0 25 de novembro e a Constituição

Andam por aí uns, do CDS (renovado e confundido), outros do antigo PPD (também em alguma confusão) e mais ainda da extrema-direita (mas também não os misturo), a propôr e outros a exigir a revisão da História no 25 de novembro de 1975. Ramalho Eanes que foi o operacional nunca disse o que eles afirmam absolutamente. E, para quem continua a pensar que as ideias feitas deles não merecem discussão, basta ler o que a Constituição de 1976 (aprovada meses depois do 25 de novembro, pelo PS, PPD, PCP, MDP, UDP) diz, e continua lá escrito. Sublinho até as palavra socialismo e democracia.

Preâmbulo (da Constituição de 1976, vigente)

“A 25 de Abril de 1974, o Movimento das Forças Armadas, coroando a longa resistência do povo português e interpretando os seus sentimentos profundos, derrubou o regime fascista.

Libertar Portugal da ditadura, da opressão e do colonialismo representou uma transformação revolucionária e o início de uma viragem histórica da sociedade portuguesa.

A Revolução restituiu aos Portugueses os direitos e liberdades fundamentais. No exercício destes direitos e liberdades, os legítimos representantes do povo reúnem-se para elaborar uma Constituição que corresponde às aspirações do país.

A Assembleia Constituinte afirma a decisão do povo português de defender a independência nacional, de garantir os direitos fundamentais dos cidadãos, de estabelecer os princípios basilares da democracia, de assegurar o primado do Estado de Direito democrático e de abrir caminho para uma sociedade socialista, no respeito da vontade do povo português, tendo em vista a construção de um país mais livre, mais justo e mais fraterno.”

Por favor, mesmo que não gostem, não inculquem uma revisão da História, só porque não lhes agrada e desejam um regime diferente.

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Ainda abril. De um sonho de liberdade à instalação e à normalização da impunidade – Correio do Minho

Vemos hoje aproximarem-se da boca de cena da história líderes populistas, seguidos por multidões, que agitam as bandeiras do nacionalismo e do patriotismo, e que nalgumas paragens lhes acrescentam hossanas à fé cristã ou a Alá.

A comunidade humana faz hoje uma travessia por tumultuadas águas, com a ameaça crescente do racismo, da xenofobia e da intolerância, a ponto de o sonho de liberdade, ainda tão próximo, parecer afinal um sonho longínquo.

Passaram apenas 45 anos sobre “o dia inicial inteiro e limpo” (Sophia de Mello Beyner). Mas não basta olhar para este vento ruim, que hoje sopra na Europa e um pouco por todo o lado.

Há que fazer, também, o escrutínio da nossa vida democrática e combater a peçonha que a empesta e envenena, uma praga de portas giratórias entre a política e os negócios, e entre reguladores e regulados.

Enfim, há que combater a normalização da impunidade, que se instalou no seio da comunidade.

É este o sentido do artigo que acabo de publicar no Correio do Minho.

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abril tem de ser todos os dias chrys in diario dos açores

abril tem de ser todos os dias chrys in diario dos açores Pages from 2019-04-25-5

 

Abril Tem De Ser Todos Os Dias Chrys In Diario Dos A%C3%A7ores Pages From 2019 04 25 5

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GRANDOLA VILA MORENA EM VIGO

Fernando Martinho Guimarães shared a post.

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Da Galiza, com amor!
Através do Manuel Forcadela

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Manuel Forcadela

O Grándola vigués filmado na Praza da Constitución polo meu amigo Basilio Segarra

Anxo Cabada Alvarez Ana Fresco

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Como era a vida em Portugal nos tempos da ditadura?

Paula Tabuas and Descobrir PORTUGAL shared a link.
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Como era a vida em Portugal nos tempos da ditadura?

Nos tempos da ditadura salazarista, Portugal vivia tempos muito complicados, mas apesar disso também havia aspectos positivos.

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portugal antes do 25 de abril
Varinas

Como era a vida em Portugal antes do 25 de Abril de 1974? Já não sabemos o que é viver sem ser em liberdade mas é importante relembrar, principalmente neste dia. Sabia que antes de 1974 não havia turmas mistas? Ou que meia dúzia de pessoas não se podiam juntar para discutirem ideias? Ficam aqui seis coisas que não podiam ser feitas antes da Revolução:

1- Rapazes para um lado e raparigas para outro. As crianças tinham de usar fardas e eram separadas por género. Não havia turmas mistas. E por vezes, as raparigas iam à escola na parte da manhã e os rapazes da parte da tarde.

2- Não havia liberdade de expressão. Não se podia dizer mal do Governo, nem dar a entender alguma opinião contrária. Tudo passava pelo rigoroso ‘lápis azul’ da censura e era comum livros, músicas, desenhos e notícias serem apreendidos por porem em causa a ordem pública.

3- Não havia direito ao voto livre. E as mulheres só podiam votar se tivessem o ensino secundário.

4- Enfermeiras, telefonistas e hospedeiras da TAP não se podiam casar, e as professoras tinham de ter uma autorização especial. Já para saírem sozinhas do país, todas as mulheres casadas precisavam da autorização do marido.

5- Não era permitido grupos de pessoas juntarem-se para falar ou a discutir ideias. Muito menos podiam existir associações ou reuniões.

6- Não era permitido festejar o Dia do Trabalhador. No ano de 1974, já em liberdade houve várias celebrações populares por todo o país. Só em Lisboa mais de um milhão de pessoas saíram à rua.

Não sabemos em que local foi tirada a fotografia, mas quando olhámos para ela sentimos um misto de saudade e de nostalgia. Portugal vivia tempos muito difíceis… os filhos partiam para a guerra ou davam o salto para o estrangeiro.

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Os velhos cuidavam no campo. Não havia liberdade, não havia dinheiro. Mas de uma forma simples e humilde, conseguíamos encontrar um pouco de felicidade que nos fizesse esquecer, nem que fosse por momentos, as amarguras do dia-a-dia.

No meio de todas aquelas dificuldades, apesar das perseguições, presos políticos, falta de liberdade, analfabetismo, etc…, cada português tentava, à sua maneira, encontrar um pouco de felicidade no seu dia-a-dia, junto da família e dos amigos, felicidade essa baseada nas coisas pequenas e simples da vida.

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Portugal vivia amordaçado por uma ditadura implacável que não perdoava quem lutava contra ela. Para todos aqueles que viveram nesses tempos, para aqueles que nos deram a nossa liberdade e para aqueles que simplesmente viviam o seu dia-a-dia, a nossa homenagem.

Continuar a ler Como era a vida em Portugal nos tempos da ditadura?

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