urbano bettencourt

ONÉSIMO SILVEIRA.
Devo a Onésimo Silveira o meu livro que aparece em baixo.
Isso tem uma história: em 1997 o Leão Lopes, através do seu Atelier Mar, convidou-me para uma visita a Cabo Verde, que só pude concretizar em 1998; por coincidência, na altura em que a Câmara Municipal de S. Vicente (presidida por Onésimo) prestava homenagem a Baltasar Lopes. …

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osvaldo cabral 24 anos

24 anos
Quase dois meses depois da noite eleitoral de 25 de Outubro, o PS ainda não encontrou um registo consistente como maior partido da oposição.
Continua a viver num estado de negação e com uma postura arrogante nas suas intervenções, nada consentânea com o perfil sério e responsável do seu líder.
Um congresso antecipado para definir estratégias e outros protagonistas, talvez fosse mais aconselhável, caso contrário arrisca-se a ficar, também, 24 anos na oposição.
A chamada intempestiva do Secretário da Saúde à Comissão Parlamentar dos Assuntos Sociais foi um erro estratégico, de inabilidade política, parecendo uma avidez de vingança, mas resultando num ir à tosquia e sair tosquiado.
Quem está envolvido numa imensa trapalhada com a questão das máscaras defeituosas, numa incapacidade que revelou para resolver problemas sérios no acesso aos cuidados de saúde e na gestão ruinosa do HDES, que esteve colado às trágicas mortes ocorridas no lar de Nordeste, deveria ser mais recatado na abordagem destes assuntos.
A forma como também abordou, esta semana, o parecer do Tribunal de Contas sobre a Conta da Região, a evolução do emprego e do PIB, é outro sinal de que tudo se mantém na mesma nos corredores do partido, não percebendo ainda o que se passou na noite de 25 de Outubro.
Os avisos deixados pelo Tribunal de Contas são bem elucidativos do péssimo caminho que os governos anteriores escolheram na gestão da coisa pública, resultando no maior endividamento de sempre, de responsabilidades futuras gigantescas, várias gestões públicas na falência e no coma financeiro, como é o grande imbróglio da SATA.
Neste particular, é interessante ver a quantidade de gestores dos Conselhos de Administração dessas empresas públicas colados como lapas aos lugares de nomeação política, sem colocarem os seus lugares à disposição dos novos titulares das respectivas tutelas.
A fechar a semana veio ainda o relatório do Conselho Nacional da Educação sobre o Estado da Educação 2019, que coloca a nossa região, mais uma vez, na cauda dos piores resultados do insucesso e abandono escolar.
Negociamos mal o Plano de Resiliência, com uma estratégia errada de fortalecer políticas da administração pública, em vez de injectar a bazuca na economia privada para criação de riqueza e manutenção de empregos.
Vir dizer, por outro lado, que vamos beneficiar de um reforço das transferências do IVA, não é reforço nenhum, por se tratar tão somente do cálculo sobre o que nos é devido de IVA nos termos da Lei de Finanças Regionais.
Dizer que o PIB cresceu acima da média no ano passado, esquecendo os dois anos anteriores em que nos afundamos e divergimos, é continuar em negação.
Assim como não é totalmente esclarecedor afirmar que a dívida pública face ao PIB é de 43%, quando não se pode comparar com o critério nacional, já que não temos despesas de soberania (tribunais, polícias, exército, marinha, força aérea e por aí fora). Não é por acaso que o Tribunal de Contas fala em endividamento galopante dos últimos anos pré-pandemia, a evidenciar problemas estruturais muito graves.
Insistir, também, nos números do desemprego, sem explicar o que está por detrás do fenómeno com os chamados “desempregados invisíveis” e os que estão nos programas ocupacionais, é teimar em esconder o problema com uma visão cor de rosa da realidade.
Basta olharmos para a comparação entre Novembro de 2019 e Novembro de 2020 (ver quadro abaixo), para se perceber que temos menos 32 desempregados e mais 504 ocupacionais!
E é preciso não esquecer que quem está a segurar estes empregos, com a corda ao pescoço, são as empresas, que pagam impostos e continuam a alimentar o orçamento público.
Vamos terminar um ano que, por mais que o queremos esquecer, irá marcar as nossas vidas para sempre.
O novo ano é de esperança, mas é preciso estar atento às consequências que poderão surgir depois do fim das moratórias, dos apoios ao lay-off e do conjunto de ajudas económicas e sociais que provavelmente terá de ser prolongado.
No fundo, o que se pede, para além da resiliência, é de políticas de verdade, transparência e nunca esconder os problemas, sem esquecer um pouco de humildade, que faz falta em muitos políticos.
Foi assim que o PSD ficou 24 anos na oposição.
Repetir a mesma estratégia no PS é ficar condenado a outros 24. Feliz Natal… com segurança.

(

Osvaldo Cabral

– Diário dos Açores de 23/12/2020) — with

Osvaldo José Vieira Cabral

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governo ao trabalho OSVALDO CABRAL

Pierre Sousa Lima

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Osvaldo José Vieira Cabral

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Ao trabalho
Aprovado o programa do 13º Governo Regional dos Açores, impõe-se agora meter mãos ao trabalho.
A partir deste instante não há mais desculpas.
O governo recebeu o sim que precisava do parlamento, o seu organigrama (com um exagero de Direcções Regionais) já está publicado, pelo que agora já não há desculpas.
É urgente começar a olhar para os mais desfavorecidos nesta fase de crise sanitária e económica.
O Banco de Portugal acaba de publicar um estudo onde mostra que as famílias proprietárias de negócios com rendimento mais baixo estão mais expostas à crise pandémica.
De acordo com os dados do Inquérito à Situação Financeira das Famílias na área do euro, em 2017 a percentagem de famílias com negócios cuja situação financeira era muito dependente do negócio situava-se em 33% em Portugal e 40% nos restantes países da área do euro.
Esta percentagem é mais elevada nas famílias de rendimentos mais baixos e em especial abaixo do percentil 40 da distribuição de rendimento.
Se aplicarmos a teoria às restantes famílias, dependentes do rendimento do trabalho, a crise também estará a bater à porta de muita gente a precisar de ajuda urgente.
O foco do novo governo, para já, deve estar aí, nas famílias mais desfavorecidas, não esquecendo, no que toca ao acesso aos cuidados de saúde, que há muitos açorianos a morrer fora da doença da Covid, com índices muito acima da média dos últimos cinco anos.
De acordo com os cálculos do INE, actualizados esta semana, já vamos nos Açores com mais 99 mortes acima da média dos últimos anos, o que é grave.
É verdade que não se pode pedir ao novo executivo que resolva já tudo de uma vez, mas é legítimo exigir que coloque toda a sua nova energia nas situações de emergência, que são muitas.
O que vem aí não é nada animador e é preciso que estejamos todos mobilizados para um combate social e económico que vai deixar muita gente para trás.
Não há tempo para tricas partidárias.
Mãos à obra!
(

Osvaldo Cabral

– Diário dos Açores de 13/12/2020)

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Açores no Comité das Regiões

Pedro Gomes
32 m ·
GESTOS COM SIGNIFICADO POLÍTICO
1. Numa das suas primeiras decisões como Presidente do Governo Regional, José Manuel Boleeiro, articulou com o Primeiro-Ministro a indicação do Presidente Vasco Cordeiro como representante dos Açores no Comité das Regiões, acompanhando o novo Presidente do Governo Regional, que ocupa este lugar por direito próprio, como decorre do Estatuto-Político Administrativo, que assegura à Região o direito de participação neste órgão, integrada na representação portuguesa.
A decisão tem um interesse regional e um significado político. Em primeiro lugar, assegura que os Açores presidam ao Comité das Regiões, a partir de Julho de 2022, através do Presidente Vasco Cordeiro, que já ocupa o lugar de primeiro Vice-Presidente deste órgão e que está indicado pela sua família política para assumir a presidência a partir daquela data. Deste modo, os Açores garantem, não apenas a manutenção da vice-presidência do Comité das Regiões, como uma futura presidência, já negociada a seu tempo, o que é do interesse dos Açores. Por outro lado, a atitude do Dr. José Manuel Boleeiro é apenas a confirmação da sua conduta política: não hesitou em colocar os interesses da Região acima de eventuais interesses partidários, o que merece ser sublinhado, pois constitui uma mudança relevante no plano regional e releva um elevado sentido institucional e de Estado.
2. Na mesma semana, o próprio Presidente do Governo Regional assumiu a presidência da Conferência dos Presidentes das Regiões Ultraperiféricas, numa ocasião em que Portugal se prepara para presidir à União Europeia, no primeiro semestre de 2021. Há uma coincidência política que serve os interesses regionais e os interesses das nove regiões ultraperiféricas da Europa (RUP) e que constitui uma oportunidade para colocar na agenda do debate europeu as questões relativas à coesão territorial que para estas regiões tem uma importância estratégica, pois não é possível conceber a ideia de mercado único europeu, quando a descontinuidade geográfica destas regiões, a sua natureza arquipelágica e o afastamento ao continente condicionam a aplicação das políticas europeias em todos os domínios.
3. Uma política de coesão social e territorial que mitigue as desvantagens naturais das RUP, impõe que as políticas e decisões da União Europeia destinadas a assegurar os princípios da coesão e da continuidade territorial sejam elaboradas tendo em conta a realidade das RUP, num novo acervo legislativo e regulamentar definido de raiz para estas regiões e já não como meras derrogações de actos e decisão comunitárias, aplicando plenamente o regime previsto no artigo 349º do Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia (TFUE), em áreas como a coesão, política marítima e pescas, política agrícola e biodiversidade, infra-estruturas e investimentos, políticas de educação , investigação e transição digital.
Não se trata de uma opção baseada em simples aspectos de natureza económica, orçamental ou financeira, mas da afirmação do direito de cidadania europeia, tal como consagrado no TFUE e do cumprimento do princípio de igualdade, com expressão numa política de coesão territorial assente na ideia de uma Europa de regiões, com políticas próprias para as RUP, especialmente numa circunstância em que é essencial adoptar políticas e medidas destinadas a atenuar os efeitos da crise pandémica em cada uma destas regiões, através do financiamento pelo Mecanismo de Recuperação e Resiliência, no quadro do plano de cada país-membro.
(Publicado a 2 de Dezembro de 2020, no Açoriano Oriental)

o sorvedouro dos campos de golfe açorianos

Campos de golfe custam meio milhão por ano e ainda não houve propostas para compra apesar de “manifestações de interesse”
CORREIODOSACORES.PT
Campos de golfe custam meio milhão por ano e ainda não houve propostas para compra apesar de “manifestações de interesse”
Correio dos Açores – Os campos de golfe de São Miguel foram adquiridos por 7,4 milhões de euros em 2018 pelo Governo Regional, através da Ilhas de Valor, e na altura foi anunciado que seria para salvaguardar postos de trabalho. Isso aconteceu? Com quantos colaboradores contam actualmente e quant…
17.1. A CULTURA DO GOLFE, CRÓNICA 191, 30.5.18

 

45 postos de trabalho por 7,4 milhões e 2 campos de golfe para 150 mil habitantes jogarem? um posto de trabalho a 164 444€. Não era mais barato pagarem o desemprego ou formação aos trabalhadores? Numa terra onde a cultura recebe tostões, o que não se faria com aquele dinheiro? Nos colóquios da lusofonia precisamos anualmente de vinte mil euros para dois colóquios, um nas ilhas e outro fora…como nós há recitais, concertos, simpósios, teatro, filarmónicas, outras atividades culturais que sobrevivem com uma pequena e sempre esticada manta de poucos euros para ações meritórias no campo da cultura e que podiam beneficiar daquele apoio bem dividido. Claro que provavelmente estou a falar de cultura de elites …, mas, alto lá, golfe? Nem é cultura nem é bem desporto e quanto a elites estamos falados, numa terra com uma mão cheia de praticantes … E com tanto campo de golfe por esse mundo fora, quem vem a S. Miguel jogar? Os que recebem apoios para virem cá…

 

Espero que seja incluída uma cláusula curricular para que no ensino oficial passe a constar a modalidade, a fim de todos os micaelenses terem oportunidade de desfrutar dos campos que o governo regional pretende adquirir na Achada das Furnas e na Batalha. Será que vão distribuir tacos de golfe e empregar “caddies” para praticarmos? claro que esses milhões, nem sei se desbaratados ou mal gastos, a dividir pelas instituições culturais que descrevi poderiam criar mais do que 45 empregos e teríamos mais escritores, artistas, músicos a partilhar pelo arquipélago. E se depois deste desabafo não me derem mais nada já sei a que se deve a penúria de apoios e sentir-me-ei como o último Tigre da Tasmânia que morreu no zoo de Hobart em 07/09/1936. Como dizia a excecional voz açoriana, Helena Castro Ferreira: “Os 13 milhões do centro de artes contemporânea mais o que gasta por ano para se manter aberto, também me doem.”[1]

 

Dói ver o que se gasta na contratação de artistas “pimba” (têm direito à existência e à sua audiência) mas pouco contribuem para a educação musical. A cultura elitista dá poucos votos e a de massas atrai. Mas em agosto 2013 na Lomba da Maia gastaram 17 mil € no Quim Barreiros e não deu votos suficientes à Junta de Freguesia para reeleição…

 

[1] Ainda era então desconhecida a história das obras pagas e não-executadas, entre outros desvios

PDL GRAVE ACIDENTE NA COVOADA mais um morto

Aparatoso acidente na Covoada provocou um ferido grave e exigiu grande intervenção dos bombeiros
Uma viatura ligeira ficou totalmente destruída em resultado de um embate, cerca das 17 horas de ontem, contra o atrelado de um tractor, num caminho agrícola da Covoada.
O tractor com atrelado estava a subir a rua e a viatura ligeira a descer e, de uma forma inesperada, quando os dois veículos se cruzaram, o automóvel embateu, com violência, nos pneus do atrelado, ficando com a frente totalmente destruída e peças do motor espalhadas pelo chão.
Quando chegaram ao local, os Bombeiros Voluntários de Ponta Delgada prestaram auxílio ao condutor da viatura ligeira que entrou em paragem cardiorespiratória. Os bombeiros desenvolveram todos os esforços para manterem o sinistrado a respirar e só concluíram os trabalhos de reanimação no local quando receberam informação da enfermeira do SIV – Suporte Imediato de Vida, para colocarem a vítima na ambulância para ser transportada para o Hospital do Divino Espírito Santo.
Até à hora em que encerramos esta edição, não nos foi possível apurar qual o estado em que encontra a vítima, que se encontrava no hospital do Divino.Image may contain: outdoor

Ilhas que apareceram e desapareceram nos Açores | Atlântico do céu ao fundo do mar | PÚBLICO

O arquipélago dos Açores é muito mais do que as nove ilhas que tão bem conhecemos hoje. A Sabrina e o banco D. João de Castro, por exemplo, foram duas ilhas que apareceram e desapareceram num período de meses. O banco D. João de Castro pode mesmo vi

Source: Ilhas que apareceram e desapareceram nos Açores | Atlântico do céu ao fundo do mar | PÚBLICO

acesso à Maia S Miguel

fonso Quental

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Mais de 4 anos passados e tudo na mesma como a lesma!
Já é tempo, da Senhora Secretária Regional dos Transportes e Obras Públicas, Dra. Ana Amorim Cunha cumprir com a promessa efetuada no Conselho de Ilha de São Miguel!
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Bilhete-postal ao Dr. Vasco Cordeiro
Mais de 4 anos passados e tudo na mesma como a lesma!
Já é tempo, da Senhora Secretária Regional dos Transportes e Obras Públicas, Dra. Ana Amorim Cunha cumprir com a promessa efetuada no Conselho de Ilha de São Miguel!
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Acesso a São Brás e Maia!

Para quem vinha de poente para nascente, a entrada natural para a Maia, sempre foi pelo Ramal de S Brás.
Com a construção das scuts, embora do Miradouro de Santa Iria até aos Barreiros, tenha sido correções de alguma curvas e pequenos alargamentos, ressalve-se, que mesmo assim, vieram melhorar o percurso e tornar mais rápido, isto desde que não apanhemos pela frente, transportes coletivos de passageiros e outro trânsito pesado. No entanto, em termos de rotundas para entrada nas freguesias, na maioria dos casos, não foram de encontro ao pretendido pelas populações locais, nem mesmo para os turistas que começam abundantemente a nos visitar.
Vejamos pelas fotos postadas (de 1 a 6) as voltas e “rodriguinhos” que temos de fazer para entrar nas freguesias de São Brás e Maia, quando bastaria uma rotunda que desse acesso para o Ramal de São Brás (fotos 8 e 9).
Caro Senhor Presidente do Governo dos Açores, graças ao empenho da população e das suas instituições; públicas, privadas e até religiosas, a Freguesia da Maia, cujo Seu Padroeiro é o Divino Espírito Santo, é cada vez mais um local de interesse turístico e, existem infraestruturas de investimentos públicos e privados, que podem vir a ser rentabilizados e criadores de emprego, no entanto é premente e necessário acessos rodoviários, seguros, rápidos e não confusos.

Um bom fim de semana com cheiro a Primavera!

Afonso Quental