esa é a flor dos açores

A verdadeira Flor dos dos Açores!!
Que a maioria das pessoas não conhecem.
Aparece muito na beira mar de todas as ilhas dos Açores.
A única espécie integrada no género , a Azorina vidalii(H.c. watson) Feer, endêmica dos açores , onde aparece nas falésias costeiras e nas zonas de rocha basáltica fortemente expostas ao mar .Está protegida pela convenção de berna e pela Directiva Habitats da União Europeia .
O género foi descrito por Heinrich Feer, o que levou á autonomização da A. Vidalii do género campanula onde fora integrada Hewett cottrel watson a quando a sua descrição no Bot .Jahrb Syst .12: 611 em 1890.Texto copiado por Nélia Araújo
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Tomás Quental and 2 others

ATUALIDADE – Açoriano, Luís Filipe Borges, transforma jovens Psoriáticos em atores de gabarito Mundial. (c/vídeo) – Rádio Ilhéu

PSOPORTUGAL LANÇA SÉRIE HUMORÍSTICA NO DIA MUNDIAL DA PSORÍASE A série mais inesperada de sempre irá ver a luz do dia

Source: ATUALIDADE – Açoriano, Luís Filipe Borges, transforma jovens Psoriáticos em atores de gabarito Mundial. (c/vídeo) – Rádio Ilhéu

o grito d eIpiranga do Corvo

CONFIANÇA NA MUDANÇA
Este é o último dia da atual campanha eleitoral. Estamos, agora, a eliminar todas as desvantagens que identificámos – para a ilha do Corvo e para o conjunto da periferia açoriana – nos anos de oposição. Em apenas 10 meses já se conseguiram muitas coisas:
Acabou-se com a irregularidade do transporte marítimo de mercadorias para a ilha do Corvo. Fomos buscar um barco ao “outro mundo”, apesar dos constantes boicotes de muita gente interessada em impedir o fretamento do navio. Fizeram tudo para impedir a concretização de uma solução.
Conseguiu-se a independência da ilha do Corvo em todos os serviços periféricos da administração regional. Este facto constituiu uma espécie de segundo “Grito do Ipiranga” da ilha do Corvo. As decisões que nos dizem respeito tomam-se agora na ilha do Corvo. Somos, neste momento, donos do nosso destino.
Resolveu-se o problema do transporte de gado; dragou-se o porto da Casa; comprou-se um veículo pesado para resolver o problema do transporte de contentores e dos resíduos; adquiriram-se cisternas para o transporte de combustível; repararam-se as luzes do muro-cortina do porto da Casa, substituíram-se as cablagens, recolocaram-se as ligações para os contentores de frio e colocou-se um poste com três projetores; iniciou-se, finalmente, o desmantelamento da montanha de lixo acumulada ao longo dos últimos 5 anos.
Já se pagou à SATA a obra de “Ampliação da Aerogare e do Quartel de Bombeiros da ilha do Corvo”. Mais de 4 milhões de euros. Garantiu-se um investimento de cerca de 3,5 milhões de euros para implementar a produção de energia elétrica a partir de recursos renováveis.
Estão concluídos os projetos – que avançam nos próximos meses – para a requalificação da Unidade de Saúde do Corvo, da gare marítima, do refeitório e sala de apoio para a terapia da fala na Escola Básica e Secundária Mouzinho da Silveira, do Miradouro das Eiras do Maranhão e a requalificação do Miradouro do Caldeirão.
Planificou-se o mais ambicioso programa de sempre de deslocação de médicos especialistas à Unidade de Saúde da Ilha do Corvo e iniciou-se já a renovação dos equipamentos médicos e hospitalares, a começar pela aquisição do digitalizador do equipamento de raio-X.
Garantiu-se a vacinação de quase toda a população da ilha do Corvo, ainda no mês de março, de forma a proteger a nossa população, isto tendo em conta o nosso isolamento e vulnerabilidade das nossas infraestruturas de saúde. Assegurou-se a contratação de mais um enfermeiro para a Unidade de Saúde e autorizou-se a contratação de outro para o lar de idosos, assim como a contratação de um psicólogo e de um terapeuta da fala.
Recuperou-se o edifício Multiusos (que deixou de ser uma espécie de armazém) e iniciou-se uma ambiciosa programação cultural. Adquiriram-se mais três edifícios para o Ecomuseu, que vão albergar coleções etnográficas, lojas de ofícios e outras valências de grande interesse.
Construíram-se novos balneários para a equipa de futsal do Corvo e adquiriu-se um vasto conjunto de material desportivo.
Depois de uma intervenção arqueológica, planifica-se já a recuperação do moinho do Caldeirão, assim como a reconstituição do engenho de pastel do Corvo, que data do século XVI.
Está, também, concluído o importantíssimo projeto de estabilização da falésia adjacente ao porto da Casa, que contará com um passeio marítimo. O porto da Casa adquirirá, assim, um aspeto magnífico.
Está a ser concebido um ambicioso plano de melhoria e ampliação dos caminhos de penetração agrícola, assim como a construção de mais reservatórios e a reparação dos existentes.
Tudo isto foi feito em apenas DEZ MESES.
DEZ MESES!
A coligação que governa os Açores tem, por tudo isto, legitimidade para pedir aos corvinos um voto de confiança para passar a dirigir a Câmara Municipal do Corvo. Já se demonstrou que somos capazes e que não nos falta determinação para mudar as coisas.
Pretende-se, sobretudo, assegurar a execução do processo de regeneração urbana da zona classificada da Vila do Corvo, de forma a resolver o problema da habitação e da falta de mão de obra, que constituem os principais problemas que colocam em causa o desenvolvimento da ilha. Serão ainda lançados, de forma muito determinada, um grande conjunto de ações nas áreas do saneamento básico, economia local, saúde, emprego, coesão social, agricultura, pescas, turismo, recuperação demográfica, educação e cultura.
O Governo Regional tem procurado, de forma abnegada, a colaboração com a Câmara Municipal. Uma Câmara Municipal com tão poucos recursos necessita do apoio permanente do Governo Regional. Um projeto político com a ambição e a grandeza que se projeta para a ilha do Corvo, pressupõe uma relação e uma lealdade institucional impecável. O município tem de ser dirigido de forma dinâmica e competente. Com vontade e predisposição para trabalhar em conjunto com o Governo Regional. Com vontade e capacidade para unir o Povo do Corvo.
Confiem. Não vos desiludiremos.
Viva o Corvo!
(Tendo em conta a legislação em vigor, não é possível a publicação de comentários a partir do final da noite de hoje, dia 24 de setembro de 2021)
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  • Manuel Serpa

    Muito bem excelente trabalho, em 10 meses! que o PS nunca conseguiu fazer em 25 anos….! É obra de quem tem capacidade, para resolver isto tudo em tão pouco tempo. Força amigo, grande abraço.

ANTÓNIO BULCÃO, MEMÓRIAS DA PRAIA

Vivo na Praia da Vitória desde 2010. Já antes, quando vivia em Angra do Heroísmo, a Praia fez parte da minha vida profissional, já que fiquei colocado em Quadro de Zona Pedagógica na Escola Secundária Vitorino Nemésio, tendo também sido advogado da Câmara Municipal durante quatro anos.
Em termos culturais, vi várias “Praias”. A Praia sem grandes infraestruturas, apenas com o Salão Teatro Praiense e pouco mais, e a Praia do Auditório do Ramo Grande e da Academia da Juventude.
Com enorme pena, depois de fixar residência no concelho, tive como certo que, culturalmente, a Praia estava muito mais pobre.
Bastantes anos antes, tinha assistido a concertos fantásticos, com o melhor que há no Mundo, quer no “Jazz-Sons de uma longa história”, quer em várias edições do Festival do Ramo Grande.
Obviamente resultou esse período áureo do regresso de Luis Gil Bettencourt, da sua enorme capacidade de produção e de realização, das amizades e contatos privilegiados que tem na área musical.
A verdade factual é que a Praia atraía gente de Angra do Heroísmo, de outras ilhas e até do continente, povoando-a de vida e de alegria, que muitas vezes durou até o sol raiar. Felizes, entre o bife ou a carne assada do Garça e o Salão Teatro Praiense, milhares de pessoas povoaram a Praia e juravam não faltar por nada ao próximo evento.
Eu próprio me envolvi nessa dinâmica saudável, escrevendo os assuntos de dois bailinhos de pandeiro para a FUP e neles representando como ator, ao lado de muitos seres humanos fantásticos, dos quais recordo o Chico do pandeiro, o Escudinho e o Eugénio Azevedo, que depois seria meu vizinho no Cabo da Praia.
Não é tão estranho, a Praia com meios mais pobres ter tido mais vida cultural? Não é triste que o velhinho Salão Teatro Praiense abarrotasse de gente e as modernas infraestruturas como o Auditório do Ramo Grande muitas vezes estejam às moscas, no caso da Academia sendo maioritariamente povoada por casamentos e batizados? É como se um Ferrari andasse mais devagar que um Fiat 600.
A situação a que a Praia chegou tem culpados. Maus gestores, gente sem visão sequer de presente quanto mais de futuro, trouxeram esta terra ao marasmo em que se encontra.
Tentei fazer a minha parte, como sempre fiz em todas as terras onde vivi. Dei concertos, participei noutros com os mais variados fins, escrevi os assuntos dos bailinhos da Vitorino, produzi “A Noite da Vitorino”. Sempre graciosamente. Haverá quem se lembre.
Mas, se daqui a oito dias, a maioria voltasse a votar no PS, que levou a Praia ao estado triste em que se encontra, teria de revisitar um poema de um grande poeta terceirense, que musiquei e canto: Marcolino Candeias, que escreveu “Mas se tenho de partir, que novo eu parta, é talvez bem melhor do que ficarem, meus pés no cais chumbados em argola, meus olhos no horizonte ao sonho a velejar”.
Os praienses têm alternativas. Mudar é urgente. Sobretudo depois do processo inqualificável que levou ao afastamento de Tibério Dinis, para dar lugar a outro em quase tudo parecido com ele. Parece brincadeira de crianças. Só que o brinquedo deles e dos seus interesses pessoais e partidários é demasiado importante para que fique calado à espera dos resultados.
Pronto, aqui fica a minha declaração. Sempre fui de dizer o que penso, sem rodeios e de forma a que toda a gente entenda.
Já ouço alguns foguetes e o coro no refrão “não farás falta nenhuma”. Só espero que seja o canto final de uma minoria.
António Bulcão
Miguel Sousa Azevedo, Antoaneta Petrova and 48 others
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  • Jose Afonso Xavier

    Espero bem, amigo Bulcao, que alguém tenha a ombridade de te ler antes do próximo domingo.

    Um abraço

    grande para ti

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    • 1 m

OS PLANOS POR SANTOS NARCISO

Nota de Abertura da autoria de Santos Narciso:
Para além dos Planos…
Na passada Sexta-feira foi apresentado na sede da Junta de Freguesia de São Pedro de Ponta Delgada um pequeno livro do fotógrafo João Freitas sobre a história da Ermida da Mãe de Deus e da saga da sua construção por volta de 1533 até à sua demolição em 1917, em plena Grande Guerra e posterior edificação do actual templo, inaugurado a 25 de Março de 1947, dois anos depois de II Guerra Mundial que fez com que o espaço voltasse a ter uso militar e de defesa de Ponta Delgada.
Como se infere do livro, bem como das intervenções proferidas na sua apresentação, mais do que a ermida propriamente dita e que em si encerra alguns elementos patrimoniais que importa preservar e reparar, está em causa todo o espaço envolvente de uma das zonas mais emblemáticas da cidade de Ponta Delgada e que tem sido vítima de profundo esque- cimento e indiferença das autoridades, apesar de diversos alertas e pedidos de intervenção quer da parte das sucessivas Juntas de Freguesia de São Pedro, quer de muitos cidadãos em intervenções públicas e escritos na imprensa local.
O lugar é tão emblemático que ainda há dias, o grande escritor brasileiro Assis Brasil, Professor da Pontifícia Universidade de Rio Grande do Sul e autor de 67 livros, escreveu no II Volume de “Viagens”, editado pelas Letras LAVAdas, que, num próximo regresso a Ponta Delgada, apesar da sua idade, uma das coisas que quer fazer é tentar subir de novo até à Ermida da Mãe de Deus. Isto para dizer que quem ali sobe, jamais esquece.
Curiosamente, e mesmo em tempo de campanha eleitoral, ainda não ouvimos nenhum candidato a Ponta Delgada referir-se, em concreto àquele espaço e ao aproveitamento que lhe pode ser dado, para que tenha vida social e segurança e deixe de ser a zona problemática que tem sido.
Embora muitos, dentro da própria Câmara pareçam pretender fazê-lo, não se pode esquecer que já houve várias tentativas para revitalizar aquele espaço, respondendo ao conceito segundo o qual o património não é uma coisa estática porque até mesmo um museu não é um depósito de coisas passadas. No ano 2003, o grande arquitecto de renome internacional, Bernardo Rodrigues, com projectos concretizados em várias partes do mundo, apresentou um esboço de aproveitamento turístico, com livraria, cafeteria, esplanada e restaurante panorâmico, na encosta da Mãe de Deus, com o mínimo impacto visual, mas capaz de dar vida a toda aquela zona que bem precisa. Por motivos que desconhecemos, ficou tudo na gaveta das intenções e hoje temos que aquilo que poderia ser um ponto turístico de excelência, continua a ser um lugar ermo e problemático, por não ter vida religiosa nem eventos sociais que ali se possam desenvolver.
Há pouco tempo foi apresentado o Manifesto “Reinventar a Estratégia Urbana de Ponta Delgada” (REU-PDL), que lemos com toda a atenção. Trata-se de uma base de trabalho, a ter em conta no futuro, mas que pouco ou nada tem de concreto, tal como praticamente nada ainda se viu em resultado do Programa Estratégico de Reabilitação Urbana (PERU), nem dos pomposamente chamados “Programa Estratégico de Reabilitação Urbana do Centro Histórico/ São Gonçalo/ Calheta”, e os de igual denominação referentes a Santa Clara e a São Roque. Documentos de trabalho, estudos e planos, são às dezenas. Falta a sua concretização, falta o poder de tomar decisões e a capacidade de reconhecer que os orçamentos só esticam para tudo é no tempo das promessas eleitorais. A Mãe de Deus e sua zona envolvente é apenas um exemplo. Nenhum candidato falou, até agora, do que vai fazer para acompanhar e para agir como entidade licenciadora no caso das demolidas Galerias da Calheta, um processo que teve um passo de esperança e que agora voltou ao segredo dos gabinetes.
Mais do que a abstracção das intenções, o eleitor precisa dos compromissos em coisas concretas. O tempo urge!
Santos Narciso
13/09/2021
May be an image of one or more people and text that says "Fundado Director: Iveiros Atlântico Expresso Setembro 202 Preço Nota de Abertura Para além dos Planos... Alga invasora com "implicações devastadoras" na biodiversidade marinha no Sul de São Miguel Entrevista com investigador João Faia pags. 0el1 Novas Rotas já tem na escola das Capelas lista de espera está a preparar o único Projecto de Escola Eco-Sustentável do país Chitor Sobral Restaurante na Terceira vai juntar produtos regionais a novas técnicas Matilde Daniela Goulart Aplicação vai ajudar a salvar cagarros irá levar as pessoas a apadrinhar as aves pág.7"
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A LIÇÃO QUE OS AÇORIANOS TEIMAM EM NÃO APRENDER

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Acreditem, o cliente nunca mais volta!
Anos atrás, Sam Walton, fundador da maior rede de varejo do mundo, a Wal-Mart, abriu um programa de treinamento para seus funcionários, com muita sabedoria. Quando todos esperavam uma palestra sobre vendas e atendimento, ele iniciou com as seguintes palavras:
“Eu sou o homem que vai a um restaurante, senta-se à mesa e espera pacientemente, enquanto o garçom faz tudo, menos anotar meu pedido.
Eu sou o homem que vai a uma loja e espera calado, enquanto os vendedores terminam suas conversas particulares.
Eu sou o homem que entra num posto de gasolina e nunca usa a buzina, mas espera pacientemente que o empregado termine a leitura do seu jornal.
Eu sou o homem que explica sua desesperada urgência por uma peça, mas não reclama que a recebe somente após três semanas de espera.
Eu sou o homem que, quando entra num estabelecimento comercial, parece estar pedindo um favor, implorando por um sorriso ou esperando apenas ser notado.
Você deve estar pensando que eu sou uma pessoa quieta, paciente, do tipo que nunca cria problemas… Engana-se.
Sabe quem eu sou? Eu sou o cliente que nunca mais volta!
Divirto-me vendo milhões gastos todos os anos em anúncios de toda ordem, para levar-me de novo à sua empresa. Sendo que quando fui lá pela primeira vez, tudo o que deveriam ter feito era apenas uma pequena gentileza, simples e barata: tratar-me com um pouco mais de cortesia.
Só existe um chefe: o CLIENTE. E ele pode demitir todas as pessoas da empresa, do presidente ao faxineiro, simplesmente levando o seu dinheiro para gastar em outro lugar.”
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ANTÓNIO BULCÃO OS MACACOS DA MINHA VIDA

Os macacos da minha vida
“Macacos me mordam”. Foi o que meu avô disse e eu ouvi.
Estava sentado na sua cadeira ao canto da sala, a ler “O Telégrafo”, jornal matutino do Faial. Fiquei a olhar para ele, sem entender. Era miúdo, mas já sabia que não havia macacos na ilha. O único macaco que tinha visto era de barro e estava na Foto Jovial, sendo um dos cenários possíveis para tirar retratos junto a quem nunca tivesse ido a partes do mundo onde houvesse tais bichos parecidos connosco.
O que haveria no jornal que levasse meu avô a desejar levar dentadas de macacos, coisa que não deveria ser agradável? Ouvia os grandes falarem que naquele papel vinha escrito, para além de notícias de coisas acontecidas há dias e artigos de opinião, anúncios de quem nascia, quem morria, quem casava, quem chegava para passar férias vindo do continente e até quem ia da cidade para o Capelo também de férias… Assim sendo, que tragédia poderia estar ali expressa em letras, que levasse meu avô a ter tão doloroso desejo? Doloroso e caro, pois certamente teria de apanhar o Funchal para ir à procura de macacos que o mordessem?
Com a casa cheia de primos, não de passagem mas vivendo tudo junto, apareceram novos macacos, estes tirados do nariz. Por quê macacos, outra vez, aquelas secreções que arredondavam entre dedos antes de voarem para o chão ou contra a cara de um primo mais novo e impertinente? Seria por alguns se agarrarem nas narinas, como os verdadeiros fariam nos ramos das árvores, convocando caretas e dedos quase zaragatoas para os desalojar? Correria grandes riscos por adormecer a ler banda desenhada, se o sono me pousasse a penca sobre a Chita do Tarzan?
Ainda longe da idade de saber que havia metáforas, maior susto foi quando, altas horas da noite, vinha com meu pai de Castelo Branco, a freguesia onde nascera e jogava sueca com o meu outro avô, um tio-avô e um tio direito. O carro desatou a cambar, meu pai saiu e anunciou, muito chateado, que tinha de tirar o macaco do porta-bagagens. Hello, agora o animal andava perto… Quando o vi, alongando as pernas de aço à força de manivela, não se parecia nada com a Chita e também não tinha aspecto de ter capacidade para morder meu avô.
Um dia cismei que havia fantasmas em casa. Umas pancadas secas vindas da sala esfriavam-me os suores e não me deixavam dormir. Seria o único a ouvir? Então, se assim era, era meu dever zelar pelo património comum. Acordei a família toda, para se descobrir que afinal era uma persiana a bater com a brisa que entrava pela greta de uma janela. Aborrecidos, voltaram todos ao leito, mas não me livrei de ouvir que “tinha macacos no sótão”.
Já grandinho, aprendi que cada macaco no seu galho, quando tentei opinar sobre uma dor com um amigo médico e algumas mulheres enfurecidas mandaram-me pentear macacos.
Hoje, já por algumas vezes me chamaram macaco velho. Sei ser um elogio, mas continuo sem entender. Nunca mordi ninguém, prefiro outras partes do corpo que não o nariz do ser humano (género feminino) para me alojar, não ajudo a içar carros necessitados de pneus suplentes, no sótão tenho árvores de natal e luzes em espera para dezembro, mantenho-me cada vez mais no meu galho e pentes desapareceram-me da casa de banho desde que se tornaram inúteis…
Ah, e desde os 15 anos que sei como é um macaco, quando os meus tios me levaram ao zoológico de Lisboa. Por isso sei bem distingui-los dos macacos (velhos e novos) com que me cruzo por aí…
António Bulcão
(publicada hoje no Diário Insular)
Souto Gonçalves, Antoaneta Petrova and 13 others
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crónica de ANTº BULCÃO

POST (ais)
Inauguro hoje e aqui uma nova rubrica, cujo título está acima. Serão post sobre coisas que suscitam alguns ais.
Começo por um artigo de opinião publicado nesta data no Diário Insular por Rodolfo Franca.
Não me deterei no conteúdo do mesmo, pois não merece. Aliás, se fosse para falar da substância do que escreve Franca, nada teria para dizer.
Detenho-me apenas num pequeno pormenor. O escriba mete uma citação, do seguinte teor: “Que tempos são estes em que temos de defender o óbvio?”. Atribui tal máxima a um tal de BREST, que, confesso, não sei quem seja.
Mas conheço o mesmo pensamento de Bertold BRECHT. Portanto, deve ser o mesmo. Rodolfo Franca é que não sabe escrever BRECHT, porque nunca o deve ter lido. Conheço George BEST, famoso futebolista do Manchester United e Bertold Brecht, famoso autor e poeta alemão.
Se existe um BREST, peço desculpas por desconhecer. Mas, se realmente existe, gosta de plágios…
Rodolfo Franca não gosta que se reconheça o mérito. Entende-se agora por quê.
Começa a ser recorrente este tipo de toleima. Há meses, era o rapazito líder nacional do CDS a trocar as palavras e a atribuir a Agustina Bessa-Luís parte de um poema de Sophia de Mello Breyner Andresen. Agora é Franca e o seu Brest…
E daí a razão de ser deste post (al). Também nós “vemos, ouvimos e lemos, não podemos ignorar…” as imprecisões dos Francas desta vida. Se alguém o ler e achar que há um Brest, fica a saber que há sim um BRECHT, que escreveu, entre muitos outros poemas:
“Dos tubarões fugi eu, os tigres matei-os eu, devorado fui eu… pelos percevejos….”.
E também: “Do rio que tudo arrasta, se diz que é violento, mas ninguém diz violentas, as margens que o comprimem”.
António Bulcão
Pedro Paulo Camara, Francisco Maduro-Dias and 63 others
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  • Jorge Gomes

    Falta Cultura,a muito boa Gente que aqui comenta.
    Caro amigo Bulcão,a minha,mais Técnica, chegava até ao Brecht e também ao Best,célebres em campos diferentes. O primeiro no Teatro,o segundo no Relvado.
    Todavia,obrigado pela Lição, fiquei sabendo mais um pouco.

De mãos na terra, elas são as “invisíveis máquinas de trabalho” da Terceira | Açores | PÚBLICO

Lisandra, Beatriz, Virgínia, Verónica, Denise, Nélia, Isilda e Urselina. São mulheres, têm entre 21 e 80 anos, vi

Source: De mãos na terra, elas são as “invisíveis máquinas de trabalho” da Terceira | Açores | PÚBLICO