Afeganistão cemitério de Impérios

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AFEGANISTÃO – CEMITÉRIO DE IMPÉRIOS
por Abel Coelho de Morais / DN – 20 fev. 2010
A história do Afeganistão mostra sucessivas invasões e uma constante une estas épocas – a resistência ao ocupante, que, de uma forma ou outra, sofre importantes reveses. O modo como a NATO lidar com a questão militar e com a natureza da sociedade afegã determinará se as planícies e montanhas que viram passar Alexandre, ‘o Grande’, e as tropas britânicas são ou não atoleiro para as grandes potências.
O Afeganistão está em guerra há três décadas, e, apesar dos sucessos das forças afegãs e da NATO nos últimos dias na província de Helmand, nada indica que este conflito não venha a prolongar-se por mais alguns anos.
Prova disso é a notícia de violentos combates ontem em torno da cidade de Marjah, onde se situa o principal esforço da operação contra os talibãs. Nos combates verificaram-se sete mortos nas fileiras da Aliança Atlântica, tendo os islamitas enveredado por uma resistência classificada como “tenaz” por um porta-voz do comando da operação, ao contrário dos primeiros dias em que o envolvimento nos combates era esporádico.
“Encontramos ainda resistência, principalmente em Marjah (…) e, por vezes, os combates são intensos”, revelava um comunicado da NATO sobre a situação no terreno.
As operações dos talibãs “não são coordenadas”, referiu o porta- -voz do exército britânico, mas o nível de resistência aumentou “como previsto”, contabilizando-se em “25 a 30 dias” a duração das operações para garantir o controlo de Marjah e áreas adjacentes, que se encontram fortemente minadas.
Estão envolvidos na operação 15 mil efectivos afegãos e da NATO que têm como objectivo neutralizar 1500 talibãs – uma proporção de 10 soldados para um islamita. Após a neutralização dos talibãs, que têm nesta região, sob seu controlo desde 2007, um dos principais entrepostos para o tráfico de ópio, a finalidade é restabelecer as estruturas governamentais nesta área de Helmand, ponto de infiltração da guerrilha a partir do Paquistão.
Foi neste país que foram detidos na quinta-feira dois importantes dirigentes dos talibãs, uma captura sucedida 48 horas após Washington e Islamabad terem confirmado a detenção, também no Paquistão, do mullah Baradar, dirigente militar dos islamitas e colaborador do seu líder histórico, o mullah Omar.
O facto de estas prisões ocorrerem no Paquistão demonstra como este país têm sido decisivo no conflito afegão, desde que os primeiros refugiados começaram a chegar ao vale de Peshawar, antes ainda da invasão soviética. E como esta serviu de pretexto a um Paquistão profundamente islamizado, sob o regime de Zia Ul-haq, e em tensão latente com a Índia, de-senvolver o conceito de “profundidade estratégica” com o objectivo de transformar o território afegão numa retaguarda segura. Ou seja, uma espécie de ocupação não declarada. E o modo como os acontecimentos no Afeganistão influenciam hoje os acontecimentos no Paquistão mostra que quem invade aquele país é ferido de morte.
1979-1988 – Invasão soviética
Um salto no escuro
A decisão de invadir o Afeganistão resultou, em larga medida, do derrube do presidente Nur Taraki pelo primeiro-ministro Hafizullah Amin, que Moscovo temia poder afastar-se do bloco soviético. Documentos desclassificados na Rússia mostram que os chefes militares se opuseram a este rumo. A natureza tribal da sociedade afegã, com os próprios comunistas divididos por linhas étnicas, e a influência crescente do islão, factos pouco compreendidos em Moscovo, vão baralhar os planos soviéticos. As tropas são alvo de acções de guerrilha, estão mal preparadas e desmoralizadas. Na prática, transformam-se numa má guarda pretoriana de um regime impopular; cresce o nível de brutalidade e a guerrilha torna-se mais eficaz, à medida que é apoiada em armas e fundos por americanos e sauditas. Em 1986, a liderança soviética começa a considerar cenários de retirada. Críticas militares públicas em 1988 revelam o sentimento de fracasso nas fileiras. A retirada processa-se em Fevereiro de 1989.
1878-1880 – II Guerra afegã
Uma vitória inútil
É a preocupação de Londres com a influência russa em Cabul que leva ao envio de uma missão político-militar, que é impedida de chegar à capital. O facto servirá de pretexto para uma vasta operação militar em Novembro de 1878, levando o líder afegão, emir Shir Ali, a pedir ajuda aos russos, que não chega. Ali abdica no seu filho Yaqub, morrendo pouco depois. Yaqub assina um tratado com os britânicos, em que estes assumem a direcção da política externa do país e reforçam a presença militar em vários pontos do país. Em Setembro de 1879, é assassinado o representante de Londres em Cabul, as tribos revoltam-se e impõem várias derrotas às forças britânicas. São derrotadas após seis meses de campanha, em que se torna evidente para os líderes na capital britânica o alto custo de controlar um país altamente volátil, com práticas e alianças entre tribos e etnias difíceis de seguir na sua complexidade. A Grã-Bretanha desiste de ocupar o Afeganistão.
1839 -1842 – I Guerra afegã
Uma campanha desatrosa
A preocupação britânica com o avanço da Rússia pela Ásia Central e o receio de que as tropas de Moscovo entrassem no Afeganistão levaram o governador-geral da Índia, Lorde Auckland, a preparar uma invasão com o objectivo de ocupar Cabul. A campanha vai revelar-se desastrosa e constitui uma das grandes derrotas militares britânicas. A incompetência dos comandantes, as relações com as tribos afegãs e também a geografia do país determinam o fracasso de uma campanha iniciada sem sobressaltos. Após vitórias iniciais em Kandahar e Ghazni, e uma entrada triunfal em Cabul, onde os britânicos repõem no trono um aliado local, este revela-se incapaz de reunir e pagar apoios suficientes. A partir de Outubro de 1841 sucedem-se os reveses, e os britânicos abandonam a capital afegã apenas para serem massacrados na estrada para Jalalabad; é assassinado o seu aliado em Cabul. Os britânicos voltam a Cabul, no Outono de 1842, libertam os presos e destroem a cidade. Mas a sua reputação militar fica comprometida.
Alexandre, o Grande
Rei da Grécia aos 20 anos, Alexandre parte à conquista do mundo pouco depois. Ao morrer na Babilónia, aos 32 anos, o seu império estendia-se da Europa à Índia , mas foi no Afeganistão que o conquistador helénico enfrentou um dos seus maiores desafios. Conseguiu deixar marcas culturais na sociedade afegã, em que, segundo alguns historiadores, interveio mudando regras e costumes; sem nunca conseguir um controlo seguro sobre a população. Nos três anos em que percorreu a região, várias vezes Alexandre enfrentou adversários determinados e sofreu uma pesada derrota na batalha de Polytimetos (328 a.C.), região onde viviam tribos tajiques, uma das principais etnias do Afeganistão. Após esta batalha, Alexandre partiu para a Índia.
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BIRMÂNIA MYANMAR, RANGOON YANGON EM FOGO

Yangon is on fire and the world is watching…
Powerless that we are…

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ရန်ကုန်မြို့ကြီးမီးလောင်နေသည်၊ ကမ္ဘာကြီးကလဲ ကြည့်နေပါသည်။
Yangon is burning and the world is watching.
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CONGO TRAGÉDIAS E GENOCÍDIOS ESQUECIDOS

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PARA COMPREENDER UM POUCO O QUE SE PASSA NO CONGO
(NA SEQUÊNCIA DO ASSASSINATO DO EMBAIXADOR DA ITÁLIA)
Escreve Almeida fernandes no Público:
«Na segunda-feira, 22 de Fevereiro, foram assassinados a tiro na República Democrática do Congo (RDC) o embaixador italiano, Luca Attanasio, e o carabineiro Vittorio Iacovacci. O atentado ocorreu no Parque Nacional de Virunga, na província do Kivu-Norte. Iam em missão humanitária, integrados num ‘comboio’ da Monusco (a força de estabilização da ONU). O crime poderá ter decorrido de uma tentativa de rapto. Os trabalhadores da ONU e das ONG, e também os padres, são muito apreciados porque rendem bons resgates. Attanasio era um militante das muitas causas africanas.
Não há certeza quanto ao bando armado que matou os italianos. Pouco importa. À excepção da Itália, o crime deu lugar a curtas notícias. Mas lembra o dever de olharmos para as “guerras esquecidas” da África, um flagelo da nossa época. Neste momento a Europa está assolada pela pandemia da covid e centrada sobre si mesma, o que é lógico. Este texto, superficial, é apenas um convite para pensarmos durante alguns minutos numa tragédia que pode parecer longínqua, mas que nos diz respeito, no plano moral e no plano geopolítico.
A sua relevância pode ser resumida numa pergunta: qual é o mais sangrento conflito desde a II Guerra Mundial? É a “guerra silenciosa” que há 26 anos se trava no Kivu-Norte e que, nas suas várias fases, já terá feito um total de cinco milhões de mortos.
O Kivu-Norte tornou-se numa região sem lei e quase sem Estado, onde os massacres étnicos se multiplicam, a violação se tornou uma arma de guerra e as crianças-soldados são carne para canhão dos “senhores da guerra” – e também escravos sexuais. Há países em que as riquezas naturais são uma maldição. É o caso da RDC. Hoje, a tragédia gira em torno do negócio de um minério, o famoso coltan, combinação de dois minerais, um deles o tântalo, indispensável para as baterias dos telemóveis, tablets e computadores. O coltan alimenta os bandos armados e é o primeiro fio que liga o nosso quotidiano à tragédia dos kadoga, as crianças-soldados.
A “grande guerra africana”
Tudo é trágico nesta história, a começar pela sua origem, o genocídio do Ruanda, em 1994. A maioria hutu massacrou centenas de milhares de tutsis para “erradicar a sua raça”. Foi o último genocídio do milénio. Um exército de exilados tutsis respondeu ao genocídio conquistando o poder, que os tutsis ainda hoje mantêm.
Pouco interessam as peripécias. Derrotadas, as milícias hutus, refugiaram-se na RDC. Formaram as Forças Democráticas para Libertação do Ruanda (FDLR), que passaram a ser perseguidas por milícias tutsis. Entretanto, abriu-se uma disputa do poder na RDC, que gerou uma guerra regional envolvendo Angola, Namíbia, Chade, Ruanda, Burundi e Uganda. Chamaram-lhe a “grande guerra africana”. Esta fase terminou em 2003, após um acordo patrocinado pela ONU sobre um governo de transição congolês, deixando mais de três milhões de mortos, essencialmente civis massacrados ou mortos pela fome ou por doença. Hoje, só no Kivu-Norte, há cinco milhões de deslocados e, no ano passado, registaram-se 2000 mortes devido à miséria.
No entanto, a semente ficou. A FDLR decompôs-se em inúmeros bandos terroristas, que vivem da indústria do rapto e da extorsão das populações civis. O conflito tornou-se mais complexo e difícil de abordar. Haverá cerca de 130 milícias armadas, conhecidas por Mai-Mai: o termo designa qualquer tipo de milícia congolesa, para lá das etnias. Umas têm relações directas com o Ruanda, outras com o Uganda, país que interfere frequentemente no Kivu. Na generalidade, foram fundadas para defender um dado território de outras milícias. Vivem de saques, sequestros e banditismo. Está no terreno também outro grupo, as Forças Aliadas Democráticos (ADF), ligado aos islamistas do Uganda e que, segundo Washington, estará associado ao Estado Islâmico (ou ISIS). A ONU acusou as ADF de terem assassinado mais de mil pessoas desde 2019.
O reino do coltan
Se as variadas formas de banditismo são responsáveis por grande parte dos crimes, tudo roda, no entanto, em torno da exploração das riquezas naturais. A RDC tem 75% das reservas mundiais de coltan, mas também grandes reservas de estanho, tungsténio e diamantes.
O jornalista italiano Alberto Negri explica como o sistema funciona: “A extracção dos minérios no Congo não exige tecnologia sofisticada. O coltan, as pepitas de ouro, os diamantes aluviais ou o cobalto – em que o Congo representa 60% da produção mundial – podem ser recolhidos à superfície ou a baixa profundidade, apenas com o uso das mãos. Mão de homem, mas também de crianças.”
É uma engrenagem infernal. Prossegue Negri: “Num país desestabilizado por anos de guerra civil, esta actividade [mineira] levou à criação de milícias ligadas aos ‘senhores da guerra’, financiadas clandestinamente por empresas estrangeiras exportadoras. Ocuparam militarmente as áreas mais rentáveis, combatendo-se entre si, escravizando os mineiros e oprimindo as populações locais. É um mercado em que a mão-de-obra não custa praticamente nada e extrai as mercadorias indispensáveis à indústria high-tech do mundo inteiro. É um mercado ilegal de que se servem a China e as multinacionais mineiras do Ocidente.”
Em 2010, o Congresso dos EUA decidiu exigir às empresas americanas a certificação de que o seu coltan não era “minério de sangue”. Foi uma primeira tentativa de legalização. O efeito foi o contrário do desejado. Uma súbita interrupção da actividade reduziu o financiamento dos “senhores da guerra”, mas desocupou também milhares de mineiros e muitos se alistaram em bandos armados. E as empresas europeias não foram abrangidas pelas novas regras.
As crianças-soldados
Uma das características deste conflito é o uso dos kadoga, crianças-soldados. Escreve no La Repubblica o jornalista Pietro del Re: “Em todas as aldeias atacadas, as milícias rebeldes, depois de terem morto os homens e violado as mulheres, raptam os mais pequenos para os transformar em escravos sexuais ou em combatentes.”
Há quatro anos, o médico congolês Denis Mukuege recebeu o Nobel da Paz, pela criação de um hospital em Bukavu, onde já tratou mais de 40 mil mulheres violadas. Explicou ao mesmo jornal a tragédia dos kadoga: “Estas crianças, a quem entregam espingardas e punhais, muitas vezes para torturar prisioneiros, na absurda crença de que podem ser mais cruéis do que um adulto, crescem na violência mais absoluta. A que vão praticar quando, por sua vez, se tornam adultos.”
Antonella Napoli, repórter italiana que segue a tragédia congolesa, publicou em 2019 um livro sobre as crianças-soldados, L’ Innocenza Spezzata (A inocência despedaçada), em que testemunha casos de barbárie, como o de Suleya, uma menina de 12 anos que perdeu os pais, o pai assassinado e a mãe violada e feita desaparecer pelos rebeldes dum autodenominado Exército de Libertação do Senhor. Um dia chegaram à aldeia para a saquear. Raptada e levada para uma escola de treino, Suleya estava destinada a ser uma criança-soldado e escrava sexual.»
JORGE ALMEIDA FERNANDES
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guerra eua russia ou china?

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GUERRA NUCLEAR COM RÚSSIA OU CHINA É POSSÍVEL
AFIRMA CHEFE DAS FORÇAS ESTRATÉGICAS DOS ESTADOS UNIDOS
STRATCOM chief claims nuclear war with Russia or China a ‘REAL POSSIBILITY,’ says US can’t assume ‘strategic deterrence will hold’
RT.COM
STRATCOM chief claims nuclear war with Russia or China a ‘REAL POSSIBILITY,’ says US can’t assume ‘strategic deterrence will hold’
The head of US Strategic Command is warning that nuclear war with Russia or China is “a real possibility,” pointing to “destabilizing” behaviors of America’s rivals. He also claims the Pentagon is not “stuck in the Cold War.”
Roberto Y. Carreiro and 2 others
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mais um golpe de estado na Birmânia (Myanmar)

Antonio Sampaio

is with

José Ramos-Horta

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Myanmar: Ramos-Horta “extremamente preocupado” com situação
Díli, 01 fev 2021 (Lusa) – O ex-Presidente timorense José Ramos-Horta mostrou-se hoje “extremamente preocupado” com a situação em Myanmar, apelando a uma posição conjunta “forte” dos EUA, UE e China para responder ao que classificou como “golpe militar” no país.
O Exército de Myanmar (antiga Birmânia) declarou hoje o estado de emergência e assumiu o controlo do país durante um ano, após deter a chefe do Governo, Aung San Suu Kyi, informou um canal televisivo controlado por militares.
“Estou extremamente preocupado como estão os países membros da ASEAN, por causa deste grande revês no processo da democratização em Myanmar, que ocorre num período profundamente conturbado na região e no mundo”, disse.
Ramos-Horta disse à Lusa que é “urgente uma tomada de posição conjunta” dos Estados Unidos, da União Europeia, Japão, Coreia do Sul e China para “restaurar a ordem constitucional democrática” no Myanmar.
“É obvio que os militares ficaram surpreendidos com o revês dos seus candidatos nas eleições e não gostaram. Veem o poder civil a consolidar-se e aproveitam a onda que estalou nos Estados Unidos de fraude eleitoral, que Trump e uma parte da ala republicana semearam, e acharam que também podiam fazer o mesmo em Myanmar, alegando fraude eleitoral”, afirmou.
Ramos-Horta disse que observadores consideraram que as eleições “corresponderam exatamente às previsões de que a Liga Nacional para a Democracia (LND) da senhora Suu Kyi iria manter a sua esmagadora maioria”.
E notou que apesar das criticas internacionais em relação a Suu Kyi, nomeadamente em torno ao tema da minoria muçulmana dos rohingya, a chefe do Governo “continua a inspirar confiança na esmagadora maioria do povo”, ainda que “não tanto nas minorias étnicas que muito se sentiram defraudadas por Suu Kyi”.
“Ao longo destes anos eu fui voz solitária na comunidade internacional a alertar o próprio Secretário Geral da ONU, Antonio Guterres, a UE, EUA, para terem cuidado e não isolarem Suu Kyi. Os militares têm vindo a seguir cada passo dela, e se desse um passo em falso dizendo qualquer palavra de simpatia pelos rohingyas, eles interviriam”, disse.
“Sempre tentei argumentar que estavam a ser demasiado irrealistas e injustos com ela. Deviam apoiá-la porque estava um jogo de equilíbrio com o povo birmanes, os budistas que não veem com bons olhos os muçulmanos e com os militares”, frisou.
O “golpe militar” apanhou a comunidade internacional “distraída” com a pandemia da covid-19 e a crise económica internacional, sendo que a administração Trump “é a maior responsável de dar cobertura a regimes autocráticos e militares que sempre tiveram o apoio moral por parte de Trump”.
O Nobel da Paz considera que a situação em Myanmar é ainda um “teste muito sério à ASEAN” que deve “ter uma tomada de posição forte e firme”, procurando sensibilizar a China para que “não cometa nenhum erro de dar apoio a este golpe militar”.
“Creio que Xi Jinping mostrará inteligência e astúcia se colaborar com EUA e UE nesta questão”, disse.
O Exército de Myanmar (antiga Birmânia) prometeu hoje organizar novas eleições quando terminar o estado de emergência de um ano, decretado após o golpe de Estado levado a cabo pelos militares.
“Estabeleceremos uma verdadeira democracia multipartidária”, anunciaram os militares num comunicado publicado na rede social Facebook, acrescentando que o poder será transferido após a realização de “eleições gerais livres e justas”.
O partido da líder de Myanmar, Aung San Suu Kyi, detida hoje pelo Exército, apelou à população para que se oponha ao golpe de Estado e ao regresso a uma “ditadura militar”.
A Liga Nacional para a Democracia (LND), que venceu as eleições de novembro com grande vantagem, publicou um comunicado na rede social Facebook, em nome de Aung San Suu Kyi, afirmando que as ações dos militares são injustificadas e violam a Constituição e a vontade popular.
De acordo com a agência de notícias France-Presse (AFP), terá sido a própria Aung San Suu Kyi quem “deixou esta mensagem à população”, segundo explicou no Facebook o presidente do seu partido, Win Htein.
ASP // SB
Lusa/Fim
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