ADIADA BENÇÃO DAS PASTAS aÇORES

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A não autorização da cerimónia da Benção das Pastas dos finalistas da Universidade dos Açores pela Autoridade Regional de Saúde, marcada para amanhã, é uma decisão arbitrária que contradiz a abertura e funcionamento de esplanadas, restaurantes, praias, centros comerciais, frequência às aulas, celebrações eucarísticas, a circulação nas ruas…, sem recurso a testes de rastreio. Aos participantes -alunos e familiares- na “Benção” prevista, inicialmente, para o Estádio de São Miguel, ao ar livre, pelo contrário, exigiu-se – e bem!- a realização de testes de rastreio. Mas, nem mesmo assim… A ARS, certamente, por desconfiar dos testes, decidiu cancelar o evento, sem justificações razoáveis, e propõe o seu adiamento para as “kalendas” de julho(?). Não consigo entender.
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Ministros que “pulam e avançam”

 

 

 

 

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Ministros que “pulam e avançam”
O líder do PS-Açores, Vasco Cordeiro, disse esta coisa extraordinária, há cerca de duas semanas, num encontro com António Costa na ilha Terceira: “quando os governos do PS se conjugam, na Região e na República, a autonomia pula e avança”!
Certamente no calor do comício o ex-Presidente do Governo dos Açores não se lembrou do tempo em que pediu a colaboração de Costa para fechar os aeroportos, no início da pandemia, e o Primeiro- Ministro simplesmente recusou.
Podia ter lembrado a Costa que a construção da nova cadeia de Ponta Delgada já “pulou e avançou” não sei quantas vezes, encontrando-se em banho maria numa espécie de “Confraria da Bagacina”, como alguém lhe chamou.
Podia, ainda, ter recordado a Costa que foram prometidos três radares meteorológicos para os Açores, mas até agora só chegou um.
Se a memória não fosse tão selectiva podia acrescentar à lista as obrigações de serviço público para transporte de carga aérea, uma promessa do início do mandato de Costa, há cinco anos, e que o Ministro das coisas mortas, o intrépido Pedro Nuno Santos, nunca concretizou.
E podia, também, lembrar as palavras de Costa, quando disse que ia alterar o subsídio de mobilidade, o tal “esquema absurdo e ruinoso para as finanças públicas”, mas passados estes anos todos continuamos todos a pagar este “esquema absurdo e ruinoso” devido à inércia do Governo de António Costa.
Se os dois governos, do PS, “pularam e avançaram”, então é de perguntar porque se queixou Vasco Cordeiro de terem “desaparecido”, neste bom entendimento entre os dois governos, 140 milhões de euros que figuravam inicialmente no Plano de Recuperação e Resiliência.
E eis que chegamos ao cúmulo do “pula e avança”, bem lembrado esta semana pelo Reitor da Universidade dos Açores, relativo ao compromisso do Ministro do Ensino Superior em transferir para a Universidade dos Açores 4,8 milhões de euros, num contrato plurianual, prometido numa reunião com a presença de Vasco Cordeiro.
Perante esta oportunidade de estar olhos nos olhos com António Costa, na Terceira, numa pega de caras, ter-lhe-ia dito que dos 4,8 milhões prometidos há mais de um ano, nem vê-los a “pular e avançar”!
Este Ministro teve o descaramento de, mesmo assim, deslocar-se à
região em Março passado e, metendo os pés pelas mãos, argumentou que não tinha assinado nada, mas continuava à espera que o Conselho de Ministros aprovasse o prometido.
Continuamos sentados e António Costa estava bem sentado, na Terceira, em frente a Vasco Cordeiro, sem que ninguém se incomodasse em perguntar-lhe a razão pela qual o compromisso com a universidade açoriana não “pula nem avança”.
Agora, perto das autárquicas, vem a promessa de que o Governo da República vai nomear um grupo de trabalho para estudar o aumento da pista da Horta.
É só mais um grupo de trabalho, como aquele para estudar a alteração do subsídio de mobilidade, cujos trabalhos nunca chegam ao fim.
E, adivinhem, quem terá nomeado o grupo de trabalho?
Claro, o destemido Pedro Nuno Santos, o tal ministro que gosta tanto dos Açores, que desviou 200 milhões de euros do Porto da Praia da Vitória, para aplicar… na ferrovia.
Outro que “pula e avança”!
****
“PULA E AVANÇA” ANA PAULA VITORINO – Quem vai “pular e avançar” é Ana Paula Vitorino, a inenarrável ex-Ministra do Mar, que guardou no fundo das suas gavetas as propostas dos Açores sobre a Lei do Mar.
Liderou, inclusivé, o grupo de deputados que se revoltou contra a referida lei, avançando com um pedido de veto ao Presidente da República.
A mesma que prometeu transformar o Porto da Praia da Vitória num hub internacional, integrado na rede europeia de portos estratégicos, aquando de uma visita a esta região.
Mal chegou a Lisboa, tratou de chamar chineses e americanos para investirem em Sines e nunca mais se ouviu falar no porto terceirense.
Agora vai ser nomeada reguladora da mobilidade dos transportes, ou lá o que isto seja.
A SATA que ponha as barbas de molho.
É que, com esta senhora, tudo “pula e avança”… à moda do PS.
(Osvaldo Cabral – Diário dos Açores de 16/06/2021)
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o tunel por osvaldo cabral

 

 

 

ú
Um grupo de cidadãos convocou para hoje uma vigília de protesto, junto ao Palácio de Santana, contra as medidas decretadas pelas autoridades sanitárias para a ilha de S. Miguel.
As manifestações cívicas são actos de cidadania democrática e só numa região em que é raro elas se realizarem é que poderemos estranhar.
Os partidos políticos não gostam deste tipo de manifestações, porque se apoderaram do espaço público e político como sendo apenas dos partidos, torcendo o nariz a quem se atreve ocupar o mesmo palco em nome da cidadania e da participação cívica.
Ficou demonstrado, há pouco tempo, no parlamento regional, quando rejeitaram uma proposta de um outro movimento cívico para alterar aspectos do nosso sistema eleitoral que são autênticos absurdos.
A cultura da partidocracia que se implantou no país não dá espaço a que outros movimentos se introduzam em terrenos que as forças políticas julgam ser apenas delas.
É por isso que o estado da nossa democracia está como está e a participação cívica, especialmente nos actos eleitorais, é aquilo que se conhece.
Todas as medidas restritivas, no combate à pandemia, mexem sempre com muitas actividades e há muita gente que é, naturalmente, prejudicada.
Os governantes e as autoridades sanitárias justificam estas medidas com a defesa da saúde pública, um bem essencial que deve ser protegido com uma boa explicação e muita sensatez.
No processo complicado em que vivemos, há mais de um ano, ninguém está isento de erros. Este governo já os cometeu e o anterior também.
É no equilíbrio e na avaliação dos pró e contras das medidas que elas devem ser aplicadas, acompanhadas sempre de apoios aos sectores prejudicados.
A medida de fechar os restaurantes às 20h parece pouco sensata e as autoridades nacionais já perceberam isso, abrindo a restauração no país, com regras, à excepção dos poucos concelhos onde ainda impera muita transmissão comunitária.
Numa ilha e numa comunidade com a dimensão como a nossa, onde os focos estão identificados, parece pouco sensato aplicar medidas de enorme restrição num concelho, quando no outro ali mesmo ao lado tudo é permitido.
Não é fácil a tarefa dos profissionais de saúde, sobretudo os que estão na linha da frente, como também não o é para quem investiu aquilo que tinha em negócios que apenas têm maior recuperação nesta época de Verão.
Fazer publicidade internacional a apelar aos turistas para visitarem ilhas seguras e depois impor restrições nos lugares mais frequentados pelos mesmos, não parece sensato.
Apesar de tudo – e é o mais importante – é que já se vê uma luz ao fundo do túnel com a vacinação em massa nos Açores.
É verdade que S. Miguel é o caso mais complicado, mas estamos certos que toda a população micaelense seria vacinada mais cedo se a República enviasse o número de vacinas suficiente para a imunidade desta ilha.
Optou – e muito bem – por enviar cerca de 12 mil para as ilhas sem hospital, vários meses depois dos Açores terem solicitado que fôssemos um exemplo para a Europa.
Agora é preciso que continue a corrigir as distorções que criou, enviando o mais rapidamente possível as vacinas e recursos necessários às ilhas maiores.
Ainda há esperança.
Portugal no lodo
Um organismo do Estado mata um ucraniano no Aeroporto de Lisboa e ninguém é responsável.
Morrem mais de 60 pessoas no incêndio de Pedrógão Grande e ninguém é responsável.
A Câmara Municipal de Lisboa envia para a ditadura russa dados privados de activistas russos em Portugal e ninguém é responsável.
É o mesmo país que aprova uma Carta Digital que prevê o regresso da Censura Prévia.
Portugal está no lodo.
(Osvaldo Cabral – Diário dos Açores de 13/06/2021)
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Visit the COVID-19 Information Centre for vaccine resources.
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crónica de josé soares

Transparência José Soares

Mise-au-point

 

Não consta que alguém jamais tenha nascido de fato e gravata ou vestida com chita, cetim, alpaca ou organdi. Todos nascemos em couro vivo. Todos nascemos ‘incourins’.

Junho é o mês da anunciação de um verão profundamente desejado por todo o comércio que [mal] vive quase unicamente do turismo desde o começo dos low-cost em 2014, excetuando as nossas queridas vacas, que produzem 35% de todo o leite nacional e que estão prontas a dar a vida para se transformarem em carne, caso a crise se agude no seu precioso néctar mamário.

É o tempo da esperança renovada para toda a economia insular, depois da tempestade perfeita que a global doença provocou, esperamos nós, se esteja já a deslocar para outros planetas…

A Ilha, seja qual for, impõe por demais a sua insignificância no mercado global.

“…Não temos a peça do carro, mas vamos mandar buscá-la…” ou ainda “…isto vai demorar um mês, porque temos de mandar buscar ao continente…”, ou então “…tivemos isso até a semana passada. Agora estamos à espera que chegue de fora…”.

Esta insularidade que me faz andar d’alma malvestida toda a vida. De fralda turística, que de vez em quando muda o dístico (ou a fralda): Turismo ambiental, turismo paisagístico, turismo de cócoras, turismo de tretas, turismo religioso, turismo do silêncio, da ignorância, do deixa-andar e do desmazelo. Turismo da incompetência, turismo da burocracia e de serviços parasitários de um estado omnipresente em impostos, taxas e tachos.

Agora acontece o turismo doméstico. O governo açoriano colocou uma bomba de 60 euros para os insulares de todas as ilhas acionarem à sua vontade. Vai funcionar? Ninguém sabe ainda, embora a procura inicial de reservas para estas viagens tenha alcançado numa semana cerca de dez mil. Ai do Corvo se todos decidem ir na mesma direção…

Foi uma promessa eleitoral cumprida. Será também uma oportunidade para todos se afirmarem como povo ilhéu, açórico, desnuviando as tentativas de desunir para reinar que tanto vicia a política partidária nacional e insular.

Num modesto aviso à navegação enredadora e intriguista, que passa a efémera existência usando e abusando dos órgãos de comunicação para exibicionismos estéreis. Figuras com mofo estampado pelo tempo, convém dar à memória a elasticidade compreensiva de que este governo tem apenas meses de existência. Que substituiu outro, cujo partido governou um quarto de século as Ilhas açorianas. Tal situação exige de todos, pelo menos, um ano de tolerância imunológica. Nenhuma aceitação completa, mas condescendência tolerável, em prol da unidade insular tão necessitada. Um ano. Deixem-se de recadinhos mandatários. A História também se faz de dignidade. Não apenas de mentira. E é sempre (re)escrita pelos vencedores.

Todos nascemos ‘incourins’.

Teresa Nóbrega* in Diario Açores Pega de cara

 

Teresa Nobrega Pega De Caras

Teresa Nóbrega* in Diario Açores
Pega de cara
É manifesto o desagrado do eleitorado de São Miguel com o
desempenho dos deputados que elegeram, que são recorrentemente
acusados de não defenderem os interesses da sua ilha no parlamento.
A comparação com a actividade parlamentar dos deputados eleitos pelas outras ilhas, com modelos de trabalho adequados às expectativas geradas pelas especificidades de eleitorados muito pequenos, são a causa do descontentamento.
Depois de eleitos todos são deputados dos Açores, e encontrar
soluções para os problemas do seu círculo eleitoral geralmente é
procedimento de bastidores, seja nas comissões do parlamento ou
nos contactos com os departamentos governamentais.
É assim em qualquer democracia.
Mas esta conduta não se compadece com propostas ou actos públicos lesivos dos legítimos interesses do círculo eleitoral por onde são eleitos, como é o caso da transferência do boi de raça anã do Museu Carlos Machado.
O que está a acontecer com a emblemática peça do Museu de Ponta Delgada, única a nível europeu, nunca se passaria em qualquer outra ilha dos Açores, pois os seus deputados e autarcas reagiriam com firmeza.
No Continente seriam os autarcas a reagir de forma indignada.
Em São Miguel as vozes que se levantam são poucas, com muita
gente a colocar em primeiro lugar os seus interesses políticos.
Aqui os autarcas primam pelo silêncio e entre os deputados destaca-se um dos eleitos por São Miguel que reduz o assunto a tricas partidárias.
Este assunto não é político nem partidário, pertence ao domínio
dos direitos de uma comunidade.
É preciso recordar que a direcção do Ecomuseu do Corvo requereu a transferência de património do Museu Carlos Machado ao Governo Regional, afrontando a população da cidade de Ponta Delgada, verdadeira proprietária desse património.
A cedência de peças entre museus é uma prática comum quando
há interesse de ambas as partes.
O Museu Carlos Machado não foge à regra e tem peças noutros
museus dos Açores e do Continente e também no Palácio de Santana.
A diferença é que, com excepção de exposições temporárias, bem
limitadas no tempo, os museus só cedem as peças que são do seu
interesse ceder.
E há fortes razões para que esta peça não seja cedida.
É uma peça doada ao Museu, no século XIX, por um ilustre cidadão de Ponta Delgada, pertence à coleção fundadora do museu,
uma colecção de referência a nível nacional, sendo peças únicas a
nível europeu, quiçá a nível mundial. E quem tem peças únicas não
as partilha, deixavam de ser únicas.
Há também a considerar os riscos de danos irreparáveis durante o seu transporte, que no caso, segundo pareceres técnicos, são
elevadíssimos.
A Secretaria Regional da Cultura mantém a sua posição e vai
abrir concurso público para o cargo de director do Museu Carlos
Machado, mantendo nos cargos todos os outros directores dos museus regionais.
*Jornalista
A autora escreve segundo a anterior ortografia
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    Carlos Melo Bento

    Acho que tem razão. É incompreensível a exoneração do diretor do Museu por defender o património à sua guarda. Penso que o nosso Presidente deveria intervir para pôr ordem nisto.https://blog.lusofonias.net/wp-content/uploads/2021/06/teresa-nobrega-pega-de-caras.pdf

E UM PROVEDOR PARA A VERGONHA? OSVALDO CABRAL

E UM PROVEDOR PARA A VERGONHA?
Quando um governo não consegue ou não quer resolver um problema, cria um grupo de trabalho.
E quando um grupo de trabalho não resolve nada, como é mais do que expectável, cria-se um Provedor.
No país já perdi a conta dos provedores e haverá muitos deles que os cidadãos nem sequer sabem que existem.
Por exemplo, sabe que existe um Provedor da Ética Empresarial e do Trabalho Temporário?
Parece que existe, mas também deve ter trabalho temporário, pois não se lhe conhece resultados públicos.
Os Açores vão pelo mesmo caminho, especialmente com os políticos mais novos, que, sem ideias e criatividade, tratam de copiar os monstros criados pelos Estados grandes.
É o que faz os políticos andarem com as prioridades trocadas.
Se eles andassem mais nas ruas, se falassem mais com os cidadãos, se visitassem as freguesias pelo interior destas ilhas e ouvissem as aflições das populações, os seus principais anseios e prioridades, era isto mesmo que pediriam: um Provedor!…
Em 2010 criou-se nos Açores um Provedor do Utente da Saúde, de quem nunca se ouve falar e poucos saberão que existe ou o que faz.
Foi criado exactamente para o tal objectivo: fazer de conta que resolve os problemas que a governação não consegue resolver.
Curiosamente, desde que foi criado, o número de problemas aumentou, deixando-nos como herança uma lista de espera para cirurgias que não pára de crescer, milhares de açorianos sem médico de família e muitos outros a sofrerem o couro e cabelo para aceder a um médico especialista.
Mas temos um Provedor, para mostrar que somos como os Estados grandes e modernos!
Ao que parece, em 2019 o dito Provedor recebeu 65 queixas dos açorianos que sabem que ele existe e em 2020 foi ainda menos do que isso.
Ou seja, esta figura, que ninguém sabe quanto custa aos contribuintes, deve ter trabalhado 65 dias para despachar as 65 queixas e os restantes 300 dias do ano deve andar pelos corredores a coçar nas amarguras do sistema de saúde.
Ora, isto já vai assim há 11 anos, pelo que havia necessidade de criar mais um Provedor neste “novo tempo” de pluralidade e preguiçosa actividade parlamentar.
Não se cria uma reforma eleitoral, depois de criada uma das tais comissões de trabalho, chumbam-se propostas de alteração eleitoral que mexem com os interesses dos partidos, mas aprova-se, de imediato, mais um Provedor.
Para resolver os problemas prioritários dos cidadãos?
Espera sentado.
Desta vez é para os Animais, que exclui o cidadão comum, este animal de carga de impostos, que agora vai ter de pagar mais uma figura decorativa da poderosíssima administração regional.
Não sei se estão a ver, mas vamos assistir a uma figura, tipo super-homem, que voa de ilha em ilha, ou de porto em porto, para vigiar das condições de embarque dos animais de exploração.
É provável que ainda chegue a tempo de fiscalizar as condições de embarque à volta daquela outra polémica regionalíssima sobre um boi de raça anã.
Tanto trabalho vai ter esse Provedor.
Do modo como isto está a caminhar, era bom que os senhores deputados se debruçassem, para mais três horas de discussão, à volta de mais um Provedor, essencial para todos nós, contribuintes e cidadãos: um Provedor da Vergonha!
****
PROVEDOR COM EXTENSÃO NACIONAL – Já agora, o futuro Provedor da Vergonha, poderá ter extensão ao plano nacional.
Trocamos – acompanhada de caixote de ananases – esta Provedoria pelo Representante da República.
Poderia começar por analisar a pouca vergonha que, semana sim, semana não, vamos assistindo neste país, à custa de um governo que lava as mãos de tudo, que nunca é responsável por nada, e com ministros e secretários de estado que nem para tomar conta de rebanhos de cabras alguém os contrataria.
Nós, por cá, temos animais empalhados que ocupam a preocupação dos nossos políticos, lá fora têm aquele banco, pago por todos nós, que diz que o aval pessoal do presidente de um clube de futebol é apenas uma casa para palheiro, mas mesmo assim concederam-lhe avultado crédito, porque o seu “verdadeiro valor” é reputacional!…
E é nisto que se transformou este país.
Num Estado cujo valor reputacional está ao nível de um palheiro.
****
SATA DÁ-NOS ASAS – Vai por aí uma euforia justificada com as passagens a 60 euros.
Vem na altura certa, no princípio do desconfinamento, pelo que vai ajudar – e de que maneira – a economia das ilhas mais procuradas.
É um excelente barómetro para se perceber quais as ilhas, depois de S. Miguel, com mais procura interna.
Não me admira que Flores, Pico e S. Jorge sejam as mais cobiçadas, curiosamente as que menos atenção têm recebido dos governos em termos de acessibilidades.
Pode ser que agora os governantes abram os olhos.
Bolieiro tem toda a razão: é, provavelmente, a sua “ousadia estratégica” mais emblemática deste mandato que ainda agora começou.
Trata-se de uma autêntica “bazuca” interna que vai revolucionar a mobilidade dos açorianos e é bem capaz de ajudar a atenuar o ressuscitado “bairrismo” incutido por alguns políticos e ajudantes.
E é escusado os detratores inventarem os maiores disparates para rebaixarem a medida.
A SATA não perde um tostão com esta tarifa, “uma vez que a compensação da diferença de receita encontra-se garantida através do diploma que regula a atribuição do subsídio aos passageiros residentes na RAA nas viagens aéreas inter-ilhas”.
E o argumento tonto de que só vão viajar os que têm dinheiro, enquanto os outros que não podem continuam a pagar com os seus impostos, apetece perguntar se as SCUT’s deviam ser pagas apenas por quem tem carro ou se hospitais devem ser pagos apenas pelos doentes…
Ouve-se e lê-se cada uma!
Junho 2021
Osvaldo Cabral
(Diário dos Açores, Diário Insular, Multimedia RTP-Açores, Portuguese Times EUA, LusoPresse Montreal)
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  • Duarte Melo

    Quando falta o sonho,a utopia o olhar o futuro com outro horizonte de justiça e equidade, os provedores nascem,tal salvadores do país das mil maravilhas.Obrigado Osvaldo pela belíssima reflexão,