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AÇORES VAI COMPRAR VACINAS DEPOIS DA NEGA DO MNE

O governo açoreano vai comprar vacinas contra a covid ao mercado.
Uma opção assumida depois de o ministro dos Negócios Estrangeiros fechar portas à proposta açoreana de pedir aos Estados Unidos vacinas para a região.
Augusto Santos Silva só admite a hipótese se acordada no quadro de negociação da União Europeia.
No entender do vice-presidente do Governo Regional, Artur Lima, esta recusa do governo da república legitima a região a comprar vacinas por conta própria.
Açores. MNE vê compra de vacinas no mercado como "responsabilidade regional"
RTP.PT
Açores. MNE vê compra de vacinas no mercado como “responsabilidade regional”
O governo açoreano vai comprar vacinas contra a covid ao mercado.
Pierre Sousa Lima, Fátima Silva and 17 others
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  • Este atoleimado, nunca aprova nada dos Açores
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  • Acho muito bem contatar diretamente
    Existe autonomia, não?
    👏🇵🇹👏🇺🇸👏
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  • Se as vacinas forem certificadas pela EMA e pelo INFARMED. As vacinas são distribuías conforme à população pelo país todo. Todos somos iguais.
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  • Este Santos Silva não gosta de nós Açorianos!
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PAULO SIMÕES VENTOS UIVANTES

May be an image of 1 person and beard
EDITORIAL
Ventos uivantes
As ilhas portuguesas do Atlântico Norte são de meteorologia e humor imprevisíveis e, por ser assim, os ilhéus sabem que nos Açores e na Madeira manda a lei universal da Natureza. Nem mesmo o simpático e selfie-Marcelo, no seu fato presidencial, escapa aos ventos uivantes das ilhas e a viagem marcada para sexta-feira às regiões Autónomas teve que ser adiada porque o vento madeirense não quis nada com o Presidente da República – talvez um sinal dos Deuses de que a Madeira, tal como os Açores, começa a ficar saturada de uma República que por detrás de um sorriso afável esconde um cinismo genético para com estas ilhas que a custo toleram.
Os Açores e a Madeira são um mal necessário para um país que quer ter uma das maiores Zonas Económicas Exclusivas do mundo, que quer encher o peito com um mar quase-infinito que lhe garante lugar nas principais mesas negociais internacionais. Lisboa vai tolerando as ilhas porque somos uma espécie de “visto gold” para a roda dos grandes. Os mais de duzentos deputados da Assembleia Legislativa, as dezenas de governantes e figurantes do Estado sabem lá o quanto custa viver rodeado de mar e sujeitos aos caprichos da natureza. Sabem lá o que é viver no Corvo, na Graciosa ou mesmo em São Miguel e Terceira. Mas, contudo, são eles que decidem; são eles que mandam; é deles a Constituição. São eles que destinam 2 por centos das vacinas para as ilhas-adjacentes e 5 por cento para os PALOP. Complexo de culpa do Grande Conquistador agora reduzido à sua insignificância geopolítica?
A vinda do Presidente da República para dar posse ao Representante da dita é um bom ponto de partida para que nos revoltemos contra quem nos coarta a liberdade a troco de umas benesses que julgam suficientes para nos manter mansos. Desenganem-se que nestas terras-de-mar habitam bravos que chegada a hora exigirão mais da República. Esta é a altura certa para redefinirmos as regras de um jogo com o tabuleiro sempre inclinado para o lado continental, mesmo quando são as ilhas que conferem dimensão mundial a um país pequenino, entalado entre o grande oceano e a gigante Espanha.
A geopolítica está a mudar e os Açores vão estar de novo no centro do mapa onde se irá disputar o futuro da Europa. Aguardemos , tal como Ulisses, pelos ventos uivantes que se avizinham.
(Paulo Simões)
in, Açoriano Oriental, 07 de Março / 2021
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libertem CASAMANSA

O conflito dura há já 34 anos.
Conflitualidade na Casamança preocupa sociedade civil da Guiné-Bissau
RFI.FR | BY RFI PORTUGUÊS
Conflitualidade na Casamança preocupa sociedade civil da Guiné-Bissau
A situação de guerra na região senegalesa de Casamança envolvendo as Forças Armadas do Senegal e os rebeldes do MFDC preocupa as organizações da sociedade civil guineense. Hoje, um grupo de organizaç…
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TRUMP OFERECE O SAARÁ OCIDENTAL A MARROCOS

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TRUMP DÁ PRESENTE DE DESPEDIDA A MARROCOS
SAARA OCIDENTAL EM TROCA DE RELAÇÕES COM ISRAEL
Trump’s parting gift to Morocco
Washinton Post
David T. Fischer, the U.S. ambassador to Morocco, standing before a State Department-authorized map of the country recognizing the internationally disputed Western Sahara, in Rabat, Morocco’s capital, on Dec. 12. (AFP/Getty Images)
“Morocco recognized the United States in 1777,” President Trump tweeted Thursday, invoking a letter circulated by the then-sultan allowing then-rebel Americans “free entry in his ports,” an edict that is sometimes seen as the first act of formal recognition of the United States.
The appeal to history was the prelude to a proclamation. “It is thus fitting,” Trump wrote, “we recognize their sovereignty over the Western Sahara.”
In a series of tweets, he announced that Morocco had joined the growing list of predominantly Arab countries to establish open diplomatic relations with Israel, and in return, it appeared, the United States would formally recognize Morocco’s claims over the disputed Western Sahara region, becoming the only major world power to do so.
Whatever the centuries-old provenance of the U.S.-Morocco relationship, Trump couldn’t obscure modern cynicism over the transaction his government had engineered.
The Trump administration has prioritized strengthening Israel’s diplomatic position in the Middle East, helping burnish right-wing Israeli Prime Minister Benjamin Netanyahu’s credentials as a regional statesman.
For years, Morocco’s ruling monarchy maintained friendly yet covert ties with Israel, and Israeli passport holders are already able to obtain visas on arrival in Morocco. Yet the kingdom’s leadership needed a popular national victory, such as U.S. recognition of its Western Sahara claims, to assuage public opinion, which remains opposed to full normalization with Israel.
Morocco annexed Western Sahara, a former Spanish colony, in 1975. That sparked a bloody conflict, which left tens of thousands of refugees stranded in desert camps. A United Nations-brokered agreement in 1991 led to an uneasy truce.
Some 38 nations recognize or maintain diplomatic ties with the Sahrawi Democratic Arab Republic, while Morocco’s neighbor Algeria backs and hosts the government-in-exile of the Polisario Front, the armed separatist movement fighting for Western Sahara’s independence.
Even though the United States supported Morocco’s military at the height of hostilities with the then-Soviet-backed Polisario Front, it along with the bulk of the international community maintained a position of neutrality on both sides’ political claims.
That is, until last week. The timing of Trump’s intervention is conspicuous. “Last month, the rebels ended a 29-year-old cease-fire and declared a state of war after they accused Morocco of launching military operations in a buffer zone in the Western Sahara,” wrote my colleague Sudarsan Raghavan. “Morocco said it acted because the rebels were allegedly stopping people and goods, and harassing U.N. peacekeeping troops, which the United Nations later denied.”
It’s unclear to what extent Trump can tip the scales of the current conflict. “What this does is it adds a major world power in support of Morocco’s claims, which is something that Morocco has lacked until now,” said Samia Errazzouki, a former Moroccan journalist and current doctoral candidate who closely tracks the Western Sahara issue, to Raghavan. She added that full American backing of Morocco’s claims complicates hopes for a referendum in the region on its status, as mandated by U.N. Security Council resolutions.
“Without a referendum, it’s going to have an impact on what future steps the Polisario Front and the refugees will take,” Errazzouki said. “And as we have seen in the past few months, war is not off the table.”
There’s no indication yet that other governments will duplicate Trump’s decision. Polisario officials condemned the move, while a statement from the Algerian foreign ministry said it “has no legal effect,” contradicts existing U.N. resolutions about the conflict and “would undermine” international efforts toward producing a “real political process.”
Trump, who is set to leave office next month, may simply be adding to the fires President-elect Joe Biden will try to put out. The declaration “puts the incoming administration … in a bind. Biden could face pressure from members of his own party and foreign allies to walk back U.S. recognition of Morocco’s control over Western Sahara,” noted the Wall Street Journal. “But any reversal of Mr. Trump’s declaration would create friction with both Morocco and Israel, adding to a long list of foreign policy problems Biden must tackle.”
While leaders in Morocco and Israel may hail diplomatic victories, Trump yet again exercised his power to make a determination about land far from the United States in whose inhabitants’ concerns Trump had little to no interest.
“Once again, Trump cedes territory (an executive action on his part without any debate in Congress) which he does not own without even a discussion with, let along an agreement from, the Sahrawi people who have fought long and hard for self-determination,” wrote Nabeel Khoury, a nonresident senior fellow at the Atlantic Council, referring to Trump’s controversial adjudications over the status of territories contested by Israelis and Palestinians. “Trump has once again disregarded three decades of US and UN diplomacy that sought via referendum and consultation to come to a peaceful resolution of the Western Sahara dispute.”
Some Palestinians and Sahrawis have found growing solidarity in a joint sense of abandonment. “Trump’s announcement will strengthen the bonds of solidarity between the Sahrawis and the Palestinians, who were deceived by the fake Moroccan support for the Palestinian cause,” Nazha el-Khalidi, a Sahrawi activist, told the Middle East Eye.
Ibtihaml Alaloul, a Sweden-based Palestinian activist, told the same website that Morocco’s overtures to Israel ought to disabuse Palestinians of whatever support they believe they have from other Arab nations. It also, in her view, highlights the link between the Palestinian and Sahrawi plight. “If not Palestinians, then who are the main nation who should understand this situation?” she asked.
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açores, um submarino e o separatismo despertado

* HISTÓRIA POSTAL AÇORIANA
** Como um submarino acordou o separatismo
O ataque de um submarino alemão à Base Naval de Ponta Delgada, criada em 1917 pelos Estados Unidos, no contexto da I Guerra Mundial, despertou desejos separatistas, revelou, quinta-feira, Álvaro Monjardino, numa conferência na Biblioteca de Angra do Heroísmo.
A ilha foi apanhada de surpresa pelo ataque, que aconteceu a quatro de julho de 1917. A resposta das baterias de costa portuguesas foi um “desastre” e a salvação veio pelo navio americano U.S.S. Orion, que estava no porto para reparações. A população de Ponta Delgada sentiu-se desprotegida, abandonada pelo Governo Português.
“Isto causou uma impressão tremenda em São Miguel, mormente na cidade de Ponta Delgada. Pensaram: Se não fosse esta gente, estávamos aqui à mercê… Deu-se uma coisa complicada. Os jornais começaram, embora com uma certa discrição, porque havia censura, a afirmar que o que nos valia eram os americanos”, explicou, na conferência inserida no ciclo “100 Anos da Primeira Guerra Mundial”, promovido pela direção regional da Cultura, através da Biblioteca de Angra.
A intenção de uns Açores independentes tinha já surgido no século XIX, com contornos mais teóricos. O submarino alemão acordou-os. “Isto teve eco nas comunidades emigradas nos Estados Unidos. Começaram a aparecer lá, nos jornais, referências segundo as quais o que os Açores tinham de fazer era separar-se de Portugal e passar-se para os americanos”, assinalou o advogado, primeiro presidente da Assembleia Regional.
Dali a uns meses, chegou a Ponta Delgada um almirante americano, OwarDunn, que, de alguma maneira, acalentou estes desejos. Já em 1918, passou em São Miguel um então jovem subsecretário da Marinha, chamado Franklin D. Roosevelt.
Uma carta de 1979, enviada a Álvaro Monjardino por um ex-membro da Casa dos Açores do Rio de Janeiro, relatava as memórias de um antigo chanceler brasileiro, Osvaldo Aranha. “Osvaldo Aranha contou que o presidente Roosevelt lhe tinha dito que, aquando da guerra de 1914, tinha, na sua qualidade de subsecretário da Marinha, passado nos Açores, sendo-lhe solicitada uma entrevista com uma proeminente figura da política açoriana, que pretendera recusar, sendo convencido do contrário pelo almirante Dunn”, revelou Monjardino. “Esse político explicou a Roosevelt que os açorianos, sentindo-se sobrecarregados pelo poder central, pretendiam separar-se de Portugal”, acrescentou. Roosevelt recusou a ideia.
O Dr. Álvaro Monjardino acredita que o político pudesse ser José Bruno Tavares Carreiro, até pela proximidade ao almirante Dunn.
Artigo publicado no Diário Insular a 22-NOV-2014
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José Soares A Terceira Autonomia

Peixe do meu quintal José Soares

 

 

A Terceira Autonomia

 

 

Espartilhada, com fortíssimas limitações e condicionalismos, algemada com a corrente constitucional controladora de medos infundados, a Autonomia açoriana irá começar o terceiro período político da sua existência.

Cerca de vinte anos com o Partido Social Democrata de Mota Amaral, passando para os vinte e quatro anos do Partido Socialista de Carlos César, ela vira-se agora ao PSD de José Manuel Bolieiro, no triunvirato açoriano PSD-CDS-PPM, acompanhados por aconchego parlamentar dos Liberais e do Chega.

Com as esperanças renovadas, o povo espera muito da nova chefia democrática que escolheu.

Se na Primeira Autonomia assistimos ao seu nascer e à sua infância, por vezes conturbada por sismos e abalos a que Mota Amaral, sem dinheiros da Europa se teve de confrontar – alguém se lembra do 1º de janeiro de 1980? – com tudo que havia na nova Era que abril trouxera, esta mesma Autonomia, com a idade de vinte anos decidiu sair de casa dos pais e ir à sua vida. Assim foi pela mão de Carlos César, que a desenvolveu e criou nela uma maturidade consciente, adulta e pensante.

Agora, essa Autonomia, ciente que já aprendeu o suficiente para saber o que faz, deixa o tutor de vinte e quatro anos e resolve entrar na grande aventura do desconhecido, com multiparceiros de diferentes ideias e opiniões, que certamente lhe irão continuar a desenvolver o seu grau autonómico num conceito de liberdade, democracia e progresso.

A escolha não foi fácil. Ela sentia-se bem com o regime de César, mas… outros lhe abanaram as ideias e fizeram-lhe crer que havia mundo para além do PS. E havia.

O triunvirato que vai governar os Açores, é o laboratório político que Lisboa espreita e espera, como quem, ansioso e plantado à porta da oficina, olha os cientistas a desenvolverem a vacina política que daqui sairá.

É agora uma Autonomia mais adulta, aquela que olha o seu futuro. Não teme ter escolhido vários componentes ideológicos para governar-lhe os destinos.

Dos Açores saem historicamente as soluções que o retângulo ibérico sempre buscou. E por isso a polémica está em brasa entre os sabichões do país, que agora comentam à esquerda e à direita, o quão amargo é bebermos o próprio veneno. É pior que fel.

Mas se essa Autonomia chegou até aqui, embora limitada, fraca, contorcida e controlada pelo dono colonialista, ela só foi capaz disso porque todos os que a acompanharam, lhe dedicaram trabalho e boa vontade. Com erros, certamente, ou não fôramos humanos! Mas o esforço de a fazer crescer, no meio de tantos adversários e até inimigos da sua existência, compensou inteiramente o olharmos para ela e pensar que valeu a pena. Podia ter sido melhor? Talvez. Mas na mesma proporção, poderia ter sido pior. Seja como for chegamos até aqui.

Já fizemos melhor do que a nossa querida América açoriana, comandada nos últimos quatro anos por um louco excêntrico, perigoso irresponsável, narcisista drogado, que perdendo eleições nega reconhecê-lo até à última.

A transição de poder nos Açores já começou. Os líderes reuniram, de ambos os lados, para que tudo corra normalmente. Assim manda Nossa Senhora Democracia.

Bem sabemos que as máquinas trituradoras de papel sobreaquecem nos vários departamentos públicos. Bem sabemos que concursos à última hora acontecem. O afã é enorme e as preocupações ainda maiores. Em tempos difíceis como o que vivemos, não é fácil arranjar empregos “tão saborosos”. É assim por todo o mundo no render da guarda.

O que interessa, verdadeiramente, é que os Açores possam sair sempre a ganhar. Que o seu Povo usufrua as escolhas que faz na transparência do sistema que ainda estamos a conquistar.

Iremos ter tantas Autonomias, quantas necessárias para sermos verdadeiramente AUTÓNOMOS.

O tempo está do nosso lado.

O importante é continuarmos a cuidar da nossa Autonomia, preparar-lhe o noivado e o seu casamento e depois… ela irá definitivamente à sua vida.