é novidade para ninguém, que, desde sempre, mas desde sempre, a riqueza de uns tantos se fez e faz, à custa da extrema pobreza de muitos. Todos os grandiosos e riquíssimos palácios, templos e catedrais, de todos os tempos e de todas as latitudes, sugaram o sangue das respectivas populações. Não precisamos de sair da História de Portugal para saber que assim é. A Nobreza e o Clero, de um lado e o Povo, do outro, fazem parte desta realidade.
Todos sabemos, não é novidade para ninguém, que o planeta já está a dar preocupantes sinais de poluição e de exaustão e que o crescimento exponencial da população invade, degrada e destrói, cada vez mais, o ambiente natural e seus ecossistemas. Há que não deixar perder a luta simbolizada na figura da jovem Greta Thumbeg, tão injustamente maltratada que tem sido por alguns comentadores.
O mundo tem de mudar e somos nós que o podemos (e devemos) fazer. A força das redes sociais é a nossa força. Basta PARTILHAR EM CADEIA. Posso estar a ser ingénuo, mas estou a cumprir o que penso ser a minha parte nesta luta. Não me conformo com a sociedade que estamos a viver. O mundo tem, mesmo, de mudar.
El mundo tiene de cambiar
Nosotros, que tenemos casa, comida en la mesa y cama para tumbarnos, no podemos ser indiferentes a esta realidad cotidiana.
Le monde doit changer.
Nous, qui avons une maison, de la nourriture sur la table et un lit pour se coucher, ne pouvons pas être indifférents à cette réalité quotidienne.
The world must change.
We, who have a house, food on the table and bed to lie down, cannot be indifferent to this everyday reality.
Die Welt muss sich ändern
Wir, die ein Haus, Essen auf dem Tisch und ein Bett zum Liegen haben, können dieser alltäglichen Realität nicht gleichgültig gegenüberstehen.
Ο κόσμος πρέπει να αλλάξει Εμείς, που έχουμε ένα σπίτι, φαγητό στο τραπέζι και κρεβάτι για να ξαπλώσουμε, δεν μπορούμε να είμαστε αδιάφοροι σε αυτήν την καθημερινή πραγματικότητα.
Мир должен измениться Мы, у кого есть дом, еда на столе и постель, чтобы прилечь, не можем оставаться равнодушными к этой повседневной реальности.
يجب أن يتغير العالم
نحن ، الذين لدينا منزل وطعام على الطاولة وسرير نستلقي عليه ، لا يمكننا أن نكون غير مبالين بهذا الواقع اليومي
世界必須改變 我們擁有房子,桌子上的食物和可以躺下的床,我們可以對這個日常現實無動於衷
世界は変わらなければならない 家、テーブルの上に食べ物、横になるベッドを持っている私たちは、この日常の現実に無関心ではいられません