A MINISTRA DOS DRINKS, perdão era da (in)cultura

Entre uma tosca e outra, prefiro a de Puccini 😎

Graça Fonseca não respondeu à pergunta da SIC sobre os números apresentados pela União Audiovisual. O grupo criado para responder à crise provocada pela pandemia está a ajudar “entre 150 a 160 pessoas” por semana.

discriminados artistas, cultura parada, sindicatos onde andam?

OS SINDICATOS SÃO ALGO MUITO SÉRIO

Quase todas as profissões têm o seu sindicato. O sindicalismo tem uma longa história e em Portugal prendeu e deportou heróis nacionais que sempre lutaram contra ditaduras e patrões selvagens que só sabiam abusar das mulheres bonitas que tivessem nas fábricas. Os sindicatos foram sérios quando os anarco-sindicalistas os criaram. Depois de serem deportados para Timor e Cabo Verde, os sindicatos passaram a ser fantoches nas mãos dos partidos políticos. De qualquer forma, um sindicato é muito importante para a defesa dos trabalhadores. É praticamente a única defesa que têm, mesmo controlados pelo PCP. O que não se entende é o que se passa com a Cultura. para que serve ter ministros da Cultura que nem o mínimo dos mínimos aceitam e tudo fazem para que não existam sindicatos para as mulheres e homens da arte, do teatro, do cinema, dos técnicos de som, dos técnicos de luz, dos câmaras de imagem, dos fotógrafos, dos cantores, dos produtores, dos editores de video.
Onde estão os sindicatos desta gente que está aí a morrer à fome porque não trabalha desde Março e ninguém os ajuda. É imperioso que um pintor tenha sindicato, que um cantor tenha sindicato, que um editor de video tenha um sindicato, que uma actriz ou actor tenha um sindicato, que os realizadores de cinema tenham um sindicato, que um técnico de imagem ou de som tenha um sindicato. É imperioso que a ministra da Cultura deixe de se preocupar com o inútil e olhe para esta gente como Cultura. Que deixe de autorizar festas de 1º de Maio ou do Ávante e se preocupe em deixar que se realizem concertos e festivais musicais. Os cantores são acompanhados por uma panóplia de pessoas para um concerto: motorista, manager, produtor, músicos, técnicos de som, câmaras de filmagem, electricistas, técnicos de iluminação, bailarinas e toda essa gente está a pedir dinheiro emprestado aos amigos ou os amigos levam-lhe comida a casa. Isto é infame. Não podemos permitir que isto aconteça aos nossos artistas, sejam pimbas ou não sejam. São todos artistas que divertem o povo e de quem o povo gosta. Se a ministra da Cultura, a tal do cabelo branco que deve ser para impressionar as meninas novas dando o ar que é muito experiente… então, minha senhora, demita-se porque já nem podemos ouvir falar em si.

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açores falha investimento na cultura

A Companhia das Ilhas que tem sede nas Lajes do Pico,
num trabalho de Célia Manuela Soares Machado.

A única editora livreira do Pico sente os efeitos negativos da pandemia, mas este é apenas mais um obstáculo que têm de enfrentar. O casal Sara Santos e Carlos Alberto Machado criou, em 2011, nas Lajes do Pico, a Companhia das Ilhas, um investimento num ramo difícil e pouco acarinhado, como amb…

ACORIANOORIENTAL.PT
A única editora livreira do Pico sente os efeitos negativos da pandemia, mas este é apenas mais um obstáculo que têm de enfrentar. O casal Sara Santos e Carlos Alberto Machado criou, em 2011, nas Lajes do Pico, a Companhia das Ilhas, um investimento num ramo difícil e pouco acarinhado, como amb…

revista Artes 263 e264

PAG 15ABR’20

 

 

Estimadas e estimados assinantes

Aqui segue a edição de hoje em formato digital. Nele encontrarão mais quatro páginas, para assim compensarmos a edição de 25 de Março que não tivemos oportunidade de concretizar. Estamos assim todos com o mundo em casa, a tentar conseguir alguma normalidade dentro das contingências a que estamos obrigamos.
Queremos agradecer o vosso apoio e compreensão.
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Bem hajam, boas leituras e façam o favor de se manterem saudáveis. Cada um de vós par parte do oxigénio com que podemos ainda ir respirando.
Nassalete Miranda

 

As Artes entre As Letras
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inculta: ontem era tarde para demitirem a ministra

NA MOUCHE! MINISTRA DA CULTURA DÁ À TV FEST UM MILHÃO DE EUROS.

Muito bem, Tiago! Parabéns! Excelente artigo de opinião.

“A Senhora Ministra da Cultura de Portugal e a RTP acabaram de anunciar a criação de um Festival de Música Portuguesa, com o objectivo de apoiar os artistas portugueses nesta fase de crise gerada pela Covid-19.

Neste «Tv Fest», como foi apelidado, aquelas entidades públicas irão investir um milhão de euros para pagar aos artistas e técnicos que participarão em concertos diários emitidos pelo canal 444 e pela RTP Play.

Segundo o Ministério da Cultura, «o objectivo [do Tv Fest] é criar uma corrente entre os músicos, entre os artistas».

A «cadeia» solidária de um milhão de euros do erário público irá ser assim ser encetada (pasme-se!) por mera recomendação de 4 músicos, aqueles que começarão por beneficiar daquele investimento público literalmente milionário.

Os 4 músicos escolhidos pela Senhora Ministra e pela RTP foram Rita Guerra, Fernando Tordo, Marisa Liz e Ricardo Ribeiro. A lógica desta «corrente entre músicos», segundo a Senhora Ministra, é a seguinte: «a Rita Guerra escolhe o próximo, o próximo escolhe o próximo…», a fim de «criar uma cadeia entre os próprios artistas para fazer este festival na TV».

Ou seja, aparentemente, para a Senhora Ministra e para a RTP, os músicos / artistas portugueses resumem-se àqueles que estão associados à chamada «música ligeira», incluindo o fado.

Por que razão é que neste grupo de 4 magníficos não há representantes da chamada «música clássica», de «jazz» e de outros géneros musicais? E por que razão os artistas de teatro e de outras formas de arte não podem beneficiar igualmente de um apoio de 1 milhão do Estado português?

Quais terão sido os critérios de escolha destes 4 músicos que irão não só beneficiar deste apoio do Estado de 1 milhão de euros, mas também desencadeá-lo? Quem serão os amigos que eles irão escolher para dar continuidade à tal «corrente entre artistas» (seja lá o que isso for)? (…)” Tiago Nunes

A Senhora Ministra da Cultura de Portugal e a RTP acabaram de anunciar a criação de um Festival de Música Portuguesa, com o objectivo de apoiar os artistas portugueses nesta fase de crise gerada pela Covid-19.

 

A Senhora Ministra da Cultura de Portugal e a RTP acabaram de anunciar a criação de um Festival de Música Portuguesa, com o objectivo de apoiar os artistas portugueses nesta fase de crise gerada pela Covid-19.
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Não estamos todos no mesmo barco, nunca estivemos – Comunidade Cultura e Arte

Neste momento, artistas e agentes culturais competem por dinheiro para aceder ao direito a necessidades básicas universais: comer, pagar as contas, manter-se debaixo de um tecto e poder imaginar um possível recomeço depois da pandemia. Entramos todos no piloto automático da resposta, porque se a qua

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