a Ribeira Grande entende que não precisa de posto de turismo em Rabo de Peixe…

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Joao Amaral

É vergonhoso o posto de turismo de rabo de peixe que é da responsabilidade da CM da Ribeira Grande está fechado à mais de um ano e meio por causa de uma porta partida, um posto que além de turismo emprega uma pessoa com deficiência motora e dá oportunidade aos artesão de R peixe exporem o seu artesanato, há dinheiro para tanto não há para colocar uma porta, tenham vergonha na cara

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OSVALDO JOSÉ VIEIRA CABRAL · Vem aí a artilharia pesada da política

Vem aí a artilharia pesada da política

Desta vez não há desculpas: o PSD-Açores tem um líder eleito por esmagadora maioria, chamou para a sua equipa todas as tendências internas, recuperou a velha guarda, deu um sinal aos mais jovens, traçou as linhas essenciais em que se deve focar e arrumou o machado da táctica impiedosa, em que se tinha tornado o partido, no ataque desbragado contra o principal adversário.
Bolieiro esteve igual a si próprio, para quem segue a sua vida política há muitos anos.
Não galvanizou, não inflamou a plateia, não emitiu os ‘sound bits’ da política costumeira, não gesticulou, não atacou, não levantou a voz, numa só palavra… “foi o Bolieiro”.
É isto que o PSD e os Açores precisam?
Os habitantes do concelho de Ponta Delgada parecem gostar do homem que “não faz ondas” e vive num permanente estado de tranquilidade, equilíbrio e sobriedade na relação com os adversários.
Mas uma coisa é governar uma Câmara Municipal e outra é governar uma região.
E coisa ainda mais diferente é discursar enquanto detentor de um cargo autárquico e outra enquanto opositor e com ambição de destronar o PS do governo.
A postura de Bolieiro pode ser a correcta – a palavra “Confiança” foi bem conseguida para o Congresso -, mas um líder da oposição não pode a vida toda ignorar o principal adversário e não aparecer quando for caso para denunciar os erros da governação.
Alguém vai ter que fazer esse papel de denúncia, de crítica e de vigilância permanente aos erros que o Governo Regional vem cometendo.
O novo presidente do PSD, neste aspecto, prefere outra estratégia.
Escolheu para primeiro Vice-Presidente o rosto que terá esse desempenho.
Pedro Nascimento Cabral é muito mais acutilante e mordaz no discurso e nas apreciações críticas que faz da governação, pelo que estará, certamente, na linha da frente para o combate mais lutador.
Bolieiro vai resguardar-se para aparecer depois como o apaziguador, o homem do diálogo com todos, o bem educado. Lembram-se da “força tranquila” de Miterrand em 1981 e que Soares quis imitar?
O grande risco que Bolieiro vai enfrentar internamente é se não conseguir organizar e solidificar a sua equipa, onde estão representadas todas as tendências internas e gente fiel aos antigos líderes, como Freitas e Gaudêncio.
A equipa de Bolieiro é um “caldo” altamente explosivo se deixar de se focar naquilo que é essencial para o partido e mantiver o jogo preferido destes últimos anos, que é a intriga interna e a distribuição de lugares conforme a clientela e não o mérito.
Aliás, no mesmo dia em que o Congresso decorria no Pico, os militantes confirmavam os sinais de enorme desorientação interna, sinalizando para o público que gostam de ser masoquistas, ao votarem maioritariamente em Rui Rio, o tal que desprezou os votos dos militantes do PSD-Açores, dizendo que não valiam fortuna nenhuma, depois de já ter espezinhado a candidatura de Mota Amaral ao Parlamento Europeu.
Isto diz bem do estado em que se encontra o PSD açoriano internamente.
Neste aspecto deviam aprender com os colegas da Madeira. Por alguma razão são governo há 44 anos e, por cá, estão na oposição há quase 24!
Mais: em dado momento perpassou pelo Congresso uma espécie de mensagem, mais ou menos velada, de que Bolieiro não é para eleger já Presidente do Governo… talvez lá para 2024.
Em matéria de estratégia de motivação e de marketing político, não podia haver pior, mas o masoquismo político que se cultivou naquele partido, nas últimas duas décadas, tem destes deslizes.
Quanto à substância dos discursos, Bolieiro não divagou assim tanto. Escolheu bem os temas, avançou com algumas propostas (umas vagas, outras mais concretas) e avançou com aquele estereotipo das apostas para uma década, que é coisa que não galvaniza ninguém.
Levar um congresso da sociedade a todas as ilhas é uma boa ideia, mas se os sociais-democratas forem os primeiros a desmobilizar, sobretudo por falta de ideias (que é diferente de diagnósticos), não conseguirá recuperar a credibilidade perdida.
Abandonar a presidência da Câmara de Ponta Delgada para se dedicar ao partido é um bom começo e um sinal de desprendimento para o público eleitor, mas a decisão de concorrer sozinho a todos os círculos já parece mais arriscada, por parecer pouco humilde no contexto actual, dispensando o diálogo com outras correntes da oposição.
No cômputo geral, Bolieiro começou bem.
Desta vez não há desculpas.

****

GOVERNAR POR CARTA – José Manuel Bolieiro não é político para que o PS se deixe de preocupar.
Os socialistas sabem como foram derrotados na Câmara de Ponta Delgada, mesmo avançando com ‘pesos-pesados’ do seu vasto leque de recursos.
O que vamos assistir nos próximos tempos, em termos de combate político, vai ser interessante e demolidor.
As sondagens que vão chegando às sedes partidárias e as mensagens de desagrado, nas reuniões internas, vão levar o PS a apostar as cartas todas.
O Governo Regional não vai ter descanso, mesmo sem muita obra ou dinheiro para derramar, mas sabe que vai contar com a artilharia pesada que vem de fora: chama-se António Costa.
Não se admirem que o Governo de António Costa, de repente, comece a olhar para os Açores de outra forma, apostando as fichas todas.
Fê-lo antes das eleições na Madeira (com fracos resultados) e prepara-se para o fazer novamente nos Açores.
Vai começar já em Abril, realizando em Ponta Delgada um Conselho de Ministros, de onde sairão as primeiras ajudas ao camarada Vasco.
Não é por acaso que depois da última reunião de Vasco Cordeiro com António Costa e alguns ministros, em Lisboa, vários secretários regionais também já se tenham deslocado à capital, reunindo assiduamente com ministros e secretários de Estado, para preparar o Conselho de Ministros aqui nos Açores.
É uma espécie de rolo compressor que querem trazer para a região dita autónoma.
Há muita coisa pendente com a República que está a desagradar a Vasco Cordeiro, com muita gente aflita face à atitude de alguns ministros, pelo que esperam pelo remedeio na reunião magna do Conselho, que está ser preparada com pinças.
O último descalabro foi a notícia de que o Governo da República abandonou o investimento no gás natural nos Açores, canalizando as verbas para a ferrovia.
A reacção nas hostes locais foi de espanto, porquanto, segundo rezam as mesmas notícias, a decisão já tinha sido tomada em 2016!
Muitos dirigentes socialistas locais ficaram paralisados e a reacção da Secretária dos Transportes (outra vez ela) é de cabo de esquadra: enviou uma carta ao seu homólogo em Lisboa a pedir explicações.
Estão a perceber a gravidade disto?
Governantes do mesmo partido, que já se reuniram várias vezes depois de 2016, onde é suposto haver uma relação aberta entre governos da mesma cor, já nem por telefone conseguem esclarecer este imbróglio.
Agora é por carta!
Rica Autonomia esta. Rico governo que é este. Desprezado pelos ministros de António Costa, que tomem decisões contra a região e nem se dignam informar os seus congéneres camaradas.
E nem pestanejam!
Depois da “Autonomia Subjugada”, evoluímos agora para a “Autonomia por Carta”.
Onde isto já vai, louvado.

****
PACTOS – A quase nove meses das eleições regionais, em que os partidos vão estar envolvidos num combate eleitoral permanente, Vasco Cordeiro lembrou-se de propor um pacto para mais uma reforma, desta vez a do Poder Local.
Como é que um partido ou um governo, que não consegue há mais de três anos fazer uma reforma da Autonomia, que há mais de seis anos diz que quer mudar o sistema eleitoral e não passa do papel, agora vira-se para outra reforma?
É para criar mais uma CEVERA, entretendo vários deputados em comissões e subcomissões intermináveis, com enormes ajudas de custo, sem que se conheçam resultados?
Para quê mais uma reforma, quando se deixa apodrecer uma outra que há muito devia estar concluída?
E que tal um pacto para reformar a SATA? E outro pacto para reformar a pobreza? E uma reforma para investir mais na Educação? E uma outra para travar os desmandos nas empresas públicas e acabar com a trajectória ascendente do endividamento?
Tanta reforma e tanto papel.
É disso mesmo que os cidadãos contribuintes precisam, de cortinas de fumo para desviar as atenções dos problemas que nos afectam.
Deixem o Poder Local em paz e preocupem-se em governar melhor esta região.

Janeiro 2020
Osvaldo Cabral
(Diário dos Açores, Diário Insular, Multimédia RTP-A, Portuguese TImes EUA, LuisoPresse Montreal)

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ANTÓNIO BULCÃO 2001, na eleição para a Câmara Municipal da Horta.

António Bulcão

Sismos e cismas
Fui o cabeça de lista da CDU em 2001, na eleição para a Câmara Municipal da Horta.
Em plena campanha, bati à porta de um pré-fabricado, numa freguesia rural. Atendeu-me uma senhora que me ouviu respeitosamente, recebeu o panfleto da ordem e a seguir me perguntou: “O que é que o senhor tem para me oferecer?”.
Respondi-lhe que não era eu, era a força política pela qual me candidatava, falei de ideias, de projectos, da necessidade de mudança. Ela deixou-me falar e, no fim, lavrou a sentença: “O senhor até parece boa pessoa, mas o PS vai-me dar uma casa…”.
Depois de umas quantas portas a fecharem-se com a mesma resposta, sendo que uma delas até poetizou que “ninguém muda de cavalo a meio do rio”, senti que a luta continuaria mas que não tinha qualquer hipótese.
A reconstrução imposta pelo sismo de 1998, que arrasara grande parte do Faial, estava em curso. O PS, que era governo há dois anos quando a terra tremeu e mandava na Câmara já antes, tinha-se encarregado de espalhar que era ele, PS, que ia dar casas às pessoas.
Não há ideia que possa competir com tal oferta. Uma casa é uma casa, que diabo…
Esta a primeira reflexão que quero aqui deixar. Não se pode falar em democracia nos Açores. A democracia constrói-se e alimenta-se com o confronto de programas políticos, não com o peso na balança de quem oferece mais, sejam empregos, electrodomésticos, favores, rendimentos mínimos ou até, valha-me Deus, casas…
Não quero com isto dizer que o PSD não tenha agido com processos condenáveis, quando foi poder, entre 1976 e 1996. O que me levou a escrever, ao tempo, sobre a ausência de democracia em muitos domínios, nestas ilhas. Basta consultar os jornais do período, e encontrareis lá a minha voz.
Mas, tenho de reconhecer com enorme tristeza: nunca se atingiu antes um tal grau de abuso como aquele a que assistimos actualmente. Nunca esperei que os meus antigos pares, ao lado dos quais lutei para derrubar o PSD, fizessem igual ou pior para manter o poder.
A forma como governos dos dois partidos trataram o sismo de 1980 na Terceira e o de 1998 no Faial, é exemplo ilustrativo do que supra defendi. Vejamos as principais diferenças.
1 – Mota Amaral partiu do princípio de que “o Governo não é para fazer tudo”. Ajudou, de diferentes formas, mas foi a sociedade civil que se mobilizou na tarefa da reconstrução. Carlos César decidiu que o seu Governo é que ia reconstruir, afectando milhões do erário público a tal empreitada.
2 – O governo PSD decidiu ajudar apenas os proprietários dos imóveis danificados ou caídos. O governo PS preferiu presentear não apenas proprietários, mas também arrendatários e, até, comodatários. Enquanto na Terceira os contratos de arrendamento cessaram, por caducidade, no Faial quem era arrendatário viu-se com casa nova e quem tinha casa apenas emprestada também.
Não me alongarei noutras diferenças, como a que separou o GAR do CPR, ou a rapidez de uma e a demora de outra reconstrução.
Mas pergunto-me: qual a razão que levou o PS a não seguir, pura e simplesmente, o modelo de reconstrução terceirense, implementando-o no Faial. Se tinha corrido bem, terá sido apenas para não copiar o que havia feito o PSD? Terá sido por imaginar mais “socialista” a sua decisão reconstrutora?
O PS, para aumentar as suas falanges de apoio, criou uma tremenda injustiça de tratamento entre povos de ilhas diferentes, numa tragédia que era igual.
Rezemos todos para que nenhum sismo da intensidade dos anos de 1980 e 1998 atinja São Miguel. Por razões humanitárias, desde logo. Mas, se tal vier a acontecer, como será a reconstrução da ilha maior? Que modelo seguirá? Se for ainda o PS a governar, que Deus nos valha, se quiser replicar a solução faialense à escala micaelense.
Nem imagino quantos orçamentos regionais seriam precisos para reconstruir a Ilha Verde, sem fazer qualquer obra nas outras oito…
António Bulcão
(publicada hoje no Diário Insular)

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o-futuro-dos-açores-é-fraco e a terceira-via-da-autonomia-açoriana

Terceira Via Da Autonomia Açoriana Pages From 2020 01 19 2

e ainda

O Futuro Dos Açores é Fraco Pages From 2020 01 19

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vamos atualizar a BGA Bibliografia geral da açorianidade

https://coloquios.lusofonias.net/projetos%20aicl/BIBLIOGRAFIAS.htm

no portal da AICL meteu-se provisoriamente uma nova versão 2019 da

BIBLIOGRAFIA GERAL DA AÇORIANIDADE que pode ser consultada em

https://coloquios.lusofonias.net/projetos%20aicl/bibliografia%20lusofonia%20online.docx
ou https://coloquios.lusofonias.net/projetos%20aicl/bibliografia%20lusofonia%20online2019.pdf

se conhecer obras relativas aos Açores , autores açorianos ou açorianizados, etc. pf indique-nos para a atualizarmos

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ricas prendas Osvaldo Cabral

Ricas prendas

A quadra festiva foi generosa em ricas prendas no nosso esmirrado espaço político regional.
Os nossos poderes políticos nunca param de nos surpreender e são mesmo uma rica fonte de inspiração crítica.
Os últimos meses foram de abundância natalícia ao fornecer-nos indicadores sociais e económicos tão pavorosos que até envergonham a vaquinha e o burrinho junto à manjedoura.
Mesmo assim, há quem veja nas estrelas “o bom caminho”, depois da chegada, esta semana, dos três Reis Magos, que vão despejar ouro, incenso e mirra no nosso dromedário aéreo, que também passa a ter duas ‘bossas’. À frente explico a metáfora.
Vamos então às ricas prendas deste Natal.

RICA PRENDA 1 – A visita de Marcelo veio confirmar aquilo que há muito se vem assumindo no quadro institucional da nossa região: o ‘Dono Disto Tudo’ é o Governo Regional e o primeiro órgão de soberania autonómica, que é a Assembleia Regional, sufragado directamente pelos eleitores, é remetido ao papel que há muito a sua Presidente e os seus deputados lhe atribuem: papel de embrulho!

RICA PRENDA 2 – No dia seguinte ao Natal ficou-se a saber que o nosso governo, numa atitude de caridade propícia à quadra, decidiu “reforçar” o capital social da Lotaçor… em 350 mil euros!
Ainda pensei que, atordoado com a temporada do “menino mija”, o nosso governo terá confundido a quadra natalícia com a quadra carnavalesca.
Com que então 350 mil euros para uma empresa que, a 30 de Junho, tinha um valor de activo de quase 40 milhões de euros (claro que quase 15 milhões são de participações noutras empresas, como a famigerada Santa Catarina, sem qualquer valor próximo destes milhões, sendo 3,5 milhões de clientes), com um capital realizado de cerca de 13,5 milhões, que compara com resultados transitados de 19,7 milhões negativos, com 32 milhões de passivos financeiros, mais 660 mil euros de capitais próprios e 6,5 milhões de outras variações de capital próprio, que eram 8,2 milhões em Dezembro de 2018.
Ora, perante este cenário calamitoso, numa empresa que não tem um buraco, mas sim uma cratera enorme só na Fábrica de Santa Catarina, 350 mil euros é, no mínimo, ridículo para consolidar tamanho desmando.
Lê-se e parece gozo.
Mas esta semana o comunicado do Conselho do Governo confirma.
É mesmo gozo.

RICA PRENDA 3 – Finalmente vieram a público as perturbadoras contas das empresas públicas relativas ao terceiro trimestre. A destempo, como interessa ao governo, porque as más notícias nunca se dão a tempo.
É mais uma prenda natalícia caída no sapatinho dos dois palácios cá do burgo governativo, enrolada em papel de polímero natural, mais conhecido por papel celofane, para brilhar mais do que o imenso carvão, bem negro, que a chaminé palaciana deixou besuntar.
Bonito trabalho que está ali feito: os hospitais a deverem já tanto como a SATA e a SATA a não atinar com voo sem turbulência no pico do Verão, mesmo aumentando as receitas.
O que é extraordinário no meio disto tudo, é que há poucos meses o Presidente do Governo Regional, Vasco Cordeiro, secundado pelos seus fidelíssimos deputados, prometeu “bons indicadores” e que estávamos “no bom caminho”.
Ora, as contas da SATA em 2019 vão ser tudo ao contrário do que prometeu o governo, os deputados do PS, a anterior administração, a secretária dos Transportes e por aí fora.
Fomos todos enganados e ninguém é responsável?
Nem uma assumpção de culpas?
Noutro presépio a sério, muita gente já tinha caído da manjedoura.

RICA RENDA 4 – Há empresas públicas, como a Sinaga, que já recebem mais subsídios do que as receitas do que produzem.
É a modalidade regional – muito agora em voga na banca – de criar “estabilidade emocional”…

RICA PRENDA 5 – Aí está a nova administração da SATA. E que administração!
No meio de 1.300 funcionários da empresa, ninguém habilitado para funções no corpo administrativo. É obra!
Em duas comunicações públicas, para anunciar os novos administradores, o Governo Regional escondeu, sorrateiramente, dois pormenores que fazem toda a diferença.
Na primeira, omitiu que o Presidente Luís Rodrigues só assumiria o cargo a tempo inteiro depois de terminar o período académico, lá para o final do Verão.
Esta semana, ao anunciar os outros dois administradores, volta a omitir as últimas funções desempenhadas pelo administrador Mário Chaves, enquanto Presidente da Transportadora Aérea de Cabo Verde, onde fez um trabalho de “limpeza” que deixou muitos caboverdianos de cara à banda.
Está visto quem é que vai assumir a presidência da SATA, pelo menos até ao Verão.
Mas há mais: o novo administrador é consultor e estratega da Icelandair, a mesma que se candidatou sozinha à compra dos 49% da Azores Airlines, concurso que só não avançou porque a Icelandair pretendia comprar os 49% por tuta e meia e o governo despachou o imbróglio com aquela trapalhada à volta de uma criativa fuga de informação por parte do parlamento regional.
Temos, então, sem necessidade de concurso, a Icelandair a tomar de “assalto” a gestão da SATA.
Oxalá que tudo corra bem e é muito provável que, daqui a uns tempos, estejamos todos a viajar em aviões da Icelandair e até da Binter. É só ver o que aconteceu em Cabo Verde…
Muita sorte para todos, mas cá para mim o governo, já em desespero, deixou-se sentar num barril de pólvora.

Bom ano.

Janeiro 2020
Osvaldo Cabral
(Diário dos Açores, Diário Insular, Multimédia RTP-Açores, Portuguese Times EUA, LusoPresse Montreal)

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