TANTA GENTE PARA NADA SIDONIO BETTENCOURT

TANTA GENTE PARA NADA O sol a pique no meio desta nuvem de gente. Nunca vi tanta, tanta nuvem de gente, tropeçando nas pedras e nos sinais proibidos,nas línguas de fogo e de fora; no inglês, francês, americano, italiano, no português açoriano. Muito mais gente do que máscaras e óleo de gel. Mãos lavadinhas e sapatilhas para correr, água na mochila, e o dilema entre o céu e as profundezas do mar. Subir a montanha, ver a baleia, e mergulhar na caça ao tesouro. Ontem não havia gente hoje há muita gente e não há gente, para trabalhar. O pão esgotou cedo e hoje é domingo não há cozinheira.. e o melhor é fechar, sim fechar porque há muita gente. Fica a nu a nudez da solidão dos tempos por cumprir.Já não sei se é sazonal ou viral.Pode ser uma crise de crescimento, uma crise de lamúria, uma simples crise de qualquer coisa, mas é uma crise…afinal o futuro era o “Moinho das Galinhas”do avô Papuda, cancelar o barco e diminuir a factura das passagens aéreas. Tanto colóquio tanto aprofundamento da autonomia, tanta discussão para lamentar, e afinal era o moinho, o ex líbiris perdido no juncal da vila. Tanto debate para não haver pão, cozinheira, gente para trabalhar… continuo a preferir o silêncio do pôr-do- sol, e as noites vagas e vazias das ruas sem ninguém…e o muro para ouvir da escuridão a música das das aves nocturnas de sempre, em inglês, francês, italiano.. unhá unhá unhá unhá… Cagarras. Com ou sem barco, com ou sem alojamento, com ou sem carro, com ou sem cozinheira, com ou sem pão, elas as cagarras estão de novo aqui no próximo a ano…grandes clientes da marca Açores. S.B.
Pedro Paulo Camara, Jose Lopes de Araújo and 36 others
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AÇORIANIDADE 4 LIVROS MUITO ANTIGOS

4 LIVROS MUITO ANTIGOS
Entrei há dias na Papelaria Ricardo. Até parece que o José Ricardo estava à minha espera. Veio logo ter comigo com quatro pequenos livros para me mostrar. Achei piada. Eram livros que lá estavam à venda em lugares quase escondidos nas prateleiras. Vou-me referir a eles por ordem alfabética.
ANDRADE, JOSÉ – “SEMENTE”
Este é o primeiro livro escrito e publicado por José Maria de Medeiros Andrade. O escritor nasceu em Ponta Delgada, em 1966 e aquele seu primeiro livro foi publicado em 1982, tinha ele então apenas dezoito anos de idade. Nesse tempo já provara ser um cidadão estudioso e participativo na sociedade. Ainda não havia televisão nos Açores mas isso não era nenhum impeditivo: colaborava no programa radiofónico “Ponto de Encontro” e tinha fundado e co-dirigido os jornais, já extintos, “O Alvo ” e “O Informático” Neste momento, José Andrade é licenciado em Ciências Sociais e integra o quadro de pessoal da RTP/Açores desde 1988. No exercício de sucessivas responsabilidades políticas, tem integrado o Governo Regional e dedicado especial atenção à diáspora açoriana.
Este pequeno livro é dedicado aos pais, aos irmãos, a Victor Cruz (o seu pai na música), a Gustavo Moura, (o pai no jornalismo) e a Cícero de Medeiros, o avô que não conheceu, que foi diretor do jornal “Açores”, então o principal diário do arquipélago.
Nas suas 48 páginas inclui alguns textos e poesias. O texto, “Vidas Salgadas”, já ganhara o primeiro prémio no concurso literário do “Açoriano Oriental”, em outubro de 1981, tinha o autor 15 anos de idade. Outros escritos também tinham merecido menções honrosas e prémios em jogos florais, que testemunham o apego do autor às artes literárias desde muito cedo.
ARAÚJO, JOSÉ MARIA LOPES DE – “OUTONO DA VIDA”
Este livro de poesias foi publicado em 1985, tinha o escritor 66 anos de idade. Ainda era mais novo do que eu e já o “Outono da Vida” se lhe fazia sentir:
“Ai, quanto custa viver,
Contando horas, uma a uma,
Não querendo perecer
Numa esperança que se esfuma!”
É um livro de “lamentos”, sob a forma de quadras, sonetos e outras formas de poemas, que incomoda muito quem também está a passar por esta etapa da vida. Aliás, só a partir de certa idade é que o leitor consegue interiorizar o pensamento do poeta que, em “Nada sei!, diz:
“E nada sei, nada sei!…
Ai quem pudesse saber
Isto tudo, que não sei,
Anos antes de morrer!…”
O livro ainda tem o preço marcado, 350 escudos, e um autógrafo do autor.
BENTO, CARLOS MELO – “HORAS AMARGAS”
Este é um livro quase obrigatório para o estudo da autonomia dos Açores. Foi um tempo em que eu estava em Lisboa a tirar um curso de cultura geral e bibliotecas, idealizado pela Fundação Gulbenkian. Parte desses acontecimentos nos Açores passaram-me um pouco ao o largo e só tive conhecimento deles pelas notícias. É claro que, também para mim, que tinha a minha mulher grávida, as notícias não eram as melhores. A Gulbenkian poderia desligar-se das bibliotecas dos Açores e eu comecei de imediato a magicar alguma alternativa para suprir a falta do emprego, no caso de tudo isso se concretizar. Parte da população do arquipélago só queria a independência e a FLA (Frente de Libertação dos Açores) estava na ordem do dia. A dar mais força a essa reivindicação estava um elemento da CIA, um tal Frank Carlucci, anti-comunista que apoiava Mário Soares contra toda a extrema esquerda portuguesa. Foi mesmo um verão quente, esse de 1975, onde eu fui metido num carro para integrar uma manifestação em Belém. “O Cesto está roto”, referindo-se ao VI Governo, era a palavra de ordem, acompanhada de um autêntico caos que originou até o incêndio de pelo menos um carro elétrico. Altura em que Pinheiro de Azevedo, o Primeiro Ministro, também ameaçou fazer greve. No restaurante da Gulbenkian, que fica no terraço do edifício da sede na Avenida Gulbenkian, acompanhei parte da movimentação que se fazia sentir por ali, porque na traseira da Gulbenkian estava situado um importante aquartelamento do exército. E uma vez fiquei sem jantar, no Lisboa Penta Hotel, por causa do recolher obrigatório até às 21 horas…
Mas, falando do livro, é um retrato do que se passou no seguimento das manifestações de 6 de Junho de 1975. Culminou com a prisão dos “responsáveis” pelas manifestações, detidos na prisão de Angra do Heroísmo no dia 9. Melo Bento faz um relato diário dessas “horas amargas”, depois de uma exaustiva introdução aos antecedentes autonómicos nos Açores. Há duas fotografias incluídas no livro com Almeida e Sousa, Álvaro Moreira, Aguinaldo Almeida, Luis Franco, João Manuel Rodrigues, Manuel de Brum, Reis Índio, José Manuel, Guinod de Castro e Gualberto Cabral, no pátio da prisão à espera de serem libertados, após 15 dias de clausura. Noutra foto estão Carlos Melo Bento, Almeida e Sousa e Vitor Cruz (filho).
FRIAS JÚNIOR, ANTÓNIO JOAQUIM – “LUZ QUE ANOITECE”
António Joaquim Frias Júnior, nascido em 1909, é aquilo que se pode chamar de “poeta popular”. Neste livro publicado pela Nova Gráfica em Novembro de 1982, já lá vão quase quarenta anos, vasa todas as suas criações poéticas, do tipo das cantorias que ainda são muito populares nas festas das freguesias. Emigrou para os Estados Unidos com a sua grande família. em 1955 Um dos filhos, pelo menos, veio a tornar-se rico e famoso: o senhor Frias da Maia.
O livro tem uma introdução de Manuel Cândido, de Vila Franca do Campo, em que deixa algumas reflexões importantes sobre a vida e a obra do autor. “Ao longo dos seus versos o poeta traça a sua biografia. Fala-nos do adeus à terra e da sua vida dentro e fora do torrão natal. E vemos surgir figuras como o Tavares folião, o padre João, a tia Maria Filomena, José da Luz – o amigo que comia chicharro cru, o Covaneiro – vígaro – etc. E lugares, além da Maia e da Lapa [onde nasceu]: a baía, o Pico Alto, o Porto de Cura, o Penedo da Caixa…” – refere Manuel Cândido.
Estes quatro livros vou entregá-los na Biblioteca Pùblica de Vila do Porto, para os eventuais interessados poderem consultar.
You, Luís Botelho, Ângela Loura and 13 others
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CÉSAR E CABRITA POR ANTÓNIO BULCÃO

César e Cabrita
Carlos César acha que tentar retirar vantagens políticas do acidente de viação que envolveu o automóvel oficial de Eduardo cabrita é “imoral”.
O Presidente do PS tem andado relativamente calado. O que, no caso dele, constitui uma enorme vantagem. Sim, porque quando fala muito, diz muitas asneiras e a coisa passa. Dizendo apenas uma asneira de vez em quando, nota-se mais.
Quem pede a demissão de Eduardo Cabrita, não o faz apenas por causa deste acidente. Fá-lo porque o ministro chegou a um estado tão deplorável que já não merece ser de Estado.
Mas os socialistas gostam desta manta corporativista que cultivam desde sempre. Tentam proteger-se uns aos outros, mesmo quando já é óbvio que o visado está condenado. Jorge Coelho verbalizou: “Quem se mete com o PS, leva”. Mas lembro-me igualmente de Mário Soares, quando foi visitar Sócrates à cadeia. “Todo o PS está contra esta bandalheira”, afirmou, antes de chamar malandros aos agentes da Justiça que tinham ordenado e efectuado a detenção e, posteriormente, a prisão preventiva. Grande separação de poderes, na mente de um homem que foi 1º Ministro e Presidente da República… Grande respeito pela Justiça…
César também foi a Évora. Mas preferiu não falar, quando saiu da visita. Só muito depois, quando ficou claro que Sócrates teria mesmo culpas no cartório, é que veio confessar a “vergonha do PS”, que, no caso do arguido, era “maior porque tinha sido 1º Ministro”. Os evidentes indícios da prática de crimes não lhe bastavam, no início. A vida luxuosa que Sócrates levava não insultava a ideologia que diz professar.
Cabrita só sobrevive pela defesa teimosa destes amigalhaços. Lembrando as golas anti fumo que afinal eram inflamáveis, as falhas no SIRESP, sucessivamente ignoradas, e a morte do cidadão ucraniano às mãos de inspectores do SEF, parece miraculosa a sobrevivência deste ministro. Fosse-o de uma governo de direita, e Augusto Santos Silva já muito tinha malhado, ele que “gosta é de malhar na direita”, cerrando fileiras com Costa e César.
Ignoremos, no entanto, estes erros de governação por parte de Cabrita. Fixemo-nos apenas no acidente. Seria suficiente para que alguém exigisse a sua demissão?
Se tiver sido mesmo um acidente, claro que não. Um acidente é um acontecimento casual ou inesperado, provocado de forma não intencional. Viesse o automóvel dentro dos limites de velocidade impostos pelo Código da Estrada, na sua mão, e o trabalhador tivesse saltado para a frente do veículo, de repente e de forma a não permitir qualquer manobra de recurso, era mesmo um acidente e nenhuma culpa haveria a atribuir. Acontece a qualquer um…
Só que há notícias de que o carro seguia pelo menos a 200 km/hora. Na faixa de circulação errada. Que não há rastos de travagem. Não sei se foi assim ou não. Mas, se assim foi, já não é um acidente, mas um homicídio por negligência.
Se tiver havido crime, podemos afirmar que o Ministro é culpado? Só se tiver ordenado ao motorista que excedesse a velocidade permitida, ou apercebendo-se da violação das regras estradais, nada tenha feito para que o seu subordinado as passasse a cumprir.
Não sabendo como as coisas se passaram, limitamo-nos a constatar que o comportamento de Cabrita é muito estranho. Escondeu-se atrás do Presidente da República, atrás do seu próprio estatuto ministerial, fez sair um comunicado em que afirmava não haver sinalização de trabalhos na via e que a culpa foi do trabalhador vítima do embate. Desmentido pela Brisa, que veio dizer estarem os trabalhos devidamente sinalizados, restava a Cabrita fazer o que devia ter feito desde a primeira hora: falar.
Ele é que estava lá. Ele é que viu como tudo se passou. Ele é que tem o dever de contar os factos. E se o carro seguia a velocidade regular, na sua mão, nada tem a temer por falar. Morreu uma pessoa, Senhor Ministro. Que estava a trabalhar. Que tinha mulher e filhos. Mereciam a sua presença no enterro, seja ou não culpado. Chama-se a isto respeito.
A moral é um conjunto de regras, costumes e formas de pensar e agir, que define o que devemos ou não devemos fazer em sociedade. Ficar em silêncio perante uma morte que, com ou sem culpa, foi provocada por um veículo onde seguia, é que é imoral. Não é pedir a demissão de um sujeito que vai à sua vida, como se nada se passasse, e se recusa sucessivamente a esclarecer o modo como ocorreu a morte de alguém que estava a trabalhar numa via sob administração do seu ministério, provocada por um carro em que o próprio ia dentro. Quem, dos que me leram agora, procederia desta forma, com ou sem culpa?
António Bulcão
(publicada hoje no Diário Insular)
Antoaneta Petrova and 14 others
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editorial d eosvaldo cabral

May be an image of Osvaldo José Vieira Cabral and text
4th July
Os EUA assinalam hoje 245 anos da sua independência.
É uma data historicamente comemorada em todo o país, sobretudo em zonas da Nova Inglaterra, onde se travaram grandes batalhas, com especial destaque para a participação de um açoriano da ilha Terceira, Peter Francisco, conhecido na História americana como “O gigante da Virginia”,
Lutou ao lado de George Washington e do Marquês de Lafayette em defesa da independência dos EUA, sendo também recordado, por estes dias, pela enorme comunidade açoriana que reside naquele país.
Desde esses tempos históricos que os açorianos estiveram sempre envolvidos na construção deste país, através das correntes emigratórias, por razões sociais, económicas e familiares.
A nossa relação com os EUA confunde-se, também, com a nossa Hsitória, comprovando-se com a presença de um Consulado nesta Região há mais de 225 anos.
A presença americana na Base das Lajes é outro marco desta relação.
Só que esta relação, nos últimos anos, tem sido profundamente desequilibrada, em prejuízo dos Açores, como se vai vendo pelo jogo do empata sobre a descontaminação dos terrenos na ilha Terceira.
Já percebemos que, com este Governo da República e com um dos ministros dos Estrangeiros mais incompetentes da nossa hsitória democrática, nunca teremos uma revisão do Acordo de Cooperação, como é desejo da Região.
O próprio Plano de Revitalização da Terceira, o célebre PREIT, ficou-se por muitos foguetes e os governantes da altura a apanhar as canas.
Vai ser preciso mais insistência para rever toda esta relação.
Até lá, fica a amizade entre dois povos que a História nunca esquece.
Parabéns

EUA!

(Osvaldo Cabral – Diário dos Açores de 04/07/2021)
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ADIADA BENÇÃO DAS PASTAS aÇORES

https://blog.lusofonias.net/wp-content/uploads/2021/06/a-escola-de-amanha-jose-gabriel-avilaPages-from-2021-06-19-2.pdf
A não autorização da cerimónia da Benção das Pastas dos finalistas da Universidade dos Açores pela Autoridade Regional de Saúde, marcada para amanhã, é uma decisão arbitrária que contradiz a abertura e funcionamento de esplanadas, restaurantes, praias, centros comerciais, frequência às aulas, celebrações eucarísticas, a circulação nas ruas…, sem recurso a testes de rastreio. Aos participantes -alunos e familiares- na “Benção” prevista, inicialmente, para o Estádio de São Miguel, ao ar livre, pelo contrário, exigiu-se – e bem!- a realização de testes de rastreio. Mas, nem mesmo assim… A ARS, certamente, por desconfiar dos testes, decidiu cancelar o evento, sem justificações razoáveis, e propõe o seu adiamento para as “kalendas” de julho(?). Não consigo entender.
You, Luisa Costa Gomes Costagomes and 5 others
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Ministros que “pulam e avançam”

 

 

 

 

https://blog.lusofonias.net/wp-content/uploads/2021/06/ministros-que-pulam-e-avancam-osvaldo-cabralPages-from-2021-06-16.pdf
Ministros que “pulam e avançam”
O líder do PS-Açores, Vasco Cordeiro, disse esta coisa extraordinária, há cerca de duas semanas, num encontro com António Costa na ilha Terceira: “quando os governos do PS se conjugam, na Região e na República, a autonomia pula e avança”!
Certamente no calor do comício o ex-Presidente do Governo dos Açores não se lembrou do tempo em que pediu a colaboração de Costa para fechar os aeroportos, no início da pandemia, e o Primeiro- Ministro simplesmente recusou.
Podia ter lembrado a Costa que a construção da nova cadeia de Ponta Delgada já “pulou e avançou” não sei quantas vezes, encontrando-se em banho maria numa espécie de “Confraria da Bagacina”, como alguém lhe chamou.
Podia, ainda, ter recordado a Costa que foram prometidos três radares meteorológicos para os Açores, mas até agora só chegou um.
Se a memória não fosse tão selectiva podia acrescentar à lista as obrigações de serviço público para transporte de carga aérea, uma promessa do início do mandato de Costa, há cinco anos, e que o Ministro das coisas mortas, o intrépido Pedro Nuno Santos, nunca concretizou.
E podia, também, lembrar as palavras de Costa, quando disse que ia alterar o subsídio de mobilidade, o tal “esquema absurdo e ruinoso para as finanças públicas”, mas passados estes anos todos continuamos todos a pagar este “esquema absurdo e ruinoso” devido à inércia do Governo de António Costa.
Se os dois governos, do PS, “pularam e avançaram”, então é de perguntar porque se queixou Vasco Cordeiro de terem “desaparecido”, neste bom entendimento entre os dois governos, 140 milhões de euros que figuravam inicialmente no Plano de Recuperação e Resiliência.
E eis que chegamos ao cúmulo do “pula e avança”, bem lembrado esta semana pelo Reitor da Universidade dos Açores, relativo ao compromisso do Ministro do Ensino Superior em transferir para a Universidade dos Açores 4,8 milhões de euros, num contrato plurianual, prometido numa reunião com a presença de Vasco Cordeiro.
Perante esta oportunidade de estar olhos nos olhos com António Costa, na Terceira, numa pega de caras, ter-lhe-ia dito que dos 4,8 milhões prometidos há mais de um ano, nem vê-los a “pular e avançar”!
Este Ministro teve o descaramento de, mesmo assim, deslocar-se à
região em Março passado e, metendo os pés pelas mãos, argumentou que não tinha assinado nada, mas continuava à espera que o Conselho de Ministros aprovasse o prometido.
Continuamos sentados e António Costa estava bem sentado, na Terceira, em frente a Vasco Cordeiro, sem que ninguém se incomodasse em perguntar-lhe a razão pela qual o compromisso com a universidade açoriana não “pula nem avança”.
Agora, perto das autárquicas, vem a promessa de que o Governo da República vai nomear um grupo de trabalho para estudar o aumento da pista da Horta.
É só mais um grupo de trabalho, como aquele para estudar a alteração do subsídio de mobilidade, cujos trabalhos nunca chegam ao fim.
E, adivinhem, quem terá nomeado o grupo de trabalho?
Claro, o destemido Pedro Nuno Santos, o tal ministro que gosta tanto dos Açores, que desviou 200 milhões de euros do Porto da Praia da Vitória, para aplicar… na ferrovia.
Outro que “pula e avança”!
****
“PULA E AVANÇA” ANA PAULA VITORINO – Quem vai “pular e avançar” é Ana Paula Vitorino, a inenarrável ex-Ministra do Mar, que guardou no fundo das suas gavetas as propostas dos Açores sobre a Lei do Mar.
Liderou, inclusivé, o grupo de deputados que se revoltou contra a referida lei, avançando com um pedido de veto ao Presidente da República.
A mesma que prometeu transformar o Porto da Praia da Vitória num hub internacional, integrado na rede europeia de portos estratégicos, aquando de uma visita a esta região.
Mal chegou a Lisboa, tratou de chamar chineses e americanos para investirem em Sines e nunca mais se ouviu falar no porto terceirense.
Agora vai ser nomeada reguladora da mobilidade dos transportes, ou lá o que isto seja.
A SATA que ponha as barbas de molho.
É que, com esta senhora, tudo “pula e avança”… à moda do PS.
(Osvaldo Cabral – Diário dos Açores de 16/06/2021)
May be an image of Osvaldo José Vieira Cabral and text
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