Transparência José Soares

Transparência José Soares

À revelia

O país do Papa João Paulo II não quer honrar os tratados que assinou enquanto membro da União Europeia. Para o governo polaco, as normas e diretrizes de Bruxelas não podem estar acima da Constituição polaca e, portanto, não podem pôr em causa a soberania daquele país. Estranhamente, a Polónia não diz uma palavra sobre os milhões e milhões de euros recebidos durante anos…

Esta rebelião polaca, motivada pelos mesmos princípios nacionalistas de Londres para justificar a saída do Reino Unido da EU, pode levar ao fracasso todos os esforços empregues durante quase um século para unir a Europa.

Bruxelas avisa Varsóvia de que não pode apenas ignorar os tratados e acordos assinados por todos os membros da EU. Acordo assinado é para cumprir.

O presidente polaco decidiu ir a Bruxelas e, num empolgado discurso, afirmar a defesa da soberania da Polónia diante das várias e diversas investidas de Bruxelas à sua candura constitucional.

E aqui entra Portugal e a sua Constituição.

Pelo mesmo princípio que Bruxelas condena a rebeldia polaca no cumprimento dos acordos assinados, estarão as mazelas constitucionais portuguesas que proíbem a formação de partidos insulares na Madeira e nos Açores, ilegais à luz das diretivas europeias sobre Direitos e Liberdades.

De facto, nenhum país-membro da UE pode proibir uma comunidade ou povo dos seus direitos intrínsecos à luz do Direito Europeu. E Portugal assinou este e outros princípios, sobre os quais tem feito “olho de pirata” numa desobediência permanente a Bruxelas.

Qual a razão que suporta o desprezo de importantes assuntos não serem postos em cima da mesa pelos políticos açorianos? Falta de coragem?

A reserva insular de se insurgir ou, ao menos, reivindicar uma enorme coleção de direitos autonómicos, naturais do seu Estatuto Político de região insular, distante e isolada, leva-nos a questionar a qualidade política dos nossos deputados, tanto da Horta, como a absoluta minoria que, em São Bento representa as Ilhas, mas que navega sem bússola no parlamento de Lisboa.

Depois de décadas de uma estratégia divisionista de Lisboa entre os Açores e a Madeira e agora que se encontram numa ressuscitada relação insular, as duas Autonomias deveriam unir-se e formar uma entidade que possa alertar Bruxelas sobre as propositadas indefinições constitucionais portuguesas em vários setores da sua vida arquipelágica.

Depois de quase meio século de autonomias insulares, Portugal tem de dar o exemplo transparente de estado de Direito, respeitando os Direitos e Liberdades dos povos dos dois Arquipélagos, bem como uma descentralização que assente numa verdadeira e mútua confiança nacional.

«Artigo 8.º – Parág.4 – As disposições dos tratados que regem a União Europeia e as normas emanadas das suas instituições, no exercício das respetivas competências, são aplicáveis na ordem interna, nos termos definidos pelo direito da União, com respeito pelos princípios fundamentais do Estado de direito democrático.» (Constituição da República Portuguesa).

 

PEDRO DA SILVEIRAE OS CADERNOS AÇOREANOS

PEDRO DA SILVEIRA:
os Cadernos Açoreanos e os tais
Nos inícios de 1950, surgiu em Ponta Delgada um projecto editorial suportado por um sistema de assinaturas: os Cadernos Açoreanos. Era, entre outras coisas, uma forma de obstar à precária situação do livro e da sua distribuição.
O prospecto para inscrição de assinantes incluía, na frente, os nomes daqueles jovens «autores de 40», mesmo alguns que depois pouco publicaram: das Flores, do Faial, da Terceira e de S. Miguel – o que era também sinal de uma certa geografia literária e intelectual.
Em carta de 24.06.1997, Pedro da Silveira informava-me que o prospecto fora feito «na tipografia d’A Ilha pelo tipógrafo xxx, um anarquista, dos Arrifes, com quem sempre contámos – até para nos compor, a mim e ao Carlos Wallenstein, algumas clandestinidades…»
Mas logo o alerta foi enviado para Lisboa onde, em Setembro desse mesmo ano, o jornal da Frente Académica Patriótica se encarregava de denunciar publicamente a iniciativa açoriana e, em particular, Pedro da Silveira. Depois disso, obviamente, «nenhuma tipografia das Ilhas quis fazer a impressão dos fascículos», como desabafava Pedro da Silveira na referida carta.
No exemplar do prospecto em meu poder, um dos subscritores iniciais acabou por cancelar a assinatura, possivelmente por precaução, dada a sua condição de funcionário público.
O nome do zelota que enviava «notícias» para a pátria já pouco dirá aos cidadãos de hoje.. Dele ficou o rasto de mais este episódio triste da História da Literatura dos Açores «nesses calamitosos tempos do salazarismo» (Pedro da Silveira) l e principalmente o elogio que (Deus o guarde) lhe saiu pela culatra ao referir essa geração como «os melhores valores da juventude intelectual açoriana».
Alberto Pereira, Adélio Amaro and 8 others
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AINDA O AFFAIRE PEDRO DA SILVEIRA NO EXPRESSO

ADENDA FINAL AO MEU TEXTO sobre Pedro da Silveira,
António Valdemar e o “Expresso”:
Todos vimos e lemos ontem, certamente, o incrível modo como o “Expresso” (edição impressa) arquivou a retractação e as desculpas geminadas do jornal e de António Valdemar:
– O texto, aliás, é idêntico ao que a prévia edição on-line trouxera. Mas, até por isso, tendo o jornal recebido várias, conhecidas e bem credenciadas chamadas de atenção (que, aliás, omite!), não lhe faltou tempo e matéria para, com seriedade e humildade, emendar a mão e a cara do semanário, ajudando assim a desinfectar e sarar o atrevimento e a incompetência injuriosa de AV neste caso, não a tentar lavá-las, às duas, com make-up!
Ora se a parte deste é trapaceira, miserável e provocatória da honra e da memória de Pedro da Silveira, e logo da lucidez e capacidade moral (e até, em alguns casos, da habilitação técnico-profissional e intelectual dos leitores), já a postura do jornal não é menos vergonhosa, de todos os pontos de vista, incluindo de uma exigível deontologia jornalística, para já nem falar das normas formais que até a Lei de Imprensa contempla (mas que, da parte de Pedro da Silveira, ninguém invocará, neste e do outro mundo).
– Triste sinal, mais um, de como algum jornalismo português realmente procede. E não houve ninguém por lá (direcção, redacção, conselhos disto e daquilo…) que cuidasse de respeitar os valores, os princípios, as coisas e as normas que deviam ter sido salvaguardadas?!
E depois, inserir aquele nojo de desculpas e erros escamoteados na Secção do jornal — “Cartas da semana” (sic) — onde as inseriram, ultrapassa tudo o que se poderia tolerar e perdoar!
– De facto, tamanho atestado de menoridade, passado a quem compra, lê e confia, por pouco que vá sendo, nos OCS que contribuem para a degradação do espaço público mediático nacional, este é um exemplo, apenas mais um, daquela imensa e multiforme “choldra” que o autor de A CAPITAL! memoravelmente desenhou para a sua e nossa degradada e degradante posteridade cívica, sociocultural e política…
Em jornalistas tão prezados, palavrosos, livres, críticos, independentes e prezados, como aqueles que os do “Expresso”, às vezes, querem e pretendem ser, amiúde, como agora, com auto-coroada sobranceria perante os outros (e face ao seu próprio público leitor…), é demais!
Tomás Quental and 3 others
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PEDRO DA SILVEIRA, EXPRESSO ENVERGONHADO

PORQUE É QUE O EXPRESSO NÃO PUBLICOU O TEXTO DE ERNESTO RODRIGUES ?
( Professor associado com agregação da Faculdade de Letras de Lisboa, onde lecciona a cadeira de LINGUAGEM DOS MEDIA )
O caso Pedro da Silveira teve até agora três momentos:
1) Em que Valdemar diz que o Poeta Pedro da Silveira é informador da PIDE;
2) Em que Ernesto Rodrigues demonstra que Pedro da Silveira é um pseudónimo do informador da PIDE Duarte Gusmão;
3)Em que Valdemar se retracta e diz que o Poeta Pedro da Silveira não é informador da PIDE.
Porque é que o Expresso não contou a história completa e sonegou aos leitores o momento 2?
Estamos perante UM EXPRESSO ENVERGONHADO
Por ERNESTO RODRIGUES:
Em notícia da revista do Expresso (9 de Outubro de 2021, p. 38) sobre o centenário da Seara Nova, destaca António Valdemar o seareiro Pedro da Silveira (1922-2003), poeta, tradutor e investigador, que acusa de informador da PIDE. Surpreenderam-no as “delações políticas” de quem era “considerado indefectível militante antifascista e histórico oposicionista do salazarismo e do marcelismo”, e reproduz dois documentos não assinados por qualquer Silveira, ou que provem a sua tese. Acrescenta: “A deslocação de Pedro da Silveira ao Brasil era conhecida, mas atribuída a uma viagem para efectuar pesquisas literárias em bibliotecas e arquivos. Os documentos devidamente identificados – e a integrar numa investigação mais aprofundada – revelam a componente negra da realidade.” Centrais, o cartão de sócio da Casa dos Açores e fotografia da placa há umas semanas colocada na casa lisboeta onde o Açoriano viveu entre 1970 e 2003. Tudo parece claro – se não fosse um mau serviço prestado a semanário sério e mancha (agora apagada) na memória de quem terá celebrações centenárias no próximo ano.
Antes de argumentar contra essa tese, duas notas: o movimento de repúdio começou, ainda no sábado, com Teresa Martins Marques, no Facebook, a que juntei a primeira prova, em trabalho de Heloísa Paulo, que também me serviu para alertar o Expresso. Aguardei contacto deste semanário, que chegou nesta tarde de 12: irá fazer mea culpa.
Trata-se, pois, do reconhecimento de um «grave equívoco», já não só «provável equívoco», como diz Luís Miguel Queirós em título do Público do dia, 12, alertado pela «polémica nas redes sociais», onde não poucos estranharam chamada de primeira página do Expresso – “Antifascista da Seara Nova informava a PIDE”.
Os informadores da PIDE não assinavam com o próprio nome, e só alguma distracção burocrática os identificava; sabe-se, confirmado por agentes da PIDE e notícia do Diário Popular de 19-11-1976 aproveitada em A História da PIDE, de Irene F. Pimentel, que a então DGS destruiu no 25 de Abril os ficheiros com essas correspondências.
Dois: longa seria a única viagem do poeta, entre 1961 e 1965. Não se faz prova, nem seria tão prolongada.
Na carta enviada ao Expresso, informei que Pedro da Silveira era pseudónimo de Duarte de Vilhena Coutinho Feio Ferreri (ou Ferrery) de Gusmão, “ou simplesmente Duarte Gusmão, que chegou ao Brasil em 2 de julho de 1960, depois de haver solicitado asilo na Embaixada Brasileira em Lisboa. Gusmão, como era mais conhecido pelos outros exilados, morava num hotel e tinha sempre dinheiro disponível para as empreitadas oposicionistas, o que despertava a atenção de alguns dos opositores exilados, […]. Nos seus relatórios, assinados com a alcunha de “Pedro da Silveira”, oferecia diversas informações acerca de reuniões e contactos realizados pelos diversos grupos exilados, nomeadamente aqueles vinculados ao General Humberto Delgado e ao Capitão Henrique Galvão.”
Citei a investigadora Heloísa Paulo (“O exílio português no Brasil nas décadas de cinquenta e sessenta”, Cadernos Ceru, v. 23, n. 2, 2012, p. 46-47), que L. M. Queirós secunda, e Teresa Martins Marques e eu confirmámos junto da própria, a par do depoimento que lhe deu Camilo Mortágua (2009). Reafirma a sua tese e Mortágua em artigo de 2014, “A militância oposicionista portuguesa exilada na América Latina e a diplomacia de Salazar: a presença do regime no exílio”, ambos online.
Dissertação também digitalizada de Viviane de Souza Lima (Solidariedade Atlântica. Movimento Brasileiro em Apoio às Independências Africanas, entre Percursos e Conexões (1961-1975), Belo Horizonte, 2017, p. 141-146) cruza outros depoimentos e informação vital no Ministério dos Negócios Estrangeiros [MNE] e em instâncias brasileiras: “Na pasta de documentos da PIDE que reúne os relatórios escritos por Pedro da Silveira, intitulada ‘Relatórios da pessoa mencionada no despacho n.º 18’, consta um ofício de Duarte Gusmão encaminhado ao ministro da Justiça do Brasil em que o português solicita a suspensão de sua condição de exilado político no país e a concessão de um passaporte para estrangeiro extensivo à América, Europa e África.
No documento, com data de 8 de janeiro de 1964, Gusmão afirma à autoridade brasileira ter um convite para lecionar uma cadeira de História e Filosofia em uma universidade estrangeira e, por isso, não teria planos de retornar ao Brasil. // Um outro fato que confirma a ligação entre Duarte Gusmão e Pedro da Silveira é que o pedido encaminhado pelo professor ao Ministério da Justiça do Brasil é anexado a um relatório do informante Pedro da Silveira, relativo à primeira semana de janeiro de 1964, e ambos são encaminhados pela Embaixada de Portugal no Rio de Janeiro ao Ministério dos Negócios Estrangeiros em Lisboa. Mas o indício mais forte é o oficio que acompanha os documentos e descreve o teor deles. // O texto do ofício afirma que ‘a pessoa mencionada no despacho n.º 18’ é a autora do ofício ao Ministério da Justiça, assinado por Duarte Gusmão, e do relatório de espionagem, feito por Pedro da Silveira. Segundo o mesmo documento, é intenção da mesma pessoa ‘seguir para o Senegal, naturalizando-se cidadão daquele país, exercendo função num estabelecimento de ensino. Insinuou que não deixaria de colaborar com as autoridades portuguesas na mesma base em que o vem fazendo’. Para esse trabalho, são importantes os relatos que Silveira/Gusmão fez das atividades dos grupos de ativistas pró-independência africana do Rio de Janeiro no tempo em que esteve na ativa.”
L. M. Queirós retoma este decisivo argumento, mas a história já vem contada em Camilo Mortágua, Andanças para a Liberdade, vol. II. 1961-1974, 2013, p. 223- 253, fechando com a certidão de óbito de Duarte Gusmão. O apêndice intitula-se “O incrível ‘Despacho 18’”, com fotografia do herói, habituado a dar jantaradas aos oposicionistas e a pagar, mesmo, parte da renda do apartamento de Humberto Delgado. Vivendo em hotel desde 1964 e sem emprego, era de desconfiar deste «verdadeiro democrata antifascista», como se diz em carta de 3-1-1964 a Delgado. Artista consumado, começou por assinar Eduardo Costa, António Pinto dos Santos e, finalmente, Pedro da Silveira.
Último argumento insofismável: se a fotografia de membro da Casa dos Açores (1958) reproduzida no Expresso acompanha o Espólio 39 da Biblioteca Nacional, fácil é ver a assinatura digitalizada do poeta. Já para conhecer as 34 caixas do seu espólio precisamos de subir aos Reservados e conhecer a sua letra larga, tão diversa da do informador Silveira, visível na p. 246 de Mortágua e em documentos do MNE que Heloísa Paulo nos facultou, aqui reproduzidos.
A luz da razão apagará este pesadelo. E teremos, creio bem, aquele renovado elogio de António Valdemar ao verdadeiro Pedro da Silveira, “Um erudito do século XX” (Diário de Notícias, 20-V-1982).
[Em 13, nota do Expresso desculpava-se, seguida de explicações de A. Valdemar, a que contrapus, nas redes sociais, onde já saíra o texto anterior:
«O jornalista António Valdemar reconhece o erro que cometeu ao confundir o poeta e colaborador da “Seara Nova” Pedro da Silveira com um informador da PIDE que utilizava o mesmo nome. O Expresso, e o autor do artigo “Pedro da Silveira: informações para a PIDE”, publicado na Revista de 9 de outubro de 2021, pedem por isso desculpas a todos os leitores, visados, familiares e amigos de Pedro da Silveira por este lamentável erro.»
No Expresso online de hoje, há demasiadas explicações e derivas para justificar o injustificável e para dizer o evidente: António Valdemar foi induzido em erro por um professor universitário que não identifica e, como reconhece, ignorava os artigos de estudiosas brasileiras. Rasura, mesmo, a informação mais importante de Viviane de Souza Lima: « O texto do ofício afirma que ‘a pessoa mencionada no despacho n.º 18’ é a autora do ofício ao Ministério da Justiça, assinado por Duarte Gusmão, e do relatório de espionagem, feito por Pedro da Silveira.» Ignorava mais, e já escrevi: a assinatura de Duarte Gusmão (reproduzida aqui em posts anteriores), a bibliografia de Camilo Mortágua, o elementar pidesco (os informadores não assinavam com o próprio nome).
Sem tanta explicação, o Expresso reconheceu, em email que me enviou ontem, 12, o «grave equívoco» em que incorreu.
Na edição de 16, em papel, um Expresso envergonhado comete as seguintes falhas:
1. A confissão do erro vem ao fundo da primeira coluna, e não à direita, com o destaque que a acusação teve no dia 9.
2. Remete para a p. 35, Cartas da Semana, acompanhado, ainda, de uma reprodução pidesca, já em 9, que em nada apoia a tese inventada por Valdemar.
3. Não vem a minha carta, enviada ao jornal no próprio dia 9, às 23,07 h, em que alertei para o erro. Nem a carta acima, que pretendi enviar a 11, sem obter resposta, e, finalmente, enviei ao director-adjunto Miguel Cadete, a 12, após a notícia saída no Público – diário que, aliás, escamoteou a autoria das primeiras informações saídas no Facebook, que o articulista L. M. Queirós reduziu a uma polémica nas redes sociais.
4. Enfim, era na revista – lugar do crime –, e não no primeiro caderno, que o Expresso deveria ter reconhecido o erro. Porque não o reconheceu, ao menos, em editorial? Tudo escondido, vergonhoso, lamentável.]
Teresa Martins Marques, Luísa Ribeiro and 11 others
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    Luísa Ribeiro

    Não me será fácil voltar a comprar o Expresso.
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AINDA O «AFFAIRE» PEDRO DA SILVEIRA. e a. valdemar

AINDA O «AFFAIRE» PEDRO DA SILVEIRA….
Partilho aqui um excelente artigo da autoria de Eduardo Ferraz da Rosa publicado no «Diário Insular» de Angra do Heroísmo.
@ Ryc
May be an image of 3 people and text that says "DIÁRIO DIÁRIOLAR NSULAR. SEXTA 5.OUT.2021 hecida por Pulsões e delírios de Valdemar: EDUARDO FERRAZ DA ROSA Uma novela pidesca sobre Pedro da Silveira (Parte alemă bom quais VISOCS EDUARDO FERRAZ ROSA: "Estas compulsivas incursões inconcebíveis porque saídas manipuladas dição ajustes jornalista/publicista que sempre tentou algum o investigação criteriosa "investigação vindoa gente alcova crónicos encar- tentacular tualde cer- pseudónimo daquele sendo afoito, delírios especulativos Talveque Laureano dúvida peripécias, apadri- tolice nome"
Duarte Melo, Henrique Levy and 3 others
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    Humberto Victor Moura

    Não sei quem foi o triste que se lembrou de associar o Pedro da Silveira ao Salazarismo… quem terá sido a besta?
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PEDRO DA SILVEIRA HOMENAGEM

PEDRO DA SILVEIRA
In Memoriam
By Forum Ilha das Flores
[ QUINTA-FEIRA, 3 DE OUTUBRO DE 2013
Homenagem ao poeta Pedro da Silveira
Assinalando os 10 anos da sua morte, a Biblioteca Nacional apresentou uma pequena mostra documental sobre o florentino Pedro da Silveira.
Pedro da Silveira – autor, poeta, investigador histórico e literário, tradutor, etnógrafo – falecido há dez anos, foi um dos grandes poetas açorianos do século XX e deixou uma marca cultural profundamente impressiva cujo registo esteve patente na exposição da Biblioteca Nacional (em Lisboa), antecedendo a cerimónia de homenagem promovida no dia 1 de Outubro pela Casa dos Açores em Lisboa.
Este multifacetado autor florentino ilustrou a literatura açoriana – que defendeu frontalmente como teórico, historiador e crítico, até contrariando alguns meios intelectuais do Continente – foi também um dos seus mais persistentes e criteriosos divulgadores, tendo-se dedicado ainda a importantes recolhas de literatura oral.
Pedro da Silveira foi autor de várias obras de poesia, entre as quais se contam «A ilha e o Mundo», «Sinais de Oeste», «Corografias», «Poemas ausentes» e «Fui ao mar buscar laranjas», o primeiro volume da sua obra completa. Com uma vasta colaboração dispersa por jornais e revistas nacionais e estrangeiras, Pedro da Siveira foi ainda autor de duas antologias de poetas açorianos, sendo que no prefácio de uma das quais – «Antologia de poesia açoriana – do século XVII a 1975» – ensaia uma tentativa de autonomia da literatura açoriana das restantes literaturas de expressão lusófona.
A sua poesia manteve sempre uma forte ligação ao solo açoriano, não deixando, porém, de dialogar cultural e poeticamente com «as ilhas todas do Mundo». Foi um dos promotores da elaboração da «Enciclopédia açoriana» e preparava uma «História da literatura açoriana» quando faleceu. Integrou, até 1974, o conselho de redação da «Seara Nova», tendo sido até 1992 funcionário da Biblioteca Nacional, da qual foi director dos Serviços de Investigação e de Actividades Culturais.
Notícia: rádio Atlântida e jornal «Açores 9». ]
@ Ryc
May be a black-and-white image of 1 person
Eduardo Jorge Pereira, Heitor H Silva and 4 others
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PEDRO DA SILVEIRA FACTOS PROVADOS

FACTOS PROVADOS
No Caso Expresso – Pedro da Silveira ninguém me ouvirá escrever aqui sobre intencionalidade, ou seja sobre o que não posso provar e que funcionaria como AGRAVANTE.
Também não invocarei o passado de Valdemar, pois lateralizaria a análise e funcionaria como ATENUANTE.
Não me interessam nem agravantes nem atenuantes. Eu não sou juiz, sou investigadora . Só me interessa o que ficou provado:
1. É falso que Pedro da Silveira fosse informador da Pide;
2. Foi manchada a honra de um antifascista;
3. Valdemar afirmou desconhecer o artigo de Heloisa Paulo;
4. Foi o artigo de Heloisa Paulo que nos permitiu concluir que havia dois Pedros da Silveira;
5. Quem fez a investigação para esclarecer quem são os dois Pedros da Silveira e colocou essa informação no facebook, no dia 9 de Outubro às 22 H e 37, tendo em seguida enviado NOTA ao Expresso, foram dois investigadores: Ernesto Rodrigues e Teresa Martins Marques.
ESTES SÃO OS FACTOS PROVADOS.

PEDRO DA SILVEIRA, OS ERROS PAGAM-SE POR TOMAS QUENTAL

Os erros pagam-se!
O açoriano António Valdemar publicou no “Expresso” um estranho e lamentável artigo, considerando que o seu conterrâneo Pedro da Silveira teria sido informador da polícia política do Estado Novo. Um tremendo equívoco, logo denunciado e condenado por muitas personalidades de vários quadrantes e diversos sectores. O erro foi agora explicado por António Valdemar, com a apresentação de desculpas pelo sucedido. O próprio semanário reconhece e assume que tudo não passou de uma confusão e de um lapso, completamente absurdo, porque toda a gente sabe que Pedro da Silveira não nutria qualquer simpatia pelo regime político do Estado Novo, assumindo-se como um convicto e activo opositor. Após tamanha ofensa à memória de Pedro da Silveira, foi reposto o justo e merecido respeito que merece o saudoso e talentoso poeta. Todo o cuidado é pouco quando estão em causa a honra, a dignidade e a consideração das pessoas, sejam elas quem forem. O artigo em causa não respeitou esse princípio tão fundamental, o que é de estranhar em António Valdemar, com uma longa e prestigiada carreira ao serviço do Jornalismo e da Cultura. Corrigido o erro, foi, pois, reposta a verdade histórica e foi reposto completamente também o apreço pelo homem público e pela valiosa obra literária que Pedro da Silveira nos legou. Não sei é se, apesar das explicações e desculpas apresentadas, António Valdemar conseguirá alguma vez recuperar na totalidade a credibilidade jornalística e o prestígio intelectual de que gozava…Como ele deverá saber, os erros pagam-se! E há erros que, pela sua proporção e respetivas consequências, são mesmo imperdoáveis.
Urbano Bettencourt, Paula Cabral and 12 others
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