merecia copiar isto da China

A legislação publicada pela China em Abril deste ano, que bane a construção de arranha-céus, passou entre os pingos de chuva da atenção mediática. É uma pena, pois trata-se de exemplo a todos os títulos positivo para o mundo. Já há muito se debatia se estes monstros metálicos – estruturas inestéticas, poluentes, inseguras, feitas em escala desumana, caras, de difícil manutenção e desastrosas consequências ambientais – tinham verdadeira utilidade ou serviam, sobretudo, para afagar os egos de arquitectos arrogantes e parvenus sem gosto. O Império do Meio acompanha essas objecções e apresenta outras, a mais importante delas “conservadora”: o arranha-céus é arado que nada respeita, é “internacional” e, pois, ferramenta de desnacionalização do espaço urbano. Daqui para a frente, quer-se construção que em si incorpore a tradição arquitectónica chinesa. Sabemos que os tempos são de forte sinofobia, mas aqui Pequim tem razão. Bom seria se Portugal, o espaço português – veja-se os horrores impostos a Luanda, a São Paulo e ao Rio – e a Europa quisessem aprender qualquer coisa.

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CHINA UM PARTIDO SOB O CÉU

SUMÁRIO EXECUTIVO

UM PARTIDO SOB O CÉU

A total subordinação do sistema judiciário de Hong Kong ao arbítrio do Partido Comunista, consagrada na Lei de Defesa Nacional, deixa cidadãos e empresas estrangeiras presentes na antiga colónia britânica num
limbo legal ainda mais atemorizador do que o vigente na República Popular da China.
O Artigo 28º, 4, enumera entre os crimes de «conluio com país estrangeiro ou elementos externos para colocar em perigo a segurança nacional» o acto de «impor sanções» o que se aplica, designadamente, a toda e qualquer empresa que acate, por exemplo, sanções norte-americanas ou da União Europeia visando a República Popular.
A Lei, em vigor desde 30 de Junho, aplica-se a crimes «contra a Região Administrativa Especial de Hong Kong cometidos fora da Região por pessoas que não tenham o estatuto de residente permanente», segundo o Artigo 38º.

O primado da extra-territorialidade

Esta disposição é mais gravosa do que a consagrada no Código Penal da República Popular que no Artigo 8º do Capítulo I («Disposições Gerais») ao punir estrangeiro que tenha cometido um crime fora do espaço soberano chinês ou contra cidadão chinês passível de pena não-inferior a três anos.
O Código Penal da República Popular exclui, contudo, crimes que não sejam punidos pela lei dos estados onde ocorreram, mas no caso da nova Lei de Segurança Nacional aplicável em Hong Kong tal salvaguarda é inexistente.
Qualquer acto tido por atentatório à segurança nacional nos termos da legislação de Hong Kong é punível independentemente do local onde ocorra e do que estipule a lei aí em vigor.
Instituições académicas, organizações não-governamentais, jornalistas, entidades religiosas, empresas passam a saber com o que contam.

A Agência de Zheng

Uma Agência de Segurança Nacional, designada por Pequim e isenta de supervisão judicial, supervisionará a aplicação da lei e investigação de crimes envolvendo países, entidades ou cidadãos estrangeiros.
A nova Agência goza, também, de poderes para actuar no caso de «incapacidade das autoridades locais», procuradores e órgãos policiais, ainda essas entidades se encontrem subordinadas a partir de agora a representantes nomeados pelo poder central em todas as questões pertinentes para a segurança nacional,
Aos poderes discricionários atribuídos à Agência dirigida por Zheng Yanxiong — originário de Guangdong, província adjacente a Hong Kong e Macau, onde fez toda carreira até ascender, em 2018, à chefia da organização provincial do Partido Comunista – acresce o cunho vago da definição de crimes de «secessão», «subversão», «terrorismo» e «conluio com forças estrangeiras».
O julgamento de crimes contra a segurança nacional estará a cargo de juízes nomeados pelo executivo da Região Administrativa Especial, neste particular assessorado por um delegado do governo central na recém-instituída Comissão para a Salvaguarda da Segurança Nacional, presidida pela chefe do executivo local, Carrie Lam.

Outra lei, outro mundo

As garantias processuais de suspeitos ou arguidos em processo penal próprias da common law, que ao abrigo do acordo sino-britânico de 1984 deveriam vigorar por 50 anos após a transferência de soberania a 1 de Julho de 1997, não se aplicam em questões de segurança nacional.
Por definição na República Popular o «segredo de estado» cobre tudo o que as autoridades considerem atentatório dos interesses do Partido Comunista e Hong Kong não é excepção.
A dispensa de júri e julgamento à porta-fechada estão previstos na Lei (Artigo 46º) que admite a intervenção da Procuradoria-Geral de Pequim para designar procuradores e tribunais para investigação e julgamento em tribunais não-especificados (Artigo 56º) de casos particularmente sensíveis e complexos.
Ao Comité Permanente da Assembleia Nacional Popular em Pequim cabe a última palavra na interpretação da Lei, seus patibulares seis capítulos e 66 artigos.

Tudo o que a terra abarca

Caiu o pano sobre a autonomia de Hong Kong, Macau pouco conta e Taiwan teme pelas garantias de defesa que Washington possa de facto oferecer.
Xi Jinping multiplica os órgãos de segurança de estado, seus comités de supervisão, agências de coordenação, e um dos mais recentes, criado em Abril, é o grupo de trabalho «China Segura», a cargo de Guo Shengkun, membro da Comissão Política do Partido.
Informava a imprensa oficial de Pequim, a abrir esta semana, que Guo lidera os esforços para «reprimir impiedosamente actos contra a segurança do sistema político», conter desordens e solucionar disputas provocadas pela pandemia de coronavírus.
Outra frente, portanto, num combate incessante em que o Partido Comunista se arroga o divino mandato do céu dos imperadores de antanho, impondo a suprema ordem de um estado perfeito sobre tudo o que o céu cobre, o mar espelha e a terra abarca.

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jornalista
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Cidade chinesa emite alerta após detectar caso suspeito de peste negra — dnoticias.pt

Uma cidade do Norte da China emitiu hoje o alerta de saúde de nível 3, o segundo mais baixo, na escala do pais asiático, depois de ter sido diagnosticado um possível caso de peste bubónica, informou hoje a imprensa oficial.

Source: Cidade chinesa emite alerta após detectar caso suspeito de peste negra — dnoticias.pt

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notícias da ditadura em hong kong

Carlos Fino
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GOVERNO DE SUA MAJESTADE JÁ CONTAVA COM ISSO?

O embaixador chinês considera que a oferta do Reino Unido a cerca de três milhões de habitantes na ex-colónia britânica para uma eventual candidatura a um passaporte especial é uma violação do direito internacional. A posição surge depois do ministro dos Negócios Estrangeiro do Reino Unid…

RTP.PT
O embaixador chinês considera que a oferta do Reino Unido a cerca de três milhões de habitantes na ex-colónia britânica para uma eventual candidatura a um passaporte especial é uma violação do direito internacional. A posição surge depois do ministro dos Negócios Estrangeiro do Reino Unid…
O embaixador chinês considera que a oferta do Reino Unido a cerca de três milhões de habitantes na ex-colónia britânica para uma eventual candidatura a um passaporte especial é uma violação do direito internacional. A posição surge depois do ministro dos Negócios Estrangeiro do Reino Unid…
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china e india 20 soldados mortos

Rosely Forganes
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According to breaking reports, the incident of violent clashes between Indian and Chinese army in Ladakh killed 20 Indian soldiers on Monday night. Earlier there was a report that three Indian soldiers including a colonel rank officer was killed. However, fresh report inform that 2o Indian soldiers….

TIBETANJOURNAL.COM
According to breaking reports, the incident of violent clashes between Indian and Chinese army in Ladakh killed 20 Indian soldiers on Monday night. Earlier there was a report that three Indian soldiers including a colonel rank officer was killed. However, fresh report inform that 2o Indian soldiers….
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NORUEGA ACUSA CHINA DE TER FEITO O COVID EM LABORATORIO

Humberta Araujo
4 mins

Sendo verdade, a China é realmente um centro de segredos muito perigoso. Quem vai pagar são os milhares de emigrantes chineses espalhados pelo mundo. Tal terá igualmente consequências económicas graves para o país.

Norwegian scientist Birger Sørensen has claimed the novel coronavirus SARS-CoV-2 is not natural in origin. The claims by the co-author of the British-Norwegian study—published in the Quarterly Review of Biophysics—are supported by the former head of Britain’s MI6, Sir Richard Dearlove.
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HONG KONG E A LEI BÁSICA

Opinião de Carlos Morais José, no jornal Hoje Macau de 29 de Maio de 2020.

Até que enfim.

Os constantes pedidos de independência para Hong Kong por parte dos activistas, bem como as deslocações de delegações a Washington e outros países, no sentido de motivar uma intervenção internacional na ex-colónia britânica são mais do que motivos para justificar a aprovação da lei de segurança nacional para Hong Kong por parte da Assembleia Popular Nacional.

Assim, Pequim está a garantir a integridade territorial da China que se encontra explicitamente ameaçada pelas reivindicações exibidas nos protestos de Hong Kong.

Logo, trata-se de um assunto de defesa nacional, uma atribuição do país consagrada na Lei Básica, portanto de uma acção legal e não ilegal, como alguns iluminados consideram.

Claro que se chegou a este ponto depois da RAEHK se ver paralisada durante vários meses e a violência emergir regularmente por parte dos activistas, tendo encontrado uma reacção tímida do lado da polícia local.

Sendo regulamentada a lei, o governo de Hong Kong tem finalmente dentes para acabar com esta situação, altamente prejudicial para as suas gentes e estabelecer um clima pacífico que permita o regresso da normalidade, ao abrigo do segundo sistema, isto é, garantindo os direitos cívicos e políticos expressos na Lei Básica.

Até que enfim.

https://hojemacau.com.mo/2020/05/29/ate-que-enfim/

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Covid-19: China volta a ter centenas de aldeias em confinamento devido a novo surto – Executive Digest

A China colocou centenas de aldeias em confinamento total, devido ao surgimento de uma nova vaga do surto da Covid-19, que continua a propagar-se no país, apesar de todos os esforços para contrariar e

Source: Covid-19: China volta a ter centenas de aldeias em confinamento devido a novo surto – Executive Digest

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