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O encontro entre o clube de Bérgamo (Atalanta BC) e o espanhol Valencia foi mesmo considerado uma bomba biológica. Só durante aquele jogo, realizado a 19 de fevereiro na cidade italiana de Milão, contagiaram-se perto de 40 mil pessoas.

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O encontro entre o clube de Bérgamo (Atalanta BC) e o espanhol Valencia foi mesmo considerado uma bomba biológica. Só durante aquele jogo, realizado a 19 de fevereiro na cidade italiana de Milão, contagiaram-se perto de 40 mil pessoas.

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COVID-19, actualização – dados referentes às 24h00 de 27/3
AÇORES com mais 2 (DOIS) casos: 1 em São Miguel (indivíduo do sexo feminino, de 37 anos, com deslocação recente ao exterior da Região) e o outro na Terceira (do sexo feminino, 35 anos, sem relação com os casos detectados anteriormente nesta ilha). Ambas apresentam situação clínica estável e estão, de momento, no domicílio.
Até à data, foram detectados na Região 27 casos positivos: 7 na ilha Terceira, 3 no Faial, 7 em São Jorge, 7 em São Miguel e 3 no Pico.
Em Portugal, 5.170 casos confirmados, + 902 (21,1%) face ao dia anterior.
São já 100 os mortos registados no país, + 24 face ao último relatório diário da DGS, com uma taxa de letalidade de 1,93%. Os casos recuperados são 43, sem alteração face a ontem.
Ministra da Saúde revê o “pico” da epidemia de 14 de Abril para final de Maio, pelo achatar da curva, preparando os portugueses para muitos mais casos durante mais tempo.
No país, curva (exponencial) diminuiu o padrão, apontando para um intervalo entre 15 e 17 mil infectados no final de Março. A taxa média de crescimento, desde o 1.º caso, a 2 e Março, passou de 35,9% para 35,3%.
A nível global, a COVID-19 ultrapassou, ontem, a barreira dos 600 mil casos confirmados (duplicou em 6 dias), com os EUA a contabilizarem, por si só, mais de 100 mil casos e em forte aceleração. O vírus já se espalhou, a esta data, por 177 países, e com os relatórios nacionais que serão divulgados durante o dia, a provocar, 30.000 mortos, e a crescer a uma razão diária superior a 3 mil fatalidades.

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Xavier do Amaral
Os meus heróis são normalmente pessoas que de uma maneira ou de outra tentam sobreviver às circunstâncias suas ou das que lhe são impostas. A última vez que falei com Xavier do Amaral foi antes das eleições para a Assembleia Constituinte. Morava lá para os lados de Lecidere bem perto da minha casa no Bairro dos Grilos. Estava vestido com um lençol completamente branco que me fez lembrar em certa medida a figura de Gandhi. Lembro-me que na altura Xanana Gusmão era projetado como sendo o Mandela. Houve uma determinada altura em que coexistiam em Timor, um Mandela e um Gandhi. Conjuntamente com Ramos-Horta fundou a ASDT que mais tarde acolheu a FRETILIN que fora fundada em Lisboa pelos estudantes universitários como Abílio de Araújo, Vicente Sahe, Carvarino, Hamis, Maria do Céu e outros. Xavier do Amaral nunca se ajustou muito bem com o carácter revolucionário da FRETILIN. Adivinhava-se que mais cedo mais tarde havia de ter lugar a ruptura. Era social-democrata e livre pensador. A disciplina revolucionária não se coadunava com o seu carácter. Proclamado Presidente da República na capital e, no mato, durante a guerra da guerrilha foi deposto, sendo acusado de alta traição. Aguardava por ele a mais severa de todas as penas: fuzilamento. Entretanto o acampamento onde estava detido foi capturado pelos militares indonésios tendo ir servir como tratador de cavalos de um general que desta forma quis humilhar o homem que havia proclamado a República Democrática de Timor-Leste. Após o referendo esteve em Lisboa coincidindo com a vinda gloriosa de Xanana Gusmão. Lembro-me da frieza com que ambos falaram no pavilhão de Timor na Expo. Um era o herói e ou outro o vilão. Mais tarde viria a ser recuperado como herói nacional. Está enterrado no cemitério dos heróis, em Timor-Leste. “Xavier do Amaral, o sobrevivente”. Este será talvez o título do próximo romance que escreverei. Claro se o tempo e as circunstâncias em que vivemos me permitirem.
So help me, GOD!
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A saúde, primeiro!
http://escritemdia.blogspot.com
(crónica publicada no Diário dos Açores de hoje)
Nos difíceis dias que (não) correm, confrontamo-nos com um ambiente depressivo que afeta sobremaneira o nosso quotidiano.
Esta imposição sanitária de “ficar em casa”, confinados a quatro paredes e só abertos ao mundo do Covid-19, perante a contingência de sermos atingidos pelo flagelo, limita-nos a reflexão sobre o pós-crise. No pequeno universo das nossas ilhas, só queremos…
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O nosso confinamento social está de facto a forçar a descer a curva epidemiológica portuguesa.
Hoje em Portugal tivemos mais 902 casos de Covid-19, abaixo dos esperados 118. Esse último valor já está a entrar em conta com os efeitos positivos do confinamento social dos últimos 9 dias. Significa isso que conseguimos evitar 216 novos casos de infeção de ontem para hoje no país.
Pode parecer pouco, mas poderíamos estar hoje num mínimo de 9694 casos (Jorge Buescu) ou num cenário muito pior e semelhante a Itália com 24 866 casos (Jorge Buescu).
Termos evitado 216 casos hoje, implica que retirámos de amanhã cerca de 432 novos casos, no dia seguinte 862 novos casos e assim sucessivamente.
Relativamente ao número de óbitos que subiu uma centena relativamente a ontem, evitamos menos casos com o confinamento social quando comparados com os dias anteriores. Evitamos apenas 7 fatalidades relativamente ao expectável. Esse efeito tão pequeno do isolamento social na redução do número de óbitos está certamente relacionado com o facto de termos deixado o vírus entrar em casas de repouso ou de acolhimento de idosos. Mesmo assim, evitamos que o número de óbitos amanhã crescesse acima do expectável mais 8 casos, no dia seguinte mais 12, e depois 16, 22, 30…etc.
É muito provável que amanhã se ultrapasse no país a barreira dos 6000 infetados (ou andar muito perto), mesmo com o confinamento social. Os efeitos desse confinamento não são imediatos como todos sabem.
Este gráfico do “The Economist” tenta analisar o efeito de “ficar em casa” nesta pandemia.

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Quando forem às compras não deites as luvas nem as máscaras para o chão.
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Aqui na Etiópia, se é que alguém pensa em nós…a vida continua, nem todos podem ficar em casa porque o comércio informal assim o obriga. Estamos assustados, sim, porque não sabemos quantas emergências de hoje serão os óbitos de amanhã. Não há filas nos supermercados, pois estamos habituados a viver com pouco, mas não choramos nem fazemos filas para desinfetantes. Ficar em casa confinados? Para nós não é novidade, pois estados de emergência foram amiúde declarados, sem que o mundo sequer suspeitasse. E não, ninguém está histérico por ter de ficar em casa com o cônjuge e os miúdos. Nós, por cá, agradecemos podermos estar 24 horas com aqueles que amamos. E não, meus caros, ninguém luta por papel higiénico, pois ter comida todos os dias é a maior preocupação. A vida segue normalmente, pois sim,estamos habituados às privações de que ora vos queixais. E muitos de nós vivem dramas de que nem suspeitais: perdemos empregos, somos obrigados a ir trabalhar, apesar do suspeitoso vírus, perdemos filhos e amigos em acidentes, muitos de nós nem temos casa onde ficar confinados. Muitos de nós adotamos os filhos que alguém deixou por não ter meios. E assim segue o Mundo: o corona chegou? Ai, é o fim? Pois o fim é o quotidiano para muitos de nós, bem caladinhos, pois o fim é o início de todos os dias…para muitos de nós.