Lusa passa a ser 100% detida pelo Estado e novo modelo de governação está concluído – CNN Portugal

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O Estado “detém agora 2.129.690 ações, a totalidade do capital social da Lusa, que representa o montante global de 5,3 milhões de euros”

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Como a China está a treinar uma “marinha-sombra” para uma possível invasão a Taiwan

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Escala e detalhe das movimentações observadas têm vindo a fazer crescer preocupações em Taiwan e entre analistas norte-americanos, que veem nestas operações uma aceleração nos preparativos chineses para um possível ataque à ilha que Pequim considera território seu

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Cantata e Outros Poemas Errantes”, de Vasco Pereira da Costa,

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Apresentação do livro “Cantata e Outros Poemas Errantes”, de Vasco Pereira da Costa, que teve lugar no passado dia 20 de novembro, na Sala de Projeção da Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada.
✨ Esta obra integra o V volume da coleção “Seleção Editorial Vamberto Freitas”, continuando a homenagear e divulgar vozes distintas da literatura açoriana.
️ A sessão contou com a apresentação do Professor Onésimo Teotónio Almeida.
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Jornadas Internacionais Resíduos: Cada turista produz em média 3,5 kg de resíduos por dormida nos Açores | RTP Açores

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…por um residente.

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NewTour/MS Aviation deixa aviso aos tripulantes de cabine: Sem entendimento não há proposta de aquisição | Antena 1 Açores

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…da Azores Airlines.

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DOIS POEMAS A TIMOR (CHRYS C)

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  1. lágrimas por timor, até quando? (lomba da maia) 16 julho 2012

 

confesso sem vergonha nem temores

hoje os olhos transbordaram

lágrimas em cascata como diques

pior que a lois quando chove

 

o coração bateu impiedoso

os olhos turvos a mente clara

as mãos trémulas de impotência

 

nas covas e nas valas comuns

muitos se agitaram com a morte gratuita

mais um casal de pais órfão

mais um filho varado às balas

sem razões nem justificações

 

poucas vozes serenas se ouviram

velhos ódios, vinganças acicatadas

o povo dividido como em 1975

 

sem alguém capaz de congregar o povo

sem alguém capaz de governar para todos

sem alguém acima de agendas pessoais

sem alguém acima de partidos

 

temos de ultrapassar agosto 75

udt e fretilin, a invasão

a indonésia e o genocídio

 

faça-se ou não justiça

é urgente um passo em frente

 

é urgente alguém com visão

um sonhador, um utópico

um poeta como xanana já foi

 

alguém que ame timor

mais do que as suas crenças

mais do que a sua família

maos do que as suas memórias

 

talvez mesmo uma mulher

sensível e meiga

olhar almendrado

pele tisnada

capaz de amar

impulsiva para acreditar

 

talvez mesmo uma mulher

liberta de injustiças passadas

solta de ódios, vinganças e outras dores

capaz de depor as armas todas e liderar.

 

 

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lágrimas por timor, até quando? 16 julho 2012
lágrimas por timor, até quando? (lomba da maia, julho 2012)
confesso sem vergonha nem temor
os olhos transbordaram hoje
lágrimas em cascata como diques
pior que a lois quando chove
o coração bateu impiedoso por timor
os olhos turvos a mente clara
as mãos trémulas de impotência
nas covas e nas valas comuns
muitos se agitaram com a violência
mais uma morte gratuita
mais um casal de pais órfão
mais um filho varado às balas
sem razão nem justificação
poucas vozes serenas se ouviram
velhos ódios, vinganças acicatadas
o povo dividido como em 1975
sem alguém capaz de congregar o povo
sem alguém capaz de governar para todos
sem alguém acima de agendas pessoais
sem alguém acima de partidos
temos de superar agosto 75
udt e fretilin, a invasão

escravatura nos açores

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Apontamentos sobre a escravatura nos Açores
O tema da escravatura nos Açores, ou mesmo no todo nacional, é quase tabu. Na sociedade quase não se fala no assunto e ainda não foi devidamente tratado nas nossas escolas. Com efeito ao longo de 11 anos de escolaridade, primária, segundo ciclo, terceiro ciclo e ensino secundário, nunca ouvi falar no assunto e este ano tendo perguntado aos meus alunos do 9º ano de escolaridade da disciplina de Cidadania e Desenvolvimento, a resposta foi a de que não tinham conhecimento da existência de escravos nos Açores.
Pelos vistos, o silêncio mantinha-se apesar da legislação que proibia que se falasse em escravos, referida por Ana Barradas, no seu livro “Ministros da noite- Livro negro da Expansão Portuguesa”, que abaixo se transcreve, ser muito antiga e não estar em vigor:
“Todo o português como todo o indivíduo de outra nacionalidade residente no território português que intencionalmente, por discursos pronunciados em reuniões públicas ou por manifestos, brochuras, livros, jornais, ou outras publicações destinadas a ser vendidas ou distribuídas gratuitamente ao público, difundam falsas informações a fim de demonstrar a existência da escravatura ou do tráfico de escravos nas colónias portuguesas, será punido com multa de 2 000$ a 20 000$ ou com prisão maior até dois anos, e poderá ainda se expulso do território português. (Código de Trabalho dos Indígenas das Colónias Portuguesas da África, 6 de dezembro de 1928)”
Na qualidade de professor da disciplina referida, onde um dos temas a abordar é o dos direitos humanos, comecei a pesquisar sobre o assunto, tendo no passado mês de dezembro assistido à gravação do 7º Encontro com História, promovido pela Históriasábias-Associação Cultural, sobre a “Escravatura nos Açores (séculos XV-XIX).
Ao ouvir a Professora Doutora Margarida Vaz do Rego Machado falar sobre o testamento de um dos maiores negociantes dos Açores do seu tempo, NMRA-Nicolau Maria Raposo do Amaral (1737-1816), onde este pedia que uma sua escrava fosse mantida e bem tratada pelos seus filhos nas suas enfermidades, lembrei-me que possuía alguns documentos que me foram cedidos para consulta por um descendente daquele homem de negócios.
Todos os exemplos referidos abaixo, foram extraídos da documentação referida.
Em carta de 7 de fevereiro de 1777, dirigida a Manuel Correia Branco, NMRA lamenta não poder ser útil porque não existe na ilha uma mulata como a pretendida, mas que fará as diligências para “comprar alguma que não eceda (?) de 14 anos, e que não seja feia, e se a puder comprar a mandarei ensinar nesta sua Casa de forma que fosse servir a Fidalga Minha Senhora.”
Num documento intitulado “Do 4º Copiador de NICOLAU MARIA RAPOSO DO AMARAL (PAI) cópia em 25 de Julho de 1782) a propósito das instalações do “Colégio que foi dos denominados Jesuítas da ilha de São Miguel”, aquele homem de negócios queixava-se de que “vem a ficar dos sobreditos 18 cubículos, 12 para acomodação da minha família”.
E para ele o que era a família?
Aqui fica a resposta: “minha mulher, cinco filhas, quatro filhos, uma ama, duas criadas, quatro escravas, e criados e três escravos…”
A 12 de maio de 1784, em carta dirigida a João Filipe da Fonseca, NMRA escreve que poderá mandar um navio de Angola para o Rio de Janeiro com escravos.
No dia 6 de agosto de 1785 NMRA, em carta dirigida ao mesmo destinatário, depois de escrever que sentia “que o espírito da lei deve ser conservado nestas Ilhas para a liberdade dos Negros conduzidos da nossa América” acrescenta o seguinte: “É incomparável o incómodo que aqui se padece com a falta dos Escravos: a minha casa não pode servir-se doutro modo, e visto que V.M. me diz, parece que estou na rigorosa obrigação de dar a liberdade a uns poucos que me acompanharam do Brasil há anos debaixo da boa fé.”
Numa carta datada de 6 de agosto de 1785, dirigida a João Filipe da Fonseca, NMRA volta a referir-se à escravatura na ilha de São Miguel, do seguinte modo:
“Sinto a notícia que V.M. me deu, que o espírito da Lei deve ser conservado nestas Ilhas para a liberdade dos Negros conduzidos da nossa América.
É incomparável o incómodo que aqui se padece com a falta dos Escravos: a minha casa não pode servir-se doutro modo, e visto que V.M. me diz, parece que estou na rigorosa obrigação de dar liberdade a uns poucos que me acompanharam do Brasil há 17 anos debaixo de boa fé.”
Numa carta datada de 20 de março de 1796, dirigida a José Inácio de Sousa Melo, da ilha da Madeira, a dado passo pode-se ler o seguinte:
“Remeto mais a V.M. uma Negra minha escrava, por nome Rosa, que se criou de pequena nesta Casa donde aprendeu todo o serviço, cuja Negra comprei a uma filha de Dionísio da Costa o Marchante, como consta da Escritura que remeto a V.M. com a certidão da sua idade, e Procuração para que faça esta Venda, ou na Praça, ou por ajuste particular o mais breve que V.M. puder, e logo que ela chegar.
Esta escrava não teve vício algum até agora: mas eu a mando vender porque me consta que ela se desonestou com um escravo desta Casa de que penso vai pejada, e a não lhe acontecer esta desgraça, eu a não venderia por todo o dinheiro que, por ela me oferecessem, e seria forra por minha morte, e de minha Mulher.
O que eu digo a V.M. é a mesma verdade, e estimarei que ela ache uma boa Casa que a compre.
O seu líquido rendimento empregará V.M. na receita que peço, podendo mandar-me tudo por este Navio, ou por outro que fique a partir para esta Ilha: aliás: o remeterá V.M. em letras para Lisboa como lhe recomendo. Se V.M. quiser ficar com esta Escrava, o pode fazer por menos dez mil reis do maior preço que por ela lhe oferecerem: isto é, no caso que ela lhe agrade.”
A 6 de outubro de 1797, em carta dirigida a Jerónimo José Carvalho, menciona que possui três escravos. Caso contrário seria ele obrigado a varrer a cavalariça e a carregar água para a sua casa.
A 8 de março de 1800, em carta dirigida a João Filipe, NMRA menciona a libertação de escravos “pelo indulto da Lei não obstante algumas Sentenças do Tribunal da Relação que os obriga à escravidão, fundadas em que a Lei se não estende para estas ilhas, mas só sim para o reino” e prossegue afirmando que ninguém se arrisca a mandar vir negros do Brasil pois correm o risco de os perder.
Em 1802, em carta de 8 de agosto, dirigida a Manuel Tomás, escreve que “pensa mandar a Lisboa um escravo pardo para aprender a boleeiro.”
Em carta enviada para João do Rego Falcão, de Pernambuco, escreve sobre dois escravos que comprou na Ribeira Grande pedindo que os venda, porque “degeneraram no vício de amancebados com diversas concubinas” e porque passaram a querer revoltar-se contra ele.
Em carta dirigida ao já referido João do Rego Falcão, datada de 14 de novembro de 1804, faz uma série de encomendas, como mel, algodão, paus de jacarandá, etc. e “um escravo Molecão bem feito de pé, e perna , e que possa carregar já um barril de água: sendo de boa Nação, que não seja Cabondá, Moxecongo ou Mujólo e outras Nações reprovadas, mas sim das melhores Nações, bem como “três negras moleconas de boa cara, raparigas de doze a quinze anos de idade pouco mais ou menos, para que possam amassar pão, e servir bem uma casa, sendo de boas Nações como levo recomendado, e nada das raças reprovadas.”
A 6 de outubro de 1805, NMRA escreve a João do Rego Falcão acusando a receção dos escravos pedidos. Assim, segundo ele “o Moleque, e Negrinhas chegaram vivos. O Moleque não se sabe da sua pátria, e só sim que é da Costa da Malagueta ou Cafraria. Uma Negrinha Cabondá, sendo das mais péssimas nações, e duas com efeito Benguelas”.
Em 1807, continuava o tráfico de escravos. Com efeito, NMRA em carta dirigida a Joaquim José da Fonseca, escreve que “quer vender uma escrava negra porque desatendeu a uma neta”. Não quer que a mesma fique na ilha e pede que aquele “a venda para casa caridosa ainda que seja por menos do seu valor”.
Quando se aborda a questão da abolição da escravatura, o primeiro passo terá sido dado em Portugal, em 1761, através de um alvará que ordenava a libertação de todos os escravos negros que chegassem à metrópole. A abolição completa, em todo o território controlado por Portugal, pelo menos no papel, só ocorreria a 25 de fevereiro de 1869.
Apesar da legislação aprovada, na prática a exploração extrema da força de trabalho humana continuou de tal modo que num livro publicado em 1944, Norton de Matos que foi governador de Angola, escreveu o seguinte: “Manteve-se (…) a escravatura em Angola e noutras colónias africanas, quase até aos presentes dias. Encoberta, camuflada, sofismada, ela continuava a existir, e por certo, desmereceria se não afirmasse que a fui encontrar sob diversos nomes ou disfarces na província do Ultramar português que, em 1912 e anos seguintes, governei”.
A história não pode ser apagada, nem julgada com os olhos de hoje, tanto mais que a escravatura continua existindo, havendo nos nossos dias mais pessoas em situação de escravidão do que no passado. De acordo com a associação ACEGIS-Associação para a Cidadania, Empreendedorismo, Género e Inovação Social, no mundo existem 40,3 milhões de pessoas vítimas da escravatura moderna, sendo um quarto delas crianças.
Se não podemos corrigir os erros do passado, podemos agir de modo a impedir que os mesmos se perpetuem no presente e evitar que continuem no futuro, o primeiro passo a dar é estudar a história, não esconder nada às novas gerações e denunciar todas as situações de escravidão mais ou menos camufladas.
Para saber mais:
Barradas, A. (1991). Ministros da noite-Livro Negro da Expensão Portuguesa. Lisboa: Antígona.
Casas, B. (1990). Brevíssima Relação da Destruição das Índias. Lisboa: Antígona.
Mendes, L. (1977). Memória a respeito dos escravos e tráfico da escravatura entre a Costa d´África e o Brasil. Porto: Publicações Escorpião.
Teófilo Braga

José Cirne

As datas de 1761, para a Metrópole, e a de 1866 para os restantes territórios ultramarinos portugueses estão corretas, pelo que o assunto já não é de novo. Atente-se porém que no Brasil, entretanto independente, a escravatura prolongou-se muito para al…

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Lusa Ponte

José Cirne Vejo que sabe deste assunto. Aconselha-me algum livro em português? Estive muitos anos em Toulouse e regressei agora; aos poucos vou-me reintegrando na sociedade portuguesa; e estes temas interessam-me.
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Cada turista gera 3,5 quilos de resíduos por dormida – Açoriano Oriental

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Fique a par da atualidade nos Açores com o jornal mais antigo de Portugal.

Source: Cada turista gera 3,5 quilos de resíduos por dormida – Açoriano Oriental

AÇORES PRECISAM DA RYANAIR

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Ainda sobre este drama da Ryanair e o anúncio de que encerrará todos os voos para os Açores a partir de março de 2026, alegando como razões as taxas aeroportuárias elevadas e uma falta de intervenção governamental na redução de custos operacionais, vale a pena determo-nos sobre alguns detalhes.
A decisão, obviamente, provocou uma preocupação generalizada entre entidades regionais, operadores turísticos e autoridades económicas, algumas mesmo utilizando termos como “choque”, “golpe” e “pânico” para caracterizar este anúncio. Embora, da parte do Presidente do Governo Regional tenha havido uma alegação de, pelo menos aparente, tranquilidade. Alguém que me arranje o mesmo calmante, sff.
A Ryanair alega transportar cerca de 400 mil passageiros por ano, grande parte deles turistas em viagem de lazer ou negócios, o nosso mercado interno é pequeno e pouco abonado, portanto podemos acreditar que pelo menos mais de 60% a 70% destes 400 mil são efetivamente turistas. Ora a retirada da única oferta low-cost entre o continente e o arquipélago reduz significativamente a conectividade aérea do arquipélago e aumenta a dependência de outras companhias, como TAP e SATA, sabendo nós, também, como está, infeliz e fatidicamente, esta última.
Segundo estimativas por alto, baseadas no gasto médio por visitante (€276 por viagem segundo dados do INE), a perda direta de receitas turísticas provocadas pela retirada da Ryanair do destino Açores pode variar entre €27,7 milhões e €110 milhões anuais, dependendo do número de passageiros não residentes afetados. Se juntarmos a isto os efeitos indiretos na economia regional, esse impacto pode atingir entre €40 milhões e €166 milhões. E o Presidente do Governo diz-se tranquilo?!?!
Outro dos impactos a curto/médio prazo é a subida dos preços médios dos bilhetes, para além da redução do número de turistas sensíveis ao preço e impactos negativos em atividades complementares, incluindo restauração, transportes e animação turística. Já para não falar noutros impactos indiretos no consumo, retalho, produtos locais, etc. É que se os turistas produzem lixo, como todos nós, aliás, também gastam dinheiro, a tomar café, beber água, ou a meter gasolina nos carros de rent-a-car. Estimativas simples indicam que a perda de emprego direto pode variar entre 700 e 2 800 postos de trabalho, podendo superar 4 000 empregos se contabilizados os efeitos indiretos. Pensem por exemplo no consumo de lacticínios, carne, peixe, pão ou outros produtos.
Por outro lado temos os elevadíssimos custos reputacionais para a imagem do destino que esta novela provoca. A Ryanair aponta como causas da sua saída as taxas aeroportuárias praticadas pela ANA e a alegada inação do Governo, enquanto as autoridades regionais e nacionais defendem que os Açores têm algumas das taxas mais baixas da Europa.
Esta divergência reforça a perceção de que a decisão também poderá ter motivações estratégicas de negociação, mas ao mesmo tempo revela as fragilidades do destino em assegurar um crescimento sustentado e sustentável do sector turístico fazendo perigar não só investimentos como a própria perceção dos mercados sobre o valor intrínseco do destino. Já dizia a minha avó, leva uma vida a fazer um nome, mas basta um dia para o perder…
Face a este cenário, seria imprescindível que os sectores público e privado estudassem medidas de mitigação, incluindo negociações urgentes, e musculadas se necessário, com a ANA/VINCI, incentivos a operadores alternativos, reforço da promoção turística internacional e avaliação do impacto económico real através de estudos detalhados.
A Ryanair é a maior companhia aérea europeia em termos de número de passageiros transportados e alcance operacional voando para mais de 240 destinos, o que para nós significa uma conetividade com o mesmo número de potencias mercados. Não compreender este facto é não perceber como funciona a indústria do turismo, principalmente nas novas tendências de independent travelers e last minute, elementos essências por exemplo para combater a sazonalidade. Já para não falar no rombo comunicacional que representa sair desta máquina de promoção e comunicação que são 200 milhões de passageiros transportados anualmente.
Não quero defender o Sr O’leary que obviamente não precisa, mas reduzir isto tudo a uma birra ou a uma manobra negocial é não perceber ou não querer assumir como a distância da região dos aeroportos emissores, o sobrevoo do atlântico e tudo que isso implica em termos de consumos de combustível, seguros, especificações técnicas das tripulações e dos aparelhos, bem como outras incidências no preço, como capacidade de encher aviões, influem efetivamente na rentabilidade da rota e da operação. E, principalmente a responsabilidade que o destino têm em ser parceiro e não obstáculo…
A saída da Ryanair representa um abalo sísmico para a economia açoriana e coloca em evidência a vulnerabilidade do arquipélago face a alterações de conectividade aérea, sublinhando a importância de políticas estratégicas para assegurar acessibilidade e sustentabilidade do turismo regional. Tudo coisas que por mais que o espectador atento tente perscrutar não se vislumbram nem no imediato nem no horizonte mais longínquo.
Mais uma vez, estamos não só à mercê dos mercados, o que desde logo vai resultar num aumento lógico e imediato da tarifa média, com impactos diretos no tipo de cliente e perceção da oferta, como estamos também à mercê dos maus políticos, o que infelizmente, resulta no aumento direto da nossa desgraça coletiva…