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A psicologia reconhece que muitas pessoas reduzem o convívio social como uma escolha consciente de preservação emocional, e não por rejeição às pessoas em si.
Indivíduos com perfil mais introspetivo ou sensíveis ao ambiente social tendem a se desgastar com interações marcadas por conflitos constantes, superficialidade ou tensão emocional. Nesses casos, o afastamento funciona como uma forma de autorregulação, ajudando a manter o equilíbrio mental e o bem-estar.
A ciência também distingue comportamento antissocial de preferência por solitude. Ser antissocial envolve padrões persistentes de desrespeito a normas e falta de empatia, enquanto a seletividade social está ligada à escolha criteriosa de relações mais significativas e estáveis.
Além disso, estabelecer limites sobre com quem e como se socializa é visto pela psicologia como uma habilidade saudável. Reduzir interações que geram estresse excessivo pode contribuir para menor sobrecarga emocional e maior sensação de controle pessoal.
Portanto, em muitos casos, o afastamento social não representa isolamento patológico, mas uma estratégia legítima para proteger a saúde emocional e priorizar relações mais compatíveis com os próprios valores.
