se os humanos fossem como este cão

Views: 0

Rui Rocha
13 February at 04:47

-2:06

Watch together with friends or with a group

judeus em Portugal Richard Zimler

Views: 0

ria Jose Vitorino and 2 others shared a link.
A alheira, os cristão novos… afinal, de onde vêm esses nomes e qual a história dos judeus em Portugal? Richard Zimler, jornalista e romancista, estudou pro…

portugal e os números da escravatura

Views: 0

Porque para ativistas Politicamente Corretos e Bem-Intencionados a verdade é irrelevante se não apoiar a Agenda deles.

«Há dias Daniel Oliveira assinou um artigo de fundo na revista do Expressono qual afirma, e cito-o, que “só do território que hoje corresponde a Angola os portugueses arrancaram, entre 1501 e 1866, 5,7 milhões de almas”. Esta afirmação está errada porque Daniel Oliveira atribuiu a Portugal a totalidade da exportação de escravos feita a partir daquilo que os autores da Slave Trade Databasedesignam por “West Central Africa and St. Helena”, ou seja, toda a costa ocidental africana a sul do cabo Lopez, no Gabão, portanto uma extensão bem maior do que a da actual Angola. Sucede, para além disso, que nesse total de 5,7 milhões de escravos transportados dessa região através de Atlântico se engloba o tráfico negreiro feito por ingleses e outros europeus a partir dos portos do rio Zaire e zonas adjacentes, e o que foi feito pelos brasileiros. Como já referi num anterior artigo, no Observador, de 1822 em diante (ou de 1825, se preferirmos o ano em que Portugal reconheceu a secessão da sua antiga colónia) o tráfico negreiro foi feito pelo e para um Brasil já independente. Como é óbvio a partir de 1822-25 esse tráfico deixou de poder ser contabilizado como português e passou a ser brasileiro. Em suma, é absolutamente errado atribuir a Portugal sozinho a totalidade do tráfico de escravos daquela extensa região africana.
Dirão que isto é, apenas, um detalhe, mas a História também deve ser feita de detalhes significativos e, sobretudo, com rigor. Ora, há aqui um óbvio desleixo com os factos e um manifesto e persistente erro. Não sei se esse erro decorre de distração ou de outra causa qualquer nem isso agora importa. O que importa é que há, em Portugal, muita gente da extrema-esquerda politicamente correcta que rejubila com certos números desde que eles sejam negativos para o país, e que, sendo indiferente aos erros de facto, é estanque a todas as explicações. O engano de Daniel Oliveira só importa porque ele é mais do que um pequeno lapso de uma pessoa apenas. Na verdade, lapsos desses são frequentes e são um paradigma da forma como os radicais de esquerda abordam estas questões. Essas pessoas estão-se nas tintas para a verdade e a exactidão. A sua é uma posição meramente política, não estão interessadas em saber e perceber, apenas em agitar. O que lhes interessa é carregar nas cores escuras e, por isso, agarram-se com unhas e dentes a números bombásticos, sem se assegurarem da sua veracidade, porque quanto pior, melhor.
Há também, na esquerda, quem ache chocante ou obsceno estar a discutir números e a fazer uma contabilidade discriminada e comparada, nação a nação, em matéria tão sensível, como se o problema fosse um lugar no ranking ou o número de milhões de escravos. Os que consideram assim as coisas confundem sentimento e emoções com estudo e conhecimento e ignoram que a historiografia da escravatura está estreitamente ligada, desde o seu início, à questão da quantificação.
Até à década de 1960 ninguém sabia muito bem quantos escravos negros teriam sido levados para as Américas. Avançavam-se números fantasiosos, como 40 milhões, ou mais, mas sem grande base empírica e documental. Foi Philip D. Curtin, um grande historiador norte-americano já desaparecido, que pela primeira vez estudou a fundo essa questão. Publicou o seu estudo em 1969 num livro intitulado The Atlantic Slave Trade: a Census, baixando as estimativas para cerca de 11,5 milhões de pessoas. Curtin foi atacadíssimo, então. Chamaram-lhe racista, disseram que o seu estudo era uma fraude, e por aí fora. Mas ele tinha basicamente razão. De Curtin até aos nossos dias a questão continuou a ser estudada e aprofundada, sobretudo por David Eltis e outros, que estão na origem da muito citada Slave Trade Database, e que beneficiando de bastante mais investigação e de mais elementos relativos ao século XIX, o período em que o tráfico foi ilegal, fixaram o total à roda dos 12,5 milhões de pessoas. Desses, e seguindo os critérios e dados da Slave Trade Database, 4,5 milhões serão atribuíveis a Portugal; 3,4 milhões à Grã-Bretanha; 1,4 milhões à França; 1,3 milhões ao Brasil; etc. Ou seja, os portugueses levaram menos escravos de toda a África do que os 5,7 milhões que Daniel Oliveira queria que tivessem levado só de Angola.
O facto de os portugueses terem sido, num cômputo geral, os maiores transportadores de escravos africanos através do Atlântico não implica que fossem piores do que os outros povos. Esse facto foi, isso sim, a consequência de circunstâncias históricas — o acordo de Tordesilhas, o beneplácito papal, etc. — que lhes permitiram ter, durante cerca de 200 anos, de meados do século XV a meados do XVII, o monopólio da relação da Europa com a África ocidental subsariana. Depois, quando as circunstâncias mudaram, esse monopólio cessou e no período que vai de 1640 a 1808, ano em que puseram fim à sua participação no odioso comércio, foram os britânicos que assumiram o papel de maiores transportadores transatlântico de escravos negros.
Em suma, nisto dos números muito depende do que seleccionamos e da forma como queremos apresentá-lo. Ora, é lamentável que haja em Portugal tanta gente que, à semelhança do que fez Daniel Oliveira, no Expresso, se compraz em apresentar o nosso país na pior luz possível, com a agravante de estar a utilizar, para o efeito, dados incorrectos e números martelados. Devo acrescentar que o referido texto do Expresso, cujo tema central é o racismo, me suscita mais críticas, que deixarei para um próximo artigo. Aqui e agora limito-me a focar o problema dos números e a fazer notar o seguinte: Daniel Oliveira censura os portugueses por alegadamente se recusarem a conhecer e a debater o passado colonial do país, e congratula-se por haver, agora, “uma elite” — é assim que os designa — “de académicos e activistas negros” que iniciou esse debate, assim contribuindo “para o advento de uma narrativa alternativa à dominante”. Ora, ser “alternativa” não é nenhum selo de qualidade. A dita “narrativa alternativa” teria todo o cabimento se fosse verdadeira; o problema é ela ser falsa ou inexacta. O que Daniel Oliveira e outros promotores da tal “narrativa” nos têm oferecido à laia de conhecimento não é informação isenta e escorreita, mas sim adulteração e ideologia, como se vê pelo exemplo aqui analisado. Isso é gato por lebre e deve ser rejeitado.»

É lamentável que haja tanta gente que, à semelhança do que fez Daniel Oliveira no Expresso, se compraz em apresentar o nosso país à pior luz possível,…

OBSERVADOR.PT
É lamentável que haja tanta gente que, à semelhança do que fez Daniel Oliveira no Expresso, se compraz em apresentar o nosso país à pior luz possível,…
É lamentável que haja tanta gente que, à semelhança do que fez Daniel Oliveira no Expresso, se compraz em apresentar o nosso país à pior luz possível,…
Comments

Bolsonaro “vai obrigar” os reclusos no Brasil a trabalhar para “pagarem as despesas da prisão”? – Polígrafo

Views: 0

Está a propagar-se nas redes sociais um artigo no qual se destaca que o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, pretende “obrigar” os reclusos a pagarem as despesas do encarceramento. Verdade ou mentira?

Source: Bolsonaro “vai obrigar” os reclusos no Brasil a trabalhar para “pagarem as despesas da prisão”? – Polígrafo

Visão | Ciclo misterioso de ondas de rádio chega à Terra a cada 16 dias. A origem é ainda desconhecida

Views: 0

Os sinais são emitidos de hora a hora, durante quatro dias, e depois param durante outros 12

Source: Visão | Ciclo misterioso de ondas de rádio chega à Terra a cada 16 dias. A origem é ainda desconhecida

OSVALDO CABRAL, O DEBATE SOBRE TRANSPORTES MARÍTIMOS

Views: 0

Transportes

O debate sobre os transportes marítimos de mercadorias ocorrido esta semana no parlamento açoriano demonstrou duas coisas: primeiro, que apenas governo e armadores não estão interessados em alterar o actual modelo, enquanto empresários, populações e partidos da oposição acusam o modelo de obsoleto; segundo, este debate já chega tarde, porquanto a legislatura está a terminar e tudo o que o parlamento ou o governo decidirem não terá efeitos até Outubro.
É caricato que a Assembleia Regional e o Governo dos Açores se debruçam sobre um assunto que já é velho como a Salvé Rainha, que já foi mais do que discutido na legislatura anterior, com estudos apresentados pelos empresários e sempre com a recusa do executivo de Vasco Cordeiro em alterar o sistema.
Não se percebe, portanto, o anúncio de que “está em fase de contratação para elaboração um Plano de Transportes 2021-2030”, quando ninguém sabe o que será o próximo governo a sair em Outubro próximo.
De repente, a nove meses de eleições, assistimos a tantas promessas, tantos estudos, tantos planos, “agora é que é”, dinheiro a rodos, quando é sabido que nada vai mudar até ao acto eleitoral.
Este frenesim de fim de mandato é o pior que pode haver em política.
Cada vez mais o cidadão fica com a ideia de que há apenas nove meses em que se governa nesta região. O resto é para descansar.

Nódoa

Todos se recordarão que a nódoa das Galerias da Calheta nasceu de um conjunto de interesses partidários e particulares à época, envolvendo o Governo Regional e a Câmara Municipal.
O escândalo permanece lá, para que todos não se esqueçam que a palavra de político, por mais alto cargo que ocupa, tem pouco valor quando outros interesses se sobrepõem aos interesses do cidadão.
A vergonha é tão grande que, passados estes anos todos, governo e município ainda não se entenderam em mandar pôr aquilo abaixo.
A actual vereação herdou o fardo, mas também já demonstra desorientação ao isentar os “donos daquilo tudo” de IMI por 10 anos, recuando depois porque terá cometido alguma irregularidade.
Como diz o povo, o que nasce torto…
Entretanto, lá vai permanecendo as ruínas fantasmagóricas, conspurcando Ponta Delgada, como se fossem um monumento em homenagem ao pior que há na política regional.

(Osvaldo Cabral – Diário dos Açores de 16.02.2020)

— with Osvaldo José Vieira Cabral.

Image may contain: one or more people, possible text that says 'Editorial Osvaldo Cabral osealdo.adbral@dhariodosacore.pt'

Preço do gasóleo saltou de 1,014 euros por litro em 2016 para 1,439 euros por litro em 2020? – Polígrafo

Views: 0

Nova publicação no Facebook exibe imagens de faturas de pagamento e de um posto de abastecimento para denunciar que o preço do gasóleo em Portugal aumentou substancialmente nos últimos anos: 1,014 euros por litro em 2016, 1,294 euros por litro em 2017 e 1,439 euros por litro já em 2020. Verdade ou mentira?

Source: Preço do gasóleo saltou de 1,014 euros por litro em 2016 para 1,439 euros por litro em 2020? – Polígrafo