JOSÉ GABRIEL ÁVILA · VOLTAR ATRÁS, NUNCA MAIS!

VOLTAR ATRÁS, NUNCA MAIS!

VOLTAR ATRÁS, NUNCA MAIS!

Fez há dias 44 anos (20 e 21 de julho de 1976) que se realizou a abertura da Assembleia Regional dos Açores, constituída, então, por 43 deputados.
A data que ficará nos anais deste Arquipélago não mereceu qualquer referência especial que elucidasse os açorianos, sobretudo os mais jovens, sobre o início de um projeto de autonomia democrática que levou anos e anos a ser pretendido, porque o poder do Terreiro do Paço se alimentava de uma centralidade atávica e provinciana que desunia o território e cavava um enorme fosse entre a capital e as periferias.
Mais de quatro décadas decorridas, o sistema autonómico, como qualquer outro sistema político de governação, conheceu altos e baixos, conflitos, consoante as dificuldades e tragédias que se nos depararam.
Nunca é demais recordar as calamidades dos sismos de 80 e de 98, as enxurradas catastróficas da Ribeira Quente, os ciclones de mar que amiúde fustigam as nossas ilhas e desmoronam muralhas, portos, navios, propriedades e outros bens, e um rosário de tempestades e ventanias que abanam estas ilhas atlânticas sem dó nem piedade e destroem vidas e haveres.
A todos estes episódios cíclicos da história açoriana os nossos governantes, regionais e locais, têm correspondido com o melhor do seu saber, dedicação e força de vontade, que deveriam ser mais apreciados pelos habitantes destas ilhas.
É verdade que o exercício do cargo a isso os compromete, mas não se pode exigir sempre mais e mais, quando as forças diminuem face à indiferença e à fácil e por vezes injusta crítica destrutiva que não alenta, nem propõe melhores soluções.
Fazer crítica pela crítica é uma atitude pouco saudável e inconsequente.
Em democracia o exercício da cidadania e da crítica são atitudes fundamentais na construção do bem comum. Todavia, esses direitos devem ser suportados por análises lúcidas e sensatas, para que os visados os possam aproveitar e seguir, com a humildade de quem serve e com respeito pelos cidadãos.
Há dias, fiquei surpreendido com as declarações insensatas de dois vereadores do PSD na Câmara de Angra do Heroísmo, protestando contra a transferência de voos da Ryanair da Terceira para São Miguel, alegadamente com a conivência do Governo dos Açores. Nesse dia passavam 44 anos da abertura do Parlamento Açoriano. Os dois autarcas, sem qualquer pudor afirmaram: “com o atual rumo que a Autonomia leva entendemos que ela não serve a Terceira nem as restantes sete ilhas, sendo preferível o fim deste regime e o regresso à dependência de Lisboa”.
Julgo que os dirigentes regionais do PSD e os construtores do sistema autonómico deverão ter ficado perplexos com o pensamento dos seus correligionários. Todavia não vi qualquer rejeição social-democrata ou de outro quadrante político sobre tão descarada inventiva anti-autonómica, o que me deixou ainda mais admirado.
Houve quem me aconselhou a não ligar ao “impropério” dos vereadores do PSD de Angra.
Entendo, no entanto que aquela mentalidade está expandir-se e a corroer os alicerces da Autonomia Democrática. As razões deverão ser escalpelizadas para que o regime por que os açorianos optaram maioritária e convictamente em 1976, não seja destruído e desacreditado por questões de lana-caprina que merecem explicações atempadas e esclarecedoras.
Ainda recentemente, os açorianos através dos seus eleitos, fizeram vingar as suas propostas de poder decisório e vinculativo alterando a Lei do Mar que uma ministra centralista, à revelia das normas estatutárias, pretendia manter.
Foi uma vitória importante do Parlamento Regional, percursora de uma diferente e promissora visão estratégica que dará ao Arquipélago dos Açores e às suas águas territoriais, uma projeção relevante no contexto internacional, mais que o porta-aviões da Base das Lajes.
Mais uma vez o mar e as insondáveis riquezas minerais a valorar este pequeno território insular, outrora escala obrigatória de rotas continentais. Por novas razões, ligadas ao desenvolvimento científico – fator de progresso de que tanto necessitamos e aspiramos, como suporte estratégico do nosso desenvolvimento.
Por todas estas razões, desacreditar a Autonomia em benefício de um poder centralista, concentracionário, distante e ineficaz, é abdicar de uma luta travada anos e anos e que só foi ganha por mérito dos açorianos de várias gerações. Ensinar aos mais novos esta luta e as conquistas daí resultantes é imperioso e urgente, para que nunca mais se volte atrás!

Engrade, Pico
José Gabriel Ávila
jornalista c.p. 239 A

ESCRITEMDIA.BLOGSPOT.COM
Entre receios infundados de um malino contágio que penetra impiedosamente na vida de um cristão, e a doce pacatez que julho proporcionava aos que aqui mourejam, assim vai esta ilha Montanha com…
Entre receios infundados de um malino contágio que penetra impiedosamente na vida de um cristão, e a doce pacatez que julho proporcionava aos que aqui mourejam, assim vai esta ilha Montanha com uma força medonha de tornar-se um polo de crescimento.

a situação severa do convid assevera que a Cevera já era…

A CEVERA DESAPARECEU DO RADAR aqui e em Lisboa ninguém sabe o que aocnteceu à revisão da autonomia, mas não faz mal, poucos parecem importar-se, estão acomodados com a amostra de autonomia que ainda resta, mas em 2005, setº escrevi

 

A vida nem sempre é feita de tremores, existem momentos em que a crosta terrestre está mais calma e nessas ocasiões a função dos seres pensantes é cogitar. O pensamento multiplica as ligações entre os neurónios e é precisamente a densidade da rede que permite ao cérebro aumentar as capacidades originais. Nos Açores, os escritores podem ser o motor autonómico, quando pararem para discorrer e o descobrirem. Os mais afortunados com o dom da escrita podem botar a mão à pena aproveitando a maré e os ventos, alísios ou não, os aventureiros ousarão meter os pés ao caminho, os enamorados afoitar-se-ão para se apaixonarem outra vez. Sendo um otimista nato, se bem que crítico, segui à risca a célebre frase de Carl Sandberg (1878-1967) “Sou um idealista. Não sei para onde vou, mas já vou a caminho.”

quem tem medo da autonomia, manuel leal

OPINIÃO

Quem tem medo da Autonomia ?

Os Açores sempre foram a retaguarda de Portugal e os Açorianos voluntariosos soldados da Pátria. A Portugal nada devem em matéria de lealdade. Dispensam lições patrioteiras de “continuidade territorial” e devolvem-nas com a memória de que foi aqui que Portugal sempre se refugiou para assegurar a sua independência. Nos Açores a soberania da coroa Portuguesa defendeu-se dos Espanhóis. Aqui se jurou lealdade a D. António Prior do Crato, o Rei Independentista, e se rechaçou a invasão Espanhola na Batalha da Salga, em 1581. O episódio ficou registado na mítica sentença do Juiz Ciprião de Figueiredo que todos os Açorianos conhecem, mas tantos Portugueses ignoram o seu valor patriótico. Tal como a padeira Brites de Almeida, heroína de Aljubarrota, também a resistente Brianda Pereira, da Salga, se junta a uma longa linhagem popular de Portugalidade. Daí em diante a História de Portugal também se escreve com as glórias dos Açores e com os heróis da Açorianidade. O século XIX voltou a fazer dos Açores o epicentro de Portugal e do Liberalismo que marcou a modernidade. Nesse espírito nasce a primeira Autonomia com o Decreto de 2 de Março de 1895. No século XX a deriva totalitária do Verão quente de 75 colocou a soberania de Portugal em risco. Se, para uma minoria, era um sonho fazer de Portugal uma Cuba europeia com uma ditadura comunista que faria do País um estado satélite de Moscovo, para uma imensa maioria silenciosa isso seria uma traição à Pátria. É nesse caldo revolucionário que emerge o movimento Independentista dos Açores, recusando a cubanização do País e destas ilhas sempre leais a Portugal. Mais uma vez os Açores foram a reserva e o santuário de Portugal. Reposta a normalidade, o Poder Constituinte deu letra de lei à Autonomia. Meio milénio de lealdade a Portugal, mais de um século sobre o Decreto Autonómico, quase cinquenta anos de institucionalização das Regiões Autónomas e ainda há quem desconfie dos Açorianos! Será a nossa Autonomia um adquirido? A História não se pode fazer no presente, mas a atual crise, despoletada externamente pela ameaça do Sars-Cov-2, veio dar sentido e profundidade a uma pergunta que devia ser apenas retórica. A resposta é não. Não podemos dar a Autonomia por adquirida. Não sabemos o seu futuro, mas sabemos que já não pode ser a que era antes de 2020. Não podemos antever se irá retroceder ou se dará um passo evolutivo, mas os episódios recentes vieram expor uma desconfiança para com os Açorianos, vistos paternalmente como filhos menores da Pátria, e um desprezo pela Autonomia que julgávamos extinto. A desnecessária afirmação da “continuidade territorial” proferida pelo Presidente da República em uníssono com o Primeiro-Ministro foi um exercício gratuito de machismo alfa dominante que empurrou o Governo Regional para medidas políticas legítimas, tendo a noção da fragilidade da nossa “descontinuidade geográfica”. O Presidente do Governo Regional dos Açores não é um reminiscente Capitão Donatário das Ilhas a mando da metrópole. É mandatado pelos cidadãos eleitores, inscritos no recenseamento eleitoral no território regional, na escolha que fazem dos seus representantes à Assembleia Legislativa Regional, estando assim legitimado por conta dos resultados das eleições ao Parlamento Regional. Tem uma legitimação popular perante os Açorianos que representa, apesar da miopia centralista insistir num despotismo ministerial caduco e num presidencialismo populista retrógrado. Noutros tempos, que importa não esquecer, dizia Nemésio que só a “perfídia centralista outorga carta de colónia às ilhas”. Mas a culpa não é só de Belém e das chancelarias de São Bento. A culpa é também nossa quando transigimos placidamente com um representante da república sem legitimação democrática, nomeado apenas para vigiar aqueles que os Açorianos elegeram! É também nossa quando assistimos como saloios a paradas militares de desproporcionada exibição belicista, como a que encenou o Presidente da República no 10 de Junho de 2018, em Ponta Delgada, a mostrar o poder dissuasor da metralha aos ilhéus. Nesse dia, para que não sobrassem dúvidas, não faltou um desembarque musculado de fuzileiros da Marinha Portuguesa na praia das Milícias! Tudo símbolos possidentes de uma Portugalidade colonial persistente e com cumplicidades insulares. Porém, nesta crise recente, a maioria dos Açorianos recusou-se a alinhar pelo divisionismo, tendo a decência de se reservar a ajustar contas mais tarde, desde logo nas próximas eleições. Na hora certa, a uma maioria absoluta virá à memória o vexame de ver os Açores no banco dos réus, exibidos como bandidos para gáudio dos dignitários da República. Esquecem estes que as animosidades com a República não são apenas prejudiciais para os Açores, mas também para a própria República. Nestas ilhas não faltam serviços da República ao abandono a quem o Governo Regional e os Municípios dos Açores prestam socorro. Servem de exemplo as viaturas que a Região compra para a GNR ou as obras que os Municípios executam nas esquadras da PSP. No reverso do exemplo, a República de um território contínuo no papel, apesar de promessas empedernidas, é incapaz de pôr mãos à obra para o Estabelecimento Prisional de Ponta Delgada, fazendo-nos presumir, como a Nemésio, que ainda “nos tratam como se andássemos de tanga.” Um acinte com a República prejudica todos e ameaça a Autonomia, seja em coisas simples, mas essenciais, como o subsídio de mobilidade para os residentes nos transportes aéreos, seja em última instância em machadadas na Lei das Finanças Regionais. Mas afinal, quem tem medo das Autonomias? Os eternos partidários do absolutismo centralista que Antero de Quental tão bem expôs nas suas causas da decadência dos povos peninsulares. Sem Regiões Autónomas e sem Municipalismo uns poucos seriam mais felizes, mas Portugal ficaria inquestionavelmente muito mais pobre. Nos Açores dignificamos Portugal, mesmo quando Portugal não dignifica os Açores. A Autonomia não é um equívoco, mas um processo contínuo com pergaminhos. Depois do desconfinamento, a bem de todos, venha o desanuviamento entre os poderes instituídos, pois todos temos a ganhar com uma cooperação institucional salutar que justificadamente se retrairá se a crispação se mantiver.

(João Nuno Almeida e Sousa)

in, Açoriano Oriental, 02 de Junho / 2020

açores autonomia ferida osvaldo cabral

Uma Autonomia ferida

Parece cada vez mais consensual que a Autonomia Política que temos não é aquela que todos almejamos.
A constituição de uma CEVERA – a preguiçosa comissão parlamentar para produzir uma reforma da Autonomia – é o exemplo desse descontentamento a nível dos agentes políticos, mas foi preciso uma pandemia para que o povo percebesse que, afinal, quando queremos impor regras cá dentro, em defesa da nossa saúde, o Terreiro do Paço não deixa, alegando a “continuidade territorial” e os travões que a Constituição consagra.
Temos, portanto, uma Autonomia ferida, senão mesmo incompleta, apesar da sua implementação que se confunde com os 16.500 dias de Liberdade, desde Abril de 74.
O mais curioso é que reagimos contra o centralismo conforme os maus humores dos nossos governantes.
Na primeira fase da Autonomia tivemos o protesto original dos “óculos escuros e gravatas pretas”, que depois resultou numa troca de palmadas nas costas e ficou tudo esquecido.
Nesta segunda fase temos uns arrufos e uns recados inflamados, mas depois voltam todos à tradicional submissão a Lisboa e às suas lideranças nacionais.
Faz agora quatro anos Vasco Cordeiro alertou os açorianos para estarem “vigilantes e prontos para os inimigos da Autonomia”, revelando grande preocupação com os “autonomistas de fachada de cá” e pedindo que os açorianos se mantivessem “vigilantes e prontos face aos antiautonomistas confessos de lá”, defendendo, intransigentemente, “a nossa capacidade e o nosso direito de sermos nós, açorianos, os senhores do nosso destino”.
Daí para cá, porque a cor do governo mudou, palmadinhas nas costas…
Nos últimos meses fomos violentamente agredidos na nossa dignidade de escolha perante as provocações de António Costa, Marcelo e o ministro mimado Pedro Nuno Santos.
A submissão com que reagimos a estas atitudes “políticas firmes” diz bem do grau de Autonomia que temos, por mais alertas para estarmos “vigililantes” e sermos “os senhores do nosso destino”.
O Dia dos Açores que assinalamos amanhã nunca foi tão cruelmente representativo como vai acontecer com as cerimónias oficiais, confinadas a uma participação virtual.
Uma Autonomia virtual, que nos vai embalando com o derramar de pacotes de subsídios do Estado e da Comissão Europeia, como vai acontecer mais uma vez, para amolecer os “açorianos vigilantes”.
Até quando não vamos ser senhores do nosso destino?

(Osvaldo Cabral – Diário dos Açores de 31.05.2020)

— with Osvaldo José Vieira Cabral.

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ELIAS PEREIRA E A AUTONOMIA

República…

Hoje, qualquer autonomista é-o mais do que ontem.
É dever do açoriano defender a Autonomia.
A Autonomia Regional constitui uma inovação constitucional no pós Estado Novo.
Os Estatutos político administrativos ficaram aquém das necessidades das ilhas portuguesas.
O Decreto de 2 de março de 1895, resulta do labor e da inteligência dos mais ilustres açorianos mas já vai longe, o desprezo político e o desrespeito pelos ilhéus, algum por culpa própria, têm picos de maior intensidade. Atente-se, em dois exemplos, que valem por outros tantos: o controlo do nosso mar e o benefício na diplomacia externa da Base das Lajes, sem as justas contrapartidas.
Não é este o espaço para dissertar sobre a Autonomia, porém, não se poderá esquecer que as consequências políticas derivadas desta pandemia, constituem uma ótima oportunidade para revogar leis obsoletas que no nosso ordenamento jurídico perturbam gravemente os direitos de açorianos e madeirenses, como se verificou no não bloqueio dos transportes aéreos.
Mas a Nova Autonomia também exige melhores apostas no ambiente e nas produções ao nível da agricultura, pecuária e pescas, que têm que ser mais estruturais e deverão ser uma âncora na nossa economia.
Não façamos novos “ciclos económicos da laranja ou do pastel”.
Por outro lado, a Nova Autonomia, exige uma racionalidade na gestão da Administração Pública, que em tempos de pobreza é um imperativo ético-político.
Veja-se por exemplo que um milhão de portugueses está em lay-off e seria simbólico, mas não insignificante, que o Presidente da Republica, o Primeiro Ministro, “boys and girls” e seus séquitos, renunciassem a uma terço do seu vencimento, ficando em igualdade de circunstâncias daqueles pais e mães sem voz.
Regressando à autonomia, é evidente o divórcio entre o Governo Regional e a República, mas no âmbito da Real Politik, interessa-nos uma união de facto enquanto durar este pesadelo, sem perda da nossa dignidade de açorianos.
O supra é a propósito dos reclusos que foram libertados em consequência da Lei 9/2020 e as respetivas consequências que suscitam as maiores perplexidades.
O Governo da República e o Representante da República foram mal.
A equiparação institucional exige que um Secretário Regional solicite cooperação funcional com o Secretário de Estado, ou no mínimo ao Diretor Geral da Tutela, jamais, aos Diretores dos Estabelecimentos Prisionais, quaisquer que fossem.
A Autonomia, ela própria tem que exigir respeito institucional.
Por outro lado, é compreensível o pragmatismo, a urgência e ausência de formalismo, embora não desejável, o que não impediria uma efetiva colaboração dos órgãos da República.
Em relação à violação das cercas sanitárias, não há que espantar que há várias semanas refletíamos que o apoio das Forças Armadas era indispensável, não só pela carência de agentes da PSP, o seu cansaço pela duração da operação, e também pela quantidade de caminhos secundários e agrícolas, que são do conhecimento de todos e que previam as atuais transgressões, embora não fosse expectável que dois ex-reclusos, chegados de Lisboa fossem uma exceção à quarentena.
Com efeito, visitar familiares não é fundamento para exceção à quarentena.
A História explicará as causas das divergências de Lisboa com os Açores.
No âmbito da continuidade territorial, devem aqui ser exercidos os deveres da República
Fiquem todos bem.

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É JÁ OFICIAL! O VÍRUS VAI PASSAR POR AQUI ENTRE OS DIAS 9 E 13 DE ABRIL…

É JÁ OFICIAL!
O VÍRUS VAI PASSAR POR AQUI ENTRE OS DIAS 9 E 13 DE ABRIL….

Fechem bem as portas e as janelas! E por favor não saiam de casa sem levarem um casaquinho ou uma «suera»….

@ Ryc

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  • Eduardo Sarmento Uma “Páscoa/ressureição” antecipada!!! Afinal o Sars-CoV-2 não é só uma ameaça mortal… também devolve este “morto” à nossa vivência!!!
  • João de Medeiros Porque é que esta figura cargo desprovido de kk poder é k está a implementtar osto nos Açores?

    Liz ArmasLiz Armas replied

    1 reply 1h

  • Luis Fernandes Porque nas antigas colónias era assim que se fazia. Será que os açorianos não reagem a este acto factual de colonização ? Precisamos de um novo 6 de Junho, mas desta vez na Terceira.

José Soares Colonialvírus

José Soares

[email protected]

Colonialvírus

“Foi um gesto responsável da parte de quem, melhor do que

qualquer outsider, conhece ao pormenor o seu berço natal.”

É nos momentos de crise que a tão badalada solidariedade se deve aplicar. Foi isso que o Governo dos Açores tentou com a carta escrita a António Costa pedindo a suspensão das ligações aéreas do exterior com destino aos aeroportos dos Açores, tendo como única finalidade o isolamento do território açoriano, minimizando a contaminação infeciosa que alastra pelo globo.

Foi um gesto responsável da parte de quem, melhor do que qualquer outsider, conhece ao pormenor o seu berço natal.

Foi igualmente um gesto de fidelidade partidária e ideológica, não querendo atuar unilateralmente (podia fazê-lo), para não ser visto ou mesmo acusado politicamente de pessoa demasiado ousada e autónoma para se confiar a nível interno partidário.

Em aspirações políticas futuras para voos mais altos, a demonstração de cega fidelidade é sempre posta à prova, até que se possa ser fiel da balança.

Recorde-se a teia engendrada pelas tarântulas de São Bento e Belém para formatarem João Bosco Mota Amaral, quando este apresentava sinais de revindicações separatistas durante as crises de regime comunista dos anos setenta do século vinte.

Dado o seu alicerçado prestígio açórico, Lisboa começou a temer pela eventual possibilidade de perder a sua joia colonial e o seu único poder de negociação junto de potências como os EUA e, eventualmente, Europa e o resto do mundo.

Foi chamado a reunir com as altas instâncias que logo lhe prometeram mundos e fundos. Uma fracassada pretensão à presidência da república, com três navalhadas nas costas dadas pelo Cavaco Silva nas Caldas e o cargo compensatório de presidente da assembleia da mesma república de 2002 a 2005. O lastro político de Mota Amaral era pesado demais para ser ignorado pelo centralismo. Algumas medalhas ao peito resolveram a dita formatação numa assentada.

Deus lhe perdoe. A ele e a muitos outros…

Podíamos ser hoje um país como Malta, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e outros. Membro da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa), país amigo de Portugal e de todos – mas independente. Membro de pleno direito da União Europeia, tal como a República de Malta com 450 mil habitantes ou a Islândia com 370 mil pessoas.

Com Carlos César a mesma situação. César governou por diversos mandatos e ganhando prestígio logo foi aspirado pelas forças centrais para os comandos do partido socialista.

Costa no entanto, conhecendo o espírito irrequieto de César bem como a sua destreza política, mantem-no sob equilíbrio de banho-maria.

Continua a surpreender-me esta fidelidade medrosa e submissa dos governos que temos tido nas nossas Ilhas, diante de poderes herdeiros de impérios com longo historial de colonizadores e esclavagistas, habituados durante séculos a redimir e subjugar pela força (seja ela qual for) todos os fracos que se lhe opõem.

Assim como não deixa de ser curioso que o Povo Açoriano se deixe levar tão facilmente por retóricas vazias. Já são 600 anos de submissão forçada.

Recentemente, temos a atitude de menosprezo pelas Ilhas Açorianas da parte do ministro dos negócios estrangeiros português Augusto Santos Silva, demonstrada na patética resposta sobre o Acordo das Lajes com os americanos. Nada condicente com o socialismo democrático. Parecem extremistas a falar, quando se trata da política estrutural açoriana ou madeirense. Alberto João Jardim sabia responder-lhes à letra:

“Quem quer Ilhas, paga por elas. Se não quiser, já sabe o que tem a fazer…”.

Até a vigilância constante da parte da nova PIDE do regime português à qual, tal como Marcelo Caetano, apenas lhe mudaram o nome para SIS (Serviço de Informações de Segurança), mantém as Ilhas debaixo d’olho. Esta polícia secreta funciona com um orçamento de 10 a 15 milhões de euros e tem mais autonomia administrativa e financeira do que os Açores e a Madeira.

Com a recente aquisição de supercomputadores, tornam-se mais sofisticados ainda, na subtil perseguição do independentismo insular.

O frágil argumento de António Costa contra o fecho das entradas aéreas no Território Açoriano dececiona uma grande parte do eleitorado que tinha votado nele, a não ser que diga o que disse Rui Rio de “valermos apenas 12 mil votos…”

Como afirmou via Skype para um dos canais noticiosos o Professor Poiares Maduro:

“As ditaduras estão a resolver melhor esta crise”.

Referia-se assim à China, que mostrou grande eficiência no combate à epidemia que a todos assola, bem como deu completa autonomia ao seu território de Macau para que este tivesse a liberdade de se isolar caso o entendesse – o que de facto aconteceu.

Os comunistas chineses ensinaram assim aos democratas portugueses como se deve, sobretudo, salvar vidas em primeira mão.

Não se esqueçam: Lavar as mãos e ficar em casa. Depois se verá…

TAP, continuidade territorial do país E ASSIM SE DESPE UMA AUTONOMIA TÍBIA (título meu)

Como a Sata, para proteger os açorianos na Terceira, não voa de Portugal para a Terceira, a criatura acha que é preciso a TAP garantir as ligações para garantir o princípio do Estado unitário, a continuidade territorial do Estado e a infeção dos açorianos.
Como é que a criatura vai garantir a unidade do Estado, a continuidade territorial e a infeção dos açorianos do Corvo, das Flores, do Faial , do Pico, da Graciosa e de Santa Maria???

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Luciano Melo

António Costa e a sua teimosa preocupação com a continuidade territorial do país com a Europa e do continente português com os Açores e Madeira

“(…) nós temos insistido junto da TAP que é fundamental continuar a assegurar a ligação com estas comunidades [Diáspora e países de língua portuguesa], a continuidade territorial, designadamente com os arquipélagos dos Açores e da Madeira, e em particular, por exemplo, quanto ao caso da ilha Terceira, onde tendo a SATA decidido cancelar os voos para essa ilha é fundamental manter a ligação da TAP de forma a que ilha Terceira não fique privada da continuidade territorial com o conjunto do país”.

Não deve estar a ser fácil ao PGR, Dr. Vasco Cordeiro, relacionar-se com um governo central reactivo e que anda a reboque da pandemia do Covid-19. Parafraseando-o, António Costa está cegando!!!

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Manter a unidade territorial, não criar isolamento. Este é o pensamento e ação de António Costa e Marcelo Rebelo de Sousa para com os Açores, bem manifestado no ponto 3 do artigo 5º do Decreto do Presidente da República, nº 14-A/2020.

A forte recomendação é ou não o isolamento? É o que o Governo dos Açores está a fazer no limite das suas competências, apenas mantendo, através da SATA, um corredor para mercadorias e transporte de pessoas para casos de força maior.

Inaceitável e imperceptível, esta forte restrição em fechar os aeroportos das regiões autónomas. Agora é tempo de nos unirmos, mas não esquecerá.

Não o esqueceremos, senhor primeiro-ministro…

O primeiro-ministro assegurou que a TAP vai continuar a assegurar as ligações aéreas no arquipélago dos Açores, em particular na Terceira, para que a ilha “não fique privada da continuidade territorial com o conjunto do país”.

 

O primeiro-ministro assegurou que a TAP vai continuar a assegurar as ligações aéreas no arquipélago dos Açores, em particular na Terceira, para que a ilha “não fique privada da continuidade territorial com o conjunto do país”.
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PERGUNTO: o Governo Central continuará a BLOQUEAR as JUSTIFICADAS PRETENSÕES dos Governos RegionaiS?

ESTADO DE EMERGÊNCIA
“O Presidente esclarece … e «em caso algum pode ser posto em causa o princípio do Estado unitário ou a continuidade territorial do Estado», frisa. ”
ESPERO, apreensivo, PARA VER se, neste quadro, o Governo Central continuará a BLOQUEAR as JUSTIFICADAS PRETENSÕES dos Governos Regionais e dos povos que eles, directa e legitimamente, representam no que respeita à restrição total do tráfego aéreo não essencial ou de emergência…
Fonte:

Depois de consultado o Conselho de Estado e ouvido o Governo, que se pronunciou em sentido favorável, o Presidente da República enviou à Assembleia da República o projecto de diploma decretando o estado de emergência.

Depois de consultado o Conselho de Estado e ouvido o Governo, que se pronunciou em sentido favorável, o Presidente da República enviou à Assembleia da República o projecto de diploma decretando o estado de emergência.
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ESSA BOCA FOI PARA NÓS AQUI NAS ILHAS E A QUE PROPÓSITO?