os pirossomas que estarrecem

«Acabo de assistir à Lua a pôr-se em toda sua glória, e olhei para essas luas menores, os belos Pyrosoma, brilhando como cilindros incandescentes na água».
(Thomas Henry Huxley, 1849)
Os pirossomas (Pyrosoma sp.) são tunicados pelágicos que vivem em águas oceânicas quentes e temperadas. São formados por milhares de clones (os zoóides), envolvidos num tecido gelatinoso, numa formação tubular capaz de ultrapassar os 18 metros de comprimento.
Cada zoóide, com apenas alguns milímetros de comprimento, filtra a água do mar desde a zona exterior expelindo-a para a zona interior do tubo. Este processo não só mantém a forma tubular do pirossoma, como ajuda na sua locomoção e permite filtrar o fitoplâncton do qual se alimentam.
O nome Pyrosoma tem como etimologia o grego pyro = “fogo” e soma = “corpo”, uma referência à sua bioluminescência, emitindo
uma luz azul-esverdeada, visível a vários metros de distância.
As colónias de Pyrosoma muitas vezes apresentam ondas de luz que oscilam para a frente e para trás através da colónia, já que cada indivíduo zoóide detecta a luz pela sua vizinhança e, em seguida, emite luz em resposta. Cada zoóide contém um par de órgãos luminescentes localizados perto da superfície exterior da túnica, que são recheados por organelos produtores de luz que podem ser bactérias intracelulares bioluminescentes. As ondas de bioluminescência que se movem dentro de uma colónia, aparentemente, não são propagadas por meio de neurónios, mas por um processo fótico.
Quando os zoóides emitem impulsos luminosos não só estimulam os outros zoóides dentro da colónia para bioluminescerem, mas também as colónias próximas exibem bioluminescência em resposta. As colónias bioluminescem em resposta a estimulação mecânica (táctil), bem como à luminosa.
Em Portugal estes organismos ocorrem ao largo das ilhas da Madeira e Açores e já foram registados ocasionalmente na costa continental.
📷

Guy Costa
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Maria Antónia Fraga and 6 others
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  • Ainda há dias vi um na costa norte do Pico, enquanto andava a cuscar umas algas, bem baixinho!
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    • 2 h

planetário na ribeira grande?

A

Câmara Municipal Ribeira Grande

vai apoiar a construção de um planetário anexo ao

OASA – Observatório Astronómico de Santana, Açores

, anunciou o presidente da autarquia,

Alexandre Gaudêncio

, no decorrer da audiência com o novo diretor regional da Ciência e Transição Digital, Sérgio Ávila.

Câmara da Ribeira Grande apoia construção de planetário anexo ao OASA
NOREVISTA.PT
Câmara da Ribeira Grande apoia construção de planetário anexo ao OASA