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“Portugal não tem dimensão para enfrentar sozinho esta situação”
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Rui Pena Pires, Sociólogo das Migrações e professor no Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE) é o entrevistado de hoje do Vozes ao Minuto.
Source: “Portugal não tem dimensão para enfrentar sozinho esta situação”
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Covid-19: Indonésia impede entrada de estrangeiros, confirmando isolamento de Timor-Leste
Díli, 01 abr 2020 (Lusa) – A Indonésia anunciou hoje a proibição da entrada de cidadãos estrangeiros não residentes, mesmo em trânsito, com medidas idênticas às adotadas na Austrália e em Singapura, deixando assim sem alternativas timorenses e estrangeiros em Timor-Leste.
A nova restrição, que entra em vigor a partir de quinta-feira, implica que para a Indonésia só podem viajar cidadãos ou residentes permanentes, medida que já estava em vigor em Singapura e na Austrália.
Até agora cidadãos estrangeiros em Timor-Leste, incluindo portugueses, que quisessem sair do país, poderiam ainda viajar através da Indonésia, mesmo que sendo exigido um atestado médico e um visto.
Díli tem ligações aéreas para Darwin, na Austrália, para Bali, na Indonésia e para Singapura, ainda que atualmente com uma frequência mais reduzida.
Devido às restrições implementadas nesses três países, passa a ser impossível sair de avião para timorenses e estrangeiros.
Paralelamente, e no sentido inverso, Timor-Leste também fechou as suas fronteiras à entrada de cidadãos estrangeiros não residentes.
No caso das medidas anunciadas pela Indonésia são permitidos apenas diplomatas, pessoal envolvido em apoio médico ou humanitário, tripulações de aviões e quem esteja a trabalhar em “projetos estratégicos nacionais”.
A Indonésia confirmou um total de 1.528 casos da covid-19, com 136 mortes.
O Governo anunciou já um pacote de 24,6 mil milhões de dólares (22,48 mil milhões de euros) para responder à covid-19 no país, incluindo gastos em saúde, medidas económicas e apoios sociais.
Em Timor-Leste, está confirmado um caso da doença.
O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 828 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 41 mil.
Dos casos de infeção, pelo menos 165 mil são considerados curados.
Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.
ASP // VM
Lusa/Fim

SANTANA CASTILHO · Tocata para um ministro à distância
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Tocata para um ministro à distância
Vêm aí longas semanas de ensino a distância. Importa pois analisar a que distância está o Ministério da Educação (ME) da realidade.
Incapaz de produzir orientação séria, o ministro começou por proclamar que “os professores não estão de férias”. A maioria das escolas e demasiados professores, apostados em mostrar que não estavam de férias, tomaram iniciativas cujo volume, diversidade e fragmentação conferiram ao sistema a incoerência característica do “salve-se quem puder”. Em vez de desenhar um quadro de intervenção pedagógica e definir os recursos digitais para o executar, o ME arrebanhou tudo o que mexia na Internet e despejou sobre as escolas, para ajudar à balbúrdia. Quando surgiram os primeiros reparos para a falta de computadores e de banda larga ao alcance de muitos alunos, o ministro Tiago chamou carteiros, escuteiros e professores reformados. Receei que se seguisse a requisição civil dos pombos-correios. Mas seguiu-se um roteiro, ora banal, ora prolixo, que transfere para as escolas e para os professores as responsabilidades centrais.
Agora, é preciso aproveitar estas estranhas férias da Páscoa para pensar com serenidade. O sistema não tem recursos para o funcionamento do ensino a distância na escala que é requerida. O ME não pode contar com os seus equipamentos obsoletos, sem capacidade de memória, nem com a sua Internet, que ora é lenta, ora sucumbe, ora não existe. Só o salvam os equipamentos dos pais e dos professores, que pagarão as contas de energia e de Internet. Os problemas logísticos que o ensino a distância coloca vão aprofundar as desigualdades sociais entre os alunos. Muitos (50 mil só no ensino básico) não dispõem de um computador nem de Internet em casa. Muitos encarregados de educação não têm as condições e formação necessária para acompanhar os filhos nas tarefas escolares.
Saia do marasmo, ministro Tiago, e faça, pelo menos, isto:
– Defina já como se processa e como se avalia o trabalho do 3.º período, oficializando o que todos sabem oficiosamente.
– Desista do ensino online para crianças do 1.º e 2.º ciclos, que não têm preparação para tal. Para estas e para todas as que não têm computador nem Internet, recorra à televisão. Siga o exemplo da sua colega de Espanha, que reuniu recursos de 14 editoras e nove portais educativos e partiu para emissões de cinco horas diárias de TV educativa. Reserve o online para o 3.º ciclo e secundário, com identificação das plataformas digitais mais eficazes e a sua disponibilização gratuita.
– Fixe horários nacionais para o ensino à distância. Este tempo de crise tem sido invasivo da privacidade dos alunos, das famílias e dos professores, com um enorme excesso de solicitações e exigências. Se há paradigma já evidente é o da servidão digital. Sem horário de actividades, tanta diligência e desrespeito pela privacidade alheia transformarão pais, professores e alunos em simples plataformas humanas à deriva, no meio das plataformas digitais.
– Anule imediatamente as provas de aferição, marcadas para Maio, e os exames finais do 9.º ano. As primeiras porque, de duvidoso sentido desde o início, são agora redobradamente inúteis. Os segundos porque, sendo praticamente irrelevantes para a progressão dos alunos, ocupariam recursos e tempo necessários para iniciativas prioritárias, em tempo de crise.
– Mande redefinir os conteúdos programáticos dos exames nacionais do ensino secundário (as provas devem ser limitadas ao que foi leccionado presencialmente) e mande reformular, em conformidade, os respectivos enunciados. Claro que isto o obriga a adiar o calendário dos exames e a coordenar com o seu colega do superior a acomodação destas mudanças no processo de acesso ao ensino superior.
– Incumba um pequeno grupo de pessoas sensatas (tem de procurar fora do seu circulo) de desenhar, desde já, um plano de regresso à actividade presencial, que preveja cuidados de vigilância e resguardo para uma eventual segunda onda da covid-19 (reduzir o número de alunos por turma, para aumentar o seu distanciamento em sala; redefinir normas de utilização de espaços comuns, designadamente recreios, e generalizar artefactos de higienização das pessoas e dos objectos). Aquando da reentrada, devem estar previstos apoios pedagógicos suplementares para quem deles necessite.
Se precisar de ajuda, diga. Vou trabalhar consigo, pro bono.
In “Público” de 1.4.20
OSVALDO JOSÉ VIEIRA CABRAL · Os nossos Bravos
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Os nossos Bravos
“Eu fui à terra do bravo…”, a canção popular açoriana imortalizada pelo eterno Zeca Afonso não me sai da cabeça por estes dias, ao assistir ao comportamento generalizado da população açoriana perante o cenário em que vivemos.
Com a conhecida estoicidade açoriana, vamos todos cumprindo fielmente as recomendações e procedimentos das autoridades de saúde, à custa de tantos sacrifícios, sabendo que ainda estamos no princípio.
É claro que há sempre os desestruturados da sociedade, aqueles que vivem desajustados socialmente, não obedecendo e não respeitando as regras, criando rupturas que põem em risco os outros, mas é para isso que existem as autoridades de segurança, a quem compete zelar pelo bem estar de todos.
Mas o que é isto comparado com a enorme maioria dos cidadãos açorianos?
E há, ainda, os outros, os do discurso do ódio, a paranóia de apedrejar os que chegam, o ultraje em bando aos que contraíram a doença; sempre existiram ao longo dos séculos nos momentos de crise. As redes sociais só ampliaram o fenómeno.
É uma espécie de ‘lei mosaica’ moderna, já conhecida nos templos bíblicos, em que se previa a morte por apedrejamento.
Outra minoria são os lambedores de botas, uma casta muito crescente e diligente, que gosta de sindicar tudo e que acha que não deve haver opinião crítica e livre.
Mais forte do que tudo isso é a lei da tolerância e da solidariedade, que se tem revelado um fonte inspiradora nestes tempos, em todas as ilhas.
É ver as campanhas de angariação de fundos, promovidas por jovens, como o movimento entusiasta “Todos pelos Açores”, tal e qual como no tempo dos nossos avós e bisavós, perante a desgraça comunitária, em que se procurava ajudar uns aos outros.
Andamos tão focados na conferência de imprensa das 4 da tarde, nos números, nos confinamentos, nos cordões sanitários, nas origens do contágio, quem o espalhou, e não nos apercebemos da quantidade de gente, cidadãos como nós, patrícios, amigos, familiares, conhecidos, que estão na linha da frente, nos hospitais, nos bombeiros, nas unidades de saúde, numa ofensiva diária para expulsar o inimigo do nosso corpo.
São estes os nossos Bravos, tão bem retratados na capa da edição deste mês da The New Yorker.
Os profissionais de saúde dos Açores merecem mais visibilidade, muito para além das 4 da tarde e do aparecimento dos políticos a anunciar medidas fugazes, mesmo que importantes.
São eles o nosso último reduto, os nossos guerreiros a quem depositamos a derradeira esperança quando já não tivermos nenhuma.
Quanto custa ver um soldado despedir-se dos familiares para ir para a guerra? Quantos corações escondam um aperto vigilante na hora da partida de um profissional de saúde, por estes dias, sem saber se vai regressar imune para junto dos seus? E muitos a dormir fora de casa por prevenção?
O universo dos profissionais de saúde infectados no nosso país já ultrapassa os 850, no país vizinho já vai para lá dos 12 mil e em Itália atinge valores arrepiantes.
No dia em que estes Bravos nos faltarem, vai-nos faltar tudo.
É por isso que não se entende este racionamento, cá e lá, na protecção dos profissionais de saúde.
Dêem-lhes tudo para a sua protecção. São os primeiros a necessitarem para depois nos protegerem a nós.
Enfermeiros, médicos, assistentes operacionais, bombeiros, equipas da Unidade de Evacuações Aéreas, técnicos de laboratório que efectuam os testes e todos os restantes profissionais devem merecer da parte da Autoridade de Saúde toda a protecção necessária sem olhar a meios.
Não faz sentido o racionamento de equipamentos, a falta de EPI’s, a limitação de recursos, quando o tempo em que vivemos não tem tempo.
Os senhores administradores devem sair dos seus confortáveis gabinetes e irem para o terreno ver o que falta, ouvir os profissionais e atendê-los com a urgência que o tempo impõe.
Agir a tempo não é ir de arrasto.
Todos têm o dever de estarem em alerta.
Ainda agora, a Força Aérea, através da Esquadra 501-Bisontes, no âmbito da luta contra o Covid, transportou 4,5 toneladas de material para ajuda ao combate da pandemia, do Continente para os Açores e para a Madeira.
São gestos que não aparecem nas conferências de imprensa dos políticos.
Como, também, o trabalho incansável e histórico da Unidade de Deslocações e Evacuações Aéreas do Hospital de Santo Espírito da Ilha Terceira, que até há pouco tempo já tinha efectuado mais de 80 evacuações este ano, numa média de mais de 3 evacuações por dia, ou seja mais de 80 pessoas socorridas em prol da população dos Açores na área da saúde.
Estes Bravos também têm nome, apesar de não aparecerem nos jornais e nas televisões.
Na impossibilidade de, nesta crónica, nomear tanta gente, há pelo menos um que encarna o espírito e abnegação de todos os restantes: chama-se Luís Picanço e é, há 25 anos, o enfermeiro que chefia a equipa dos enfermeiros da Unidade de Evacuação.
As suas Bodas de Prata é o risco que enfrenta todos os dias para salvar vidas em todas as ilhas.
Como ele, tantos profissionais anónimos por estas unidades de saúde fora, às vezes sem recursos, para além do horário normal de trabalho, sem equipamento apropriado, sem salário compensador e, muitas vezes, ter de aturar as burocracias do sistema, sob a desorientação de gestores confinados aos gabinetes, é esta gente que precisa agora da nossa atenção, que se lhes dêem todos os recursos que precisam para salvar vidas.
E sejam os primeiros a beneficiar da massificação de testes. Que tarda.
Estamos com eles.
“Bravo meu bem…”
Abril 2020
Osvaldo Cabral
(Diário dos Açores, Diário Insular, Multimedia RTP-A, Portuguese Times EUA, LusoPresse Momtreal)


Trezentas e sessenta e cinco voltas ao sofá VISÃO JOAO GAGO DA CAMARA
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Hoje, na Visão, a (des)União Europeia, a quarentena e o menino açoriano que está entediado.
Boas leituras e abraços.

Proms 08 – Lang Lang – Liszts’s Hungarian Rhapsody No2 – YouTube
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ÚLTIMA HORA 31 MARÇO novo teste em 2 minutos e mede anticorpos
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Fabulous news! This new test provides results in just 2 minutes and actually measures antibodies, and so can determine if a person has gained immunity to COVID-19. The test has just been cleared by the FDA.
I love Science. (Link courtesy my Sister Dr. Graça Salcedo)

Postal do Algarve | Qualidade do ar interior é crítica na transmissão da COVID-19
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Face à atual situação de pandemia da Covid-19, Manuel Gameiro da Silva, professor catedrático do Departamento de Engenharia Mecânica da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, alerta que a qualidade do ar interior é crítica
Source: Postal do Algarve | Qualidade do ar interior é crítica na transmissão da COVID-19

