ELOGIO Autoridade de Saúde Regional (ASR), o enf.º Dr Tiago Lopes, diretor Regional da Saúde

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APLAUSO

Tenho, de vez em quando, neste espaço, comentado o que se passa na conferência de imprensa diária do porta-voz da Autoridade de Saúde Regional (ASR), o enf.º Tiago Lopes, diretor Regional da Saúde, sobre a evolução da pandemia nos Açores.

Já elogiei e já critiquei. Elogiando, procurei estimular; criticando, tive a intenção de dar um contributo positivo numa altura em que o esforço de todos é necessário.

Volto a elogiar.

Tive conhecimento de que a ASR abriu a possibilidade de participação, na conferência de imprensa, de órgãos de comunicação social (OCS) e respetivos jornalistas, de fora da ilha Terceira, através de perguntas previamente remetidas e que seriam colocadas na ocasião própria por uma assessora de imprensa.

Enviei, em nome da ANTENA NOVE, duas perguntas e obtive, já hoje, as respostas.

Não é, porém, sobre as «minhas» perguntas que me importa falar. Quero realçar a possibilidade que foi criada de haver um maior leque de jornalistas e OCS presentes, ainda que de forma indireta. Além de enriquecer a conferência de imprensa em si e a mensagem que dela se extrai, esta abertura mostra uma visão correta da forma como o acesso à informação deve ser assegurado, principalmente num arquipélago, que, por natureza, cria obstáculos na mobilidade, agora agravados com as restrições associadas à pandemia.

Não sei de quem foi a decisão, mas ela é merecedora de aplauso.

Por fim, gostaria também de deixar uma palavra de muito apreço às pessoas com quem tenho contactado e que fazem parte do stafe da ASR pelo modo corretíssimo como, num período de grande tensão e exigência, atendem às solicitações e como, com grande competência, têm respondido a inúmeras dúvidas que, naturalmente, surgem em processos complicados como o que ora se vive.

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As pessoas não podem ser descartáveis em função da idade

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A pandemia está a obrigar toda a gente, cidadãos, governos e médicos a escolhas éticas que nunca imaginámos. A mais dramática talvez seja a que se coloca aos médicos, que têm de decidir a quem atribuir o ventilador, escolhendo quem vive e quem morre. Maria do Céu Neves, professora catedrát…

TVI24.IOL.PT
A pandemia está a obrigar toda a gente, cidadãos, governos e médicos a escolhas éticas que nunca imaginámos. A mais dramática talvez seja a que se coloca aos médicos, que têm de decidir a quem atribuir o ventilador, escolhendo quem vive e quem morre. Maria do Céu Neves, professora catedrát…

TIMOR EM EMERGÊNCIA COVID 19

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Covid-19: Ministro Interior timorense pede “esforço coletivo” às forças de segurança

Díli, 27 mar 2020 (Lusa) – O ministro interino do Interior timorense pediu hoje um “esforço coletivo” e a máxima coesão de todas as forças e serviços de segurança para garantir a segurança nacional, a ordem pública e o controlo fronteiriço, no âmbito da resposta à covid-19.
“É em tempos de dificuldades que devemos manter a coesão da Instituição e reforçar o sentido de cumprimento da missão”, afirmou Filomeno Paixão, hoje em Díli, pedindo “proteger a humanidade com humanidade”.
“O combate a este surto de infeção exige que se assegure a capacidade de resposta das Forças e Serviços de Segurança, de molde a garantir a operacionalidade do efetivo que garante a segurança interna, a manutenção da ordem pública e o controlo de fronteiras”, disse.
Filomeno Paixão falava hoje nas comemorações dos 20 anos da Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL), mais reduzidas do que o previsto devido às medidas preventivas da covid-19, e que decorreu horas antes do país entrar oficialmente e durante um mês em estado de emergência.
“O papel dos diversos profissionais integrados nas Forças e Serviços de Segurança, com destaque para os membros da PNTL, é indispensável na capacidade de resposta que o Ministério do Interior tem de assumir num estado de emergência ontem aprovado no Parlamento Nacional”, afirmou.
“Principalmente agora com os desafios que o nosso País enfrenta no momento atual, decorrentes do novo coronavírus SARS-CoV-2, gerador da doença COVID-19, que implicam um esforço coletivo na prevenção e controlo da pandemia”, disse.
Filomeno Paixão pediu “elevado sentido de responsabilidade” aos agentes da PNTL para que “zelem pela segurança de todos os cidadãos presentes em Timor-Leste, timorenses e estrangeiros, porque a covid-19 não escolhe pessoas a infetar e há que proteger a humanidade com humanidade”.
No quadro do estado de emergência e especialmente no “controlo e fiscalização de medidas que restringem direitos, liberdades e garantias dos cidadãos, por motivos excecionais e de salvaguarda da saúde pública”, Paixão disse que é crucial garantir a continuidade da resposta das forças e serviços de Segurança, com destaque para a PNTL, o Serviço de Migração, a Proteção Civil e os Corpos de Bombeiros”.
Saudando as forças policiais e mostrando satisfação pela forma como têm atuado apesar dos desafios do país, Filomeno Paixão disse que esse papel é mais do que nunca “particularmente importante”.
Mesmo com as celebrações condicionadas, o ministro referiu-se aos progressos dos últimos 20 anos, salientando as melhorias na “transferência de aptidões e capacidades” bem como do reforço dos meios.
“O ministro do Interior deposita confiança nos membros da PNTL como os primeiros responsáveis pelo desenvolvimento da Instituição policial e assegura que o comprometimento com o futuro é o empenhamento de todos no desenvolvimento, modernização e consolidação da nossa PNTL”, disse.
“Estou certo de que todos os membros desta nobre Instituição vão continuar a demonstrar a sua capacidade, a sua dedicação para garantir que os timorenses podem continuar a viver a liberdade em segurança numa sociedade que se quer democrática e assente no Estado de Direito”, afirmou.
Timor-Leste tem atualmente um caso confirmado de covid-19.

ASP // SB
Lusa/Fim

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Governo dos Açores garante custo de dormidas em confinamento em hotéis

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O Governo Regional dos Açores vai assegurar o pagamento de dormidas em hotéis das pessoas que cheguem à região e que sejam obrigadas a cumprir confinamento obrigatório em unidades hoteleiras, devido à pandemia de covid-19.

Source: Governo dos Açores garante custo de dormidas em confinamento em hotéis

Irão está a perder a batalha contra o vírus e suplica fim das sanções

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Com mais de 21 mil infectados e 1600 mortos, Teerão debate-se com uma situação descontrolada, fruto de medidas tardias e de uma economia asfixiada. Adversários e aliados pedem a Trump que alivie a pressão.

Metade dos portugueses com sintomas não cumprem quarentena

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As indicações das autoridades da saúde, nomeadamente da DGS, são ligar para a linha do SNS24 e seguir as instruções que os profissionais de saúde indicarem, sendo que apenas 13% dos inquiridos seguiram estas recomendações.

Doentes crónicos com 60 anos ou mais têm de pedir baixa médica para se protegerem – DN

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São doentes crónicos. Sofrem de doenças cardiovasculares, diabetes e doenças respiratórias. As três com mais mortes associadas ao coronavírus. Por isso, têm medo. Querem proteger-se ao máximo, mas quem está entre os 50, 60 ou mais anos, e ainda sem reforma, tem de ir para a baixa médica para ficar em casa.

Source: Doentes crónicos com 60 anos ou mais têm de pedir baixa médica para se protegerem – DN

ALEMANHA E HOLANDA CONTRA PLANO EUROPEU

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O plano de choque europeu encalha pela resistência da Alemanha e da Holanda

A Espanha, com o apoio da Itália, consegue retomar as negociações em 15 dias
A cúpula européia esperada sobre a crise do coronavírus terminou nesta quinta-feira com um confronto frontal entre os países a favor de um plano Marshall de recuperação econômica, liderado pelo primeiro-ministro Pedro Sánchez e parceiros relutantes em uma intervenção maciça, com Alemanha e Holanda como grandes obstáculos. O objetivo do evento foi chegar a um acordo sobre uma “estratégia coordenada” para recuperar a normalidade social, econômica e industrial do continente, uma vez superada a pandemia . No entanto, a forte oposição do norte de compartilhar os custos da pior crise de saúde na Europa nos últimos tempos impediu uma maior concretização.
A cúpula estava prestes a terminar em fracasso retumbante quando Sánchez e o primeiro ministro italiano Guiseppe Conte se recusaram a endossar uma declaração conjunta cheia de imprecisão e sem medidas concretas. A pressão da Espanha, que impôs a especificação de prazos, e a Itália obrigaram os 27 a dar ao Eurogrupo 15 dias para apresentar propostas para enfrentar um ” choque sem precedentes”. O texto vago e impreciso parecia concordar quando, segundo fontes diplomáticas, o Presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, perguntou a todos os participantes da videoconferência se havia um acordo. “Não”, alertou Sánchez, segundo essas fontes. E ele alertou que não assinaria “nenhum acordo que não estabeleça um mandato claro para que os ministros da economia possam continuar trabalhando” em um plano anti-crise.
A ameaça do veto, apoiada pela Itália, forçou Michel a repensar os termos do texto. E depois de um longo rifirrafe (a videoconferência durou seis horas), chegou a um acordo de estabelecer um prazo para os ministros apresentarem o novo plano. “Em três semanas”, foi a oferta que veio de Bruxelas. “Nem 10 dias”, exigiu Roma. Resultado: os ministros têm 15 dias para apresentar propostas que possam levar a um plano de revitalização da economia européia. , condenado a uma recessão este ano devido ao impacto da pandemia de coronavírus.
O encontro, realizado por videoconferência, experimentou momentos de tensão. Mais uma vez, a tabela experimentou uma ligação entre o norte, a favor de cada país emergente da crise com seus recursos, e o sul, que exige uma ação coordenada. O laço eterno foi revivido: os defensores da austeridade continuam a bloquear qualquer passo em direção à mutualização dos custos da crise, enquanto os defensores do compartilhamento de custos não conseguiram fazê-lo, mesmo diante de uma crise dessas dimensões.
Segundo fontes diplomáticas, a Holanda e a Áustria defenderam a linha dura, enquanto a chanceler alemã Angela Merkel deixou claro que não aceitaria os eurobônus levantados por nove países liderados por Espanha, França e Itália. O presidente francês, Emmanuel Macron, defendeu esse instrumento com o argumento de que não se tratava de uma crise como as anteriores e afetou a todos igualmente.
A Itália também conseguiu fazer com que o documento saltasse a única medida concreta de curto prazo, que foi o pedido aos ministros da economia da área do euro para acabar com uma espécie de rede de segurança que permitisse aos países em dificuldade recorrer a uma linha de crédito de emergência do Mecanismo Europeu de Estabilidade (Mede), com capacidade de até 410.000 milhões de euros.
Mas essa referência ao fundo de resgate europeu, cuja utilização evoca o perigoso estigma dos países resgatados durante a crise financeira, encorajou o primeiro-ministro italiano Giuseppe Conte, que se recusa a usar um instrumento projetado para a crise da dívida. Segundo fontes consultadas, Merkel alertou contra a rejeição desta solução desde o início, uma vez que ela tem mais possibilidades do que os eurobonds.
O grupo mais ambicioso, que inclui Itália, Espanha e França, representa quase metade da população da UE. Mas a escala que importa em Berlim ou Haia é a dos números vermelhos. E os nove países aliados representam 72% da dívida pública da zona do euro. Somente a Itália acumula dívidas pendentes (2,38 trilhões em 2019) que quase igualam a Alemanha e a Holanda juntas (2,47 trilhões).
As acusações da Holanda
O governo alemão de Angela Merkel e os holandeses de Mark Rutte se recusam a usar os recursos da comunidade neste início da crise. Ambos os países, apoiados pela Áustria e pela Finlândia, entre outros, preferem que a rota nacional seja explorada inicialmente, aproveitando a suspensão temporária do Pacto de Estabilidade e Crescimento (que fixa um limite de 3% do déficit) e o relaxamento das regras de auxílio Estado (que limitava os subsídios às empresas em dificuldade).
No entanto, essas duas medidas aprovadas até o momento beneficiam assimetricamente os parceiros da comunidade, porque só podem ser exploradas por países com amplo espaço fiscal para manobras, como Alemanha e Holanda. Aqueles que estão no vermelho (como Espanha) e com um volume de dívida próximo a 100% do PIB (como Espanha e França) ou acima de 100% (como Itália) dificilmente têm espaço orçamentário para embarcar em um grande plano de estímulo fiscal dos cofres públicos.
O ministro das Finanças holandês, Wopke Hoekstra, até sugeriu em reuniões de videoconferência com seus colegas que a Comissão Europeia deveria investigar por que alguns países não possuem essa margem orçamentária, apesar do fato de a área do euro estar crescendo há sete anos ininterrupto, o período mais longo de bonança desde o nascimento da moeda única em 1999.
“O problema é que a crise do coronavírus ainda não atingiu todos os países simetricamente”, diz uma fonte diplomática do sul. Os países do Sul estão convencidos de que o impacto brutal acabará sendo sentido em toda a UE. E então chegará a hora de acordar um grande plano de estímulo em nível europeu, descrito pelo Presidente Sánchez como um plano Marshall.
Sem suprimentos e Schengen cheio de fronteiras
A cúpula do coronavírus coincidiu com o 25º aniversário da entrada em vigor do acordo de Schengen, que aboliu os controles de fronteira entre os países signatários em 26 de março de 1995. Um quarto de século depois, mais de uma dúzia de parceiros Schengen ( entre eles a Espanha) restabeleceram controles nas fronteiras internas e todos os parceiros da UE (exceto a Irlanda) impuseram restrições à passagem de suas fronteiras externas, de acordo com a conta contida em uma nota interna da Comissão. O mesmo documento indica que as principais rotas de transporte europeias, que absorvem 75% do tráfego de mercadorias por caminhão, sofreram limitações e atrasos na cadeia de suprimentos por mais de 24 horas, incluindo o transporte de equipamentos médicos.
España, con el apoyo de Italia, logra que las negociaciones se reanuden en 15 días

España, con el apoyo de Italia, logra que las negociaciones se reanuden en 15 días

MAPAS DA EVOLUÇÃO 26 MARÇO

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Os dados de hoje, divulgados pela DGS, quanto ao estado da pandemia, não me merecem especiais comentários. A evolução quer dos novos casos (agora, 3.544), quer de mortes (agora, 60), continuam infelizmente dentro do previsível. É facto que houve uma redução da taxa de progressão de novos casos, que se reflectiu até, de novo, num número diário de casos novos inferior a ontem, como se vê no terceiro gráfico. Mas estas variações só são relevantes se tiverem continuidade ao longo de vários dias, permitindo interpretações de alteração para melhor da curva de evolução dos contágios e da epidemia.
Até hoje, já houve outras ocorrências destas a 10, 19 e 24 de Março, mas sempre sem continuidade, nem efeitos na curva de evolução da pandemia. Portanto, registemos e aguardemos.
O pior é ter havido novas mexidas nos relatórios dados a público, o que só serve para abalar a confiança pública, sobretudo quando não há explicação sólida e credível. Já tinha havido, anteontem, mexidas no número cumulativo de mortes: primeiro, eram 29; pouco depois, subiram para 30; e, horas depois, foram corrigidos para 33.
Hoje, também tivemos duas versões do Relatório, cuja primeira página reproduzo nas quarta e quinta imagem. As diferenças estão assinaladas: no primeiro, havia 16.568 casos não confirmados e 2.145 a aguardar resultado laboratorial; no segundo, os números passaram, respectivamente, para 16.718 e 1.995. A diferença é de 150 casos, que passaram de repente, certinhos e redondinhos, de um lado para outro: soma de um lado, subtrai do outro. Isto é muito mau e mina a credibilidade dos relatórios, que é o que não pode acontecer a Portugal.

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