Arquivo de etiquetas: açorianismos azorean terminology

jardineiro açoriano não veste fato-macaco

E eu tenho uma amiga continental que ficou sem jardineiro porque em vez de perguntar ao homem se queria pôr um ” alvaroz” perguntou se não queria pôr um fato de macaco –o homem enfureceu-se — nã sêu ninum macoq–e foi embora

VISAO.SAPO.PT
“O sotaque dos micaelenses é cerrado. É, por vezes, incompreensível. É fechado. As terminações das palavras ‘são comidas’. Eis algumas das frases que nós, micaelenses, ouvimos frequentemente dos açorianos das outras ilhas e dos continentais. Aliás, graças ao sotaque, somos logo identifi…
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José Soares In Trump We Trust

Peixe do meu quintal José Soares

In Trump We Trust

Tal como aconteceu com os dois Bush (pai e filho), Trump está a preparar e a organizar a estratégia de guerra com alguém, algures no mundo. O médio Oriente tem sido o preferido de causa, para a compra e venda de armamento.

Novamente o Irão está na forja e nos neurónios de Trump e seus sequazes, para simular o clássico perigo de “armas de destruição maciça”.

Uma economia que, para continuar a ser dominante global, necessita ser alimentada com algo. Neste como noutros casos, os USA tomaram o gosto pelas guerras. São industrias altamente rentáveis, porque destrói para novamente construir, dando trabalho a muitas empresas e consomem toneladas de armamento de vários tipos ‘made in USA’. E acima de tudo, assegura a supremacia do Ocidente (leia-se USA), tendo o seu poderio destrutivo como elemento dissuasivo.

Por sua vez, o Irão exerce uma grande influência na segurança energética internacional e na economia mundial através das suas grandes reservas de combustíveis fósseis, que incluem a maior oferta de gás natural no mundo e a quarta maior reserva comprovada de petróleo.

No estado do Alabama, 25 deputados masculinos aprovaram uma lei radical contra o aborto a que, cinicamente, chamam Ato de Proteção da Vida Humana. Exceção única na lei será se a vida da mãe estiver em perigo ou o feto apresentar anomalia. Nem nos casos de violação ou incesto será permitido o aborto.

Um dos senadores que votou esta lei, Clyde Chambliss, afirmou: “quando Deus cria aquela vida, aquele milagre da vida no ventre da mulher, não é nosso papel, enquanto humanos, extinguir aquela vida”.

Em 2017, os números indicam que 39,773 pessoas nos EUA perderam a vida por causa de uma arma, de acordo com os mais recentes números do Centro para o Controlo e Prevenção. Quer isto dizer que cerca de 100 pessoas são mortas por dia em toda a nação americana.

Em cada 100 cidadãos americanos, 90 possuem armas. Em 36 dos 50 estados americanos – entre eles Alabama, Alasca e Florida – não é preciso nem sequer registar a arma ou obter uma licença para a posse e o porte. Em 45 estados é totalmente legal exibir armas de cano curto (como pistolas) em público – e em 31 estados não é necessário uma licença para isso. Dezenas de estados, como o Texas, também permitem andar com armamento pesado e armas semiautomáticas. Doze estados, entre eles o Mississípi, também permitem o porte de armas sem a necessidade de licença.

Em 2018, uma pesquisa do projeto Small Arms Survey estimou que existem pelo menos 390 milhões de armas de fogo em poder de civis no país – mais de uma por habitante. O projeto apontou ainda que metade das armas de fogo que pertencem a civis no mundo estão nos EUA, apesar da população do país mal alcançar 5% da mundial.

E com tudo isto resumido, os 25 machos que passaram a lei mais restritiva do país sobre o aborto, argumentam que a vida humana é que está em causa…!

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Arquipélago dos Açores: para bom entendedor, um guia do sotaque açoriano basta

“Tam requim!”, “teso de marreta” ou “não tem tafulho” são apenas alguns dos exemplos dos inúmeros falares açorianos. Para lhe aguçar a curiosidade sobre os regionalismos deste arquipélago, preparamos um autêntico dicionário. Vamos à descoberta?

Source: Arquipélago dos Açores: para bom entendedor, um guia do sotaque açoriano basta

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o dialeto micaelense

Por que razão os micaelenses têm um falar tão distinto, e mais notório, do que aquele que é falado em outras ilhas do restante arquipélago?

A resposta é muito simples:

Em primeira instância, temos a situação geográfica da ilha, e o seu isolamento;
Em segundo lugar, a origem dos seus povoadores e a forte influência francesa, visto S. Miguel ter sido colonizado por um enorme contingente de bretões franceses, e por último, mas não menos importante, a forte influência dos Emigrantes.
Em relação às características do Sotaque Micaelense, a vogal u = (ü) é muito fechada, assemelhando-se ao francês: Exemplos:
uva (üva)
fruta (früta)
cruz (crüs)
azul (azül)

Outra particularidade é a utilização dos ditongos “oi”, “ou” e “ei”, em que se omite a última vogal. Exemplos:
oito (öt)
noite (nöt)
pouco (pök)
deitar (dêtá)

Como se verificou nestes exemplos, é também muito comum não pronunciar a última letra das palavras. Muitas vezes, o “o” é substituído pelo u e em outros casos omite-se a ultima vogal:
avô (avü)
tudo (Tüd)

Outra particularidade é o caso da utilização do som “tch” em algumas palavras, tais como:
leite (lêtch)
pequeno (petchén)

Outras características peculiares do Sotaque Micaelense: A vogal “E” passa para “A”. Exemplos:
Julieta (Juliâta)
A vogal “A” passa para “O”
cavalo (cavôlo)
Também é muito comum em algumas freguesias de S. Miguel não pronunciarem o “Lhe”. Exemplos:
folha (foia), milho (mio)

Outras palavras terminadas em “am”, passam a ser pronunciadas em “im”.
Ex: “Forim e vierim e nada trouxerim”.

Por último, temos a influência dos Emigrantes. Muitas das expressões e vocábulos originais no falar micaelense (que também é comum às restantes ilhas do arquipélago), incluem também termos “americanizados” trazidos para os Açores pelos emigrantes essencialmente dos Estados Unidos e Canadá. Exemplos:

“alvarozes”do inglês (overall), jardineiras
“coxim” do inglês (cushion), almofada
“suera” do inglês (sweater), camisola
“gama” do inglês (sweet gum), pastilha elástica
candilhes, clauseta, pana, vaclina, freeza, mechin, parcar, etc.

Muitas são as expressões e palavras que são apenas utilizadas em S. Miguel, das quais destaco aquelas que frequentemente ouvimos no nosso dia a dia:

Aboiá/Aboá – atirar alguma coisa
Amódes – Está pronto; Em condições
Alevantá – Levantar
Óm – Homem
Ágóra – claro que não
Inrriçár/Intenicar/Ingalinhar – Provocar
Babãn/Bazãn / Babôu – Tolo, parvo
Náiãn/ Zabelãn/ Améla- Homossexual
Féma (do francês femme) – mulher linda
Fémo – homem lindo
Teso da verga/ – perigoso
Blica – pénis
Pegá de cabâça – Enlouquecer
Pintcha – Vagina
Agantá . Aguentar
Desarremate/ desarrematado – Confusão; louco; nervoso
Bagoucha – gorducho
Besuga – mulher atraente
Mafãn/ Canhãn/ Tâst – Mulher da má vida
Ma que sim – parece que sim
Cáiêr / Pofalhêr – rafeiro
Escarrolar – partir, desmanchar
Destarelar/ destarelado – dizer parvoíces; maluco
Estarraçar – Gastar
Vardascar – chicotear
Niquinha – uma coisinha de nada
Riquinho – bonito, mimoso
Correr roupa – passar a ferro
Vento encanado (vent’incanâd) – corrente de ar

Há quem deteste o Dialecto Micaelense, empregando-o com o objectivo de o depreciar. Outros apreciam o falar micaelense e, a todo o custo, tentam imitá-lo, utilizando-o com muita imaginação e humor. O que é certo é que o falar de S. Miguel é uma das marcas culturais do povo micaelense, e dos Açores, sendo considerado pelos linguistas, (a par do Sotaque Terceirense) um fenómeno único e singular no Arquipélago, devendo, por isso, ser respeitado, assim como o de outras regiões e ilhas, pois são estas diferenças que fazem a Língua Portuguesa ser mais rica, porque afinal de contas, ter sotaque não é falar errado, uma vez que podemos falar fluente, sem perder a entoação da língua materna.

 

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Alexandre Miguel

Por que razão os micaelenses têm um falar tão distinto, e mais notório, do que aquele que é falado em outras ilhas do restante arquipélago?

A resposta é muito simples:

Em primeira instância, temos a situação geográfica da ilha, e o seu isolamento;
Em segundo lugar, a origem dos seus povoadores e a forte influência francesa, visto S. Miguel ter sido colonizado por um enorme contingente de bretões franceses, e por último, mas não menos importante, a forte influência dos Emigrantes.
Em relação às características do Sotaque Micaelense, a vogal u = (ü) é muito fechada, assemelhando-se ao francês: Exemplos:
uva (üva)
fruta (früta)
cruz (crüs)
azul (azül)

Outra particularidade é a utilização dos ditongos “oi”, “ou” e “ei”, em que se omite a última vogal. Exemplos:
oito (öt)
noite (nöt)
pouco (pök)
deitar (dêtá)

Como se verificou nestes exemplos, é também muito comum não pronunciar a última letra das palavras. Muitas vezes, o “o” é substituído pelo u e em outros casos omite-se a ultima vogal:
avô (avü)
tudo (Tüd)

Outra particularidade é o caso da utilização do som “tch” em algumas palavras, tais como:
leite (lêtch)
pequeno (petchén)

Outras características peculiares do Sotaque Micaelense: A vogal “E” passa para “A”. Exemplos:
Julieta (Juliâta)
A vogal “A” passa para “O”
cavalo (cavôlo)
Também é muito comum em algumas freguesias de S. Miguel não pronunciarem o “Lhe”. Exemplos:
folha (foia), milho (mio)

Outras palavras terminadas em “am”, passam a ser pronunciadas em “im”.
Ex: “Forim e vierim e nada trouxerim”.

Por último, temos a influência dos Emigrantes. Muitas das expressões e vocábulos originais no falar micaelense (que também é comum às restantes ilhas do arquipélago), incluem também termos “americanizados” trazidos para os Açores pelos emigrantes essencialmente dos Estados Unidos e Canadá. Exemplos:

“alvarozes”do inglês (overall), jardineiras
“coxim” do inglês (cushion), almofada
“suera” do inglês (sweater), camisola
“gama” do inglês (sweet gum), pastilha elástica
candilhes, clauseta, pana, vaclina, freeza, mechin, parcar, etc.

Muitas são as expressões e palavras que são apenas utilizadas em S. Miguel, das quais destaco aquelas que frequentemente ouvimos no nosso dia a dia:

Aboiá/Aboá – atirar alguma coisa
Amódes – Está pronto; Em condições
Alevantá – Levantar
Óm – Homem
Ágóra – claro que não
Inrriçár/Intenicar/Ingalinhar – Provocar
Babãn/Bazãn / Babôu – Tolo, parvo
Náiãn/ Zabelãn/ Améla- Homossexual
Féma (do francês femme) – mulher linda
Fémo – homem lindo
Teso da verga/ – perigoso
Blica – pénis
Pegá de cabâça – Enlouquecer
Pintcha – Vagina
Agantá . Aguentar
Desarremate/ desarrematado – Confusão; louco; nervoso
Bagoucha – gorducho
Besuga – mulher atraente
Mafãn/ Canhãn/ Tâst – Mulher da má vida
Ma que sim – parece que sim
Cáiêr / Pofalhêr – rafeiro
Escarrolar – partir, desmanchar
Destarelar/ destarelado – dizer parvoíces; maluco
Estarraçar – Gastar
Vardascar – chicotear
Niquinha – uma coisinha de nada
Riquinho – bonito, mimoso
Correr roupa – passar a ferro
Vento encanado (vent’incanâd) – corrente de ar

Há quem deteste o Dialecto Micaelense, empregando-o com o objectivo de o depreciar. Outros apreciam o falar micaelense e, a todo o custo, tentam imitá-lo, utilizando-o com muita imaginação e humor. O que é certo é que o falar de S. Miguel é uma das marcas culturais do povo micaelense, e dos Açores, sendo considerado pelos linguistas, (a par do Sotaque Terceirense) um fenómeno único e singular no Arquipélago, devendo, por isso, ser respeitado, assim como o de outras regiões e ilhas, pois são estas diferenças que fazem a Língua Portuguesa ser mais rica, porque afinal de contas, ter sotaque não é falar errado, uma vez que podemos falar fluente, sem perder a entoação da língua materna.

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ir para dentro da fajã

Há uns anos acampei durante uma semana na Fajã de Santo Cristo, na ilha de São Jorge.
Mal terminei de montar a tenda, apareceu-me um senhor a embirrar com o local que eu escolhera. Achava que era muito isolado e tentou por tudo que eu mudasse a minha casa provisória para perto da igreja. Tentei explicar-lhe como pude de que gostava de ali estar. Ele não se convenceu e, durante os primeiros dias em que lá estive, fez de tudo para me convencer a mudar o raio da tenda de lugar.
Quando, finalmente, tolerou a minha teimosia, começamos um diálogo, ao final das tardes, no Café Borges e que se prolongou até ao fim da minha estadia na Fajã.
O Emanuel era um contador de histórias, muitas delas insólitas. Mas era também um artista com laivos de filósofo atormentado.
Foi ele que me explicou o que é “ir para dentro de uma Fajã” e que é muito mais do que uma simples deslocação para um lugar.
Recordo-me muitas vezes desses dias, ritmados pelo nascer e pelo por do sol, sem electricidade e aquele momento em que os geradores arrancavam ao entardecer.
Depois disso, regressei à Caldeira de Santo Cristo algumas vezes, mas sempre de passagem. Nunca mais fui “para dentro da Fajã” e nunca mais vi o Emanuel.
Há uns dias chegou-me este livro. E eu estou tão feliz que o Emanuel tenha conseguido ir para dentro de si próprio com a ajuda da arte e da literatura.
Ele é sem dúvida a “Alma da Fajã”.

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