Cabo Verde: “Língua cabo-verdiana” irá ser lecionada no Ensino Secundário

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UM PEQUENO PAÍS COM DUAS LÍNGUAS
Cabo Verde: “Língua cabo-verdiana” irá ser lecionada no Ensino Secundário no ano letivo 2022/2023 | e-Global
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Cabo Verde: “Língua cabo-verdiana” irá ser lecionada no Ensino Secundário no ano letivo 2022/2023 | e-Global
Confirmação foi feita pelo Governo através do Ministério da Educação que irá estimular a introdução da disciplina de Língua Cabo-verdiana no Ensino Secundário (a partir do 10º ano de escolaridade), no ano letivo 2022/2023.
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  • Carla Vera-Cruz

    Na verdade, o crioulo de CV é em 95% uma corruptela do português, com algumas influencias – conforme a ilha – dos piratas ingleses, franceses e holandeses sobretudo. Poderá ter uma ou outra palavra africana, na ilha de Santiago mas é na essencia o português arcaico mal falado. Os escravos vinham de diferentes tribos de Africa e para se entenderem e protegerem, falavam a língua do “senhor”, o português. O crioulo difere de ilha para ilha e os cv de uma ilha têm dificuldade em entender o sotaque e até sintaxe de outra ilha. Isto tb porque o crioulo é cheio de metáforas e frases idiomáticas. E cada ilha tem as suas próprias metáforas e outras representações figurativas..
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Presidente diz que Cabo Verde não deve viver apenas do apoio internacional – Observatório da Língua Portuguesa

O chefe de Estado de Cabo Verde, vai ser substituído a 09 de novembro por José Maria Neves, eleito em 17 de outubro. Praia, 29 out 2021 (Lusa) – O Presidente cabo-verdiano, Jorge Carlos Fonseca, voltou hoje a pedir rigor e disciplina em muitas áreas e disse que o país deve criar condições endógenas e […]

Source: Presidente diz que Cabo Verde não deve viver apenas do apoio internacional – Observatório da Língua Portuguesa

Tesouros Perdidos de Cabo Verde

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Tesouros Perdidos de Cabo Verde
Em Agosto de 1995 a empresa portuguesa “Arqueonautas”
negociou um contrato exclusivo com o governo cabo-verdiano para explorar
os muitos tesouros que se sabiam perdidos nas águas territoriais do
país.
Os trabalhos de pesquisa iniciaram-se em Novembro desse ano e logo ao fim de dez meses já tinham sido descobertos cem
naufrágios.
Em cinco anos de actividade, as costas e os recifes das
ilhas foram todos passados a pente fino, e foram encontrados mais de
duas centenas de destroços, antigos e modernos.
Devido à sua posição geográfica, Cabo Verde era
antigamente um porto de escala e de aguada quase obrigatório em todas as
viagens marítimas entre a Europa e a África, as Índias e a América do Sul.
Muitos navios de guerra e de comércio perderam-se nessas travessias nos recifes traiçoeiros e não cartografados do arquipélago cabo-verdeano.
A exploração subaquática empreendida pelos
“Arqueonautas” concentrou-se em nove naufrágios.
Até Dezembro de 2001,
quando o contrato entretanto prorrogado chegou ao fim, os mergulhadores
descobriram riquezas fabulosas e milhares de artefactos de incalculável
valor histórico e arqueológico. Desde os simples cachimbos de
escravo à riquíssima cruz de ouro, achada um pouco por acaso no último
naufrágio explorado, e que é ornamentada por esmeraldas e diamantes.
Mas os “Arqueonautas” já tinham antes encontrado mais de
cinquenta mil moedas de ouro e prata nos destroços do “Princess
Louisa”, um navio inglês que fazia viagem de Londres para Bombaim e se
perdeu em 18 de Abril de 1743 a Norte da ilha do Maio.
Curiosamente, apesar de se dirigir para Índia, também transportava muito
marfim, do qual foram recuperados ainda intactos mais de uma dúzia de
grandes dentes.
A maior descoberta de toda a expedição foi no entanto a
feita na costa da ilha de Santiago, junto à localidade de São
Francisco. Durante a escavação de um naufrágio que nunca chegou a ser
identificado, mas que se supõe ter sido um navio mercante do século
dezassete, de bandeira e porto de origem desconhecidos, foi achado um astrolábio quinhentista português, folheado a prata. Uma peça única!
O astrolábio foi descoberto em Novembro de 1999 por
“Gigi” Fernandes Correia, um mergulhador ao serviço dos “Arqueonautas”,
numa área de cavernas e fundões com profundidades que variam entre os
sete e os doze metros, onde foram também levantados vários artefactos
datados de meados do século dezassete.
ONDE PARA ESTE TESOURO?
Há notícias de um assalto a um barracão, onde supostamente, estariam guardados artefactos encontrados no nosso mar.
O mais incrível é que nāo se fala em quaisquer investigações…
ACORDA CABO VERDE
Sem Aplausos
Fonte: Arquivos RTP
Foto: Sir Francis Drake, um dos maiores corsários da história da navegação.
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GERMANO ALMEIDA, LUSOFONIA, CONTRADIÇÕES

LUSOFONIA DEFINIDA PELA AICL COLÓQUIOS DA LUSOFONIA

a LUSOFONIA que abarca os que falam, escrevem e trabalham a língua, independentemente da cor, credo, religião, nacionalidade, naturalidade ou ponto de residência. Esta visão visa incluir todos, numa Lusofonia que não Lusofilia nem Lusografia e muito menos a Lusofolia que, por vezes, parece emanar da CPLP e outras entidades.

A Lusofonia é uma capela sistina inacabada; é comer vatapá e goiabada, um pastel de bacalhau ou cachupa,

regados com a timorense tuaka ao ritmo do samba ou marrabenta; voltar a Goa com Paulo Varela Gomes, andar descalço no Bilene com as Vozes anoitecidas de Mia Couto, ler No país de Tchiloli da Olinda Beja, rever os musseques da Luuanda com Luandino Vieira, curtir a morabeza cabo-verdiana ao som De boca a barlavento de Corsino Fontes, ouvir patuá no Teatro D. Pedro IV na obra de Henrique de Senna-Fernandes e na poesia de Camilo Pessanha; saborear a bebinca timorense em plena Areia Branca ao som das palavras de Francisco Borja da Costa e Fernando Sylvan, atravessar a açoriana Atlântida com mil e um autores telúricos, reencontrar em Salvador da Bahia a ginga africana, os sabores do mufete de especiarias da Amazónia, aprender candomblé e venerar Iemanjá, visitar as igrejas e casas coloridas de Ouro Preto, Olinda, Mariana, Paraty, Diamantina, e sentir algo que não se explica em Malaca, nos burghers do Sri Lanka, em Korlai ou no bairro

dos Tugus em Jacarta. É esta a nossa lusofonia.

(Chrys Chrystello abril 2019)

Germano se não sentes nem partilhas isto não venhas aos nossos colóquios….chrys chrystello

Carlos Fino

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GERMANO ALMEIDA NEGA EXISTIR CULTURA LUSÓFONA
“Não gosto muito da expressão lusofonia. Somos escritores de diversos países que usam a língua portuguesa como língua de contacto, como língua de expressão, mas não é uma cultura lusófona.”
Escritor cabo-verdiano Germano Almeida não gosta da expressão "lusofonia"
OBSERVADOR.PT
Escritor cabo-verdiano Germano Almeida não gosta da expressão “lusofonia”
“Somos escritores de diversos países que usam a língua portuguesa como língua de contacto, como língua de expressão, mas não é uma cultura lusófona.”
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  • Carlos Manuel Costa Almeida

    Este não parece perceber como é que lhe surgiu a língua que fala. Foi errado dar-lhe o Prémio Camões? Se calhar foi. Mas tê-lo recebido é que foi seguramente.

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  • António Carlos Maggiolly

    Vem na sequência de uma declaração idêntica de desagrado feita em países da América do Sul de língua espanhola, por serem conhecidos por países hispânicos, um termo colonialista segundo eles.

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  • MJoao T. R. Freire

    A ser de facto deveria ter recusado o prémio. Deve ser uma tentativa egocêntrica para ganhar protagonismo com a designação de orografia. Ninguém e mto menos a Lusofonia pretende o seu reconhecimento no passado que tenha alguma vez sentido portug…

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  • João Mateus

    Podia ter recusado o prémio

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  • Humberto Correia Santos – Hcs

    Pois então, NÃO devia ter recebido o Prémio Camões – devia, educadamente, limitar-se a recusá-lo !!!
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  • Manuel Ant

    Tem certa razão. Quem reescreve a história (não eu) não pode admitir cultura lusófona. Não pode admitir uma cultura lusa multicultural. E de facto não existe: uma é moçambicana, outra angolana, outra guineense, outra cabo-verdeana, outra cabindense, outra santomense, outra brasileira, outra timorense, outra macarnse e até outra indiana… e outra é lusa, portuguesa. E algumas já mescladas de URSS (sem dostoievky ou soljenitsyn) e de Chino Mao. Lusófono (luso+ fono (som, palavra, língua) é a língua comum, e só. Também Não há uma “cultura anglófona“ ou “russófona”. Ou não? Afinal o que é uma ou a “cultura”?
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  • Jose Forbes de Bessa

    Mas querem viver em Portugal

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  • Xano Neves

    Luso grafos???? Fala e escreve português porque calhou, podia falar francês, árabe ou berber e não fazia mal nenhum! Aliás, a palavra mais apropriada é paradoxo, tem uns tiques de lusofobia mas fala português!

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germano almeida, lusofonia, contradiçoes

GERMANO ALMEIDA NEGA EXISTIR CULTURA LUSÓFONA
“Não gosto muito da expressão lusofonia. Somos escritores de diversos países que usam a língua portuguesa como língua de contacto, como língua de expressão, mas não é uma cultura lusófona.”
Escritor cabo-verdiano Germano Almeida não gosta da expressão "lusofonia"
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Escritor cabo-verdiano Germano Almeida não gosta da expressão “lusofonia”
“Somos escritores de diversos países que usam a língua portuguesa como língua de contacto, como língua de expressão, mas não é uma cultura lusófona.”
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  • Carlos Manuel Costa Almeida

    Este não parece perceber como é que lhe surgiu a língua que fala. Foi errado dar-lhe o Prémio Camões? Se calhar foi. Mas tê-lo recebido é que foi seguramente.
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  • António Carlos Maggiolly

    Vem na sequência de uma declaração idêntica de desagrado feita em países da América do Sul de língua espanhola, por serem conhecidos por países hispânicos, um termo colonialista segundo eles.
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  • MJoao T. R. Freire

    A ser de facto deveria ter recusado o prémio. Deve ser uma tentativa egocêntrica para ganhar protagonismo com a designação de orografia. Ninguém e mto menos a Lusofonia pretende o seu reconhecimento no passado que tenha alguma vez sentido portug…

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  • João Mateus

    Podia ter recusado o prémio
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  • Humberto Correia Santos – Hcs

    Pois então, NÃO devia ter recebido o Prémio Camões – devia, educadamente, limitar-se a recusá-lo !!!
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  • Manuel Ant

    Tem certa razão. Quem reescreve a história (não eu) não pode admitir cultura lusófona. Não pode admitir uma cultura lusa multicultural. E de facto não existe: uma é moçambicana, outra angolana, outra guineense, outra cabo-verdeana, outra cabindense, outra santomense, outra brasileira, outra timorense, outra macarnse e até outra indiana… e outra é lusa, portuguesa. E algumas já mescladas de URSS (sem dostoievky ou soljenitsyn) e de Chino Mao. Lusófono (luso+ fono (som, palavra, língua) é a língua comum, e só. Também Não há uma “cultura anglófona“ ou “russófona”. Ou não? Afinal o que é uma ou a “cultura”?
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  • Jose Forbes de Bessa

    Mas querem viver em Portugal
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  • Xano Neves

    Luso grafos???? Fala e escreve português porque calhou, podia falar francês, árabe ou berber e não fazia mal nenhum! Aliás, a palavra mais apropriada é paradoxo, tem uns tiques de lusofobia mas fala português!
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Escritor cabo-verdiano Germano Almeida não gosta da expressão “lusofonia” – Observatório da Língua Portuguesa

Penafiel, Porto, 27 out 2021 (Lusa) – O escritor cabo-verdiano Germano Almeida, prémio Camões em 2018, disse hoje, no festival Escitaria, em Penafiel, não gostar da expressão lusofonia, considerando que a língua portuguesa não representa “uma cultura lusófona”. “Eu não gosto muito da expressão lusofonia. Somos escritores de diversos países que usam a língua portuguesa […]

Source: Escritor cabo-verdiano Germano Almeida não gosta da expressão “lusofonia” – Observatório da Língua Portuguesa

CABO VERDE ESCRAVOS

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Djulange
A Ilha de Santiago, em Cabo Verde, é uma marca na resistência negra, com muitos negros africanos a aproveitarem-se das paragens e ancoragens dos navios negreiros na Cidade Velha, e das características do território, para se embrenharem no interior da Ilha e escapar à escravatura.
É em Santa Catarina, no interior de Santiago que se forma o território de Djulange, que no início do século XVIII serviu de refúgio a centenas de escravos foragidos.
Tendo como líder Domingos Lopes (cuja história nāo está devidamente pesquisada), resistiram a todas as investidas do regime escravocrata e serviram de incentivo e de exemplo entre os negros desumanizados e escravizados.
No território de Djulange, os africanos eram livres e autónomos. Seguiam as leis e regras instituidas pelo grupo.
Na primeira década do século XVIII, estima-se que existissem cerca de 370 foragidos em Djulange, número que duplicou em menos de 10 anos.
Domingos Lopes acabou por ser capturado por volta de 1719. Foi castigado e executado em praça pública, como manifestação de poder do sistema escravocrata e como elemento dissuasor a possíveis insurgentes.
Mesmo após a morte de Domingos Lopes, Djulange continuou a resistir e a motivar outros negros a lutarem pela sua liberdade e dignidade.
FORTE APLAUSO
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