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a lei do piropo..censure-se a imagem abaixo..

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Carlos Fino shared a post.

ENQUANTO HOUVER HUMANIDADE

Camafeus revoltados

Lembram os jornais que faz hoje três anos sobre a imposição da grotesca Lei do Piropo e que até ao presente ninguém foi condenado. Sabem porquê? Porque as pessoas gostam de receber piropos, uns gracejadores, outros brejeiros, outros mesmo apimentados, ou não se traduz piropo em inglês por compliment, em alemão por Kompliment e em espanhol por admiración?

Creio que a perturbada legisladora se estava a vingar da ausência de piropos na sua apagada, invisível e ínfima passagem por esta vida de camafeu.

Image may contain: 2 people, people smiling, people sitting and outdoor

 

Chrys Chrystello censure-se a imagem que vai contra a lei

ABORIGENES If we do not reimagine Australia, we will be undone

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Well said , well written, well thought-out! Bravo Richard Flanagan and Bravo to the architects of the Uluru statement.

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Na China, mil anos atrás, as mulheres já jogavam futebol | Esportes | EL PAÍS Brasil

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Várias pinturas do século XII mostram quatro mulheres que dão chutes em uma bola colorida. Em 2004, a FIFA concluiu oficialmente que o país asiático é o berço do futebol

Source: Na China, mil anos atrás, as mulheres já jogavam futebol | Esportes | EL PAÍS Brasil

 

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o haiti não é aqui crónica de 2010

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1. CRÓNICA 80 – DO HAITI A VIRIATO E SERTÓRIO – 22 janº 2010

80.1. HAITI

Há dias ouvi a frase bíblica “Porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos” [Mt 22: 14] e perguntei-me por que os cidadãos do Haiti têm sido chamados tantas vezes. Agora com os terramotos que devastaram a metade da ilha interrogo-me sobre a história do país.

Haiti, em português, oficialmente Repiblik Ayiti, uma parte da ilha de Hispaniola, nas Grandes Antilhas, que partilha com a República Dominicana. Ayiti (“terra de altas montanhas”) era o nome indígena dado pelos nativos taínos.

Em francês o país é “A Pérola das Antilhas”, pela sua beleza natural. O ponto mais alto é Pic la Selle, 2 680 m. É o terceiro maior país do Caribe (depois de Cuba e da República Dominicana), com 27 750 km2, 10,4 milhões de habitantes, um milhão na capital, Porto Príncipe.

A posição histórica e etnolinguística do Haiti, são únicas. Quando conquistou a independência em 1804, e se tornou a primeira nação independente da América Latina, foi o único país do mundo resultante de uma revolta de escravos bem-sucedida e a segunda república da América.

É o mais pobre da América. A Revolução durou quase uma década; todos os primeiros líderes do governo foram antigos escravos.

Em fevereiro 2004, um golpe de Estado forçou a renúncia e o exílio do Presidente Jean-Bertrand Aristide. Um governo provisório assumiu o controlo sob a Missão da ONU. Michel Martelly, atual Presidente, foi eleito nas eleições gerais de 2010.

80.2. OS PECADOS DO HAITI

Li este artigo e gostei “Os pecados do Haiti”, 15 janeiro 2010 por Eduardo Galeano[1]

Em 1803, os negros do Haiti causaram tremenda derrota às tropas de Napoleão Bonaparte e a Europa não perdoou a humilhação infligida à raça branca. O Haiti foi o primeiro país livre das Américas. Então, começou o bloqueio e a nação recém-nascida foi condenada à solidão. Ninguém comprava, ninguém lhe vendia, ninguém a reconhecia. Nem mesmo Simão Bolívar, quando já havia derrotado a Espanha, graças ao apoio do Haiti que lhe tinha entregue sete navios, muitas armas e soldados, com a única condição que Bolívar libertasse os escravos.

Os EUA reconheceram o Haiti sessenta anos depois do final da guerra de independência, enquanto Etienne Serres, um génio francês da anatomia, descobria que os negros são primitivos porque “possuem pouca distância entre o umbigo e o pénis”.

A Europa havia imposto ao Haiti a obrigação de pagar à França uma indemnização gigantesca, como modo de perdoar o delito da dignidade. A história do assédio contra o Haiti, que em nossos dias tem dimensões de tragédia, é também una história do racismo na civilização ocidental. Os EUA invadiram em 1915 e governaram até 1934.

Retiraram-se quando alcançaram os objetivos: cobrar as dívidas do City Bank e revogar o artigo que proibia a venda de terras aos estrangeiros. Um dos responsáveis pela invasão, elaborou: “… é um povo inferior, incapaz de conservar a civilização que os franceses deixaram”.

O Haiti havia sido a pérola da coroa, Montesquieu havia explicado: “O açúcar seria demasiado caro se não trabalhassem os escravos, que são negros desde os pés até a cabeça e têm o nariz tão achatado, que é quase impossível ter deles alguma pena. Resulta impensável que Deus, que é um ser muito sábio, tenha posto uma alma boa num corpo inteiramente negro”. Em troca, Deus havia colocado um chicote na mão do feitor. Karl von Linneo, havia retratado o negro com precisão científica: “Vagabundo, desocupado, negligente, indolente e de costumes dissolutos”.

A democracia haitiana recém-nascida, na festa de 1991, foi assassinada pelo golpe de estado do general Raul Cedras. Três anos mais tarde, ressuscitou.

Depois de terem colocado e retirado ditadores militares, os EUA depuseram o Presidente Jean-Bertrand Aristide, eleito por voto popular, o primeiro em toda a história e que teve a louca aspiração de querer um país menos injusto.

Aristide regressou acorrentado para retomar o governo, mas proibiram-no de exercer o poder. O sucessor, René Préval, obteve 90% dos votos, mas qualquer burocrata do FMI ou do Banco Mundial tinha mais poder.

80.3. DERRUBAR GOVERNOS NO HAITI[2]

Os EUA, o Canadá e a França, conspiraram abertamente durante quatro anos para derrubar o governo eleito do Haiti cortando toda a ajuda internacional ao país com o objetivo de destruir a economia e torná-lo ingovernável.

A política dos EUA também ajudou a destruir a agricultura haitiana, ao forçar a importação de arroz americano subsidiado e eliminar milhares de plantadores haitianos. Para os que se indagam por que não existem instituições haitianas para ajudar com os socorros e ajuda às vítimas do terremoto, essa é uma das razões.

Ou o porquê de haver 3 milhões de pessoas amontoadas na área atingida. Antes do terremoto, a situação do Haiti era comparável à de muitos sem-abrigo nas ruas de grandes cidades dos EUA: pobres demais e negros demais para terem os mesmos direitos.

Em 2002, um golpe militar com o apoio dos EUA, afastou o governo eleito da Venezuela, mas a maioria dos governos no hemisfério reagiu rapidamente e ajudou a forçar o retorno do governo democrático. Dois anos depois quando o Presidente haitiano democraticamente eleito, Jean-Bertrand Aristide, foi sequestrado pelos EUA e levado para o exílio na África, a reação foi fraca.

Após dois séculos de saque e pilhagem do Haiti desde a fundação na revolta de escravos em 1804, da ocupação brutal por fuzileiros navais dos EUA e das incontáveis atrocidades cometidas sob ditaduras, auxiliadas e apoiadas por Washington, o golpe de 2004 não pode ser relegado ao esquecimento.

Como cantou em tempos Caetano Veloso, “O Haiti não é aqui”.

[1] http://culturadetravesseiro.blogspot.pt/2010/01/os-pecados-do-haiti-eduardo-galeano.html

[2] Folha de S. Paulo 19/01/2010, adaptado de um artigo de Mark Weisbrot, doutor em economia pela Universidade de Michigan, é Codiretor do Centro de Pesquisas Económicas e Políticas, em Washington (www.cepr.net ).

poluição a sério é isto no Haiti

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este é o mundo que queremos perpetuar?

se quiser saber as razões de o haiti ser assim leia adiante nesta crónica de 2010

1. CRÓNICA 80 – DO HAITI A VIRIATO E SERTÓRIO – 22 janº 2010

80.1. HAITI

Há dias ouvi a frase bíblica “Porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos” [Mt 22: 14] e perguntei-me por que os cidadãos do Haiti têm sido chamados tantas vezes. Agora com os terramotos que devastaram a metade da ilha interrogo-me sobre a história do país.

Haiti, em português, oficialmente Repiblik Ayiti, uma parte da ilha de Hispaniola, nas Grandes Antilhas, que partilha com a República Dominicana. Ayiti (“terra de altas montanhas”) era o nome indígena dado pelos nativos taínos.

Em francês o país é “A Pérola das Antilhas”, pela sua beleza natural. O ponto mais alto é Pic la Selle, 2 680 m. É o terceiro maior país do Caribe (depois de Cuba e da República Dominicana), com 27 750 km2, 10,4 milhões de habitantes, um milhão na capital, Porto Príncipe.

A posição histórica e etnolinguística do Haiti, são únicas. Quando conquistou a independência em 1804, e se tornou a primeira nação independente da América Latina, foi o único país do mundo resultante de uma revolta de escravos bem-sucedida e a segunda república da América.

É o mais pobre da América. A Revolução durou quase uma década; todos os primeiros líderes do governo foram antigos escravos.

Em fevereiro 2004, um golpe de Estado forçou a renúncia e o exílio do Presidente Jean-Bertrand Aristide. Um governo provisório assumiu o controlo sob a Missão da ONU. Michel Martelly, atual Presidente, foi eleito nas eleições gerais de 2010.

80.2. OS PECADOS DO HAITI

Li este artigo e gostei “Os pecados do Haiti”, 15 janeiro 2010 por Eduardo Galeano[1]

Em 1803, os negros do Haiti causaram tremenda derrota às tropas de Napoleão Bonaparte e a Europa não perdoou a humilhação infligida à raça branca. O Haiti foi o primeiro país livre das Américas. Então, começou o bloqueio e a nação recém-nascida foi condenada à solidão. Ninguém comprava, ninguém lhe vendia, ninguém a reconhecia. Nem mesmo Simão Bolívar, quando já havia derrotado a Espanha, graças ao apoio do Haiti que lhe tinha entregue sete navios, muitas armas e soldados, com a única condição que Bolívar libertasse os escravos.

Os EUA reconheceram o Haiti sessenta anos depois do final da guerra de independência, enquanto Etienne Serres, um génio francês da anatomia, descobria que os negros são primitivos porque “possuem pouca distância entre o umbigo e o pénis”.

A Europa havia imposto ao Haiti a obrigação de pagar à França uma indemnização gigantesca, como modo de perdoar o delito da dignidade. A história do assédio contra o Haiti, que em nossos dias tem dimensões de tragédia, é também una história do racismo na civilização ocidental. Os EUA invadiram em 1915 e governaram até 1934.

Retiraram-se quando alcançaram os objetivos: cobrar as dívidas do City Bank e revogar o artigo que proibia a venda de terras aos estrangeiros. Um dos responsáveis pela invasão, elaborou: “… é um povo inferior, incapaz de conservar a civilização que os franceses deixaram”.

O Haiti havia sido a pérola da coroa, Montesquieu havia explicado: “O açúcar seria demasiado caro se não trabalhassem os escravos, que são negros desde os pés até a cabeça e têm o nariz tão achatado, que é quase impossível ter deles alguma pena. Resulta impensável que Deus, que é um ser muito sábio, tenha posto uma alma boa num corpo inteiramente negro”. Em troca, Deus havia colocado um chicote na mão do feitor. Karl von Linneo, havia retratado o negro com precisão científica: “Vagabundo, desocupado, negligente, indolente e de costumes dissolutos”.

A democracia haitiana recém-nascida, na festa de 1991, foi assassinada pelo golpe de estado do general Raul Cedras. Três anos mais tarde, ressuscitou.

Depois de terem colocado e retirado ditadores militares, os EUA depuseram o Presidente Jean-Bertrand Aristide, eleito por voto popular, o primeiro em toda a história e que teve a louca aspiração de querer um país menos injusto.

Aristide regressou acorrentado para retomar o governo, mas proibiram-no de exercer o poder. O sucessor, René Préval, obteve 90% dos votos, mas qualquer burocrata do FMI ou do Banco Mundial tinha mais poder.

80.3. DERRUBAR GOVERNOS NO HAITI[2]

Os EUA, o Canadá e a França, conspiraram abertamente durante quatro anos para derrubar o governo eleito do Haiti cortando toda a ajuda internacional ao país com o objetivo de destruir a economia e torná-lo ingovernável.

A política dos EUA também ajudou a destruir a agricultura haitiana, ao forçar a importação de arroz americano subsidiado e eliminar milhares de plantadores haitianos. Para os que se indagam por que não existem instituições haitianas para ajudar com os socorros e ajuda às vítimas do terremoto, essa é uma das razões.

Ou o porquê de haver 3 milhões de pessoas amontoadas na área atingida. Antes do terremoto, a situação do Haiti era comparável à de muitos sem-abrigo nas ruas de grandes cidades dos EUA: pobres demais e negros demais para terem os mesmos direitos.

Em 2002, um golpe militar com o apoio dos EUA, afastou o governo eleito da Venezuela, mas a maioria dos governos no hemisfério reagiu rapidamente e ajudou a forçar o retorno do governo democrático. Dois anos depois quando o Presidente haitiano democraticamente eleito, Jean-Bertrand Aristide, foi sequestrado pelos EUA e levado para o exílio na África, a reação foi fraca.

Após dois séculos de saque e pilhagem do Haiti desde a fundação na revolta de escravos em 1804, da ocupação brutal por fuzileiros navais dos EUA e das incontáveis atrocidades cometidas sob ditaduras, auxiliadas e apoiadas por Washington, o golpe de 2004 não pode ser relegado ao esquecimento.

Como cantou em tempos Caetano Veloso, “O Haiti não é aqui”.

[1] http://culturadetravesseiro.blogspot.pt/2010/01/os-pecados-do-haiti-eduardo-galeano.html

[2] Folha de S. Paulo 19/01/2010, adaptado de um artigo de Mark Weisbrot, doutor em economia pela Universidade de Michigan, é Codiretor do Centro de Pesquisas Económicas e Políticas, em Washington (www.cepr.net ).

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RELATÓRIO RISCADO SOBRE DESCOLONIZAÇÃO EM TIMOR 1975

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