S MIG VISTO DA ILHA TERCEIRA

Views: 3

Passados 3 anos, consegui fotografar novamente a ilha de São Miguel, aqui da Terceira. Alertado pelo amigo Paulomartinsphotography a quem agradeço ter-me acordado às 6.30 da manhã com um sms alertando que a ilha mãe estava à vista, fui até à Serra da Cume para tentar a minha sorte. Apanhei a maior ilha açoriana antes do nascer do sol (primeira fotografia) , após o nascer do sol com Porto Martins em primeiro plano (2ª fotografia), e na descida da Serra do Cume (3ª fotografia ) .

May be an image of ocean, twilight, horizon and nature

escravatura em áfrica

Views: 4

“Escravatura Africana Antes de Portugal – O Sistema que os Portugueses Encontraram
Muito antes de qualquer europeu chegar à costa africana, já ali existia uma realidade complexa que raramente é mencionada nos debates modernos. A escravatura não nasceu com Portugal, nem com o comércio atlântico. Quando os portugueses avistaram África pela primeira vez no século XV, encontraram reinos fortes, organizados e profundamente envolvidos num sistema de captura, servidão e comércio de pessoas que existia há séculos.
Importa ainda lembrar que África já estava inserida em redes de comércio de escravos muito anteriores aos europeus. Durante mais de oitocentos anos, o comércio transaariano e árabe levou milhões de africanos para o Norte de África, Médio Oriente e Ásia. Reinos africanos participavam nessa economia, fornecendo cativos em troca de sal, tecidos, ouro e, mais tarde, armas. Ou seja, quando Portugal chegou, encontrou um sistema interno e externo já consolidado.
Em muitas regiões, a escravatura fazia parte da própria estrutura social. Reinos como Benim, Daomé, Oyo ou Ashanti dependiam dela para sustentar a economia e afirmar poder político. Prisioneiros de guerra, devedores, condenados ou simplesmente povos considerados de fora eram transformados em servos, soldados, trabalhadores agrícolas ou membros do séquito de um chefe. Ser escravizado não era um fenómeno raro, mas parte da vida política africana.
Também existiam mercados de escravos muito antes da chegada de navios europeus. Cidades como Benim ou Timbuktu tinham praças de venda onde as elites africanas comercializavam pessoas capturadas em guerras ou razias internas. Quando os portugueses começam a negociar, não inventam nada. Entram num sistema que já funcionava, comprando aquilo que os próprios africanos vendiam. Só mais tarde o tráfico transatlântico transformaria este comércio numa engrenagem global.
O que muda com a chegada europeia não é a existência da escravatura, mas a sua escala e intensidade. Armas de fogo, tecidos e bens de alto valor oferecidos pelos portugueses e, depois, por outras potências europeias aumentaram drasticamente o número de guerras internas. Muitos reinos africanos passaram a depender desse comércio para manter poder militar e político. Sem a colaboração activa de elites locais, chefes de guerra, comerciantes e governantes, o tráfico atlântico nunca teria atingido a dimensão que atingiu.
Mas é fundamental dizer claramente que a escravatura africana não era uniforme nem idílica. Existiam formas de integração e servidão doméstica, mas também formas extremamente violentas. Há relatos de sacrifícios humanos associados ao poder político, trabalho forçado em larga escala, deportações internas, castigos severos e utilização de cativos como moeda diplomática. África não era um continente homogéneo. Coexistiam sistemas diversos, do mais benigno ao mais brutal.
Da mesma forma, é falso imaginar que todo o continente participou passivamente ou de forma unida. Houve povos e líderes africanos que resistiram activamente tanto à escravatura interna como ao tráfico atlântico. Em certas regiões do Congo, especialmente durante o reinado de Nzinga Mbemba (Afonso I), houve tentativas explícitas de restringir ou mesmo proibir o comércio de escravos com europeus. Povos fugidos fundaram comunidades livres em zonas de difícil acesso. Outros recusaram entregar cativos ou romperam alianças com traficantes árabes e europeus. África era um palco de conflitos, resistências, negociações e escolhas, não um bloco imóvel.
Reconhecer tudo isto não diminui a responsabilidade europeia, que foi enorme na industrialização do tráfico de pessoas. Mas impede que se conte a história de forma simplista. Não havia um continente de inocentes subitamente atacado por estrangeiros maléficos. Havia reinos poderosos, políticos astutos e chefes de guerra que lucravam com a venda de prisioneiros. Havia rivalidades entre povos, guerras constantes e estruturas sociais que já usavam seres humanos como moeda muito antes de Portugal existir sequer como país consolidado.
Ignorar esta verdade não é proteger África. É reduzi-la a um objecto passivo da história, como se milhões de pessoas não tivessem autonomia, escolhas, conflitos e interesses próprios.
A história real é sempre mais complexa. E no caso da escravatura, é impossível compreendê-la sem reconhecer que, quando os portugueses chegaram, encontraram um sistema já em movimento. Não foram eles a acendê-lo. Fizeram, isso sim, algo diferente ao ampliá-lo, globalizá-lo e transformá-lo num negócio internacional de escala brutal. Mas a sua origem é muito mais antiga e profundamente africana.”
Né Ladeiras

No photo description available.

Eu sou um dos derrotados do 25 de novembro. E não tenho vergonha disso (Parte I)

Views: 5

António Ramalho Eanes, general e Presidente da República, com a sua assinalável sabedoria e enorme bom-senso, disse que essa é uma data que deve ser assinalada e recordada, mas não comemorada.

Source: Eu sou um dos derrotados do 25 de novembro. E não tenho vergonha disso (Parte I)

PDL TERRA DE POBRES E SEM ABRIGO

Views: 17

Ponta Delgada: rotas da desgraça no turismo açoriano ou o colapso da questão social nos Açores.
Ou o PSD municipal e o PSD do governo regional preocupados com outras coisas que dão mais lucro e prestígio
Ou um novo negócio para quem está no negócio da recuperação
Ou o novo eco resort para os pobres da cidade

No photo description available.No photo description available.May be an image of text that says "ካክር RUA Delgada Patria Do COMBATENTES ULTRAMAR 1991 jovens de morreram aos 60 morreram ao serviço Ponta da que Homenagem"

UM GOVERNO ENTALADO, Osvaldo José Vieira Cabral

Views: 5

UM GOVERNO ENTALADO



Por estes dias José Manuel Bolieiro é Presidente de um governo entalado pela SATA e pela República.

O longo processo de privatização da SATA desembocou naquilo que prevíamos há cerca de um ano: uma enorme trapalhada, gerida de forma incompetente e que está a provocar estragos óbvios na popularidade da coligação.

Seja qual for o desfecho, a avaliação deste processo já não pode ser positiva em qualquer perspectiva.

O processo foi mal conduzido e o desfecho será igualmente mau, porque o governo encurralou-se a si próprio no emaranhado das negociações e num caderno de encargos que nunca devia ter existido tal como está redigido.

Bastava aprender com o processo de reprivatização da TAP, em que não há concurso nenhum, mas negociações directas com as partes interessadas, avaliando quem está em melhores condições para responder aos requisitos impostos pelo governo, que obrigam que o investidor seja uma entidade idónea, com capacidade financeira, detendo a qualidade de operador aéreo certificado e com uma dimensão mínima aferida por indicadores financeiros.

Ao invés, optamos por apostar no escuro, na esperança de que iriam aparecer diversos investidores, estando agora o Governo Regional capturado pelo único consórcio interessado, que até já impõe condições, depois de ter sido afastado pelo governo, novamente repescado após ameaça de queixa judicial, e agora já a negociar com os trabalhadores, sabendo que a “mochila pesada” vai acabar por ser assumida por todos nós contribuintes açorianos.

A responsabilidade deste desfecho já não pode ser assacada aos governos do PS.

Houve tempo mais do que suficiente para traçar estratégias e adaptar estratégias.

Como sempre, predominou o interesse político-partidário de curto prazo sobre o interesse do futuro da Região.

Os próprios partidos, afastados de qualquer opção estratégica das negociações, colaram-se ao poder por interesses próprios e não por interesses estruturantes dos açorianos.

A gestão de José Manuel Bolieiro, Duarte Freitas e Berta Cabral chumba em qualquer avaliação neste processo SATA.

Não há que falar de administradores porque foi o governo que os escolheu, nem de planos falhados porque foi o governo, accionista único, que os validou.

Como um economista já lembrou, esta telenovela de terceira categoria vai custar a cada açoriano cerca de 3 mil euros, correspondendo os 600 milhões de euros a 10% do PIB da região, quando na TAP, os 3,3 mil milhões lá enterrados correspondem a 330 euros por cada cidadão, ou seja pouco mais de 1% do PIB nacional, uma diferença abismal sobre como se governa o bem público.

Não é por acaso que a República sempre fugiu, a sete pés, deste processo da SATA, deixando os companheiros insulares a falar sozinhos.

O que este triste episódio demonstra é que a coligação não aprendeu nada com a falhada privatização da SATA ao tempo do governo de Vasco Cordeiro, naquela outra trapalhada com a “Icelandair”, provocando o desgaste continuado da governação socialista.

No Palácio de Santana respira-se muita confiança porque Francisco César é visto como o seguro de vida da coligação governamental, mas em política, onde tudo é efémero, seria avisado os partidos do poder começarem a reflectir sobre até que ponto é que o povo eleitor está disposto a aguentar tantos erros cometidos em tão pouco tempo.

É que começa a circular a ideia de que o desleixo da governação, em tantos dossiers, parece um padrão, de que é outro exemplo o imobilismo de ano e meio para recuperar o HDES.

Outro caso, também escandaloso, é o dos salários dos trabalhadores da Base das Lajes, em que o Governo de Luís Montenegro entalou José Manuel Bolieiro, poucos dias depois de um Conselho de Ministros com os dois Presidentes insulares.

O Vice-Presidente Artur Lima, um dos governantes mais lúcidos da coligação, porque consegue levar a água para o moinho que lhe convém, tratou de imediato do assunto e não se coibiu de criticar a República e até o Ministro da Defesa, que é seu líder nacional do CDS, enquanto que Bolieiro se remeteu ao silêncio, certamente combalido com a desfeita do seu amigo Montenegro, depois daquele “momento histórico” em que não resultou coisa nenhuma.

Trazer na bagagem apenas a criação de um grupo de trabalho para rever a Lei de Finanças Regionais é uma capitulação, porquanto a República passa, agora, a liderar o processo, quando as dua Regiões Autónomas já tinham uma proposta de revisão, encomendada ao jurista Paz Ferreira, autor da primeira versão da lei.

O que acontece à proposta? Vai para o lixo? Porque não foi transformada em proposta de lei e apresentada ao Governo da República para aprovação?

É demasiada subserviência à República, como agora também acontece com o silêncio à volta da inqualificável ameaça ao subsídio de natal dos trabalhadores das Misericórdias.

Uma subjugação aos centralistas de Lisboa que se estende, igualmente, aos senhores da ANA/Vinci, que mais uma vez vêm de passeio aos Açores anunciar obras que há muito deveriam estar concluídas e que foram prometidas em 2023 noutra deslocação semelhante.

O caso de Ponta Delgada é escandaloso, o terceiro maior aeroporto do país a crescer nos últimos anos, e que mereceu da ANA, apenas, uma remodelação pindérica no terminal.

José Luís Arnaut, “chairman” da ANA, social-democrata e antigo governante dos governos atribulados do PSD, tem o condão, sempre que vem aos Açores, de arrastar atrás de si o Presidente do Governo, Secretários Regionais e toda a triste bajulação que lhe é curvada.

A governação regional rebaixa-se a tudo isso e deixa a população atónita, porque assiste aos elogios inapropriados a obras em aeroportos que não são nossos, quando a própria região tem em mãos processos semelhantes, como a prometida ampliação da pista do Pico, uma maçada desta coligação arrumada na gaveta, e sem que se insurja contra o arrastar da pista do Faial, da responsabilidade do querido amigo Arnaut.

Mas o ridículo maior é o PSD, em comunicado descarado, assumir o elogio do anúncio das obras como se fossem suas, fazendo dos cidadãos uns pobres desqualificados politicamente.

Este governo está a meio do mandato, altura ideal para uma profunda remodelação, que não se fique apenas pelos Directores Regionais.

Há secretários regionais muito desgastados, que já deram o que tinham a dar.

A coligação necessita de um intenso arejamento, com ventilação assistida, para recuperar novo fôlego até à ponta final do mandato.

O descontentamento é generalizado, mesmo nas hostes dos partidos da coligação, que se queixam de falta de diálogo, ignoram pedidos de audiências, recusam sentar-se com os autarcas, não entram nos cafés, nas filarmónicas, nas Casas do Povo, nos clubes e mantêm-se sentados nos confortáveis gabinetes da gigantesca administração preguiçosa.

Vamos entrar na quadra natalícia e a tradicional palavra ‘Esperança’ da época poderá transformar-se num tormento para milhares de famílias que podem nem receber o subsídio de Natal.

Ao que devia chegar a região da “economia pujante”…



Osvaldo Cabral

Novembro 2025



(Açoriano Oriental, Diário Insular, Portuguese Times EUA, LusoPresse Montreal)

See less

Comments

Pierre Sousa Lima

Parabéns Osvaldo. Mais um excelente artigo que subscrevo na íntegra !
Um abraço
  • Reply
Luís Silva Melo

E o folhetim do futuro da Sata Internacional (Azores Airlines) continua…
  • Reply
  • Edited
Rui Sebastião

Mais um grande artigo!!!
Resumindo o Fecho da SATA é Urgente !
  • Reply
  • Edited
Lucia de Sousa

A SATA não pode fechar sem alternativas
Vivemos numa região sem outros aces so ao exterior …

See more
  • Reply
Acácio Mateus

E não vai dar em nada! Pena é que os jobs for the boys não venham bater palminhas quando se fala a verdade nua e crua!
  • Reply
Isilda Medeiros

E continuarapor mais tempo
Realmente há secretários cansados mas eles nem o.bolieiro querem substituir
O tacho é bom. Seraque o corvo esta sem médico pelo fato do antigo ter perdido as eleições eter dito que se demitiria ou o rei do corvo ter dito ficas aqui
  • Reply
6 of 12

Someone is typing a comment…