OSVALDO CABRAL O regabofe continua

O regabofe continua

Há muito que as instituições políticas do país deixaram de ter credibilidade junto da maioria dos cidadãos.
É só ver os barómetros de popularidade que são publicados para se perceber os portugueses não levam a sério muitos protagonistas deste país, a começar pelos políticos, justiça, banca e reguladores.
Esta semana ficamos a saber que, afinal, o regabofe na banca ainda não terminou.
Agora temos a novela do Novo Banco, um banco onde já injectamos mais de 10 mil milhões de euros, mas que se acha no direito de fazer o maior negócio imobiliário em Portugal nos últimos anos, sem dar cavaco a ninguém.
Uma autêntica “pechincha”, como revelou a investigação do “Público”, com o Fundo de Resolução a cobrir as perdas de centenas de milhões.
O Novo Banco vendeu e emprestou o dinheiro a quem comprou. Quem? Não se sabe. Ninguém escrutinou os compradores, diz o jornal. E foi preciso um líder da oposição denunciar o facto na Assembleia da República para pôr o Primeiro Ministro e a Procuradora da República a mexerem-se.
Assim vai este país, com milhões de portugueses a fazerem tripas do coração nesta situação de crise, e outros a viverem à grande e à francesa com negócios escandalosos sob o silêncio de todos: regulador, governo e ministério público!

O outro regabofe

Também esta semana ficamos a saber que, afinal, havia outra…
Andaram os governantes regionais, deputados, senhores administradores e demais zelosos do costume regional a negarem qualquer “promiscuidade” entre o Hospital e a Clínica Bom Jesus no negócio do “Vale Saúde”, para, agora, serem confrontados com a verdade: houve mesmo “erros e falhas” e a Clínica foi obrigada a devolver 5 mil euros.
Parabéns à Ordem dos Médicos e à sua Presidente, Isabel Cássio, pela coragem em pôr na ordem um caso de que há muito se falava às escondidas.
A Clínica, no entanto, desmentiu o hospital e a secretária da Saúde, o que é grave. Significa que a procissão ainda vai no adro… e que a responsabilidade, nesta terra, morre sempre solteira.

(Osvaldo Cabral – Diário dos Açores de 02/08/2029)

— with Osvaldo José Vieira Cabral.

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Podíamos dizer que é um pé de salsa gigante, mas não é. É uma Angelica.

A Angelica lignescens é uma planta endémica do arquipélago dos Açores onde só surge nas ilhas de São Miguel, Terceira, Pico, Flores e Faial. É rara no Faial. Não é a menina que está por baixa, pois essa chama-se Joana Bettencourt. A Angelica é da família das Apiaceae à qual pertence a S…
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A Angelica lignescens é uma planta endémica do arquipélago dos Açores onde só surge nas ilhas de São Miguel, Terceira, Pico, Flores e Faial. É rara no Faial. Não é a menina que está por baixa, pois essa chama-se Joana Bettencourt. A Angelica é da família das Apiaceae à qual pertence a S…

TOM HANKS afinal o descendente de açorianos quer é ser Grego

So much for the pull of Azorean ancestry “‘I’ve been Hellenic now for the better part of 32 years,’ Hanks told reporters at the 2020 Golden Globe Awards earlier this year. ‘Greece is a haven… I’ve been around the world, I’ve been to the most beautiful places in the world, none of them tops Greece.'”

Tom Hanks and Rita Wilson have a special reason to celebrate this week: they’re both officially Greek citizens.

OSVALDO CABRAL A fina flor do centralismo

A fina flor do centralismo

Tentações centralistas sempre houve em todos os partidos.
O problema é que as extensões dos partidos no arquipélago nunca o reconheceram.
Os Açores foram prejudicados nos últimos anos devido a essa submissão e obediência aos mandantes de Lisboa, e um dos exemplos foi exactamente a gestão partilhada do mar, gravemente guardada na gaveta pela então Ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, a mesma que agora encabeça um grupo de deputados socialistas que não querem os Açores a gerirem o seu mar.
Foi essa mesma ministra que em 2017 prometia a “gestão partilhada do mar com os Açores”, “50-50%, é isso mesmo. Não haverá nada aprovado para a ZEE que não tenha a aprovação do Governo dos Açores”.
A mesma ministra que foi levada ao colo pelos nossos governantes e deputados submissos, no porto da Praia da Vitória, para anunciar um grande entreposto “fundamental para a estratégia nacional ligada ao abastecimento de gás natural”.
A mesma que anunciou, ainda, 300 milhões de euros a investir no porto da Praia, exclusivamente por privados, para criação de um serviço que iria captar transporte de carga marítima entre a Europa e o continente americano.
É ainda a mesma que anunciou 77 milhões de euros do Plano Junker para o referido porto.
E ainda, há 3 anos, os radares metereológicos em modo “acelerado”…
Os bajuladores do costume puseram a ministra nos píncaros da “visão estratégica” de ambos os governo e até houve um ex-governante (que por onde passou deixou rasto de destruição) que até lhe chamou uma “visionária”!
Não faltou quem alertasse para o logro, nomeadamente nestas páginas.
Limpem agora as mãos à parede.
O centralismo está de volta e agora tem mais rostos, com o silêncio habitual dos nossos por cá.
Gente submissa dá nisto: uma região permanentemente de mão estendida…

(Osvaldo Cabral – Diário dos Açores de 26/07/2020)

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PORTUGAL A TRATAR OS AÇORES COMO COLÓNIA

PORTUGAL CONTINUA A TRATAR OS AÇORES COMO COLÓNIA

…. Até quando?

… . Como é que alguém – ainda por cima não eleito nem mandatado pelos açorianos (Engº António Costa Silva) – tem o descaramento de apresentar propostas de exploração do Mar dos Açores?

Leiam a eloquente entrevista ao «Diário Insular» de Angra do Heroísmo do Prof.Tomáz Dentinho sobre este assunto e tirem as vossas conclusões:

[O plano estratégico para recuperação da economia do país até 2030 sustenta que os Açores são uma “oportunidade de ouro”. Para o economista Tomaz Dentinho, entrevistado pelo jornal Diário Insular essa oportunidade não será para os açorianos.
De seguida publica-se a entrevista concedida ao Diário Insular.

A “oportunidade de ouro” para o país contornar a crise está nos Açores, defende o documento “Visão Estratégica para o Plano de Recuperação Económica e Social de Portugal 2020-2030”, entregue por António Costa Silva ao Governo da República. Que importância espera que este documento venha de facto a ter, uma vez que muito se tem falado sobre o potencial dos Açores, mas há projetos que demoram a avançar?

O documento defende na verdade a colonização dos Açores, sem grande benefício para os açorianos. Por um lado, com uma Universidade Atlântica que tudo indica será como o controle do tráfego aéreo de Santa Maria, que dos Açores só tem o nome, sendo as suas instalações e empregados em grande parte sediados em Lisboa. Por outro lado, com a exploração dos muitos recursos do mar e do ar dos Açores, com vantagem para os de fora e alguns sipaios residentes.
……………….. ]

@ Ryc

O plano estratégico para recuperação da economia do país até 2030 sustenta que os Açores são uma “oportunidade de ouro”. Para o economista Tomaz Dentinho, entrevistado pelo jornal Diário Insular essa oportunidade não será para os açorianos. De seguida publica-se a entrevista concedida ao …

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O plano estratégico para recuperação da economia do país até 2030 sustenta que os Açores são uma “oportunidade de ouro”. Para o economista Tomaz Dentinho, entrevistado pelo jornal Diário Insular essa oportunidade não será para os açorianos. De seguida publica-se a entrevista concedida ao …

gente que se julga IV Antº Bulcão

Gente que se julga IV
Temos vindo a analisar a existência de parasitas no nosso sistema político. Hoje, dedicamos este espaço ao exame das condições que têm de existir para que os parasitas se instalem e proliferem. Sim, porque quem tem casas só de betão não tem térmitas…
A praga começa nos partidos. O PS é o partido que nos governa há 24 anos. E, por isso, merece estudo minucioso.
A História destas ilhas terá de registar a existência de dois PS. Um entre 1976 e 1996, o outro a partir de 1996 até aos nossos dias. E é muito importante esta diferença, entre um PS na oposição e um PS no poder.
Não se pense que o PS na oposição não tinha térmitas. Claro que tinha. Eram menos, quase sempre as mesmas, mas bastante determinadas em manter a pouca madeira que lhes tocava apenas para elas.
Um partido que não governa, não tem nada para oferecer. E quem não tem nada para oferecer ao eleitorado, além de ideias, arrisca-se a ir perdendo sucessivamente eleições. Ao ponto de se instalar, ao longo do tempo, um desânimo a que assisti durante bastantes anos, bem expresso na frase muitas vezes ouvida a dirigentes e militantes: “a gente nunca mais chega lá”.
Nesta fase da vida do PS, instalou-se na Terceira a chamada térmita residente, tendo o mesmo acontecido nas outras ilhas. Toda a gente o comentava. Eram sempre os mesmos…
Ora é conhecida a máxima de Einstein de que “não se pode encontrar a solução para um problema usando a mesma consciência que criou o problema. É preciso elevar a consciência”. Mas aquela malta que por ali vegetava não sabia sequer quem era Einstein, pensava-se como a insubstituível e repetida solução para o problema e a única consciência que tinha era a de que tinha de continuar a ser eleita. As suas situações pessoais valiam mais que os interesses do partido e da Região.
As grandes lutas intestinas, como lhe chamou Mário Soares, eram, a nível local, quando se aproximavam eleições regionais. Quatro lugares em disputa na Assembleia, aqui na ilha de Jasus, e era vê-los engalfinhados uns contra os outros na composição da lista de candidatos. Nem pareciam do mesmo partido. Esqueciam-se de que o verdadeiro adversário era o PSD, que ganhava eleições umas atrás das outras. Apurados os resultados, voltava a paz, que duraria quatro anos, com as térmitas satisfeitas nos seus pedacinhos de madeira.
Mas, apesar de tudo, havia discussão interna. Não tanto em relação ao mais importante, a estratégia para derrotar o PSD. Mas discutiam-se perfis, capacidades, lugares. Os congressos eram animados, sentia-se alguma adrenalina no ar quando da eleição dos órgãos regionais do partido.
Era, igualmente conhecida, a disputa pela presidência do PS, com dois candidatos crónicos, Martins Goulart e Carlos César. Nas diferentes ilhas também havia posição e oposição interna.
Mas, pelo menos, não havia tanta invasão de parasitas chicos espertos. O que era compreensível. O PS pouca madeira tinha para roer, e a pouca que havia já estava tomada pelos parasitas sedentários.
Não passava pela cabeça de nenhum puto interromper o seu curso superior ou nem sequer iniciar o mesmo, para fazer carreira num partido que não lhe poderia proporcionar carreira alguma.
Todos estes cenários mudaram, quando o PS passou a ser poder.
Carlos César impôs a sua presidência partidária de forma tão férrea que, durante os anos em que exerceu o cargo, ninguém se candidatou contra ele. E, mesmo quando chegou ao limite dos seus mandatos como presidente do governo, fez-se presidente honorário do partido, escolheu o seu sucessor e continuou a mandar através dele.
Unanimismo total em todas as ilhas, no interior do PS, no grupo parlamentar do mesmo partido e no governo por ele apoiado. Com maiorias absolutas sucessivas há 20 anos, com homens de mão a mandar no partido em cada ilha, foram construindo o seu império de forma a que pudessem dominar para todo o sempre. Terreno fértil para a proliferação dos parasitas chicos espertos.
Os especialistas em pragas começam a chegar à conclusão de que, segundo as fases de adaptação ao meio, os parasitas chicos espertos estão a tornar-se igualmente sedentários… Haja madeira.
António Bulcão