MAIS ELEITORES QUE VIVOS NO CENSO

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OS CADERNOS ELEITORAIS ESTÃO EMPOLADOS, TAL COMO AS CADEIRAS DO PARLAMENTO NA HORTA…
37043 recenseados nos Açores não votam porque não existem

Em todas as ilhas há eleitores fantasmas em abundância. No total dos Açores são 37043, que contribuem para empolar o número de deputados no parlamento açoriano.

Os Açores têm 37043 eleitores fantasmas, assumindo o fenómeno um peso significativa em todas as ilhas, que são também círculos eleitorais para o parlamento regional.
Os maiores números revelam-se em São Miguel, com 22256 eleitores fantasmas, seguindo-se a Terceira, como 8611.
Estes números, em termos absolutos, parecem seguir o peso populacional das ilhas no todo regional, que veremos em próxima edição.
Face à metodologia seguida, Santa Maria tem 950 eleitores fantasmas, Graciosa 590, São Jorge 1523, Pico 1894, Faial 1063, Flores 221 e Corvo 34.
São Jorge é a ilha que tem mais eleitores do que população residente, sendo o diferencial de 262 indivíduos. Em todas as ilhas, porém, a relação entre cidadãos residentes e eleitores não se encaixa nos dados que resultam da metodologia adotada.
DEPUTADOS
Cada ilha dos Açores é um círculo eleitoral, havendo um décimo círculo que é composto pelos votos restantes após a aplicação do método de Hondt à atribuição de deputados.
Uma vez que o número de deputados por círculo (exceto no tal décimo círculo, que é chamado de compensação e que tem um número fixo de cinco deputados) está agregado ao número de eleitores, estes dados permitem uma correção à composição quantitativa do parlamento regional.
Será possível ao DI apresentar em breve uma demonstração do número de deputados por círculo com base nos eleitores reais, ou seja, sem a presença de fantasmas.
Se houvesse um único círculo dos Açores, a redução de deputados seria de cerca de 20 por cento. Porém, a divisão dos novos dados por círculos pode resultar em percentagens muitos diferentes tanto em cada círculo, como no resultado final.
A existência de eleitores fantasmas nos cadernos é conhecida há longo tempo, embora sem quantificação. Até ao momento não se conhecem iniciativas para resolver o problema, o que pode ligar-se à provável perda de lugares parlamentares.
As nossas opções
Metodologia
Os dados sobre os eleitores são da CNE – Comissão Nacional de Eleições, com data de 15 de junho de 2021. Estes dados serão utilizados nas eleições autárquicas do dia 26 do próximo mês de setembro.
As estimativas da população por idades (pirâmide etária) são de 31 dezembro de 2020. Os dados encontram-se no SREA – Serviço regional de Estatística dos Açores.
Foram retiradas, com base na pirâmide etária, as crianças e jovens dos 0 aos 17 anos (ou seja, todos dos 0-4, 5-9, 10-14 e 3/5 do grupo 15-19).
O número estimado de eleitores é o resultado dos Censos de 2021 (divulgados em formato preliminar e ainda sem pirâmides etárias) deduzidas as crianças e jovens da classe 0-17 anos
Os rácios são os número de eleitores em junho de 2021 sobre o número de habitantes dos Censos de 2021.
No quadro abaixo estão presentes os números relativos às estimativas populacionais (SREA) com análise por grupos etários até aos 19 anos.
No quadro da página anterior tal exercício não está demonstrado por falta de espaço.
As conclusões estão ligadas à metodologia que seguimos, que pode ser questionada, como é óbvio.
Tendo presente a metodologia, não é possível tirar conclusões sobre causas do fenómeno que se analisa, o que pode ser encarado como uma lacuna.
Um estudo mais profundo, além de confirmar ou não os dados aqui apresentados, deverá procurar, em caso positivo, as causas de um número tão elevado de eleitores fantasmas.
in, Diário Insular, 05 de Agosto / 2021

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DIMINUIÇÃO DA POPULAÇÃO MUNDIAL A PARTIR DE 2060

DIMINUIÇÃO DA POPULAÇÃO MUNDIAL A PARTIR DE 2060
Portugal virá a população reduzida a metade
Segundo um estudo do Institute for Health Metrics and Evaluation (IHME) da universidade de Washington, publicado no mês passado, prevê-se que o número de pessoas na Terra atingirá um pico de 9,7 mil milhões até 2064 (1).
Daí até ao final do século, a população diminuirá para 8,8 mil milhões. Este processo será de observar em 183 dos 195 países existentes no mundo. Em países a população reduzir-se-á ara metade.
Conforme o Estudo, Portugal, Espanha, Itália poderão ver a população reduzida a mais de metade, enquanto o Brasil verá a população primeiro crescer para 235 milhões até 2064 e no fim do século diminuída para 135 milhões de habitantes (2) .
A imigração será um meio para compensar a baixa de fertilidade nos 183 países. Enquanto na Europa se observa a diminuição da fertilidade e a população está a envelhecer, na África a fertilidade aumenta a grandes passos.
Segundo o exposto, em África a população duplicará até meados do século e aumentar três vezes mais até finais do século. Os habitantes de África passarão de 1,03 mil milhões de pessoas atualmente para 3,07 mil milhões em 2100.
Na Nigéria 70% da população é jovem e metade dela sem emprego (População da Nigéria era de 206, 1 milhões em 2020 e em 2021 já é de 212,16 milhões).
Numa conferência da ONU em Nairobi, os participantes querem reforçar os direitos das mulheres, a fim de limitar o crescimento da população mundial.
O urbanismo é um dos factores de contribui para a redução da natalidade, como se observa na China.
Isto poderá pressupor um aumento de maior violência na África e também nos países de imigração.
O jihadismo hoje presente em África continuará a ser um factor relevante de aumento das tensões sociais devido ao expansionismo belicoso da cultura árabe.
O conceito de superpopulação é muitas vezes usado para abusos (biologismo) e desconsideração do humano e é considerado por alguns como desumano. A Terra não se encontra esgotada; os problemas sociais, económicos e ecológicos devem-se a erros políticos e à má distribuição dos recursos do planeta.
António CD Justo
Notas em Pegadas do Tempo: https://antonio-justo.eu/?p=6696
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